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Legado da natureza

07/04/2015 

Por Mônica Gusmão

Demonstramos no ultimo texto, onde analisamos aspecto da Carta da Terra a importância do equilíbrio ambiental que deve ser considerado fator preponderante para a biodiversidade, sempre visando a restauração dos ecossistemas quando atingidos por atividades predatórias.

Feitas estas observações, pretendemos agora um exame mais profunda do meio ambiente natural ou físico, como alguns denominam. Tem como constituição o solo, a água, o ar, a flora, a fauna. Por evidência, como todos os bens ambientais, são considerados como de uso comum do povo e tem por prerrogativa a qualidade ambiental, a qual, através do equilíbrio natural, que é a própria essência da sadia qualidade de vida e a fundamental conservação e utilização dos processos ecológicos fundamentais para todas as espécies.

Para se compreender o desenvolvimento e atuação dos fenômenos naturais, é fundamental o conhecimento de determinados seguimentos que compõem justamente a estrutura ecológica.

O legislador constitucional, almejando a defesa da ecologia, determinou que fosse de atribuição do Poder Público prevenir e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e dos ecossistemas.

Já de início cumpre aqui destacar os termos referentes ao processamento ecológico para melhor se obter uma ideia dos componentes da natureza e suas formas de atuação e desenvolvimento.

Assim visto, anote-se que se entende por ecologia as relações entre todos os componentes do meio ambiente e a interação entre os organismos vivos e o seu ambiente. Muitos denominam de forma bem singela como a ciência do habitat.

Nesta definição, já se conclui que na ecologia nós temos o estudo dos organismos em seu próprio meio.

Numa aceitação mais ampla, até no sentido de proteção ambiental e defesa da coletividade para evitar acontecimentos trágicos para o meio ambiente, poderíamos dizer que a noção de ecologia, de forma elástica, poderia abranger como formas e instrumentos de defesa para a conservação do equilíbrio ambiental.

Note-se que nosso legislador constitucional expressamente dá a toda à coletividade o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Pode-se ver no equilíbrio ecológico um mecanismo para a manutenção das características ecológicas de um sistema, melhor dizendo, da estruturação e evolução dos ecossistemas.

E é importante se saber que ecossistemas são todos os elementos que integram uma determinada área, onde se incluem os componentes vivos, com os orgânicos e não orgânicos, como o solo, o ar atmosférico, a água.

O conjunto composto de uma variedade de ecossistemas constitui a biosfera, que é uma porção reduzida do planeta Terra, onde surge e se desenvolve a vida.

No compêndio de ciência ambiental, 3ª edição, cujo título original é “Environmental Literacy”, H. Steven Dashefsky esclarece que esta porção é incrivelmente pequena, encontrando-se os organismos na porção mais baixa da atmosfera (troposfera), na camada situada sobre, ou logo abaixo, da superfície da terra (litosfera) e no interior dos corpos de água (hidrosfera) e nos sedimentos imediatamente abaixo.

O autor, inclusive, na sua descrição dos ecossistemas esclarece que as interações que existem entre os componentes vivos, isto é, os organismos e os fatores não vivos, como ar, solo e água proporcionam uma diversidade relativamente estável de organismos, envolvendo uma contínua reciclagem de nutrientes entre os seres compostos.

Trocando em miúdos, a biosfera é composta de ecossistemas das mais variadas espécies e que se situam nas montanhas, solos em geral, mares, rios, lagos, pântanos, florestas e todos os locais de concentração da vida, interagindo como um todo unitário.

Enfim, a vida em sua plenitude, um complexo dinâmico e permanente da manutenção e renovação das espécies, nelas se incluindo os seres vivos, os animais, vegetais e microorganismos.

Este patrimônio ambiental é o legado que a natureza nos destina, apenas exigindo em troca que se adotem meios e recursos para cuidar deste acervo. E a única atribuição que nos cabe é proteger e defender a conservação dos recursos naturais da mesma forma que nós protegemos nossas vidas. Só assim teremos o direito a uma qualidade de vida em compensação por nossa atuação, sempre procurando ajudar e beneficiar a natureza.

E quanto mais conhecermos os meios e procedimentos ecológicos e o provimento dos ecossistemas, tornando-os invulneráveis às ações predadoras do homem, a vida vai sempre se renovar.



E o lixo pós-Copa? O que fazer?

05/08/2014

Os preparativos da Copa no Brasil, e ela em si, fizeram crescer o volume de negócios e também a quantidade de lixo gerado, além dos materiais que são mandados de volta à sua origem.

Wagner Tadeu Rodrigues

A logística reversa, por sua vez, é a responsável por esse fluxo específico e a importância desse processo exibe duas vertentes naturais: a legal, que regulamenta o tratamento de mercadorias após a utilização, como por exemplo, baterias em geral e embalagens tóxicas; e a comercial, que visa tornar esse mesmo lixo em valor adicionado. Na Copa, com a explosão do uso de produtos e processos política e ecologicamente corretos, a reciclagem ganha ainda mais força e a logística reversa é o motor que impulsiona esse movimento.

Nesse sentido, como temos visto e presenciado, o aumento de geração de latas de alumínio, garrafas pet, vidro e papel contribui para a reciclagem e para a imagem das empresas que assim atuam, além, é lógico, de ajudar no impacto ao meio ambiente.

Assim, podemos concluir que três questões básicas levam ao retorno dos materiais e produtos: a legislação que obriga as empresas a recolherem e darem destino correto aos produtos após utilização; as tecnologias apropriadas e modernas que permitem, cada vez mais, o reaproveitamento de materiais e componentes; bem como aumentar a produtividade na reciclagem e a conscientização da população, de forma geral e cada vez maior, no sentido de dar o destino adequado aos materiais e produtos após fazerem uso deles.

Ainda com relação à demanda da Copa do Mundo no plano empresarial, alguns cuidados são notados. Nos centros de armazenagem, há necessidade de estruturar sistemas WMS (Warehouse Management System), que dão capacidade de manusear estes volumes crescentes e de difícil previsibilidade. Nas áreas de transporte, o uso de sistemas TMS (Transportation Management System), relativo à logística reversa, ainda mais que a logística tradicional, dá capacidade de resolver complexas questões de maximização de entregas e coletas simultâneas, além do mais se considerarmos as restrições estabelecidas, como capacidade de veículos e intervalos de períodos de tempo para locais e produtos determinados - áreas de restrição e materiais inflamáveis, por exemplo.

E o legado da Copa? O que se espera do depois? Várias inovações serão bem-vindas e terão seu espaço certo. Melhores formas de recolher materiais e produtos e levá-los de volta aos Centros de Distribuição e fábricas continuarão sendo o grande desafio. Modelar e planejar estrategicamente os sistemas especialistas WMS e TMS, integrados aos Sistemas de Gestão Empresarial (ERP), a fim de ganhar este novo mercado, será a grande arma para fidelizar clientes e operar de forma lucrativa a prestação de serviços nas vendas e pós-vendas.

*Wagner Tadeu Rodrigues é presidente da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico.

Fonte: Portal O Debate


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