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Norueguês substitui brasileiro como diretor de órgão ambiental da ONU

Erik Solheim (foto) substitui no cargo o brasileiro Achim Steiner (Foto: Wikimedia Commons)

27/06/2016

Erik Solheim substitui no cargo o brasileiro Achim Steiner.
'Há necessidade urgente para lutar contra a mudança climática', diz.

Ex-ministro de Meio ambiente e Desenvolvimento Internacional da Noruega, Erik Solheim tomou posse nesta segunda-feira (27) como novo diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), cuja sede está em Nairóbi.

Após três anos à frente do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE, Solheim enfrenta agora o desafio de liderar a principal agência mundial em matéria de meio ambiente, em um momento fundamental para a luta contra a mudança climática.

"Há uma necessidade urgente para lutar contra a mudança climática, deter a destruição de ecossistemas e reduzir a poluição. Protegendo nosso planeta protegemos a nós mesmo", declarou o novo diretor do PNUMA, que substitui no cargo o brasileiro Achim Steiner.

Outros assuntos de vital importância são a poluição dos oceanos e do ar, a relação entre mudança climática, conflito e migrações maciças e a mudança de enfoque das políticas ambientais para priorizar a saúde das pessoas.

O PNUMA adquiriu especial relevância na agenda política mundial por seu papel como principal impulsor da luta contra a mudança climática e seu papel na inclusão do meio ambiente como umas das prioridades dos objetivos para um Desenvolvimento Sustentável -os novos Objetivos do Milênio.
O sucesso do Acordo de Paris sobre a Mudança Climática (COP21), em 2015, e da segunda Assembleia Meio Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2), em maio em Nairóbi, podem marcar um ponto de inflexão na luta global contra a mudança climática, segundo indicou Solheim.

Fonte: G1 Natureza

Nações Unidas elogiam encíclica papal sobre meio ambiente

Encontro do papa Francisco e Achim Steiner. Foto: Pnuma

18/06/2015

Após divulgação do documento do papa Francisco, Secretário-geral Ban Ki-moon fala sobre obrigação da humanidade em proteger o planeta; diretor do Pnuma, Achim Steiner diz que encíclica é "chamado à ação".

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

As Nações Unidas elogiaram a encíclica divulgada pelo papa Francisco nesta quinta-feira. No documento, o chefe da Igreja Católica fala sobre degradação ambiental e sobre a urgência de se proteger o planeta.

Para o papa, é importante "unir a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral" e lança um "convite urgente" para que seja renovado o diálogo sobre como está sendo construído o "futuro do planeta".

Consenso

Após a divulgação da encíclica, o secretário-geral da ONU divulgou uma nota onde elogia o documento, que para ele mostra que existe "um consenso científico bastante sólido" sobre o aquecimento global ser "principalmente resultado da atividade humana".

Ban Ki-moon reafirma que a humanidade tem a obrigação de cuidar e proteger o planeta Terra e mostrar solidariedade com os mais pobres da sociedade que sofrem com os impactos do clima.

Acordo Ambicioso

Ele faz um apelo aos governos, para que coloquem o bem global comum acima de qualquer interesse nacional. Ban espera que os governantes adotem em dezembro, em Paris, um "acordo climático ambicioso".

O secretário-geral elogia também as contribuições de todos os líderes religiosos  sobre mudança climática e desenvolvimento sustentável. Ban lembra que a ONU receberá o papa Francisco, que fará um discurso na organização em setembro.

Degradação

A encíclia também foi considerada bem-vinda pelo subsecretário-geral da ONU para o meio ambiente e diretor da agência da ONU para o setor, Pnuma. Achim Steiner elogiou o "chamado à ação" feito pelo papa, face a "degradação global do ambiente e a mudança climática".

Na avaliação de Achim Steiner, a encíclica toca não apenas os católicos, mas todas as pessoas do mundo. Para ele, ciência e religião concordam que o tempo de agir é agora.

Futuro

O diretor do Pnuma lembra que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável serão adotados em setembro e o acordo do clima deve ser firmado em Paris em dezembro. Para Steiner, são oportunidades de alterar de forma positiva o curso da história e criar um mundo melhor e igualitário para todos.

Por sua vez, a diretora da agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, avalia o documento do papa Francisco como um pedido de "coragem e de unidade". Irina Bokova também espera que um novo acordo climático seja adotado este ano, em Paris.

Fonte: ONU


Brics definem plano conjunto de desenvolvimento sustentável

Evento em Moscou reuniu autoridades do setor ambiental dos cinco membros do Brics 
Foto: Press Photo

24/04/2015 

Viatcheslav Óssipov, especial para Gazeta Russa

Mecanismos para criar ‘economia verde’ foram discutidos em reunião entre ministros do Meio Ambiente.

Reunidos em Moscou, os ministros do Meio Ambiente dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) debateram sobre o desenvolvimento da chamada “economia verde” em prol da sustentabilidade e competitividade. Entre os participantes do evento, que aconteceu nos dias 21 e 22 de abril, houve consenso de que grandes mudanças serão insuficientes se os problemas associados à proteção do meio ambiente forem ignorados.

“Tendo em conta que nos países do Brics vive 40% da população do planeta, a importância das decisões tomadas e do trabalho posterior de proteção do meio ambiente não é está sendo de modo algum sobrestimada”, declarou Francisco Gaetani, secretário-executivo do Meio Ambiente do Brasil, que definiu o encontro como “histórico”.

“Os Brics podem resolver conjuntamente e ter influência sobre os problemas ambientais globais”, disse Gaetani, já em entrevista exclusiva à Gazeta Russa. “Temos uma prática comum de resolução de questões complexas e mecanismos concretos para a implementação de projetos conjuntos.”

Segundo ele, o caminho para o desenvolvimento sustentável está na reciclagem segura de resíduos, na redução das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera e no cuidado com a água. Brasil e Rússia são líderes em termos de volume de água potável, recursos hidrelétricos e florestas. “E agora estamos trabalhando para criar mecanismos para a proteção desses recursos, para a sua preservação e valorização:, acrescentou Gaetani.

Ao final do encontro, os membros do Brics assinaram uma Declaração Ministerial que define as principais áreas de cooperação no domínio da proteção ambiental e combate aos efeitos das mudanças climáticas. Também foram criados dois grupos de trabalho, um dos quais irá preparar propostas para alterar o quadro regulamentar e outro, propostas de áreas específicas de cooperação ambiental.

As delegações brasileira e russa se propuseram ainda a criar uma espécie de plataforma para a parceria público-privada no domínio da proteção ambiental.

Brics na liderança

Em discurso na abertura da reunião, o subsecretário-geral da ONU e diretor-executivo do UNEP, Achim Steiner, ressaltou que a “Organização das Nações Unidas reconhece que, em um futuro próximo, os países do Brics irão definir o rosto do mundo” e influenciar os mecanismos para criação de um plano global de desenvolvimento sustentável.

Também referindo-se ao caráter construtivo da cooperação, o ministro dos Recursos Naturais da Rússia, Serguêi Donskoi, declarou que “os países do Brics devem se tornar locomotivas do desenvolvimento mundial também na área do meio ambiente”.

“A proteção dos recursos hídricos, a conservação das florestas, a melhoria da atmosfera – tudo isso requer novas abordagens. ‘Tecnologia verde’ que pode ser criada em conjunto. O desenvolvimento sustentável é a passagem das declarações para as ações concretas”, finalizou.

Fonte: Gazeta Russa


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