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EM MENSAGEM DE PÁSCOA, FRANCISCO PEDE FIM DE CONFLITOS NO MUNDO

Cerca de 100 mil fiéis se reuniram na Praça de S. Pedro, no Vaticano

01/04/2018

Em discurso no Vaticano, papa expressou preocupação com violência na Ucrânia, Síria, República Centro-Africana, no Sudão do Sul e na Venezuela. E ressaltou a mensagem de amor ao próximo pregada por Cristo.

Em sua mensagem de Páscoa pronunciada neste domingo (01/04) no Vaticano, o papa Francisco apelou para que tenham fim as velhas e novas hostilidades. Referindo-se às tensões na Ucrânia, ele exortou todos os envolvidos a encontrar uma solução através de negociações, com o auxílio da comunidade internacional.

O pontífice dirigiu-se também às partes em conflito na Síria, para que coloquem fim à violência, sobretudo contra a população civil. Ao mesmo tempo, expressou aos cerca de 100 mil fiéis reunidos da Praça de São Pedro a esperança de que as negociações de paz entre israelenses e palestinos terão resultado positivo.

Sobre a onda de perseguição a cristãos, Francisco lamentou os atentados contra igrejas na Nigéria, assim como os sequestros de padres e bispos em diversos locais. Ele ainda chamou, expressamente, a atenção para a violência da República Centro-Africana, no Sudão do Sul e na Venezuela.

"Bom almoço"

O papa lembrou que a boa nova do Cristo ressuscitado na Páscoa "é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído".

Durante a missa de Páscoa na Praça de São Pedro, Francisco rezou para que o Senhor ressuscitado ajude a humanidade a vencer a chaga da fome, “agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices”, assim como para proteger os indefesos, “sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objeto de exploração e de abandono”.

Ao fim da cerimônia do Domingo de Páscoa, o papa argentino de 77 anos concebeu a tradicional benção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo). A exemplo do ano anterior, ele abriu mão das saudações pascais em diversos idiomas, como era hábito de seus antecessores, João Paulo 2º e Bento 16. Em vez disso, Francisco se despediu singelamente, desejando "bom almoço", antes de atravessar, no papamóvel aberto, a multidão reunida na praça.

Fonte: DW


PAPA FRANCISCO LEVANTA DEBATE SOBRE MEIO AMBIENTE NO PERU

Região visitada pelo papa sofre com o desmatamento e a mineração ilegal (Foto: Flickr)

23/01/2018

Papa visitou a Amazônia peruana no fim de semana e conversou com indígenas sobre a importância de preservar o meio ambiente

O Papa Francisco desembarcou na Amazônia peruana no último fim de semana para falar da defesa da terra com milhares de indígenas, em um espaço que sofre constantemente com desmatamento e mineração ilegal. No Chile, ao longo da última semana, o pontífice já havia se encontrado com integrantes da tribo Mapuche e destacado os laços entre o meio ambiente e os povos indígenas.

Logo em sua chegada, o papa foi recebido com gritos de “Francis, Francis, você é agora amazônico”. Em seu primeiro evento oficial, a bordo do papamóvel, ele dirigiu-se a uma multidão indígena do Peru e países vizinhos, e falou sobre problemas ambientais que a Amazônia tem enfrentado, incluindo agronegócio, mineração, exploração madeireira e a perfuração de petróleo e gás.

“Nós temos que romper com o paradigma histórico que vê a Amazônia como uma fonte inesgotável de suprimentos para outros países, sem preocupação para seus habitantes. A defesa da Terra não tem outro objetivo que não a defesa da vida. Há que definir limites para ajudar a nos preservar de todos os planos para uma destruição maciça do habitat que nos torna quem somos”, apontou o pontífice, durante um discurso de 20 minutos.

A visita do papa se baseia em seu tratado inovador sobre o meio ambiente: a encíclica de Laudato Si (2015), que orienta fiéis e clérigos sobre as questões ambientais fundamentais. Além disso, a viagem pelos países sul-americanos também serve como planejamento para uma conferência de bispos da Bacia Amazônica, convocada para outubro de 2019. O Papa Francisco, porém, não entrou em assuntos como demarcação territorial ou títulos de propriedade.

“A Amazônia é nossa casa, mas também são os pulmões do mundo. Temos que trabalhar muito mais para parar o desmatamento. Há planos para a soja. Você pode imaginar o que isso fará? Seria devastador”, apontou o reverendo Juan Elias, um sacerdote da selva da Bolívia, em Pando, falando também das intenções do agronegócio com a expansão da Soja.

Indígenas brasileiros

Angelton Arara, do povo indígena brasileiro Arara do Pará, fazia parte da delegação que representava 32 povos indígenas do Brasil, que viajaram ao Peru para apresentar as suas queixas ao papa.

“A igreja tem que fazer com que nossos governos vejam que suas políticas estão destruindo o meio ambiente e nós com isso. Queremos mais apoio da igreja, e queremos que nossos governos sigam o que a igreja diz. Não podemos mais falar. Precisa haver uma ação real, porque estamos sendo mortos enquanto esperamos”, explicou o indígena.

Apenas em 2016, mais de 100 indígenas foram mortos no Brasil, segundo o Conselho Missionário Indígena. Em setembro de 2017, 10 pessoas de um grupo que vive em isolamento voluntário perto da fronteira com o Peru foram assassinadas.

Segundo o papa, os indígenas que vivem em isolamento são os mais vulneráveis, e não devem ser considerados um “tipo de museu de um modo de vida passado”. A maior parte das pessoas que vivem em isolamento voluntário é encontrada na fronteira entre Peru e Brasil.

Mineração ilegal

O diretor do World Wildlife Fund para o clima e energia, Manuel Pulgar-Vidal, que foi ministro do Meio Ambiente do Peru por quase cinco anos, espera que os depoimentos indígenas ajudem a fundamentar a encíclica em questões cotidianas. Além disso, Pulgar-Vida disse que Puerto Maldonado e a floresta amazônica do sudeste da Amazônica oferecem exemplos trágicos sobre a visão do papa.

“É preciso que os sacerdotes sejam capazes não só de falar sobre o meio ambiente, mas de ancorar em problemas reais. Isso não foi feito, e é por isso que a mensagem [da encíclica] não teve o impacto que deveria ter”, apontou Pulgar-Vidal.

Em 2016, o Peru perdeu quase 407 mil hectares de floresta tropical, 5,2% a maios do que em 2015. Entre 2001 e 2016, o país perdeu aproximadamente 4,9 milhões de acres por causa do desmatamento causado pela agricultura, construção de estradas e mineração ilegal. Madre de Dios, o estado no qual Puerto Maldonado é a capital, perdeu mais de 42 mil acres de floresta em 2016.

A mineração ilegal de ouro é a principal responsável pelo desmatamento das florestas em Madre de Dios, causando a contaminação do solo, da água e do ar devido ao uso de produtos tóxicos, como o mercúrio, que é utilizado para extrair ouro do rio. Já quando a mineração ocorre em terra, normalmente o local fica estéril, com poucas plantas retornando depois que os mineradores movimentam.

Mesmo não tendo minas de ouro em larga escala, Madre de Dios produziu 12 toneladas de ouro nos primeiros 11 meses de 2017, segundo o ministério de Minas e Energias, representando pouco mais de 9% da produção de ouro no Peru, que é o sexto maior produtor do minério do mundo. Em 2017, o governo destruiu 284 campos de mineração ilegais, sendo a maioria em Madre de Dios.

“Existe outro assalto devastador a vida ligada a esta contaminação ambiental favorecida pela mineração ilegal. Estou falando de tráfico de seres humanos: trabalho escravo e abuso sexual”, apontou o Papa Francisco. Ainda em 2017, o governo peruano lançou dezenas de investigações criminais ligadas à mineração ilegal, inclusive de tráfico de humanos.

Francisco convida cientistas a se aliarem na defesa do meio ambiente

Papa destaca papel essencial dos cientistas no cuidado com o meio ambiente - AP

29/11/2016

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã de segunda-feira (28/11), os membros da Pontifícia Academia das Ciências que participam de sua Plenária sobre o tema da sustentabilidade.

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que nunca como agora é evidente a missão da ciência a serviço de um novo equilíbrio ecológico global. De modo especial, ressaltou a renovada aliança entre a comunidade científica e a comunidade cristã para proteger a casa comum, “ameaçada pelo colapso ecológico e pelo consequente aumento da pobreza e da exclusão social”.

Citando a Encíclica Laudato si’, o Papa falou da necessidade de uma “conversão ecológica”, que requer, de um lado, a plena assunção da responsabilidade humana para a com a criação e os seus recursos e, de outro, a busca da justiça social e a superação de um sistema injusto que produz miséria, desigualdade e exclusão.

Novo modelo

Para Francisco, cabe antes de tudo aos cientistas – livres de interesses políticos, econômicos e ideológicos – construir um modelo cultural para enfrentar a crise das mudanças climáticas e de suas consequências. Do mesmo que foi capaz de estudar e demonstrar a crise do planeta, hoje a categoria é chamada a construir uma liderança que indique soluções nos campos hídrico, das energias renováveis e da segurança alimentar.

Os cientistas, acrescentou, podem colaborar num sistema normativo que inclua limites invioláveis e garanta a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder produzam danos irreversíveis não somente ao meio ambiente, mas também à convivência, à democracia, à justiça e à liberdade.

O Pontífice criticou a submissão da política à tecnologia e à finança, que buscam o lucro acima de tudo. Esta submissão é demonstrada pelo atraso na aplicação dos acordos mundiais sobre o meio ambiente, além das contínuas guerras de predomínio disfarçadas de nobres reivindicações, que causam sempre mais prejuízos à natureza e à riqueza moral e cultural dos povos.
Não obstante isso, exortou o Papa, “não percamos a esperança e vamos aproveitar o tempo que o Senhor nos dá”, pois existem inúmeros sinais encorajadores de uma humanidade que quer reagir, escolher o bem comum e regenerar-se com responsabilidade e solidariedade.

Plenária

“Ciência Sustentabilidade. Impacto dos conhecimentos científicos e da tecnologia sobre a sociedade humana e sobre o meio ambiente” é o tema da Plenária deste ano da Academia.

Desde o dia 25, os membros são convidados a refletir sobre como os avanços científicos já alcançados ou ainda a serem descobertos podem impactar de maneira positiva ou negativa  no desenvolvimento sustentável das sociedades e em seu meio ambiente.
Universidade de São Paulo

O único brasileiro membro da Pontifícia Academia é o Professor da Universidade de São Paulo (USP), Vanderlei Bagnato. Em sua palestra, em 29 de novembro, Dr. Bagnato desenvolverá o tema “Novas formas fotônicas para controlar infecções locais em crianças - Evitando a catástrofe antibiótica”.



Vaticano e o meio ambiente: ilha ecológica para tratamento de resíduos

15/11/2016 

Cidade do Vaticano (RV) – A segunda-feira (14) marca o início das operações da nova área ecológica localizada dentro do Vaticano. Mesmo com extensões territoriais limitadas, o menor país do mundo produz seus resíduos e uma ilha ecológica vai otimizar o programa de coleta diferenciada do lixo gerado dos escritórios e dos apartamentos dos residentes.

Uma área dentro do Vaticano foi individuada pela Direção de Serviços Técnicos e adaptada segundo exigências específicas para ilhas ecológicas, ou seja, locais de coleta seletiva de lixo. Dezenas de pessoas irão trabalhar no diagnóstico e gestão dos mais diversos resíduos que depois serão encaminhados para reciclagem ou reutilização. Um compactador de embalagens de papel e papelão servirá como teste para inaugurar a nova área que, num segundo momento, deverá se transformar em ponto de coleta principal para toda a Cidade do Vaticano.

Nos últimos dois anos  diversos coletores de diferentes cores para a separação seletiva do lixo foram distribuídos aos usuários e residentes. A própria Encíclica Laudato si’ de Papa Francisco contribuiu em modo determinante para acelerar a realização do sistema de coleta de maneira mais organizada. A ilha ecológica do Vaticano será capaz de dar um destino adequado aos resíduos para aumentar a reciclabilidade de materiais.


Papa Francisco pode vir à Amazônia discutir meio ambiente

Na oportunidade, o Papa Francisco recebeu das mãos de Virgílio uma carta 
assinada em conjunto com o Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani.
Foto: Gabriela Marino/Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano
01/11/2016

Convite foi feito, oficialmente, no Vaticano, onde foi realizado o Simpósio Internacional dos Jovens para o Desenvolvimento Sustentável

O superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgilio Viana, entregou pessoalmente a Sua Santidade o Papa Francisco um convite para visitar a Amazônia em 2017. O histórico convite aconteceu neste domingo (30), no Vaticano, durante o 3º Simpósio da Juventude do Vaticano, realizado pela Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Na oportunidade, o Papa Francisco recebeu das mãos de Virgílio uma carta assinada em conjunto com o Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, que externa a satisfação da Arquidiocese e da cidade de Manaus em receber Sua Santidade em solo amazonense.

“A entrega foi emocionante: o Papa Francisco foi muito simpático, apertou a minha mão, ouviu e recebeu muito bem o convite. A Amazônia, o Brasil e o planeta estão precisando de um compromisso mais sério com o desenvolvimento sustentável, e a palavra do Papa será muito importante para isso”, destaca o superintendente Virgilio Viana.

O Papa também foi presenteado com a fotografia de um mural grafitado com a Sua Santidade, elaborada pelo artista amazonense Raiz Campos, e que estampa o muro da Fundação, no bairro Parque Dez, em Manaus.

Virgílio Viana está no Vaticano como coordenador para a Amazônia da Rede SDSN, no 3º Simpósio da Juventude do Vaticano, que termina nesta segunda-feira (31). Convidado pelo chanceler da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, Monsenhor Marcelo Sorondo, Viana compõe o painel que escolherá as duas melhores soluções para o desenvolvimento sustentável elaborada por 50 lideres jovens, representando mais de 30 países, de todos os continentes do mundo. Além dele, participa do evento também a representante jovem da Rede SDSN na região, Gabriela Sampaio.

Secretariada pela FAS, a SDSN-Amazônia tem apoiado diversas iniciativas voltadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Bacia Amazônica. Dentre elas estão o Programa de Desenvolvimento Integral  da Criança e do Adolescente (Dicara), que tem feito oficinas sobre a Agenda 2030 com ribeirinhos na faixa etária de sete a 17 anos, e o Repórteres da Floresta, que estimula o protagonismo juvenil com estudantes dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS) em cinco Unidades de Conservação (UCs) do Estado.

Encíclica Laudato Si para a Amazônia

Em setembro de 2015, a FAS e SDSN-Amazônia participaram ativamente do lançamento da Encíclica 'Laudato Si' na região. O documento, escrito pelo Papa Francisco, foi lançado na aldeia Kambeba Três Unidos, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, com a presença do Monsenhor Marcelo Sanchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano, do Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani e do presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Claudio Hummes. Na mesma semana, a Encíclica foi também apresentada à sociedade civil amazônica em evento realizado na sede da FAS.

A ‘Laudato Si’ (Louvado Seja) foi o primeiro documento da Igreja Católica que trata especificamente de questões ambientais. A carta é direcionada a todas as pessoas do planeta, independente da religião ou credo.

Fonte: Portal D24am


DiCaprio libera documentário sobre meio ambiente na íntegra no YouTube, Facebook e Twitter


01/11/2016

A primeira boa notícia: o ator Leonardo DiCaprio, conhecido por seu ativismo no campo ambiental, dirigiu um documentário chamado Before the Flood, produzido em parceria com a National Geographic. A segunda boa notícia: e o material está inteirinho disponível no YouTube de forma gratuita, entre outras plataformas online. A má notícia: o vídeo com 1 hora e 35 minutos de duração só poderá ser visto até seis de novembro. Portanto, se você quiser assistir, terá de correr.

Neste filme, o ator, conhecido por vários trabalhos desde Titanic e O Lobo de Wall Street, investiga várias causas e efeitos da mudança climática, que tem sido danosa para diversas espécies animais, ecossistemas e comunidades ao redor do mundo.

Entre os entrevistados estão o presidente Barack Obama, o Papa Francisco e o empreendedor Elon Musk, que comanda a Telsa, criadora de carros elétricos de direção autônoma, e responsável também pela SpaceX, empresa privada de exploração espacial.

Veja o documentário:


O material, incrivelmente, ganhou uma versão upada diretamente no Twitter:


E também para Facebook:

A entrevista com o empreendedor australiano começa aos 57 minutos do vídeo. Da planta da fábrica localizada em Nevada, Musk fala que usa os conhecimentos científicos para melhorar a produção de veículos e engrandece a criação de baterias da Tesla, consideradas uma fonte limpa em relação à mineração e com muito menos impacto ambiental que a hidrelétrica. O CEO, inclusive, revela planos de fornecer energia limpa para absolutamente o planeta inteiro através de suas empresas.

Não à toa, a Tesla anunciou na última semana um painel solar inquebrável e que pode substituir até mesmo o teto de uma residência e de longevidade impressionante, segundo apresentado. O bilionário mostrou ao público a nova geração da bateria doméstica Tesla Powerwall, Construído por um vidro especial feito de quartzo, o material do painel permite a entrada de luz na parte superior para alimentar as células, ao mesmo tempo em que se mantém opaco para quem olha a casa da rua.

Apenas no YouTube, Before the Flood já foi assistido 1,3 milhão de vezes até o momento. Os produtores do filme, a 21st Century Fox e a National Geographic, alegam que vão doar dinheiro para duas Ongs que cuidam da natureza a cada #BeforeTheFlood postado no Facebook, Twitter e Instagram até 18 de novembro.


Papa envia doação às vítimas do furacão no Haiti

Haiti foi devastado pelo Furacão Matthew na terça-feira, 4  
Foto: Logan Abassi UN/ MINUSTAH

16/10/2016

O Pontifício Conselho “Cor Unum” anunciou nesta sexta-feira, 14, que o Papa Francisco enviou uma contribuição de 100 mil dólares para o socorro às vítimas do furação “Matthew”.

O furacão de categoria 4 arrasou o país caribenho na última terça-feira, 4, com ventos de até 230km/h, provocando a morte de cerca de 900 pessoas e deixando milhares de desabrigados.

Apostólica através das dioceses que foram mais atingidas pela calamidade.”É uma ajuda que expressa em concreto os sentimentos de ‘espiritual proximidade’ e o ‘paterno encorajamento do Sumo Pontífice’ para com as pessoas destes territórios”, destaca o comunicado à imprensa.

Este contributo integra-se na rede de ajudas que de imediato foram constituídas em toda a Igreja Católica e que envolve diversas conferências episcopais, a Caritas Haiti e a Caritas Internacional.
Fonte: Rádio Vaticano/Canção Nova


Papa pede solidariedade mundial ao Haiti após furacão

Foto: EFE

09/10/2016

O Papa Francisco expressou neste domingo (9) "confiança no sentido de solidariedade" das comunidades internacional e católicas para ajudar a população do Haiti, devastada pela passagem do furacão Matthew.

"Conheci com dor as graves consequências provocadas pelo furacão que nos últimos dias afetou o Caribe, principalmente o Haiti, deixando várias vítimas e deslocados, além de danos materiais", disse após a reza do Ângelus dominical.

O pontífice enviou condolências às pessoas desabrigadas e convidou o mundo a se "unir à oração por estes irmãos e irmãs, tão duramente afetados".

O furacão Matthew arrasou o Haiti, onde segundo a apuração provisória morreram 336 pessoas, apesar de diversas autoridades indicarem que o número de mortos já passa de 870. Além disso, foram registrados 211 feridos e 61.537 pessoas permanecem deslocadas.

Após a passagem pelo Caribe, o furacão Matthew voltou a tocar a terra nos Estados Unidos, no estado da Carolina do Sul.

Fonte: Terra


Na ONU, papa condena exclusão social e pede regulação de sistema financeiro

Papa Francisco é recebido pelo secretário-geral da Organização das Nações 
Unidas (ONU), Ban Ki-moon antes de seu discurso na cúpula sobre o 
desenvolvimento sustentável (Joshua Lott/ POOL)

25/09/2015

Em seu discurso hoje (25), na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o papa Francisco fez uma ampla defesa dos direitos humanos e da proteção ao meio ambiente. Ele fez críticas ao lucro indiscriminado de organismos financeiros que não estão submetidos ao interesse coletivo, defendendo, inclusive, a regulação desses organismos. O Papa discursou diante de 150 chefes de Estado e de governo, entre eles a presidenta Dilma Rousseff, reunidas na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável..

Ele chamou a gestão econômica global de '"irresponsável" e disse que a economia mundial não deve ser guiada pela ambição e riqueza. Defendeu que os organismos financeiros internacionais devem se comprometer com o financiamento do desenvolvimento sustentável dos países. "Os organismos financeiros internacionais deveriam promover o progresso, ao invés de submeter as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência", declarou.

Durante os 35 minutos de discurso, o Papa tocou em vários pontos presentes na Agenda de Desenvolvimento Sustentável Pós-2015, a chamada Agenda 2030. Em diversos momentos chamou os líderes a combater a exclusão social e cobrou, dos países mais desenvolvidos, maior comprometimento com a principal meta do documento: a eliminação da pobreza extrema do mundo.

Proteção ambiental

O papa Francisco também enfatizou a defesa do meio ambiente e disse que "a sede de poder e a propriedade material sem limites”, são fatores que favorecem a manutenção da miséria. Ele lembrou que a "destruição da biodiversidade ameaça a própria existência da espécie humana" e, ao defender o desenvolvimento sustentável, criticou a cultura do descarte.

Para o papa, o mau uso do meio ambiente está relacionado com os processos de exclusão social, em um mundo onde "os mais pobres também são descartados da sociedade". O pontífice pediu que todos os países cumpram as promessas e metas propostas conjuntamente pelos países-membros da ONU e que se esforcem para combater os efeitos do aquecimento global.

O papa Francisco também citou a Conferência sobre o Clima, que vai ocorrer em dezembro, em Paris, e se disse otimista com a assinatura de um acordo global sobre o tema.

Fundamentalismo religioso e diplomacia

O papa Francisco citou a perseguição aos cristãos em alguns países, sobretudo no Oriente Médio e no Norte da África e a intolerância religiosa. "É uma situação dolorosa ver estes cristãos e patrimônios culturais e religiosos destruídos", frisou.

Ele elogiou o acordo para o fim da atividade nuclear no Irã – sem citar o país, como resultado da boa vontade política de líderes mundiais. "O recente acordo sobre a questão nuclear em uma região sensível da Ásia e do Oriente Médio é uma prova das possibilidades da boa vontade política e do direito exercitados com sinceridade, paciência e constância", disse.

Em outro momento do discurso, defendeu o combate a vários tipos de crimes, como o narcotráfico, a lavagem de dinheiro e o tráfico de seres humanos. Para ele, o narcotráfico mata milhões de pessoas silenciosamente e não é suficientemente combatido.

70 anos da ONU

Ao iniciar seu discurso, o Papa mencionou importância da ONU, em seus 70 anos de ação, como organismo de mediação. "A história da comunidade organizada de estados representada pela ONU é uma história de importantes êxitos comuns, em um período de inusitada aceleração dos acontecimentos", disse.

Antes do discurso no Plenário, o Papa se reuniu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e fez uma declaração rápida aos funcionários das Nações Unidas, agradecendo o trabalho deles e pedindo orações. "Rezem por mim", pediu.



WWF chama a atenção do mundo para conservação da Amazônia

Crédito: Marco Antônio Teixeira/WWF-Brasil

05/09/2015

Na noite deste sábado (5), Dia da Amazônia, o Cristo Redentor, localizado no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi iluminado com imagens da Amazônia para chamar a atenção da população brasileira e do mundo para a importância das áreas protegidas. A ação, promovida pelo WWF-Brasil, contou com fotos produzidas por destacados fotógrafos brasileiros como Adriano Gambarini, Edward Parker, Zigg Koch e Leonardo Milano.

Em mensagem especial enviada para a ocasião, o papa Francisco disse que estava alegre com a iniciativa de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de proteger a maior floresta tropical do mundo. Citando sua inovadora encíclica Laudato SI’, o pontífice afirmou:

“Possa o Santuário do Cristo Redentor, com a imagem de Jesus com seus braços abertos sobre a exuberante paisagem da natureza servir de lembrança que – Não somos Deus. A Terra existe antes de nós, e foi-nos dada. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Cada comunidade pode tomar da bondade da Terra aquilo de que necessita para sua sobrevivência. Mas tem também o dever de proteger e garantir a continuidade da sua fertilidade para as gerações futuras”.

No mesmo dia, como parte da campanha, O WWF-Alemanha também chamou a atenção para as áreas protegidas do Brasil em uma celebração próxima à Catedral de Colônia, uma das mais importantes da Europa.

Lá, foram projetadas 150 fotos do brasileiro Sebastião Salgado, coletadas por ele em expedições pela Amazônia e que integram sua “Gênesis”. O fotógrafo, conhecido por sua paixão em defender a natureza e a relação de respeito do homem com o meio ambiente, participou do evento em apoio ao WWF.

As manifestações nas duas cidades ocorrem em um momento em que o mundo se prepara para as discussões sobre o acordo global para enfrentar as mudanças no clima da Terra – um tema em que as florestas têm papel crucial. A ação só foi possível graças à parceria entre o WWF-Brasil, a Arquidiocese do Rio de Janeiro e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

“O Dia da Amazônia foi uma forma que encontramos para chamar a atenção sobre a importância das áreas protegidas, entre as quais estão as unidades de conservação e as terras indígenas. A maior parte destas áreas fica na região amazônica. Protegê-las é a garantia de água, alimentos, biodiversidade e segurança climática para milhões de brasileiros”, destacou Carlos Nomoto, secretário-executivo do WWF-Brasil durante a celebração no Rio.

O superintendente executivo de Políticas Públicas e Relações Externas do WWF-Brasil, Henrique Lian, completou, lembrando que que a mensagem do papa Francisco indica o quanto a conservação das florestas tropicais tornou-se uma preocupação mundial.

“O papa já havia se manifestado sobre esse tema na sua encíclica, que trouxe para a vida do cidadão comum um sentimento proximidade e de respeito com a natureza. Agora ele reforça essa mensagem para esta ação e pede que ajudemos a cuidar da nossa casa comum”, ressaltou Lian.

Futuro 

Entre unidades de conservação (parques, reservas, estações ecológicas) e terras indígenas, as áreas protegidas brasileiras somam cerca de 2,6 milhões de quilômetros quadrados. Essas áreas representam o futuro climático, a garantia de água para as cidades e importantes ativos ambientais para a economia brasileira. Também são a certeza da manutenção de ciclos hídricos fundamentais para a garantia de água que irá abastecer cidades e a agricultura.

O Cristo Redentor, um dos ícones brasileiros, e maior santuário a céu aberto do país, está situado em uma área protegida, o Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do país. A história desta unidade de conservação é um exemplo da importância da conservação das florestas.

“É simbólico que este evento aconteça no Parque Nacional da Tijuca. Há 150 anos a sociedade percebeu que o desmatamento dessas montanhas era a causa das secas no Rio de Janeiro e foi iniciado o reflorestamento. Ainda hoje, essa é uma lição que precisa ser aprendida. A conservação e a recuperação das florestas são fundamentais para manter condições ambientais adequadas para a nossa vida", disse o chefe do parque Ernesto Viveiros de Castro.

Unidades de conservação e terras indígenas também estocam quantidades gigantescas de carbono, que se fossem liberadas para a atmosfera, tornariam o clima terrestre caótico. Além dos serviços ecossistêmicos que as áreas protegidas prestam à humanidade, elas funcionam como barreiras ao avanço do desmatamento, da fronteira agrícola e dos incêndios florestais.

Apesar de sua importância e de serem legalmente constituídas, as áreas protegidas estão ameaçadas por uma série de fatores econômicos e políticos. Dezenas de projetos de lei e iniciativas no Congresso Nacional colocam essas áreas em risco ou impedem o desenvolvimento de mecanismos que ampliem a proteção às unidades de conservação e terras indígenas.

"Vamos pedir a Deus que ajude nossa sociedade a tomar consciência sobre a importância dessas áreas, para que elas possam durar para sempre, em nome das futuras gerações”, salientou o padre Omar Raposo, Reitor do Santuário Cristo Redentor, representante da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Crédito: Marco Antônio Teixeira/WWF-Brasil

Crédito: Marco Antônio Teixeira/WWF-Brasil

Crédito: Marco Antônio Teixeira/WWF-Brasil

Crédito: Marco Antônio Teixeira/WWF-Brasil

Fonte: WWF-Brasil



Papa estabelece dia anual de cuidado com o meio ambiente para Igreja Católica

Papa Francisco durante encontro com jovens católicos, na semana passada
Tony Gentile/Reutrs

11/08/2015 

O papa Francisco, na esteira da reação em grande medida positiva à sua encíclica sobre ecologia, estabeleceu, nesta segunda-feira (10), um “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação” para os católicos, cujo objetivo é atrair atenção para os riscos enfrentados pelo planeta.

O dia, a ser comemorado pelos 1,2 bilhão de católicos romanos no dia 1º de setembro, é o passo mais recente de Francisco para colocar em destaque as preocupação ambientais antes de uma importante reunião de cúpula da ONU sobre as mudanças climáticas, marcada para dezembro em Paris.

“Como cristãos, desejamos contribuir para resolver a crise ecológica pela qual passa a humanidade atualmente”, disse Francisco em uma carta a dois cardeais do Vaticano cujos departamentos estão envolvidos em questões de justiça, paz e união cristã.

O dia 1º de setembro também marca o dia de proteção do meio ambiente para os cristãos ortodoxos, o que dá ao gesto um simbolismo adicional nas relações entre as ramificações ocidental e oriental do cristianismo.

Francisco disse que o dia, a ser marcado por eventos em todas as dioceses católicas do mundo, ofereceria aos católicos “uma oportunidade adequada para reafirmar sua vocação pessoal para serem condutores da criação.”

Francisco disse que seria também uma oportunidade para “agradecer a Deus pelo maravilhoso trabalho que ele confiou aos nossos cuidados, e para implorar a ajuda dele na proteção da criação, assim como seu perdão pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos.”

Em junho, o papa emitiu uma encíclica sobre as mudanças climáticas, a primeira da história a ser dedicada ao meio ambiente. O chamado aos religiosos tem o potencial de estimular os católicos de todo mundo a pressionarem as autoridades sobre questões ecológicas.

O pontífice tem dito que quer que a encíclica e outras iniciativas da Igreja exerçam influência sobre a cúpula da ONU em Paris, em dezembro, que tem a meta de atingir um acordo de combate às mudanças climáticas depois de alguns fracassos passados.




Carta de Santa Cruz defende reforma agrária e produção de alimentos saudáveis



08/08/2015

Documento entregue ao Papa Francisco foi elaborado no 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares, na Bolívia.

Por Catiana de Medeiros

A defesa da terra e da soberania alimentar fazem parte da Carta de Santa Cruz, elaborada por militantes sociais de 40 países durante o 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares, realizado entre os dias 7 a 9 de julho, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

O documento defende a promoção da Reforma Agrária integral, com a distribuição de terra de forma justa e equitativa.

Alerta ainda para “o surgimento de novas formas de acumulação e especulação da terra e do território como mercadorias, vinculadas ao agronegócio, que promove a monocultura destruindo a biodiversidade, consumindo e contaminando a água, deslocando populações camponesas e utilizando agrotóxicos que contaminam os alimentos”.

As organizações também reafirmaram a luta em defesa da produção de alimentos saudáveis e da soberania alimentar, condenando os transgênicos.

A Carta de Santa Cruz foi entregue ao Papa Francisco no último dia 11, quando esteve reunido pela segunda vez com os movimentos populares, na Bolívia. O primeiro encontro dos militantes com o Papa ocorreu em 2014, no Vaticano.

Confira abaixo a íntegra da carta:

Carta de Santa Cruz

As organizações sociais reunidas no Segundo Encontro Mundial de Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, durante os dias 7, 8 e 9 de julho de 2015, concordamos com o papa Francisco em que as problemáticas social e ambiental emergem como duas faces da mesma moeda. Um sistema incapaz de garantir terra, teto e trabalho para todos, que mina a paz entre as pessoas e ameaça a própria subsistência da Mãe Terra, não pode seguir regendo o destino do planeta.

Devemos superar um modelo social, político, econômico e cultural onde mercado e o dinheiro se converteram nos reguladores das relações humanas em todos os níveis.

Nosso grito, o grito dos mais excluídos e marginalizados, obriga que os poderosos compreendam que não se pode seguir dessa forma. Os pobres do mundo se levantaram contra a exclusão social que sofrem cotidianamente. Não queremos explorar, nem sermos explorados. Não queremos excluir, nem sermos excluídos. Queremos construir um modo de vida no qual a dignidade se alce por cima de todas as coisas.

Por isso, nos comprometemos a:

1. Impulsionar e aprofundar o processo de mudança

Reafirmamos nosso compromisso com os processos de transformação e libertação como resultado da ação dos povos organizados, que a partir de suas memória coletiva tomam a história em suas mãos e decidem transformá-la, para dar vida às esperanças e às utopias que nos convocam a revolucionas as estruturas mais profundas de opressão, dominação, colonização e exploração.

2. Viver bem, em harmonia com a Mãe Terra

Seguiremos lutando para defender e proteger a Mãe Terra, promovendo a “ecologia integral” de que fala o papa Francisco. Somos fiéis a filosofia ancestral do “bem viver”, nova ordem de vida que propõe harmonia e equilíbrio nas relações entre os seres humanos e entre estes e a natureza.

A terra não nos pertence, nós pertencemos à terra. Devemos dela cuidar e trabalhá-la em benefício de todos. Queremos leis ambientais em todos os países em função do cuidado dos bens comuns.

Exigimos a reparação histórica e um marco jurídico que resguarde os direitos dos povos indígenas em nível nacional e internacional, promovendo um diálogo sincero a fim de superar os diversos e múltiplos conflitos que atravessam os povos indígenas, originários, camponeses e afrodescendentes.

3. Defender o trabalho digno

Nos comprometemos a lutar na defesa do trabalho como direito humano. Pela criação de fontes de trabalho digno, pelo desenho e implementação de políticas que restituam todos os direitos trabalhistas eliminados pelo capitalismo neoliberal, tais como os sistemas de seguridade social, a aposentadoria e o direito de sindicalização.

Rechaçamos a precarização, a terceirização e buscamos que se supere a informalidade através da inclusão, nunca com perseguição ou repressão.

Também levantamos a causa dos migrantes, deslocados e refugiados. Instamos aos governos dos países ricos a que derroguem todas normas que promovem tratamento discriminatório contra eles e que estabeleçam formas de regulação que eliminem o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e a exploração infantil.

Impulsionaremos formas alternativas de economia, tanto em áreas urbanas como em zonas rurais. Queremos uma economia popular e social comunitária que resguarde a vida das comunidades e que prevaleça a solidariedade acima do lucro. Para isso é necessário que os governos fortaleçam os esforços que emergem das bases sociais.

4. Melhorar nossos bairros e construir moradias dignas

Denunciamos a especulação e a mercantilização dos terrenos e bens urbanos. Rechaçamos os despejos forçados, o êxodo e o crescimento dos bairros marginalizados. Rechaçamos qualquer tipo de perseguição judicial contra aqueles que lutam por uma casa para sua família, porque entendemos a moradia como um direito humano básico, o qual deve ter caráter universal.

Exigimos políticas públicas participativas que garantam o direito à moradia, a integração urbana de bairros marginalizados e o acesso integral ao habitat para edificar casas com segurança e dignidade.

5. Defender a Terra e a soberania alimentar

Promovemos a reforma agrária integral para distribuir a terra de maneira justa e equitativa. Chamamos a atenção dos povos para o surgimento de novas formas de acumulação e especulação da terra e do território como mercadorias, vinculadas ao agronegócio, que promove a monocultura destruindo a biodiversidade, consumindo e contaminando a água, deslocando populações camponesas e utilizando agrotóxicos que contaminam os alimentos.

Reafirmamos nossa luta pela eliminação definitiva da fome, pela defesa da soberania alimentar e pela produção de alimentos saudáveis. Também rechaçamos enfaticamente a propriedade privada de sementes por grandes grupos agroindustriais, assim como a introdução de produtos trangênicos substituindo aos nativos, pois destroem a reprodução da vida e da biodiversidade, criam dependência alimentar e causam efeitos irreversíveis sobre a saúde humano e o meio ambiente. Nesse sentido, reafirmamos a defesa dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas em relação à agricultura sustentável.

6. Construir a paz e a cultura do encontro

Nos comprometemos, a partir da vocação pacífica de nossos povos a intensificar as ações coletivas que garantam a paz entre todas as pessoas, povos, religiões, etnias e culturas.

Reafirmamos a pluralidade de nossas identidades culturais e tradicionais que devem conviver harmoniosamente sem que umas se sobreponhas a outras. Nos levantamos contra a discriminação de nossa luta, pois estão criminalizando nossos costumes.

Condenamos qualquer tipo de agressão militar e nos mobiliamos pelo cessar imediato de todas as guerras e ações desestabilizadoras ou golpes de Estado, que atentam contra a democracia e a vontade dos povos livres.

Rechaçamos o imperialismo e as novas formas de colonialismo, sejam militares, financeiras ou midiáticas. Nos pronunciamos contra a impunidade dos poderosos e a favor da liberdade dos lutadores sociais.

7. Combater a discriminação

Nos comprometemos a lutar contra qualquer forma de discriminação entre os seres humanos, seja por diferenças étnicas, cor de pele, gênero, origem, idade, religião ou orientação sexual. Todas e todos, mulheres e homem, devemos ter os mesmos direitos. Condenamos o machismo, qualquer forma de violência contra a mulher, em particular os feminicídios, e gritamos: Nenhuma a menos!

8. Promover a liberdade de expressão

Promovemos o desenvolvimento de meios de comunicação alternativos, populares e comunitários, frente ao avanço dos monopólios midiáticos que ocultam a verdade. O acesso à informação e a liberdade de expressão são direitos dos povos e fundamento de qualquer sociedade que se pretenda democrática, livre e soberana.

O protesto é também um forma legítima de expressão popular. É um direito e aqueles que o exercem não devem ser perseguidos.

9. Colocar a ciência e a tecnologia a serviço dos povos

Nos comprometemos a lutar para que a ciência e o conhecimento sejam utilizados a serviço do bem-estar dos povos. Ciência e conhecimento são conquistas de toda a humanidade e não podem estar a serviço do lucro, exploração, manipulação ou acumulação de riquezas por parte de alguns grupos. Persuadimos a que as universidades se encham de povo e seus conhecimentos sejam orientados a resolver os problemas estruturais mais que a gerar riquezas para as grandes corporações. Deve-se denunciar e controlar as multinacionais farmacêuticas que, por um lado, lucram com a expropriação de conhecimentos milenares dos povos originários e, por outro, especulam e geram lucros com a saúde de milhões de pessoas, colocando o negócio na frente da vida.

10. Rechaçamos o consumismo e defendemos a solidariedade como projeto de vida

Defendemos a solidariedade como projeto de vida pessoal e coletivo. Nos comprometemos a lutar contra o individualismo, a ambição, a inveja e a ganância que se aninham em nossas sociedade e muitas vezes em nós mesmos. Trabalharemos incansavelmente para erradicar o consumismo e a cultura do desperdício. Seguiremos trabalhando para construir pontes entre os povos, que nos permitam derrubar os muros da exclusão e da exploração!

Fonte: MST


Nações Unidas elogiam encíclica papal sobre meio ambiente

Encontro do papa Francisco e Achim Steiner. Foto: Pnuma

18/06/2015

Após divulgação do documento do papa Francisco, Secretário-geral Ban Ki-moon fala sobre obrigação da humanidade em proteger o planeta; diretor do Pnuma, Achim Steiner diz que encíclica é "chamado à ação".

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

As Nações Unidas elogiaram a encíclica divulgada pelo papa Francisco nesta quinta-feira. No documento, o chefe da Igreja Católica fala sobre degradação ambiental e sobre a urgência de se proteger o planeta.

Para o papa, é importante "unir a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral" e lança um "convite urgente" para que seja renovado o diálogo sobre como está sendo construído o "futuro do planeta".

Consenso

Após a divulgação da encíclica, o secretário-geral da ONU divulgou uma nota onde elogia o documento, que para ele mostra que existe "um consenso científico bastante sólido" sobre o aquecimento global ser "principalmente resultado da atividade humana".

Ban Ki-moon reafirma que a humanidade tem a obrigação de cuidar e proteger o planeta Terra e mostrar solidariedade com os mais pobres da sociedade que sofrem com os impactos do clima.

Acordo Ambicioso

Ele faz um apelo aos governos, para que coloquem o bem global comum acima de qualquer interesse nacional. Ban espera que os governantes adotem em dezembro, em Paris, um "acordo climático ambicioso".

O secretário-geral elogia também as contribuições de todos os líderes religiosos  sobre mudança climática e desenvolvimento sustentável. Ban lembra que a ONU receberá o papa Francisco, que fará um discurso na organização em setembro.

Degradação

A encíclia também foi considerada bem-vinda pelo subsecretário-geral da ONU para o meio ambiente e diretor da agência da ONU para o setor, Pnuma. Achim Steiner elogiou o "chamado à ação" feito pelo papa, face a "degradação global do ambiente e a mudança climática".

Na avaliação de Achim Steiner, a encíclica toca não apenas os católicos, mas todas as pessoas do mundo. Para ele, ciência e religião concordam que o tempo de agir é agora.

Futuro

O diretor do Pnuma lembra que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável serão adotados em setembro e o acordo do clima deve ser firmado em Paris em dezembro. Para Steiner, são oportunidades de alterar de forma positiva o curso da história e criar um mundo melhor e igualitário para todos.

Por sua vez, a diretora da agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, avalia o documento do papa Francisco como um pedido de "coragem e de unidade". Irina Bokova também espera que um novo acordo climático seja adotado este ano, em Paris.

Fonte: ONU


Ban diz que combater a mudança climática é "questão moral"

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, é visto em Viena
Foto: Joe Klamar/AFP

28/04/2015

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: "A mudança climática está intrinsecamente vinculada à saúde pública, à segurança da água e dos alimentos, aos movimentos migratórios e à paz e à segurança"

Cidade do Vaticano - O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, defendeu nesta terça-feira no Vaticano que combater a mudança climática e seus efeitos é necessário para reduzir as desigualdades e que é "uma questão moral".

"Diminuir a mudança climática e se adaptar a seus efeitos é necessário para erradicar a extrema pobreza, reduzir a desigualdade e garantir um desenvolvimento econômico equitativo e sustentável. É por isso que eu digo que é uma questão determinante de nosso tempo", disse após se reunir com o papa Francisco.

"A mudança climática está intrinsecamente vinculada à saúde pública, à segurança da água e dos alimentos, aos movimentos migratórios e à paz e à segurança. É uma questão moral. Uma questão de justiça social, direitos humanos e ética fundamental".

Neste sentido, o líder da ONU disse que "a ciência e a religião não são conceitos opostos", mas devem estar "alinhados" nesta questão e pediu às autoridades espirituais presentes em um fórum dentro do Vaticano que façam isso virar realidade.

"A erradicação da pobreza extrema, pondo fim à exclusão social dos frágeis e marginalizados, e a proteção do meio ambiente são valores plenamente compatíveis com as doutrinas da grandes religiões", defendeu.

Além disso, Ban ressaltou que "a mudança climática está ocorrendo agora", que afeta especialmente aos mais pobres e que as atividades humanas "são sua principal causa".

"Nossa resposta deve ser global e apoiada em valores universais. A mudança climática afeta a todos, mas não a todos por igual", assinalou.

Ban se disse convencido que o povo "está se dando conta que devemos mudar nosso modo de atuar" e muitos países estão investindo em "energias limpas que certamente podem manter um desenvolvimento sustentável".

Por essa razão, o secretário-gerla lembrou que "para mudar nossas economias, no entanto, é preciso que mudemos nosso modo de pensar e nossos valores", algo que o âmbito religioso "pode exercer um valioso papel".

Neste sentido, Ban elogiou as repetidos chamadas do papa Francisco para combater os efeitos da mudança climática e disse que "espera com vontade" sua encíclica, que versará sobre esta questão.

"Direi ao mundo que proteger nosso meio ambiente é um imperativo moral e uma obrigação sacra para todas as pessoas de fé e de consciência do mundo", apontou.

Assim, repassou a agenda do ano em curso, no qual serão realizados vários foros sobre o desenvolvimento sustentável e a mudança climática, como a Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em julho em Adis-Abeba, e a Cúpula da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que acontecerá em dezembro em Paris.

"Paris não é um ponto final, mas deve constituir um caminho comum para um consenso sobre a mudança climática. Necessitamos de um acordo universal, justo e ambicioso e os países industrializados devem ser os primeiros a dar o passo por uma questão de igualdade e de responsabilidades históricas", disse.

E pediu aos países que "invistam em energias limpas que beneficiem os pobres e limpem nosso ar" porque "o desenvolvimento sustentável exige energia para todos".

"Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza e a última geração que pode temer os piores impactos da mudança climática", disse Ban

Suas palavras foram ditas na abertura do ato "Proteger a Terra, dignificar a humanidade", realizado hoje no Vaticano e que contou com a assistência de líderes religiosos e do presidente do Equador, Rafael Correa.

Fonte: Exame.com


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