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Ministros da América Latina e Caribe debatem questões ambientais e de desenvolvimento na Colômbia

Para o diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner, a América Latina e o
Caribe estão na “vanguarda” da luta contra o efeito estufa, buscando fontes
renováveis de energia para alcançar o desenvolvimento sustentável. Foto: PNUMA

02/04/2016

Região foi elogiada pelo chefe do PNUMA, Achim Steiner, por estar na vanguarda do combate ao efeito estufa. Brasil, Costa Rica, Nicarágua, México, Chile e Uruguai foram citados pelo dirigente. Em Fórum intergovernamental, ministros do Meio Ambiente debatem estratégias e prioridades em comum.

Nesta semana, ministros do Meio Ambiente dos 33 países da América Latina e do Caribe se reúnem em Cartagena, na Colômbia, para debater estratégias e prioridades voltadas para as questões ambientais abordadas pela Agenda 2030. Em maio, a região vai presidir a 2ª Sessão da Assembleia Geral para o Meio Ambiente (UNEA), que acontece em Nairóbi.

Durante a abertura do XX Fórum de líderes da pasta, nesta quarta-feira (30), o ministro colombiano Gabriel Vallejo López destacou que “cerca de 86 das 169 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão relacionadas à sustentabilidade ambiental”.

Embora a América Latina e o Caribe sejam responsáveis por menos de 10% do total de emissões globais de gases do efeito estufa, eles estão “na vanguarda dos esforços para enfrentá-las”, ressaltou o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner.

Em 2015, toda a eletricidade da Costa Rica veio de fontes renováveis. A Nicarágua deu início a um ambicioso programa de energias limpas e acaba de concluir um grande projeto de energia eólica. Desde 2013, no Brasil e no Uruguai, todas as novas licitações para a produção de energia elétrica foram concedidas a tecnologias de energia eólica e solar.

Steiner chamou atenção também para mecanismos fiscais que reforçam a gestão ambiental e enviam sinais ao mercado, promovendo a mudança de comportamentos. Em 2017, o Chile implementará um imposto sobre o gás carbônico gerado na produção de eletricidade. Medidas semelhantes estão sendo adotadas por outros países, como o México.

Os debates desta quarta-feira incluíram questões sobre mudanças climáticas, cooperação sul-sul, biodiversidade, saúde e meio ambiente. A Iniciativa de Desenvolvimento Sustentável da América Latina e Caribe também foi tema de conversas e foi atualizada.

Ministros discutiram ainda as contribuições que a região poderá levar para a 2ª Sessão da UNEA, evento considerado “crítico” pelo chefe do PNUMA, pois implicará decisões fundamentais sobre temas que vão desde o comércio ilegal de animais silvestres até o manejo do desperdício e a qualidade do ar.

“A experiência da região deve ser amplamente compartilhada a fim de contribuir com eficiência para a promoção do crescimento de baixo carbono, para reduzir a desigualdade e erradicar a pobreza”, afirmou Steiner.

ONU faz no Quênia sua primeira Assembleia Ambiental

Assembleia Ambiental é aberta no Quênia, nesta segunda (Foto: Simon Maina/AFP)

27/06/2014

Evento foi proposto durante a conferência Rio+20.
Reunião de países discutirá os mais diversos temas ambientais.

As Nações Unidas lançaram nesta segunda-feira (23) uma conferência internacional de uma semana com o objetivo de enfrentar desafios como a caça ilegal de animais e a poluição marinha, além de incentivar a 'economia verde'.

O encontro em Nairóbi, a primeira Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA, na sigla em inglês), é realizado em meio a um forte esquema de segurança na capital queniana, depois de uma série de alertas sobre ameaças de ataque do grupo somali Shebab, ligado à Al-Qaeda.

A reunião espera "influenciar a ação política sobre temas ambientais, variando do consumo à produção sustentável, e financiando a economia verde, a repressão ao comércio ilegal de animais selvagens e a regulamentação de leis ambientais", afirmaram organizadores.

Tópicos importantes discutidos na segunda-feira incluem a questão da contaminação dos oceanos por plásticos, o turismo e a pesca em larga escada.

Outras questões da agenda incluem os impactos do excesso de nitrogênio e aquicultura marinha, assim como os riscos da contaminação do ar.

O evento de cinco dias, comandado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), inclui "mais de 1.200 participantes de governo, negócios e sociedade civil, assim como de delegações de alto nível de mais de 160 países-membros da ONU e países observadores", destacou o Pnuma.

A UNEA foi criada após sugestões feitas na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, celebrada dois anos atrás.

Nesta segunda-feira, os delegados tomaram conhecimento de como o lixo plástico lançado nos oceanos do mundo causa ao menos US$ 13 bilhões de danos ao ano, ameaçando a vida marinha, o turismo e a pesca.

"O curso de ação principal é evitar que os restos plásticos cheguem ao ambiente, em primeiro lugar, o que se traduz em um objetivo simples e poderoso: reduzir, reutilizar, reciclar", afirmou o diretor do Pnuma, Achim Steiner.

Outros, no entanto, afirmaram que é necessário menos discurso e mais ação, especialmente no que diz respeito aos crimes ambientais.

'Um crime altamente organizado'
A Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres), organização de proteção da vida selvagem, alertou para o problema crescente da caça ilegal de animais na África, afirmando que é tempo de usar as mesmas táticas de confronto implementadas no tráfico de pessoas e no narcotráfico.

"A demanda sem precedentes, o crime ambiental e a perda de habitat está destruindo espécies inteiras e os blocos de construção do ecossistema, do qual todos dependemos", afirmou John Scanlon, diretor da Cites.
"Por fim, esta luta será vencida ou perdida nas linhas de frente, seja no campo, nos tribunais ou nos mercados, não em uma sala de conferências", disse Scanlon.

A Cites alertou que a África estava sofrendo uma "escalada da caça ilegal, particularmente de elefantes" e pediu uma "aplicação da lei ainda mais forte e esforços de redução da demanda em diferentes países para reverter as perigosas tendências atuais".

Organizações criminosas e milícias rebeldes cada vez mais usam a caça ilegal para financiar suas operações, colhendo os lucros da demanda multibilionária de marfim, na China, onde é usado como decoração e na medicina tradicional.

"Estamos combatendo grupos altamente organizados, que usam os animais selvagens para obter lucro", disse Ben Janse Van Rensburg, encarregado do tema de repressão a estes crimes na Cites.

"É vital que os países reconheçam os crimes contra animais selvagens como um crime sério, que mobilizem as mesmas ferramentas e técnicas especializadas que nós usamos para combater outros crimes organizados, como o tráfico de seres humanos e o narcotráfico", concluiu.

Fonte: G1 Natureza
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