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Ambientalistas elegem representantes no Conama

Eleições: até 30 de novembro (Paulo de Araújo/MMA)

15/11/2016

A partir desta quarta-feira (16/11), serão eleitos 10 representantes regionais e um nacional. Para votar, é necessário ter cadastro no CNEA.

Termina em 30 de novembro o período eleitoral destinado às organizações inscritas no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA) para uma das vagas no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A votação começa nesta quarta-feira (16/11), por meio eletrônico, e para votar é necessária inscrição prévia pelo endereço cnea@mma.gov.br até às 17 horas do dia 29 de novembro.  

Ao todo, 17 entidades concorrem ao pleito na disputa por 11 vagas, sendo duas por região e uma vaga para representante de entidade nacional.  Em caso de empate, terá direito à vaga a que for inscrita há mais tempo no CNEA.  

No ato da inscrição, a entidade com direito a voto recebe uma senha eletrônica que dá acesso à página, onde ocorre o processo de votação. Cada entidade terá direito a votar uma vez para representante de sua região e uma para a representação nacional. 

Confira abaixo a lista de entidades candidatas. 

Entidades Candidatas ao CNEA/CONAMA - Biênio 2017/2019:

Candidatas a vaga NACIONAL  

Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental - PROAM → SP
Instituto do Meio Ambiente de Preservação à Natureza - IMBA → SE
Instituto Socioambiental - ISA → SP

Candidatas as vagas da REGIÃO NORTE  

Fundação Zoobotânica de Marabá → PA
Argonautas Ambientalistas da Amazônia
 
Candidatas as vagas da REGIÃO NORDESTE
 
Grupo Rio das Contas - GERC  BA
Fundação de Proteção ao Meio Ambiente e Ecoturismo do Estado do Piauí - FUNPAPI  PI
Fundação Rio Parnaíba - FURPAP  I

Candidatas as vagas da REGIÃO SUL  

Associação de Preservação a Natureza do Vale do Gravataí - APN-VG  RS
Associação de Proteção ao Meio Ambiente de CIANORTE - APROMAC  PR
Instituto MIRA-SERRA → RS

Candidatas as vagas da REGIÃO SUDESTE  

Organização Ponto Terra - Ponto Terra → MG
Sociedade Ecológica de Santa Branca - SESBRA → SP
Fund Biod. para a Conserv. da Divers. Biológica - FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS → MG
Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica - IA-RBMA → SP

Candidatas as vagas da REGIÃO CENTRO-OESTE
 
Ag. de Des. Sust. e Tec. de Resíduos Sólidos Córrego Limpo - ADETEC → MT
Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres - RENCTAS → DF



Ambientalistas defendem criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, 
em 2000, com adesão da Argentina - Foto: Rui Freitas Rego/Flickr/(cc)

24/08/2016

Por Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil

Ambientalistas estão confiantes de que a Comissão Internacional Baleeira (CIB) aprove na próxima reunião que vai ocorrer, em setembro, na Eslovênia, a criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul para estimular atividades de pesquisa e de manejo na região.

O Ministério do Meio Ambiente lançou no dia 18 de agosto, na Casa Brasil, no Boulevard Olímpico, região portuária do Rio, uma campanha internacional em defesa da área de conservação das grandes espécies de cetáceos (mamíferos marinhos) que habitam o Atlântico. Além do Brasil, a proposta é apoiada pela Argentina, pelo Uruguai, pela África do Sul e pelo Gabão.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, que participou do lançamento da campanha, disse que na última reunião faltaram apenas quatro votos para a aprovação e agora a estratégia é neutralizar alguns votos contrários e fazer com que países que não votaram compareçam. “Existe a possibilidade e a expectativa de que vários países ou que votaram contra se abstenham ou que não estavam presentes na reunião e são aliados históricos, como Portugal, por exemplo, Índia que é um parceiro, que dessa vez compareçam e votem”, disse.

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos. “Vamos precisar de um esforço diplomático dos países patrocinadores da proposta, em um esforço intensivo para pegar estes votos que faltam e a sociedade civil participando e se mobilizando é super importante”, disse.

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que o Ministério de Relações Exteriores está preparado para este trabalho. “Há um diferencial desta vez. Primeiro que nós perdemos a última votação por muitos poucos votos. Agora temos um engajamento do governo brasileiro como um todo. O ministro de Relações Exteriores, José Serra, está muito envolvido. O Itamaraty está envolvido. O Ministério do Meio Ambiente, as organizações da sociedade civil, grandes ONGs do mundo estão se envolvendo também. Acho que este diferencial vai fazer na hora com que aqueles poucos votos que a gente não teve na vez passada a gente possa ter. Estou muito esperançoso”, disse.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, acredita que é preciso haver um 
esforço diplomático para convencer outros governos a apoiarem a criação do santuário 
Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Sarney Filho disse que na última reunião o Marrocos votou contra, mas ele tem informações do governo marroquino de que a posição será revista. Para o ministro, a mobilização dos apoiadores está despertando uma reflexão nos países que não têm interesse próprio e acabam aceitando a influência de outros que permitem a caça de baleias, como o Japão.

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, em 2000, com adesão da Argentina. Juan Pablo Paniego, representante da Argentina na CIB, disse que ela se insere em um contexto muito difícil porque, mesmo diante da proibição da caça de baleias, há países que tentam burlar utilizando caças permitidas como avaliação científica ou em comunidades aborígenes para subsistência.

“Alguns países continuam fazendo caça de subsistência aborígene, mas com forte componente comercial. Por exemplo, se pode achar carne de baleia, caçada em países que têm uma cota de subsistência aborígene, mas em restaurante gourmet, então, tem um componente comercial muito forte”, disse.

Quem quiser apoiar a campanha de criação do santuário pode fazer por meio do site do Ministério do Meio Ambiente, que pretende conseguir um abaixo-assinado popular para pressionar os governos a aprovarem a medida. Nas redes sociais basta usar #santuárioeuapoio. A primeira vez que a proposta de criação foi submetida à votação na CIB foi em 2001. Desde lá já passou por várias apreciações sempre alcançando número maior de votos do que na consulta anterior. A comissão é formada por mais de 80 países e, segundo o ministro, é necessário atingir 75% dos votos.

Fonte: Portal EcoD


BRASIL DEIXA COP21 “PLENAMENTE SATISFEITO”

Ministra Izabella Teixeira e embaixador Luiz Alberto Figueiredo se 
emocionaram na hora do anúncio do acordo. Divulgação: RFI

12/12/2015

Depois de duas semanas de intensas negociações na 21a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris, a delegação brasileira volta para casa “plenamente satisfeita”. O acordo assinado na COP21 atende às expectativas do país. Os ambientalistas também demonstram otimismo com as decisões tomadas na conferência.

A COP21 termina com um acordo com força de lei, que ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2°C”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5°C, ao longo das próximas décadas.

O acordo ainda prevê mais financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo US$ 100 bilhões por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

“O acordo reflete todas as posições que o governo brasileiro defendeu”, resume a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O país teve um papel de protagonista nas negociações. “Foi muito trabalho, não foi trivial, mas acho que vamos, sim, para uma nova fase de clima. Vamos para uma fase de realmente fazer um enfrentamento das mudanças do clima, com todos os países a bordo.”

Entre os pontos do texto que convergem com a posição brasileira, a ministra cita a questão da temperatura, do financiamento, da diferenciação entre os países para os esforços de mitigação e adaptação, a transparência dos mecanismos de verificação das ações e a adoção de duas ferramentas que recompensam a redução do desmatamento e a preservação das florestas, o Redd+ e CDM+.

Acordo de Paris é histórico

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris assinaram um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É a maior conquista ambiental desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

O novo texto, que passará a valer em 2020, adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

ONGs comemoram resultados da COP21

Os ambientalistas que acompanharam a COP21 não pouparam elogios aos resultados. “Concordo que é um texto histórico. Conseguiram montar um regime multilateral. Neste momento do mundo, não seria fácil em nenhum tema, e em mudanças climáticas é ainda mais”, disse Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade. “As pessoas estão sorrindo, comemorando, estão com esperança. Em Copenhague, era uma tristeza atrás da outra, uma má notícia atrás da outra. E aqui é o oposto: não teve surpresas, desde o começo havia um bom texto, que foi se afinando.”

Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil, acha que poderia haver mais ambição a longo prazo, mas destaca as qualidades do Acordo de Paris.

“Isso sinaliza para o final da era dos combustíveis fósseis. O texto que sai de Paris não é perfeito, mas tem elementos importantes. Ele reconhece, pela primeira vez, que a gente não pode ultrapassar 1,5°C de aquecimento global e que cada governo tem que elevar a ambição das suas ações regularmente”, sublinha. “A forma mais eficiente de chegarmos ao objetivo que o acordo traça é mover o planeta de uma vez rumo às energias renováveis e ao fim do desmatamento.”

Agora, cabe a cada país cumprir o que prometeu em Paris. O Brasil se comprometeu a reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Um dos caminhos, alertam os ambientalistas, é promover transportes mais limpos e desenvolver as energias renováveis, como a solar, para substituir a parte de carvão que ainda abastece centrais brasileiras. Quase 70% da matriz energética do país é hidráulica, uma das mais limpas.

 Fonte: RFI

Inglês anda 26 mil km pregando a preservação do meio ambiente


Inglês Martin Hutchinson diz que o mundo é sua casa e seu amigo (Foto: Aliny Mary Dias/G1 MS)


27/11/2011

Martin Hutchinson trabalhou 15 anos como bombeiro para custear sonho.
Ex-bombeiro passou por Campo Grande em mais uma etapa do caminho.

Do G1 MS

Há cinco anos e três meses utilizando os pés como único meio de transporte, o ex-bombeiro e ecologista Martin Hutchinson, de 50 anos, já andou mais de 26 mil quilômetros pregando o fim do consumismo e a preservação do meio ambiente. Antes de partir para a viagem, Martin trabalhou como bombeiro durante 15 anos para juntar dinheiro e custear a aventura. Na última semana ele passou por Campo Grande, cumprindo mais uma etapa do caminho.

“O mundo é minha casa e meu amigo. Eu faço isso para mostrar para as pessoas que elas não precisam viver comprando tantas coisas. Quanto mais a gente consome, mais o meio ambiente sofre”, diz o ecologista, que saiu de Manchester, na Inglaterra.

Hutchinson vive há mais de cinco anos com uma mochila nas costas, três camisetas, duas calças, três pares de meia e alguns aparatos para cozinhar. O homem decidiu caminhar pelo mundo para conhecer os diferentes lugares do planeta e mostrar para as pessoas a importância do meio ambiente. “A experiência só vem com o sacrifício. Andando eu fico calmo e tenho tempo para pensar na vida. As pessoas fazem tudo correndo e nem percebem natureza bonita que existe fora de casa”.

Em cada cidade que chega o inglês procura algum quartel do Corpo de Bombeiros para tomar banho e dormir. Escolas e postos da polícia também são opções de estadias provisórias. O homem já visitou mais de 21 paísesurante. Entre eles estão México, Austrália, Filipinas, Tailândia, Bangladesh, Argentina, Bolívia, Panamá e Suriname.

Martin diz que apesar de gasto, tênis ainda está
bom para andar (Foto: Aliny Mary Dias/G1 MS)
Mais de 27 pares de tênis já foram usados pelo andarilho durante a viagem. Ele conta que o último "durou" mais de 5 mil quilômetros de estrada. “Se esse tênis está bom e serve para eu andar, por que eu deveria comprar outro? Eu só gasto o suficiente para comer e comprar outro tênis quando esse não dá mais para usar”.

Não ao consumismo

Trabalhando durante 15 anos como bombeiro, Hutchinson juntou dinheiro para realizar o sonho de conhecer o mundo. O  ecologista depositava todos os salários que recebia em uma conta corrente. Ele utiliza o valor para sobreviver durante as aventuras da viagem "Eu tenho um cartão que posso sacar dinheiro no mundo todo, durante esses cinco anos eu gastei só 3 mil dólares”.

Martin Hutchinson mostra recordações dos lugares
por onde passou (Foto: Aliny Mary Dias/G1 MS)
Para o aventureiro, nas crianças está a esperança de mudança para o futuro. Nas cidade onde chega, Hutchinson sempre procura alguma escola para oferecer palestras sobre a preservação do meio ambiente. “Com a tecnologia, as crianças só querem os aparelhos novos e não percebem o impacto disso para o meio ambiente”.

Destino

Um apaixonado confesso pelo Brasil, o inglês conta que depois de Campo Grande, o próximo destino será a cidade de Corumbá, distante 444 quilômetros da capital. Depois da cidade branca, a Bolívia será o próximo país a receber o ecologista. “Eu não tenho mapa e nem destino certo par onde vou. Sempre olho pro sol e sei que lá é o norte, vou seguindo as estrelas e andando, alguma hora chego em uma cidade ou comunidade”.

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