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BRASIL DEIXA COP21 “PLENAMENTE SATISFEITO”

Ministra Izabella Teixeira e embaixador Luiz Alberto Figueiredo se 
emocionaram na hora do anúncio do acordo. Divulgação: RFI

12/12/2015

Depois de duas semanas de intensas negociações na 21a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris, a delegação brasileira volta para casa “plenamente satisfeita”. O acordo assinado na COP21 atende às expectativas do país. Os ambientalistas também demonstram otimismo com as decisões tomadas na conferência.

A COP21 termina com um acordo com força de lei, que ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2°C”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5°C, ao longo das próximas décadas.

O acordo ainda prevê mais financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo US$ 100 bilhões por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

“O acordo reflete todas as posições que o governo brasileiro defendeu”, resume a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O país teve um papel de protagonista nas negociações. “Foi muito trabalho, não foi trivial, mas acho que vamos, sim, para uma nova fase de clima. Vamos para uma fase de realmente fazer um enfrentamento das mudanças do clima, com todos os países a bordo.”

Entre os pontos do texto que convergem com a posição brasileira, a ministra cita a questão da temperatura, do financiamento, da diferenciação entre os países para os esforços de mitigação e adaptação, a transparência dos mecanismos de verificação das ações e a adoção de duas ferramentas que recompensam a redução do desmatamento e a preservação das florestas, o Redd+ e CDM+.

Acordo de Paris é histórico

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris assinaram um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É a maior conquista ambiental desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

O novo texto, que passará a valer em 2020, adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

ONGs comemoram resultados da COP21

Os ambientalistas que acompanharam a COP21 não pouparam elogios aos resultados. “Concordo que é um texto histórico. Conseguiram montar um regime multilateral. Neste momento do mundo, não seria fácil em nenhum tema, e em mudanças climáticas é ainda mais”, disse Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade. “As pessoas estão sorrindo, comemorando, estão com esperança. Em Copenhague, era uma tristeza atrás da outra, uma má notícia atrás da outra. E aqui é o oposto: não teve surpresas, desde o começo havia um bom texto, que foi se afinando.”

Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil, acha que poderia haver mais ambição a longo prazo, mas destaca as qualidades do Acordo de Paris.

“Isso sinaliza para o final da era dos combustíveis fósseis. O texto que sai de Paris não é perfeito, mas tem elementos importantes. Ele reconhece, pela primeira vez, que a gente não pode ultrapassar 1,5°C de aquecimento global e que cada governo tem que elevar a ambição das suas ações regularmente”, sublinha. “A forma mais eficiente de chegarmos ao objetivo que o acordo traça é mover o planeta de uma vez rumo às energias renováveis e ao fim do desmatamento.”

Agora, cabe a cada país cumprir o que prometeu em Paris. O Brasil se comprometeu a reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Um dos caminhos, alertam os ambientalistas, é promover transportes mais limpos e desenvolver as energias renováveis, como a solar, para substituir a parte de carvão que ainda abastece centrais brasileiras. Quase 70% da matriz energética do país é hidráulica, uma das mais limpas.

 Fonte: RFI

CAMPANHA ESTIMULA PRODUÇÃO DE VÍDEOS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Marcha pelo Clima em Nova York

29/11/2015

Organização Connect4Climate e plataforma de vídeos online Vimeo promovem o desafio #Day4Climate, onde vão reunir filmes com iniciativas, soluções e debates sobre as mudanças climáticas, filmados em 29 de novembro.

A 21ª Conferência do Clima (COP21) começa nesta segunda-feira (30/11) em Paris. Na véspera, o Connect4Climate (C4C), programa de parceria global do Banco Mundial, e a plataforma de vídeos online Vimeo promovem o desafio Film A #Day4Climate (filme um dia pelo clima, em tradução livre).

A ideia é envolver aqueles que não podem ir à conferência, estimulando cidadãos e aspirantes a cineastas a documentar, em vídeo, iniciativas, soluções e debates sobre o clima em 29 de novembro. Os filmes devem ser gravados e editados nessas 24 horas, e devem ter no máximo 3 minutos de duração.

"O vídeo é uma maneira poderosa de as pessoas documentarem seu ativismo e partilharem a sua mensagem com os outros", diz Darnell Witt, diretor do Vimeo.

As filmagens enviadas irão integrar o Youth Day (Dia da Juventude) na COP21, além de eventos paralelos por toda a cidade. "O nosso foco na conferência será encorajar o engajamento da juventude nas questões do clima", afirma Max Thabiso Edkins, especialista em mudanças climáticas do C4C.

O programa já realizou outras campanhas em vídeo e aposta no poder das histórias pessoais. "É sobre como as pessoas estão lidando, de fato, com os impactos climáticos e as oportunidades que podem surgir a partir deles", diz Edkins.

As imagens também serão reunidas num documentário, que deve ser lançado em 2016 – "uma espécie de vídeo-colagem de pessoas ao redor do mundo", afirma Edkins.

A COP21, organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), deve gerar um acordo ambiental que sucederá o Protocolo de Kyoto. O tratado internacional de 1997, que segue em vigor até 2020, estabeleceu metas de redução nas emissões de gases do efeito estufa para os países signatários. Mas os resultados ficaram muito aquém do esperado.

Como participar

Depois de filmado e editado, o vídeo deve ser publicado, na maior resolução possível, no canal do Vimeo criado especialmente para a campanha: "Film a Day of Climate Action – 29 November 2015".
A descrição do vídeo deve conter informações sobre o que foi filmado, onde as imagens foram feitas, como elas demonstram ações climáticas e por que o assunto abordado é importante para o participante.

É preciso incluir também a hashtag #Day4Climate e nomear todos os membros do grupo, caso o vídeo tenha sido feito por mais de uma pessoa. Todos os curtas devem ser publicados com licença Creative Commons e estarão disponíveis para download no site.

Fonte: DW


Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criação de corredor ecológico

17/02/2015

Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criar um "ambicioso" corredor ecológico para proteger um vasto território montanhoso e selvagem do norte da América do Sul e fazer um aporte "para deter as mudanças climáticas", afirmou nesta segunda-feira o presidente Juan Manuel Santos.

"É um corredor muito ambicioso, seria o maior do mundo, com 135 milhões de hectares, que o batizamos de corredor Triplo A, porque seria Andino, Amazonas e Atlântico, que iria dos Andes ao Atlântico, no Brasil, e teria que ser três países: Brasil, por certamente, um pouco de Venezuela e Colômbia", disse Santos ao programa de TV oficial Agenda Colômbia.

"Vamos propor criar este corredor ecológico para preservá-lo e como aporte da humanidade nesta discussão sobre as mudanças climáticas, de como deter as mudanças climáticas", acrescentou o presidente.

A partir desta semana, o ministro do Ambiente da Colômbia, Gabriel Vallejo, e a chanceler, María Ángela Holguín, começarão a dialogar com os governos de Brasil e Venezuela para buscar seu apoio à proposta.

O corredor ecológico seria formado em 62% do território de Brasil, 34% da Colômbia e 4% da Venezuela, informou Vallejo em uma entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal El Tiempo.

Santos explicou que "se parece uma boa ideia aos outros países, (o objetivo) é fazer este aporte para a humanidade na cúpula das mudanças climáticas, a COP21, no final deste ano, em Paris".

"Nós, os colombianos, temos que fazer de tudo para que se possa deter a mudança climática porque seremos os primeiros a sofrer as consequências precisamente por nossa riqueza no campo da biodiversidade", reforçou o presidente.

Entre novembro e dezembro deste ano, os países do mundo se reunirão em Paris para buscar um acordo global para frear as mudanças climáticas.

Fonte: Terra


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