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COP23 — O QUE AVANÇOU (OU NÃO) NA REUNIÃO DE CLIMA DA ONU

(Alexis84/Thinkstock)

19/11/2017

COP 23 pecou pela falta de ambição, num momento em que a janela de oportunidade para mudar a trajetória do mundo está se estreitando

Após duas semanas de intensas negociações em Bonn, na Alemanha, chegou ao fim na noite de sexta-feira (17) a Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP23). No topo das agendas dos representantes de mais de 195 países estava a construção de um “livro de regras” para implementar o Acordo de Paris e atingir a meta mundial de limitar o aquecimento do Planeta a no máximo 2 graus Celsius (ºC) — e preferencialmente a 1,5 ºC — até o final do século, acima do níveis pré-industriais.

Um roteiro claro e abrangente é crucial para ajudar os governos a planejar suas economias e dar confiança aos investidores e empresas de que o mundo do baixo carbono veio para ficar. Apesar de ter avançado na construção dessa cartilha, que será finalizada na próxima reunião do clima da ONU, ano que vem na Polônia, a COP 23 pecou pela falta de ambição, num momento em que a janela de oportunidade para mudar a trajetória do mundo está se estreitando.

Relatório divulgado na primeira semana do encontro em Bonn mostrou que há uma grande lacuna entre as emissões das Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs (Nationally Determined Contributions) — documentos que registram os principais compromissos dos países para atingir os objetivos do acordo climático — e as reduções que os cientistas julgam necessárias a fim de evitar níveis perigosos de aquecimento e efeitos ainda mais destrutivos das mudanças climáticas.

Fonte: EXAME

FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA É DIVULGADO NA COP23

Sarney Filho divulga 8º Fórum da Água - Gilberto Soares/MMA

18/11/2018

Na Conferência do Clima, em Bonn, ministro promove encontro sobre recursos hídricos que será realizado em Brasília em março de 2018.

Os preparativos para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília no próximo ano, foram apresentados na Conferência do Clima, a COP 23, na Alemanha. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou para a comunidade internacional como o Brasil está organizando o evento e como o encontro relacionará a questão hídrica com a questão climática. O tema foi debatido nessa segunda-feira (13/11), no Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23.

O ministro comentou os efeitos da mudança do clima na disponibilidade hídrica e destacou a importância da gestão para evitar prejuízos futuros. Para Sarney Filho, a articulação da sociedade no Fórum permitirá o estabelecimento de ações a nível nacional e global para os recursos hídricos. “Será uma oportunidade para engajar a sociedade e olhar para a questão da água com a seriedade que ele exige”, afirmou.

Sarney Filho encorajou, também, ações inovadoras como o programa Plantadores de Rios, que trabalha a recuperação de nascentes e áreas de preservação de cursos d’água no Brasil. Lançado em junho, o programa traz um aplicativo interativo que conectará proprietários de imóveis rurais com pessoas e instituições interessadas em investir na proteção e recuperação de florestas e outras áreas.

TEMAS

Marcado para ocorrer entre 18 e 23 de março, o Fórum trabalhará questões em temas centrais ligados a mudança do clima, populações, desenvolvimento, cidades, ecossistemas e financiamento para segurança hídrica. O tema central desta edição será Compartilhando Água, para enfatizar a importância do uso racional e sustentável da água. Questões ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) também integrarão a pauta do evento.

Além da apresentação do Fórum, o Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23 debateu assuntos como segurança alimentar, ações de conservação em áreas de manguezais e pagamentos por serviços ambientais. A equipe do MMA na Conferência do Clima apresentou, ainda, os resultados do Atlas Esgotos, levantamento feito pela Agência Nacional de Águas com um panorama do saneamento básico em todo o país.

COP 23 INICIA COM APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS E EXPECTATIVA DE AMPLIAR ACORDO DE PARIS

Foto COP23/Divulgação/JC 

06/11/2017


Um ano e meio após entrar em vigor o Acordo de Paris, tratado internacional assinado em abril de 2016 que impõe medidas de redução na emissão dióxido de carbono a partir de 2020, iniciou nesta segunda-feira (6) a 23ª Conferência do Clima (COP) das Nações Unidas, em Bonn, na Alemanha. Meses após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciar que retirará o país do acordo, o desafio do encontro, neste ano, é manter os esforços reunidos e definir ações práticas para o combate internacional ao aquecimento global. Na abertura do encontro, um grupo de crianças (foto) fez uma apresentação com faixas e cartazes sobre as consequências das mudanças climáticas. A COP 23 será realizada até o dia 17 de novembro e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, representará o Brasil no evento.  

ECONOMIA E CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA

Amazônia: equilíbrio climático - Gilberto Soares/MMA

01/11/2017

ESPECIAL// Ações de fiscalização e desenvolvimento na região serão apresentadas pelo Brasil na Conferência do Clima, em novembro.

LUCAS TOLENTINO

Mais de 4 milhões de km² de Floresta Amazônica contribuem para o equilíbrio do sistema climático global. A área supera em mais de 10 vezes o tamanho de um país como a Alemanha e, pela sua importância, será tema central da atuação brasileira na Conferência do Clima, a COP 23, que começa na próxima segunda-feira (06/11) na cidade alemã de Bonn. A última matéria da série sobre a o Brasil na COP 23 aborda o potencial da floresta e as ações do governo federal para a conservação do bioma.

A queda no desmatamento resulta das medidas voltadas para a Amazônia. A redução foi de 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017, em relação ao período imediatamente anterior. Esse é o intervalo de tempo usado para a medição do corte raso no bioma. “Conseguimos reverter a curva de desmatamento em decorrência da recomposição do orçamento dos órgãos de fiscalização”, analisa o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Medidas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável na região estão, agora, entre as prioridades do ministério. “O ideal é valorizar o bem ambiental de forma que a floresta em pé tenha maior valor do que a floresta derrubada”, afirma o ministro. Nesse sentido, Sarney Filho explicou que o país enfatizará, em Bonn, a necessidade de avanços nos mecanismos de pagamentos por serviços ambientais.

Em ambiente doméstico, o incentivo a uma economia florestal é um dos focos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAm. Iniciada em 2016, a quarta fase do plano traz um eixo destinado a criar instrumentos normativos e econômicos para o setor produtivo sustentável. As linhas de ação incluem a ampliação de acesso ao crédito para as atividades de manejo florestal e a elaboração de acordos setoriais para combater o desmatamento.

ESPAÇO BRASIL

As políticas de conservação da Amazônia e dos demais biomas brasileiros integram a pauta de debates do Espaço Brasil na COP 23, uma área que será montada pelo governo federal na Conferência. O local abrigará extensa programação de discussões ao longo das duas semanas de realização da COP 23. O objetivo é envolver setor público, iniciativa privada, sociedade civil e academia nas diversas nos temas ligados à agenda climática.

A integração permitirá que o país cumpra sua meta no contexto do Acordo de Paris. Em relação ao papel da Amazônia nesse processo, o diretor de Florestas e Combate ao Desmatamento do MMA, Jair Schmitt, explica que todas as ações do departamento levam em conta a meta brasileira, conhecida como NDC no jargão técnico internacional. “A NDC do Brasil sinaliza o fortalecimento do Código Florestal, a recuperação da vegetação, a intolerância ao desmatamento ilegal e a promoção da economia florestal de base sustentável”, afirma.

POVOS TRADICIONAIS

Parque Estadual Chandless, reserva de proteção integral no Acre 
(Foto: Arquivo Arpa)

Os direitos e conhecimentos dos indígenas e dos povos tradicionais são respeitados nas ações de redução do desmatamento na Amazônia. A forma como isso ocorre é apresentada no Sumário de Salvaguardas. O MMA recebe, atualmente, contribuições à segunda edição do relatório, que deverá ser finalizado e entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) até o fim do ano. Para participar, é necessário enviar a planilha de contribuições para reddbrasil@mma.gov.br até 15 de novembro.

O documento apresentará informações sobre a implementação das salvaguardas no andamento do PPCDAm e do Fundo Amazônia no período de 2011 a 2015. Essas salvaguardas garantem, para fins de investimentos financeiros, que aspectos como proteção dos direitos dos povos indígenas, participação social e preservação de ecossistemas naturais estão sendo respeitadas nas ações de redução de emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, conceito conhecido como REDD+.

SAIBA MAIS

Entre 6 e 17 de novembro, será realizada a vigésima terceira edição da Conferência das Partes (COP 23), também conhecida como Conferência do Clima. O evento reunirá representantes dos mais de 190 países signatários da Convenção da ONU sobre mudança do clima em Bonn, na Alemanha. Apesar de ocorrer no país europeu, a Conferência será presidida pela República das Ilhas Fiji, um pequeno país insular no Pacífico que corre riscos por conta do aumento dos níveis do oceano.

O Acordo de Paris é um esforço mundial para conter o aquecimento global. O pacto foi concluído em 2015, na COP 21, e tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC. Nesse contexto, cada país tem uma meta específica a cumprir. A meta do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. Para isso, são propostas ações para o conjunto da economia.

ÀS VÉSPERAS DA COP 23, ONU APONTA RISCOS PARA EFETIVAÇÃO DO ACORDO DE PARIS

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou boletim que mostra que 
concentração de dióxido de carbono na atmosfera bateu recorde em 2017
(Agência Brasil/Arquivo)

01/11/2017

Há dois anos, 195 países firmaram o Acordo de Paris, fruto da Conferência Mundial do Clima (COP21) sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa. Era a primeira vez na história que governos reconheciam conjuntamente os riscos associadas ao aquecimento global e pactuavam um acordo global sobre o clima.

Apesar da relevância do acordo, um estudo divulgado hoje (31), pela ONU Meio Ambiente afirma que o acordo está em risco. Mesmo se fossem cumpridos todos os compromissos assumidos, isso representaria apenas um terço do que é necessário alcançar até 2030 para que os piores impactos das mudanças climáticas sejam evitados, de acordo com a agência da ONU que é a principal autoridade global em meio ambiente.

Divulgada a uma semana do início da COP 23, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em Bonn, na Alemanha, entre 6 e 17 de novembro, a oitava edição do Relatório da ONU Meio Ambiente sobre a lacuna das emissões, intitulada Emissions Gap Report, alerta que são necessárias medidas urgentes para que o acordo possa entrar em vigor em 2020, conforme previsto na COP 21. “Os governos e os atores não estatais precisam aumentar urgentemente sua ambição para garantir que os objetivos do Acordo de Paris ainda possam ser alcançados, de acordo com uma nova avaliação da ONU”, diz o relatório.

A principal meta em questão é limitar o aquecimento máximo do planeta a uma temperatura média “bem abaixo de 2 graus Célsius (°C) acima dos níveis pré-revolução industrial”, com esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C, nos termos fixados em 2015.

“As ações para se chegar à redução proposta em Paris são definidas por cada país, que diz como pode contribuir com esse objetivo global comum”, explica o coordenador de emissões do Observatório do Clima, Tasso Azevedo. Ele detalha que as propostas atuais fazem com que as emissões de 2030 provavelmente alcancem 11 a 13,5 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (GtCO2e) acima do nível necessário à adoção de uma trajetória condizente com o objetivo de evitar o aquecimento de 2ºC.

Nesse rumo, de acordo com as Nações Unidas, é “muito provável” que haja aumento da temperatura de pelo menos 3°C até 2100. O cenário pode se tornar ainda mais grave caso os Estados Unidos sustentem a intenção declarada de deixar o Acordo de Paris em 2020, alerta o estudo. “Ainda falta muito esforço a ser feito, por isso o que o relatório apresenta um apelo para que, até 2020, quando vai ocorrer a primeira revisão das metas, elas sejam fortalecidas para a gente diminuir essa distância entre as propostas fixadas pelos países e a meta global”, destaca Azevedo, que antecipa que, “se a gente não der mais ambição para essa metas, estaremos numa situação ruim”.

Dióxido de carbono

Nesse contexto, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou boletim ontem (30) que mostra que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera bateu recorde neste ano, chegando a 403,3 partes por milhão (ppm).

O relatório apresenta formas práticas de envolver diversos agentes, inclusive municípios e setor privado, no esforço de reduzir as emissões em diferentes setores, por meio de ações como adoção de energia solar e eólica, desenvolvimento de carros de passageiros eficientes e reflorestamento.

Esses agentes também podem contribuir com o fim do desmatamento, a eliminação do uso e produção de hidrofluorcarbonos – produtos químicos usados principalmente em aparelhos de ar-condicionado, refrigeração e isolamento de espuma – e reduzindo poluentes climáticos como o carbono preto e o metano.

Para a ONU, é preciso garantir investimentos para a adotação de tecnologias limpas. A organização calcula que o investimento de menos de US$ 100 por tonelada de CO2 evitado poderia economizar até 36 GtCO2e, a cada ano, até 2030.

Outro ponto que o relatório destaca é a necessidade de efetivação de mudanças na matriz energética. Evitar novas usinas a carvão e eliminar as já existentes é uma das recomendações das Nações Unidas nesse sentido. O relatório aponta que existem cerca de 6.683 usinas a carvão em funcionamento no mundo, com uma capacidade combinada de 1.964 gigawatt (GW).

Se essas usinas funcionarem até o final de sua vida útil sem se adaptar à Captura e Armazenamento de Carbono, de acordo com o estudo, elas vão emitir um total de 190 gigatonelada (Gt) de CO2.

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