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PARCERIA COM COOPERATIVA TESTARÁ EFICIÊNCIA DE BIOMANTA DE COCO



14/11/2018

A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) celebrou nesta quarta (14) com a Cooperativa da Produção Sustentável Familiar de Sergipe (Coopersus) um acordo de parceria para cooperação técnica com foco no teste de eficiência da biomanta feita com a fibra da casca de coco em cultivos de hortaliças e frutas.

O chefe-geral da Unidade da Embrapa, Marcelo Fernandes, recebeu o presidente da Coopersus, José da Paixão Santos, na sede em Aracaju para assinatura do termo, que terá vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por consenso das partes por meio de termo aditivo.

De acordo com o termo, a Embrapa e a Coopersus atuarão em regime de cooperação para determinar a eficiência da biomanta produzida a partir da casca de coco em cultivos de tomate, alface e morango no município de Itabaiana, no Agreste Central Sergipano, onde é sediada a cooperativa, além da vizinha Areia Branca. 

O objetivo é medir e validar a eficácia da manta no controle de plantas daninhas, aumento da eficiência no uso de água para irrigação, redução da incidência de pragas e doenças e na elevação da produtividade comercial das culturas. 

O termo prevê também estudos e testes para identificar o efeito do líquido extraído da casca do coco verde (LCCV) na proteção e sanidade das três culturas.

A coordenação técnica dos trabalhos de pesquisa ficará a cargo da pesquisadora Maria Urbana Nunes, especialista em aproveitamento de resíduos de coco com foco na sustentabilidade da agricultura. Ela lidera um projeto de pesquisa que busca soluções tecnológicas para o aproveitamento de resíduos da cultura do coqueiro, que tem o Grupo Aurantiaca, com áreas cultivadas de coco verde e agroindústria para exportação de produtos em Conde, no litoral norte da Bahia.

A Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE) também realiza estudos para aplicações eficazes de resíduos de coco na agroindústria.

A biomanta vem sendo usada na contenção de encostas ou de áreas degradadas e em decoração de interiores, e pesquisas realizadas pela Embrapa apontam grande potencial desse material no aumento da eficiência de diversas culturas agrícolas, entre elas o próprio coco. 

O desenvolvimento de alternativas de aproveitamento da casca de coco possibilita a redução da disposição inadequada de resíduos sólidos e proporciona uma nova opção de rendimento junto aos locais de produção. 

Estima-se que o Brasil possui uma área plantada de mais de 100 mil hectares de coqueiro-anão, destinados à produção do fruto verde para o consumo da água-de-coco. As cascas geradas por este agronegócio representam 80% a 85% do peso bruto do fruto e cerca de 70% de todo lixo gerado nas praias brasileiras representa cascas de coco verde. 

Este material tem sido correntemente designado aos aterros e vazadouros sendo, como toda matéria orgânica, potenciais emissores de gases estufa (metano), e, ainda, contribuindo para que a vida útil desses depósitos seja diminuída, proliferando focos de vetores transmissores de doenças, mau cheiro, possíveis contaminação do solo e corpos d'água, além da inevitável destruição da paisagem urbana.

Fonte: Embrapa


Moita Bonita pode se tornar Capital Nacional da Batata Doce



03/01/2018

Por Aparecido Santana

A batata doce de Moita Bonita tem mercado na região nordeste, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

Como a produção de 50 mil toneladas de bata doce por ano, o município de Moita Bonita pode ganhar o título de Capital Nacional da Batata Doce é o que afirma o Secretário de Agricultura e presidente da Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar e Solidária de Moita Bonita (Cooperafes), José Joelito Costa Santos.

O município possui cerca de 900 hectares de plantação em pequenas propriedades de batata doce. O cultivo do tubérculo representa 70% da renda da agricultura familiar, que é praticada durante os 365 dias do ano, com maior produtibilidade durante o período chuvoso (março a novembro).

O cultivo da batata doce nem sempre foi a principal fonte de renda. O prefeito Marcos Costa lembra que houve uma migração da plantação da mandioca para o cultivo da batata doce. “Essa maior rentabilidade fez com que os agricultores passassem a cultivar a batata doce, que hoje é maior fonte de renda dos moitenses e proporcionalmente uma das maiores produções do Brasil”, destaca o prefeito Marcos Costa.

Ainda segundo o prefeito, a Cooperafes tem sido exemplo de sucesso para todo o Brasil, pela forma como funciona no município. “É uma cooperativa que funciona muito bem, o associado, planta, cultiva e vende, sem a figura do atravessador, onde os lucros são maiores, dando uma condição devida melhor para os nossos agricultores”, acrescenta.

Joelito acredita que o município esteja no topo dos maiores produtores de batata doce. “Moita é a Capital Nacional da batata doce. Eu duvido que outro município, que outra região, tenha a bata doce tão importante para sua economia, para o desenvolvimento da sua agricultura como a nossa. Nossa área geográfica é pequena (95,820 km²), mas temos produção de batata doce muito alta, sendo uma das maiores médias de produtividade do país, superando 6 toneladas por tarefa, que equivale a mais de 20 toneladas por hectare”, afirma o secretário.

Em qualquer época do ano tem caminhão sendo abastecido. De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Agricultura em parceria com a cooperativa são carregados 50 caminhões de batata doce por semana. “Cada caminhão deste carrega 16 toneladas, e emprega aproximadamente 50 pessoas. Fazendo uma multiplicação simples de 50 (número de caminhões) x 50 (número de pessoas) vai dá R$ 2.500 diárias de pessoas ocupadas no serviço da bata doce por semana e se multiplicar isso por 50 (preço médio pago por diária) vai dá uma renda semanal de R$ 125.000 mil reais, só com aquelas pessoas que trabalham vendendo suas diárias no cultivo, na comercialização e na colheita da bata doce. Com isso mensalmente são gerados mais de R$ 500 mil reais com o beneficiamento da batata doce”, acrescenta Joelito.

Criação da Cooperativa

No ano de 2007 o município de Moita Bonita deu um passo importante para a produção e beneficiamento da batata doce. Através da ideia do então deputado Bosco Costa, Joelito foi convidado para visitar a cidade de Uauá (BA), e lá eles constataram uma cooperativa de sucesso no beneficiamento do Umbu. O exemplo foi trazido e aperfeiçoado. No dia 30 de outubro de 2007 foi realizada a ata de fundação da Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar e Solidária de Moita Bonita.

Atualmente com 75 cooperados, a Cooperafes é um exemplo nacional seguido por outros estados. Joelito comenta que no princípio foi difícil conseguir mercado, recebendo muitas cobranças dos cooperados, mas graças ao apoio do município, a cooperativa se consolidou e sendo imprescindível para produção de batata doce no município.

A cooperativa possui parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMPRABA), SEBRAE e CONAB, e com isso os cooperados tem acesso a políticas públicas como emissão de DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), um documento necessário para financiamento, comercialização e assistência. “No espaço que denominamos de “Núcleo Administrativo da Agricultura Familiar são oferecidos todos os serviços relacionados a agricultura. Lá o agricultor dispõe do conselho municipal, posto de atendimento da ENDAGRO, Secretaria de Agricultura, e a cooperativa”, comenta o presidente.

Através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e com a Compra da Agricultura da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cooperativa chega a comprar o produto do produtor em até 100% a mais que o valor utilizado pelos atravessados. O governo federal também compra esses produtos para a merenda escolar.

Com o objetivo de beneficiar a produção a cooperativa teve a iniciativa de produzir alguns produtos a partir da batata doce, como a farinha, o bolo e pão semi integral. Alimentos ricos em betacaroteno, ômega 3, fibras, vitaminas e minerais.

Festival da batata doce 2018

No ano de 2018, a Secretaria de Agricultura em  parceria com a Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar e Economia Solidaria (Cooperafes) estará realizando o Festival da Batata-doce.  Na programação é realizado o concurso da Rainha da Bata Doce, apresentação de grupos de reisado, pífano, apresentação da filarmônica do município, além de apresentação de artistas da cidade. Também está previsto a Copa da Batata Doce de Futebol de Campos, realização de receitas culinárias, que utilize a batata doce como principal ingrediente, palestras, a exposição de stands, a apresentação de orquestra sanfônica e resgaste de brincadeiras.

Fonte: FaxAju


A BVRIO PROMOVE O USO DE CRÉDITOS DE LOGÍSTICA REVERSA PARA A REMUNERAÇÃO DOS SERVIÇOS AMBIENTAIS PRESTADOS POR COOPERATIVAS DE CATADORES



21/04/2017

Existem hoje no Brasil cerca de 800.000 catadores de materiais recicláveis atuando na coleta e triagem de resíduos sólidos pós-consumo. Responsáveis por mais de 70% de toda a coleta seletiva realizada no país, catadores vêm se estruturando por meio de cooperativas ou associações e a atividade de catação, hoje reconhecida como profissão, representa um meio concreto de inclusão produtiva para uma parcela significativa da população brasileira.

Historicamente os catadores são remunerados unicamente pela venda do material triado, mas não pelo serviço ambiental que resulta da coleta e triagem, ou seja, a atividade de logística reversa. Essa externalidade positiva resultante da atividade dos catadores, que beneficia a sociedade em geral e, em particular, àqueles que tem a responsabilidade legal de realizar a logística reversa, deve ser remunerada.

Reconhecendo a enorme dimensão social e ambiental do serviço prestado pelos catadores, a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina que todos os instrumentos de execução da lei devem contemplar os catadores, com vistas a promover a estruturação e o desenvolvimento de cooperativas e a sua emancipação econômica. Em particular, qualquer sistema de logística reversa que vier a ser implementado para o setor de embalagens deve promover a inclusão produtiva dos catadores.

Créditos de Logística Reversa de Embalagens representam a atividade de coleta e triagem realizada pelas Cooperativas de Catadores. Além de constituir um instrumento de inclusão produtiva e geração de renda para os catadores (adicional à venda dos materiais) e contribuir para a formalização, desenvolvimento e fortalecimento das cooperativas, os Créditos de Logística Reversa constituem um modo eficiente para as empresas cumprirem suas obrigações legais.

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Mercado de Créditos de Logística Reversa da BVRio

Como forma de promover a implementação da logística reversa de forma eficiente e com a efetiva remuneração dos catadores, a BVRio desenvolveu um Mercado de Créditos de Logística Reversa.

Os CLR são emitidos e vendidos pelos atores que efetivamente coletam resíduos (ou seja, catadores), e comprados pelos atores que necessitam fazer a logística reversa para cumprir com suas obrigações perante a lei. O processo de criação dos créditos envolve o registro de toda a atividade de coleta, triagem e venda do material triado em um Sistema de Gestão eletrônico. Os CLR são emitidos por tipo de material triado e vendido com nota fiscal eletrônica.


O uso de Créditos de Logística Reversa traz vantagens econômicas, sociais e ambientais:

Do ponto de vista social: o mecanismo viabiliza o pagamento de centenas de milhões de reais por ano pelos serviços prestados pelos catadores (ou seja, de forma adicional à receita obtida com a venda dos materiais), de forma não assistencialista, propiciando uma efetiva de inclusão produtiva dos catadores em grande escala. Constitui ainda um incentivo à formalização das cooperativas de catadores, fomentando o desenvolvimento destas como agentes econômicos no setor de logística reversa.

Do ponto de vista ambiental: sendo baseado na produtividade, e não em medidas assistencialistas, o sistema de créditos incentiva o aumento e diversificação da coleta e triagem de materiais recicláveis.

Do ponto de vista econômico: é uma solução eficiente e de baixo custo para o consumidor. Mecanismos de mercado tendem a ser mais eficientes e baratos do que soluções centralizadas. Adicionalmente, não obstante a relevância dos valores agregados do sistema, o custo unitário dos créditos de logística reversa é baixo se comparado com outras alternativas.

A negociação de Créditos de Logística Reversa é feita pela Plataforma BVRio.

Cooperativa de catadores critica política de incineração de resíduos

28/03/2015

A Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis do Loteamento Cavalhada (Ascat) ocupou, na sessão ordinária da Câmara Municipal desta quinta-feira (26/3), o espaço destinado à Tribuna Popular. Na oportunidade, foi debatido o projeto de lei que dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos no município de Porto Alegre.

Débora pediu mais respeito ao trabalho 
dos recicladores. Foto: Ederson Nunes
"Não existe lixo no mundo e sim resíduos que estão fora da sua cadeia produtiva". Foi assim que a representante da cooperativa e também recicladora, Débora Oliveira, iniciou sua fala. Ela destacou que, se os homens públicos do Brasil entendessem esta simples frase, todos os recicladores seriam mais respeitados e teriam o seu trabalho valorizado. Débora afirmou que não foi por acaso que os implementadores do Plano Nacional de Resíduos Sólidos não excluíram a possibilidade de incineração, "por causa dos interesses financeiros que falaram mais alto do que a vida de muitos". Ela ressaltou que já existe um movimento da sociedade civil organizado, chamado Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Sólidos, o qual lutará pela fundamentação do exercício da reciclagem.

Débora destacou que estudos comprovam que a tecnologia da incineração é totalmente incompatível com a tecnologia da reciclagem, por causa da sua manutenção e riscos."Uma vez em funcionamento, os incineradores não mais poderiam ser desligados, tendo de assegurar uma quantidade significativa de material para manter a produção de energia", disse. Além disso, conforme a representante, está comprovado que a incineração representa um grave problema para a saúde pública, por causa dos resíduos produzidos, necessitando, inclusive, de aterros especiais para as cinzas, além de equipamentos que controlem o nível de poluição, para a preservação do meio ambiente.

Débora elencou a ordem de ação na qual os gestores públicos devem respeitar, antes de se optar pela incineração. "Não geração; redução; reutilização; reciclagem; tratamento de resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos" afirmou Débora, que ressaltou ainda que se cada município garantisse prioridade às fases que antecedem a incineração, sobraria pouco material para este fim. "É importante destacar que a política Nacional de Resíduos Sólidos exige do gestor público especial atenção aos catadores de materiais recicláveis e estamos na busca por este reconhecimento", concluiu.


Texto: Juliana Demarco (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Fonte: MMRC


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