Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens

Atletas refugiados fazem estreia histórica nos Jogos Paralímpicos no Rio

O nadador sírio Ibrahim Al-Hussein lidera a inédita Equipe de Atletas Paralímpicos 
Independentes na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
© ACNUR/Benjamin Loyseau.

10/09/2016

O nadador sírio Ibrahim Al-Hussein conduziu a Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes no estádio do Maracanã e carregou a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional.

Sob fortes aplausos, dois atletas paralímpicos, que enfrentaram o desafio adicional de terem sido forçados a se deslocar de seus países, fizeram história nesta quarta-feira (7) ao entrarem no consagrado estádio do Maracanã para a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos 2016 no Rio de Janeiro.

Ao som de vibrantes e entusiasmados gritos de apoio vindos da multidão, Ibrahim Al-Hussein liderou a inédita Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes até a arena, portando a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional.

Originalmente da Síria, Ibrahim costumava competir em campeonatos de natação locais e nacionais, mas sua carreira foi interrompida há cinco anos quando a guerra eclodiu na Síria.

Em 2013, após perder a parte inferior de sua perna direita devido em uma explosão, ele fugiu para a Turquia onde passou a maior parte do ano seguinte reaprendendo a andar. Em 2014, ele embarcou em um bote inflável para a Grécia, onde ele retomou seus treinos de natação.

“Estou muito feliz por ter sido escolhido para conduzir a bandeira. Esse está sendo um dos melhores momentos da minha vida.”

“Estou muito feliz por ter sido escolhido para conduzir a bandeira. Este está sendo um dos melhores momentos da minha vida”, disse Ibrahin Al-Hussein à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) antes da cerimônia que foi acompanhada ao vivo por milhões de pessoas no mundo inteiro.

“Antes da guerra na Síria, eu sonhava em participar das olimpíadas. Depois do que aconteceu, e depois da minha lesão, eu resolvi seguir em frente e hoje estou nas Paralimpíadas. Eu continuei sonhando, e este momento é um dos melhores que já vivi na vida”, ele acrescentou.

Fogos de artifício iluminam o Maracanã na cerimônia de abertura dos Jogos 
Paralímpicos Rio 2016. © ACNUR/Benjamin Loyseau

Outro integrante da equipe é Shahrad Nasajpour, um atleta iraniano com paralisia cerebral que teve o seu pedido de refúgio concedido pelos Estados Unidos. Ele competirá no lançamento de discos, mas não quis compartilhar sua história por motivos pessoais.

A cerimônia teve início com uma contagem regressiva marcada pela manobra radical do atleta Aaron Wheelz que, sob uma cadeira de rodas, desceu em alta velocidade uma rampa com a altura de um prédio de seis andares e saltou através de um painel com o número zero, marcando o início dos Jogos com uma explosão de fogos de artifício.

Durante o desfile, voluntários posicionaram mais de 1.000 peças de um quebra-cabeça que formou um coração, representando o conceito-chave da cerimônia: "O coração não conhece limites. Todo mundo tem um coração".

Antes da cerimônia de abertura, o Alto Comissário da Agência da ONU para Refugiados disse que estava “muito feliz por torcer por Ibrahim e Shahrad”.

"A Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes é um símbolo da força e determinação para as pessoas refugiadas com deficiência em todo o mundo. Eles são um exemplo do que pode ser alcançado quando os refugiados com deficiência têm a oportunidade de seguir seus sonhos e desenvolver seus talentos".

“Eles são um símbolo da força e determinação para as pessoas refugiadas com deficiência em todo o mundo.”

Os competidores estão seguindo os passos da amplamente celebrada Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ainda que não tenham conquistado medalhas, os 10 atletas refugiados fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016, colocando a coragem e a perseverança dos refugiados e dos deslocados internos do mundo todo - uma população que já ultrapassa 65 milhões – sob os holofotes.

Nos Jogos Paralímpicos, Ibrahim irá competir nos 50 metros e 100 metros nado livre na classe S10, uma das 10 classes com base no grau de habilidade. Sua participação acontece menos de um ano depois que ele começou a nadar novamente, em outubro do ano passado, depois de uma pausa de cinco anos.

Em abril, Ibrahim conduziu a Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 por um campo de refugiados em Atenas, um gesto simbólico para mostrar solidariedade aos refugiados de todo o mundo.

Reunião

A representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Isabel Marquez, se reuniu com a equipe para demonstrar seu apoio aos atletas e parabenizá-los pela participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, representando milhares de outros refugiados e solicitantes de refúgio com deficiências em todo mundo.

A Representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, cumprimenta o atleta refugiado 
Ibrahim Al-Hussein na Vila Olímpica no Rio de Janeiro. © ACNUR/Benjamin Loyseau

"Eles já são vitoriosos, pois conseguiram ultrapassar vários obstáculos e chegar até aqui. O fato de serem refugiados torna sua necessidade de proteção mais evidente. E para pessoas com necessidades especiais, isto é particularmente importante". 

Para Isabel, a equipe traz uma mensagem de esperança para os Jogos Paralímpicos. "Não importa o problema que as pessoas tenham na vida, continuem a fazer o que gostam". 



Jogos Paralímpicos terão atletas refugiados pela 1ª vez

O atleta refugiado sírio Ibrahim Al- Hussein vai competir nos 50 e 100 metros nado 
livre na classe S10 - Divulgação/Acnur

27/08/2016

Ibrahim Al-Hussein e Shahrad Nasajpour integram a Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes; competidores são originários da Síria e do Irã
  
Dois atletas que foram forçados a deixar seus países de origem vão participar, pela primeira vez, dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 pela Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes. Segundo informações da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), os atletas são da Síria e do Irã.

Ibrahim Al-Hussein, que cresceu em Deir ez-Zor, na Síria, foi atingido por uma bomba em 2013, ao tentar ajudar um amigo. Ele perdeu a parte inferior de sua perna direita, abaixo do joelho. Ibrahim então fugiu para a Turquia e, em 2014, viajou em um barco inflável para a Grécia, onde vive refugiado até hoje.

Após a lesão, Ibrahim pensou que nunca nadaria novamente. "Depois de 22 anos de treinamento, o meu sonho finalmente se tornou realidade", afirmou o atleta, que desde criança treinava natação com seu pai. Nos Jogos Paralímpicos, Ibrahim irá competir nos 50 metros e 100 metros nado livre na classe S10. Em abril, Ibrahim conduziu a Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 por um campo de refugiados em Atenas.

O outro atleta que irá participar da Paralimpíada como independente é Shahrad Nasajpour, um iraniano que teve concedido o pedido de refúgio nos Estados Unidos, mas ainda não é considerado refugiado. Shahrad tem paralisia cerebral e competirá no arremesso de discos, na classe esportiva F37.

Segundo a Acnur, a população de refugiados e deslocados internos no mundo já ultrapassa 65 milhões. “Os atletas deslocados vão levar uma mensagem de esperança, não só para os milhões de pessoas deslocadas com deficiência em todo o mundo, mas para todas as pessoas, em todos os lugares”, diz a Acnur.

Na Olimpíada do Rio de Janeiro, realizada neste mês, uma equipe de 10 atletas refugiados participou também de forma independente.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil


Pós-Rio 2016, PNUMA vai divulgar estratégia para ligar esporte e meio ambiente


Tela de Synnöve Hilkner com bicicleta como motivo: aliar esporte e meio ambiente é objetivo do PNUMA

15/08/2016

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto, com muitas mensagens de cunho ecológico, motivou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a ampliar a divulgação da estratégia para vincular esporte e sustentabilidade. A iniciativa do PNUMA foi batizada de Estratégia Michezo, palavra que significa “esportes” e “jogo” no idioma kiswahili, presente na África Oriental e que mantém laços com outros idiomas.

A estratégia de longo prazo para vincular esporte e meio ambiente, por meio da difusão da ética e dos valores ambientais em todos os níveis do esporte, inclusive do esporte recreativo, foi formulada pelo PNUMA e está em vigor desde 2003. Os objetivos centrais da Estratégia Michezo são a promoção da integração dos aspectos ambientais ao esporte; a utilização da popularidade dos esportes para promover a sensibilização do público, sobretudo dos jovens, sobre questões ambientais; e promover o aperfeiçoamento das instalações esportivas e métodos de fabricação de materiais esportivos respeitando as premissas da sustentabilidade.

O PNUMA destaca a íntima ligação do esporte com a natureza. “Um meio ambiente saudável é necessário para o esporte saudável, e esta intimidade com a natureza é o que motiva e inspira muitos atletas”. Por outro lado, um meio ambiente degradado representa um obstáculo para a motivação das pessoas em praticar esportes e pode até colocar em perigo a realização de eventos esportivos.

As instalações de eventos e atividades esportivas também repercutem no meio ambiente, observa o PNUMA. As instalações e eventos esportivos contribuem no consumo de energia, para a emissão de gases de efeito-estufa e eliminação de resíduos, tóxicos ou não, e também para a deterioração da camada de ozônio e do habitat e para a perda da diversidade biológica, a erosão do solo e poluição da água e do ar.

A Estratégia Michezo complementa, sobre os impactos ambientais do esporte: “Os fabricantes de artigos esportivos e os grandes acontecimentos esportivos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e o Tour de France empregam a milhares de pessoas, compram e consomem recursos em grande escala, produzem milhões de bens de consumo, utilizam energia e água, geram resíduos sólidos, urbanizam terrenos e utilizam e operam frotas de veículos”.

O documento do PNUMA assinala que, em contrapartida, os esportes são uma das formas de lazer mais populares. E justamente por essa grande audiência, os participantes e/ou torcedores de esportes representam um importante meio de promoção de mensagens ambientais.

É especial o papel dos atletas, nota o PNUMA: “Milhões de pessoas admiram os esportistas de sucesso e os consideram arquétipos sociais. Estes arquétipos, que são admirados por valores como honradez, paixão pelo trabalho, espírito de equipe e cooperação, a disciplina, a dedicação, a dignidade e o respeito aos demais podem desempenhar uma função primordial para influenciar e estimular atitudes da sociedade relativas ao meio ambiente”.

O PNUMA observa que seu trabalho com a relação entre esporte e meio ambiente começou em 1994, quando subscreveu acordo de cooperação com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Foi dois anos depois, portanto, da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Em 1994 o COI considerou o meio ambiente como terceiro pilar do movimento olímpico internacional, ao lado do esporte e da cultura. O COI também criou uma Comissão de Esportes e Meio Ambiente para assessorar o seu Conselho Executivo. Em parceria com o COI e várias confederações e federações esportivas, o PNUMA elaborou a Agenda 21 para o Esporte e o Meio Ambiente. PNUMA e COI são igualmente parceiros na realização bienal de conferências internacionais sobre esporte e meio ambiente, tema também de seminários regionais.

Áreas de atuação da Estratégia Michezo -  A Estratégia Michezo compreende quatro grandes áreas de atuação para o próprio PNUMA e outras instâncias do sistema das Nações Unidas, para promover e aprofundar os vínculos entre esporte e meio ambiente:

I – Participação na iniciativa do Secretário Geral:

O PNUMA assume o compromisso de apoiar a equipe do Secretário Geral da ONU sobre Esportes para o Desenvolvimento e a Paz, nos esforços para ligar esporte e meio ambiente. O PNUMA também pretende ampliar laços com outros órgãos das Nações Unidas, para promover a ligação entre esporte e meio ambiente e na contribuição dessa ligação para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, também conhecidos como Metas do Milênio e que têm seu prazo estipulado para 2015.

II – Promoção da sensibilização sobre questões ambientais por meio do esporte

1. Iniciação de atividades ambientais por meio de esportes recreativos.

2. Foco em eventos esportivos populares, para promover valores ambientais. Com esse objetivo, serão intensificadas as relações com os promotores de grandes eventos esportivos internacionais, como os já citados e também os Jogos Asiáticos e Jogos PanAfricanos, entre outros.

3. Designação de embaixador de boa vontade e representante especial para esporte e meio ambiente.

4. Apoio a acampamentos de contato com a natureza e esportivos. O PNUMA criou um Acampamento Formativo para a Natureza e o Esporte para crianças de bairros pobres de Nairóbi, no Quênia. Outras iniciativas nessa linha serão apoiadas.

III – Fortalecimento do trabalho do PNUMA com organizações esportivas internacionais

1. Aumento da cooperação com o COI.

2. Cooperação com as cidades olímpicas.

3. Estabelecimento de vínculos com a Associação Geral de Federações Esportivas Internacionais.

4. Estabelecimento de vínculos com federações, associações e conselhos esportivos.

IV – Organização de eventos e publicações sobre questões da atualidade

1, Organização do Fórum Mundial bienal sobre Esporte e Meio Ambiente, em cooperação com a Aliança Mundial para o Esporte.

2. Organização de outros eventos esportivos. Caso da realização, desde 1998, no Japão, com a Fundação para a Paz Mundial e o Meio Ambiente, de um fórum internacional de tênis, incluindo mensagens ambientais.

3. Fortalecimento da colaboração com a indústria de materiais esportivos.

4. Publicação de material informativo sobre esporte e meio ambiente.

A implementação da Estratégia Michezo está a cargo da Divisão de Comunicação e Informação Pública do PNUMA, em cooperação com escritórios regionais e outras divisões desse órgão da ONU. Uma atenção especial é dada para envolver a juventude na ligação entre esporte e meio ambiente em esfera global.


Time do MNCR presente nas Olimpíadas do Rio 2016



07/08/2016

Catadores conduziram a Tocha e prestam serviços durante os jogos.

Catadores de materiais recicláveis ligados ao MNCR de várias regiões do Brasil participaram do revezamento de condução da Tocha Olímpica. A celebração tradicional faz parte da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A ultima etapa do trajeto aconteceu nesta sexta (05/08) na cidade do Rio de Janeiro onde Custódio Chaves, catador do Rio de Janeiro, Roseleide Nascimento, catadora do Rio Grande do Norte, Roberto Laureano, catador de São Paulo e Jeane do Santos, catadora da Bahia, participaram do revezamento.

Também conduziram a Tocha a catadora do Espirito Santo Maria do Carmo Cantilho, Claudete da Costa, catadora do Rio de Janeiro, e Severino Lima Junior, do Rio Grande do Norte nas etapa em que o revezamento se deu em seus Estados.

A participação dos catadores no revezamento é um reconhecimento da importância desses trabalhadores e trabalhadoras na sociedade.

Além da participação no revezamento da Tocha, os catadores também estão prestando serviço de coleta seletiva nos estádios e instalações das Olimpíadas nas cidades de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA) e Manaus (AM). O objetivo é fortalecer essa política pública e concretizar um importante legado de sustentabilidade para o País.




Fonte: MMCR


Com vasos de bambu e plantio de floresta, Olimpíada no Brasil começa com pé direito

Atleta planta semente em tubetes no Maracanã

06/08/2016

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial

Tecnologia, luzes, dança, música e muitos fogos de artifício. Esses são ingredientes comuns à todas as festas de abertura de uma Olimpíada. Na cerimônia dos Jogos Rio 2016, no entanto, uma mensagem - com certeza - chamou a atenção.

Cada um dos 10,5 mil atletas que desfilaram na cerimônia desta sexta-feira, 5, plantou - literalmente - uma semente no Rio de Janeiro. Na prática, a intenção é a de se criar uma nova área verde na cidade maravilhosa.

Ao entrar no Maracanã, cada atleta recebeu uma semente que foi plantada ali mesmo, em tubetes espalhados pelo estádio. Dali, os tubetes seguirão para um viveiro onde - pelo menos parte - devem germinar mudas de 208 espécies nativas, representando as delegações e uma para os refugiados.

As árvores deverão ser plantadas daqui um ano no Parque Radical, em Deodoro, e formar a Floresta dos Atletas, um legado ambiental que simbolizará a biodiversidade do planeta.

Arbustos formam aros olímpicos

Responsabilidade global

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial com o aquecimento global.

Cenas e gráficos projetando os efeitos do aquecimento prepararam o público para um momento lúdico: a poesia "A flor e a náusea" de Carlos Drummond de Andrade recitada pela atriz Fernanda Montenegro e pela britânica Judi Dench.

Ao mesmo tempo, um menino, no centro do Maracanã, plantava um árvore em um vaso de bambu.

Olímpiadas 2016, oficialmente aberta nesta sexta-feira, 5

Arbustos Olímpicos

No fim, o ápice da festa. As torres espelhadas - que guardavam os tubetes - se abriram num toque de mágica para revelar uma verdadeira floresta. Os arbustos formaram os aros olímpicos que, desta vez, não tiveram as tradicionais cinco cores.

Todos verdes, lembraram a ideia de que o plantio de florestas deve ser universal e espalhada pelos cinco continentes.



"Por um mundo melhor para as crianças", estudante de Sobral participa do revezamento da Tocha Olímpica



12/06/2016

Indicado pelo UNICEF, em parceria com Rio 2016, Edilson também acendeu a pira Olímpica e discursou para uma praça lotada

Rio de Janeiro/Brasília/Sobral, 8 de junho de 2016 – Na noite de quarta-feira 8 de junho, Edilson Freitas da Silva Filho, de 14 anos, assumiu o último trecho do revezamento da Tocha Olímpica em Sobral. Ele recebeu a chama de Juliana de Lima, paratleta tricampeã escolar em atletismo. Na caminhada até o palco, foi acolhido pelo carinho e entusiasmo da família, dos colegas e professores da escola. E teve a honra de acender a pira Olímpica de sua cidade.

"É muita emoção estar aqui, representando as crianças de todo o mundo. Desejo um mundo melhor, mais justo, e que todas as crianças tenham o direito de ser o que sonharem", discursou o adolescente no palco, bastante emocionado. Ao reencontrar os amigos, foi disputado para fotos e abraços e reforçou o desejo expresso no palco: "Fui escolhido por causa da minha história de superação e quero que todos possam ter seus projetos de vida".

Edilson mora no assentamento Oiticica, no distrito de Aracatiaçu, localizado a 60 quilômetros de Sobral, no Semiárido cearense. Na área rural onde vive, a realidade de muitas crianças e adolescentes é marcada pela dificuldade em completar os estudos, seja pela distância da escola ou pela necessidade de apoiar o sustento da família. Edilson perdeu a mãe 12 dias após seu nascimento e foi criado pelos avós maternos, que vivem da agricultura familiar no Semiárido.

Os avós de Edilson não foram alfabetizados, mas sempre apoiaram os estudos dos netos. "Eu até queria muito estudar, mas tinha de ajudar a família. Sempre falo para eles que é importante, para ter uma vida diferente", conta a avó Aparecida Francisca dos Santos.

Edilson entrou na educação infantil aos 4 anos. Hoje, no 9º ano, estuda na escola de tempo integral Colégio Sobralense Maria de Lourdes de Vasconcelos, inaugurado em 2014 no próprio distrito. E ele planeja ser professor de matemática no local em que nasceu e cresceu.

O diretor do Colégio Sobralense, professor Sérgio Barbosa Alves, relata que o ensino integral tem permitido a esses meninos e meninas dar grandes saltos em seu desenvolvimento. E Edilson reconhece no esporte, uma de suas atividades preferidas, um dos diferenciais da escola: "Ajuda muito a me desenvolver, já que é preciso lidar com um time inteiro. Nunca é pegar bola e sair correndo sozinho". Como lembra o professor de educação física, Cícero Romão Tavares Ramos, o menino que chegou ao colégio bastante retraído, hoje fala à vontade da própria história, é louco por esportes e interage com os colegas.

As oportunidades que Edilson tem encontrado na educação são iniciativas que destacam a certificação do município de Sobral em seis edições do Selo UNICEF Município Aprovado. "Trabalhamos para que as crianças e adolescentes possam ter um horizonte independente do território em que vivem. E o UNICEF tem sido um importante parceiro nesse sentido, ajudando a construir conquistas que ninguém tira", destaca Carmen Soares de Sousa, articuladora do Selo UNICEF em Sobral.

Para o coordenador do escritório do UNICEF em Fortaleza, Rui Aguiar, "a participação de Edilson no revezamento da Tocha Olímpica ajuda a mostrar para o mundo que todos os meninos e todas as meninas estão cheios de possibilidades, desde que sejam protegidos e considerados integralmente".

UNICEF e Rio 2016 – Edilson faz parte de um grupo de seis adolescentes de diversas regiões do País que foram escolhidos, dentro da parceria do UNICEF com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, para conduzir a tocha olímpica. Com a missão de representar os 2,2 bilhões de crianças e adolescentes dos cinco continentes, eles simbolizam a construção de um mundo que garanta uma oportunidade justa para cada criança.

Selo UNICEF – O Selo UNICEF Município Aprovado é uma iniciativa para superar as desigualdades que afetam as crianças e os adolescentes que vivem no Semiárido e na Amazônia Legal Brasileira. Mais de 1.700 municípios brasileiros estão inscritos na atual edição dessa iniciativa. A Edição 2013-2016 é uma realização do UNICEF com o apoio da Petrobras, Coelce, Cemar e Fundação Telefônica.

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

Acompanhe as ações no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.


Mais informações
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Immaculada Prieto
Telefone: (21) 98237 0856
E-mail: iprieto@unicef.org


ONU reconhece o papel dos esportes para mudanças sociais positivas

Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. Foto: ONU/Tobin Jones

06/04/2016

Em dia internacional, secretário-geral ação cita esportistas que são embaixadores da organização, ajudando a promover igualdade de gênero, proteção do ambiente e combate à Aids; setor contribui para a Agenda 2030.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Todos os anos em 6 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. A mensagem do secretário-geral em 2016 foca nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O conjunto de 17 metas busca erradicar a pobreza, a fome e promover a sustentabilidade. Os objetivos devem ser cumpridos pelos países até 2030. Segundo Ban Ki-moon, essa agenda fornece uma lista de prioridades integradas para as pessoas, o planeta, a prosperidade e a paz.

Tolerância

O chefe da ONU lembra que todos os setores precisam estar engajados na causa e o setor de esportes tem um papel essencial. Ban lembra que os esportes promovem a saúde e o bem estar, a tolerância, o entendimento e a paz.

Segundo o secretário-geral, os "esportes são uma ferramenta poderosa para a promoção da dignidade e da igualdade", sendo uma força para mudanças sociais positivas.

Embaixadores

Ban lembrou que várias agências das Nações Unidas tem esportistas como seus Embaixadores da Boa Vontade, que promovem a igualdade de gênero, o meio ambiente e o combate ao HIV. Entre eles, Pelé (Unesco), Marta Vieira da Silva, Ronaldo, Zinédine Zidane (Pnud), David Luiz e Michael Ballack (Unaids).

No Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, o secretário-geral da ONU pede a governos, empresas e sociedade civil para promoverem os valores e o poder do esporte para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam alcançados.

A diretora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, também divulgou um comunicado sobre a data. Irina Bokova ressalta que o esporte une as pessoas em torno de valores positivos, ajuda a acabar com o preconceito e é um "veículo poderoso para a inclusão social e igualdade de gênero".

A chefe da agência da ONU diz que os valores obtidos por meio do esporte, como o jogo limpo e o espírito de equipe, são inestimáveis para a sociedade.

Na Olimpíada do Rio, atletas vão usar ônibus ecológico

Ônibus ecológico, movido a energia e hidrogênio, será usado por atletas nos Jogos Olímpicos de 2016 
Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

15/03/2016

Durante os Jogos Olímpicos de 2016, os atletas serão transportados pela cidade em um ônibus urbano elétrico híbrido a hidrogênio, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O veículo pode operar com três tipos de fontes de energia, com recarga de baterias com autonomia para 150 quilômetros.

O ônibus é abastecido com cilindros de hidrogênio gasoso, instalados no teto. Na traseira, fica a pilha combustível, que converte o nitrogênio em eletricidade quando em contato com oxigênio do ar.  “Isso quer dizer que temos o domínio total dessa tecnologia. Ele é um produto que está pronto para ser comercializado”, contou o professor Paulo Emílio de Miranda, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe. “Será uma boa vitrine [a Olimpíada]”, destacou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, que conheceu o ônibus ontem (7), 

Além desse projeto, o laboratório também desenvolveu um ônibus híbrido movido a etanol e, outro 100% elétrico. “O objetivo é que se torne um padrão de uso de ônibus escolar em ambiente urbano brasileiro”, acrescentou o professor.

Trem de levitação

Outro projeto desenvolvido pelo Coppe é o trem de levitação magnética. A composição tem 1,5 metro de comprimento e capacidade de transportar 30 passageiros. No teste de ontem, o trem fez trajeto de 200 metros, alcançando velocidade de 20 Km/hora. Mas pode chegar a 100 km/h em percursos mais longos. “Vemos neste veículo muito mais que um veículo para transporte. Vemos nele a possibilidade de arrastar uma série de desenvolvimento tecnológico, ímã, supercondutor veículo leve”, apontou o professor Richard Stephan, coordenador do projeto desenvolvido no Laboratório de Aplicações de Supercondutores do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe.

O trem de levitação tem custo menor em comparação a outros veículos. Pelos cálculos dos pesquisadores, corresponde a cerca de 1/3 do valor de implantação do metrô. A levitação ocorre com a interação de ímãs permanentes com supercondutores.

A expectativa do professor Stephan é que o projeto Maglev-Cobra seja certificado no ano que vem e em 2020 entre em operação com uma linha de 5 quilômetros de distância, fazendo a ligação entre a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico da UFRJ. “Este protótipo é sem ar- condicionado, que é grande vilão de consumo energético”, disse o professor.

LabOceano

Já no Laboratório de Pesquisas Oceânicas da Coppe (LabOceano), o ministro Pansera conheceu o tanque que faz simulações de condições de mar, com capacidade de armazenar 23 milhões de litros de água pura da Companhia de Companhia Estadual de Água e Esgotos (Cedae). “Existem necessidades de requerimentos técnicos no fundo do mar que apenas a pesquisa e os ensaios exaustivos podem resolver”, disse o professor José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ.

Na avaliação do diretor, os projetos do trem de levitação e do ônibus ecológico podem ser usados em ambientes urbanos, mas reconheceu que é preciso engajamento do Poder Público e da iniciativa privada. “O Brasil hoje discute a crise energética e a produção de energias limpas e estes são exemplos daquilo que se pode tratar como energia limpa e solução para crise energética”, avaliou.


Em "casa", povo Xerente aproveita intercâmbio cultural

Crédito: Divulgação

26/10/2015

Com saias e cocares produzidos com capim dourado e pintura no corpo, o povo Xerente tem um motivo especial para celebrar os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. A primeira edição do evento é disputada nas terras que os acolhem há centenas de anos. A aldeia da etnia fica na margem direita do rio Tocantins, no município de Tocantínia, cerca de 75km de distância de Palmas.

A festa fica clara durante as partidas do torneio de futebol no Estádio Nilton Santos. Dentro de campo dois povos tradicionais do Brasil, fora das quatro linhas a torcida vibrante dos povos. Cada lance, falta e chutes são acompanhados por gritos, cantos e danças embaladas por chocalhos feitos de garrafas pets, com areia e pedras, durante as partidas do povo Xerente.

Os cantos na língua akwe são incentivo aos atletas, para amenizar o cansaço dos jogadores, já que muitos não são acostumados a jogar bola no gramado. Na partida entre Xerente e Pataxó, da Bahia, os donos da casa começaram abrindo dois gols no primeiro tempo. Na segunda etapa, a equipe Pataxó diminuiu o placar e depois empatou a partida.

A preparação dos Xerente foi intensa para os Jogos. Os treinamentos começaram em janeiro deste ano. Mesmo com o desejo de fazer bonito em suas terras, o povo pretende mesmo mostrar a beleza da sua cultura durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.

“Estamos alegres, pois passamos a conhecer etnias que não conhecíamos e que  descobrimos aqui. Nós estamos aprendendo a cultura de outros povos. O esporte o jovem já aprendeu, mas nós nunca esquecemos a cultura”, disse o técnico da equipe de futebol masculina, Dorabel Xerente.

A experiência em eventos esportivos culturais vem desde os Jogos Nacionais Indígenas. “As pessoas estão valorizando o evento, porque é impar e talvez nunca mais teremos a oportunidade de participar novamente dos Jogos Mundiais. Sempre estou falando que o importante é a participação e celebrar com todos os indígenas do Brasil”, completou o técnico.  

Breno Barros, de Palmas


Doze partidas abrem calendário esportivo dos Jogos Mundiais Indígenas



23/10/2015

A bola já rolou na manhã desta quinta, 22, para 24 equipes que participam do torneio de futebol dos Jogos Mundiais Indígenas. As partidas foram disputadas no estádio Nilton Santos, campo da Ulbra e campo do 1º BPM. A vitória da etnia Bororo Boe (MT) sobre os Assurini por 7 a 2, coloca a equipe na história como a primeira vitoriosa dos Jogos Mundiais Indígenas.

Atleta, treinador e capitão, o indígena Almir, da Bororo Boe, disse estar muito feliz com o resultado. “Nossa equipe foi a primeira a vencer. Estamos muito felizes. Espero que seja um bom sinal do que a gente vai fazer na competição”, afirmou. A etnia Bororo Boe também entra para a história com o primeiro gol dos Jogos: Edílson Butore marcou no primeiro minuto da partida.

O Nilton Santos recebeu outras três partidas, entre delas a dos Gaviões, do povo Kyikatejê/Parakatejê, conhecidos por sua atuação no futebol profissional da segunda divisão do estado do Pará. Desta vez, o favoritismo não valeu: foram derrotados pelo time do Canela.

No campo da Ulbra foram disputados três jogos – todos com etnias brasileiras enfrentando times de fora do País. O primeiro confronto foi disputado na categoria feminina entre Tapirapé e Bolívia que terminou 4 a 3 para a equipe estrangeira.

O segundo jogo da manhã entre Guarani Kaiowá e a equipe da Argentina foi muito disputado com muitas faltas e grandes chances de gol: digno de um Brasil e Argentina. Ao final a partida acabou terminando empatada em 1 a 1. O último combate foi entre Javaé Itya enfrentando o Paraguai considerado o grande favorito ao título do futebol masculino por ter vencido a Copa América de Futebol Indígena. Em campo confirmou o favoritismo vencendo o jogo por 3 a 2 e marcando o gol mais rápido da competição até o momento com menos de 15 segundos de jogo.

O campo do 1º BPM foi dominado pelos confrontos do futebol feminino, começando com o duelo entre as etnias Bororo Boé e do Panamá, sendo que as brasileiras levaram a melhor – 6 x 0. O segundo jogo foi entre as etnias Xavante e Kayapó Mebêngôkre e Já na terceira partida, o show de bola ficou por contas das indígenas das etnias Xambioá Karajá e Pataxó, com a o placar de 4x1 para a primeira.

O time de grande destaque da manhã no futebol feminino é tocantinense. As índias Xerente, de Tocantinía, venceu as Terena, do Mato Grosso do Sul, com um resultado de 8x0, fechando com chave de ouro os primeiros jogos dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Ainda nesta quinta, 22, a partir das 15h30, mais etnias entram em campo para a disputa do futebol. A tabela completa está disponível em: http://www.palmas.to.gov.br/pagina/placar-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/22/

Crédito: Júnior Suzuki

Confira os resultados:

Futebol Masculino

ASSURINI 2 x 7 BORORO BOE
KAYAPÓ MEBÊNDÔKRE 6 x 0 PANAMÁ
KYIKATEJÊ/PARAKATÊJE 1 x 2 CANELA
PATAXÓ 5 x 1 RIKIBAKTSA
ARGENTINA 1 x 1 GUARANI KAIOWÁ
PARAGUAY 3 x 2 JAVAÉ ITYA MAHÃDU

Futebol Feminino

PANAMÁ 0 x 6 BORORO BOÉ
XAVANTE 0 x 3 KAYAPÓ MEBÊNGÔKRE
XAMBIOÁ KARAJÁ 4 x 1 PATAXÓ
TERENA 0 x 8 XERENTE
TAPIRAPÉ 3 x 4 BOLÍVIA
RIKIBAKTSA 3 NOVA ZELÂNDIA

Jogos de 22/10 - Quinta-feira

Masculino

BOLÍVIA x KAIGANG
NOVA ZELÂNDIA x KAMAYURÁ
CANADÁ x KARAJÁ
PERU x KUIKURO
GUIANA FRANCESA x KURA BAKAIRI

Feminino

PARESI HALITI x CANADÁ
MANOKI x PERU
GUIANA FRANCESA x MAMAINDÊ



Com 17 equipes indígenas, Copa das Árvores começa em 7 de agosto



02/08/2014

Competição no interior do Acre terá presença de pelo menos 13 etnias. Além de futebol, haverá campeonato de arco e flecha, cipó de força e arremesso de lança

Haru Kuntanawa é um dos organizadores 

da Copa das Árvores (Foto: Vanísia Nery/G1)
Inspirados pela Copa do Mundo 2014, na qual o Brasil foi o país sede do Mundial, os indígenas da Aldeia Kuntamanã, localizada no Rio Tejo, no município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, decidiram organizar a 1ª Copa das Árvores, com o slogan "Essa copa tem raízes", de 7 a 11 de agosto.

Segundo a secretária estadual de Turismo e Lazer, Rachel Moreira, cerca de 13 etnias acreanas estão envolvidas no evento, mas várias tribos de fora do estado já confirmaram presença na Copa. Ao todo, 22 equipes foram convidadas para participar. Dessas, 17 já confirmaram presença na competição. 

O jogo de abertura será entre o Náuas, equipe de Cruzeiro do Sul, contra o selecionado da Copa das Árvores, formada por indígenas representando seus vários povos. Além de futebol, haverá também outras atividades esportivas como campeonato de arco e flecha, cipó de força e arremesso de lança.

- O povo Kuntanawa é quem está tomando conta organização do torneio e essa Copa não envolve apenas as tribos indígenas, mas todas as etnias, com a proposta de discutir políticas para os povos tradicionais, sejam indígenas ou não - explica Rachel Moreira.

Moreira explica que a Secretaria de Turismo e Lazer (Setul) apoia o evento ajudando com a logística para proporcionar a participação de outros povos, além de fomentar e valorizar o eco turismo no estado.  

- A Copa das Árvores é mais que apenas um festival indígena. O objetivo é discutir o conhecimento indígena, abordando o Povo Kuntanawa. Propõe que hajam discussões na casa dos saberes, abordando a sustentabilidade, cultura, ambiente, espiritualidade e medicina, além da valorização e manutenção das manifestações tradicionais das comunidades extrativistas e indígenas - conclui.


Jornada do Esporte pela Paz no Haiti


No dia 23 de janeiro, o 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz, a Embaixada do Brasil e a ONG Viva Rio promoverão a Jornada do Esporte pela Paz no Haiti. Será o maior evento desportivo promovido pelo Contingente Brasileiro e um dos maiores já realizado no Haiti. A programação do evento prevê uma corrida rústica pelas ruas de Porto Príncipe e oficinas desportivas na sede da Viva Rio. Para desenvolver o esporte entre a população haitiana, atletas olímpicos brasileiros participarão de oficinas de futebol, atletismo, voleibol, ginástica olímpica, entre outros esportes. Atletas como Nalbert (vôlei), Claudinei Quirino e Sandro Viana (atletismo), Dayane Camillo (ginástica olímpica), Luiz Lima (maratona aquática), José Aldo (lutador de vale-tudo), Nilo Arêas (maratona) e o ex-piloto de Fórmula 1 Antônio Pizonia estão confirmados.
Fonte: Portal do Exército Brasileiro
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...