Mostrando postagens com marcador Conferência do Clima de Paris. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conferência do Clima de Paris. Mostrar todas as postagens

URSA AURORA SE UNE A POVOS INDÍGENAS NA COP21

Em frente à ursa Aurora, Leusa Kaba Munduruku, Márcio Astrini, coordenador de relações 
públicas do Greenpeace, e Rozeninho Saw Munduruku (© Joel Lukhovi / Survival Media Agency)

09/12/2015

Urso polar gigante do Greenpeace encontrou representantes de povos indígenas, como os Mundurukus, durante a COP21. Ela chegou para pressionar um acordo que barre as mudanças climáticas e proteja as populações mais vulneráveis

Uma convidada especial chegou nesta quarta-feira para a Conferência do Clima da ONU, em Paris: Aurora, a ursa polar gigante, símbolo da campanha do Greenpeace para barrar a exploração de combustíveis fósseis no Ártico.

Aurora, que pesa três toneladas e tem o tamanho de um ônibus de dois andares, compareceu à COP 21 e se uniu a ativistas da sociedade civil e a representantes de povos indígenas do mundo todo. O objetivo de sua aparição é chamar atenção e pressionar os negociadores presentes na conferência a fechar um acordo ambicioso para conter o aquecimento global. E, ainda, garantir que os direitos desses povos sejam incluídas no texto desse acordo global.

“A menos de três dias do fim da conferência, as negociações não podem parar. Os ministros aqui presentes devem trazer a ambição para o acordo de longo prazo, assim, poderemos ter a descarbonização total do mundo até 2050, e dar apoio financeiro aos países mais vulneráveis”, disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional. E concluiu: "Assim como lutamos para proteger o clima, devemos também lutar pelos direitos dos povos indígenas, que estão na linha de frente da crescente crise climática”.

No evento, estiveram presentes dois representantes dos povos indígenas brasileiros: Maria Leusa Kaba Munduruku e Rozeninho Saw Munduruku. Seu povo vive na bacia do Tapajós, na Amazônia, mas está ameaçado pela construção de uma usina hidrelétrica. Se o governo do Brasil construí-la, parte das terras dos Mundurukus será inundadas. "Estamos aqui pra defender nosso rio, nossa floresta e nossa vida. Por isso, somos contra a construção de hidroelétricas na Amazônia", disse Maria Leuza.

Por conta da resistência às hidrelétricas do governo brasileiro quer construir, Maria Leuza e Rosenildo receberam na segunda-feira (7/12), em Paris, o Prêmio Equador 2015. Eles estiveram ao lado de outros 20 povos de todo o mundo que lutam para proteger o planeta e diminuir os impactos das mudanças climáticas.

Segundo Kumi Nadoo, precisamos estar unidos para garantir os direitos dos povos indígenas. “É por isso que o Greenpeace apoia a inclusão desse tema no acordo global. Temos que pressionar os líderes que nós elegemos para que eles respeitem os apelos por justiça. E para que se esforcem para um mundo abastecido por fontes renováveis em vez de ser pelas perigosas e sujas fontes fósseis.”

“Quando esta ursa polar solta seu rugido, ela faz isso por bilhões de pessoas e, principalmente por aquelas que estão na linha de frente das mudanças climáticas”, disse Naidoo.

COP 21: Datas-chave rumo ao acordo do clima em Paris




23/10/2015

Seguem abaixo as datas-chaves para a conferência do clima em Paris:

- 27 de setembro: O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon recebeu os chefes de estado e de governo em paralelo à Assembleia Geral (de 15 a 28 de setembro, cúpula de 25 a 27 de setembro).

- De 29 a 30 de setembro: Encontro em Nova York do Major Economies Forum on Energy and Climate (MEF), criado para ajudar na mediação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, dando assim força política às negociações da ONU.

- De 9 a 10 de outubro: Encontro do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lima, Peru, onde ministros discutiram assuntos espinhosos sobre finanças climáticas.

- De 19 a 23 de outubro: Quarta rodada das negociações de 2015 da ONU em Bonn. Esta é a última chance agendada para traçar um rascunho antes da conferência de Paris e reúne 195 países na convenção da ONU sobre a mudança climática (UNFCCC).

- Até 1° de novembro: O secretariado da UNFCCC irá divulgar um resumo dos efeitos dos compromissos assumidos países emissores de gases. O objetivo é limitar o aquecimento global em 2ºC em relação às temperaturas na época pré-industrial.

- Primeira metade de novembro: Discussões ministeriais pré-COP 21 em Paris (a data ainda não foi confirmada).

- De 15 a 16 de novembro: Cúpula dos líderes das 20 maiores economias do mundo (G20) NA Turquia, já que as finanças climáticas se destacam na agenda.

- De 30 de novembro a 11 de dezembro: 21° conferência da UNFCCC, COP 21, que ocorrerá em Le Bourget, Paris.


Começa reta final de negociações preliminares da COP 21

Negociações em Bonn, na Alemanha, acontecem até sexta-feira (24), 
em vistas ao futuro acordo climático global.
http://climate-l.iisd.org

20/10/205


A seis semanas do início da Conferência do Clima de Paris (COP 21), os representantes de 195 países iniciaram nesta segunda-feira (19) a última semana preliminar de negociações de um acordo mundial para frear o aquecimento do planeta. Os países em desenvolvimento criticam o texto-base, que privilegiaria as economias desenvolvidas.

Na abertura desta última sessão em Bonn, sede da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Cnuccc), os países mais pobres criticaram o novo documento que serve de modelo para as discussões.

"O texto é extremamente desequilibrado", declarou na sessão de abertura a delegada sul-africana Nozipho Mxakato-Diseko, em nome do grupo G77 e da China, que reúne 134 países emergentes e em desenvolvimento. "O documento ignora completamente as propostas do grupo G77 sobre o financiamento", explicou à AFP Gurdial Singh Nijar, porta-voz de um dos subgrupos do G77.

A delegada sul-africana elogiou, no entanto, a atenção demonstrada pelos co-presidentes, o argelino Ahmed Djoghlaf e o americano Daniel Reifsnyder, que propuseram que novos apontamentos fossem acrescentados antes do início concreto das negociações. Os dois co-presidentes foram nomeados no início de setembro pelos países da ONU para propor um texto mais claro e conciso, reduzido de 80 para 20 páginas.

Falta de ambição

A chefe da delegação francesa, Laurence Tubiana, reconheceu nesta segunda-feira em sessão plenária que faltava "ambição em todos os pontos" do texto. Ela ressaltou, entretanto, que os diplomatas estão em Bonn “para corrigir os pontos fracos".

"O tempo está passando", disse, chamando os representantes dos países a “assumir responsabilidades para atingir o essencial”, uma vez que as negociações climáticas desembocam muito frequentemente em debates processuais.

A maior ambição do futuro acordo de Paris é marcar uma virada na luta para conter a emissão de gases do efeito estufa, principalmente relacionados à queima de combustíveis fósseis. Deve também ter em conta as necessidades de adaptação, principalmente dos países em desenvolvimento, aos impactos do aquecimento.

Promessas atuais estão longe da meta máxima de aquecimento

Na fase atual das negociações, 150 Estados apresentaram à ONU sua "contribuição" para reduzir as emissões no período de 2025-2030, propostas que serão levadas em conta na conferência de Paris. O evento acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro.

As promessas na mesa, entretanto, ainda colocam a Terra em um trajeto de aquecimento de 2,7°C ou 3ºC. O valor ainda é melhor do que os 4°C ou 5°C que se anunciam se nada for feito, mas muito distante da meta de 2°C. Os climatologistas preveem que, além desta elevação da temperatura, haverá um aumento dos eventos extremos e consequências irreversíveis para a fauna, a flora, os oceanos e as economias.

Dúvidas sobre financiamento para países emergentes

Além disso, muitos países em desenvolvimento necessitam de um apoio financeiro e tecnológico para reduzir suas emissões e lidar com os impactos que já estão sendo sentidos. Uma questão particularmente aguardada é a concretização da promessa, feita em 2009, de US$ 100 bilhões de ajuda financeira anual dos países do norte para os do sul, até 2020. Os países em desenvolvimento exigem um roteiro concreto de liberação das verbas.

Os dois maiores poluidores do mundo, China e Estados Unidos, concordaram sobre a necessidade de aumentar as ambições relacionadas com a redução dos gases.

O presidente francês, François Hollande, garantiu nesta segunda-feira que haverá um acordo na COP 21. "Haverá um acordo em Paris. A questão é saber a que nível será e se poderá ser revisado regularmente", afirmou.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...