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RIO 2016: Sustentabilidade chega as medalhas olímpicas

Foto: Divulgação

22/08/2016

Seguindo o legado dos Jogos Olímpicos de Londres, a primeira edição do evento preocupada com a sustentabilidade, o Rio se comprometeu com critérios sustentáveis em todo o ciclo dos jogos. E nem as medalhas ficaram de fora!

Para produzir as 5.130 peças, que serão entregues aos atletas olímpicos, foram utilizadas 2,5 toneladas de metais entre ouro, prata, bronze, zinco e cobre, livres de contaminação e que seriam descartados.

Confeccionadas pela Casa da Moeda do Brasil, a composição de cada medalha é diferente. Enquanto a medalha de ouro ficou livre de mercúrio, as de prata e bronze possuem 30% de material reciclado. Sendo que na de prata, foram utilizadas partes de chapas de raio-x, peças de carro e espelhos, e na de bronze, o cobre que seria descartado pela Casa da Moeda.

Para os Jogos Paralímpicos, as medalhas produzidas são diferentes. Elas possuem um guizo de metal que emite som, sendo a de ouro mais barulhenta do que a de bronze, que possui menos esferas.

Foto: Divulgação

Além disso, metade da composição das fitas – em que as medalhas são penduradas – é de material oriundo de garrafas PET, adquiridas em uma associação de catadores. E os estojos que guardam as medalhas são feitos de Freijó, uma madeira certificada.


Pós-Rio 2016, PNUMA vai divulgar estratégia para ligar esporte e meio ambiente


Tela de Synnöve Hilkner com bicicleta como motivo: aliar esporte e meio ambiente é objetivo do PNUMA

15/08/2016

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto, com muitas mensagens de cunho ecológico, motivou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a ampliar a divulgação da estratégia para vincular esporte e sustentabilidade. A iniciativa do PNUMA foi batizada de Estratégia Michezo, palavra que significa “esportes” e “jogo” no idioma kiswahili, presente na África Oriental e que mantém laços com outros idiomas.

A estratégia de longo prazo para vincular esporte e meio ambiente, por meio da difusão da ética e dos valores ambientais em todos os níveis do esporte, inclusive do esporte recreativo, foi formulada pelo PNUMA e está em vigor desde 2003. Os objetivos centrais da Estratégia Michezo são a promoção da integração dos aspectos ambientais ao esporte; a utilização da popularidade dos esportes para promover a sensibilização do público, sobretudo dos jovens, sobre questões ambientais; e promover o aperfeiçoamento das instalações esportivas e métodos de fabricação de materiais esportivos respeitando as premissas da sustentabilidade.

O PNUMA destaca a íntima ligação do esporte com a natureza. “Um meio ambiente saudável é necessário para o esporte saudável, e esta intimidade com a natureza é o que motiva e inspira muitos atletas”. Por outro lado, um meio ambiente degradado representa um obstáculo para a motivação das pessoas em praticar esportes e pode até colocar em perigo a realização de eventos esportivos.

As instalações de eventos e atividades esportivas também repercutem no meio ambiente, observa o PNUMA. As instalações e eventos esportivos contribuem no consumo de energia, para a emissão de gases de efeito-estufa e eliminação de resíduos, tóxicos ou não, e também para a deterioração da camada de ozônio e do habitat e para a perda da diversidade biológica, a erosão do solo e poluição da água e do ar.

A Estratégia Michezo complementa, sobre os impactos ambientais do esporte: “Os fabricantes de artigos esportivos e os grandes acontecimentos esportivos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e o Tour de France empregam a milhares de pessoas, compram e consomem recursos em grande escala, produzem milhões de bens de consumo, utilizam energia e água, geram resíduos sólidos, urbanizam terrenos e utilizam e operam frotas de veículos”.

O documento do PNUMA assinala que, em contrapartida, os esportes são uma das formas de lazer mais populares. E justamente por essa grande audiência, os participantes e/ou torcedores de esportes representam um importante meio de promoção de mensagens ambientais.

É especial o papel dos atletas, nota o PNUMA: “Milhões de pessoas admiram os esportistas de sucesso e os consideram arquétipos sociais. Estes arquétipos, que são admirados por valores como honradez, paixão pelo trabalho, espírito de equipe e cooperação, a disciplina, a dedicação, a dignidade e o respeito aos demais podem desempenhar uma função primordial para influenciar e estimular atitudes da sociedade relativas ao meio ambiente”.

O PNUMA observa que seu trabalho com a relação entre esporte e meio ambiente começou em 1994, quando subscreveu acordo de cooperação com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Foi dois anos depois, portanto, da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Em 1994 o COI considerou o meio ambiente como terceiro pilar do movimento olímpico internacional, ao lado do esporte e da cultura. O COI também criou uma Comissão de Esportes e Meio Ambiente para assessorar o seu Conselho Executivo. Em parceria com o COI e várias confederações e federações esportivas, o PNUMA elaborou a Agenda 21 para o Esporte e o Meio Ambiente. PNUMA e COI são igualmente parceiros na realização bienal de conferências internacionais sobre esporte e meio ambiente, tema também de seminários regionais.

Áreas de atuação da Estratégia Michezo -  A Estratégia Michezo compreende quatro grandes áreas de atuação para o próprio PNUMA e outras instâncias do sistema das Nações Unidas, para promover e aprofundar os vínculos entre esporte e meio ambiente:

I – Participação na iniciativa do Secretário Geral:

O PNUMA assume o compromisso de apoiar a equipe do Secretário Geral da ONU sobre Esportes para o Desenvolvimento e a Paz, nos esforços para ligar esporte e meio ambiente. O PNUMA também pretende ampliar laços com outros órgãos das Nações Unidas, para promover a ligação entre esporte e meio ambiente e na contribuição dessa ligação para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, também conhecidos como Metas do Milênio e que têm seu prazo estipulado para 2015.

II – Promoção da sensibilização sobre questões ambientais por meio do esporte

1. Iniciação de atividades ambientais por meio de esportes recreativos.

2. Foco em eventos esportivos populares, para promover valores ambientais. Com esse objetivo, serão intensificadas as relações com os promotores de grandes eventos esportivos internacionais, como os já citados e também os Jogos Asiáticos e Jogos PanAfricanos, entre outros.

3. Designação de embaixador de boa vontade e representante especial para esporte e meio ambiente.

4. Apoio a acampamentos de contato com a natureza e esportivos. O PNUMA criou um Acampamento Formativo para a Natureza e o Esporte para crianças de bairros pobres de Nairóbi, no Quênia. Outras iniciativas nessa linha serão apoiadas.

III – Fortalecimento do trabalho do PNUMA com organizações esportivas internacionais

1. Aumento da cooperação com o COI.

2. Cooperação com as cidades olímpicas.

3. Estabelecimento de vínculos com a Associação Geral de Federações Esportivas Internacionais.

4. Estabelecimento de vínculos com federações, associações e conselhos esportivos.

IV – Organização de eventos e publicações sobre questões da atualidade

1, Organização do Fórum Mundial bienal sobre Esporte e Meio Ambiente, em cooperação com a Aliança Mundial para o Esporte.

2. Organização de outros eventos esportivos. Caso da realização, desde 1998, no Japão, com a Fundação para a Paz Mundial e o Meio Ambiente, de um fórum internacional de tênis, incluindo mensagens ambientais.

3. Fortalecimento da colaboração com a indústria de materiais esportivos.

4. Publicação de material informativo sobre esporte e meio ambiente.

A implementação da Estratégia Michezo está a cargo da Divisão de Comunicação e Informação Pública do PNUMA, em cooperação com escritórios regionais e outras divisões desse órgão da ONU. Uma atenção especial é dada para envolver a juventude na ligação entre esporte e meio ambiente em esfera global.


Parque Olímpico investe em sustentabilidade, com reaproveitamento completo das estruturas construídas

Parque Olímpico da Barra: coração dos Jogos é também refúgio de vida selvagem 
(Foto: Gabriel Heusi/Heusi Action)

06/08/2016  

Jogos Rio 2016 usam o conceito de arquitetura nômade, que dão novo uso às arenas após competições

Ponto nevrálgico dos Jogos Rio 2016, o Parque Olímpico da Barra é também um exemplo de sustentabilidade. A obra escora-se em um dos mais modernos conceitos da engenharia, a arquitetura nômade, que prevê o completo reaproveitamento de estruturas construídas, que ganham novas utilidades após os Jogos. 

O Centro Internacional de Transmissão (IBC, na sigla em inglês) é um dos exemplos de arquitetura inteligente, que evita desperdício de materiais e o subaproveitamento do edifício. Suas estruturas metálicas dão suporte a um prédio com capacidade para 10 mil pessoas. Ele será desmontado e reutilizado nos Jogos de Inverno da Coreia, em 2018, e nos Jogos de 2020, em Tóquio, no Japão. 

Arena do Futuro, sede do handebol, se transforma depois em 4 escolas 
Foto: Rio 2016/Ernesto Neves

Um dos projetos mais inovadores é o da Arena do Futuro. Casa do handebol, ela foi feita através do encaixe de módulos pré-moldados. Isso elimina o desperdício de materiais como o concreto, além de reduzir o tempo de obra. Ao término dos Jogos, a Arena será transformada em quatro escolas municipais. 

As três Arenas Cariocas também foram adaptadas ao conceito de arquitetura nômade. Enquanto a Arena 1 será um centro de excelência esportiva para atletas de 12 modalidades, a Arena 2 será um local de treinamento. Já a Arena 3 se transforma no Ginásio Experimental Olímpico (GEO), espaço esportivo voltado para escolas públicas com capacidade para 850 alunos. 

Centro Olímpico de Tênis: baixo consumo de energia graças à ventilação natural 

O Velódromo, por sua vez, realiza a captação da água de chuva para utilização posterior, enquanto o Centro Olímpico de Tênis possui paredes que permitem a ventilação natural. 

Ninho de quero-quero próximo à Arena de Tênis: vida selvagem protegida 
Rio 2016/Ernesto Neves)

Instalado às margens da Lagoa de Jacarepaguá, a região do Parque Olímpico concentra um dos últimos refúgios da vida selvagem no Rio. Por isso, um projeto pioneiro restaurou uma área de 73 mil metros quadrados de restinga e manguezal às margens da Lagoa. 

"A área estava degradada e repleta de vegetação invasora. Com o reflorestamento, já é possível notar a volta de animais como capivaras, além de muitos pássaros", conta Tânia Braga, gerente de sustentabilidade do Comitê Rio 2016.

Fonte: RIO2016


Rio 2016 e ONU se unem pela sustentabilidade dos Jogos

Erik Solheim: arenas sustentáveis e investimento em programas ambientais são 
legados inquestionáveis (Foto: Rio 2016)

06/08/2016  

Diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim, visitou instalações do Parque Olímpico na quinta-feira (4)

Alinhado às mais modernas práticas de sustentabilidade e legado ambiental, os Jogos Rio 2016 contam com a participação ativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

O órgão internacional, uma das maiores autoridades quando o assunto é ecologia, desenvolveu uma série de recomendações e suporte técnico para que o Rio aproveite a oportunidade Olímpica e estabeleça práticas ambientais compatíveis com as necessidades atuais.  

Diretor executivo do Pnuma, Erik Solheim participou de uma visita ao Parque Olímpico na quinta-feira (4) e conheceu de perto todos os projetos de sustentabilidade desenvolvidos no local. 

"Hoje, os Jogos têm equipes que cuidam da flora e prestam auxílio aos animais em áreas de competição. Isso deixa claro o respeito à natureza e a mudança de mentalidade pela qual a humanidade passa", disse Solheim ."É claro que ainda há muito passivo ambiental no Rio, mas ele está sendo debatido e enfrentado como nunca", completou. 

Uma área equivalente a sete campos de futebol foi reflorestada no 
Parque Olímpico (Foto: Rio 2016/Ernesto Neves) 

Outro projeto de destaque dos Jogos é o Passaporte Verde. Trata-se de uma série de medidas de fomento ao turismo sustentável no Rio de Janeiro. Elas incluem campanhas de reciclagem e uso responsável de energia e água pela rede hoteleira da cidade, além de parcerias com comunidades que implementam roteiros ecológicos. 

"Os Jogos colocaram os holofotes no meio ambiente carioca, o que é extremamente positivo. Nem todos os problemas foram resolvidos, mas o caminho é claro: precisamos preservar a riquíssima natureza da cidade", disse Tânia Braga, gerente de sustentabilidade do Comitê Rio 2016, durante o encontro.

Fonte: RIO2016


Diversidade brasileira é divulgada durante os Jogos Rio 2016


03/08/2016

Dados estatísticos, população, indicadores e meio ambiente são algumas informações contidas no material de divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preparou um conjunto de produtos para apresentar o País a mais de 200 delegações, que vão competir nos Jogos Rio 2016, bem como para a mídia internacional, atletas e o público em geral.

A lista conta com o site "Países Olímpicos"; o folder "Um passaporte para conhecer o Brasil – embarque nas informações do IBGE", que possuem versões inglês e português; e novidades nas redes sociais e no portal do IBGE.

A versão digital do infográfico pode ser acessada na internet ou a partir de um QR Code (código de barras bidimensional que pode ser lido por telefones celulares equipados com câmera) impresso na contracapa do folder.

Material de divulgação

O site países olímpicos traz um link específico para informações sobre a participação dos países nas Olimpíadas, como o número de medalhas e as modalidades em que se destacaram ao longo da história dos Jogos. O espaço, também, apresenta os principais dados estatísticos sobre a economia, população, indicadores sociais, meio ambiente e redes (tecnologia).

O folder "Um passaporte para conhecer o Brasil – embarque nas informações do IBGE" será distribuído em locais estratégicos da cidade. Esse material  mostra ao público as principais informações geográficas e estatísticas sobre o País, tais como extensão territorial (8.515.767,049 km2), população (206,1 milhões de habitantes), esperança de vida ao nascer (75,7 anos) e PIB per capita (US$ 11.387).

Além disso, o folder apresenta um infográfico com ilustrações explicativas sobre um tema na forma de mapa do Brasil, onde são representados seis biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Cerrado, Pantanal); a produção agropecuária (soja, milho, café, cana-de-açúcar, frutas no Vale do São Francisco, pecuária bovina) e dos recursos minerais (cobre, ferro, nióbio, ouro, petróleo/gás natural, pedras preciosas e semipreciosas); povos indígenas e imigrantes; além da localização dos aquíferos, polos de tecnologia e conhecimento, destinos turísticos mais visitados e pontos extremos do País

Essa versão também será exibida em totens na Casa Brasil, um espaço de divulgação da cultura brasileira, de 4 de agosto a 18 de setembro, no Armazém 2 do Porto do Rio de Janeiro.

Fonte: Portal Brasil, com informações do IBGE


Rio 2016 expõe ações em prol do meio-ambiente e quer virar modelo para futuros Jogos Olímpicos

(Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

03/08/2016  

Evento realizado no Museu do Amanhã lança campanha e ressalta legado sustentável para a cidade do Rio de Janeiro

O tamanho de um evento como os Jogos Olímpicos não se mede apenas na infraestrutura de uma cidade. Fatores como o aumento na circulação de pessoas causam impacto também no meio-ambiente. Na esteira do Acordo de Paris, assinado em dezembro passado, que firmou o compromisso de limitar o aumento da temperatura global a até 1,5° pelos próximos anos, ocorreu no Museu do Amanhã o seminário "Mudanças Climáticas: o que os Jogos Olímpicos têm a ver com isso?". 

O acordo de Paris esteve presente na fala de todos os participantes. Logo na abertura, Martin Raiser, diretor do Banco Mundial no Brasil, lembrou que o clima interfere diretamente na realização dos esportes. Por exemplo, um maratonista não pode correr sob um calor de mais de 40 graus, bem como um esquiador precisa de neve para seu esporte. 

Tânia Braga, Gerente de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016, explicou o que foi feito nos últimos anos para que o Rio virasse exemplo para as demais cidades que receberão os Jogos. Entre inúmeras medidas, Tânia frisou que a organização reduziu uso de material, energia e até de funcionários, com o intuito de baixar os números de emissão de carbono. 

"Fizemos uma edição dos Jogos com menos veículos, geradores, caminhões e por aí vai... As refeições contam com opções vegetarianas para quem sabe reduzirmos o consumo de carne vermelha. São pequenas medidas que já geraram um impacto muito positivo", explicou. 

O evento marcou também o lançamento da campanha "1.5 - O Recorde que não Devemos Quebrar". Uma das embaixadoras do projeto, a surfista Marina Werneck espera ter um engajamento cada vez maior de esportistas. "Por estar conectada com a natureza, o surfe me trouxe essa consciência. Somos feitos de água, e a natureza merece ser preservada pela nossa vida", disse.

Fonte: RIO2016


Rio 2016 anuncia parceria com catadores para reciclagem de lixo nas arenas



03/08/2016

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A Olimpíada Rio 2016 será a primeira na história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em que catadores de materiais recicláveis farão coletiva seletiva dentro dos locais de competições. De acordo com o Projeto de Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016, equipes de catadores, formadas por 240 membros de 33 cooperativas e três redes, farão a pré-seleção de materiais no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, em Deodoro e nos estádios do Maracanã e Engenhão.

Lançado pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego e Autoridade Pública Olímpica (APO), o projeto faz parte do Programa de Reciclagem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e é operacionalizado pelo projeto Catadores em Rede Solidária (CRS), da Secretaria de Estado do Ambiente, dentro do Programa Ambiente Solidário.

Os resíduos retirados dos complexos esportivos pelos garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) serão levados a um local denominado compound (área delimitada), onde as equipes de catadores farão a pré-reciclagem, conforme informou hoje (1°) o coordenador do Programa Ambiente Solidário, Ricardo Alves.

Geração de renda

“Esse material será encaminhado para uma central da própria cooperativa dos catadores, onde será feita a reciclagem. Tudo será vendido e o valor obtido reverterá para a própria categoria dos catadores”.

Segundo Alves, o programa garante aos catadores a oportunidade de geração de renda e expertise. Além disso, faz a logística reversa do material, a partir da reciclagem, “que é a destinação correta do produto. Não está indo para o aterro.”

O coordenador não tem dúvida de que, a partir da Rio 2016, a categoria dos catadores estará apta a participar de qualquer outro grande evento. “Eles estarão cacifados. A Olimpíada é o maior evento do planeta. Depois disso, eles conseguirão participar de  qualquer outro mega evento.”

Meio ambiente

Ricardo Alves sugeriu que as demais prefeituras brasileiras podem utilizar esse serviço, por meio do Programa Ambiente Solidário, para fazer a reciclagem do material, “que ajuda muito o meio ambiente”.

Alves informou que ainda esta semana será iniciado um monitoramento transparente do material reciclável recolhido. “Estará no site da secretaria, do Comitê Rio 2016 e de outras entidades que participaram do programa chamado Placar da Reciclagem, que dirá quantas toneladas são tiradas por dia e qual o tipo de material”. A expectativa é que sejam recolhidas nos quatro locais de competições cerca de 3,5 mil toneladas de materiais por dia.

O placar revelará também a equivalência do material reciclado coletado nas arenas em relação à quantidade de árvores plantadas e de metros cúbicos de água preservadas, por exemplo. “É uma cadeia que faz parte do programa ambiente solidário. É a questão ambiental com a geração de renda para os catadores”.

Educação ambiental

Ainda durante os jogos, cerca de 50 ou 60 catadores, escolhidos entre a equipe de 240, participarão de uma ação de educação ambiental com o público, para o qual distribuirão orientações em português e inglês sobre como separar o lixo de forma adequada.

Além de ficar com o valor total de venda do material reciclável, os catadores receberão diária mínima de R$ 80 pelo serviço nas arenas. 

Edição: Armando Cardoso




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