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PMA PARTICIPA DE COOPERAÇÃO ENTRE BRASIL E ANGOLA SOBRE MERENDA ESCOLAR

A merenda escolar é uma das ações do PMA na África Austral. (PMA/Simon Pierre Diouf)

27/03/2018

Diretora regional da agência da ONU falou sobre a parceria durante entrevista à ONU News; para Lola Castro, experiência brasileira do Fome Zero e agricultura familiar inspira a resultados no contexto africano.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou que está empenhado na colaboração dos países de língua portuguesa Angola e Brasil para promover segurança alimentar.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pela diretora do PMA para África Austral e Oceano Índico, Lola Castro, que anunciou uma viagem ao Brasil, onde deve discutir a iniciativa que envolve agricultura familiar.

Alimentação diversificada

 “Angola também quer trabalhar na merenda escolar. Estamos a trabalhar para ir ao Brasil para ver aquele projeto da Fome Zero e também na merenda escolar brasileira. Esta merenda escolar brasileira está ligada aos pequenos camponeses eles produzem em vendem aos camponeses e aí nas escolas as crianças vão ter uma alimentação diversificada. A ação também apoia ao camponês a aumentar a renda e a conseguir segurança alimentar ma família.”

Segundo o Ministério da Educação de Angola, o país aprovou a iniciativa para promover programas da alimentação nas escolas em 2013. Os programas são ligados à produção local para garantir uma educação de qualidade e aprendizagem.

Metas

Com o projeto pretende-se também combater a taxa de reprovação nas escolas, aumentar a retenção e ajudar as crianças em idade escolar a cumprir as metas com melhor nutrição.

Lola Castro disse que a experiência entre o PMA envolvendo o Brasil também deu resultados  na região africana.

Doadores

“Estamos a falar de Angola, mas vou falar também de uma boa experiência em Moçambique. Temos estado a trabalhar com o governo moçambicano, outros e doadores para verdadeiramente aumentarmos a merenda escolar.”

De acordo com o PMA, um estudo de sustentabilidade da alimentação escolar na União Africana contou com o apoio do Brasil. Em todo o continente, pelo menos 40 países implementam a iniciativa.

Mais de 26 milhões de crianças africanas beneficiam de merenda escolar, e destes 10 milhões recebem alimentos por dia.

Apresentação: Eleutério Guevane.

Fonte: ONU News


Dia Mundial do Meio Ambiente tem apelo por fim do tráfico de animais

Antílope, animal adorado em Angola e alvo de caçadores. Foto: Pnuma/WED2016

05/06/2016

Escolhido como país sede das celebrações em 2016, Angola reforçou leis e controle de fronteiras, segundo secretário-gera da ONU Ban Ki-moon; pesquisa Pnuma e Interpol mostra que crime chega a valer US$ 258 bilhões.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Neste domingo, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, as Nações Unidas estão reforçando a importância do fim dos crimes contra animais selvagens. Angola foi escolhido como país sede das celebrações em 2016, por ter "reforçado suas leis e o controle das fronteiras", segundo o secretário-geral da organização.

Ban Ki-moon lembra que o esforço de Angola está ligado a recuperar as populações de elefantes prejudicadas pela guerra civil do país lusófono. O chefe da ONU acredita que esse tipo de ação "envia a forte mensagem de que espécies selvagens de animais e de plantas são um bem precioso que devem ser geridas de forma sustentável e protegidas do tráfico ilegal".

Sustentabilidade

O Programa da ONU para o Meio Ambiente é a agência que lidera as celebrações. Na província angolana de Cuando Cubango, o chefe do Pnuma conversou com a Rádio ONU.

Achim Steiner destacou o apoio que a ONU está dando para o governo e o povo de Angola.

"Um conflito da natureza e do homem, mas também uma pergunta de coexistência. Essa é a ideia do 5 de junho e vamos continuar com a celebração. Nós do sistema das Nações Unidas estamos todos juntos para ajudar o governo e as comunidades também. Porque a conservação da natureza é um trabalho com o povo. Este é um trabalho de desenvolvimento sustentável, um trabalho que a ONU tem uma grande liderança e também uma solidariedade com o país angolano."

Soldados da Natureza

A província de Cuando Cubango tem uma área de conservação florestal com várias espécies de animais e por isso é considerada uma das mais ricas do mundo em termos de biodiversidade.

Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pnuma inaugurou uma academia de fiscais florestais, que vai transformar ex-combatentes angolanos em "soldado da natureza".

Segundo a agência, o país serve de fonte e de trânsito do marfim de elefante, que segue pelas fronteiras com a República Democrática do Congo e depois é vendido principalmente em nações da Ásia.

Lucros

Angola já está aplicando leis contra a caça ilegal, problema que afeta vários países no mundo. Um estudo recém-divulgado pelo Pnuma e pela Interpol mostra a escala dos crimes ambientais no planeta.
Redes transnacionais de crime organizado que exploram a vida selvagem conseguem lucrar entre US$ 91 bilhões e US$ 258 bilhões por ano (cerca de R$ 910 trilhões). O valor representa um aumento de 26% em relação a estimativas anteriores.

Em Angola, chefe do Pnuma, Achim Steiner, inaugura academia florestal. 
Foto: Rádio ONU/Eleutério Guevane
*Com reportagem de Eleutério Guevane, enviado especial da Rádio ONU a Luanda.

Fonte: Rádio ONU

Exército Boliviano conclui missão de paz da ONU no Haiti

Foto: Victoria Hazou UN/MINUSTAH

02/07/2015

Ximena Moretti

O Exército Boliviano finalizou sua participação na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) após nove anos. Durante a missão, mais de 3.000 militares bolivianos trabalharam sem descanso para devolver a segurança e a estabilidade política e prestar assistência humanitária aos habitantes do Haiti, em cooperação com outros 20 países.

Como parte do plano de redução do componente militar da MINUSTAH estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o último contingente de tropas da Bolívia – formado por 205 soldados – voltou a La Paz em 15 de junho, “após concluir seu compromisso internacional”, diz o Coronel Rodolfo Javier Garvizu Díaz, diretor de Operações de Paz do Exército Boliviano. Os soldados chegaram ao Quartel-General de Miraflores, na capital boliviana, após finalizar suas atividades na MINUSTAH, em 26 de maio.

O contingente – o último dos 15 enviados ao Haiti ao longo de nove anos – incluiu 185 homens e 20 mulheres. Durante a missão da ONU, um total de 3.108 militares bolivianos, entre eles 174 mulheres, participaram da iniciativa de manutenção da paz em contingentes que se revezavam a cada seis meses.

“Estamos orgulhosos porque contribuímos com nossa presença, recursos humanos e meios para cumprir a missão criada pelas Nações Unidas para estabilizar o país”, disse o General de Brigada José Luis Begazo Ampuero, Comandante Geral do Exército da Bolívia, na cerimônia de encerramento, na Base de Tiwanaku, em Porto Príncipe.

“Queridos irmãos e irmãs, com vocês conhecemos a vida do quartel. Posso garantir que o Haiti não os esquecerá, porque temos vocês em nossos corações. Enquanto vão embora, eu garanto que podem voltar como convidados ou turistas, mas sempre como nossos irmãos e irmãs”, disse o ministro da Defesa do Haiti, Lener Renaud.

Gratidão dos outros países

Representantes de outros países destacaram a participação do contingente boliviano e expressaram sua gratidão.

“Ao longo de muitos anos de luta e sacrifício, os capacetes azuis conquistaram um lugar como símbolo de esperança para milhões de pessoas que vivem em lugares atingidos pela guerra”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem pelo Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU.

Como parte da MINUSTAH, as tropas bolivianas ajudaram o Haiti a enfrentar uma série de desafios de segurança e humanitários. Por exemplo, a missão cumpriu um papel essencial após o terremoto de janeiro de 2010, que deixou mais de 200.000 mortos, incluindo 96 capacetes azuis.

Na ocasião, o contingente boliviano ofereceu assistência humanitária, auxiliando a população civil afetada pelo desastre natural. Também prestou ajuda aos membros da ONU no quartel-general em Porto Príncipe, “demonstrando responsabilidade, disciplina, profissionalismo e espírito de grupo”, afirma o Cel Garvizu.

Os soldados bolivianos também ajudaram a combater um surto de cólera em outubro de 2010, além de outras doenças endêmicas que afetaram grande parte da população haitiana.

“Durante a epidemia de cólera, o contingente boliviano prestou assistência de saúde à população infectada, através do estabelecimento de hospitais de campanha, da evacuação dos mortos e de ajuda com medidas preventivas nas instalações da MINUSTAH”, diz o Cel Garvizu. “Por sua disciplina e a capacidade operativa”, o contingente boliviano foi designado como a “Reserva da Força Multinacional da MINUSTAH”, responsável por reforçar, apoiar e relevar os setores de responsabilidade de outros contingentes durante sua permanência no Haiti.

Além disso, os militares bolivianos participaram de patrulhamentos de segurança e reconhecimento aéreo e terrestre, ajudaram a escoltar comboios e auxiliaram no controle de distúrbios civis; também organizaram uma força de reação imediata com capacidade operacional para fazer frente a qualquer incidente que pudesse afetar a segurança dentro de sua área de responsabilidade.

O Exército Boliviano contribuiu para a segurança e a ordem pública da população civil local como parte do esforço feito pelos 21 países que formam a MINUSTAH.

Exército Boliviano participou de outras missões internacionais

O Haiti não é o único país onde militares bolivianos participaram de missões internacionais. Antes, os soldados bolivianos já haviam integrado missões de paz em Angola, na Costa do Marfim e no Congo.

Para o Exército Boliviano, participar dessas missões representa “um sentimento de fraternidade por ter contribuído com a pacificação de um país irmão. No aspecto militar, isso contribuiu para que o pessoal mobilizado na missão adquirisse maior experiência em missões de paz”, diz o Cel Garvizu. “A solidariedade com nossos vizinhos foi sem dúvida um aspecto que teve um efeito positivo em todos os membros dos distintos contingentes.”

A participação e os valores das Forças Armadas Latino-Americanas na MINUSTAH foram essenciais ao restabelecimento da paz, assim como ao respeito pelos direitos humanos, diz o Coronel (r) do Exército do Chile Carlos Ojeda.

“Estamos certos de que, pela conduta, o êxito, o trabalho abnegado e a utilidade demonstrados, o Exército [da Bolívia] será novamente convocado a cumprir esse compromisso que mantemos com a ONU desde 1997”, disse o ministro da Defesa da Bolívia Reymi Ferreira, de acordo com o site boliviano La Patria en Línea .

Participar de missões de manutenção da paz no exterior ajuda as Forças Armadas a propiciar segurança pública em casa.

“A segurança é um tema transversal em toda atividade militar para acabar com as diversas ameaças atuais e emergentes que podem afetar o desenvolvimento normal de atividades em nosso território”, diz o Cel Garvizu. “Participar da proteção do ambiente é outro desafio que o Exército Boliviano prioriza, além de várias tarefas que realizamos para beneficiar a população da Bolívia.”

Fonte: DefesaNet


Angola: Reciclagem de lixo segue modelo brasileiro

País implementará plano para resíduos sólidos
[ Paulo Mulaza/JA Imagens ]

08/04/2014

Novas Tecnologias Ambientais implanta transformação de resíduos sólidos.

Angola vai realizar um estudo para adotar, nos próximos anos, o modelo de recolha, tratamento e reciclagem de resíduos sólidos utilizados em algumas regiões brasileiras. O anúncio foi feito neste domingo, 6, pelo secretário de Estado das Novas Tecnologias Ambientais e Qualidade Ambiental, Syanga Abílio.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal de Angola, o governante fez o anúncio, no Rio de Janeiro, Brasil, depois de uma visita ao Pólo de Reciclagem de Gramacho, um centro de transformação de lixo inaugurado no início deste ano numa área antes ocupada por uma lixeira a céu aberto. Syanga Abílio, que terminou neste domingo uma visita oficial ao país sul-americano, acredita que é possível usar o modelo em Angola, por intermédio do Plano Nacional Estratégico de Resíduos Urbanos (PESGRU) e do Instituto Regulador de Resíduos, em fase de criação.

Angola, referiu o governante, com aprovação do decreto presidencial da gestão de resíduos e a criação do plano nacional estratégico de resíduos urbanos, começa a criar condições para iniciar o sistema de seleção de lixos e de sua reciclagem. O secretário de Estado, no âmbito da campanha promocional denominada “Ambiente-Angola 2014”, que se realiza de 5 a 8 de Junho, disse que se trata do modelo brasileiro que implica tecnologias ambientais e que, se for desenvolvido em Angola, trará vários benefícios. “O projeto é muito interessante por se enquadrar na luta contra a pobreza e na criação de emprego”, afirmou o secretário.

Fonte: Rede Angola


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