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Plataforma Saúde do Solo BR será lançada na COP30, em Belém

Foto: Fabiano Bastos


26/09/2025

Por: Juliana Caldas - Embrapa Cerrados 

A Plataforma Saúde do Solo BR: Big Data para Solos Resilientes e Sistemas Alimentares será lançada na AgriZone, durante a COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). O evento de lançamento está marcado para o dia 17 de novembro, às 11h. A plataforma é uma ferramenta inédita que transforma dados em conhecimento, apoiando agricultores, pesquisadores e gestores na construção de uma agricultura sustentável, resiliente e de baixo carbono.

A iniciativa democratiza o acesso da sociedade brasileira ao maior banco de dados de saúde do solo do mundo, criado cinco anos depois do lançamento da tecnologia de Bioanálise de Solo (BioAS). “Hoje o Brasil detém um banco de dados de saúde do solo sem precedentes, baseado na atividade enzimática e nos teores de matéria orgânica. Esse banco é dinâmico e cresce a cada dia. Nesse primeiro momento, vamos disponibilizar os resultados das primeiras 52 mil amostras”, destaca a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Ieda Mendes.

O banco de dados está sendo construído por meio de uma parceria inovadora com os 33 laboratórios comerciais de análises de solo, membros da Rede Embrapa que utilizam a tecnologia BioAS. O Brasil foi pioneiro ao incluir parâmetros biológicos nas análises de rotina, mostrando que avaliar a saúde do solo em larga escala pode ser um processo simples e acessível. Segundo a pesquisadora Ieda, a escolha da plataforma para lançamento durante a COP30 foi recebida com entusiasmo. “Foi com grande alegria que recebemos essa notícia”, comemora.

 “A criação da Plataforma Saúde do Solo é um desdobramento natural da ampla adoção da Tecnologia de Bioanálise de Solo (BioAS) no Brasil”, avalia o pesquisador Guilherme Chaer, da Embrapa Agrobiologia. Segundo ele, a análise integrada dos dados possibilita classificar cada amostra dentro de padrões de saúde do solo. O sistema de classificação considera os resultados das análises químicas e biológicas, e organiza os solos em cinco padrões: saudável, em processo de degradação (adoecendo), degradado (doente), em recuperação e intermediário.

Outro diferencial da Plataforma é o mapa de tendência do carbono do solo (TCS), que se baseia no Índice de Tendência do Carbono do Solo (ITCS), calculado a partir dos bioindicadores da BioAS em conjunto com os teores de matéria orgânica do solo (MOS). “O ITCS parte do princípio de equilíbrio entre MOS e atividade biológica: em sistemas naturais ou manejados de forma estável por longos períodos, observa-se um balanço bioquímico entre ambos. Alterações nas práticas de manejo rompem esse equilíbrio temporariamente e os bioindicadores permitem detectar a direção e a intensidade das mudanças, sinalizando tendências futuras da MOS”, explicou.

A ferramenta

A Plataforma Saúde do Solo reúne os dados de todas as bioanálises realizadas pelos laboratórios da Rede BioAS no território nacional. As informações são coletadas e armazenadas de forma anônima pela Embrapa. O grande volume de informações permite gerar mapas e estatísticas sobre a saúde dos solos em escalas municipal, estadual e nacional — o principal objetivo da Plataforma.

A plataforma disponibiliza índices de ciclagem, armazenamento e suprimento de nutrientes, além da classificação da saúde do solo e do Mapa de Tendência do Carbono do Solo (TCS), que estima se o solo tende a ganhar ou perder carbono. Os usuários poderão explorar os dados por meio de filtros que permitem consultas em diferentes escalas espaciais e temporais, seleção por culturas agrícolas e classes texturais de solo. A plataforma ainda possibilitará a visualização simultânea de dois mapas comparativos, favorecendo análises paralelas.

COP30

A AgriZone integra a Jornada pelo Clima, iniciativa da Embrapa que busca ampliar o conhecimento da sociedade sobre a questão climática e divulgar tecnologias, pesquisas e soluções desenvolvidas pela ciência brasileira nessa área. O projeto conta com patrocínio máster do Senar; patrocínio Diamante+Ouro da Nestlé; patrocínio Diamante da Bayer e do IICA; patrocínio Ouro+Bioma Local da Caixa; e parceria institucional do Sebrae.

Fonte: Embrapa

APOIO A CATADORES É DESTAQUE EM RELATÓRIO GLOBAL DA NESTLÉ



15/08/2016

Anualmente, o relatório “Nestlé in society: Creating Shared Value” publica as principais iniciativas mundiais da empresa na criação de valor compartilhado para seus públicos-alvo. Em sua 12ª edição, relativa ao ano de 2015, o modelo brasileiro de coleta seletiva com inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas foi um dos destaques entre os trabalhos divulgados pela área de Embalagens como um benchmark de sustentabilidade reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

A publicação apresenta também o acordo setorial proposto pela Coalizão de Embalagens. Elaborado por 21 entidades do setor, incluindo produtores, importadores e comerciantes, com coordenação do Cempre e apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o acordo foi aprovado pelo governo no final de 2015, com o compromisso de gerar um aumento de 22% na reciclagem de embalagens pós-consumo nos próximos dois anos, entre outras propostas. 

O relatório ressalta ainda o projeto desenvolvido pela Nestlé em parceria com o Cempre de apoio à formalização e desenvolvimento de cooperativas. “Atuamos em 69 das 150 cooperativas apoiadas pelo Cempre no país”, comenta Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental da Nestlé Brasil. “Em 2015, nosso programa cobriu cerca de 1.900 catadores (mais do dobro de 2014) que separaram aproximadamente 51.000 toneladas de materiais recicláveis que retornaram, assim, à cadeia produtiva, com inclusão socioeconômica desses trabalhadores”.

“Temos percebido que outros mercados estão observando de perto o modelo brasileiro para estabelecer seus marcos legais e seus formatos de gerenciamento de resíduos pós-consumo.” Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental 

Na avaliação do consultor Ailton Storolli, o suporte às cooperativas e associações de catadores é essencial para a concretização do modelo brasileiro. “Sua formalização e organização gera melhores condições de segurança, maior produtividade, aumento de escala e comercialização direta dos materiais com os recicladores, incrementando a renda dos trabalhadores para que alcancem a sustentabilidade social e econômica de sua atividade”, afirma Ailton, diretor proprietário da Storolli Sustentabilidade, contratada pela Nestlé para apoiar sua representação na Coalizão e na proposta dos planos de ação do setor.

A Nestlé iniciou seus projetos com as cooperativas em 2005 - portanto, cinco anos antes da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Desde o começo, trabalhamos em parceria com o Cempre para apoiar o desenvolvimento das cooperativas, aproveitando sua expertise e proximidade com o setor”, conta Cristiani. “O modelo brasileiro vem despertando o interesse de outros países. Já existem, por exemplo, discussões na Ásia com entendimento de seguir numa linha semelhante à que desenvolvemos por aqui. Sem dúvida, é um reconhecimento muito importante desse esforço conjunto.”


Para saber mais: http://www.nestle.com/csv

Fonte: Cempre


Nestlé colabora com estudo de oportunidades para a proteção do meio ambiente



22/04/2015

Relatório “Fazendo Negócios com a Natureza: Oportunidades do Capital Natural” tem o objetivo de envolver a indústria em uma revisão dos desafios globais em torno da água, da biodiversidade e do solo

A Nestlé contribuiu para a elaboração de um novo relatório, que acaba de ser divulgado com o objetivo de ajudar empresas a identificarem novas oportunidades de proteção de recursos naturais, como água, solo e madeira, que sustentam as cadeias de fornecimento globais e têm valor comercial.

O relatório “Fazendo negócios com a natureza: oportunidades do capital natural” é uma colaboração entre a Nestlé, o Instituto para a Liderança em Sustentabilidade da Universidade de Cambridge e outras entidades, e discute o impacto da deterioração dos recursos naturais sobre as economias e suas implicações para as diferentes atividades comerciais.

O relatório também analisa as diferentes respostas das empresas que estão começando a gerenciar recursos do capital natural, como a água, por exemplo, através de suas operações e cadeias de fornecimento.

Em uma Introdução ao relatório, José Lopez, Vice-Presidente Executivo da Nestlé e Diretor de Operações, afirma: “Na Nestlé, precisamos estar aptos a avaliar constantemente onde devemos priorizar nossos esforços relacionados com o capital natural, e este relatório apresenta uma base de conhecimentos que pode nos ajudar a tomar decisões informadas”.

O documento traz ainda as barreiras encontradas pelas empresas para gestão sustentável do capital natural em longo prazo e apresenta uma série de estudos de caso sobre as medidas que vem sendo tomadas pelas empresas atualmente para resolver estas questões.

Sobre a Nestlé

É a maior empresa mundial de nutrição, saúde e bem-estar, com operações industriais em 83 países e marcas mundialmente consagradas. No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça por milhões de consumidores. A atuação da Nestlé Brasil abrange segmentos de mercado achocolatados, biscoitos, cafés, cereais, cereais matinais, águas, chocolates, culinários, lácteos, refrigerados, sorvetes, nutrição infantil (fórmulas infantis, cereais infantis e papinhas prontas para o consumo), nutrição clínica, produtos à base de soja, alimentos para animais de estimação e serviços para empresas e profissionais da área de alimentação fora do lar. Atualmente, a rede de distribuição dos produtos cobre mais de 1.600 municípios dos mais diversos tamanhos. A Nestlé Brasil e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 21 mil colaboradores diretos e gera outros 220 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens.


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