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LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGENS DE AÇO ENTRA EM VIGOR

Embalagens recolhidas deverão ser encaminhadas a cooperativas ou empresas do 
comércio atacadista do setor  - Crédito: Gilberto Soares/MMA

27/12/2018

Termo publicado nesta quinta-feira formaliza compromisso para garantir destinação final ambientalmente adequada de embalagens de tintas imobiliárias e alimentos.

O Termo de Compromisso para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Aço foi publicado nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União. As normas já estão valendo e têm como objetivo garantir a destinação final ambientalmente adequada das embalagens de aço. Prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a logística reversa permite a destinação final ambientalmente adequada das embalagens, após o uso pelo consumidor.

Com a assinatura do termo de compromisso do setor, as embalagens recolhidas, tanto as de alimentos quanto as de tintas imobiliárias, deverão ser encaminhadas prioritariamente a cooperativas ou empresas do comércio atacadista de resíduos e sucatas metálicas, ou aos Centros/Entrepostos Prolata de Reciclagem, ou ainda diretamente à indústria siderúrgica. Além disso, deverão ser seguidas metas similares ao Acordo Setorial de Embalagens em Geral. 

“Esse termo, assinado em 21 de dezembro deste ano e publicado hoje, dá continuidade ao previsto no Edital que resultou no Acordo Setorial para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral, assinado em 2015, ampliando a destinação final ambientalmente adequada das embalagens em geral pela gestão daquelas de aço”, explicou Zilda Veloso, diretora de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do MMA.

São signatárias do Termo de Compromisso, pelo setor empresarial, as empresas associadas à PROLATA Recicladores Associados, à Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI), à Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO) e à Associação Brasileira de Embalagens de Aço (ABEAÇO).

ESTÍMULO

Com o objetivo de inserir esse conceito e implantar o sistema de logística reversa das embalagens de aço, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocou em consulta pública a minuta do Termo de Compromisso, em novembro de 2017, antes da assinatura e homologação. A proposta busca estimular o consumidor a efetuar a separação e o descarte adequado das embalagens de aço, reduzindo a quantidade de material nos aterros e possibilitando a reciclagem.

A previsão do MMA é recolher, em até 36 meses depois da formalização do compromisso, pelo menos 148 toneladas de embalagens de aço por dia, ampliando em quase 15% as atuais taxas de reciclagem no pós-consumo.

A gestão ineficiente e inadequada dos resíduos gera vários danos ambientais que comprometem a preservação da natureza e a saúde humana. A geração de resíduos é proporcional ao aumento do número de habitantes. Por isso, com o passar dos anos, as empresas e o governo encontram cada vez mais dificuldades para implantar, ordenar e gerenciar os resíduos.

SAIBA MAIS

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), no artigo 33, estabelece que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos depois do uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.

Dessa forma, a logística reversa permite que todos esses setores envolvidos realizem a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

O artigo 33 também prevê que o sistema de logística reversa será estendido a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidros, e aos demais produtos e embalagens, considerando prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados.

Por: Rogério Ippoliti/ Ascom MMA



Conheça o processo de logística reversa de embalagens plásticas



28/12/2017

Para evitar a poluição ambiental é fundamental a realização da reciclagem e a logística reversa de embalagens plásticas.

Com o aumento da população mundial nas últimas décadas, o descarte correto de resíduos deixou de ser uma política de incentivo a boas práticas e se tornou uma verdadeira necessidade para empresas e cidadãos que se preocupam com a preservação ambiental por meio da sustentabilidade.

Para se ter ideia da gravidade da questão, dados apontam que, em 2012, 40% dos resíduos sólidos urbanos não foram descartados da maneira correta. Isso significa que mais de 24 milhões de toneladas de lixo foram parar na natureza, prejudicando o solo, a água e a saúde pública.

Nesse contexto preocupante, a logística reversa surge como uma importante ação para reduzir o descarte irregular de produtos. Este é um processo que diz respeito ao gerenciamento do fluxo físico dos produtos e embalagens, fazendo com que eles retornem a seu local de origem após serem consumidos. O objetivo é fazer com que esses resíduos recebam o tratamento mais adequado, de modo a reduzir os impactos ambientais relacionados ao descarte.

Processo de logística reversa de embalagens plásticas

Por serem baratas e resistentes, as embalagens de plástico são amplamente utilizadas pela indústria, sobretudo nos segmentos de alimentos e bebidas. Porém, este é um tipo de material que pode ser altamente tóxico à natureza, uma vez que leva muitos para se decompor naturalmente e, enquanto isso, acaba poluindo o ambiente.

Para minimizar o impacto causado por esses itens, é essencial que as empresas se dediquem à reciclagem e a processos de logística reversa de embalagens plásticas. De maneira geral, este processo é composto por cinco etapas principais:

- Coleta das embalagens, que passam por um processo de lavagem para retirada de resíduos, seguida de pesagem;
- Na sequência, as embalagens são trituradas, gerando flocos de plástico;
- Os flocos gerados passam por um processo em que são transformados em grãos;
- Dos grãos é possível obter outros produtos, como fios de poliéster, que são utilizados em tecidos;
- Na última etapa da logística reversa de embalagens, os produtos produzidos podem ir para as indústrias e receberem novas aplicações para a geração de outros produtos industriais.

Requisitos e produtos gerados

É importante destacar que a logística reversa de embalagens plásticas não pode ser realizada com qualquer tipo produto plástico, por questões de qualidade e aplicabilidade. Canos de PVC, para-choques de carros, brinquedos produzidos com plástico, garrafas PET, tampa de embalagens, copos descartáveis e embalagens de produtos de limpeza estão entre os principais materiais que podem passar por este processo.

Em relação à aplicação industrial, os produtos gerados pela logística reversa de embalagens são muitos. Na construção civil podem ser utilizados para a fabricação de bancos, conduítes, telhas, tijolos e mesmo pisos com pegada sustentável. O mesmo é valido para a arquitetura, pois vasos de planta, pallets e mesmo móveis também podem ser construídos a partir dos produtos gerados pela logística reversa embalagens.

Dinâmica Ambiental

Especializada em gerenciamento de resíduos, a Dinâmica Ambiental é uma empresa que atua na área de engenharia reversa de aerossóis, produtos inservíveis e embalagens. A empresa, que faz parte do Grupo Fragmaq, oferece soluções para descaracterização e destinação correta de cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos alimentícios e embalagens plásticas. 

Fonte: FRAGMAQ


LOGÍSTICA REVERSA CONTRIBUI PARA DIMINUIÇÃO DE LIXO

Lixo reciclável: lavar ou não? Como separar o lixo? - greenMe.com.br - com.br

26/06/2017

Os fabricantes agora são responsáveis por reciclar pelo menos 17% de seus resíduos.

Pensar que o planeta em que vivemos está ficando coberto de lixo é algo assustador. Por isso, foi criado o método da logística reversa, para tentar reduzir o teor de resíduos que tornam-se lixo.

Nem tudo que é jogado na lixeira é lixo, isso porque existe uma enorme diferença entre lixo e resíduo. Lixo é tudo aquilo que não pode ser reaproveitado, ou seja, deve ser descartado. Já os resíduos podem ser recuperados, reciclados e reutilizados.

A lei número 12.305 e seu regulamento, decreto número 7.404, disserta sobre a responsabilidade perante os resíduos sólidos, essa lei define que os fabricantes possuem a responsabilidade de reciclar pelo menos 17% de tudo que produzem.

Dessa forma, a logística reversa atua como cooperadora do meio ambiente.

O conceito de logística compreende toda a sequência de ações que garantem que o produto chegue até o consumidor final, sendo assim, a logística reversa nada mais é do que o processo inverso, ou seja, o produto voltará do consumidor para o fabricante.

A Apple, a Philips e a HP criaram métodos para facilitar a prática da logística reversa.

A Apple certifica que seus clientes que levarem os aparelhos antigos às suas lojas para serem avaliados por profissionais, receberão o valor do aparelho, que poderá ser utilizado para a compra de um aparelho novo. o aparelho antigo será, então, encaminhado para a reciclagem. Atualmente, esse método só é válido nos Estados Unidos, mas será expandido em breve.

A Philips equipou quase 100 assistências técnicas com urnas próprias para coletar baterias e pilhas.

A HP criou um e-mail para atender os clientes que desejam ter seus produtos e suprimentos de impressão da marca reciclados. O e-mail é o reciclagem@hp.com.

Uma outra medida para auxiliar na redução do lixo é a coalizão embalagens, esse acordo, assinado em 2015, tem como meta a redução de 22% das embalagens destinadas aos aterros até o final de 2017, utilizando o conceito de logística reversa.

No dia 1° de fevereiro deste ano, foi apresentado pela coalizão embalagens, um relatório com os resultados prévios. Nele consta que 51,2% da população brasileira está engajada na missão. No qual 422 municípios de 25 estados brasileiros participam.

Toda a população é convidada a contribuir, para isso, a Tetra Pak, uma empresa que fabrica embalagens, criou um site, www.rotadareciclagem.com.br, que ajuda a localizar os pontos que atuam como compradores de recicláveis. #planeta #Terra #geografia

A BVRIO PROMOVE O USO DE CRÉDITOS DE LOGÍSTICA REVERSA PARA A REMUNERAÇÃO DOS SERVIÇOS AMBIENTAIS PRESTADOS POR COOPERATIVAS DE CATADORES



21/04/2017

Existem hoje no Brasil cerca de 800.000 catadores de materiais recicláveis atuando na coleta e triagem de resíduos sólidos pós-consumo. Responsáveis por mais de 70% de toda a coleta seletiva realizada no país, catadores vêm se estruturando por meio de cooperativas ou associações e a atividade de catação, hoje reconhecida como profissão, representa um meio concreto de inclusão produtiva para uma parcela significativa da população brasileira.

Historicamente os catadores são remunerados unicamente pela venda do material triado, mas não pelo serviço ambiental que resulta da coleta e triagem, ou seja, a atividade de logística reversa. Essa externalidade positiva resultante da atividade dos catadores, que beneficia a sociedade em geral e, em particular, àqueles que tem a responsabilidade legal de realizar a logística reversa, deve ser remunerada.

Reconhecendo a enorme dimensão social e ambiental do serviço prestado pelos catadores, a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina que todos os instrumentos de execução da lei devem contemplar os catadores, com vistas a promover a estruturação e o desenvolvimento de cooperativas e a sua emancipação econômica. Em particular, qualquer sistema de logística reversa que vier a ser implementado para o setor de embalagens deve promover a inclusão produtiva dos catadores.

Créditos de Logística Reversa de Embalagens representam a atividade de coleta e triagem realizada pelas Cooperativas de Catadores. Além de constituir um instrumento de inclusão produtiva e geração de renda para os catadores (adicional à venda dos materiais) e contribuir para a formalização, desenvolvimento e fortalecimento das cooperativas, os Créditos de Logística Reversa constituem um modo eficiente para as empresas cumprirem suas obrigações legais.

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Mercado de Créditos de Logística Reversa da BVRio

Como forma de promover a implementação da logística reversa de forma eficiente e com a efetiva remuneração dos catadores, a BVRio desenvolveu um Mercado de Créditos de Logística Reversa.

Os CLR são emitidos e vendidos pelos atores que efetivamente coletam resíduos (ou seja, catadores), e comprados pelos atores que necessitam fazer a logística reversa para cumprir com suas obrigações perante a lei. O processo de criação dos créditos envolve o registro de toda a atividade de coleta, triagem e venda do material triado em um Sistema de Gestão eletrônico. Os CLR são emitidos por tipo de material triado e vendido com nota fiscal eletrônica.


O uso de Créditos de Logística Reversa traz vantagens econômicas, sociais e ambientais:

Do ponto de vista social: o mecanismo viabiliza o pagamento de centenas de milhões de reais por ano pelos serviços prestados pelos catadores (ou seja, de forma adicional à receita obtida com a venda dos materiais), de forma não assistencialista, propiciando uma efetiva de inclusão produtiva dos catadores em grande escala. Constitui ainda um incentivo à formalização das cooperativas de catadores, fomentando o desenvolvimento destas como agentes econômicos no setor de logística reversa.

Do ponto de vista ambiental: sendo baseado na produtividade, e não em medidas assistencialistas, o sistema de créditos incentiva o aumento e diversificação da coleta e triagem de materiais recicláveis.

Do ponto de vista econômico: é uma solução eficiente e de baixo custo para o consumidor. Mecanismos de mercado tendem a ser mais eficientes e baratos do que soluções centralizadas. Adicionalmente, não obstante a relevância dos valores agregados do sistema, o custo unitário dos créditos de logística reversa é baixo se comparado com outras alternativas.

A negociação de Créditos de Logística Reversa é feita pela Plataforma BVRio.

Vem aí a primeira norma nacional de logística reversa de medicamentos descartados pelo consumidor

12/08/2015

A Comissão de Estudo Especial de Resíduos de Serviços de Saúde (ABNT/CEE–129), que tem como coordenadora a Engenheira Roseane Maria Garcia Lopes de Souza, Diretora da ABES-SP, finalizou no dia 31 de julho as discussões para a elaboração da primeira norma nacional de Logística Reversa de Medicamentos Descartados pelo Consumidor. Esta norma busca atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A CEE–129 da ABNT tem como escopo a normalização no campo de resíduos de serviços de saúde, no que concerne a terminologia, classificação, requisitos de gerenciamento, procedimentos de coleta, armazenamento, tratamento, métodos de ensaio e generalidades.

A revisão das normas iniciou-se em 2011 e, para trabalhar todos os temas, a Comissão optou pela criação de seis Grupos de Trabalhos específicos: conceitos e definições, classificação, gerenciamento intra, gerenciamento extra, logística reversa de medicamentos e embalagens.

 O grupo que tratou do assunto de logística reversa de medicamentos foi intitulado GT Medicamentos e coordenado pelo José Francisco Agostini Roxo da BHS Brasil Health Service.

Durante o processo de construção  participaram Sra Marilia Viotti representante do Ministério do Meio Ambiente e o setor da cadeia produtiva completa, representada pelas entidades da Indústria Farmacêutica, Varejo Farmacêutico e Distribuidores.

O próximo passo será o envio da norma para a área de revisão gramatical da ABNT, após procedimento, a norma entrará para consulta pública.

Entidades e empresas participantes na formulação:

Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico - ABC Farma
Arcadis Logos
Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos – Abradilan
Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos – ABETRE
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT
Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias – Abrafarma
Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico – Abafarma
Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa - Interfarma
Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais – Alanac
Bahia Farma
BHS Brasil Health Service
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB
Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia – CRF/BA
Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - CRF/SP
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo - Cremesp
Consultoria em Ambiental – CNC
Coordenação de Vigilância em Saúde - Covisa
Departamento de Água e Esgoto de São Caetano do Sul
Drogaria São Paulo
EcoAdvisor
Ecos da Natureza
Estre Ambiental
Fecomercio MG
Fecomercio SP
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP
Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM
Grupo Dimed
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HC FMUSP
Hospital Israelita Albert Einstein
Hospital Santa Elisa – HSE
Hospital São Paulo
Hospital São Vicente de Paulo
Instituto Butantan
Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
Instituto do Coração – Incor
Logística Ambiental de São Paulo S.A. – LOGA
Ministério do Meio Ambiente
Pioneira Saneamento
Raia Drogasil
Sanofi Aventis
Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo – Sindusfarma
Sindicato das Indústrias Farmacêuticas No Estado De Goiás – Sindfargo
Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas, Medicamentos, Correlatos, Perfumarias, Cosméticos e Artigos de Toucador no Estado de São Paulo – Sincamesp
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo 
Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farma do Estado de São Paulo – Sincofarma/SP
Unidade de Tratamento de Resíduos S.A.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRS



Saiba mais sobre Logística Reversa




28/07/2015

Dentre os vários conceitos introduzidos em nossa legislação ambiental pela Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS está a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a logística reversa e o acordo setorial.

A logística reversa é um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada".

A Lei nº 12.305/2010 dedicou especial atenção à logística reversa e definiu três diferentes instrumentos que poderão ser usados para a sua implantação: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso.

O acordo setorial é um "ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos".

O Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ratificou a relevância dada à logística reversa e criou o Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa - COMITÊ ORIENTADOR. 

Por permitir grande participação social, o Acordo Setorial tem sido escolhido pelo Comitê Orientador, desde sua instalação em 17/02/2011, como o instrumento preferencial para a implantação da logística reversa.

O COMITÊ ORIENTADOR é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA que desempenha, também, as funções de Secretaria Executiva.  É composto por mais outros quatro ministérios: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA; Ministério da Fazenda - MF; e Ministério da Saúde - MS. Representam esses ministérios junto ao Comitê seus respectivos ministros de Estado e, em caso de impedimento, seus representantes legais.

A estrutura do COMITÊ ORIENTADOR inclui o Grupo Técnico de Assessoramento – GTA instituído pelo Decreto Nº 7.404/2010  e formado por técnicos dos mesmos cinco ministérios que compõem o COMITÊ ORIENTADOR.  Sua coordenação, bem como a função de Secretaria Executiva, é exercida pelo MMA.

O COMITÊ ORIENTADOR e o GTA possuem a incumbência de conduzir as ações de governo para a implantação de sistemas de logística reversa, e têm centrado esforços na elaboração de acordos setoriais visando implementar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. 
Para estudar e buscar soluções de modelagem e governança para cada uma das cadeias de produtos escolhidas como prioritárias pelo COMITÊ ORIENTADOR foi criado cinco Grupos de Trabalho Temáticos – GTTs: 

> embalagens plásticas de óleos lubrificantes; 
> lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 
> produtos eletroeletrônicos e seus componentes; 
> embalagens em geral; e
> resíduos de medicamentos e suas embalagens.


Os objetivos principais desses grupos são a elaboração de uma minuta de edital de chamamento para a realização de acordos setoriais bem como a coleta de subsídios para a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica para implantação de sistemas de logística reversa – EVTE.

Após a aprovação da viabilidade técnica e econômica para implantação de sistema de logística reversa de uma determinada cadeia pelo COMITÊ ORIENTADOR, o edital de chamamento das propostas para acordo setorial é o ato público necessário para dar início aos trabalhos de elaboração destes acordos.

Situação dos Grupos Técnicos Temáticos e das negociações

Todos os grupos já concluíram seus trabalhos. A situação da implantação da logística reversa dessas cadeias, está mostrada a seguir:

Atualizada em 13/03/2015.

Outras iniciativas anteriores à PNRS para a devolução de resíduos

Existem cadeias que já possuem sistemas de logística reversa implantados, anteriormente à Lei nº 12.305/2010, por meio de outras tratativas legais nas quais citamos:

> pneus;
> embalagens de agrotóxicos;
> óleo lubrificante usado ou contaminado (Oluc); e,
> pilhas e baterias.

Informações sobre esses sistemas podem ser acessados em:


Fonte: SINIR


FedEx converte 825 quilos de uniformes em cobertores



20/07/2015

Iniciativa arrecadou 2.676 peças e envolveu 17 filiais da companhia no Brasil

A FedEx Express, subsidiária da FedEx Corp. (NYSE: FDX) e maior empresa de transporte expresso do mundo, implementou um programa de logística reversa e reciclagem de uniformes de seus funcionários e, com o suporte de uma cooperativa, produziu 825 cobertores, que serão destinados para doação.

“Foram arrecadadas 2.676 peças em 17 filiais da empresa no Brasil, totalizando 825 Kg de tecido. A Retalhar, negócio social especializado em logística reversa de uniformes, realizou a higienização das peças, e monitorou o trabalho desenvolvido pela cooperativa Amigas Arteiras, iniciativa da Liga Solidária localizada na comunidade Jardim Educandário, em São Paulo. Seis mulheres adequaram os uniformes para a posterior transformação destes em cobertores populares”, afirma Guilherme Gatti, diretor de Marketing e Comunicação Corporativa da Divisão América Latina e Caribe da FedEx Express.

Todo o processo teve duração de cerca de dois meses e a estimativa é que a reciclagem dos uniformes tenha evitado a emissão de 1,24 tonelada de CO2e no meio ambiente, de acordo com dados do relatório do projeto feito pela Retalhar.

“Assim como fizemos a introdução de veículos elétricos em nossas frotas, em 2013, queremos inspirar nossos funcionários e outras organizações a desenvolverem ações inovadoras e práticas sustentáveis facilmente replicáveis. É a primeira vez que fazemos um programa de reciclagem de uniformes e, agora, o resultado poderá beneficiar comunidades carentes nas regiões em que temos atuação”, conta Guilherme Gatti.

Entre as instituições beneficiadas está a Rede Rua, associação que dá suporte e atendimento a moradores de rua na capital paulista e a ONG Amigos do Bem, que promove desenvolvimento local e inclusão social no sertão Nordestino, combatendo a fome e a miséria por meio de ações educacionais e projetos autossustentáveis.

Para realizar a entrega das peças, funcionários da FedEx vão visitar o albergue mantido pela associação na região de Santo Amaro, e conversar com os hóspedes, explicando o processo utilizado para a produção dos cobertores.

“Será uma troca muito interessante, porque várias pessoas que atendemos estão envolvidas com reciclagem. Além disso, cada um que receber o cobertor sentirá seu trabalho prestigiado, porque também contribui para redução da degradação ambiental ao dar destino adequado a materiais que seriam descartados em aterros ou por meio da incineração”, afirma Maria Nazareth Cupertino, coordenadora da Rede Rua.



Logística Reversa

15/08/2014 

Embora a denominação “logística reversa” seja relativamente nova no Brasil, representa um conceito muito difundido no país, especialmente antes da proliferação das embalagens descartáveis. Basta lembrar das velhas garrafas de leite, que eram de vidro e “retornáveis”, ou das nem tão velhas embalagens de refrigerante e cerveja que aos poucos têm voltado a aparecer nos mercados. Para adquirir esses produtos, o consumidor precisa entregar ao comerciante embalagens similares vazias. O comerciante, por sua vez, ao adquirir novo estoque, precisa encaminhar as garrafas vazias aos fabricantes. Na indústria, elas são higienizadas e retornam à linha de produção. Se já não têm condições de uso, são descartadas pelos próprios fabricantes.

Basicamente, esse ciclo “ao contrário” – a volta da embalagem do consumidor para a indústria – exige um processo hoje chamado de logística reversa. Entendendo que a logística empresarial é responsável pelo planejamento, operação e controle do fluxo e das informações de um determinado processo, a logística reversa trata justamente do retorno de bens pós-venda e pós-consumo ao ciclo produtivo. Além de aplicável a vários tipos de embalagens, os setores de eletroeletrônicos, pneus, lâmpadas, entre outros, também requerem processos de logística reversa para promover a correta destinação final dos produtos após o esgotamento de sua vida útil.

Essa preocupação em implantar a logística reversa em vários segmentos industriais cresceu no Brasil a partir da década de 1980, diante do enorme crescimento da quantidade de lixo nos centros urbanos, o que, por sua vez, tinha ligação direta com a proliferação de embalagens e produtos descartáveis. Esse momento coincidiu ainda com o despertar da conscientização da sociedade brasileira quanto à necessidade de preservação ambiental, o que se refletiu na definição de novas políticas governamentais e também empresariais.

Numa rápida síntese – foi um longo caminho – toda essa discussão culminou com a aprovação da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A lei distinguiu resíduos (aquilo que pode ser reaproveitado ou reciclado) de rejeitos (não passível de reaproveitamento), considerando os segmentos doméstico, industrial, construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas com vapores de mercúrio, agrosilvopastoril, área de saúde e produtos perigosos. A nova legislação visa disciplinar e orientar empresas e poder público sobre suas responsabilidades para a destinação das embalagens e produtos pós-consumo, determinando que os fabricantes respondam pela logística reversa e destinação final ambientalmente correta.

No caso dos defensivos agrícolas, embora a PNRS contemple também o setor, uma legislação anterior – a Lei 9.974, do ano 2000 – já havia regulamentado a destinação das embalagens vazias, impulsionando a criação do inpEV. Por isso, o instituto teve grande importância nas discussões que levaram à sistematização da PNRS, sendo que o Sistema Campo Limpo serviu de exemplo de logística reversa que tem na base a responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos.

Fonte: INPEV


E o lixo pós-Copa? O que fazer?

05/08/2014

Os preparativos da Copa no Brasil, e ela em si, fizeram crescer o volume de negócios e também a quantidade de lixo gerado, além dos materiais que são mandados de volta à sua origem.

Wagner Tadeu Rodrigues

A logística reversa, por sua vez, é a responsável por esse fluxo específico e a importância desse processo exibe duas vertentes naturais: a legal, que regulamenta o tratamento de mercadorias após a utilização, como por exemplo, baterias em geral e embalagens tóxicas; e a comercial, que visa tornar esse mesmo lixo em valor adicionado. Na Copa, com a explosão do uso de produtos e processos política e ecologicamente corretos, a reciclagem ganha ainda mais força e a logística reversa é o motor que impulsiona esse movimento.

Nesse sentido, como temos visto e presenciado, o aumento de geração de latas de alumínio, garrafas pet, vidro e papel contribui para a reciclagem e para a imagem das empresas que assim atuam, além, é lógico, de ajudar no impacto ao meio ambiente.

Assim, podemos concluir que três questões básicas levam ao retorno dos materiais e produtos: a legislação que obriga as empresas a recolherem e darem destino correto aos produtos após utilização; as tecnologias apropriadas e modernas que permitem, cada vez mais, o reaproveitamento de materiais e componentes; bem como aumentar a produtividade na reciclagem e a conscientização da população, de forma geral e cada vez maior, no sentido de dar o destino adequado aos materiais e produtos após fazerem uso deles.

Ainda com relação à demanda da Copa do Mundo no plano empresarial, alguns cuidados são notados. Nos centros de armazenagem, há necessidade de estruturar sistemas WMS (Warehouse Management System), que dão capacidade de manusear estes volumes crescentes e de difícil previsibilidade. Nas áreas de transporte, o uso de sistemas TMS (Transportation Management System), relativo à logística reversa, ainda mais que a logística tradicional, dá capacidade de resolver complexas questões de maximização de entregas e coletas simultâneas, além do mais se considerarmos as restrições estabelecidas, como capacidade de veículos e intervalos de períodos de tempo para locais e produtos determinados - áreas de restrição e materiais inflamáveis, por exemplo.

E o legado da Copa? O que se espera do depois? Várias inovações serão bem-vindas e terão seu espaço certo. Melhores formas de recolher materiais e produtos e levá-los de volta aos Centros de Distribuição e fábricas continuarão sendo o grande desafio. Modelar e planejar estrategicamente os sistemas especialistas WMS e TMS, integrados aos Sistemas de Gestão Empresarial (ERP), a fim de ganhar este novo mercado, será a grande arma para fidelizar clientes e operar de forma lucrativa a prestação de serviços nas vendas e pós-vendas.

*Wagner Tadeu Rodrigues é presidente da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico.

Fonte: Portal O Debate


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