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BRASIL KIRIN: RECICLAGEM E MUDANÇA DE HÁBITOS

10/09/2016

Os moradores da comunidade Pantanal, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo (SP), estão desde o ano passado envolvidos em uma atividade diferenciada: separar resíduos recicláveis para trocá-los por alimentos. O recebimento dos materiais é feito no Espaço Recicle Capão Redondo - uma iniciativa da fabricante de bebidas Brasil Kirin em parceria com a start-up SO+MA.

“Esse projeto faz parte do compromisso da Brasil Kirin de gerar valor compartilhado nas comunidades por meio da destinação adequada dos resíduos, produzindo impactos sociais mais profundos. Queremos não apenas fazer a coleta das embalagens, mas também promover melhorias por meio de uma ação que resulte, ao mesmo tempo, em ganhos sociais, econômicos, ambientais e de saúde pública, ao retirar o lixo das ruas”, detalha Natalia Buchwitz, gerente de Sustentabilidade e Marca Institucional da Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação


Os moradores entregam as embalagens pós-consumo no Espaço no Jardim Pantanal. Os materiais são pesados por um educador ambiental, contabilizados e viram pontos acumulados em um “Programa de Fidelidade” que permite a troca por produtos e alimentos. Um detalhe essencial: a pontuação diminui sensivelmente se o morador trouxer os recicláveis sem selecioná-los previamente. Ou seja, a iniciativa visa alterar hábitos e conscientizar a comunidade a respeito do valor dos recicláveis.

O entendimento dos benefícios dessa proposta e sua aceitação levaram ao crescimento do projeto em 143% desde seu lançamento. Mais de 200 famílias participam da ação que já superou 30 toneladas de recicláveis coletados e encaminhados à cooperativa Cooperpac que aumentou seu volume triado em 30%, com ganhos de eficiência, em função da qualidade dos resíduos. Em 2014, a Brasil Kirin, também com suporte da SO+MA, instalou o Espaço no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), e cedeu a estrutura à comunidade no ano passado.

“O Espaço Recicle gera um círculo virtuoso de valor que atende à legislação a partir do conceito de responsabilidade compartilhada.”Natalia Buchwitz

“No nosso planejamento, o resíduo funciona como ‘moeda’ para estimular novos hábitos”, explica Cláudia Pires, da SO+MA, uma start-up focada em gerar renda e provocar o desenvolvimento social. “Nas comunidades vulneráveis, há falta de oportunidades e necessidade de alimentos. Estamos procurando resolver a questão do lixo como agente causador de sérios problemas de saúde, transformando-o em solução ao produzir renda familiar e novas possibilidades.”

Os exemplos desse resultado são concretos. Por serem mais assíduas no programa, algumas famílias já economizam mais de 200 reais mensais, o que pode representar até um terço de sua renda total. Há também casos de pessoas que trocam os recicláveis por óleo ou farinha e produzem pães e salgadinhos, estimulando o empreendedorismo e elevando a rentabilidade de pequenos negócios. Até mesmo pessoas de fora da comunidade já procuram o Espaço para participar da ação.



A Brasil Kirin possui outras iniciativas de apoio à coleta seletiva e às cooperativas. Em Recife (PE), seu Ponto de Entrega Voluntária em parceria com a cooperativa Bola na Rede recebeu mais de 4,5 toneladas de recicláveis no ano passado. Em Cachoeiras de Macacu (RJ), seis comunidades foram atendidas em 2015, com a arrecadação de 47 toneladas de materiais e doação de 15 toneladas de alimentos, impactando mais de 800 famílias. “A cooperativa é um elo muito importante na cadeia da reciclagem, porque faz com que o material realmente volte ao ciclo produtivo. Sem o trabalho do catador organizado, o processo perderia eficiência, qualidade e impacto social”, destaca Natalia Buchwitz.


Fonte: CEMPRE


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