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CIENTISTAS DOCUMENTAM CORAIS EM ÁREA DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

Crédito: DefesaNet

18/04/2018

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil  

Uma equipe de cientistas a bordo do navio Esperanza, da organização não governamental Greenpeace, documentou a existência de um banco de rodolitos – parte dos chamados Corais da Amazônia – na área onde a empresa francesa Total planeja explorar petróleo, a 120 km da costa norte do Brasil. Na avaliação do Greenpeace, a descoberta prova a existência de uma formação recifal na área e invalida o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Total, que afirma que a formação mais próxima estaria a oito quilômetros de distância de um dos blocos de exploração.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável por conceder a licença para a exploração, disse que o estudo apresentado pela empresa está em análise pela sua equipe técnica da Diretoria de Licenciamento Ambiental e que o instituto “teve conhecimento pela imprensa das informações divulgadas pelo Greenpeace, mas até o momento não recebeu os dados oficialmente”. A empresa Total informou que não comentará o assunto.

O Greenpeace protocolou ontem (17) na Procuradoria-Geral da República (PGR) a documentação comprovando a existência do banco de rodolitos – algas calcárias que formam o habitat para peixes e outras espécies do recife. A PGR deve encaminhar as informações a todos os órgãos envolvidos no processo de licenciamento ambiental da Total.

“Agora que sabemos que os Corais da Amazônia se sobrepõem ao perímetro dos blocos da Total, não há outra opção para o governo brasileiro que não negar a licença da empresa para explorar petróleo na região”, disse Thiago Almeida, especialista em Energia do Greenpeace, que integra a expedição em curso, que deve ser finalizada em 22 de maio. O navio percorrerá o setor norte dos corais, localizado na costa do Amapá e da Guiana Francesa.

Durante a primeira expedição de cientistas à região no ano passado, antes da descoberta dos rodolitos especificamente no bloco da Total, Thiago Almeida já alertava para o perigo da perfuração e exploração na região pelo risco de derramamento de petróleo, o que comprometeria os Corais da Amazônia, que configuram um novo bioma, único no mundo devido as características em que se desenvolveu – em água turva e barrenta.

“Descobrir que os Corais da Amazônia se estendem além das nossas estimativas anteriores foi um dos momentos mais emocionantes da minha pesquisa sobre esse ecossistema. Quanto mais pesquisamos sobre o recife, mais informações valiosas encontramos. Mas ainda sabemos muito pouco sobre esse novo ecossistema fascinante e o que sabemos até agora indica que qualquer atividade de perfuração de petróleo pode prejudicar seriamente esse bioma único”, disse Fabiano Thompson, oceanógrafo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Baseado em imagens do recife feitas em janeiro de 2017 durante a primeira expedição, o estudo estima que a extensão dos Corais da Amazônia seja de 56.000 quilômetros quadrados (km2). A pesquisa também indicou que, devido à sua extensão, o recife pode ser um corredor de biodiversidade marinha ligando o oceano Atlântico Sul ao Caribe, com uma sobreposição da fauna de ambos os lugares.

Fonte: Agência Brasil


Esperanza, o navio da frota do Greenpeace

Vista aérea do Esperanza durante navegação pelo oceano Índico. (© Jiri Rezac/ Greenpeace)

10/01/2017

Construído na Polônia em 1984, o Esperanza fazia parte de um grupo de 14 navios de combate a incêndio encomendados pelo governo russo entre 1983 e 1987. Sofrendo com a falta de recursos para sua manutenção no fim dos anos 1980, ele passou por vários donos até se transformar em um navio de abastecimento na Noruega.

Com 72 metros de comprimento e uma velocidade máxima de 16 nós, o navio é ideal para missões que exijam rapidez de resposta ou uma permanência longa em campo – inclusive no gelo. Até 40 pessoas podem ficar a bordo, incluindo pesquisadores, ativistas e cientistas.

Assim que o adquiriu, o Greenpeace preocupou-se em aperfeiçoá-lo tecnologicamente. Foram meses de reforma para que ele respeitasse o ambiente o melhor possível, com mudanças como:

- eliminação do máximo possível de material feito de amianto e confinamento seguro do restante;
- adaptação do sistema de combustível para evitar derramamentos;
- instalação de propulsão eletrônica a diesel, mais eficiente;
- câmara de reciclagem de águas residuais, bombardeando apenas água limpa ao mar;
- sistema de aquecimento alimentado por resíduos produzidos no navio;
- purificadores de água de esgoto, quinze vezes mais eficazes do que exige a legislação internacional;
- pintura com tinta sem TBT, substância de elevada toxicidade;
- refrigeração e ar-condicionado à base de amônia em vez dos gases CFC, que reduzem a camada de ozônio e são tóxicos;
- sistema de propulsão mais eficiente para reduzir as emissões de CO2.

Além disso, foram instalados equipamentos operacionais padrão para o Greenpeace, como um heliporto e guindastes especiais para o lançamento de barcos infláveis.

História

A primeira atividade do Esperanza aconteceu em 2002, para a campanha global “Save or delete”, que denunciava a destruição das florestas tropicais. O navio tem uma conexão especial com a campanha de Oceanos da organização. Em 2005, ele participou de ações contra a técnica de pesca de arrasto, que destrói a biodiversidade, e pela promoção de reservas marinhas.

No fim de 2007, o Esperanza conduziu uma expedição rumo ao Santuário de Baleias da Antártida. Com uma tripulação internacional, inclusive a coordenadora da campanha de Oceanos no Brasil, a expedição tinha por objetivo o fim da caça de baleias pelo Japão, expondo a possibilidade de fazer pesquisa científica sem matá-las. O Japão se utiliza do argumento científico para justificar a caça anual de baleias na região. O Greenpeace já comprovou que o destino dessas baleias é o prato e não as lâminas de microscópio.

Informações técnicas do Esperanza

Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Nome formal: Echo Fighter
Ano de comissionamento: 2000
Número de camas: 33
Barcos infláveis: 6
Heliporto: sim
Tipo do navio: expedição e pesquisa
Identificação: PD 6464
Construção: 1984 Poland Gdansk
Tonelagem bruta: 2.076 toneladas
Comprimento: 72,3 metros
Largura: 14,3 metros
Arrasto: 4,7 metros
Velocidade máxima: 14 nós
Motor principal: 5.876 BHP, 2*2.938 BHP Sulzer V12

Fonte: Greenpeace

AÇÃO SOCIAL RETIRA MAIS DE 40KG DE LIXO EM PRAIA NO RS

Crédito: Greenpeace


24/09/2016

“A união faz a força” é um ditado popular bem conhecido e até motivo de alguns trocadilhos. Entretanto, acompanhar a ação voluntária onde mais de 300 pessoas se encontraram na praia Guarita, em Torres, Rio Grande do Sul é importante para revalidarmos a relevância da natureza colaborativa: 42 quilos de lixo, correspondente a 3.917 itens, foram retirados do local.

O evento aconteceu no último domingo (18), no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, onde voluntários do Greenpeace em parceria com o Projeto Praia Limpa Torres e o Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) se encontraram para a 3ª edição do mutirão. Foram encontrados canudinhos de refrigerante, bitucas de cigarro, pedaços plásticos, pedaços de vidro e embalagens de alimentos.

A ação social teve início às 09h da manhã e teve a apresentação de palestras, workshops e mostras de projetos ambientais. Estas atividades foram realizadas pelos voluntários do Greenpeace, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Universidade Caxias do SUL (UCS).

Carolina Guimarães, uma das voluntárias do Greenpeace no município de Imbé, acredita no valor da consciência colaborativa e trabalhar coletivamente pelo meio ambiente: “Foi extremamente gratificante participar deste dia junto aos voluntários de outras cidades. Trabalhamos juntos, unindo o propósito de preservar nosso meio ambiente e o resultado foi essa grande ação de coleta e incentivo aos moradores de Torres”, relatou.

A iniciativa é de amplitude mundial e teve início pela ONG Ocean Conservancy, em 1980, acontecendo todos os anos desde então em mais de 100 países.

Fonte: Onda.com


VI SEMINÁRIO DE GESTÃO URBANA SUSTENTÁVEL



Voluntários do Green Porto Alegre no VI Seminário de Gestão Urbana Sustentável 

17/08/2016

O Grupo de Voluntários do Greenpeace de Porto Alegre, a convite da ONG Todavida, participou do VI Seminário de Gestão Urbana Sustentável realizada no Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O VI Seminário de Gestão Urbana Sustentável Todavida, teve como objetivo, envolver a comunidade em temas que são de interesse público visando incentivar a "Construção Coletiva da Cidade" em que queremos viver. Tanto no âmbito social como no ambiental. 

Nesta sexta edição, realizada dia 16.08.16 das 8h15 às 17h30, o tema escolhido foi: 
CIDADES INTELIGENTES - CIDADES RESILIENTES.

Em sinergia com o público presente, palestrantes mostraram ações concretas e eficientes para caminharmos em direção a práticas responsáveis de gestão pública e privada para atingirmos o objetivo de uma CIDADE RESILIENTE. 

Temas desenvolvidos no VI Seminário de Gestão Urbana Sustentável: 

> 4º Distrito- Território da Economia Criativa
> Revitalização de áreas públicas
> Saúde e Educação para a resilência 
> Mobilidade Sustentável
> Energias Renováveis

No hall de entrada do salão nobre, houve exposição de produtos, arte e artesanato que contemplam o tema do seminário. Neste espaço, os voluntários Gustavo, Mara, Letícia, Michelle e Emerson montaram um Ponto Verde em que o público presente pode conferir – através de exposição e distribuição de materiais gráficos - as ações e campanhas realizadas no Brasil. 

Foi divulgada ao público presente ao seminário, a vitoriosa campanha “Salve o Coração da Amazônia” em que o Greenpeace – junto com a participação de mais de 1,2 milhões de assinaturas - conseguiu barrar o projeto do governo federal de construir usinas hidrelétricas no único rio livre do Brasil, o Rio Tapajós. Tal anúncio foi celebrado pelos participantes do evento. No dia 4 de agosto, o IBAMA arquivou o processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará.

O público presente ao seminário mostrou grande interesse às campanhas

Os materiais sobre fontes de energias renováveis também foram expostas na barraca e os voluntários informavam aos interessados, nossa campanha “energias renováveis” em pressionar o governo federal em mudar a matriz energética brasileira e investir pesadamente em energias limpas como solar e eólica. 

Foi um dia bastante produtivo em que foi possível conscientizar a todos a adotarem práticas sustentáveis; a participarem de nossas campanhas assinando nossas petições e compartilhando das ações por um país mais verde e pacífico. 

Para acessar o álbum de fotos, clique AQUI!

Texto: Valdeci C. de Souza

Arte Tapajós: arte e protesto para salvar o coração da Amazônia

29/06/2016

Em julho, artistas do mundo todo participarão de um dia de arte em apoio aos índios Munduruku e sua luta pela conservação do Rio Tapajós. Todos podem participar, saiba como.

Em apoio ao povo Munduruku, que luta há mais de 30 anos contra os planos do governo de construir um complexo hidrelétrico no Rio Tapajós, no coração da Amazônia, artistas do mundo todo participarão de um dia de arte de rua e protesto contra a usina de São Luiz do Tapajós: é o Arte Tapajós. O Rio Tapajós é lar de diversos povos indígenas e abriga uma biodiversidade incomparável e trata-se de um dos últimos rios livres da Amazônia.

O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de julho, quando artistas convidados pelo Greenpeace executarão grandes painéis de grafiti em três capitais do Brasil: São Paulo, Manaus e Rio de Janeiro, levando cor e informação à estas grandes metrópoles brasileiras, tão distantes da realidade da Amazônia.

Arte Tapajós

Os artistas convidados doarão sua arte e seu trabalho para fortalecer a luta dos Munduruku, ajudando a amplificar sua voz. Mas qualquer pessoa pode participar, com qualquer tipo de arte de rua!

Para quem nunca fez arte urbana, mas não quer ficar de fora, essa é a oportunidade perfeita para começar! Acesse os kits disponíveis no site e siga as dicas do Greenpeace de como fazer um stencil ou um lambe-lambe. Aqui você encontra todas as informações que irá precisar para escolher um bom local e começar. Daí é só juntar os amigos e promover sua própria arte em defesa do Tapajós na sua cidade.

Você pode cadastrar uma atividade no site de mobilização O Bugio e divulgar seu evento. No dia, você também pode organizar outros eventos e intervenções, como oficinas de camisetas, palestras e até shows de música e compartilhar sua manifestação com o mundo!

Mostre que você também quer proteger o coração da Amazônia e mostre que as barragens hidrelétricas são um mau negócio para o Brasil, seus povos e sua biodiversidade. Junte-se aos Munduruku para proteger o coração pulsante da floresta.


URSA AURORA SE UNE A POVOS INDÍGENAS NA COP21

Em frente à ursa Aurora, Leusa Kaba Munduruku, Márcio Astrini, coordenador de relações 
públicas do Greenpeace, e Rozeninho Saw Munduruku (© Joel Lukhovi / Survival Media Agency)

09/12/2015

Urso polar gigante do Greenpeace encontrou representantes de povos indígenas, como os Mundurukus, durante a COP21. Ela chegou para pressionar um acordo que barre as mudanças climáticas e proteja as populações mais vulneráveis

Uma convidada especial chegou nesta quarta-feira para a Conferência do Clima da ONU, em Paris: Aurora, a ursa polar gigante, símbolo da campanha do Greenpeace para barrar a exploração de combustíveis fósseis no Ártico.

Aurora, que pesa três toneladas e tem o tamanho de um ônibus de dois andares, compareceu à COP 21 e se uniu a ativistas da sociedade civil e a representantes de povos indígenas do mundo todo. O objetivo de sua aparição é chamar atenção e pressionar os negociadores presentes na conferência a fechar um acordo ambicioso para conter o aquecimento global. E, ainda, garantir que os direitos desses povos sejam incluídas no texto desse acordo global.

“A menos de três dias do fim da conferência, as negociações não podem parar. Os ministros aqui presentes devem trazer a ambição para o acordo de longo prazo, assim, poderemos ter a descarbonização total do mundo até 2050, e dar apoio financeiro aos países mais vulneráveis”, disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional. E concluiu: "Assim como lutamos para proteger o clima, devemos também lutar pelos direitos dos povos indígenas, que estão na linha de frente da crescente crise climática”.

No evento, estiveram presentes dois representantes dos povos indígenas brasileiros: Maria Leusa Kaba Munduruku e Rozeninho Saw Munduruku. Seu povo vive na bacia do Tapajós, na Amazônia, mas está ameaçado pela construção de uma usina hidrelétrica. Se o governo do Brasil construí-la, parte das terras dos Mundurukus será inundadas. "Estamos aqui pra defender nosso rio, nossa floresta e nossa vida. Por isso, somos contra a construção de hidroelétricas na Amazônia", disse Maria Leuza.

Por conta da resistência às hidrelétricas do governo brasileiro quer construir, Maria Leuza e Rosenildo receberam na segunda-feira (7/12), em Paris, o Prêmio Equador 2015. Eles estiveram ao lado de outros 20 povos de todo o mundo que lutam para proteger o planeta e diminuir os impactos das mudanças climáticas.

Segundo Kumi Nadoo, precisamos estar unidos para garantir os direitos dos povos indígenas. “É por isso que o Greenpeace apoia a inclusão desse tema no acordo global. Temos que pressionar os líderes que nós elegemos para que eles respeitem os apelos por justiça. E para que se esforcem para um mundo abastecido por fontes renováveis em vez de ser pelas perigosas e sujas fontes fósseis.”

“Quando esta ursa polar solta seu rugido, ela faz isso por bilhões de pessoas e, principalmente por aquelas que estão na linha de frente das mudanças climáticas”, disse Naidoo.

Quer gerar a sua própria energia solar?

Há um ano um projeto piloto da Caixa Econômica Federal e da empresa Brasil 
Solair instalou painéis fotovoltaicos nos condomínios Morada do Salitre e 
Praia do Roderadouro, em Juazeiro, BA. (©Carol Quintanilha / Greenpeace)

15/09/2015

Greenpeace abre edital para instalar painéis fotovoltaicos no telhado de uma instituição beneficente no Brasil

Se dependesse dos jogadores Solariza, os telhados brasileiros já produziriam energia suficiente para substituir a produção de duas usinas termelétricas e uma nuclear no Brasil. Em menos de quinze dias de jogo, os usuários já solarizaram o equivalente a mais de meio milhão de casas e prédios. Para comemorar o alcance desta meta e estimular as pessoas a seguir solarizando o país, o  Greenpeace irá presentear uma instituição beneficente com a instalação de um sistema fotovoltaico de aproximadamente 2kWp.

Os organizações interessadas em gerar sua própria energia, limpa e barata, podem se inscrever até o dia 31 de outubro de 2015, de acordo com as orientações do edital.

Cinco dessas entidades serão selecionadas por uma equipe técnica, levando em conta critérios divulgados no mesmo documento. E três delas serão escolhidas e apresentadas no site e nas redes sociais do Greenpeace até o dia 20 de novembro de 2015, para votação popular on-line. A organização que tiver mais votos até o dia 7 de dezembro de 2015 será anunciada dois dias depois como ganhadora.

O Solariza também vai presentear o melhor jogador com um sistema fotovoltaico em sua própria casa, como forma de reconhecimento por ter colaborado para mapear o potencial solar do Brasil.

Talvez, dessa forma, o governo federal e os parlamentares percebam que a revolução energética pode se tornar realidade – só precisa ser apoiada por eles.

Fonte: Greenpeace




Lego investe US$ 145 mi para ter produtos à base de plantas

Lego: fabricante de briquedos quer diminuir a emissão de carbono na atmosfera
20/07/2015

A Lego vai investir 1 bilhão de coroas dinamarquesas (algo em torno de 145 milhões de dólares) para produzir seus blocos de montar com plástico de base biológica.

A ideia é reduzir a emissão de carbono na atmosfera.

O dinheiro será aplicado no "Centro de Materiais Sustentáveis Lego", um laboratório de inovação que deve empregar mais de cem cientistas entre 2015 e 2016. Ele ficará junto à sede da companhia, em Billund, na Dinamarca.

"Esse é o maior passo do Lego Group no nosso plano de alcançar a ambição de ter materiais sustentáveis até 2030", disse o presidente da empresa Jørgen Vig Knudstorp, em nota.

A fabricante de brinquedos já reduziu o tamanho de suas embalagens e investiu em um parque eólico "para deixar um impacto positivo no planeta". "Agora estamos focando nos materiais", completou Knudstorp.

A própria Lego admite que a "ambição é desafiadora" e que não será conquistada sozinha, mas por meio de parcerias com outras companhias e especialistas.

A empresa também garante que a aparência, qualidade e segurança dos blocos de montar não serão alteradas com a adição de substâncias biológicas em sua fabricação.

Ponto para o Greenpeace

Em outubro passado, a Lego encerrou uma parceria de mais de 50 anos com a Shell por conta das perfurações que a petroleira fará no Ártico neste ano.

Por contrato, brinquedos da empresa eram distribuídos em postos de combustíveis da Shell. O acordo terminou, principalmente, graças à pressão do Greenpeace.

O órgão de defesa do meio ambiente criou uma campanha pedindo o fim do acordo, endossada por um vídeo que comoveu o público.

Nele, a região do Ártico, toda construída com blocos de montar, era tomada por um derramamento de óleo. A mensagem final era: "a Shell está poluindo a imaginação das crianças".

Na época, a Lego disse que estava "entristecida" com o uso da sua imagem e que nunca deveria ter se tornado parte da briga entre a petroleira o Greenpeace.

A companhia também reforçou que estava determinada a "deixar um impacto positivo na sociedade e no planeta".

Veja o vídeo do Greenpeace:


Fonte: Exame



Tópicos: , Gestão, Inovação, Investimentos de empresas, Lego, Sustentabilidade

Ativista do Greenpeace recebe título de Cidadã de Porto Alegre


Ativista do Greenpeace ficou três meses detida na Rússia| Foto: Will Rose/Greenpeace
Luciano Victorino/CMPA

11/07/2014

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará, nesta sexta-feira (11), às 15 horas, Sessão Solene para a outorga do título de Cidadã de Porto Alegre à Ana Paula Maciel. Conforme a vereadora Fernanda Melchionna, que propôs a homenagem, a intenção é ressaltar a solidariedade dos porto-alegrenses para com ela e o reconhecimento do Parlamento por sua dedicação ao meio ambiente.

Ativista do Greenpeace há mais de oito anos, Ana Paula foi abordada durante uma viagem, no dia 19 de setembro de 2013, junto a outros 29 ativistas de diversas nacionalidades, por policiais russos, que os prenderam a bordo do navio Artic Sunrise. Os ativistas foram mantidos cinco dias em cativeiro dentro do próprio navio, até serem levados para uma prisão em Murmansk.

“Sob a absurda acusação de pirataria, a ativista ficou dois meses na prisão e mais um mês sob fiança em São Petersburgo. A prisão injusta, a truculência policial e a detenção ilegal dos ativistas geraram indignação no mundo inteiro. Foram mais de dois milhões de assinaturas coletadas pelo Greenpeace para exigir a libertação da tripulação do Artic Sunrise, além de atos e mobilizações”, destacou a vereadora.

De acordo com Fernanda, os ativistas alertaram o mundo sobre a importância do gelo do Ártico para o equilíbrio do planeta. “Ana Paula Maciel é uma dessas pessoas que dedicam suas vidas às grandes causas. Desejamos prestigiar essa honrada cidadã do município de Porto Alegre por sua trajetória de luta ambiental e, consequentemente, social”, disse.

Fonte: Sul21

Ativista Ana Paula Maciel chega a Porto Alegre

29/12/2013

Bióloga é recebida por familiares no Aeroporto Salgado Filho

Em meio aos gritos de "bem-vinda, Ana!" de amigos, familiares e fãs, a ativista Ana Paula Maciel chegou às 11h10min de sábado no aeroporto Salgado Filho, depois de cem dias retida por autoridades russas, a maior parte desse período presa sob acusação de vandalismo.

Com um ursinho polar de pelúcia na mochila e uma faixa com o dizer "Salve o Ártico", em português, a bióloga gaúcha posou para fotos e concedeu entrevista coletiva por 20 minutos. Parou duas vezes, como quem contém a emoção, e começou dizendo que o período, o mais difícil de sua vida, valeu a pena.

— A repercussão que nossa prisão teve fez tudo valer a pena. Foi um período difícil, mas deu a oportunidade de revelar ao mundo a causa que defendemos.

Ana Paula disse que não vai parar de protestar até que o Ártico tenha um santuário — local de proteção de espécies, a exemplo da Antártica. Entretanto, disse que não pensa em voltar a Rússia tão cedo para protestar contra a exploração de petróleo no Ártico.

— Não seria uma boa ideia no momento. Vou descansar e depois decidir os próximos passos.

Mais cedo, no aeroporto, o pai de Ana, Jaires Maciel, havia dito que o próximo destino seria a Nova Zelandia, já em janeiro, para defender as baleias. A informação que não foi confirmada pela ativista do Greenpeace. Mas ela indicou que continuará lutando contra a exploração de petróleo no mundo.

— Não queremos atacar as empresas se petróleo, mas o sistema de exploração petróleo. Continuaremos lutando contra petroleiras na Rússia, no Brasil e em qualquer lugar.

Ana Paula afirmou que a pressão internacional e o espaço dedicado pela imprensa foram fundamentais para sua libertação. Disse que a Rússia foi pega de surpresa pelos protestos à sua prisão e de outros 29 acusados.

— Não fosse pela repercussão, eu ainda estaria presa. A Rússia nos deu anistia por que era a única forma de sair do buraco no qual a própria Rússia havia se metido — disse Ana.

Quanto aos dois meses que passou na prisão, a bióloga contou que não tinha paz dentro da cela em razão dos gritos dos carcereiros e de uma música eletrônica que tocava das 6h as 22h na prisão.

— Não conseguia sequer ouvir o barulho da chuva. Agora, só quero descansar.

A agenda de Ana Paula está cheia. No sábado, depois de deixar o aeroporto seguiu com a família ao Restaurante Barranco, no bairro Petrópolis. À noite, deve jantar com a família na casa da tia na zona sul. Na segunda-feira, às 9h30min, tem encontro marcado com o governador Tarso Genro.

Ana Paula deixou São Petersburgo, na Rússia, por volta das 20h (14h em Brasília) de sexta-feira. Fez uma escala em Frankfurt, na Alemanha, e desembarcou às 7h em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O ativistas ficaram detidos inicialmente na cidade de Murmansk sob a acusação de pirataria marítima e, depois, foram levados a São Petersburgo, onde foram soltos sob fiança no final de novembro. Na semana passada, eles receberam do presidente Vladimir Putin anistia da acusação de vandalismo. Ana Paula disse que, embora esteja aliviada, a anistia significa perdão por um crime que eles não cometeram.

— Estou muito feliz em voltar para casa, mas ainda apreensiva porque não devolveram nosso navio e nem nossos equipamentos — afirmou, referindo-se ao barco Arctic Sunrise, apreendido pelas autoridades.

Questionada se pretende publicar o diário que escreveu na prisão, disse apenas:

— Vamos pensar, vamos pensar.

A bióloga acredita que o lobby petrolífero foi um dos motivos que levou à repressão. Disse que não considera a Rússia uma democracia porque a justiça não é independente. Relatou que os juízes recebiam telefonemas em meio às audiências e mudavam de postura. Segundo a ativista, a campanha pelo Ártico continuará e ela seguirá fazendo protestos, mas ela não pretende voltar tão cedo ao país governado por Vladimir Putin.

Chamou este "um dos episódios mais vergonhosos em 40 anos de campanhas do Greenpeace", sobretudo no Ártico, mas, embora tenha sido o período mais crítico de sua vida, a gaúcha diz que não se arrepende de nada e entende que a prisão valeu a pena porque reforçou a causa que defende, além de mostrar para o mundo como funciona o governo russo.

Segundo ela, a extração de petróleo é um assunto de conexão do ambiente global e "se derreter o Ártico os danos serão enormes, a Amazônia pode virar deserto".

Fonte: Zero Hora


Justiça russa retira acusações contra último tripulante de navio do Greenpeace

Os ativistas foram presos após escalar uma plataforma de petróleo no Ártico | Foto: Greenpeace
26/12/2013

A Justiça russa retirou nesta quinta-feira (26) as acusações contra o último tripulante do navio quebra-gelo do Greenpeace “Arctic Sunrise”, o italiano Cristian D’Alessandro, informou à Agência Efe um porta-voz da organização ambientalista.

Assim como os outros 29 tripulantes da embarcação, D’Alessandro foi beneficiado pela anistia geral declarada por ocasião do 20º aniversário da Constituição russa. Por isso, poderá deixar a Rússia assim que receber visto. A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, uma das ativistas presas, terá mais facilidade para sair do país, pois a Rússia tem acordos de isenção de visto com o Brasil.

Os tripulantes do “Arctic Sunrise” passaram dois meses na prisão após serem detidos em meados de setembro no mar de Barents quando tentaram se acorrentar na plataforma petrolífera Prirazlomnaya, da companhia russa Gazprom. Em novembro, os ativistas foram libertados sob fiança, mas ainda aguardavam o resultado do processo aberto na justiça russa.

O porta-voz do Greenpeace também informou que o ativista britânico Anthony Perrett recebeu hoje o visto de saída, por isso pode retornar ao Reino Unido a qualquer momento. O Greenpeace pensa agora em lutar para que a Justiça russa declare ilegal a detenção e a perseguição dos ativistas, ao mesmo tempo em que tentará recuperar o navio quebra-gelo “Arctic Sunrise”, retido no porto de Murmansk.

Os tripulantes da embarcação foram detidos em águas do Ártico em 19 de setembro pela guarda fronteiriça quando tentavam subir na plataforma Prirazlomnaya, acusada pelo Greenpeace de descumprir as medidas de segurança e pôr em perigo o ecossistema da região.

Acusados inicialmente de pirataria, os ativistas foram detidos preventivamente durante dois meses em prisões de Murmansk e São Petersburgo. Após este período, o Comitê de Instrução russo modificou a acusação por outra mais leve (vandalismo) e os ativistas foram libertados para aguardar julgamento.

Fonte: Sul21

Ativistas do Greenpeace presos recebem anistia do Parlamento russo

Grupo de 30 ativistas do Greenpeace que foram detidos na Rússia após 
ato contra exploração no Ártico; brasileira Ana Paula Maciel 
(embaixo, à direita) está entre eles (Foto: Dmitri Sharomov/Greenpeace/AFP)
19/12/2013

Anistia livra grupo de 30, que inclui brasileira, de acusação de vandalismo.
Anistia também beneficia membros do grupo Pussy Riot.

O parlamento russo aprovou nesta quarta-feira (18) um decreto que concede anistia a presos por atos de vandalismo e que beneficiará as 30 pessoas presas no país durante um protesto organizado pelo Greenpeace contra a exploração de petróleo no Ártico. A informação foi divulgada pela organização ambiental, em sua conta no Twitter.

De acordo com a organização ambiental, a anistia significa que os procedimentos legais contra os 28 ativistas e os 2 jornalistas freelancers devem ser cancelados e todos, exceto os 4 de nacionalidade russa, poderão ir para casa. Para isso, necessitam ainda de um visto que deve ser emitido pelo governo russo. Porém, segundo a assessoria de imprensa do Greenpeace, a organização ainda não sabe quando isso ocorrerá.

Ana Paula Maciel é uma das ativistas detidas na Rússia após ato contra 
exploração no Ártico (Foto: Dmitri Sharomov / Greenpeace)
O decreto aprovado nesta quarta-feira beneficiará também membros do grupo Pussy Riot, que cumprem pena de dois anos de prisão devido a um protesto que realizaram contra Vladimir Putin dentro de uma catedral. A decisão marca o aniversário de 20 anos da adoção da Constituição russa pós-comunista, em 1993. Segundo o texto aprovado por unanimidade, o perdão traz benefícios "para os setores sociais mais vulneráveis​​" e deverá libertar 25 mil pessoas. A anistia não contempla que tem uma condenação superior a cinco anos de prisão.

O grupo do Greenpeace foi preso no dia 19 de setembro e permaneceu detido durante dois meses sob a acusação de vandalismo. Em novembro, eles receberam o direito de responder ao processo em liberdade mediante pagamento de fiança, mas não poderiam deixar o país.

A prisão do grupo, chamado pelo Greenpeace de "30 do Ártico", provocou fortes críticas à Rússia por parte do Ocidente e foi vista como um sinal de que Vladimir Putin não pretende tolerar esforços para interromper a exploração de recursos da região do Ártico. O fim do processo representa a remoção de um dos obstáculos na relação da Rússia com o Ocidente nas vésperas de o país sediar as Olimpíadas de Inverno, em fevereiro.
  
Segundo informações divulgadas pelo Greenpeace, a brasileira Ana Paula Maciel, uma das ativistas presas no país, disse que está aliviada, mas não celebrando. "Fui acusada e permaneci dois meses presa por um crime que não cometi, o que é um absurdo. Mas finalmente parece que essa saga está chegando ao fim e em breve estaremos com nossas famílias", disse.

Fonte: G1 Natureza

Ana Paula ganha liberdade provisória

Foto:  Greenpeace
19/11/2013

A Justiça da Rússia parece que começou a abrir os ouvidos para as milhões de vozes que têm se levantado ao redor do mundo. A ativista brasileira Ana Paula Maciel e outras quatro pessoas acabaram de ganhar liberdade provisória, sob fiança, depois de passar exatos dois meses atrás das grades. Para você, o nosso muito obrigado por ter nos ajudado até aqui!

Porém, a história não terminou. A notícia é ótima, mas ainda não podemos comemorar. Outras 26 pessoas continuam em prisão preventiva, e o Comitê de Investigação russo está tentando estender a detenção deles por mais três meses. E como dissemos acima, a liberdade de Ana e dos demais é provisória. Ou seja, todos continuam sendo acusados de vandalismo e de pirataria e, se condenados, podem pegar até 20 anos de prisão.

 
 

Tudo isso apenas por terem feito um protesto absolutamente pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Se você, como nós, acha um absurdo o que está acontecendo, continue conosco pedindo a liberdade definitiva de nossos ativistas. Compartilhe com seus amigos para que eles também se manifestem pelo direito de defendermos nosso planeta. Junte-se a nós para Salvar o Ártico.

Abraços,
Fabiana Alves
Coordenadora da Campanha Clima e Energia
Greenpeace Brasil

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