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ECONOMIA E CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA

Amazônia: equilíbrio climático - Gilberto Soares/MMA

01/11/2017

ESPECIAL// Ações de fiscalização e desenvolvimento na região serão apresentadas pelo Brasil na Conferência do Clima, em novembro.

LUCAS TOLENTINO

Mais de 4 milhões de km² de Floresta Amazônica contribuem para o equilíbrio do sistema climático global. A área supera em mais de 10 vezes o tamanho de um país como a Alemanha e, pela sua importância, será tema central da atuação brasileira na Conferência do Clima, a COP 23, que começa na próxima segunda-feira (06/11) na cidade alemã de Bonn. A última matéria da série sobre a o Brasil na COP 23 aborda o potencial da floresta e as ações do governo federal para a conservação do bioma.

A queda no desmatamento resulta das medidas voltadas para a Amazônia. A redução foi de 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017, em relação ao período imediatamente anterior. Esse é o intervalo de tempo usado para a medição do corte raso no bioma. “Conseguimos reverter a curva de desmatamento em decorrência da recomposição do orçamento dos órgãos de fiscalização”, analisa o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Medidas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável na região estão, agora, entre as prioridades do ministério. “O ideal é valorizar o bem ambiental de forma que a floresta em pé tenha maior valor do que a floresta derrubada”, afirma o ministro. Nesse sentido, Sarney Filho explicou que o país enfatizará, em Bonn, a necessidade de avanços nos mecanismos de pagamentos por serviços ambientais.

Em ambiente doméstico, o incentivo a uma economia florestal é um dos focos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAm. Iniciada em 2016, a quarta fase do plano traz um eixo destinado a criar instrumentos normativos e econômicos para o setor produtivo sustentável. As linhas de ação incluem a ampliação de acesso ao crédito para as atividades de manejo florestal e a elaboração de acordos setoriais para combater o desmatamento.

ESPAÇO BRASIL

As políticas de conservação da Amazônia e dos demais biomas brasileiros integram a pauta de debates do Espaço Brasil na COP 23, uma área que será montada pelo governo federal na Conferência. O local abrigará extensa programação de discussões ao longo das duas semanas de realização da COP 23. O objetivo é envolver setor público, iniciativa privada, sociedade civil e academia nas diversas nos temas ligados à agenda climática.

A integração permitirá que o país cumpra sua meta no contexto do Acordo de Paris. Em relação ao papel da Amazônia nesse processo, o diretor de Florestas e Combate ao Desmatamento do MMA, Jair Schmitt, explica que todas as ações do departamento levam em conta a meta brasileira, conhecida como NDC no jargão técnico internacional. “A NDC do Brasil sinaliza o fortalecimento do Código Florestal, a recuperação da vegetação, a intolerância ao desmatamento ilegal e a promoção da economia florestal de base sustentável”, afirma.

POVOS TRADICIONAIS

Parque Estadual Chandless, reserva de proteção integral no Acre 
(Foto: Arquivo Arpa)

Os direitos e conhecimentos dos indígenas e dos povos tradicionais são respeitados nas ações de redução do desmatamento na Amazônia. A forma como isso ocorre é apresentada no Sumário de Salvaguardas. O MMA recebe, atualmente, contribuições à segunda edição do relatório, que deverá ser finalizado e entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) até o fim do ano. Para participar, é necessário enviar a planilha de contribuições para reddbrasil@mma.gov.br até 15 de novembro.

O documento apresentará informações sobre a implementação das salvaguardas no andamento do PPCDAm e do Fundo Amazônia no período de 2011 a 2015. Essas salvaguardas garantem, para fins de investimentos financeiros, que aspectos como proteção dos direitos dos povos indígenas, participação social e preservação de ecossistemas naturais estão sendo respeitadas nas ações de redução de emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, conceito conhecido como REDD+.

SAIBA MAIS

Entre 6 e 17 de novembro, será realizada a vigésima terceira edição da Conferência das Partes (COP 23), também conhecida como Conferência do Clima. O evento reunirá representantes dos mais de 190 países signatários da Convenção da ONU sobre mudança do clima em Bonn, na Alemanha. Apesar de ocorrer no país europeu, a Conferência será presidida pela República das Ilhas Fiji, um pequeno país insular no Pacífico que corre riscos por conta do aumento dos níveis do oceano.

O Acordo de Paris é um esforço mundial para conter o aquecimento global. O pacto foi concluído em 2015, na COP 21, e tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC. Nesse contexto, cada país tem uma meta específica a cumprir. A meta do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. Para isso, são propostas ações para o conjunto da economia.

"Aranha voadora" é descoberta na Floresta Amazônica

Foto: Marshal Hedin / Wikimedia Commons / Reprodução

21/08/2015

Pesquisadores observaram que espécie conseguia pousar em troncos após ser jogada do topo das árvores

Se as aranhas já eram assustadoras apenas escalando paredes e se pendurando em teias, as coisas acabam de piorar para os aracnofóbicos. Segundo informações do IFL Science , pesquisadores descobriram na Floresta Amazônica uma espécie que também consegue “voar”.

De acordo com a descoberta, publicada nesta semana pelo Journal of the Royal Society Interface , as aranhas da espécie Selenops , também apelidadas de “flatties” por causa de seus corpos planos, usam suas pernas estendidas para “manobrar” sua descida em troncos de árvores sem usar nenhum tipo de apoio, como sua seda, por exemplo.

Ainda não havia nenhum registro que as aranhas tinham tal habilidade. Os pesquisadores acreditam que os aracnídeos usem a técnica porque os troncos são ambientes mais seguros que os solos.

Por anos os cientistas procuraram insetos que fossem capazes de planar. Para testar a espécie Selenops , eles revestiam as aranhas de pó fluorescente e as jogavam do alto das árvores, monitorando sua descida. Das 59 “participantes”, 93% conseguiram manobrar sua “aterrissagem” até um tronco.

Os aracnídeos parecem usar técnicas não muito diferentes dos paraquedistas em seus voos, colocando as cabeças à frente e usando seus membros para direcionar o pouso.

Então melhor olhar por todas as direções caso decida se aventurar na Floresta Amazônica.

Fonte: Terra


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