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Adesivos anti-poluição serão obrigatórios para veículos em Paris

(Arquivo) Foto tirada em 2 de junho de 2015 mostra os adesivos Crit'Air, 
emitidos pelo Ministério francês para Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia, para classificar os veículos de acordo com a sua emissão de poluentes - AFP/Arquivos

16/01/2017

Os veículos que circularem em Paris deverão exibir, a partir desta segunda-feira, um adesivo anti-poluição, uma medida que se soma ao arsenal que algumas capitais europeias estão adotando contra as emissões de partículas nocivas.

Todos os veículos, inclusive os de duas rodas ou os com placa estrangeira, deverão ter o selo, que indicará seu nível de emissões (óxidos de nitrogênio, partículas) – do verde para os mais “limpos” ao cinza para os mais poluentes.

O dispositivo busca proibir a circulação dos veículos mais poluentes durante picos de poluição, que se multiplicaram nos últimos meses em Paris.

A capital francesa “melhora a qualidade do ar ao reduzir as emissões de partículas provenientes do tráfego automóvel”, disse em comunicado a cidade cuja prefeita socialista, Anne Hidalgo, fez da luta contra a poluição do ar uma prioridade.

A prefeitura quer reduzir à metade o número de automóveis na capital francesa, onde 600.000 veículos circulam diariamente, e proibir o diesel até 2020.

Em setembro de 2015, Paris proibiu a circulação de caminhões, ônibus e carros anteriores a 2001. Desde então, outras cidades francesas seguiram seus passos.

Desde meados do ano passado, algumas categorias de veículos particulares também deixaram de poder circular durante a semana, como os que têm mais de 20 anos.

Durante os episódios de poluição, o sistema de rodízio aplicado até agora – que autoriza só os veículos com placas par ou ímpar a circularem durante determinados dias -, será substituído pelo de circulação diferenciada.

“Os veículos menos poluentes poderão continuar circulando, enquanto que os outros deverão ficar na garagem”, afirma Christophe Najdovski, vice-secretário de Transportes de Paris.

Para os veículos particulares, haverá seis categorias de adesivos: verde para “zero emissões” (veículos elétricos ou à hidrogênio), e outras cores que representam os níveis de poluição de 1 a 5, como violeta (1) para veículos à gasolina ou cinza (5) para os à diesel.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 2,5 milhões de selos já foram encomendados. As autoridades aplicarão certa permissividade durante alguns meses, durante os quais os controles serão “pedagógicos”. Após esse período, serão impostas multas de entre 68 e 135 euros, segundo as categorias dos veículos.

Fonte: ISTO É

Paris se prepara para inaugurar o primeiro centro para refugiados

O jovem arquiteto francês, Julien Beller, nos locais do futuro centro de refugiados parisiense.
RFI

30/09/2016

Crise migratória extrema, desmantelamento do campo de refugiados de Calais, discussões na ONU: diante de tais urgências, Paris repensa sua política migratória.

No início do mês de setembro, a prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, anunciou a criação de dois espaços de recepção transitória de refugiados. O primeiro deles - instalado em uma antiga área industrial no norte de Paris - será inaugurado no mês de outubro e terá capacidade para abrigar 400 homens desacompanhados.

A segunda unidade, que deve ser inaugurada ainda esse ano, está sendo construída em uma antiga fábrica em Ivry-sur-Seine, na região parisiense, e se destina à mulheres, crianças e famílias.

A ideia é que durante um período de 5 a 10 dias, homens, mulheres e crianças refugiadas possam descansar, passar por exames médicos, receber ajuda psicológica e todas as instruções necessárias sobre os direitos de asilo.

O diretor da associação França, Terra de Asilo, Thierry Henry, apoia a iniciativa de Anne Hidalgo e defende a construção de ambos os centros: “Existe uma batalha cultural a ser travada nesse país, no que diz respeito ao abrigo que damos aos refugiados. Eu acho que é indispensável assumir suas posições e explicá-las. A recepção dos refugiados deve ser organizada, pensada, razoável, e é exatamente isso que propõe Anne Hidalgo. Em contrapartida, eu acredito que esse centro só funcionará se ele se insere num ecossistema virtuoso e solidário. O que significa que todas as grandes metrópoles do país devem adotar estruturas semelhantes. Lembrando que atualmente, o alojamento dos refugiados tem sido o campo de Calais (no norte da França) e as ruas parisienses.”

Acupuntura urbana

À frente do projeto está Julien Beller, um jovem arquiteto cuja grande característica é a capacidade de adaptação diante de contextos difíceis. Habituado a trabalhar com populações nômades e precárias, adepto de materiais que podem ser montados e desmontados facilmente, defensor de uma arquitetura efêmera e informal, Julien Beller parece se adequar perfeitamente às ambições da prefeitura de Paris.

“A prefeitura me disse: nós gostaríamos que esse projeto fosse belo, digno, com uma atenção especial ao meio ambiente, com os laços comuns. A ideia não é simplesmente de abrigar as pessoas de modo industrial. Em seguida, eles me colocaram em contato com a associação Emmaüs Solidariedade, que foi designada como a futura gestionária do local. Nós nos encontramos e eles me escolheram como arquiteto desse projeto”, disse, em entrevista à Rádio França Internacional. 

Beller explicou de que forma esse projeto foi imaginado e está sendo construído: "O dispositivo se divide em três polos: o primeiro se chama 'Polo de boas-vindas', ele será instalado numa estrutura inflável realizada por um velho artista e arquiteto, Hans Walter Muller, que desenvolveu esse conceito de estrutura, uma espécie de balão, uma arquitetura viva, que se implanta e se desmonta rapidamente.”

Segundo ele, no segundo polo - instalado em contêineres marítimos - uma equipe médica da ONG Médicos do Mundo, se encarregará dos cuidados médicos e também de auxílio psiquiátrico. O terceiro polo, onde estão sendo construídos os dormitórios de 17 metros quadrados, se divide em 8 pequenos bairros e cada um deles deve abrigar 50 pessoas.

“Eu acho que a palavra chave desse projeto é dignidade. Depois eu diria, orgulho. Nós precisamos nos orgulhar novamente do que nós somos, das nossas cidades e da nossa política migratória em relação a pessoas que batem às nossas portas porque são assassinadas em seus países”, explica Beller.

O custo desse projeto é de €5,2 milhões (R$18,7 milhões)  para a prefeitura da capital francesa e €1,33 milhão (R$ 3,60 milhões) para o Estado.

Fonte: RFI


EUA se unem à China e assinam acordo sobre clima de Paris

Obama entrega documento em que ratifica o Acordo do Clima de Paris
Carolyn Kaster/AP

03/09/2016

A conferência de Paris onde foi alcançado um acordo sobre o clima "foi o momento em que decidimos salvar o planeta", declarou na sexta-feira (2) o presidente Barack Obama depois de anunciar a ratificação do texto, juntamente com a China.

Em uma cerimônia com seu colega Xi Jinping na cidade chinesa de Hangzhou, onde é realizado o G20, os dois líderes entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os documentos que oficializam a ratificação.

"Deram um grande impulso para que o acordo entre em vigor. Sou otimista sobre o fato de que poderemos alcançar isso antes do fim do ano", disse Ban.

O acordo tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura no planeta a um máximo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Para que entre em vigor em 2020, como está previsto, ao menos 55 países que representem 55% das emissões mundiais precisam ratificá-lo.

Estados Unidos e China são os dois países que mais poluem o planeta (juntos representam 40% das emissões de CO2) e sua ratificação pode agir como convocação para os demais signatários.

Fonte: UOL


Paris terá conferência internacional sobre o vírus da zika em abril

Imagem de micrografia eletrônica de transmissão colorida digitalmente mostra
o vírus da zika (Foto: CDC/ Cynthia Goldsmith)

06/03/2016

Pesquisadores reforçam necessidade de colaboração mundial sobre zika.
Especialistas tiveram reunião em Wahington na sede da Opas.

Paris deve receber, em abril, uma conferência internacional para discutir os rumos da pesquisa sobre o vírus da zika. O anúncio foi feito por Amadou Sall, diretor científico do Instituto Pasteur em Dakar, Senegal, durante coletiva de imprensa na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas-OMS) em Washington, nesta quarta-feira (2).

A conferência está sendo organizada pelo Instituto Pasteur de Paris, pela fundação britânica Wellcome Trust, pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), entre outras entidades. "O objetivo é compartilhar os conhecimentos científicos que possam ajudar no controle da zika no Brasil e outros países afetados", disse Sall.

Depois de uma reunião de dois dias na sede da Opas em Washington, que terminou nesta quarta-feira, pesquisadores e autoridades reforçaram a importância da colaboração internacional para lidar com a emergência do vírus da zika e os problemas de saúde potencialmente relacionados à infecção, notadamente a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.

Os especialistas disseram, durante a coletiva que o continente americano já tem mais de 134 mil casos de zika notificados de zika e 2.765 confirmados, a maioria na América Latina e no Caribe, embora a Opas considere que estes dados conservadores, já que 80% dos infectados não apresentam sintomas.

"A necessidade urgente de desenvolver pesquisas para lidar com essa situação única requer colaboração entre todas as partes envolvidas. Todos temos que trabalhar juntos, por isso esta reunião foi uma oportunidae única" disse Lyle Petersen, diretor da Divisão de Doenças Transmitidas por Mosquitos do CDC nesta quarta-feira.

O encontro desta semana reuniu mais de 70 cientistas, incluindo representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e autoridades de países afetados pelo vírus que atualmente já circula por 31 países e territórios.

Durante o encontro, as questões eleitas como as mais importantes de serem solucionadas pelos pesquisadores foram a criação de novas estratégias para combater o mosquito Aedes aegypti, o desenvolvimento de novas formas de diagnóstico e de vacinas, o desenvolvimento de estudos de caso-controle que forneçam evidências mais fortes da ligação do vírus da zika com a microcefalia e o Guillain Barré e a criação de estratégias de monitoramento nos países afetados.

Fonte: Bem Estar

BRASIL DEIXA COP21 “PLENAMENTE SATISFEITO”

Ministra Izabella Teixeira e embaixador Luiz Alberto Figueiredo se 
emocionaram na hora do anúncio do acordo. Divulgação: RFI

12/12/2015

Depois de duas semanas de intensas negociações na 21a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris, a delegação brasileira volta para casa “plenamente satisfeita”. O acordo assinado na COP21 atende às expectativas do país. Os ambientalistas também demonstram otimismo com as decisões tomadas na conferência.

A COP21 termina com um acordo com força de lei, que ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2°C”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5°C, ao longo das próximas décadas.

O acordo ainda prevê mais financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo US$ 100 bilhões por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

“O acordo reflete todas as posições que o governo brasileiro defendeu”, resume a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O país teve um papel de protagonista nas negociações. “Foi muito trabalho, não foi trivial, mas acho que vamos, sim, para uma nova fase de clima. Vamos para uma fase de realmente fazer um enfrentamento das mudanças do clima, com todos os países a bordo.”

Entre os pontos do texto que convergem com a posição brasileira, a ministra cita a questão da temperatura, do financiamento, da diferenciação entre os países para os esforços de mitigação e adaptação, a transparência dos mecanismos de verificação das ações e a adoção de duas ferramentas que recompensam a redução do desmatamento e a preservação das florestas, o Redd+ e CDM+.

Acordo de Paris é histórico

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris assinaram um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É a maior conquista ambiental desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

O novo texto, que passará a valer em 2020, adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

ONGs comemoram resultados da COP21

Os ambientalistas que acompanharam a COP21 não pouparam elogios aos resultados. “Concordo que é um texto histórico. Conseguiram montar um regime multilateral. Neste momento do mundo, não seria fácil em nenhum tema, e em mudanças climáticas é ainda mais”, disse Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade. “As pessoas estão sorrindo, comemorando, estão com esperança. Em Copenhague, era uma tristeza atrás da outra, uma má notícia atrás da outra. E aqui é o oposto: não teve surpresas, desde o começo havia um bom texto, que foi se afinando.”

Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil, acha que poderia haver mais ambição a longo prazo, mas destaca as qualidades do Acordo de Paris.

“Isso sinaliza para o final da era dos combustíveis fósseis. O texto que sai de Paris não é perfeito, mas tem elementos importantes. Ele reconhece, pela primeira vez, que a gente não pode ultrapassar 1,5°C de aquecimento global e que cada governo tem que elevar a ambição das suas ações regularmente”, sublinha. “A forma mais eficiente de chegarmos ao objetivo que o acordo traça é mover o planeta de uma vez rumo às energias renováveis e ao fim do desmatamento.”

Agora, cabe a cada país cumprir o que prometeu em Paris. O Brasil se comprometeu a reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Um dos caminhos, alertam os ambientalistas, é promover transportes mais limpos e desenvolver as energias renováveis, como a solar, para substituir a parte de carvão que ainda abastece centrais brasileiras. Quase 70% da matriz energética do país é hidráulica, uma das mais limpas.

 Fonte: RFI

PRESIDÊNCIA DA COP21 APRESENTA PRIMEIRO RASCUNHO DE ACORDO CLIMÁTICO



10/12/2015

O presidente da Cúpula do Clima (COP21), o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, apresentou nesta quarta-feira a primeira minuta de acordo climático elaborado pelo Comitê de Paris, composto por 14 ministros que estão liderando as negociações.

Fabius reconheceu que a minuta segue sem resolver os três principais pontos conflituosos: a diferenciação entre as responsabilidades que serão assumidas entre países ricos e pobres, a ambição do futuro pacto e a transferência financeira para a mitigação e adaptação ao aquecimento nos países em desenvolvimento.


"Fizemos progressos, mas ainda temos muito trabalho pela frente nas próximas 48 horas", disse o presidente da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) sobre o texto, que passou de 48 para 29 páginas desde o sábado passado.

Fabius disse que esse ainda não é o texto final e anunciou a convocação de uma reunião para que as diferentes partes da negociação possam opinar sobre a primeira minuta do acordo.

No entanto, o chanceler francês afirmou que o texto "reflete os compromissos que estão emergindo" nas negociações em sua fase final e que os participantes deverão se concentrar "nas principais perguntas ainda sem resposta".

Pelo teor do rascunho do acordo, as questões seguem as mesmas do início da negociação. O texto não prevê quem terá responsabilidades obrigatórias de redução de emissões, assim como o financiamento à adaptação ao aquecimento global nos países em desenvolvimento.

"Duas longas noites de trabalho nos esperam", reconheceu Fabius, que deseja que na sexta-feira de manhã exista "um acordo legalmente vinculativo, ambicioso e equilibrado" para ser discutido pela tarde.

O ministro das Relações Exteriores da França fechou a intervenção no plenário com um lema muito repetido nas negociações: "Nada está tudo decidido até que se decide".

Fonte: Terra

UNICA RECLAMA DA FALTA DE DEBATE SOBRE BIOCOMBUSTÍVEIS NA COP21

Elizabeth Farina participa de painel dedicado a biocombustíveis durante o World Climate Summit

10/12/2015

“Estamos na segunda semana de reuniões da COP21 e muito pouco tem sido falado sobre biocombustíveis, mesmo considerando o fato de mais de 30 países, incluindo o Brasil, inseriram os combustíveis renováveis como um dos meios de se atingir as metas de redução de gases de efeito estufa (GEEs) propostas em suas INDCs”. Este foi o ponto inicial do discurso feito no domingo (06/12) pela presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, em um painel sobre biocombustíveis do World Climate Summit (WCS), evento organizado pela Aliança Global de Combustíveis Renováveis (GRFA) em paralelo à Conferência do Clima, e que reuniu governos, empresas e entidades civis no Palácio Broingnart, em Paris. Desde 2010, o WCS realiza importantes fóruns de negócios e política na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês).

No painel “Building a sustainable bioeconomy: harnessing the potential of bio-based products and fuels to mitigate climate change", organizado por quatro entidades ligadas ao GRFA – Unica, RFA, ePURE e CRFA – em parceria com a Associação de Biotecnologia Industrial (BIO), e que teve as presenças do líder Global de Bioenergia da União Europeia, Gerard Ostheimer, e do diretor de Etanol Celulósico da DuPont, Jeroen Van Campenm, a executiva da Unica apresentou argumentos e dados que consolidam a posição dos biocombustíveis, em especial o etanol, como uma das alternativas mais viáveis na luta pela diminuição da dependência dos combustíveis fósseis (gasolina/ diesel), com foco no setor de transportes.

“Quase 1/3 das emissões globais de GEEs é proveniente dos transportes. Por isso, descarbonizar este segmento é prioridade. E os biocombustíveis devem ser integrados a esta estratégia. O etanol de cana, por exemplo, pode reduzir estas emissões em até 90% quando comparado à gasolina”, observou a executiva da Unica, cuja participação na COP21 só foi possível graças a uma parceria estabelecida desde 2008 com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover a imagem do biocombustível brasileiro como energia limpa e renovável no exterior.

Ressaltando um caso positivo de substituição de fontes poluidoras por renováveis na indústria automotiva, Farina lembrou que no Brasil, além da mistura de 27% de etanol anidro à gasolina, quase 70% da frota de veículos leves, correspondente a 25 milhões de carros, é composta por automóveis flex, que podem ser abastecidos com gasolina, etanol ou qualquer mistura de ambos em qualquer proporção. “Atualmente, 20 montadoras internacionais, como as alemãs Audi e BMW, as americanas Ford e GM, as francesas Peugeot e Renault, e as asiáticas Toyota, Hyundai e JAC, oferecem mais de 200 modelos de veículos flex ao mercado brasileiro. Em 2015, o etanol já substitui 40% do consumo de gasolina no País”, afirmou.

Etanol na matriz energética mundial

Na última década, a produção mundial de etanol, que pode ser feito de diferentes insumos, como milho, cana e beterraba, aumentou em mais de três vezes, atingindo quase 100 bilhões de litros em 2014. Este volume, produzido em mais de 50 países, já representa aproximadamente 7% do total de consumo da gasolina no mundo. Crescimento que resultou em uma mitigação de mais de 100 milhões de toneladas de CO2 no ano passado.

Para respaldar seus argumentos em favor da expansão da produção sustentável dos combustíveis renováveis, Elizabeth Farina citou um estudo recém-lançado pela Squared Consultants, que avalia o impacto gerado por uma eventual mistura de 15% de etanol à gasolina nos principais países consumidores. Segundo o documento, este mix poderia aumentar a atual redução de emissões em mais de 70% até 2030, ou seja, um corte anual de mais de 280 milhões de toneladas de GEEs.

Considerando este cenário em que a produção anual de biocombustíveis deve atingir 160 bilhões de litros, surge uma dúvida: “Isto poderia trazer algum prejuízo relacionado ao uso da terra no mundo?”. Segundo a presidente da Unica, “definitivamente não”. Esta produção aconteceria principalmente em regiões tropicais, utilizando prioritariamente a cana-de-açúcar como matéria-prima (em uma proporção hipotética de 70% cana e 30% milho). Estima-se, desta forma, uma área adicional de 10 milhões de hectares que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), representam apenas 0.2% do total da área utilizada pera agricultura e pastagens. Ou seja, um percentual equivalente a 5 bilhões de hectares ou 0.5% do total de terras degradadas ou abandonadas pelo mundo, que poderiam ser recuperadas e utilizadas para a produção agrícola, totalizando 2 bilhões de hectares.

Antes de encerrar o seu discurso no WCS, a representante da Unica enfatizou que a indústria global de biocombustíveis só continuará florescendo se os governos renovarem seus compromissos assumidos na COP21 por meio de suas INDCs. “Com o propósito de entregar volumes cada vez maiores de combustíveis de baixo carbono, nossas cadeias produtivas precisam de medidas regulatórias estáveis. Precisamos assegurar que as políticas adotadas no âmbito legislativo sejam apropriadas. As existentes são antagônicas e os órgãos regulatórios devem se esforçar para implementar projetos que permaneçam alinhados com o espírito e intenção original desses programas”, concluiu.

Fonte: novaCana.com


URSA AURORA SE UNE A POVOS INDÍGENAS NA COP21

Em frente à ursa Aurora, Leusa Kaba Munduruku, Márcio Astrini, coordenador de relações 
públicas do Greenpeace, e Rozeninho Saw Munduruku (© Joel Lukhovi / Survival Media Agency)

09/12/2015

Urso polar gigante do Greenpeace encontrou representantes de povos indígenas, como os Mundurukus, durante a COP21. Ela chegou para pressionar um acordo que barre as mudanças climáticas e proteja as populações mais vulneráveis

Uma convidada especial chegou nesta quarta-feira para a Conferência do Clima da ONU, em Paris: Aurora, a ursa polar gigante, símbolo da campanha do Greenpeace para barrar a exploração de combustíveis fósseis no Ártico.

Aurora, que pesa três toneladas e tem o tamanho de um ônibus de dois andares, compareceu à COP 21 e se uniu a ativistas da sociedade civil e a representantes de povos indígenas do mundo todo. O objetivo de sua aparição é chamar atenção e pressionar os negociadores presentes na conferência a fechar um acordo ambicioso para conter o aquecimento global. E, ainda, garantir que os direitos desses povos sejam incluídas no texto desse acordo global.

“A menos de três dias do fim da conferência, as negociações não podem parar. Os ministros aqui presentes devem trazer a ambição para o acordo de longo prazo, assim, poderemos ter a descarbonização total do mundo até 2050, e dar apoio financeiro aos países mais vulneráveis”, disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional. E concluiu: "Assim como lutamos para proteger o clima, devemos também lutar pelos direitos dos povos indígenas, que estão na linha de frente da crescente crise climática”.

No evento, estiveram presentes dois representantes dos povos indígenas brasileiros: Maria Leusa Kaba Munduruku e Rozeninho Saw Munduruku. Seu povo vive na bacia do Tapajós, na Amazônia, mas está ameaçado pela construção de uma usina hidrelétrica. Se o governo do Brasil construí-la, parte das terras dos Mundurukus será inundadas. "Estamos aqui pra defender nosso rio, nossa floresta e nossa vida. Por isso, somos contra a construção de hidroelétricas na Amazônia", disse Maria Leuza.

Por conta da resistência às hidrelétricas do governo brasileiro quer construir, Maria Leuza e Rosenildo receberam na segunda-feira (7/12), em Paris, o Prêmio Equador 2015. Eles estiveram ao lado de outros 20 povos de todo o mundo que lutam para proteger o planeta e diminuir os impactos das mudanças climáticas.

Segundo Kumi Nadoo, precisamos estar unidos para garantir os direitos dos povos indígenas. “É por isso que o Greenpeace apoia a inclusão desse tema no acordo global. Temos que pressionar os líderes que nós elegemos para que eles respeitem os apelos por justiça. E para que se esforcem para um mundo abastecido por fontes renováveis em vez de ser pelas perigosas e sujas fontes fósseis.”

“Quando esta ursa polar solta seu rugido, ela faz isso por bilhões de pessoas e, principalmente por aquelas que estão na linha de frente das mudanças climáticas”, disse Naidoo.

"CINCO DÉCADAS PARA RESTAURAR MARIANA”, ALERTOU A PRESIDENTE DO WWF- INTERNACIONAL

09/12/2015

Por Frederico Brandão, de Paris

© REUTERS/ Stephane Mahe
A tragédia de Mariana, em Minas, foi um dos destaques da palestra da presidente do conselho internacional do WWF, Yolanda Kakabadse, na manhã desta terça-feira (8/12), em Paris. Ela participou do evento paralelo “Forests for the People, Oceans for the Climate”, na COP 21, que aconteceu no Climate Generations Areas, espaço reservado à sociedade civil, ao lado do Le Bourget, que discutiu a importância das florestas e dos oceanos para o combate às mudanças climáticas.

De acordo com Kakabadse, o futuro desses habitats está em perigo. O rompimento das duas barragens na cidade mineira é um dos exemplos mais recentes de prejuízos ambientais para as florestas no mundo. “A lama tóxica já começou a se espalhar para a costa brasileira. Os danos ao meio ambiente foram tão profundos que precisaremos de cinco décadas para restaurar a biodiversidade da Mata Atlântica daquela região”, ressaltou.

A presidente, que é ex-ministra do Meio Ambiente do Equador, destacou ainda o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), criado em 2002 pelo governo federal brasileiro em parceria com organizações da sociedade civil, como o WWF, organismos internacionais e empresas privadas. “O Arpa protege uma área imensa, de aproximadamente 60 milhões de hectares, do tamanho da Espanha e de Portugal juntos. Apoia unidades de conservação importantes como o Parque Nacional do Tumucumaque que possui espécies emblemáticas, como a onça-pintada”, detalhou.

Segundo ela, o Programa possui grande relevância por desenvolver um modelo de conservação para os próximos 25 anos. “Precisamos desse tipo de visão, de sustentabilidade a longo prazo. E é isso que esperamos do próximo acordo climático”, explicou.

Peter Graham, diretor do Programa de Florestas e Clima do WWF, também participou do evento e destacou a relevância das florestas, os pulmões do mundo, para o bem-estar da humanidade. “Elas são parte da solução, não do problema. Preservá-las significa diminuir as emissões de carbono na atmosfera”, alertou.
  
Fonte: WWF Brasil

COP21: COZINHAS SOLARES PARA O HAITI



09/12/2015

O projeto “Cozinhas Solares para Mont-Organisé” de AFNonlus na Conferência mundial sobre o clima de Paris, entre as 100 mil “Italian Energy Stories” de Enel e Fundação Symbola.

O projeto Cozinhas solares para Mont-Organisé (Haiti) «nasceu da necessidade de ajudar o Haiti a enfrentar a crise social e ambiental ligada ao desmatamento, introduzindo cozinhas de energia solar. Estes dispositivos baseiam-se na concentração de energia solar: geram energia térmica da luz do sol que passa através de uma lente.

A energia é armazenada numa ‘bateria’ térmica que pode manter calor por 20 horas, permitindo cozinhar até de noite. Os materiais escolhidos para realizar as cozinhas são sustentáveis e biodegradáveis e o dispositivo, obviamente, não necessita de combustível», explica o relatório realizado em vista da conferência sobre o clima de Paris (30 de novembro – 11 de dezembro de 2015). O relatório é dedicado a uma série de experiências excelentes na transformação italiana da eletricidade para produzir ou otimizar a energia sem emissões. O projeto foi destacado entre as “100 Italian energy stories” de Enel e Fundação Symbola.

O projeto Cozinhas solares para Mont-Organisé (Haiti) foi apresentado no dia 4 de julho na Expo 2015 de Milão pela AFNonlus, em colaboração com o Ente Nacional para o Microcrédito, o Departamento de Economia Agrária da Universidade de Nápoles Federico II, Tesla IA srl e PACNE ONG. Agora chega à Conferência mundial sobre o clima (Cop21) de Paris, onde líderes políticos e especialistas de 190 países estão empenhados em ajustar um programa capaz salvar o planeta.

«O desafio do clima, que de 30 de novembro a 11 de dezembro vê o mundo reunido em Paris para a COP21, não se refere apenas ao ambiente», sublinha o Relatório, «mas é um desafio geopolítico, tecnológico, econômico e social. Um desafio para o futuro, que podemos vencer. O compromisso é assumir com decisão a estrada do green economy, da eficiência e da energia limpa.

Enel e Symbola contam um novo percurso de inovação e de qualidade, de pesquisa e competitividade no estudo de ‘100 Italian Energy Stories’. Um percurso rumo à energia sustentável iniciado no nosso país [Itália] por empresas, agências de pesquisa e associações».

AFNonlus (Associação Ações para Famílias Novas onlus), inspirando-se nos princípios do Movimento dos Focolares, há mais de 30 anos trabalha em 50 países no apoio às famílias e às crianças desfavorecidas, por meio de projetos de cooperação para o desenvolvimento.




COP 21: QUEM PAGA A CONTA?



08/12/2015

Acordo global tem que ser feito esta semana

Desastres naturais e situações meteorológicas extremas podem ocorrer em todas as regiões do planeta Terra, mas pela localização geográfica, algumas áreas são mais propensas a chuvas intensas ou secas recorrentes.

Fenômenos cíclicos como El Niño e La Niña relacionados com anomalias de temperatura da água do mar influenciam o clima em escala global intensificando ou reduzindo a chuva e a temperatura em determinadas época do ano. A atuação destes fenômenos pode ser positiva ou negativa em diferentes regiões.

De certa forma, a atmosfera é até democrática, mas a atuação humana vem alterando perigosamente o padrão de temperatura média da atmosfera da Terra e esta mudança também causam alterações climáticas.

No fim de novembro, faltando poucos dias para o início da COP 21 - 21ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU – a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e os principais centros de monitoramento do clima do planeta anunciaram que 2015 caminha fortemente para ser o ano mais quente da Terra superando 2014. Mas um dado especial acendeu uma luz de alerta para os climatologistas: em 2015 a temperatura média da atmosfera terrestre poderá ultrapassar a marca de 1,0°C acima do que foi registrado no período pré revolução industrial, entre 1880-1899.

O aumento da emissão dos gases que provocam o efeito estufa é um problema global. As projeções sobre o que acontecerá se a Terra continuar esquentando incluem elevação do nível médio do mar, o que colocaria muitas áreas costeiras debaixo d´água, e o aumento de eventos extremos como ondas de calor, furacões e tornados.

É preciso frear o aquecimento da atmosfera da Terra e isto vai depender de um grande empenho de todos. É o que se pretende na COP 21: chegar a um acordo sobre metas e ações que todos os países deverão ter para evitar a continuidade da elevação da temperatura. Mas o freio deve ser brusco, pois o tempo resposta é grande. Ações feitas agora vão demorar anos para serem percebidas na atmosfera.

A COP 21 acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 em Paris, na França. A jornalista Nádia Pontes comenta sobre uma das principais dificuldades para se chegar a este acordo global.

Fonte: Terra


BRASIL VAI APRESENTAR ESTUDO SOBRE ETANOL CELULÓSICO NA COP 21

Unidade de produção de etanol celulósico da GranBio, em Alagoas 
Foto: Divulgação/GranBio

05/12/2015

Presente do BNDES, Luciano Coutinho, falará sobre a viabilidade do biocombustível e sobre a capacidade de produção do País

O Brasil vai apresentar neste sábado (5/12), na Conferência do Clima de Paris (COP 21), um estudo sobre a viabilidade do etanol celulósico (etanol de segunda geração ou EG2) para contribuir com a queda nas emissões de gás carbônico (CO2) e com o aquecimento global, tema do encontro que está sendo realizada na capital francesa.

Realizado em conjunto pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pela Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), o estudo será pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

O presidente da ABBI, Bernardo Silva diz que o estudo é uma análise de ciclo de vida da produção do etanol celulósico. “Achamos que seria uma excelente oportunidade para mostrar os baixos impactos ambientais que a tecnologia pode ter”. 

Hoje, o Brasil tem duas fábricas de etanol de segunda geração, com capacidade para produzir 140 milhões de litros por ano. “Os resultados do estudo mostram que a substituição da gasolina pelo etanol celulósico reduz as emissões em no mínimo 80%. Com a cana energia, podemos chegar a 90%”, diz Bernardo Silva.

De olho no Brasil

Para o presidente da ABBI, o mundo todo olha para o mercado de bioenergia do Brasil. “Se não acontecer no Brasil, não acontece em nenhum lugar do mundo”, diz. O uso do etanol de segunda geração (2G) é um compromisso reconhecido pelo governo brasileiro em seu INDC (sigla em inglês para “pretendida contribuição nacional determinada”) divulgado para a COP21.

De acordo com o presidente da ABBI, apesar das usinas já estarem produzindo em escala comercial, ainda faltam incentivos do governo com a criação de mecanismos de fomento para que novas usinas possam ser estabelecidas. “Tanto a Raízen [de Piracicaba, interior de São Paulo] quanto a Granbio [localizada em São Miguel do Gostoso, em Alagoas] já anunciaram intenção de investir em mais unidades de produção e colocar no mercado cerca de cinco bilhões de litros do biocombustível nos próximos dez anos”, comenta Silva.

Fonte: Globo Rural


INDÚSTRIA DO TRANSPORTE ESTIMULA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA BARRAR CRESCIMENTO DE EMISSÕES

Crédito da Foto: Bruno Maia © NaturezaFotos.org

05/12/2015 

Reconhecendo que o transporte tem o maior crescimento de emissões de CO2 do que qualquer área industrial, representantes do setor apresentaram 10 iniciativas na COP 21, em Paris, para reduzir as emissões e construir sistemas mais sustentáveis de transporte.

Com a previsão de que as emissões de CO2 relacionadas à energia aumentem de 1/4 do total que é registrado hoje para 1/3 até 2050, muitos estão procurando mudanças significativas que possam ser feitas no transporte para integrar o esforço global de manter o crescimento médio da temperatura abaixo dos 2ºC.

O esforço é uma demanda para que o transporte público e de mercadorias seja projetado para crescer rapidamente, sobretudo nos países emergentes e em desenvolvimento do mundo.

No entanto, as projeções revelam uma redução de 50% das emissões de CO2 no setor de transportes, se comparado a cenário “transporte comum” que pode ser alcançado até 2050, sem prejudicar o crescimento econômico sustentável.

Grandes iniciativas incluem:

65 países comprometidos em melhorar a eficiência de veículos, uma oportunidade de alto impacto!

Em 2015, 40 países aderiram à Iniciativa Global de Economia de Combustível (GFEI) lançada pela Fundação FIA, ITF, IEA e PNUMA, o que eleva para 65 o número de países comprometidos com o desenvolvimento de políticas e regulamentações sobre eficiência energética dos veículos. Isto representa uma forte aceleração em direção ao objetivo da Cúpula do Clima da ONU de 100 países em 2016. A GFEI visa dobrar a eficiência de combustível da frota mundial de veículos ligeiros até 2050, o que resultará em uma redução acumulada de mais de 30 giga toneladas de CO2 .

Planos de Mobilidade Urbana Sustentável em 100 cidades e 20 países

Lançado hoje, o MobiliseYourCity - Mobilize Sua Cidade tem como finalidade apoiar 100 cidades e 20 países em desenvolvimento até 2020 para o desenvolvimento e a implementação de Planos de Mobilidade Urbana Sustentável e Políticas Nacionais de Transporte Urbano. Cada cidade engajada nesta iniciativa está comprometida com o alcance de 50 a 75% de redução nas emissões relacionadas a transporte urbano até 2050. Uma fase piloto a ser lançada em 2016 apoiará 20 cidades em 13 países da África, Ásia, América do Sul e Oriente Médio). Parceiros doadores já prometeram 5,5 milhões de Euros para apoiar esta iniciativa transformadora.

50 parceiros embarcam na transformação de cargas, as maiores contribuidoras para as emissões de transportes:

O Global Green Freight Action Plan – Plano de Ação Global para Cargas Verdes, da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, em inglês), é uma parceria múltipla que fornece um modelo global para a redução de emissões de dióxido de carbono, carbono negro e outros poluentes do setor de cargas até 2015. Treze novos países se comprometeram a estabelecer um programa de cargas verdes, dobrando a resposta desde a Cúpula do Clima de Nova York, em 2014.

Novos esforços nas iniciativas de transporte público anunciadas na Cúpula do Clima de Nova York

Para estabilizar as emissões da indústria de aviação até 2020, 74 planos de ação para avançar a implementação de medidas de mitigação pelos Estados foram recebidos pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês), contabilizando 80,6% das emissões globais de CO2 pela aviação internacional. Os membros do Grupo de Ação para o Transporte Aéreo (ATAG, na sigla em inglês) – que representam mais de 1.860 aeroportos, 258 companhias aéreas internacionais e outras entidades – estão implementando programas e comprometendo bilhões de dólares em recursos para novas aeronaves, eficiência operacional no ar e no solo e fontes de energia alternativas. A Organização Internacional para o Transporte Público (UITP, na sigla em inglês), agregou 125 novos comprometimentos ao seu objetivo de duplicar a fatia de mercado do transporte público até 2025. Como parte da iniciativa da União Internacional de Estradas de Ferro (UIC, na sigla em inglês), um crescente número de CEOs vem comprometendo suas empresas a desenvolverem planos para a redução do consumo final de energia e das emissões de CO2 por parte de operações de trem.

Para saber mais sobre todas as iniciativas apresentadas no evento Foco no Transporte, acesse o Press Kit online da LPAA: http://newsroom.unfccc.int/media/509508/lpaa-primer.pdf

• Global Fuel Economy Initiative - Iniciativa Global de Economia de Combustível (GFEI)

• Paris Declaration on Electro-Mobility and Climate Change & Call to Action – Declaração de Paris sobre Eletromobilidade e Mudança do Clima

• MobiliseYourCity – Mobilize Sua Cidade

• Global Green Freight Action Plan (CCAC) – Plano de Ação Global para Cargas Verdes

• Zero Emission Vehicles (ZEV) Alliance – Aliança de Veículos de Emissão Zero

• C40 Clean Bus Declaration – Declaração da C40 para Ônibus Limpos

• Worldwide Taxis Initiative – Iniciativa Global de Táxis

• Low Carbon Rail Transport Challenge by the International Union of Railways (UIC) – Desafio do Transporte de Baixo Carbono pela União Internacional das Estradas de Ferro (UIC)

• UITP Declaration on climate leadership, (The International Association of Public Transport, UITP) – Declaração sobre a Liderança do Clima  da Associação Internacional de Transporte Público (UITP)

• Collaborative Action Across the Air Transport World by ICAO and ATAG – Ação Colaborativa pelo Transporte Aéreo Mundial, pela ICAO e ATAG.

• Airport Carbon Accreditation Initiative – Iniciativa de Acreditação de Carbono em Aeroportos

Sobre a LPAA

A Agenda de Ação Lima-Paris (LPAA, na sigla em inglês) é uma junta que engloba as presidências da COP no Peru e na França, o escritório do Secretário-Geral da ONU e o Secretariado do UNFCCC. O objetivo da iniciativa é fortalecer a ação para o clima ao longo de 2015, em Paris em Dezembro e muito além: mobilizar uma ação global robusta para sociedades resilientes e de baixo carbono, fornecendo apoio aperfeiçoado para iniciativas existentes, como as lançadas durante a Cúpula do Clima de Nova York, em setembro de 2014; mobilizar novos parceiros e fornecer uma plataforma para a visibilidade de suas ações, compromissos e resultados no caminho para a COP21. Saiba mais no link (em inglês): http://newsroom.unfccc.int/lpaa/about/

Para mais informações:

Programação do evento: http://newsroom.unfccc.int/lpaa/cop-21/

Plataforma de comprometimentos Nazca - mais de 10.000  ações concretas de cidades, empresas, investidores, fundações e ONGs: http://climateaction.unfccc.int/

Oficial de Imprensa da LPAA: Diane Gaillard | +33 6 99 62 49 79 | presse@cop21.gouv.fr

Contatos de Imprensa sobre o evento: melanie.ben@fr.michelin.com ou patrick.oliva@fr.michelin.com ou cornie.huizenga@slocatpartnership.org

Twitter da UNFCCC: @UNFCCC

Twitter da LPAA: @LPAA_Live | #LPAA


Fonte: PNUMA


PREFEITO DE MARIANA VAI FALAR SOBRE TRAGÉDIA AMBIENTAL NA COP21

Prefeito de Mariana, Duarte Júnior
(Foto: Reprodução/TV Globo)
02/12/2015

Duarte Júnior viaja com a Frente Nacional de Prefeitos nesta quarta-feira (2).
'Vou ter que falar da maior tragédia da minha cidade e do Brasil', disse.

"Eu sempre tive um sonho de representar minha cidade mundialmente, mas esperava falar de Mariana ser patrimônio histórico, de suas belezas naturais. A realidade não é essa, vou ter que falar da maior tragédia da minha cidade e do Brasil", disse o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), que embarca, nesta quarta-feira (2), para Paris, onde participa da 21ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP21. Segundo ele, uma sala temática foi criada para falar de “grandes tragédias ambientais criadas pelo homem”.

A COP 21 começou oficialmente nesta segunda-feira (30). Durante o encontro, praticamente todos os países do mundo devem chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, tentando limitar em 2ºC o aquecimento da atmosfera até 2100 em comparação com os níveis pré-industriais. Entenda o que é a COP21

Júnior foi convidado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que é presidida pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Ele vai integrar a comitiva da entidade de representação dos municípios brasileiros. Segundo a assessoria de imprensa da FNP, o convite ocorreu em função da tragédia em Mariana e com o objetivo de permitir que Júnior se reúna com entidades e bancos financiadores de projetos voltados para o meio ambiente. Serão discutidas parcerias para o enfrentamento dos desafios relativos ao desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem de Fundão.

A barragem de Fundão, na unidade industrial de Germano, da Samarco Mineração, cujas donas são a Vale a anglo-australiana BHP, se rompeu no dia 5 de novembro, provocando o despejo de mais de 35 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O "mar de lama" destruiu o distrito de Bento Rodrigues, afetando também Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, em Mariana, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce.

O prefeito de Mariana também vai falar sobre a segurança de barragens da atividade de mineração. No distrito de Bento Rodrigues, devastado pelo rompimento, outras duas barragens apresentam risco – Santarém e Germano. Elas são monitoras segundo a Samarco, que ainda não explicou a causa do desastre.   

"E vou também com o intuito de demonstrar que a Samarco é culpada sim, mas não adianta falar que o Rio Doce morreu por responsabilidade da Samarco. Eu jogo minha rede de esgoto todo dentro do Ribeirão do Carmo [afluente do Rio Doce]. Eu também estou matando o rio aos poucos e não fiz nada para evitar", disse.

A participação no evento internacional tem também o intuito de buscar novas empresas para fomentar a economia da cidade mineira. "Vou buscar também uma diversificação econômica para meu município. Novas empresas para Mariana", acrescenta. Ele fica em Paris até este sábado (5), quando o desastre ambiental completa um mês.

23/11 - Versão infográfico barragens Mariana (Foto: Arte/G1)



SEGUNDO DIA DA COP21 COMEÇA EM TOM DE OTIMISMO E URGÊNCIA

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, conversa com o presidente francês, 
François Hollande, durante evento da COP21 em Paris nesta terça-feira (1º) 
(Foto: Philippe Wojazer/Reuters)

02/12/2015

O segundo dia de negociações da COP21, a cúpula do clima de Paris, começou nesta terça-feira (1º) impregnado de otimismo, após o primeiro ser marcado por uma presença maciça de chefes de estado e de governo.

Segundo o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, 150 líderes nacionais estiveram no evento. A maioria deles, como o presidente americano Barack Obama e o chinês Xi Jinping, fez discursos destacando a urgência em se tratar do tema.

A janela para conseguir reduzir as emissões de gases do efeito estufa a ponto de evitar o aquecimento de 2 graus Celsius (considerado "perigoso") está se fechando. Segundo o IPCC (painel de cientistas do clima da ONU), para que o planeta tenha uma chance razoável de cumprir esse objetivo, é preciso que as emissões comecem a cair a partir de 2020.

As promessas de desaceleração de emissões entregues por 183 dos 196 países signatários da Convenção do Clima da ONU, porém, não representam metade do esforço que é necessário. Para aumentar a ambição dessas metas de redução, essas promessas -- chamadas no jargão diplomático de INDCs (Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas) precisam ser revisadas periodicamente.

A julgar pelos discursos proferidos ontem na plenária da COP21, a maioria dos países defende um período de revisão de 5 em 5 anos. Essa é a posição da União Europeia e do Brasil, por exemplo. China se opôs inicialmente, pedindo prazos mais longos, mas se mostrou inclinada a aceitar os intervalos mais curtos.

Fonte: G1 Natureza


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