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O ECLIPSE LUNAR COM ‘LUA DE SANGUE’ MAIS LONGO DO SÉCULO

Peter Cziborra Reuters

27/07/2018

Fenômeno, que poderá ser visto do Brasil, deve trazer informação sobre o buraco na camada de ozônio

A Terra se colocou entre o Sol e a Lua nesta sexta-feira, 27, ocasionando o eclipse lunar mais longo do século XXI. A fase total do fenômeno começou às 16h30 (horário de Brasília) e teve duração de uma hora e 42 minutos, já que a lua passou próxima ao centro da sombra terrestre. Durante essa fase, o satélite refletiu uma tonalidade avermelhada que lhe confere popularmente o nome de Lua de Sangue. Do Brasil, foi possível ver o fenômeno em algumas cidades, no fim da tarde. Para isso, foi preciso olhar para o horizonte, a leste.

Ainda que o aspecto mais chamativo do eclipse seja o espetáculo de sua cor, também é útil para que os cientistas possam conhecer melhor o estado da atmosfera terrestre, de acordo com Miquel Serra, astrônomo do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC).

O lógico, quando a Lua entra na sombra da Terra, seria que o satélite fosse invisível de nosso planeta. “Nós a vemos porque a atmosfera terrestre produz dois efeitos sobre a luz solar”, afirma o especialista do IAC. O primeiro é o fenômeno de refração, uma curvatura dos raios do Sol que rodeiam a Terra até chegar à Lua. O segundo é semelhante ao que acontece durante um entardecer. A atmosfera dispersa as cores mais energéticas da luz solar, como o verde e o azul, de maneira que somente os raios vermelhos chegam à superfície lunar. “O resultado é uma Lua iluminada com tons acobreados, e é o mais espetacular”, diz Serra, que o considera “interessante e bonito porque a intensidade do vermelho não é conhecida até o início do fenômeno e depende do estado da atmosfera terrestre”, afirma.

"A intensidade da cor vermelha da Lua nos indica o estado da atmosfera"

A cor da Lua pode ser relacionada à poluição atmosférica, mas principalmente “pode nos falar do estado geral da atmosfera em um determinado momento”, afirma Miquel Serra. A razão é que, além das partículas poluidoras, outros fatores intervêm como a presença de nuvens e de emissões vulcânicas em certas regiões do planeta. “As partículas vulcânicas fazem com a tonalidade avermelhada aumente”, diz Antonio Pérez, divulgador científico especializado em astronomia e ciências do espaço. Quantas mais existirem em suspensão na noite do dia 27, portanto, mais vermelha veremos a Lua eclipsada, como acrescenta o especialista.

Além disso, um aspecto muito interessante é que um eclipse lunar pode informar sobre o estado do buraco na camada de ozônio, que “parece estar relacionado a uma variação do tamanho da sombra terrestre”, diz Serra. A equipe do IAC a que o astrônomo pertence foi até a Namíbia, onde o fenômeno pôde ser observado do começo ao fim. Lá, a ideia é calcular a cor da totalidade e anotar dados do tamanho da sombra lunar, que “varia de eclipse para eclipse a cada dois anos”, diz Miquel Serra.

O motivo principal que os levou à Namíbia foi, entretanto, a possibilidade de retransmitir em seu site o eclipse com tecnologia de alta qualidade para que o público possa observar o fenômeno de qualquer parte do mundo.

A África, o Oriente Médio e alguns países da Ásia central são os lugares onde o eclipse foi totalmente visível. A Austrália só pode observar o início e a América do Sul, o final. Em relação à Espanha, ficou visível o início da fase total.

O fenômeno completo durou 3 horas e 55 minutos se for levado em consideração o tempo de penumbra, ou seja, o momento em que a Lua passa pela área mais clara da sombra terrestre. O eclipse quase coincidiu com a noite mais brilhante do planeta vermelho nos últimos anos, que será a de 28 de julho. “São questões orbitais de Marte que não têm relação com o eclipse lunar”, frisa Antonio Pérez, “mas os dois fenômenos darão ao próximo fim de semana um grande interesse astronômico”, afirma.

PONTO MÁXIMO DO ECLIPSE NA AMÉRICA

México, Peru e Colômbia (15.22 horas)
Chile, Bolívia e Estados Unidos (16.22 horas)
Argentina, Uruguai e Brasil (17.22 horas)

Fonte: El País

ECLIPSE ESCURECE O SOL NOS EUA E EM OUTRAS PARTES DO MUNDO; VEJA FOTOS DO BRASIL

Eclipse solar total é assistido nos EUA e parcialmente no Brasil

22/08/2017

Versão total do fenômeno foi vista apenas por norte-americanos; região Norte brasileira foi a que melhor conseguiu assistir.

Por volta das 14h15 da tarde (horário de Brasília), os moradores de Oregon, nos Estados Unidos, tiveram a chance de observar um dos fenômenos mais raros: o eclipse solar total. O sol foi "coberto" pela lua deixando as cidades em completa escuridão.

O eclipse seguiu por uma extensa faixa de terra no país. Ele também pode ser visto de forma parcial em outros países, como o México. No Brasil, a região Norte foi a com melhor "vista" para o fenômeno. Veja algumas fotos abaixo:


Eclipse solar visto do bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife, Pernambuco 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Eclipse solar atraiu centenas de pessoas ao ponto de observação montado 
no Parque da Cidade em Natal (Foto: Canindé Soares)

Eclipse solar em Natal, Rio Grande do Norte (Foto: Claudio Abdon)

Imagem registrada em Maceió mostra começo do fenômeno
(Foto: Adriano Aubert S. Barros / Observatório Astronômico)

Homem se equilibra em frente ao eclipse em Jackson Hole, Wyoming
(Foto: Keith Ladzinski / Red Bull Content Pool / Reuters)

Múltipla exposição cria efeito de um anel de diamante no eclipse
(Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Eclipse total do sol é visto em Depoe Bay, Oregon, nos EUA
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Eclipse em sua 'quase' totalidade (Foto: Nasa/Reprodução)

Lua começa a passar em frente ao Sol. Foto tirada em parque nacional em Ross Lake,
no estado americano de Washington. (Foto: Bill Ingalls/NASA via AP)

Chapelle Saint-They, na França, é vista ao lado do eclipse parcial 
(Foto: Mal Langsdon/Reuters)

Eclipse é visto de forma parcial na Cidade do México 
(Foto: Henry Romero/Reuters)

Multidão acompanha o eclipse solar total em Depoe Bay, Oregon
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Trio de irmãs Isabelle, Alexandra e Eloise esperam em parque de Nova York
(Foto: AP Photo/Mark Lennihan)

Eclipse foi visto de forma parcial em Nova York
(Foto: Eduardo Munoz/Reuters)

Homem olha para sol em praia da Carolina do Sul
(Foto: AP Photo/Mic Smith)

Um avião passa em frente ao sol em Guernsey, Wyoming
(Foto: Rick Wilking / Reuters)

Grupo de jornalistas assiste ao eclipse dentro da Casa Branca
(Foto: Yuri Gripas/Reuters)

Annie Penuel e Lauren Peck usam máscaras feitas de pratos de papel em
Nashville Tennessee. (Foto: Shelley Mays/AP)

Trump olha direto para o sol durante o eclipse
(Foto: AP Photo/Andrew Harnik)

Grupo espera o início do eclipse no Central Park, em Nova York
(Foto: Ariane Marques/G1 )

Espectadores assistem aos momentos finais do fenômeno em Illinois 
(Foto: Brian Snyder/Reuters)

Donald Trump assiste ao eclipse solar na Casa Branca 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

Melania e Donald Trump se posicionam para assistir 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
Fonte: G1 Ciência e Saúde

ECLIPSE SOLAR IRÁ COBRIR O SOL COMPLETAMENTE NOS EUA; VEJA COMO SERÁ NO BRASIL



21/08/2017

No dia 21, raro fenômeno deverá juntar milhares de pessoas na América do Norte.

Por Carolina Dantas, G1

Hoje, dia 21 de agosto, os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos verão um sol negro. É o eclipse solar total, um dos fenômenos mais aguardados pela agência espacial americana (Nasa) neste ano. No Brasil, ele será visto de forma parcial -- quanto mais ao Norte, mais coberto estará o sol.

A última vez que a maioria dos norte-americanos experimentou um eclipse total foi em 1991. Neste ano, de acordo com a Nasa, o fenômeno poderá ser observado por 500 millhões de pessoas de forma total ou parcial: 391 milhões nos Estados Unidos, 35 milhões no Canadá e 119 milhões no México (além da América Central e parte da América do Sul).

O trecho mais intenso para a observação vai de Lincoln Beach, em Oregon, até Charleston, na Carolina do Sul. Nesta região, o sol ficará completamente preto durante pouco tempo: 2 minutos e 40 segundos -- a transição completa será de mais de 4 horas.

(Foto: Arte/G1)

A expectativa está grande. Milhares de hoteis estão lotados na faixa de terra que ocorrerá a escuridão e eventos estão com ingressos esgotados há meses. A pesquisa "eclipse 2017" no Google produziu mais de 35 milhões de acessos.

No topo do Brasil, no monte Caburaí, o eclipse será parcial: cerca de 50% de escuridão. O trecho contemplado pela penumbra chega até Brasília, mas com apenas 1,96%. Nestas regiões com baixo índice, os observadores podem, talvez, notar apenas uma diminuição do brilho do sol.

Mais de perto

Este é o segundo e último eclipse registrado neste ano: o primeiro ocorreu em 26 de fevereiro. Era do tipo anular, quando há uma faixa de luz ao redor do sol, formando uma espécie de um "anel de fogo". Ele foi visto no Pacífico, no Chile, na Argentina, na África.

Em 2018, a Terra não terá eclipses totais -- em que o sol é totalmente coberto. O próximo ocorre em 2 de julho de 2019 e mais perto: terá mais abrangência no Brasil e seu trajeto de escuridão será na América do Sul.

Eclipse solar é visto em 26 de fevereiro de 2017 em Coyhaique, no Chile 
Foto: REUTERS/Stringer

Internautas registram fenômenos da superlua e eclipse lunar em Macapá

Eclipse total da lua teve tom avermelhado no fenômeno de domingo (28) 
(Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)

28/09/2015

Superlua foi registrada em fotos ainda no fim da tarde de domingo (27).
Fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Internautas registraram através de fotografias dois fenômenos que puderam ser bem visualizados em Macapá no domingo (27). A superlua e o eclipse total lunar renderam bons cliques e ótimas lembranças para quem visualizou o céu durante a noite.

A superlua foi melhor visualizada no fim da tarde, quando o único satélite natural da terra começou a surgir no horizonte. Muitos amapaenses registraram a lua na orla de Macapá, no Centro da cidade. O fenômeno acontece quando a lua fica em seu ponto mais próximo da Terra (perigeu) e em fase cheia, parecendo ainda maior e mais luminosa.

Superlua foi registrada ainda no entardecer de domingo (27), na orla de Macapá 
(Foto: Philippe Silva/Arquivo Pessoal)

Na capital amapaense, a visualização do eclipse total da lua iniciou aproximadamente às 22h de domingo, e seguiu pelos primeiros minutos desta segunda-feira (28). O astro, que não produz luz e aproveita a luz solar, estava alinhado com o sol e a Terra. O satélite desapareceu do campo de visão da Terra e, privado dos raios solares, reapareceu com tom avermelhado – por isso, também é conhecida como "lua sangrenta" ou "lua de sangue".

Os dois fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Macapá também tem boa visualização para o equinócio, outro fenômeno celeste que acontece neste período de setembro, que atingiu o ponto alto na sexta-feira (25). Ele marca o início da primavera, quando a órbita do sol se alinha à linha imaginária do equador, que divide a Terra em dois hemisférios.

Amapaense registrou fenômeno da superlua (Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1


Por que eclipses como o deste domingo preocupam a Nasa

A nave Lunar Reconnaissance Orbiter foi lançada no espaço em 2009 - NASA

25/09/2015

Ao longo da noite deste domingo e da madrugada de segunda-feira, grande parte do mundo, incluindo o continente americano, terá a oportunidade de desfrutar do espetáculo raro de um eclipse total da Lua junto e do evento da superlua.

O eclipse total deve deixar a Lua completamente nas sombras, pois a Terra fica entre ela e o Sol. Já a superlua acontece quando a Lua cheia ou nova se encontra em seu ponto mais próximo da Terra.

Para os entusiastas de astronomia esses eventos serão belos. Mas, para a agência espacial americana, a Nasa, será motivo de preocupação.

Os cientistas temem que a falta de luz solar devido ao eclipse deixe sem energia uma de suas naves mais importantes, a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), cuja missão é explorar e monitorar o satélite natural da Terra.

"Duas coisas acontecem durante um eclipse: fica muito frio e não há luz para carregar as baterias (da nave). Com o eclipse, a nave vai ficar sem luz direta do Sol por cerca de três horas", disse à BBC o cientista da Nasa Noah Petro.

Apesar do temor da Nasa, a agência espacial americana já passou, com êxito, por outros três eclipses lunares nos últimos 17 meses.

"Sempre é estressante quando o eclipse está se aproximando, mas seguimos os mesmos procedimentos e não tivemos nenhum problema", afirmou Dawn Myers, do centro de voos espaciais Goddard, que faz parte da Nasa.

Lua vermelha

O eclipse total deve durar mais de uma hora. A Lua também ficará com uma cor avermelhada pois sua superfície estará iluminada por raios tênues que refletem da atmosfera terrestre.

O que gera a preocupação na Nasa é que tecnologias semelhantes às da LRO enfrentaram dificuldades durante eclipses passados. No entanto, a LRO foi projetada especificamente com esses problemas em mente.

"Normalmente a LRO recarrega as baterias com a luz do sol, então quando temos um eclipse, ficamos muito cautelosos em relação à nave", disse Noah Petro.

Mas o cientista lembra que a Nasa tem experiência em eventos como este e, desta vez, vai tomar algumas precauções.

Noah Petro afirma que o procedimento será parecido com o que fazemos 
com o celular quando a bateria está a 20%

"Vamos preaquecer a nave e desligar todos os instrumentos, exceto um para manter a nave segura", afirmou. "Como no celular, toda vez que recebo o alerta de que tenho 20% (de bateria restante), posso desligar o wi-fi ou certos aplicativos (para economizar energia)."

"Prevemos que tudo ocorrerá normalmente. Estaremos preparados e prontos para enfrentar (o eclipse). Vamos observar os níveis das baterias e estamos prontos para agir se algo não sair conforme o previsto. Vamos garantir que (a nave) saia do eclipse em boa forma", disse.

O próximo eclipse lunar total deve ocorrer em 2018 e um eclipse lunar e superlua simultâneos só devem ocorrer em 2033.

E, apesar de o fenômeno ser chamado de superlua, não será vista uma diferença tão extraordinária.

"Não é como a diferença entre um homem comum e o Super-Homem. É uma Lua ligeiramente maior, em vez de superlua", disse Alan MacRobert, um dos editores da revista especializada em astronomia Sky & Telescope.

De concreto, será vista uma Lua 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que a Lua cheia normal.

Fonte: BBC Brasil


Sexta-feira terá eclipse solar total, equinócio e superlua

Alinhamento entre Sol, Terra e Lua, com a Lua mais próxima da Terra, 
vai resultar no fenômeno conhecido como superlua
Foto: Nasa / Reprodução

20/03/2015

Em um só dia, três fenômenos astronômicos vão acontecer. Essa coincidência é bastante rara

O único eclipse solar total de 2015 poderá ser visto nesta sexta-feira (20) em países do Hemisfério Norte. Outros dois fenômenos astronômicos ocorrem no mesmo dia. O equinócio, quando o dia e a noite têm exatamente a mesma duração (12 horas), e uma superlua.
O equinócio desta sexta-feira marca a chegada do outono no Hemisfério Sul e ocorrerá oficialmente às 19h45, horário de Brasília, segundo o Observatório Nacional. O fim da estação será em 21 de junho, quando começa o inverno. O alinhamento entre Sol, Terra e Lua, com a Lua mais próxima da Terra, vai resultar no fenômeno conhecido como superlua.

No Hemisfério Norte, a sombra da Lua, durante o eclipse, vai passar sobre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico, começando na Groenlândia, indo até a Islândia e o Reino Unido. Em seguida, segue pelas Ilhas Faroe, na Noruega e finaliza no Pólo Norte. Quem estiver nas outras partes do mundo, pode acompanhar o fenômeno ao vivo pelo site slooh.com, a partir das 5h30, no horário de Brasília.

O astrônomo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Daniel Mello explica que um eclipse ocorre quando há bloqueio da luz solar devido a passagem da Lua exatamente em frente ao disco do Sol, projetando a sombra na superfície da Terra.   “Como a Lua está um pouco distante da Terra, a projetação da sombra não é tão extensa e fica muito localizada em algumas regiões do planeta”, disse. Já um eclipse total da lua ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Nesse momento, a Lua entra na sombra da Terra e fica totalmente ou parcialmente invisível durante alguns minutos.


Vídeo feito do espaço mostra aurora boreal e o amanhecer

Segundo Mello, o eclipse solar, como o que ocorre amanhã, são mais raros que os demais. “Para que tenha um eclipse total, o disco da Lua tem que passar exatamente pelo disco solar. Quando é parcial, o disco da Lua passa um pouco acima ou abaixo”.

Pelos dados da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, o próximo eclipse solar total está previsto para 9 de março de 2016, nas regiões da Ásia, da Austrália e do Pacifico. A Nasa elaborou um estudo com a previsão dos próximos eclipses até 2100. Os interessados em obter mais informações devem acessar o site da agência.

No Brasil, deve ocorrer um eclipse lunar total em 27 de setembro deste ano.

Superlua é vista em um castelo em Budapeste na noite de sábado. 
O satélite natural fica até 30% mais brilhante que em outras Luas Cheias
Foto: AP
Fonte: Terra


Lua sangrenta é vista pelo mundo

15/04/2014

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento; com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado em tons avermelhados

Amantes da astronomia tiveram a chance de presenciar nesta madrugada um eclipse lunar total, fenômeno que não era visto há quase três anos.

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra, de cor âmbar.

Nesse momento, com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado com tons avermelhados, o que deu ao fenômeno o nome “lua de sangue” ou “lua sangrenta”.

No Brasil, o eclipse pôde ser visto a partir das 3h, por cerca de 78 minutos, tendo seu pico às 4h45. O fenômeno foi mais perceptível em localidade da região Oeste.

O satélite ficou localizada entre a estrela Espiga, a mais brilhante da Constelação de Virgem, e o planeta Marte.

Este é primeiro de uma série de quatro eclipses lunares que deve ocorrer de seis em seis meses. A tétrade, como é chamada essa série pelos astrônomos, se repetirá apenas sete vezes no século XXI. O próximo eclipse total está previsto para o dia 8 de outubro.

Confira as fotos:

Lua é vista durante eclipse em Miami, na Flórida (EUA) - Foto: Joe Raedle/Getty Images

A lua é vista perto de seu eclipse total em Burbank, na Califórnia - Foto: Kevin Winter/Getty Images

Lua ganha tons vermelhos vista de Buenos Aires, na Argentina - Foto: Reuters/Marcos Brindicc

O eclipse parcial é visto em cima de uma antena sobre o arranha-céu de Tóquio, 
no Japão - Foto: Reuters/Issei Kato

A lua sangrenta é vista em Brasília - Foto: Reuters/Ueslei Marcelino
Fonte: EXAME.com


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