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PARA GARANTIR ABASTECIMENTO, MUNDO PRECISA CUIDAR MELHOR DOS SOLOS

Fórum Mundial da Água: painel sobre água e solo ocorreu no 1º dia do evento em 
Brasília (Foto: Ayr Aliski/Ed.Globo)

26/03/2018

Em um dia em que desastres ambientais e mudanças climáticas concentraram atenções no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, especialistas do Brasil e do Exterior reservam espaço para também debater o tema “Práticas de conservação da água e do solo para melhor produção alimentícia”. A sessão de discussão concluiu que conservação de água e solo andam de mãos dadas e que a preservação desses insumos é extremamente importante para garantir alimentação para uma população mundial que segue em crescimento. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a população mundial chegará a 8,6 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos, chegando a 9,8 bilhões em 2050 e 11,2 bilhões em 2100.

A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Maria de Lourdes Mendonça Santos alertou, nessa sessão de debates, que a atividade agropecuária não pode ser tratada como “vilã” em relação ao consumo de água. Para ela, não se pode esquecer que fome zero e agricultura sustentável formam uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Agenda 2030 das Nações Unidas.

“Temos de buscar segurança alimentar com segurança ambiental. Não podemos vilanizar a agricultura, afinal também temos compromissos. E um dos primeiros é acabar com a fome. Temos de produzir alimentos de maneira sustentável, mantendo as funções do solo ao longo do tempo”, destacou Maria de Lourdes. Ela argumentou que já há um amplo conjunto de técnicas disponíveis para proteger água e solo (desde medidas como evitar deixar o solo descoberto e promover rotação de culturas). O que falta é implantar todo esse conhecimento, sem deixar de avançar na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

Para Maria de Lourdes, é preciso produzir e difundir conhecimento sobre os cuidados com solo e água, promover efetivamente políticas públicas, garantir financiamento para pesquisa e implantação e investir educação. A pesquisadora da Embrapa destaca que embora muitos mecanismos estejam disponíveis, colocar as soluções em vigor não é tarefa fácil, pois envolve esforços políticos, técnicos, de crédito e difusão de informações, entre outros fatores. Maria de Lourdes citou dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os quais apontam que 33% dos solos do mundo estão com degradação moderada ou alta.

Experiência estrangeira

O indiano Ashwin Pandya, da Comissão Internacional de Irrigação e Drenagem, disse que é preciso aprimorar técnicas atualmente aplicadas, adequando ao máximo os projetos de irrigação ao tipo de agricultura. Na Índia, explicou, há um sistema que fornece a pontuação da saúde do solo, em cálculo que envolve fatores como composição, sustentabilidade e os diversos usos da área. A partir daí, destacou, são aplicadas as melhores práticas, evitando a degradação hídrica e dos solos. “É preciso um programa holístico para os cuidados com a água, o solo, o uso de fertilizantes. A população mundial está aumentando e a terra arável não está crescendo”, destacou Pandya.

Exemplos de boas práticas no manejo hídrico foram apresentadas pelo professor da Universidade de Nebraska (EUA) Charles Wortmann. Ele mostrou resultados obtidos com técnicas de diminuição do escoamento superficial nas lavouras de países da África. Em situações específicas, foi obtido aumento de 44% na relação de produtividade do milho, considerando como parâmetro principal cada metro cúbico de água aplicada na terra.

Wortmann também apresentou resultados de pesquisas que evitaram a evaporação da água do solo. Cada caso, no entanto, depende de estudos e exige aplicações especificas. Soluções que foram bem-sucedidas em uma região não apresentaram bons resultados em outras áreas.

O monitoramento dos solos por satélite também pode ser um bom instrumento para a preservação das águas e dos solos, apontou o representante da FAO Jippe Hoogeveen. O sensoriamento remoto amplia a capacidade cruzar dados como evaporação, disponibilidade de biomassas, nível de precipitação e uso da terra, entre outros fatores, permitindo uma gestão mais eficaz e equilibrada entre produção e sustentabilidade.

É impossível promover a produção de alimentos sem promover a antropização da paisagem (a modificação da paisagem original, pela presença do homem), lembrou o secretário de Meio Ambiente do município goiano de Cristalina, Bruno Marques. Ele argumentou, assim com a pesquisadora Maria de Lourdes, da Embrapa, que o desafio é encontrar o equilíbrio. “Adotar práticas de conservação da água e do solo para a melhor produção agropecuária”, disse. Ou seja, o desafio é alavancar o potencial de produção, mas com a máxima preservação ambiental.

Diante desse cenário, Marques afirmou que é indispensável investir em gestão agroambiental, prática que envolve desde técnicas como a rotação de culturas até o aprimoramento estratégico da gestão das propriedades rurais. “Inserir a variável ambiental é um excelente negócio para quem está na agricultura”, concluiu.

Texto: Ayr Aliski, de Brasília

Fonte: Sistema FAEG

FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA É DIVULGADO NA COP23

Sarney Filho divulga 8º Fórum da Água - Gilberto Soares/MMA

18/11/2018

Na Conferência do Clima, em Bonn, ministro promove encontro sobre recursos hídricos que será realizado em Brasília em março de 2018.

Os preparativos para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília no próximo ano, foram apresentados na Conferência do Clima, a COP 23, na Alemanha. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou para a comunidade internacional como o Brasil está organizando o evento e como o encontro relacionará a questão hídrica com a questão climática. O tema foi debatido nessa segunda-feira (13/11), no Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23.

O ministro comentou os efeitos da mudança do clima na disponibilidade hídrica e destacou a importância da gestão para evitar prejuízos futuros. Para Sarney Filho, a articulação da sociedade no Fórum permitirá o estabelecimento de ações a nível nacional e global para os recursos hídricos. “Será uma oportunidade para engajar a sociedade e olhar para a questão da água com a seriedade que ele exige”, afirmou.

Sarney Filho encorajou, também, ações inovadoras como o programa Plantadores de Rios, que trabalha a recuperação de nascentes e áreas de preservação de cursos d’água no Brasil. Lançado em junho, o programa traz um aplicativo interativo que conectará proprietários de imóveis rurais com pessoas e instituições interessadas em investir na proteção e recuperação de florestas e outras áreas.

TEMAS

Marcado para ocorrer entre 18 e 23 de março, o Fórum trabalhará questões em temas centrais ligados a mudança do clima, populações, desenvolvimento, cidades, ecossistemas e financiamento para segurança hídrica. O tema central desta edição será Compartilhando Água, para enfatizar a importância do uso racional e sustentável da água. Questões ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) também integrarão a pauta do evento.

Além da apresentação do Fórum, o Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23 debateu assuntos como segurança alimentar, ações de conservação em áreas de manguezais e pagamentos por serviços ambientais. A equipe do MMA na Conferência do Clima apresentou, ainda, os resultados do Atlas Esgotos, levantamento feito pela Agência Nacional de Águas com um panorama do saneamento básico em todo o país.

8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA - PLATAFORMA SUA VOZ



22/06/2017

Em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água acontecerá em Brasília/DF e reunirá os principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no mundo.

Você poderá participar do Fórum contribuindo com ideias, experiências, discussões por meio da Plataforma Sua Voz.

Essa ferramenta on line de consulta aberta, permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta deem sugestões que poderão ser debatidas no maior encontro mundial sobre água.

Essa é oportunidade de expressão de diferentes pontos de vista para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão das águas no mundo.



Está aberta a segunda rodada de discussão que tratará de temas transversais nos seguintes períodos:

 São 6 salas de debate em que os temas
transversais serão discutidos: 



A Plataforma Sua Voz está disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e conta com ferramenta de tradução para mais 90 idiomas,  de modo a facilitar a participação de pessoas da  maioria dos países do mundo.

O objetivo é fazer do 8º Fórum um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Fonte: ABRH

MANAUS RECEBE EVENTO PREPARATÓRIO DO FÓRUM MUNDIAL DAS ÁGUAS

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

13/05/2017

O Fórum Mundial da Água acontece a cada quatro anos. A última edição aconteceu na Coreia do Sul

As soluções para  problemas hídricos são um dos principais temas do Fórum Mundial das Águas. O Amazonas sediou neste quarta-feira (10), um dos eventos preparatórios do encontro que acontece em março de 2018, em Brasília. Em Manaus, participaram do encontro profissionais da engenharia, agronomia, pesquisadores, cientistas, políticos e estudantes. 

O Fórum Mundial da Água acontece a cada quatro anos. A última edição ocorreu na Coreia do Sul. O principal objetivo do encontro é mostrar os impactos que a poluição faz com os recursos hidrográficos do planeta. "O Brasil participou desse debate e chamou a atenção para a prosperidade que temos, afinal possuímos a maior reserva hídrica do planeta, então a responsabilidade do país passa a ser bem maior. Queremos que as pessoas saibam que existem profissionais engajados em solucionar esses problemas", disse o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva.

A próxima edição do evento está marcada para ocorrer em 2018, em Brasília. A capital brasileira venceu a disputa com Copenhague (Dinamarca). "O Governo Brasileiro conseguiu trazer o Fórum para o país. Queremos dar enfoque para a Amazônia e dessa forma sensibilizar as autoridades brasileiras e mundiais sobre a importância de preserva essa riqueza. Entendo que esse evento pode trazer muitos benefícios para o Brasil, porque somos o país mais qualificado para trazer essa discussão ao mundo", afirmou Silva.

Em 2016, Brasília sediou a Conferência Internacional das Águas que foi promovida pelo Confea e pela Federação Brasileira de Engenharia. O evento contou com a participação de duas entidades mundiais, a União Pan-americana de Associações de Engenheiros e a  World Federation of Engineering Organisations (WFEO). Na opinião de Silva, essa conferência chamou a atenção das autoridades. "O Brasil mostrou ali potencial para sediar o Fórum Mundial, não só voltado para a água, mas na cadeia que implica a questão. De lá também saiu a ideia de fazer o evento preparatório no Amazonas", revelou.

 
Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

Durante a Conferência Internacional das Águas, uma carta foi escrita em três línguas (português, espanhol e inglês), nela as autoridades colocaram várias questão que precisam ser abordadas em relação a água no mundo. Ele revelou que existem vários projetos sendo estudados no momento. “Teremos os maiores especialistas para palestrar no Fórum Mundial da Água, e também temos uma ótima quantidade de materiais que podem ser utilizados como projetos no futuro. Ainda não conseguimos colocar nada em prática, mas os pesquisadores estão trabalhando para editar tudo da melhor maneira possível. Precisamos nos preparar e planejar cada passo”, afirmou. 

Evento preparatório

Segundo o presidente da Crea-AM, engenheiro civil Cláudio Guenka, a importância de Manaus sediar o evento vai além das questões ambientais. "É importante não apenas para a cidade, mas para toda região Amazônica. Hoje iniciamos a conferência falando sobre os impactos das mudanças climáticas, então estamos alertando ao mundo que o Amazonas seja visto de uma maneira diferente. Queremos que as nossas águas sejam tratadas com as particularidades que nós temos aqui, então dessa maneira eu vejo que o Conselho Federal de Engenharia acertou em trazer o evento para a cidade. Espero que possamos apurar todos os saldos desse encontro, os positivos e negativos também", falou.

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

Para o engenheiro, a questão hídrica é muito importante na região Norte. Ele acredita que ainda é necessário trazer a tona questão como a qualidade da água, preservação de nascente e que o próprio amazônida possa trabalhar em harmonia com a natureza. “Temos que fazer uma reflexão sobre como todas as coisas estão interligadas, levar em consideração, por exemplo, a água enquanto recurso necessário para a sobrevivência de toda especie humana. São questão fortes, mas ao mesmo tempo necessárias”, disse Guenka.

Guenka acredita que o encontro mostra a coletividade das pessoas, não só para dividir recursos hídricos, mas para focar em ideias. “O Fórum tenta inserir nos participantes o espirito coletivo. O nosso objetivo é mostrar que apesar de haver água em abundância na Amazônia existem lugares que sofrem com a escassez da mesma. Por isso, o encontro torna-se primordial para a resolução desses problemas, pois, envolvemos os técnicos de engenharia e agronomia para pensar essa grande discussão, claro que não podemos tratar a água de maneira tão comercial, então a coletividade surge também como forma de ideias”, destacou o presidente da Crea-AM.

Ao ser questionado sobre os problemas de abastecimento de água em alguns pontos de Manaus, Guenka, afirmou que o desenho urbano da cidade é de conhecimento dos engenheiros. Ele também parabenizou o esforço que é feito para levar o abastecimento para os contribuintes. "Temos aqui a participação da concessionaria Amazonas Ambiental que entra nessa discussão para mostrar tudo o que está sendo feito para a população, e saber também de qual forma podem contribuir para o Fórum", destacou.

Pessoas do mundo todo podem ajudar a definir os debates para 8º Fórum Mundial da Água



21/02/2017

A partir do dia 13 fevereiro, pessoas do mundo todo já podem começar a participar do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será Compartilhando Água, e contribuir para preparar o evento, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento e está disponível no site do 8º Fórum Mundial da Água.

A ferramenta permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta com acesso à internet compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos vão acontecer em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano.

Os participantes têm a oportunidade de expressar suas opiniões e contribuições para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de discussões, que vão durar oito semanas cada. A primeira etapa da consulta pública começa dia 13 de fevereiro e será encerrada em abril. Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.  

Cada sala temática vai contar com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. Quando o tema for pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente, já que a água está presente na vida de todos.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com os objetivos de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul.   

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Acompanhe as novidades sobre o 8º Fórum Mundial da Água no Facebook (fb.me/WorldWaterForum8) e no Twitter (https://twitter.com/WaterForum8).

Fonte: ANA

7º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA ENCERRA COM DESTAQUE AO BRASIL E AO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA EM 2018.

Delegação brasileira recebe as bandeiras do Fórum Mundial da Água (Crédito: Divulgação)

18/04/2015

Numa cerimonia que reuniu aproximadamente 2.000 pessoas, encerrou-se neste dia 17 de abril na cidade de Daegu, Coreia do Sul, o 7º Fórum Mundial da Água que teve a participação de 23 mil pessoas de mais de 150 países do planeta.

Tendo como temática “Water For Our Future”, água para nosso futuro, o evento ampliou o debate sobre os recursos hídricos e desenvolveu discussões e soluções importantes para a efetivação de ações em prol das águas, seja na preservação deste importante líquido ou em programas para disponibilidade e qualidade das nossas águas superficiais e subterrâneas.

O Brasil, presente com uma delegação de 120 pessoas, além da participação de vários técnicos dentro da grade do evento, teve implementado no evento o Pavilhão Brasil onde importantes reuniões e apresentações foram feitas e por onde passaram mais de 10 mil pessoas durante todo o evento.

Ricardo Andrade, da ANA, Coordenador da Seção Brasil dos Membros do Conselho Mundial da Água, apontou a importante participação do país dentro do evento e deu destaque ao Pavilhão Brasil que apresentou inúmeras boas práticas de gestão desenvolvidas em nosso país e despertou importantes ações de integração com representantes de vários países do mundo, palavras que foram corroboradas pelo presidente da REBOB e Governador do Conselho Mundial da Água, Lupercio Ziroldo Antonio que ainda enfatizou que cada vez mais a gestão da água vem sendo desenvolvida no mundo de forma participativa, compartilhada e integrada por todos os atores do Sistema.

 
Ney Maranhão - Secretário Nacional de Recursos Hídricos - fala pelo Governo 
Brasileiro no encerramento (Crédito: Divulgação)
  
Na cerimonia de encerramento, com a participação de todo o Comitê Organizador do 7º Fórum Mundial da Água e do presidente do Conselho Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, o Brasil apresentou vídeo com as palavras do Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rolemberg e após teve sua representação nas palavras de Ney Maranhão, Secretário Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, que no ato, representando o Governo Brasileiro, disse da grande alegria em ter nosso país sediando o 8º Fórum Mundial da Água e satisfação que o país terá para receber representantes do mundo todo em 2.018.

No ato, o Brasil, com 10 representantes, destacando ainda entre eles o Secretário Nacional de Infraestrutura Hídrica, Osvaldo Garcia, o Secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Irani Braga Ramos, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do GDF, Paulo Salles, a presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Celina Leão e Vinicius Benevides, presidente da ADASA, recebeu a bandeira do Fórum Mundial da Água, pois será a sede do 8º Fórum Mundial em 2018 e foi destaque na capa dos jornais locais.

Brasil e destaque nos jornais da Coreia do Sul (Crédito: Divulgação)


A candidatura do Brasil e de Brasília para sediar o 8º Fórum Mundial da Água em 2018

01/04/2014

O Conselho Mundial da Água promove, a cada três anos, o Fórum Mundial da Água, o mais importante evento técnico relacionado ao tema da água no planeta. O Fórum contribui para aumentar a importância desse tema na agenda política internacional e cria um consenso para solucionar problemas relacionados à água e saneamento, contribuindo para a formulação de políticas públicas nas questões afetas à gestão integrada e ao uso racional dos recursos hídricos.

Já foram realizadas seis edições deste importante evento: Marrakesh, Marrocos, em 1997; Haia, Holanda em 2000; Kyoto, Japão em 2003; Cidade do México, México em 2006; Istambul, Turquia em 2009; e Marselha, França em 2012. A sétima edição será realizada na cidade de Daegu, Coréia do Sul, de 12 a 17 de abril de 2015.

Em sua sexta edição, realizada na cidade de Marselha, França, o Brasil teve destacada atuação política e técnica, apresentou um dos pavilhões mais originais e sua presença mobilizou quase setenta instituições brasileiras, dentre as quais destaco os representantes de órgãos de governo – federal, estadual e municipal; do parlamento, da academia, de empresas, de associações profissionais e de setores usuários.

Em um contexto mais amplo, é notório o crescimento técnico, político e institucional do país no setor de recursos hídricos.

Aliado a isto, o Brasil dispõe de um amplo conjunto de boas práticas em gestão de recursos hídricos e tem desempenhado um papel relevante em ações de cooperação internacional, além de participar ativamente dos mais importantes fóruns internacionais de recursos hídricos e temas correlatos.

Esta mobilização se traduz na estruturação e atuação da Seção Brasil do Conselho Mundial da Água que reúne atualmente quarenta e quatro membros que representam os principais nichos institucionais que atuam no setor de recursos hídricos.

Sendo o Fórum Mundial da Água o mais importante evento sobre o tema da água e tendo em vista o crescente interesse das instituições e técnicos brasileiros nesse evento, foi iniciada, sob a coordenação da Seção Brasil, uma mobilização para a apresentação de candidatura brasileira para sediar o 8º Fórum, em 2018.

A escolha do país e da cidade para sediar o 8º Fórum Mundial da Água, a ser realizado em 2018, coordenada pelo Conselho Mundial da Água, contou com a apresentação de nove candidaturas que, numa primeira fase, foi reduzida para quatro e, finalmente, para duas candidaturas: Brasil e Dinamarca.

O Brasil e a cidade de Brasília submeteu proposta baseada em dois pilares. O primeiro, o do compartilhamento de experiências exitosas, boas práticas e intercâmbio e cooperação em instituições, regiões, e nações. O segundo, o pilar da Sustentabilidade, entendendo que qualquer iniciativa envolvendo água deve considerar o seu uso racional e consciente.

Além disso, sediar o 8º Fórum Mundial da Água em 2018 no Brasil apresenta algumas vantagens comparativas: o potencial hídrico do país, o fortalecido cenário técnico, institucional e legal afeto ao setor e um ineditismo extremamente favorável em tempos de globalização, pois será a primeira edição do fórum no hemisfério Sul.

A figura abaixo, ilustra de forma inequívoca este desequilíbrio em termos de distribuição geográfica das sedes dos eventos anteriores e do próximo, distribuição que deveria ser equitativa em termos geopolíticos para um evento que se pretende, e de fato é, planetário.



Esta característica geopolítica, por si só, já justifica a escolha do Brasil e de Brasília. Sinaliza a alternância política e um reconhecimento ao fortalecimento e participação de países em desenvolvimento nas discussões de âmbito global, notadamente no que se refere ao uso dos recursos hídricos e a temas correlatos tais como governança da água, mudanças climáticas e recursos hídricos, reuso e uso racional da água, água e energia, água e saneamento, água e segurança alimentar, entre outros.

No contexto do processo de seleção, em agosto passado a cidade de Brasília recebeu a visita do Comitê de Avaliação do Conselho Mundial da Água, composto por quatro membros, que avaliou as condições políticas, institucionais, técnicas e as características de infraestrutura da cidade de Brasília para sediar o Fórum em 2018.

Manifestações preliminares indicam que a visita foi exitosa e atingiu plenamente os seus objetivos de avaliar o interesse e apoio político e as potencialidades do Brasil e de Brasília para sediar o evento.



Contribuiu para o sucesso da missão, a participação da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, das mais altas autoridades do Governo do Distrito Federal, Governador Agnelo Queiroz e Vice-Governador Tadeu Filippelli, e dos Senadores Rodrigo Rollemberg, Jorge Viana e Sergio Souza, além de diversos secretários de estado e dirigentes de órgãos e setores estratégicos do GDF, dirigentes do Governo Federal, diretores da ANA e representantes de importantes instituições brasileiras que representam os mais diversos setores usuários de recursos hídricos e compõem a Seção Brasil do Conselho Mundial da Água.

Outro aspecto importante foi Brasília confirmar, durante a visita, as condições para sediar tão importante evento. Foram visitados os locais sugeridos – Centro de Convenções e Estádio Nacional, e apresentados sua moderna infraestrutura e aspectos logísticos únicos – concentração hoteleira e mobilidade urbana adequada, fazendo com que “o fórum aconteça num raio de dois quilômetros”.

Agora, resta-nos aguardar a escolha final entre Brasília e Copenhague, a ser realizada pelos Governadores do Conselho Mundial da Água em 2014.

Temos a sensação de dever cumprido. O potencial do Brasil como 6ª maior economia do mundo, sua importância geopolítica no cenário internacional, nosso maravilhoso potencial hídrico, o fato de Brasília ser o coração político do país, o potencial urbanístico moderno da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, e, principalmente, por propiciar ao Conselho Mundial da Água a realização do primeiro fórum no hemisfério Sul, são algumas das razões pelas quais entendemos que a candidatura do Brasil e de Brasília atende todos os requisitos e expectativas do Conselho e da comunidade internacional.

Sediar a realização do 8º Fórum Mundial da Água em 2018 trará ganhos inquestionáveis para o Brasil e para Brasília.

Ricardo Medeiros de Andrade

ricardo.andrade@ana.gov.br
Engenheiro Civil, graduado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 1993. Atualmente é Superintendente de Implementação de Programas e Projetos da Agência Nacional de Águas e desde 2009 é Governador-Suplente do Brasil junto ao Conselho Mundial da Água e é o Coordenador da Seção Brasil do Conselho Mundial da Água para o período 2012-2015.




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