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ONU LANÇA APELO PARA QUE TRATADO ABRANGENTE DE PROIBIÇÃO DE TESTES NUCLEARES PASSE A VALER

O secretário-geral publicou uma mensagem sobre o Dia. ONU/Mark Garten

29/08/2018
    
Nações Unidas assinalam Dia Internacional contra Testes Nucleares; mensagem do secretário-geral sobre o tema destaca que principais vítimas são pessoas de comunidades vulneráveis.

As Nações Unidas assinalam este 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares. Em mensagem sobre o tema, o secretário-geral disse que a história desta atividade é “uma história de sofrimento, com as vítimas pertencendo às comunidades mais vulneráveis do mundo”.

De acordo com a organização, cerca de 2 mil testes de armas nucleares aconteceram no planeta após o registo do primeiro ensaio em 16 de julho de 1945 nos Estados Unidos.

Norma

Em nota, António Guterres afirmou que “as consequências arrasadoras não se limitam às fronteiras internacionais, têm impactos no ambiente, saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. ”
O secretario-geral conversou com sobreviventes das bombas atômicas contras 
as cidades de Hiroshima e Nagasaki este verão. by ONU Dan Powell

Segundo ele, desde o final da Guerra Fria, uma norma internacional foi desenvolvida contra esta prática, que neste século foi violada por apenas um Estado. Guterres acredita que “a força dessa norma é validada pela condenação esmagadora que a comunidade internacional faz de cada violação. 

Tratado

Apesar deste sucesso, Guterres explicou que “uma moratória voluntária não substitui uma proibição global e legalmente vinculativa dos testes nucleares. ”

O chefe da ONU lembrou o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, de 1996, que ainda não entrou em vigor. Guterres acredita que “as necessidades de segurança coletiva exigem que todos os esforços sejam feitos para fazer entrar em vigor este tratado essencial. ”

Objetivo  

A primeira celebração do Dia Internacional contra Testes Nucleares aconteceu em 2010, um ano após a sua proclamação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Dia pretende envolver a organização e seus Estados-membros incluindo instituições intergovernamentais e organizações não-governamentais de áreas académica, redes de jovens e meios de comunicação.

A meta é informar, educar e defender a necessidade de proibir o uso de armas nucleares como um passo para alcançar um mundo seguro.

Fonte: ONU News

MORRE KOFI ANNAN, EX-SECRETÁRIO-GERAL DA ONU E VENCEDOR DO NOBEL DA PAZ

Kofi Annan morreu "pacificamente no sábado depois de uma doença breve", dizem assessores
AFP

18/08/2018

Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário, morreu neste sábado aos 80 anos, segundo seus assessores.

Ele "faleceu pacificamente no sábado depois de uma breve doença", disse a fundação que leva seu nome neste sábado.

Annan foi o primeiro negro africano a assumir o papel de principal diplomata do mundo, servindo de 1997 a 2006.

Mais tarde, ele atuou como enviado especial da ONU à Síria, liderando os esforços para encontrar uma solução pacífica para o conflito.

Em um comunicado anunciando sua morte, a Fundação Kofi Annan descreveu-o como um "estadista global e internacionalista profundamente comprometido, que lutou ao longo de sua vida por um mundo mais justo e mais pacífico".

"Onde quer que houvesse sofrimento ou necessidade, ele estendeu a mão e tocou muitas pessoas com sua profunda compaixão e empatia. Por vontade própria, ele colocou os outros em primeiro lugar, irradiando bondade genuína, calor e brilho em tudo o que ele fez."

O diplomata, que era originalmente de Gana, morreu na cidade suíça de Genebra, onde viveu por vários anos.

Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2001 por ajudar a revitalizar o organismo internacional.

Seu mandato como secretário-geral da ONU coincidiu com a Guerra do Iraque e a pandemia de HIV/ Aids.

Kofi Annan descreveu sua maior conquista como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que - pela primeira vez - definiram metas globais para questões como pobreza e mortalidade infantil.

No entanto, Annan não estava imune a críticas. Seus críticos o culparam pelo fracasso da ONU em deter o genocídio em Ruanda nos anos 1990, quando ele era o chefe das operações de manutenção da paz da organização.

Mais tarde, após a invasão liderada pelos EUA no Iraque, Annan e seu filho foram acusados de envolvimento no "escândalo do petróleo por corrupção alimentar" - o que levou alguns a pedir sua renúncia, embora tenha sido posteriormente exonerado.

Em entrevista ao programa HardTalk da BBC para marcar seu 80º aniversário em abril, Annan reconheceu as deficiências da ONU, dizendo que ela "pode ser melhorada, não é perfeita, mas se não existisse, você teria que criá-la".

"Sou um otimista teimoso, nasci otimista e continuo otimista", acrescentou.

Fonte: BBC

COM APOIO DA ONU, HAITI FAZ TRANSIÇÃO DA MANUTENÇÃO DA PAZ PARA O DESENVOLVIMENTO

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, em reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti. Foto: ONU/Loey Felipe

19/04/2018 

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse o chefe de operações de paz da ONU ao Conselho de Segurança. Jean-Pierre Lacroix destacou que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse uma importante autoridade da ONU no início de abril (3), destacando que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

“Embora a obtenção de resultados deva continuar sendo nossa prioridade comum, já começamos a nos preparar para uma transição para uma presença que não seja de manutenção da paz, com base nas lições aprendidas no Haiti e em outros contextos”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Operações de Manutenção da Paz, Jean-Pierre Lacroix, disse ao Conselho de Segurança.

Ele afirmou que, nos próximos meses, seu escritório fornecerá avaliações de progresso para permitir que o órgão de 15 membros tome decisões bem informadas para a diminuição e eventual retirada da Missão da ONU de Apoio à Justiça no Haiti, conhecida pela sigla MINUJUSTH.

Estabelecida em outubro de 2017, a MINUJUSTH substituiu a Missão de Estabilização da ONU, MINUSTAH, que operou na pequena nação insular por 13 anos, sob liderança militar do Brasil.

Muito menor do que sua antecessora, que tinha mais de 4 mil militares e policiais – a maioria brasileiros –, a MINUJUSTH ajuda o Haiti a desenvolver a polícia nacional, fortalecer as instituições do Estado de Direito e promover e proteger os direitos humanos.

Embora o Conselho de Segurança deva renovar o MINUJUSTH, cujo mandato inicial expira em 15 de abril de 2018, Lacroix disse que a ONU está determinada a garantir que seja a última operação de manutenção da paz implantada no Haiti.

No mês passado, a ONU divulgou uma avaliação estratégica da MINUJUSTH, incluindo 11 pontos de referência de uma transição suave para uma presença que não envolva a manutenção da paz, no último trimestre de 2019.

“O Haiti percorreu um longo caminho para alcançar a relativa estabilidade política e de segurança que está desfrutando agora, mas persistentes incertezas econômicas, que podem resultar em exclusão social, particularmente de jovens e pessoas mais vulneráveis, podem minar esse progresso”, disse Lacroix.

SECRETÁRIO-GERAL FELICITA FINAL DE MISSÃO DE PAZ DA LIBÉRIA

Durante os 15 anos de atuação a Unmil ajudou a desarmar 100 mil combatentes. Unmil/Staton Winter

01/04/2018

António Guterres disse que a ONU continuará no país para ajudar no caminho da prosperidade; chefe das Nações Unidas lembrou os 202 soldados da paz que perderam a vida.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, felicitou a conclusão do mandato da Missão das Nações Unidas na Libéria, Unmil, que terminou na sexta-feira.

Guterres felicitou o povo e o governo do país da África Ocidental por virar a página da crise e do conflito.

Paz

Num comunicado do seu porta-voz, o secretário-geral também elogiou os esforços do governo para manter a Libéria no caminho da paz e do desenvolvimento sustentável.

O chefe da ONU destacou as contribuições de todos os parceiros no processo de paz, particularmente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, que se estabeleceu na Libéria antes da criação da Unmil.

Guterres também expressou o seu agradecimento pela excelente liderança do seu Representante Especial para a Libéria, Farid Zarif, e agradeceu a todos os líderes anteriores da missão.

Prosperidade

Segundo a nota, "o secretário-geral expressa o seu profundo respeito à memória dos 202 soldados da paz que perderam as suas vidas ao serviço da paz durante os quase 15 anos em que aconteceu a missão."

O secretário-geral disse que a ONU continuará presente na Libéria, “com vista a assegurar que a paz conquistada se mantenha e o país e o seu povo continuem a progredir e prosperar.”

A Libéria, o primeiro país independente na África, desfrutou de quase um século e meio de estabilidade antes de cair na violência, enfrentando duas guerras civis entre 1989 e 2003.

Mais de um quarto de milhão de liberianos foram mortos e quase um terço da população foi desalojada.

O Conselho de Segurança da ONU estabeleceu a missão de paz para a Libéria em outubro de 2003.

Apresentação: Alexandre Soares

Fonte: ONU News


ONU elogia acordo entre Coreias de reabrir canais militares e reduzir tensão



10/01/2018

Em nota, emitida pelo porta-voz, António Guterres, destacou ainda conversações entre Forças Armadas dos dois países e a reabertura de uma linha vermelha de telefone entre ambas as nações.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas saudaram o progresso anunciado em conversações de alto nível entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, realizadas na terça-feira.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do secretário-geral António Guterres.

Contatos diretos

O porta-voz, Stephane Dujarric, afirmou que o secretário-geral saudou especialmente o acordo para trabalhar no sentido de aliviar tensões militares. Guterres destacou, dentre outros pontos, a reabertura de canais das Forças Armadas, que segundo ele, são cruciais para reduzir a tensão na região.

Além disso, militares de ambos os países manterão contatos diretos e irão reativar uma linha vermelha de telefone.

O chefe da ONU também elogiou a decisão da Coreia do Norte de enviar uma delegação para os Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para 9 a 25 de fevereiro, em PyenongChang, na Coreia do Sul.

Paz sustentável

António Guterres lembrou que as Olimpíadas podem promover uma atmosfera de paz, tolerância e entendimento entre as nações. O que é especialmente importante para a Península Coreana e outras áreas.

As Nações Unidas esperam que a oportunidade possa servir para reconhecer os esforços que ajudam a reduzir tensões, e que eles possam levar à retomada do diálogo sincero em direção da paz sustentável e da desnuclearização da Península Coreana.

Fonte: Rádio ONU

PERANTE "AMEAÇAS E TESTES", GUTERRES PEDE UNIÃO PELA PAZ



19/09/2017

Secretário-geral declarou que evitar perigo nuclear deve ser prioridade; António Guterres abriu  debate da 72ª Assembleia Geral apelando ao multilateralismo e promoção da dignidade humana.

Eleutério Guevane da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas iniciou o seu discurso no debate da 72ª Assembleia Geral citando desafios como insegurança, desigualdade, conflitos, mudanças climáticas, economia e polarização na política.

António Guterres disse que perante um "mundo em pedaços" é preciso paz. O chefe da ONU disse acreditar firmemente que, juntos, é possível construir a paz, restaurar a confiança e criar um mundo melhor para todos.

Ameaças e testes

Em sua primeira Assembleia Geral como chefe da ONU, Guterres enumerou o que chamou de  "ameaças e testes" que se colocam no caminho para atingir os avanços.  Ele mencionou o risco nuclear.

Para uma solução do problema, ele considera que é "preciso um sentido de Estado e que não se deve dar oportunidade a guerra".

Em segundo lugar, o secretário-geral falou da ameaça global do terrorismo. Ele vai convocar o primeiro encontro de chefes de agências e Estados-membros contra o terrorismo, e uma parceria internacional para combater o problema.

Soluções

Por outro lado, os conflitos não resolvidos e as violações sistemáticas do direito internacional humanitário também são um desafio. Após declarar que ninguém ganha com as guerras de hoje ele citou a Síria, o Iémen, o Sudão do Sul, o Sahel, o Afeganistão e outros lugares ao pedir soluções políticas para a paz.

Guterres mencionou ainda o desafio da mudança climática, que "coloca as esperanças do mundo em perigo". Ele afirmou que a última década foi a mais quente já documentada com a perda de glaciares e do gelo permanente, e a subida do nível do mar. Guterres lembrou o número de catástrofes naturais quadruplicou desde 1970 e que mais de 1600 desastres ocorreram desde 1995, sendo o maior número deles nos Estados Unidos, na China, na Índia, nas Filipinas e na Indonésia.

Tecnologias

Em quinto lugar, o chefe da ONU abordou o aumento da desigualdade que "está prejudicando os alicerces da sociedade e do pacto social".

O lado sombrio da inovação é a sexta ameaça que se deve enfrentar, segundo António Guterres.

No seu discurso, o secretário-geral realçou ainda o desafio da mobilidade humana ao citar que o mundo não enfrenta apenas uma crise de refugiados mas também de solidariedade.

No pronunciamento, Guterres elogiou os países que demonstraram hospitalidade a milhões de deslocados e recordou que a maioria dos migrantes se move de forma bem ordenada, contribuindo positivamente para os países de destino e origem.

Guterres defendeu o multilateralismo que considerou "mais importante do que nunca". Ele apelou a comunidade internacional a unir-se e que atue como um todo para cumprir a promessa da Carta das Nações Unidas e promover a dignidade humana para todos.

Operações militares

Sobre o Mianmar, Guterres disse que as autoridades do país devem parar com as operações militares no estado de Rakhine e permitir o acesso humanitário sem obstáculos. O outro apelo é que sejam abordadas as queixas da minoria Rohingya, cuja "situação não foi resolvida por muito tempo".

Sobre o conflito israelense-palestino, ele pediu que não se deixe que a estagnação de hoje no processo de paz leve à escalada. Ele defendeu que se deve restaurar as esperanças das pessoas e que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho a seguir e buscado com urgência.

Fonte: Rádio ONU

VIEIRA DE MELLO LEMBRADO EM MENSAGEM SOBRE FERIADO NACIONAL EM TIMOR-LESTE

Sérgio Vieira de Mello. Foto: ONU/Evan Schneider (arquivo)

19/05/2017

Chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, destacou papel do brasileiro, morto no Iraque em 2003, como vital para a construção da nação 15 anos atrás; Timor-Leste festeja 15 anos da restauração da independência neste sábado, 20 de maio.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

A contribuição do ex-funcionário das Nações Unidas, o brasileiro Sergio Vieira de Mello, foi lembrada durante uma mensagem de rádio do secretário-geral aos timorenses sobre o feriado nacional deste 20 de maio.

A mensagem, entregue pela chefe de gabinete de António Guterres, lembra  o papel do brasileiro na restauração da independência do Timor-Leste em 2002.

Comunidade internacional

A embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti está em Díli para representar o secretário-geral na cerimônia. Antes de viajar ao Timor, ela gravou o texto nos estúdios da ONU News em Português.

"Desejo lembrar, por fim, o papel de meu concidadão, Sergio Vieira de Mello, cujo empenho e ação muito contrubuiram para a construção de Timor-Leste e para a sua integração plena à comunidade internacional. Votos de felicidades, êxito e continuação de um bom trabalho a todos os timorenses."

A chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, também destacou o papel histórico que António Guterres desempenhou para que o Timor saísse do domínio indonésio e tivesse sua independência restaurada.

Naquela época, Guterres era primeiro-ministro de Portugal.

"É hoje, com imenso prazer e orgulho, que as Nações Unidas olham para Timor-Leste e para as conquistas do povo timorense.

O Secretário-Geral, António Guterres, sente-se muito próximo de Timor-Leste e gostaria de ter podido aqui estar. Enquanto o primeiro-ministro de Portugal teve papel decisivo no desenrolar dos acontecimentos que levaram à restauração da independência. E foi como muita alegria que viu o Timor, em 2002, voltar à vida independente e ao convívio das Nações."

Na cerimônia da comemoração dos 15 anos de restauração da independência, o Timor-Leste também dará posse ao novo presidente do país, Francisco Guterres Lú-Olo.

MUDA DA ÁRVORE DE GUERNICA NOS JARDINS VATICANOS, COMO SÍMBOLO DA PAZ

Painel "Guernica", de Picasso, imortalizou o bombardeio sobre a localidade - AFP

21/04/2017 
:
Bilbao (RV) - "Agora temos outro sonho, que é o de plantar uma muda nos Jardins do Vaticano, como símbolo da paz".

2017 é o ano que recorda os 80 anos do bombardeamento de Guernica, mais precisamente no dia 26 de abril. Em memória a estes tristes acontecimentos e também para lançar uma mensagem de esperança e paz, uma delegação basca, guiada por Ana Otaduni, plantou esta semana em Auschwitz uma muda vinda da Árvore de Guernica. O desejo, é fazer o mesmo no Vaticano, explicou ela.

"Estamos trabalhando para que se torne realidade, com a colaboração de lehendakari e do Bispo de Bilbao, Dom Mario Iceta. É um local que pode receber uma muda. No entanto, não esquecemos de outras cidades simbólicas, como Hiroshima e Nagasaki, que padeceram com os bombardeios atômicos".

Auschwitz

"Unir dois povos que, décadas após terem sofrido atrozes violações dos direitos humanos, tornaram-se exemplo de memória e reconciliação". Com este objetivo, e no âmbito dos 80 anos do bombardeio de Guernica, a delegação guiada pelo político Urkullu lehendakari e pela Presidente da Junta de Bizkaia, Ana Otadui, viajou à Polônia na última quarta-feira, para plantar uma muda da célebre Árvore no Campo de Concentração de Auschwitz.

A Árvore de Guernica é o símbolo mais universal do povo basco, que após o bombardeio, tornou-se o símbolo de seu desejo de paz.

"Com o plantio da muda, queremos unir os símbolos de Guernica e Auschwitz - explica Ana Otadui. Guernika representa o início das atrocidades da Segunda Guerra Mundial, como um ensaio do bombardeamento massivo contra a população civil. E Auschwitz, sem sombra de dúvidas, representa o maior expoente da máquina de matar nazista, das atrocidades que o ser humano é capaz de chegar a cometer", acrescenta.

O gesto é marcado por uma simbologia de esperança. "A Árvore do desejo de paz do povo basco lança raízes na terra que conheceu o maior dos horrores que se poderia imagina. O anseio pela paz, a luta pelos direitos humanos", ressalta.

Os horrores na Espanha foram imortalizados por Picasso na sua célebre obra "Guernica", que poderia  chamar-se a "Aleppo" de hoje, observa Ana.

A delegação basca também encontrou-se com sobreviventes do Holocausto, oportunidade em que foi debatido o significado dos dois acontecimentos: Gernika e Auschwitz, recordando também memória dos espanhóis que também conheceram os horrores dos Campos de Concentração.

A Árvores de Guernica é um símbolo respeitado por todos os bascos dos sete territórios. A primeira muda em 2017 foi plantado em Sartaguda, Navarra.

O Bombardeio de Guernica ocorreu durante a Guerra Civil espanhola, em 26 de abril de 1937, por  aviões alemães da Legião Condor.

O ataque destruiu a maior parte da localidade, na época com 5.000 à 7.000 habitantes, procando centenas de vítimas. Foi considerado um ataque terrível na época e usado como uma propaganda amplamente difundida no Ocidente, levando a acusações de "atentado terrorista" e de que 1.654 pessoas teriam morrido no ataque. Estimativas modernas avaliam no entanto, como entre 300 e 400 o número de mortos. Alguns estudos espanhóis recentes, porém, limitam a não mais de 160 o número de mortos.

O ataque, que serviu também para testar aviões de guerra e ganhar experiências no combate aéreo, apoiou as forças de Francisco Franco que invadiram a cidade poucos dias depois do bombardeio. (JE)

Objetivos globais podem levar a um futuro melhor para todos, diz Ban no Dia das Nações Unidas

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos 
países-membros da ONU no ano passado. Foto: ONU

24/10/2016

Em sua última mensagem como secretário-geral no Dia das Nações Unidas, Ban Ki-moon reconheceu os corajosos esforços dos funcionários da ONU que estão nas linhas de frente de desastres e conflitos, atendendo pessoas vulneráveis no mundo todo.

Como parte das comemorações para o dia, haverá um show em Nova York nesta segunda-feira (24), às 21h00 (horário de Brasília), com a participação de diversos artistas. O evento terá transmissão pela Internet.

Em sua última mensagem como secretário-geral no Dia das Nações Unidas, Ban Ki-moon reconheceu os corajosos esforços dos funcionários da ONU que estão nas linhas de frente de desastres e conflitos, atendendo pessoas vulneráveis no mundo todo.

“Também sofremos enormes desgostos — incluindo conflitos não resolvidos que causam imenso sofrimento por todo o problemático Oriente Médio, Sudão do Sul, Sahel e além”, disse Ban em mensagem para o Dia das Nações Unidas, lembrado anualmente em 24 de outubro, aniversário da entrada em vigor da Carta da ONU em 1945.

Ele completou: “juntos, criamos sólidas bases para o progresso compartilhado — sobre a qual precisamos construir, trabalhando ainda mais duro para empoderar mulheres, engajar a juventude e defender os direitos humanos para todos”.

Ban disse que importantes progressos foram feitos rumo a um futuro mais sustentável e à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, assim como no combate à ameaça das mudanças climáticas, por meio do Acordo de Paris, que entrará em vigor em 4 de novembro — uma adoção, segundo Ban, feita em tempo recorde na comparação com acordos globais semelhantes.

“Nesse histórico acordo está nossa melhor chance de um crescimento mais verde, mais limpo e de baixo carbono”, disse. Ban também elogiou o anúncio da criação do Museu das Nações Unidas, com sede em Copenhague, e exibições em várias partes do mundo, inclusive online.

O chefe da ONU declarou ainda estar honrado de ter servido à população mundial nos últimos dez anos, e pediu que todos apoiem o secretário-geral designado, António Guterres, em continuidade à missão global da organização em relação à paz, ao desenvolvimento sustentável e aos direitos humanos. O mandato de Ban como secretário-geral será encerrado no fim deste ano.

O 24 de outubro tem sido celebrado como Dia das Nações Unidas desde 1948. Em 1971, a Assembleia Geral recomendou que o dia fosse observado por Estados-membros da ONU como um feriado público.

Como parte das comemorações para o dia, a ONU irá enfatizar as ações concretas que as pessoas podem realizar para ajudar a atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Show em Nova York

O departamento de Relações Públicas da organização irá promover um show em Nova York na noite desta segunda-feira (24) para comemorar e também refletir sobre o trabalho das Nações Unidas por meio da linguagem universal da música.

O evento ocorrerá às 21h (horário de Brasília) e terá a apresentação de uma tradicional orquestra sul-coreana; do renomado pianista e Mensageiro da Paz da ONU, Lang Lang; do coral gospel do Harlem; da Ópera Nacional da Hungria e da soprano Andrea Rost e outros importantes artistas. O tema deste ano do Dia da ONU é “Liberdade Primeiro”.

Confira abaixo o link para acompanhar as apresentações:




Entenda o Acordo de Paz entre o governo colombiano e as Farc

Presidente da Colômbia, Juan Manoel Santos, durante cerimônia de assinatura do acordo
Carlos Silva/Presidencia de la República
26/09/2016

Reparação às vítimas, investimentos no campo e entrega das armas às Nações Unidas estão entre os principais pontos do texto
  
Depois de mais de cinquenta anos de conflito armado entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), um acordo de paz foi selado nesta segunda-feira (26). O objetivo é evitar mais vítimas e tornar o País mais seguro e estável.

Segundo o governo da Colômbia, as Farc se comprometeram a entregar todas as suas armas às Nações Unidas; a não se envolver em crimes como sequestro, extorsão ou recrutamento de crianças; romper ligações com o tráfico de drogas; e cessar ataques contra as forças de segurança e civis.

O acordo diz que haverá justiça e reparação às vítimas e as Farcs poderão fazer política sem usar armas. O texto assinado inclui um plano para o desenvolvimento agrícola integral, dando aos ex-guerrilheiros acesso à terra e a serviços, além de criar uma estratégia para a substituição sustentável de cultivos ilícitos.

Com esse documento, será criado um sistema de justiça para punir os responsáveis por crimes no qual as vítimas terão algum tipo de reparação. As punições incluem restrição de liberdade e, no caso de o autor não reconhecer o crime, pode ir para a cadeia comum por até 20 anos.

Fim das plantações de coca

O governo colombiano também irá desenvolver um plano de investimentos para o desenvolvimento do campo para dar aos agricultores oportunidades de ter renda e qualidade de vida de maneira lícita, sem o cultivo e produção de drogas.

As Farc ainda se comprometeram a romper os laços com o mercado de drogas, além de apoiar os esforços do governo para combater o narcotráfico. Os movimentos sociais que estão na base das Farc receberão garantias de que poderão fazer política sem armas.

O acordo tem todo o apoio do Brasil, que faz fronteira com a Colômbia. Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da República, Michel Temer, mencionou o acordo de paz e, durante conversa com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, manifestou apoio ao acordo

Quais os benefícios do acordo?

O fim das Farc como um movimento armado;
Entrega das armas e a volta dos guerrilheiros à vida civil;
O fim do sequestro, extorsão e hostilidade contra a população e o poder público;
Reparação e justiça às vítimas;
Paz com oportunidades legais para o desenvolvimento do campo sem drogas;
Fortalecimento das instituições democráticas e estaduais da Colômbia;
A luta mais eficaz contra as organizações criminosas e o tráfico de drogas.

Fonte: Portal do Planalto, com informações do governo da Colômbia

Farc ratificam acordo de paz na Colômbia por unanimidade

Farc: milícia mudou o tom, promovendo shows e palestras, com direito a citação 
de Gabriel García Marquez - REUTERS /John Vizcaino

24/09/2016

Planície do Yari - Líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deram apoio unânime a um acordo de paz firmado no último mês com o governo do país.

O anúncio concluiu uma semana de deliberações em que a guerrilha tentou se apresentar sob uma nova luz a colombianos céticos que os culpam por décadas de violência.

Com shows de artistas de rap, conferências sobre o papel das Farc no cuidado ao meio ambiente e entrevistas com a imprensa internacional, líderes evitaram a retórica de antagonismo que os colombianos costumam esperar deles.

"A guerra não acabou", disse o líder conhecido pelo pseudônimo de Ivan Marquez no final de uma coletiva de imprensa. "Diga a Mauricio Babilônia que ele pode soltar as borboletas amarelas", declarou em referência ao personagem do livro "Cem Dias de Solidão", de Gabriel Garcia Marquez.

Ivan Marquez disse que as Farc formarão um partido político até maio de 2017. Muitos colombianos aguardam por detalhes sobre uma transição das Farc para um movimento político uma vez que o grupo entregue suas armas a observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos seis meses.

O presidente colombiano Juan Manuel Santos e o líder das Farc conhecido como Timochenko devem assinar o acordo na segunda-feira na cidade caribenha de Cartagena em um evento que deve ter a participação de mais de uma dezena de chefes de Estado, do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon e do secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Timochenko fez um apelo especial pelos milhões de vítimas do conflito de meio século, dizendo que, além do fim das hostilidades, as famílias se beneficiariam ao saber a verdade sobre o que ocorreu com seus parentes.

"Finalmente teremos uma segunda oportunidade", declarou.

Fonte: Exame.com


ONU inaugura novo sistema de abastecimento de água no Haiti

Um dos sete pontos de distribuição de água para residentes de Madame 
Cyr, no Haiti. Foto: Minustah/Frederic Fath

10/09/2016

Projeto foi financiado quase inteiramente pela Missão das Nações Unidas no país, Minustah, e deve atender quase 14 mil pessoas na província central; sistema inclui cerca de 5,5 quilômetros de canos e sete pontos de distribuição de água.

Como parte de seus projetos de rápido impacto, a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah, inaugurou um novo sistema de abastecimento de água na área de Saut d'eau.

A expectativa é de que a estrutura atenda mais de 13,8 mil pessoas, mais da metade mulheres, na província central do país. Cerca de 250 residentes locais também receberam empregos temporários durante a construção do sistema.

Tarefa Grande

Em nota, o chefe de assuntos civis da Minustah, Pierre Ubalijoro, afirmou que "ainda há muito a fazer".

Ele ressaltou que "a tarefa é grande, mas o sistema da ONU continuará a apoiar o governo haitiano e a província Central para fortalecer o sistema de abastecimento de água potável".

Operações de Paz

De acordo com o Departamento da ONU para Operações de Paz, projetos de rápido impacto são aqueles de pequena escala e baixo custo planejados e implementados em um curto espaço de tempo.

A Minustah iniciou esses projetos para apoiar o governo do país na implementação de ações para combater doenças transmitidas pela água, como diarreia, febre tifóide e cólera.

Com um custo de US$ 95 mil, 95% financiado pela Missão da ONU, este último projeto se concentra em Nan Pwa, Madame Cyr e localidades vizinhas.

Aliviar o Fardo

O sistema de água, que inclui cerca de 5,5 quilômetros de canos e sete pontos de distribuição de água, também deve aliviar a fardo da população local de ter que viajar longas distâncias para buscar água potável.

O projeto foi agora entregue à agência nacional haitiana para abastecimento de água e saneamento, que vai cuidar do funcionamento do sistema.

Fonte: Rádio ONU


Estudantes haitianos comemoram Dia da Bandeira e debatem agressões sofridas por colega em Foz



22/05/2016

Publicado em 17.05,2016, pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana

As comemorações dos estudantes haitianos da UNILA, pelo Dia da Bandeira de seu país, terão contornos de protesto nesta quarta-feira (18). Uma das ações será o debate sobre as agressões sofridas pelo estudante Getho Mondésir, no sábado (14), no centro de Foz do Iguaçu, por um grupo que usou expressões de racismo e xenofobia. As atividades serão realizadas no Auditório da UNILA Jardim Universitário, onde também haverá manifestações culturais, como músicas tradicionais, danças folclóricas e declamação de poesias. O evento é gratuito e aberto à comunidade e tem início às 19 horas.

“Mulatos e negros venceram um sistema escravista, colonialista e segregacionista. Hoje, os haitianos voltam a gritar em voz alta: não às agressões físicas e aos atos de racismo no mundo e no Brasil, como aconteceu com Getho Mondésir”, diz Lourdy Regis, estudante de Saúde Coletiva e um dos organizadores do evento.

Getho recebeu garrafadas, socos e pontapés. Ele foi socorrido por um taxista e levado a uma unidade de saúde, onde foi atendido. O estudante passou o fim de semana em Cascavel e voltou a Foz do Iguaçu nesta segunda-feira (16). Após registrar boletim de ocorrência, Getho voltou a sentir-se mal e foi internado em um hospital da cidade, onde fará exames neurológicos.

A bandeira

pintura mostra mulher negra costurando a que seria a primeira bandeira do HaitiLourdy Regis conta que a homenagem à bandeira haitiana é realizada há 213 anos, desde que antigos escravos de Santo Domingo criaram a que seria a primeira bandeira latino-americana e conquistaram a independência do Império Francês, comandado por Napoleão Bonaparte. O Haiti foi a primeira nação livre da América Latina.

A primeira bandeira do Haiti foi costurada por Catherine Flon, depois que seu pai, comandante do exército revolucionário, rasgou a bandeira francesa, retirando a parte branca e deixando apenas a azul e a vermelha.

Serviço

Dia da Bandeira Haitiana
Data: 18 de maio
Local: Auditório da UNILA Jardim Universitário
Horário: 19h
Evento aberto e gratuito

Fonte: UNILA

Universidade para a Paz recebe inscrições para cursos acadêmicos de 2016-2017

Com sede na Costa Rica, Universidade para a Paz recebeu mandato da ONU em 1980. 
Foto: UPEACE

04/05/2016

Com sede na Costa Rica e mandatada da ONU, a Universidade para a Paz recebe nos próximos meses inscrições para seus cursos de mestrado acadêmico para o período de 2016 e 2017, em áreas como Meio Ambiente e Desenvolvimento, Estudos de Paz e Conflito, Lei Internacional e Direitos Humanos, entre outros.

Com sede na Costa Rica, a Universidade para a Paz recebe nos próximos meses inscrições para seus cursos de mestrado acadêmico para o período de 2016-2017, em áreas como Meio Ambiente e Desenvolvimento, Estudos de Paz e Conflito, Lei Internacional e Direitos Humanos, entre outros.

No caso dos cursos de mestrado, as inscrições serão recebidas até 27 de maio. Há ainda cursos online sobre Gênero em Operações de Paz e Assistência Humanitária, Educação e Direitos Humanos, Dimensões das Leis Internacionais para Paz e Conflito, cujas inscrições vão até 6 de junho.

Mandatada pelas Nações Unidas em 1980, a Universidade para a Paz tem como missão criar uma instituição internacional de educação superior para assuntos de paz e promover o “espírito da tolerância e da coexistência pacífica para estimular a cooperação entre povos e ajudar a diminuir as ameaçadas à paz mundial e ao progresso”, segundo o site da instituição.

Além dos cursos de mestrado nas áreas citadas, a universidade oferece curso de língua espanhola, além de programas de doutorado.

Apesar de ter sido criada por determinação da Assembleia Geral da ONU, a universidade não é alvo de regulações da ONU e é dirigida por seu próprio conselho formado por especialistas em temas relacionados à paz e à segurança.

“A missão mais ampla da universidade deve ser vista no contexto dos objetivos de paz e segurança mundial das Nações Unidas. O foco é a educação, o treinamento e a pesquisa em todos os seus aspectos para criar as bases da paz e do progresso”, diz texto de apresentação da universidade em seu site.

Financiada por governos, fundações e instituições, a universidade pretende se tornar uma rede colaborativa de centros de estudos e atividades em diferentes regiões, guiadas pela sede na Costa Rica e cooperando com um grande número de universidades, ONGs e outras parceiras na pesquisa e ensino para a paz.

Saiba mais em www.upeace.org

ONU reconhece o papel dos esportes para mudanças sociais positivas

Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. Foto: ONU/Tobin Jones

06/04/2016

Em dia internacional, secretário-geral ação cita esportistas que são embaixadores da organização, ajudando a promover igualdade de gênero, proteção do ambiente e combate à Aids; setor contribui para a Agenda 2030.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Todos os anos em 6 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. A mensagem do secretário-geral em 2016 foca nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O conjunto de 17 metas busca erradicar a pobreza, a fome e promover a sustentabilidade. Os objetivos devem ser cumpridos pelos países até 2030. Segundo Ban Ki-moon, essa agenda fornece uma lista de prioridades integradas para as pessoas, o planeta, a prosperidade e a paz.

Tolerância

O chefe da ONU lembra que todos os setores precisam estar engajados na causa e o setor de esportes tem um papel essencial. Ban lembra que os esportes promovem a saúde e o bem estar, a tolerância, o entendimento e a paz.

Segundo o secretário-geral, os "esportes são uma ferramenta poderosa para a promoção da dignidade e da igualdade", sendo uma força para mudanças sociais positivas.

Embaixadores

Ban lembrou que várias agências das Nações Unidas tem esportistas como seus Embaixadores da Boa Vontade, que promovem a igualdade de gênero, o meio ambiente e o combate ao HIV. Entre eles, Pelé (Unesco), Marta Vieira da Silva, Ronaldo, Zinédine Zidane (Pnud), David Luiz e Michael Ballack (Unaids).

No Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, o secretário-geral da ONU pede a governos, empresas e sociedade civil para promoverem os valores e o poder do esporte para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam alcançados.

A diretora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, também divulgou um comunicado sobre a data. Irina Bokova ressalta que o esporte une as pessoas em torno de valores positivos, ajuda a acabar com o preconceito e é um "veículo poderoso para a inclusão social e igualdade de gênero".

A chefe da agência da ONU diz que os valores obtidos por meio do esporte, como o jogo limpo e o espírito de equipe, são inestimáveis para a sociedade.

Boina Azul é "símbolo de esperança" para milhões de pessoas em zonas de conflito

Boinas azuis da ONU. Foto: ONU/Logan Abassi

31/05/2015

Avaliação é do secretário-geral das Nações Unidas em mensagem sobre o Dia Internacional das Forças de Manutenção da Paz da ONU; data é celebrada nesta sexta-feira, 29 de maio;  organização tem, atualmente, mais de 107 mil militares e policiais participando em 16 operações de paz em todo o mundo.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

As operações de manutenção da paz das Nações Unidas deram vida ao objetivo da Carta da ONU de "unir forças para manter a paz e segurança internacionais". A avaliação é do secretário-geral em mensagem sobre o Dia Internacional das Forças de Manutenção da Paz da ONU. A data é celebrada nesta sexta-feira, 29 de maio.

Ban Ki-moon afirmou que "através de anos de luta e sacrifício, o icônico capacete azul ganhou seu lugar como símbolo de esperança para milhões de pessoas que vivem em áreas atingidas pela guerra".

Números

A ONU tem no momento mais de 107 mil boinas azuis uniformizados, militares e policiais, de 122 países, servindo em 16 missões.

Em seus 70 anos, as Nações Unidas estabeleceram 71 operações de paz. Segundo Ban, mais de 1 milhão de pessoas serviram como boinas azuis, ajudando países a ganhar independência, apoiando eleições "históricas", desarmando centenas de milhares de ex-combatentes, estabelecendo o Estado de Direito, promovendo direitos humanos e criando condições para que refugiados e deslocados retornem para casa".

Para o chefe da ONU, "todos devem se orgulhar destas conquistas".

Reconhecimento

A importância do reconhecimento ao trabalho dos soldados de paz da ONU também foi ressaltada pelo general Paul Cruz. Ele foi comandante das forças da Missão de Estabilização da ONU no Haiti, Minustah, no período após o terremoto que atingiu o país, em 2010.

Atualmente, o general brasileiro é diretor do Escritório para Parcerias Estratégicas para Operações de Paz da ONU. Ele falou sobre a importância do Dia Internacional das Forças de Manutenção da Paz da ONU.
"Eu julgo muito importante o reconhecimento de todos para aqueles que trabalham diuturnamente em lugares isolados, muito difíceis, sob condições bastante desafiadoras e recebem agora o reconhecimento pelo seu trabalho. O trabalho de trazer esperança às pessoas que estão em situações difíceis nos seus países".

África

A maior das operações é a Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco, com mais de 20 mil boinas azuis uniformizados, entre militares e policiais.

O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz  é o comandante das forças militares da Monusco. De Ruanda, ele falou à Rádio ONU que as lições aprendidas na operação no país africano podem ajudar missões em outros locais.

“Esta missão dá oportunidade de aplicar todas as técnicas bem como atividades militares e civis, para que se possa ajudar o governo. Sem dúvida nenhuma, noutros locais vão acontecer situações similares a aquelas que nós temos aqui, que têm uma variedade muito grande de situações, dependendo da região e do grupo armado.”

Haiti

O general José Luiz Jaborandy Jr, comandante das forças da Minustah, também conversou com a Rádio ONU.

De Porto Príncipe, capital do Haiti, ele falou sobre a importância da data celebrada nesta sexta-feira e o tema do dia este ano, "Juntos pela paz: passado, presente e futuro".

"Para nós do componente militar, nós somos apenas um pilar de uma Missão de Manutenção da Paz. É importante que todos os outros parceiros estejam presentes. Nós temos que entender a segurança, que é promovida pelas forças militares como a base sólida para a construção da estabilidade. Assim que, uma Missão de Paz está baseada em muitos setores e não apenas, obviamente, no setor militar, que tem como responsabilidade primária a conquista e a manutenção da segurança no contexto da paz."

Desafios

Na mensagem sobre o Dia Internacional das Forças de Manutenção da Paz da ONU, o secretário-geral afirmou que as "missões de manutenção de paz da ONU estão se adaptando a novas realidades" e mencionou diversos desafios.

Em outubro do ano passado, Ban estabeleceu um novo Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz.

Painel de Alto Nível

O novo painel deve fazer uma avaliação completa da situação das operações de paz da ONU e apontar necessidades futuras. O grupo discute temas como mudanças na natureza dos conflitos, mandatos, eficiência dos escritórios, desafios na manutenção da paz, direitos humanos e proteção de civis.

A equipe será liderada pelo ex-presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta. Em entrevista à Rádio ONU em fins do ano passado, Horta afirmou que pretende ouvir a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, sobre a revisão da arquitetura da paz e segurança das Nações Unidas.

"Eu tenho toda a intenção de ouvir, num dado momento, a Cplp, no quadro do meu mandato na comissão porque todos eles (os países-membros) passaram por diferentes experiências de manutenção de paz e restauração da paz."

Mortes

Ainda em mensagem sobre a data, Ban afirmou que o dia é "de honrar a memória dos que deram suas vidas pela causa da paz e prestar homenagem a todos os homens e mulheres que continuam seu legado servindo no terreno".

Mais de 3,3 mil boinas azuis morreram em serviço sob a bandeira da ONU, incluindo 126 no último ano. Segundo o secretário-geral, os riscos continuam a crescer com os boinas azuis sendo alvos de explosivos improvisados ou ataques terroristas complexos.

Fonte: Rádio ONU


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