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ICEBERG AMEAÇA 150 MIL PINGUINS NA ANTÁRTIDA

Foto: AFP

22/02/2016

A colônia de pinguins vive no Cabo Denison, um cabo rochoso situado na baía de Commonwealth, no leste do continente antártico

Cerca de 150 mil pinguins-de-adélia, uma das espécies mais famosas da Antártida, estão incapazes de voltar à sua colônia desde que um iceberg gigante lhes barrou o caminho, forçando-os a um longo desvio para encontrar comida, revelou um estudo científico.

Esta colônia de pinguins vive no Cabo Denison, um cabo rochoso situado na baía de Commonwealth, no leste do continente antártico.

O icebergue B09B, que mede 100 quilômetros quadrados (km²), área equivalente à da cidade de Paris, encalhou na Baía de Commonwealth em dezembro de 2010, indicam investigadores australianos e neozelandeses na revista Ciência da Antártida, publicada este mês.

A população da colônia de pinguins-de-adélia foi contabilizada em cerca de 160 mil indivíduos em fevereiro de 2011. Em dezembro de 2013, eles não somavam mais do que 10 mil, dizem os pesquisadores.

A chegada do iceberg e a formação de gelo permanente que se seguiu forçou os pinguins a prolongar o seu percurso em 60 km para conseguir chegar ao lugar onde encontram alimentos, o que dificulta seu processo reprodutivo.

“A população do Cabo Denison poderá extinguir-se nos próximos 20 anos, a menos que o B09B se mova, ou que o gelo permanente costeiro que se formou se quebre”, escreveram os investigadores do centro de pesquisa sobre as alterações climáticas na Universidade de Nova Gales do Sul e da New Zealand's West Coast Penguin Trust.

Ao contrário do iceberg, o gelo permanente não fica à deriva e pode atingir uma espessura considerável.


BAN DIZ QUE "HÁ FORTE COMPROMISSO PARA APROVAÇÃO DE ACORDO DO CLIMA"

Ban Ki-moon participa da reunião de chefes de Estado da Commonwealth, em Malta. 
Foto: ONU/Rick Bajornas

29/11/2015

Secretário-geral fez a declaração em pronunciamento em Malta, onde participa da reunião de chefes de Estado da Commonwealth; ele segue para Paris neste sábado; Conferência da ONU sobre Mudança Climática começa na segunda-feira na capital francesa.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU afirmou esta sexta-feira em Malta, que "há um forte compromisso da comunidade internacional para aprovar o acordo sobre o clima".

Ban Ki-moon fez a declaração durante um pronunciamento na Conferência dos chefes de Estado da Commonwealth, grupo que integra ex-colônias britânicas e outros países.

Estrelas

Ban afirmou que "talvez ainda seja prematuro julgar o que vai acontecer". Segundo ele, tudo depende dos Estados-membros, mas ele acha que "as estrelas estão se alinhando na mesma direção".

O chefe da ONU disse que "o compromisso não vem só do governo, mas também do setor privado e da sociedade civil".

Ban declarou que "as pessoas estão pedindo aos líderes atuais que transformem o mundo num lugar melhor e ambientalmente sustentável para que as próximas gerações possam viver em paz, harmonia, prosperidade e de uma forma segura".

Agenda 2030

O secretário-geral lembrou que em setembro, os presidentes e chefes de governo adotaram na ONU a visionária agenda de desenvolvimento 2030.

Segundo ele, o combate à mudança climática é apenas um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável incluídos no documento. Mas Ban explicou que "se o mundo não lidar com esse problema agora, todos os outros 16 objetivos não poderão ser implementados e tudo poderá fracassar".

Por causa disso, o chefe da ONU afirmou que "todos devem agir agora". Ban declarou que há mais de 20 anos se fala sobre o assunto.

Durban

Ele lembrou que em 2011, em Durban, na África do Sul, pela primeira vez, os Estados-membros concordaram em preparar um acordo sobre o clima universal que deveria estar pronto em 2015.

Ban falou ainda sobre um mecanismo de monitoramento sobre a implementação das cláusulas e promessas feitas pelos países para redução das emissões de gases que causam o efeito estufa, entre outros.

O secretário-geral elogiou a iniciativa e disse que o processo de revisão a cada cinco anos já recebeu o sinal verde da França, da China e da maioria dos Estados-membros.

Ban afirmou que "essa será uma forma de ter certeza de que o acordo será implementado em sua totalidade com confiança e segurança".

Fonte: Rádio ONU


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