Mostrando postagens com marcador Tragédias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tragédias. Mostrar todas as postagens

"CINCO DÉCADAS PARA RESTAURAR MARIANA”, ALERTOU A PRESIDENTE DO WWF- INTERNACIONAL

09/12/2015

Por Frederico Brandão, de Paris

© REUTERS/ Stephane Mahe
A tragédia de Mariana, em Minas, foi um dos destaques da palestra da presidente do conselho internacional do WWF, Yolanda Kakabadse, na manhã desta terça-feira (8/12), em Paris. Ela participou do evento paralelo “Forests for the People, Oceans for the Climate”, na COP 21, que aconteceu no Climate Generations Areas, espaço reservado à sociedade civil, ao lado do Le Bourget, que discutiu a importância das florestas e dos oceanos para o combate às mudanças climáticas.

De acordo com Kakabadse, o futuro desses habitats está em perigo. O rompimento das duas barragens na cidade mineira é um dos exemplos mais recentes de prejuízos ambientais para as florestas no mundo. “A lama tóxica já começou a se espalhar para a costa brasileira. Os danos ao meio ambiente foram tão profundos que precisaremos de cinco décadas para restaurar a biodiversidade da Mata Atlântica daquela região”, ressaltou.

A presidente, que é ex-ministra do Meio Ambiente do Equador, destacou ainda o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), criado em 2002 pelo governo federal brasileiro em parceria com organizações da sociedade civil, como o WWF, organismos internacionais e empresas privadas. “O Arpa protege uma área imensa, de aproximadamente 60 milhões de hectares, do tamanho da Espanha e de Portugal juntos. Apoia unidades de conservação importantes como o Parque Nacional do Tumucumaque que possui espécies emblemáticas, como a onça-pintada”, detalhou.

Segundo ela, o Programa possui grande relevância por desenvolver um modelo de conservação para os próximos 25 anos. “Precisamos desse tipo de visão, de sustentabilidade a longo prazo. E é isso que esperamos do próximo acordo climático”, explicou.

Peter Graham, diretor do Programa de Florestas e Clima do WWF, também participou do evento e destacou a relevância das florestas, os pulmões do mundo, para o bem-estar da humanidade. “Elas são parte da solução, não do problema. Preservá-las significa diminuir as emissões de carbono na atmosfera”, alertou.
  
Fonte: WWF Brasil

PREFEITO DE MARIANA VAI FALAR SOBRE TRAGÉDIA AMBIENTAL NA COP21

Prefeito de Mariana, Duarte Júnior
(Foto: Reprodução/TV Globo)
02/12/2015

Duarte Júnior viaja com a Frente Nacional de Prefeitos nesta quarta-feira (2).
'Vou ter que falar da maior tragédia da minha cidade e do Brasil', disse.

"Eu sempre tive um sonho de representar minha cidade mundialmente, mas esperava falar de Mariana ser patrimônio histórico, de suas belezas naturais. A realidade não é essa, vou ter que falar da maior tragédia da minha cidade e do Brasil", disse o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), que embarca, nesta quarta-feira (2), para Paris, onde participa da 21ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP21. Segundo ele, uma sala temática foi criada para falar de “grandes tragédias ambientais criadas pelo homem”.

A COP 21 começou oficialmente nesta segunda-feira (30). Durante o encontro, praticamente todos os países do mundo devem chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, tentando limitar em 2ºC o aquecimento da atmosfera até 2100 em comparação com os níveis pré-industriais. Entenda o que é a COP21

Júnior foi convidado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que é presidida pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Ele vai integrar a comitiva da entidade de representação dos municípios brasileiros. Segundo a assessoria de imprensa da FNP, o convite ocorreu em função da tragédia em Mariana e com o objetivo de permitir que Júnior se reúna com entidades e bancos financiadores de projetos voltados para o meio ambiente. Serão discutidas parcerias para o enfrentamento dos desafios relativos ao desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem de Fundão.

A barragem de Fundão, na unidade industrial de Germano, da Samarco Mineração, cujas donas são a Vale a anglo-australiana BHP, se rompeu no dia 5 de novembro, provocando o despejo de mais de 35 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O "mar de lama" destruiu o distrito de Bento Rodrigues, afetando também Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, em Mariana, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce.

O prefeito de Mariana também vai falar sobre a segurança de barragens da atividade de mineração. No distrito de Bento Rodrigues, devastado pelo rompimento, outras duas barragens apresentam risco – Santarém e Germano. Elas são monitoras segundo a Samarco, que ainda não explicou a causa do desastre.   

"E vou também com o intuito de demonstrar que a Samarco é culpada sim, mas não adianta falar que o Rio Doce morreu por responsabilidade da Samarco. Eu jogo minha rede de esgoto todo dentro do Ribeirão do Carmo [afluente do Rio Doce]. Eu também estou matando o rio aos poucos e não fiz nada para evitar", disse.

A participação no evento internacional tem também o intuito de buscar novas empresas para fomentar a economia da cidade mineira. "Vou buscar também uma diversificação econômica para meu município. Novas empresas para Mariana", acrescenta. Ele fica em Paris até este sábado (5), quando o desastre ambiental completa um mês.

23/11 - Versão infográfico barragens Mariana (Foto: Arte/G1)



Pai de criança síria afogada afirma que agora não adianta o mundo oferecer asilo a ele

06/09/2015

Imagem de Aylan se transformou em símbolo da tragédia dos refugiados

Abdullah Kurdi, pai de Aylan (criança síria afogada em uma praia da Turquia), cuja imagem se transformou em símbolo da tragédia dos refugiados, afirmou neste domingo que as ofertas de asilo que têm recebido chegaram tarde demais.

"Se me dão agora o mundo inteiro, de que me serve?. Já não tenho nem mulher nem filhos", disse em entrevista ao jornal "Le Journal du Dimanche", e ressaltou que terem o pedido formal de asilo como refugiados ter sido negado foi o que os fez decidirem fazer essa viagem clandestina.

A família vivia em Damasco, mas a intensificação do conflito sírio os fez partir primeiro para Aleppo, depois para Kobani e em seguida para Istambul, cidade em que contou que não era possível viver.

"Para qualquer família síria emigrada, a menos que haja membros da família que trabalhem, é impossível sobreviver", assinalou Kurdi, que contou ter entrado em contato com um pedido de refúgio ao Canadá, onde vive uma de suas irmãs. Ela garantiu que estava disposta a assumir toda a família, e que com isso o governo canadense não teria tido nenhuma despesa, mas as autoridades canadenses, que negam ter recebido esse pedido, "não aceitaram". Sua esposa e seus dois filhos, de três e cinco anos, morreram na noite de terça-feira após o naufrágio da barca em que viajavam tentando chegar a uma ilha grega.

A família, contou Kurdi, pagou quatro mil euros aos traficantes para que organizassem a travessia até Kos, onde embarcaram em um bote com outras nove pessoas desde o balneário turco de Bodrum.

Fonte: R7

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...