Mostrando postagens com marcador Índia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Índia. Mostrar todas as postagens

ÍNDIA SEDIARÁ CELEBRAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE EM 2018

Garrafa de plástico descartada inadequadamente no entorno do 
Taj Mahal. Foto: Flickr (CC)/Tamas Bodi

22/02/2018

A ONU Meio Ambiente e o governo da Índia anunciaram, nesta segunda-feira (19), que em 2018 o país asiático sediará as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrado em 5 de junho. Com o tema “#AcabeComAPoluiçãoPlástica”, a data chama governos, setor privado, comunidades e indivíduos a reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis, que contaminam nossos oceanos, prejudicam a vida marinha e afetam a saúde humana.

A ONU Meio Ambiente e o governo da Índia anunciaram, nesta segunda-feira (19), que em 2018 o país asiático sediará as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrado em 5 de junho. Com o tema “#AcabeComAPoluiçãoPlástica”, a data chama governos, setor privado, comunidades e indivíduos a reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis, que contaminam nossos oceanos, prejudicam a vida marinha e afetam a saúde humana.

Ao longo da última década, a humanidade produziu mais plástico do que em todo o século passado. Por ano, são consumidas entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas em todo o planeta e, a cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas. Metade do plástico consumido pelos humanos é de uso único e, anualmente, pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos — é como se a cada minuto despejássemos nos mares a carga inteira de um caminhão de lixo plástico. O material representa atualmente 10% de todos os resíduos gerados pelo homem.

“A filosofia e o estilo de vida da Índia estão há muito tempo fundamentados no conceito de coexistência com a natureza. Estamos comprometidos em fazer do planeta Terra um lugar mais limpo e mais verde”, afirmou o ministro do Meio Ambiente indiano, Harsh Vardhan. O dirigente defendeu que cada cidadão de cada país se empenhe para praticar pelo menos uma “boa ação ecológica” por dia.

O Governo da Índia irá liderar as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente com uma série de atividades para engajar o público, como mutirões de limpeza em áreas públicas, reservas nacionais, florestas e praias. A Índia já tem uma das mais altas taxas de reciclagem do mundo e o objetivo dos eventos é despertar o interesse e a mobilização da população. Com isso, a nação asiática busca dar exemplos para todo o mundo de como acabar com a poluição plástica.

“O país demonstrou uma tremenda liderança global no que diz respeito às mudanças do clima e à necessidade de migrar para uma economia de baixo carbono. A Índia agora ajudará a estimular ações maiores contra a poluição plástica. Trata-se de uma emergência global que afeta todos os aspectos de nossas vidas. Está na água que bebemos e na comida que comemos. Está destruindo nossas praias e oceanos. A Índia estará liderando o movimento para salvar nossos oceanos e nosso planeta”, afirmou o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.

Na América Latina e no Caribe, a capital regional para as celebrações será o Peru, um dos primeiros países a participar da campanha #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente, que busca reduzir drasticamente a poluição plástica nos oceanos.

No Brasil, a discussão sobre a poluição plástica vem avançando devido a esforços do governo brasileiro e outros atores da sociedade, incluindo a ONU Meio Ambiente Brasil. Campanhas para o consumo consciente de sacolas plásticas, a assinatura do Acordo Setorial de Logística Reversa de Embalagens e agora o processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar criam o ambiente institucional necessário para avançar este debate fundamental com a sociedade brasileira. A ONU Meio Ambiente vê 2018 como um ano de virada sobre o tema. “Vimos construindo uma massa crítica na sociedade brasileira sobre o impacto ambiental do plástico e acreditamos que este ano, com as iniciativas que lideramos ou apoiamos, haverá uma mudança real na relação do Brasil com essa problemática – cidadãos, governos e empresas perceberão que está na hora de mudar hábitos e escolhas para garantir a saúde do planeta”, afirmou a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú.

Desde que foi instituído em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente tornou-se uma plataforma global para a conscientização pública sobre questões ambientais. Na avaliação das Nações Unidas, a data é uma oportunidade para que todos se engajem ativamente na proteção da natureza.

Mais informações

Para mais informações sobre a campanha da ONU Meio Ambiente #MaresLimpos, visite cleanseas.org (também em português).



Índia bate recorde mundial com o plantio de 50 milhões de árvores em apenas 24 horas



21/07/2016

A Índia é o país que mais cresce em todo o mundo. Com mais de um bilhão de habitantes, claro que ela deixa um rastro de poluição. No entanto, graças a  uma campanha de reflorestamento onde arrecadaram milhões de dólares, o país irá plantar mais de 50 milhões de árvores. A campanha vai ajudar a iniciar o plano ambiental para reduzir as emissões de carbono do país em 35% previsto  até 2030.

Em 24 horas mais de 800.000 voluntários da cidade de Uttar Pradesh plantaram milhões de árvores.  

O país quebrou o recorde de plantio anterior, estabelecido pelo Paquistão de apenas 847.275 árvores . 

O grupo de voluntários plantaram 80 espécies diferentes de árvores nos arredores de Uttar Pradesh. Todas as mudas foram adquiridas de viveiros locais.

“O mundo se deu conta de que são necessários sérios esforços para reduzir as emissões de carbono e assim minimizar os efeitos da mudança climática global. Uttar Pradesh tem dado o ponta pé inicial a respeito disso”. Disse um dos voluntários.





Durante reunião de Obama e Modi, em Nova York, MSF pede à Índia que proteja medicamentos acessíveis a milhões de pessoas

Foto: Ruddy Roye

28/09/2015

“Não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF

Hoje, em meio à reunião do presidente dos Estados Unidos e o Primeiro Ministro da Índia em Nova York, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para o fato de que as pressões por parte dos EUA para que a Índia mude suas políticas de propriedade intelectual podem resultar na perda do acesso de milhões de pessoas por todo o mundo a medicamentos essenciais e vitais. MSF depende de medicamentos genéricos produzidos na Índia para realizar seu trabalho em mais de 60 países, e, portanto, pede que Narendra Modi se mantenha firme e proteja o papel desempenhado pelo país como “farmácia do mundo em desenvolvimento”.

Do lado de fora do hotel do primeiro ministro Narendra Modi e no consulado da Índia em Nova York, MSF exibiu grandes painéis com uma imagem do Taj Mahal feito com pílulas e o título “A Incrível Índia”, parafraseando a campanha publicitária turística indiana de longa data.

“Precisamos dos medicamentos acessíveis da Índia para fazer nosso trabalho humanitário, e por isso não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “A saúde de milhões de pessoas por todo o mundo será afetada pelas decisões tomada pelo primeiro ministro Modi. Por isso, pedimos a ele que não ceda à forte pressão dos EUA para mudar as políticas do país a fim de beneficiar os interesses das farmacêuticas.”

A lei indiana estabelece diretrizes mais rigorosas no que diz respeito à concessão de patentes do que outros países, filtrando as aplicações que são referentes a simples mudanças em produtos farmacêuticos já existentes, em favor da saúde pública. Isso tem permitido a continuidade da competição genérica robusta, que resultou, por exemplo, na redução em 99% do custo da combinação do tratamento básico para HIV no curso de uma década – de mais de US$ 10 mil para cerca de US$ 100.

O governo americano, suportado amplamente pelo lobby do setor farmacêutico, não está somente pedindo à Índia que dilua seu padrão para conceder patentes, mas também tem pressionado persistentemente pela implementação de um sistema regulatório para medicamentos, que associaria o registro de medicamentos ao status de sua patente. O Ministério da Saúde Indiano parece estar considerando seriamente aderir a essas mudanças.

“A indústria farmacêutica multinacional está pressionando fortemente para eliminar a competição na Índia”, diz Leena Menghaney, gerente da Campanha de Acesso de MSF no sul da Ásia. “A Índia não pode aceitar essa linha americana que diz que a propriedade intelectual, associada a medicamentos de alto preço, é a única forma de atrair investimentos. Simplesmente, este não é o caso.”

Mais de 80% dos medicamentos usados por MSF para tratar mais de 200 mil pessoas vivendo com HIV em seus projetos são genéricos indianos. A organização também se utiliza de medicamentos produzidos na Índia para tratar outras doenças, incluindo tuberculose e malária. A Índia também produz versões acessíveis de medicamentos para doenças não transmissíveis, considerados muito caros até mesmo para sistemas de saúde de países desenvolvidos. Mesmo nos EUA, seguradoras, provedores de tratamento e pacientes chegaram a um patamar doloroso com a exploração e os preços praticados pela indústria farmacêutica com, por exemplo, os preços de medicamentos para câncer na casa dos US$ 100 mil por paciente, novos medicamentos para hepatite C a US$ 1 mil por pílula e medicamentos antigos saltando de US$ 13,50 para US$ 750 por pílula, literalmente do dia para a noite.

“Pedimos ao primeiro ministro Modi que não aceite as demandas e padrões dos Estados Unidos sobre a propriedade intelectual”, afirma Leena Menghaney. “Milhões de vidas estão em jogo.”

Fonte: MSF


Brasil, China, Índia e África do Sul exigem verba por mudança climática

30/06/2015 

Brics criticaram falta de investimento de 'ricos' no combate ao aquecimento.
Comunicado foi feito em Nova York neste domingo.

Brasil, China, Índia e África do Sul manifestaram neste domingo (28) na ONU que estão decepcionados com os países ricos pela incapacidade de não manter seus compromissos de ajuda às nações pobres para combater o aquecimento global.

Ministros e negociadores desses quatro países se reuniram em Nova York em preparação para a Conferência Mundial sobre o Clima, a COP 21, que acontece em dezembro, em Paris.

Em um comunicado conjunto, os representantes do grupo Brics (mas sem a Rússia) expressaram sua "decepção frente à constante ausência de um plano de ação claro para que os países desenvolvidos aportem US$ 100 bilhões anuais até 2020 e para que aumentem substantivamente seu apoio financeiro depois dessa data".

Em 2010, os países desenvolvidos concordaram em mobilizar esse montante nesse período para ajudar os países pobres a se adaptarem ao impacto da mudança climática e reduzir suas emissões poluentes. Esses compromissos caíram, porém, para cerca de US$ 70 bilhões anuais, de acordo com o Banco Mundial.

Medo do fracasso
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que os quatro países se comprometem a trabalhar duro para evitar que se repita o fracasso da última conferência do clima, realizada em Copenhague, em 2009. "Não podemos adiar essa agenda, esse acordo", frisou.

Já o enviado da China para o tema, Xie Zhenhua, comentou que "ainda há expectativas e espero que os países desenvolvidos possam honrar seus compromissos antes do encontro em Paris".

O negociador-chefe da Índia, Ravi Prasad, destacou que os países desenvolvidos devem compartilhar suas tecnologias de energia limpa com as nações pobres para que elas possam embarcar nos esforços globais de combate à mudança climática.

"Se não receberem um fluxo de apoio tecnológico, para muitos países em desenvolvimento e economias pobres será impossível percorrer esse caminho no futuro próximo", alegou Prasad.

"Adaptar-se requer muito dinheiro", afirmou a ministra sul-africana de Meio Ambiente, Edna Molewa.

O que está em jogo?
Segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Somente assim é que será possível conter o aumento da temperatura global em 2ºC até o final deste século.

Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas.

Caso isso não seja reduzido, segundo o IPCC, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão mais frequentes. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.

Por causa disso, países tentam negociar um acordo global para frear as emissões e que obrigue ações de todos os governos, principalmente de nações desenvolvidas, historicamente responsáveis pela maior parte dos gases já lançados na atmosfera.

IPCC - arte (Foto: G1)

Fonte: G1 Natureza


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...