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GISELE BÜNDCHEN DISCURSA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

Gisele Bündchen discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas (Foto: Reprodução / Instagram)

19/09/2017

Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a modelo recebeu o convite do presidente da França Emmanuel Macron para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente

Gisele Bündchen discursou na cúpula na da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (19.09), em Nova York.

A modelo, que é Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, recebeu o convite do presidente da França Emmanuel Macron para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente. Gisele se pronunciou sobre a urgência da adoção de novas medidas para preservação da natureza e a importância deste pacto de proteção ambiental unificado para dar legitimidade aos direitos ambientais.

Emocionada, Gisele disse: "Tenho a honra de estar aqui hoje para falar sobre a Mãe Terra. Desde criança, sempre amei a natureza. Cresci em uma pequena cidade no sul do Brasil, correndo livre e subindo em árvores. Achava que a natureza era indestrutível.
Mas em uma viagem à Amazônia em 2004, aprendi a dura verdade sobre a destruição maciça que nós humanos estamos causando." (Leia o discurso na íntegra no fim da matéria)

O presidente Emmanuel Macron, por sua vez, propôs um pacto mundial pelo meio-ambiente, sugerindo que, nas próximas semanas, seja fixado um objetivo para que o pacto seja adotado até, no máximo, 2020. O francês chamou a atenção para a necessidade de que todos os países se engajem nas conversações para colocar em prática medidas de proteção do meio-ambiente.

Emmanuel Macron critica obsessão pela idade da esposa e especulação sobre sua orientação sexual
Na última sexta-feira, 15 de setembro, Gisele foi a responsável pela abertura do festival Rock in Rio e fez um discurso comovente sobre sonhos, mudança de comportamento e esperanças em um futuro melhor, anunciando a criação do Believe.Earth, um movimento que propõe a conexão e amplificação de iniciativas imediatas de quem já está, na prática, construindo um futuro melhor.

Gisele e Macron (Foto: Reprodução/Instagram)

Após o encontro com Macron, a übermodel escreveu uma mensagem para o presidente francês em seu perfil no Instagram.

Obrigada presidente @EmmanuelMacron por liderar o Pacto Global para o meio ambiente.
Devemos parar de viver com a ideia de que "o que não é visto, não é lembrado" - se não estamos vendo, não nos afetará. Porque irá afetar, já que tudo neste mundo está conectado. O lixo, por exemplo, que desaparece magicamente de nossas casas todos os dias, vai parar em algum lugar: em aterros sanitários, em rios e oceanos, contaminando peixes, e em fontes de água, voltando direto para nossa mesa. Precisamos acordar - Repensar a forma como vivemos, a maneira como produzimos, como consumimos e mudar nossos hábitos antes que seja tarde demais", concluiu.

Confira o discurso na íntegra abaixo:

"Excelentíssimos Chefes de Estado, sua Excelência Sr. Presidente Macron da França, Secretário-Geral da ONU, Presidente da Assembleia Geral da ONU, distintos convidados, senhoras e senhores, boa tarde. Tenho a honra de estar aqui hoje para falar sobre a Mãe Terra. Desde criança, sempre amei a natureza. Cresci em uma pequena cidade no sul do Brasil, correndo livre e subindo em árvores. Achava que a natureza era indestrutível.

Mas em uma viagem à Amazônia em 2004, aprendi a dura verdade sobre a destruição maciça que nós humanos estamos causando. Depois dessa experiência, tudo mudou para mim. Decidi que faria tudo o que estivesse ao meu alcance para dividir com todos o que presenciei. Desde aquele dia, tenho sido uma defensora ferrenha da natureza.

No ano passado, voltei para a Amazônia com uma equipe para criar um documentário sobre a devastação da floresta amazônica e sobre ideias do que poderia ser feito para protegê-la em benefício de todo o mundo. Quando voltei para casa, meu filho de seis anos, curioso, quis saber tudo sobre minha viagem. Depois que contei a ele sobre a beleza da floresta e sobre a enorme destruição que vi, ele ficou angustiado e me perguntou: 'Por que estão destruindo a floresta? E todos os animais?' Com lágrimas nos olhos ele me disse: '- Mãe, eles precisam parar. Por favor, precisamos fazer algo!' Eu prometi a ele que eu faria. E é por isso que estou aqui hoje. Estou aqui como mãe, filha, irmã, esposa e como Embaixadora da Boa Vontade da ONU para o meio ambiente. Estou aqui pela natureza, pelos meus filhos e pelas futuras gerações, porque acredito que cada voz conta.

Há mais de 20 anos, quando tinha apenas 14 anos, estava em um longo voo para o Japão, sentada entre dois fumantes e a todo tempo pensava: como é possível que as pessoas possam fumar aqui? A fumaça do cigarro afeta não só as pessoas que escolheram fumar, mas também os que as cercam. Naquela época, a publicidade de cigarros estava em toda parte e era mostrada de forma glamourosa. Hoje, é claro, todos sabemos sobre o efeito que os cigarros têm em nossa saúde, a publicidade de cigarros foi restringida e, em alguns lugares, os fumantes são multados. No entanto, empresas de vários setores ainda continuam ignorando o impacto de suas ações, contaminando nosso solo, despejando toxinas em nossos rios e oceanos e poluindo nosso ar, enquanto suas publicidades anunciam imagem diversa, e elas não sofrem qualquer consequência em relação a isso. O dano que estamos causando ao meio ambiente não afeta apenas a nós, mas gera danos irreversíveis ao nosso planeta e às futuras gerações.

Devemos parar de viver com a ideia de que 'o que não é visto, não é lembrado' - se não estamos vendo, não nos afetará. Porque irá afetar, já que tudo neste mundo está conectado. O lixo, por exemplo, que desaparece magicamente de nossas casas todos os dias, vai parar em algum lugar: em aterros sanitários, em rios e oceanos, contaminando peixes, e em fontes de água, voltando direto para nossa mesa.

Meu pai uma vez me disse: 'Tenha certeza de que planta o que quer colher, porque a vida lhe dá de volta o que você semeia'. É o ciclo da vida. É assim que a natureza funciona. Precisamos entender que nossos recursos naturais são finitos. Se continuarmos a poluir nossos solos, nossos rios, nossos oceanos, nosso ar e a desmatar nossas florestas em nome do "desenvolvimento", teremos consequências catastróficas. Nossa existência depende da saúde do nosso planeta. Quando curamos a Terra, curamos a nós mesmos. Não importa onde você mora - França, Canadá, Brasil, Índia, México, Estados Unidos ou qualquer outro país, todos nós compartilhamos esta Terra. Um desastre natural que afeta uma área ou uma região do nosso planeta, a longo prazo, afetará a todos nós.

Um homem sábio uma vez disse: 'Que não esperemos até que a última árvore tenha morrido e o último rio seja envenenado e o último peixe pescado para percebermos que não podemos comer dinheiro.' Precisamos acordar - Repensar a forma como vivemos, a maneira como produzimos, como consumimos e mudar nossos hábitos antes que seja tarde demais.

Com o Pacto Global do Meio Ambiente, podemos criar uma proteção ambiental unificada para garantir que os direitos ambientais tenham a mesma força legal que os direitos humanos. Quero convidar aqueles com coragem para dar um passo a frente, para que nossos filhos, netos e futuras gerações possam continuar a prosperar, e a Terra possa continuar nos dando todas as suas bênçãos. Com a sua participação, podemos fazer isso acontecer. Não em vinte anos. Não em dez anos. Mas AGORA, juntos e unidos podemos fazer parte da solução. Podemos criar um mundo melhor!  

Obrigada!"

Objetivos globais podem levar a um futuro melhor para todos, diz Ban no Dia das Nações Unidas

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos 
países-membros da ONU no ano passado. Foto: ONU

24/10/2016

Em sua última mensagem como secretário-geral no Dia das Nações Unidas, Ban Ki-moon reconheceu os corajosos esforços dos funcionários da ONU que estão nas linhas de frente de desastres e conflitos, atendendo pessoas vulneráveis no mundo todo.

Como parte das comemorações para o dia, haverá um show em Nova York nesta segunda-feira (24), às 21h00 (horário de Brasília), com a participação de diversos artistas. O evento terá transmissão pela Internet.

Em sua última mensagem como secretário-geral no Dia das Nações Unidas, Ban Ki-moon reconheceu os corajosos esforços dos funcionários da ONU que estão nas linhas de frente de desastres e conflitos, atendendo pessoas vulneráveis no mundo todo.

“Também sofremos enormes desgostos — incluindo conflitos não resolvidos que causam imenso sofrimento por todo o problemático Oriente Médio, Sudão do Sul, Sahel e além”, disse Ban em mensagem para o Dia das Nações Unidas, lembrado anualmente em 24 de outubro, aniversário da entrada em vigor da Carta da ONU em 1945.

Ele completou: “juntos, criamos sólidas bases para o progresso compartilhado — sobre a qual precisamos construir, trabalhando ainda mais duro para empoderar mulheres, engajar a juventude e defender os direitos humanos para todos”.

Ban disse que importantes progressos foram feitos rumo a um futuro mais sustentável e à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, assim como no combate à ameaça das mudanças climáticas, por meio do Acordo de Paris, que entrará em vigor em 4 de novembro — uma adoção, segundo Ban, feita em tempo recorde na comparação com acordos globais semelhantes.

“Nesse histórico acordo está nossa melhor chance de um crescimento mais verde, mais limpo e de baixo carbono”, disse. Ban também elogiou o anúncio da criação do Museu das Nações Unidas, com sede em Copenhague, e exibições em várias partes do mundo, inclusive online.

O chefe da ONU declarou ainda estar honrado de ter servido à população mundial nos últimos dez anos, e pediu que todos apoiem o secretário-geral designado, António Guterres, em continuidade à missão global da organização em relação à paz, ao desenvolvimento sustentável e aos direitos humanos. O mandato de Ban como secretário-geral será encerrado no fim deste ano.

O 24 de outubro tem sido celebrado como Dia das Nações Unidas desde 1948. Em 1971, a Assembleia Geral recomendou que o dia fosse observado por Estados-membros da ONU como um feriado público.

Como parte das comemorações para o dia, a ONU irá enfatizar as ações concretas que as pessoas podem realizar para ajudar a atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Show em Nova York

O departamento de Relações Públicas da organização irá promover um show em Nova York na noite desta segunda-feira (24) para comemorar e também refletir sobre o trabalho das Nações Unidas por meio da linguagem universal da música.

O evento ocorrerá às 21h (horário de Brasília) e terá a apresentação de uma tradicional orquestra sul-coreana; do renomado pianista e Mensageiro da Paz da ONU, Lang Lang; do coral gospel do Harlem; da Ópera Nacional da Hungria e da soprano Andrea Rost e outros importantes artistas. O tema deste ano do Dia da ONU é “Liberdade Primeiro”.

Confira abaixo o link para acompanhar as apresentações:




Com o início da Assembleia Geral da ONU, MSF faz apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa médica às necessidades de saúde da população

Foto: Doris Burtscher/MSF

19/09/2016

Novo relatório de MSF aponta fracassos da indústria farmacêutica e destaca novos modelos de pesquisar e desenvolver medicamentos que atendam às necessidades da saúde pública

Os governos precisam fazer mais para promover o desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas e diagnósticos urgentemente necessários a preços acessíveis, pede um novo relatório da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). Na Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa nesta semana em Nova York, os 193 países-membros devem priorizar uma ação urgente para enfrentar falhas do atual sistema de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos essenciais, como antibióticos, e seus preços, muitas vezes altíssimos.

O relatório de MSF, Lives on the Edge: Time to Align Medical Research and Development with People’s Health Needs (Vidas no limite: é hora de alinhar pesquisa e desenvolvimento médicos às necessidades de saúde da população), diagnostica o fracasso do sistema atual de pesquisa e desenvolvimento, e sugere novas formas de desenvolver ferramentas que atendam melhor às necessidades das pessoas, por preços que elas possam pagar. Os governos devem aproveitar a oportunidade para tomar uma atitude agora, particularmente à luz do relatório sobre essas questões encomendado pelo Secretário Geral das Nações Unidas, e do fato de estar em discussão na Assembleia Geral uma ação para enfrentar coletivamente o aumento de infecções resistentes a medicamentos, a resistência antimicrobiana (AMR).

“Tanto em países pobres quanto em países ricos, as pessoas estão descobrindo que os medicamentos de que precisam ou não existem ou são tão caros que elas não podem comprá-los, e os governos precisam resolver esses problemas”, diz Katy Athersuch, assessora para políticas de inovação da Campanha de Acesso de MSF. “Na Assembleia Geral deste ano, os governos devem aproveitar a oportunidade para apoiar medidas que garantam que medicamentos novos e acessíveis sejam desenvolvidos para atender às necessidades urgentes de saúde – eles não podem simplesmente prescrever as mesmas velhas políticas falidas.”

Lamentavelmente, empresas farmacêuticas investem pouco em pesquisas sobre doenças que não são lucrativas, ao mesmo tempo em que os governos falharam em garantir que pesquisas financiadas com dinheiro público atendam a prioridades urgentes de saúde. A falta de ferramentas de diagnóstico, de vacinas e de medicamentos para Ebola e infecções resistentes, por exemplo, ilustra como o foco da indústria está na receita financeira esperada pelas empresas e seus acionistas, e não nas necessidades médicas mais urgentes. Com o novo medicamento contra a hepatite C custando mil dólares por pílula em alguns países, os preços exorbitantes que as empresas farmacêuticas cobram por medicamentos que podem salvar vidas estão sob intenso escrutínio em muitos dos 193 países-membros das Nações Unidas.

“As necessidades das populações dos países mais pobres não são notadas pelas empresas farmacêuticas. Nos últimos 50 anos, apenas dois novos medicamentos foram desenvolvidos para tratar a tuberculose, a doença infecciosa que mais mata no mundo, responsável por 1,5 milhão de mortes por ano”, disse a dra. Jennifer Hughers, médica especialista em tuberculose de MSF na África do Sul. “As pessoas tratadas por MSF contra tuberculose resistente a medicamentos precisam de tratamentos que não as deixem surdas ou com pensamentos suicidas, e que deem a elas maiores chances de serem curadas. Mas a forma com que novos medicamentos vêm sendo desenvolvidos mostra que as corporações farmacêuticas não estão interessadas em oferecer tratamentos melhores contra a tuberculose – porque isso não representa grandes lucros para elas. ”

Os governos devem adotar novas políticas de desenvolvimento e pesquisa de tecnologias médicas que diagnostiquem e tratem melhor as necessidades de saúde das pessoas de todos os países – e por preços acessíveis. Essas políticas devem romper a ligação entre pesquisas médicas e preços altos, que foi estabelecida com a concessão de monopólios de produção protegidos da concorrência. Um exemplo de uma nova abordagem possível é o Projeto 3P, uma iniciativa de MSF e outras organizações envolvidas com tuberculose destinada a conduzir pesquisas colaborativas de novos regimes de tratamento contra a doença, por meio do compartilhamento de dados e dos direitos de propriedade intelectual, e de mecanismos de pagamento pelas pesquisas que usam uma combinação de subvenções e prêmios.

“A velha maneira de conduzir pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos claramente não funciona mais – não para os países mais pobres, e, a longo prazo, nem para os mais ricos”, diz Athersuch. “Precisamos reescrever inteiramente o livro texto sobre pesquisa e desenvolvimento: é hora de tentar algo novo. Com o secretário geral da ONU liderando um esforços para melhorar a inovação e o acesso a tecnologias de saúde, e uma cúpula mundial discutindo o tema da crise global de infecções resistentes e medicamentos, a Assembleia Geral deste ano é uma ótima oportunidade para que os governos tracem novos rumos no que diz respeito a pesquisa e desenvolvimento na medicina.”



Por que Leonardo DiCaprio investiu em startup de chá orgânico

06/05/2016 

O ator e ativista aposta na Runa, startup de chá orgânico e promete doar suas ações a agricultores equatorianos

Foto: Anthony Harvey/Getty Images
Apenas alguns meses após ganhar o seu Oscar, pela performance em O Regresso, Leonardo DiCaprio anuncia seu novo investimento. Conhecido por apoiar diversas causas - principalmente aquelas que envolvem o meio ambiente -, o ator agora investe na Runa, startup de chá orgânico que emprega pequenos agricultores equatorianos. A startup já chama atenção há algum tempo - apareceu na 203º colocação na lista de 5 mil startups promissoras da revista INC em 2015, viu sua receita crescer 2000% desde 2011 e alcançou US$ 5 milhões em vendas em 2015. Para este ano, a expectativa é dobrar esse valor. 

Na última segunda-feira, a startup com sede em Nova York anunciou sua nova rodada de investimento que inclui investidores como DiCaprio, o comediante Marlon Wayans, o ator Adam Rodriguez e os jogadores de tênis Steve Johnson e John Isner. DiCaprio, contudo, compõe o conselho de direção da Runa, ao lado de Yolanda Kakabadse, presidente da WWF, e Ann Veneman, ex-secretário americano de Agricultura e diretor de UNICEF. A empresa não divulgou quanto o ator investiu nem sua participação acionária. 

A Runa produz chá orgânico encomendando a matéria-prima de pequenos 
agricultores do Equador (Foto: Divulgação)

A Runa produz chás orgânicos e bebidas energéticas naturais com a guayusa, planta amazônica e nativa do Equador, consumida pela população local há séculos. Runa, cujo nome significa "plenamente vivo" na língua Kichwa, apoia mais de 3 mil famílias indígenas que cultivam a planta comprando o total de US$ 250 mil em folhas de guayusa. "O futuro dessas comunidades, bem como de muitas outras ao redor do planeta, está em risco à medida que suas terras nativas sofrem com exploração de recursos naturais e com o desenvolvimento da agricultura. Práticas sustentáveis de cultivo são o caminho para ajudar a garantir um futuro melhor para tantas pessoas", disse o ator ao justificar sua decisão de investir na Runa.

Segundo a revista INC, os planos do ator incluem também doar suas ações para os indígenas equatorianos que participam da produção do chá. "Nós devemos fazer muito mais para ajudar os indígenas e as pessoas locais que sofrem frequentemente com a piora da degradação ambiental e são os mais expostos às mudanças climáticas", afirmou. 

DiCaprio já investiu em uma série de companhias privadas, como a Mobli, plataforma de compartilhamento de foto e vídeo, e a Rubicon Global, startup de reciclagem. Em outra frente, ele mantém a Leonardo DiCaprio Foundation, organização sem fins lucrativos focada em lutar contra as alterações climáticas e outros problemas ambientais. Desde 2014, quando foi lançada, já recebeu US$ 45 milhões em doações.  


Durante reunião de Obama e Modi, em Nova York, MSF pede à Índia que proteja medicamentos acessíveis a milhões de pessoas

Foto: Ruddy Roye

28/09/2015

“Não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF

Hoje, em meio à reunião do presidente dos Estados Unidos e o Primeiro Ministro da Índia em Nova York, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para o fato de que as pressões por parte dos EUA para que a Índia mude suas políticas de propriedade intelectual podem resultar na perda do acesso de milhões de pessoas por todo o mundo a medicamentos essenciais e vitais. MSF depende de medicamentos genéricos produzidos na Índia para realizar seu trabalho em mais de 60 países, e, portanto, pede que Narendra Modi se mantenha firme e proteja o papel desempenhado pelo país como “farmácia do mundo em desenvolvimento”.

Do lado de fora do hotel do primeiro ministro Narendra Modi e no consulado da Índia em Nova York, MSF exibiu grandes painéis com uma imagem do Taj Mahal feito com pílulas e o título “A Incrível Índia”, parafraseando a campanha publicitária turística indiana de longa data.

“Precisamos dos medicamentos acessíveis da Índia para fazer nosso trabalho humanitário, e por isso não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “A saúde de milhões de pessoas por todo o mundo será afetada pelas decisões tomada pelo primeiro ministro Modi. Por isso, pedimos a ele que não ceda à forte pressão dos EUA para mudar as políticas do país a fim de beneficiar os interesses das farmacêuticas.”

A lei indiana estabelece diretrizes mais rigorosas no que diz respeito à concessão de patentes do que outros países, filtrando as aplicações que são referentes a simples mudanças em produtos farmacêuticos já existentes, em favor da saúde pública. Isso tem permitido a continuidade da competição genérica robusta, que resultou, por exemplo, na redução em 99% do custo da combinação do tratamento básico para HIV no curso de uma década – de mais de US$ 10 mil para cerca de US$ 100.

O governo americano, suportado amplamente pelo lobby do setor farmacêutico, não está somente pedindo à Índia que dilua seu padrão para conceder patentes, mas também tem pressionado persistentemente pela implementação de um sistema regulatório para medicamentos, que associaria o registro de medicamentos ao status de sua patente. O Ministério da Saúde Indiano parece estar considerando seriamente aderir a essas mudanças.

“A indústria farmacêutica multinacional está pressionando fortemente para eliminar a competição na Índia”, diz Leena Menghaney, gerente da Campanha de Acesso de MSF no sul da Ásia. “A Índia não pode aceitar essa linha americana que diz que a propriedade intelectual, associada a medicamentos de alto preço, é a única forma de atrair investimentos. Simplesmente, este não é o caso.”

Mais de 80% dos medicamentos usados por MSF para tratar mais de 200 mil pessoas vivendo com HIV em seus projetos são genéricos indianos. A organização também se utiliza de medicamentos produzidos na Índia para tratar outras doenças, incluindo tuberculose e malária. A Índia também produz versões acessíveis de medicamentos para doenças não transmissíveis, considerados muito caros até mesmo para sistemas de saúde de países desenvolvidos. Mesmo nos EUA, seguradoras, provedores de tratamento e pacientes chegaram a um patamar doloroso com a exploração e os preços praticados pela indústria farmacêutica com, por exemplo, os preços de medicamentos para câncer na casa dos US$ 100 mil por paciente, novos medicamentos para hepatite C a US$ 1 mil por pílula e medicamentos antigos saltando de US$ 13,50 para US$ 750 por pílula, literalmente do dia para a noite.

“Pedimos ao primeiro ministro Modi que não aceite as demandas e padrões dos Estados Unidos sobre a propriedade intelectual”, afirma Leena Menghaney. “Milhões de vidas estão em jogo.”

Fonte: MSF


Obama e famílias de vítimas lembram os 14 anos do 11 de Setembro

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua mulher, Michelle, 
participam de cerimônia em homenagem às vítimas doa tentado de 11 
de setembro de 2001, que completa 14 nesta sexta-feira (11) 
(Foto: Reprodução/White House)

11/09/2015

Presidente americano fez um minuto de silêncio no jardim da Casa Branca.
Familiares terão cerimônia no memorial do World Trade Center.

As quase 3 mil pessoas mortas nos ataques de 11 de setembro de 2001 são homenageadas nesta sexta-feira (11) em cerimônias em Nova York, Pensilvânia e Washington para marcar os 14 anos dos ataques com aviões sequestrados por militantes da Al Qaeda.

Em Washington, o presidente Barack Obama participou de um minuto de silêncio na Casa Branca. Obama também irá participar de um encontro com membros do serviço militar em Fort Meade, base militar em Maryland.

A cerimônia em Nova York irá seguir um molde já utilizado. Os nomes dos mortos serão lidos em voz alta no local onde as torres gêmeas do World Trade Center foram derrubadas por dois aviões naquela manhã de 2001. A cerimônia será marcada por minutos de silêncio para lembrar os momentos em que os aviões bateram e as torres caíram.

"Não vamos fugir de como foi feito no passado. Vamos começar às 8h46 e a leitura dos nomes de membros das famílias provavelmente demorará algumas horas", disse Michael Frazier, porta-voz do Memorial do 11/09 em Nova York, sobre a cerimônia desta sexta-feira.

Fonte: Globo.com


Ban convoca para 30 de setembro reunião sobre a crise de migrantes

Grupo de afegãos chegam à Grécia. FotoAcnur/A. McConnell
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

29/08/2015

Secretário-Geral da ONU ficou "horrorizado e de coração partido" ao saber das mortes de refugiados que estavam dentro de um caminhão na Áustria; Ban Ki-moon apela aos governos para agirem com humanidade e compaixão.

O secretário-geral da ONU pronunciou-se nesta sexta-feira sobre a descoberta de 71 corpos em um caminhão abandonado entre a fronteira da Áustria com a Hungria.

Numa nota, Ban Ki-moon disse estar "horrorizado e de coração partido" com mais um caso envolvendo a morte de migrantes na Europa. Segundo Ban, relatos indicam que a maioria das vítimas era da Síria e o caminhão tinha inclusive crianças. A suspeita é de que morreram sufocadas.

Armadilha

O secretário-geral reconhece que têm sido feitas várias operações de busca e de resgate por parte das autoridades europeias, mas lembra que o Mar Mediterrâneo continua sendo uma armadilha fatal para refugiados e migrantes.

Para Ban, essas tragédias reforçam a falta de compaixão dos traficantes de pessoas, que têm atividades criminosas desde o Mar de Andamán, no Oceano Índico, passando pelo Mar Mediterrâneo, até a chegada à Europa.

Direitos

Essas tragédias também demonstram o "desespero das pessoas que buscam proteção ou começar uma vida nova", lembra Ban Ki-moon. A maioria desses migrantes é da Síria, do Iraque e do Afeganistão.
O secretário-geral da ONU destaca que a lei internacional é clara: refugiados têm direito de proteção e de pedir asilo. Por isso, Ban pede aos países para que não forcem essas pessoas a voltarem para suas nações de origem, nem discriminem esses refugiados.

Para ele, isso é também uma obrigação enquanto seres humanos. Ban Ki-moon apelou aos governos dos países que recebem esses refugiados a serem compreensivos, a ampliarem os canais legalizados de migração e para "agirem com humanidade e compaixão".

Reunião 

O secretário-geral da ONU lembrou que a crise de migrantes é sintoma de um problema maior: conflitos sem fim, graves violações de direitos humanos, falhas de governos e forte repressão que essas pessoas sofrem nos seus países, como a Síria.

Ban Ki-moon disse tratar-se de "uma tragédia humana que pede uma resposta política coletiva". Por isso, ele vai aproveitar a presença dos chefes de Estado e de governo que vão participar no mês que vem da Assembleia Geral e convocar uma reunião especial.

O encontro com os líderes sobre a crise dos migrantes deve ocorrer em Nova York, no dia 30 de setembro.

Fonte: Rádio ONU


Brasileiros entre vencedores de concurso da ONU sobre multilinguismo

Cinco brasileiros entre os vencedores. Foto: Rádio ONU
24/07/2015

70 jovens de 42 países apresentaram as melhores redações sobre desenvolvimento sustentável; textos não podiam ser escritos na língua materna dos candidatos; cerimônia marca o Fórum Global da Juventude.

Setenta jovens de 42 países estão reunidos na sede da ONU, em Nova York, esta sexta-feira, para o Fórum Global da Juventude. Mas essas dezenas de jovens têm algo em comum: venceram o concurso Várias Línguas, Um Mundo.

A competição foi organizada pelas Nações Unidas e pela rede de ensino de idiomas ELS. O desafio era escrever uma redação sobre a nova agenda global de desenvolvimento sustentável, mas os candidatos não podiam escrever os textos em sua língua materna.

Idiomas
Mais de 3,5 mil estudantes enviaram redações durante a primeira fase do concurso, escritas em inglês, francês, russo, árabe, chinês ou espanhol, as línguas oficias da ONU.

Cinco brasileiros estão entre o grupo de 70 jovens que apresentaram as melhores redações. Em Nova York, durante a cerimônia na Assembleia Geral, a estudante Fernanda Vilar explicou à Rádio ONU o conteúdo do seu texto, escrito em francês.

Produção Alimentar 
"No meu ensaio, eu propus uma visão do mundo voltada para uma filosofia veganista e com muito mais feminismo para proteger os direitos das mulheres. Como o problema da alimentação está no centro dos interesses hoje em dia, com tantas indústrias sendo denunciadas por práticas abusivas de animais e também de pesticidas e transgênicos, é fundamental pensar na comida e em como produzir de uma maneira ética. Produzimos tanto e tanta gente está passando fome, este é um tema central para ser debatido."

Fernanda está estudando na Universidade Nanterre, em Paris, onde tira o seu doutorado. Outro estudante de doutorado brasileiro também venceu o concurso. Jefferson Viana é aluno da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e escreveu a redação em espanhol.

Questões Globais
"O multilinguismo é interessante porque a despeito de existirem expressões diferentes, existirem maneiras de pensar diferentes, me parecem que coincidem os grandes problemas da humanidade. Fome, desigualdade, falta de participação popular nas decisões políticas. O multilinguismo permite enxergar mais claramente ainda os principais problemas do mundo."

Durante o Fórum Global da Juventude, os estudantes discutem promoção da educação de qualidade, crescimento econômico e emprego, justiça para todos, manejo da água e segurança alimentar.

Fonte: ONU

Wagner Moura apoia campanha da ONU contra o trabalho escravo

Wagner Moura nos estúdios da ONU. Foto: Rádio ONU/Denise Costa

05/07/2015

Em Nova York, ator declarou que casos são exemplo da "exploração do homem pelo homem levada à potência mais cruel"; 21 milhões de pessoas são escravizadas, um negócio que gera ilegalmente US$ 150 bilhões por ano.

Uma nova campanha da Organização Internacional do Trabalho, OIT, busca erradicar o trabalho escravo no mundo todo. E o ator Wagner Moura está apoiando o projeto "50 for Freedom" (50 pela Liberdade).

Nesta semana, Moura visitou a sede das Nações Unidas, em Nova York, pela primeira vez e aproveitou para conversar com a Rádio ONU sobre os detalhes da campanha.

Lucros

Para o ator, ainda choca a escravidão ser uma realidade em pleno século 21 e ele chama a atenção para os dados da OIT, sobre o total de pessoas no mundo  exploradas pelo trabalho forçado. 

"A gente não tem noção hoje em dia de que no mundo moderno, 21 milhões de pessoas são escravizadas, numa coisa que gera US$ 150 bilhões (por ano) de ganância ilegal. São dados tão contundentes, tão fortes. Eu acho que serve principalmente para informar as pessoas de que isso é uma realidade. Há gente trabalhando em condições análogas as da escravidão. É a exploração do homem pelo homem levada a sua potência mais cruel e sinistra."

Apoio Político

Na entrevista à Rádio ONU, Wagner Moura contou que além de conscientizar a população, a campanha "50 for Freedom" busca o apoio dos chefes de Estado e de governo para a erradicação do trabalho escravo.

Leda Letra entrevista Wagner Moura. Foto: Rádio ONU/Denise Costa

"E agora no final de julho eles vão lançar a campanha como um todo e eu vou representar a campanha, anunciando a campanha no mundo inteiro. Essa campanha, o objetivo é fazer com que até 2018, 50 líderes mundiais, 50 países se comprometam com o novo protocolo sobre a erradicação do trabalho escravo no mundo."

Wagner Moura também divulgou em Nova York seu novo projeto de trabalho, a série "Narcos", onde vive o traficante colombiano Pablo Escobar. O seriado de 10 episódios estreia pelo Netflix em agosto.

Fonte: Rádio ONU


Por que Nova York declarou guerra ao isopor?

Imagem de arquivo mostra copo de isopor descartado em lixo de Nova York (Foto: Mark Lennihan/AP)

02/07/2015

Autoridades multarão restaurantes ou empresas que venderem, oferecerem ou possuírem embalagens ou copos e pratos feitas do material.

Nova York se juntou às cidades que declararam guerra contra as embalagens, pratos e copos de isopor, material que é tão atraente para os negócios quanto tóxico ao meio ambiente.

A partir desta quarta-feira (1), está proibido vender, oferecer ou possuir qualquer produto feito de isopor na metrópole americana. Empresas e comerciantes têm seis meses para se adaptar. Depois desse prazo, serão multadas.

"Produtos feitos de isopor causam um grande prejuízo ao meio ambiente e não há mais lugar para eles em Nova York", disse o prefeito da cidade, Bill de Blasio.

Mas por que o isopor está sob fogo cerrado? Aliás, de que exatamente é formado o material? Por que não é possível reciclá-lo? Confira alguns detalhes sobre um dos maiores inimigos dos ambientalistas.

O que é isopor?
Comercializado nos Estado Unidos com o nome de Styrofoam, o isopor foi inventado pelo cientista da empresa Dow Chemical Otis Ray McIntire em 1941.

Para fazê-lo, pequenas quantidades do polímero poliestireno são misturadas com produtos químicos para se expandiram 50 vezes do seu tamanho original.

Após o resfriamento, essa massa é então colocada em moldes – seja de um copo ou de uma embalagem – e passa por um novo processo para expandi-la ainda mais, até que o molde seja totalmente preenchido e as contas se fundirem.

O produto final é leve, barato – 95% de sua composição é ar. Suas propriedades isolantes e seu custo barato tornaram o isopor uma escolha atraente nos negócios.

Por que ele é tão prejudicial ao meio ambiente?
Há uma estimativa de que apenas nos Estados Unidos 25 bilhões de copos de café de isopor são jogados no lixo em um ano – para efeito de comparação, 100 bilhões de sacolas plásticas são descartadas anualmente.

Em 2006, por exemplo, 135 toneladas de produtos de isopor foram despejadas em lixões em Hong Kong – menos de 5% de todo o lixo plástico descartado no país.

Mas mesmo o isopor representando uma parcela pequena do lixo, ambientalistas afirmam que o problema ganha outras dimensões quando ele chega no mar.

Segundo Douglas McCauley, professor de biologia marinha da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, há dois problemas causados pelo isopor para os animais marinhos, um químico e o outro, mecânico.

"O mecânico é bem fácil de se ver. Encontramos espuma de isopor no intestino de animais – e isso pode ser letal", diz.

Já o aspecto químico tem a ver com a propriedade absorvente do material. "O isopor age como uma pequena esponja poluente, capturando todos os compostos que mais contaminam o oceano. E então um animal engole isso, pensando ser uma água-viva"

E isso não é perigoso apenas para os animais marinhos para o oceano como um todo. Pode também ser prejudicial para os humanos.

"É preocupante que um peixe que ingeriu tudo isso acabe nas nossas mesas", afirma.

Por que não é possível reciclá-lo?
A dificuldade em reciclar o material é uma das principais razões para Nova York banir o material. Kathryn Garcia, responsável pelo sistema sanitário da cidade, afirmou: "Ninguém conseguiu até agora provar que seja possível reciclá-lo em larga escala, e tampouco há mercado para isso."

Devido ao processo químico usado em sua confecção, é quase impossível transformar, por exemplo, um prato de isopor em uma embalagem feita do mesmo material.

Há, no entanto, alguns métodos sendo testados, como reciclagem térmica. Mas sua viabilidade em termos de custo e logística de transporte ainda é um problema.

Quais as alternativas?
O McDonalds começou a deixar de usar embalagens de isopor nos anos 90 – e em 2013 abandonou totalmente o material, o substituindo por alternativas feitas com papel.

Já o Dunkin'Donuts agora faz seus copos com um composto mais fácil de ser reciclado, o polipropileno – um tipo de plástico bastante usado para embalagens para levar comida para casa. No entanto, o produto é mais caro que o isopor.

Astrid Portillo, dona do restaurante Mi Pequeno El Salvador, no bairro nova-iorquinho de Queens, disse ao jornal New York Daily: "Eu vou ter de aumentar os preços no meu cardápio com essa nova lei."

O prefeito de Blasio, no entanto, acredita que há meios para evitar aumentos como esse.

"Se mais cidades no país seguirem nosso exemplo e criarem vetos semelhantes, isso pode aumentar a demanda por esse produtos alternativos e baratear seus custo."

Fonte: G1 Natureza


Nevasca histórica cancela 7 mil voos nos Estados Unidos, 25 com o Brasil

Imagem de satélite mostra a tempestade Juno chegando ao nordeste dos EUA (foto: Nasa/NOAA)

28/01/2015

Tempestade atinge área que concentra 20% da população dos EUA

A nevasca Juno continua a atingir, nesta terça-feira (27), a Costa Leste dos Estados Unidos e o nordeste do País. As tempestades de neve devem continuar ao longo do dia e atingem uma região que concentra cerca de 20% da população norte-americana. Além do cancelamento de quase 7 mil voos - 25 deles com o Brasil -, o transporte terrestre foi limitado a veículos de emergência em Boston e Nova York, ontem à noite, e a restrição continua enquanto houver tempestades.

A tempestade de neve tem ventos muito fortes, de até 120 quilômetros por hora, e provoca intensa queda de temperatura. Com a má condição climática, metade dos voos que saem dos aeroportos de Nova York foi cancelada e o tráfego aéreo em Boston só será normalizado amanhã. Nas cidades, a neve é retirada por máquinas especiais nas principais avenidas. O governo de Massachusetts emitiu alerta na madrugada devido a inundações na Costa Nordeste, onde ondas gigantes chegam até a algumas áreas residenciais.

As escolas e repartições públicas permanecem fechadas e a orientação é que as pessoas não saiam de casa neste segundo dia de tempestade. A nevasca é considerada uma das mais severas que já atingiram a região, que concentra a área metropolitana de Nova York, Boston, da Filadelfia e de Connecticut. Nessa área, segundo estimativa do Itamaraty, vivem cerca de 60% da população brasileira residente nos Estados Unidos.

Os consulados brasileiros em Nova York e Boston não funcionam hoje por causa da nevasca, mas mantêm os telefones do plantão atendendo normalmente as emergências da comunidade.

Até o início da madrugada de hoje não havia informações oficiais sobre vítimas da nevasca, mas os meios de comunicação e os governos municipais e estaduais mantêm estado de alerta e atenção e orientam as pessoas a não se expor às baixas temperaturas.



Nova York proíbe recipientes de isopor por danos ambientais

09/01/2015

A prefeitura de Nova York anunciou nesta quinta-feira que a partir de julho será proibida a venda de produtos em recipientes de isopor por causa dos danos ambientais que sua utilização representa.

A medida foi anunciada pelo gabinete do prefeito Bill de Blasio, após consultas a empresas de recipientes, vendedores e agências de saúde da cidade.

Essa iniciativa já foi tentada em 2013 pelo prefeito anterior, Michael Bloomberg, mas a ordem nunca foi executada por oposição do conselho municipal, que pediu mais tempo para ver se era possível desenvolver um sistema de reciclagem desse material.

Após confirmar que isso não é possível, a nova prefeitura decidiu proibir os recipientes, muito usados pelos nova-iorquinos para conservar e transportar comida e café.

"Esses produtos causam um dano real ao meio ambiente e não têm lugar na cidade de Nova York", afirmou De Blasio em declaração que acompanhou o anúncio da proibição.

"Se temos melhores opções, melhores alternativas, e se há mais cidades no país que seguem nosso pensamento e instituem proibições similares, essas alternativas em breve serão abundantes e custarão menos", acrescentou.

Com isso, Nova York se junta a outras 70 cidades dos Estados Unidos que adotaram uma medida parecida, entre elas Washington, San Francisco, Seattle e Minneapolis, esforço que contou com a adesão de grandes empresas para buscar alternativas de recipientes.

No entanto, Nova York é a maior cidade entre as que adotaram a medida, e a que mais lixo produz. Segundo dados da prefeitura, a cidade produziu em 2014 um total de 28.500 toneladas de recipientes de isopor, o que representa um grande volume de lixo, levando em conta que trata-se de um material leve. 

Fonte: UOL


Brasil não assina documento da Cúpula do Clima para zerar desmatamento até 2030

Barrado. Urso Polar no meio dos manifestantes na Conferência do Clima, 
em Nova York - Timothy A. Clary / AFP

24/09/2014

Conferência em Nova York determina compromissos, mas ministra do Meio Ambiente diz que país ‘não foi convidado a participar’

Dono da maior floresta tropical do mundo, o Brasil surpreendeu a comunidade internacional e não assinou ontem um acordo de combate ao desmatamento apresentado durante a Cúpula do Clima, em Nova York, um encontro que reuniu mais de 120 chefes de Estado. O documento propõe reduzir pela metade o corte de florestas até 2020 e zerá-lo na década seguinte. Com esta medida, entre 4,5 bilhões e 8,8 bilhões de toneladas de CO2 deixariam de ser liberadas para a atmosfera — o equivalente à remoção de um bilhão de carros das ruas até 2030.

A Declaração de Nova York, como foi batizada foi elaborada por um grupo de países europeus e endossado por 32 Estados — entre eles EUA, Canadá, Noruega, Inglaterra e Indonésia —, além de empresas, entidades civis e comunidades indígenas. O documento segue aberto para adesões até dezembro de 2015, quando acontece a Conferência de Paris. A exemplo do Brasil, China e Índia, que também estão entre os maiores desmatadores do mundo, rejeitaram o documento.

Embora tenha considerado o acordo importante e criticado o Brasil por rejeitá-lo, o Greenpeace também não o assinou por considerá-lo vago demais. Segundo a ONG, os compromissos voluntários não substituem ações governamentais.

— Precisamos de leis fortes para proteger florestas e pessoas, assim como de uma melhor aplicação das leis existentes — explicou o diretor-executivo internacional do grupo, Kumi Naidoo. — Deter a perda global de florestas em 2030 no máximo significaria que anos de desmatamento ainda estariam à nossa frente.

De acordo com uma fonte próxima à negociação, a Missão Brasileira na ONU recebeu o texto há cerca de um mês e o enviou a Brasília, que teria apontado trechos incompatíveis com o novo Código Florestal:

— Entramos em contato com esse grupo de países por trás da iniciativa e pedimos algumas modificações no texto final, pois não podemos nos associar a uma declaração que vá de encontro a uma lei nossa. Ponderamos essa questão e pedimos que o texto fosse ajustado, mas eles disseram que não podiam, porque já estava fechado. E o Brasil obviamente não se associou.

A presidente Dilma Rousseff durante seu discurso na Cupula do Clima - Timothy A. Clary / AFP

Em entrevista a agências internacionais, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o texto do acordo pode colidir com a legislação brasileira.

— É diferente ter deflorestamento legal e deflorestamento ilegal. Nossa política nacional é combater o desmatamento ilegal — explicou.

O Brasil quer, por exemplo, debater os pontos do texto com outras nações florestais e ver se há compatibilidade entre a proposta europeia e tanto as negociações climáticas correntes quanto a política ambiental brasileira. O país também não quer perder as rédeas desta discussão, que compartilha com outros pares, pois, como descreveu um observador, “se tem uma coisa que em clima está dando certo é floresta, a queda de desmatamento”.

DECISÃO PODE SER ESTRATÉGICA

Diretor executivo da Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês), Alexander Von Bismarck diz que na prática o país tem tido uma ação extremamente positiva, o que é mais importante do que assinar uma declaração:

— A questão é: o que acontece depois? Esses documentos são úteis e importantes, mas as florestas precisam de ação. O Brasil adotou medidas importantes para combater o desmatamento ilegal, mas aqui nos EUA as pessoas ainda estão comprando madeira extraída ilegalmente do Brasil.

Diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Osvaldo Stella avalia que a rejeição brasileira ao acordo pode ser “estratégica”.

— Talvez este não seja o melhor momento para assinar um documento — explica. — O desmatamento é uma importante fonte de emissões de CO2 do Brasil, mas irrelevante em outros grandes países. Então, o melhor, para nós, seria negociar simultaneamente todas as causas do aquecimento global. Desta forma, não perdemos peso nas conversas das próximas conferências.

O acordo novaiorquino propõe ainda a formação de um fundo global de combate ao desmatamento, no valor de pelo menos US$ 1 bilhão, destinado a países pobres que preservem as suas florestas. Também lembra que cerca de 500 milhões de pequenos fazendeiros, especialmente na África e no Sul da Ásia, estão vulneráveis a eventos extremos que afetariam a produção de alimentos, como a escassez de água e grandes tempestades.

O presidente dos EUA, Barack Obama, durante discurso na ONU - Saul Loeb / AFP

Grandes empresas também aderiram ao documento, entre elas petrolíferas, prometendo reduzir a emissão de gases-estufa na geração de energia.

A secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, acredita que as dificuldades em conseguir um engajamento total da iniciativa privada e dos governos contra as mudanças climáticas impediram que a cúpula obtivesse melhores resultados.

— Por enquanto, estamos apenas na linha das promessas. O duro é comprar uma briga contra o lobby do petróleo e conseguir uma economia de baixo carbono em todas as áreas. Este é um plano muito complexo — admite. — Este encontro foi importante, porque provocou uma mobilização no mundo inteiro e mostrou como a opinião pública e até os investidores estão preocupados. Mas só teremos um dia histórico quando um acordo amplo for assinado pelos governantes.

BRASIL ANUNCIA CONQUISTAS NA AMAZÔNIA

Em um discurso de quase oito minutos, a presidente Dilma Rousseff revelou que o desmatamento no Brasil diminuiu 79% em oito anos. Esta seria uma amostra de que o crescimento econômico não é incompatível com a adoção de medidas de preservação ambiental.

— O Brasil não anuncia promessas. Mostra resultados — ressaltou. — Ao mesmo tempo em que diminuímos a pobreza e a desigualdade social, protegemos o meio ambiente. Nos últimos 12 anos, temos tido resultados extraordinários.

Já o presidente americano, Barack Obama, usou seu discurso no evento para assumir a responsabilidade de seu governo e, também, pressionar a China a tomar atitudes. Segundo ele, os países têm que “deixar de lado nossas velhas diferenças”. Já o vice-premier chinês, Zhang Gaoli, revelou que o país teria como objetivo limitar as emissões ou atingir o seu pico “o mais cedo possível”. Alguns conselheiros de Pequim avaliam que isso só deve acontecer depois de 2030.

Durante a Cúpula, Coreia do Sul, Dinamarca e Suíça anunciaram a doação de cerca de US$ 270 milhões para o Fundo Verde para o Clima, criado em 2010 pela ONU. França e Alemanha prometeram doar US$ 1 bilhão “nos próximos anos”.

PREFEITOS FAZEM PACTO GLOBAL

Ao lado do secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon, o prefeito Eduardo Paes, presidente do C40 — o grupo das 69 maiores cidades do mundo — anunciou o Pacto Global dos Prefeitos. Com o acordo, 228 cidades, que abrigam quase meio bilhão de pessoas, assumem o compromisso de reduzir a emissão de gases-estufa em até 13 milhões de toneladas até 2050.

Fonte: O Globo


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