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PROJETO TRANSFORMA RESÍDUOS DESCARTADOS E COMERCIALIZA EM BAZAR A PREÇOS POPULARES

27/12/2019

Quando eu estava andando pelas ruas de Salvador, fiquei observando um certo aparelho sendo colocado numa carroceria de um veículo, e logo percebi que tratava-se de vários materiais usados. Rapidamente capturei uma foto da instituição e telefone. 

Pesquisei pela internet para saber mais do projeto social e fiquei sabendo sobre a Economia Circular.

Segue a matéria na íntegra:


Móveis e outros objetos são recuperados e revendidos (Marina Silva/Correio)

Por Perla Ribeiro -  Correio 
Publicado em 13.08.2018

Economia circular é um dos temas do Agenda Bahia 2018

Até ser entrevistado para essa reportagem, o coordenador do projeto social Emaús Novos Alagados, Jerry Uilson Magalhães, nunca tinha ouvido falar em Economia Circular. O termo podia ser desconhecido para ele, mas Jerry coloca isso em prática há cinco anos. Todas as terças e quintas-feiras, dois caminhões saem da sede do projeto, em São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário, e rodam a cidade para buscar objetos que seriam descartados.

Voltam carregados de tudo quanto é coisa: roupas, livros, brinquedos, móveis, TVs, som, geladeira, fogão... Algumas peças estão quebradas. Outras, só estão velhas. Mas, ali, nada se perde.  Assim como propõe a Economia Circular, eles transformam resíduos em produtos.

Por isso, tudo que é arrecadado vai parar em oficinas, onde, com auxílio de técnicos de diferentes áreas, jovens da comunidade aprendem a reparar os objetos e deixá-los prontos para ganhar um novo dono. Não é a toa que o slogan deles é: “O que não serve para você é útil para nós e a natureza agradece”. Depois de repaginados, os produtos são vendidos a preços populares em um bazar mantido na sede do projeto, que acontece todos os sábados, das 9h às 12h. 

Objetos doados são recuperados em oficina (Marina Silva / Correio)

A renda obtida ajuda a manter outras duas crias deles: uma creche comunitária, que atende a 30 crianças 6 meses a 4 anos e uma escola com 85 alunos do pré ao 5º ano. Com as doações eles conseguem fazer, em média, 40 vendas por semana. Após pagamento dos custos com as reformas e pagamento de pessoal, sobram entre R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês para investir nos projetos educacionais. Isso é possível porque eles contam com uma rede de 200 a 250 doadores fixos e um número ainda maior de pessoas que fazem doações aleatoriamente.  

Segundo Jerry, as pessoas chegam até eles através de campanhas itinerantes e também da divulgação boca a boca. “O projeto surgiu de uma necessidade nossa. Já fazíamos isso, mas de forma esporádica, mas foi chegando coisas maiores e não tínhamos espaço, foi então que vimos a necessidade de criarmos algo mais estruturado”.

Saiba mais
Economia Circular:  Estabelece uma mudança na lógica de produzir, consumir e transformar resíduos em produtos. 
Ganhos ambientais: Redução de insumos (matéria- prima natural e energia), redução de resíduos
e emissões
Dose dupla

Se por um lado eles sentem que cumprem seu papel de ajudar esse mundo a ser mais sustentável, por outro, quem faz doações se sente recompensado duplamente. É que, além de saber que está colaborando para a redução de resíduos, se vêem livre de algo que não lhe servia mais e sem fazer muito esforço para isso. O único trabalho é  ligar no telefone do projeto (3401-5888) e agendar a coleta.

O administrador Dilson Moura Costa, 55 anos, por exemplo, é um dos colaboradores assíduo. “Sou um defensor da natureza, não gosto de jogar nada fora. É bom saber que o que não serve mais para mim vai ser recuperado e vendido para angariar recursos para a comunidade. Já fui lá conhecer, é um trabalho sério. Toda vez que tenho algo para doar, chamo eles”, diz. Na lista das doações entra beliche, máquina de lavar, micro-ondas, ferro de passar, armário de cozinha, discos, sobras de material de construção.

“Ao mesmo tempo que  contribuo com eles para que o objeto ganhe uma nova utilidade, também saio ganhando. Uma vez comprei um armário novo e, para desmontar o velho, teria que pagar R$ 150. Chamei, eles vieram, desmontaram e levaram o armário, que ainda serviu depois para outra pessoa. Todos ganhamos com isso”, destaca.

Quem também nunca ouviu falar de Economia Circular, mas tem tirado muito proveito dela, é a dona de casa Eliaci Santos Vera Cruz, 40 anos. Ela é uma das clientes assíduas do bazar realizado pelo projeto social Emaús Novos Alagados.

Eliaci conta que vai juntando todo dinheirinho que consegue guardar e, sempre que chega novidades, o pessoal avisa e ela vai conferir. “Já comprei colchão de casal, de solteiro, sofá. Minha casa toda é do bazar. E são coisas boas e semi-novas, que se fosse comprar em loja teria que pagar caro. Meu sofá de canto mesmo, todo mundo que vem aqui em casa  diz que é lindo, e eu fico me sentindo”, diz, com graça.

Para que serve a economia circular?
Ganhos sociais:   Oportunidades para novos postos de trabalho,  novos usos na cadeia produtiva, desperta o senso de comunidade, cooperação e participação, estimula o consumo compartilhado e não individualizado;
Ganhos econômicos:   Redução de perdas e desperdícios, geração de novos mercados por conta do valor dos recursos renováveis

Workshop reuniu especialistas e representantes da sociedade civil 
(Foto: Arisson Marinho/Correio)


Cidade pode receber centro de excelência

A Cátedra Unesco de Sustentabilidade quer criar um centro internacional de excelência em Economia Circular e Sustentabilidade e Salvador está entre uma das cidades cotadas para recebê-lo. A informação foi divulgada durante o workshop Economia Circular: Ecossistemas para as Cidades do Futuro, que aconteceu no seminário Sustentabilidade do Agora, no Fórum Agenda Bahia 2018, pelo professor da Ufba e pesquisador associado da Cátedra Unesco de Sustentabilidade, Paulo Gomes. “Para concretizar isso,  precisamos de apoios. Se juntarmos todos nesse propósito, a chance de acontecer será maior”.

No workshop, capitaneado por Adriana Campelo, diretora de Resiliência da prefeitura de Salvador e Chief Resilience Officer - CRO da iniciativa 100 Resilient Cities (100 Cidades Resilientes) da Fundação Rockefeller, especialistas trouxeram exemplos do que tem sido feito para alavancar a Economia Circular. “A gente precisa ser engenhoso, criativo, ver que recursos a gente pode usar”, disse Adriana.

Divididos em grupos, os participantes do workshop lançaram propostas para mudar a lógica de produção, consumo e transformação de resíduos na capital baiana (veja abaixo). Parte dessas ideias será incorporada ao Plano de Resiliência de Salvador, que tem precisão de ser lançado em dezembro.

Ideias propostas no workshop:
>>Tornar  a escola um espaço vivo para se pensar a Economia Circular
>>Regulamentação  das diretrizes para o fortalecimento da Economia Circular
>>Criação  de um comitê de sustentabilidade para fiscalizar as empresas
>>Estímulo  ao consumo de produtos de empresas que façam reciclagem ou reuso de embalagens
>>Implantação  de micro-centros de compostagem e reciclagem nos bairros de Salvador
>>Fomentar  projetos com foco em tecnologia de processamento de resíduos
>>Criação  de centros de logística reversa para o consumidor deixar objetos quando for comprar um novo

O subsecretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), João Hersh destacou que Salvador gera 3 mil toneladas de resíduos por dia. “A cidade tem que começar a mudar a forma de lidar com isso. Todo material descartado pelo cidadão teria que retornar para o distribuidor, fornecedor ou indústria, numa lógica reversa. Mas para isso, é preciso que cada um assuma a sua responsabilidade nesse processo. Tem que haver engajamento setoriais” defendeu. 

Já o vice-diretor regional para a América Latina do C40, Ilan Cuperstein, foi mais além. Ele disse que há uma estimativa de que para cada quilo de resíduo que a gente descarta, são 70 quilos que estão sendo descartados com ele em toda a cadeia, desde o início da produção até o descarte geral. “Isso torna ainda mais crucial pensar em como não gerar resíduos e gerar recursos. É preciso parar de pensar em resíduos e pensar em gestão recursos”, defendeu.

Apesar de ponderar o impacto dos resíduos no meio ambiente, Cuperstein ressaltou que a Economia Circular não se resume a gestão de resíduos. “É uma mudança muito mais profunda de paradigmas, do que só olhar como uma  gestão mais eficiente dos resíduos. Apesar de que, uma gestão mais eficiente dos resíduos começa com uma mudança mais estrutural de como a cidade está organizada”. 

Já a gerente de Eficiência do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas, citou o projeto Vale Luz, que troca resíduos por desconto na conta de energia. “Todo resíduo é passado para a cooperativa e é ela que paga o consumidor. A gente conseguiu que comunidades populares zerem a conta de luz”.

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Revita e Oi, e apoio institucional da Prefeitura de Salvador, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Fundação Rockefeller e Rede Bahia.

Fonte: Correio


DIÁRIO DE BORDO: A FELICIDADE É UM IDIOMA UNIVERSAL

Foto: Acervo pessoal

01/04/2018

A enfermeira Núbia Aguiar fala sobre sua experiência recente junto a MSF em Manica, Moçambique

A missão em Moçambique foi desafiadora porque iniciamos um projeto em uma região onde não havia presença de MSF. MSF está há mais de 30 anos no país, porém, na região de Manica, ainda não tínhamos conseguido contato.

As autoridades foram receptivas e isso facilitou nossa entrada e o início das atividades. Com o passar do tempo e a conquista de confiança, adentramos nas áreas mais isoladas e importantes para nós, por concentrarem grande número da população sem acesso de saúde. Alguns locais não tinham assistência de saúde há mais de um ano. Trabalhamos não somente para conquistar a confiança das autoridades, mas também da população, que estava desconfiada com “aqueles estrangeiros que ofereciam assistência primaria de saúde gratuitamente”. Os moçambicanos são alegres, simpáticos e receptivos, mas viveram dificuldades que não conseguimos imaginar, sendo perfeitamente compreensível a desconfiança.

Nosso trabalho consistia em atender com clínicas móveis as regiões isoladas, mais distantes das unidades de saúde, oferecendo cuidados primários de saúde e assistência à saúde da mulher. O governo não podia reiniciar esse trabalho, então MSF apoiou para que retornassem as áreas isoladas. Logo em seguida, acrescentamos clínicas móveis de MSF de forma a fortificar o trabalho e alcançar mais pessoas. Por sermos uma organização independente, pudemos entrar em “áreas ainda não permitidas”, abrimos as portas para contato entre as unidades de saúde e o hospital com a população isolada, que ainda tinha medo – e o medo era bilateral.

O maior problema de saúde local é a malária. Um grande número de casos continuou surgindo mesmo após a estação de chuvas ter terminado e as crianças são as mais afetadas. Havia também um grande número de mulheres que procurava o serviço para obter métodos contraceptivos orais, mas era pouca a busca por acompanhamento pré-natal e pós-natal. Por isso, trabalhamos fortemente em promoção de saúde insistindo na importância desses cuidados.

História de uma pequena paciente
                                                                                                                                                                   
Uma história entre tantas que vi foi a de uma bebê que chegou a nossa clínica, no fim do dia, quase anoitecendo. A mãe estava com a bebê, acompanhada do pai e de outra criança. Eles caminharam por cerca de uma hora até chegarem a nós. A bebê estava com malária grave, com complicação respiratória e desnutrição aguda. Realizamos os primeiros cuidados e a transferimos para o hospital. Era um local distante e a mãe e a bebê chegaram à noite no hospital, por isso precisamos contar com ajuda da população; um homem levou-os de moto até o hospital.

Nesse dia, nós dormimos no local, em uma barraca, para realizar mais atendimentos no outro dia, pois a demanda era enorme naquela comunidade. Nos acompanhávamos os casos transferidos e pudemos ver a boa evolução dessa bebê. Foi especial porque, particularmente, ela não tinha muita chance de vida pela gravidade do caso, ficou doente muito tempo em casa sem tratamento e, quando a vimos pela primeira vez, havia recebido tratamento com ervas locais e isso agravou o quadro. Mesmo assim, tentamos tudo o possível.

Depois de alguns dias, para minha surpresa, não encontrei a bebê no hospital no período de visita aos pacientes transferidos. Ao perguntar ao funcionário, ele contou que eles haviam ido embora algumas horas antes da minha chegada, mas garantiu após minha insistência que a mãe aceitara continuar o tratamento de desnutrição na unidade de saúde próxima à sua comunidade. Já havia saído do hospital quando fui abordada pela mãe, segurando a bebê já restabelecida. Ela sorria muito e me disse várias coisas no seu idioma. Infelizmente, não tinha ninguém para traduzir, mas para dizer a verdade não precisava. A nossa comunicação foi feita numa linguagem corporal e visual, ambas muito felizes, o mais importante estava visível na nossa frente: a criança viva e saudável.



MSF: 10 coisas que você precisa saber sobre a crise no Mediterrâneo

Foto: Johannes Moths

30/12/2016

Além de números e estatísticas chocantes, é preciso conhecer e entender outros fatores que fazem parte das vidas de milhares de pessoas que se arriscam diariamente na perigosa travessia

Em 2016, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) manteve equipes a bordo dos navios Dignity I, Bourbon Argos e MV Aquarius (este último em parceria com a SOS Meditèrranée). Desde o início das operações, em abril, até o dia 29 de novembro, essas três equipes resgataram diretamente 19.708 pessoas de botes superlotados e auxiliaram mais 7.117 por meio de encaminhamento seguro para a Itália e prestação de cuidados médicos. Ao menos uma em cada sete pessoas resgatadas do Mediterrâneo foi assistida por equipes de MSF.

# 1 – 2016 ainda não chegou ao fim, mas já é o ano mais mortal de que se tem registro

Mediterrâneo: botes muito pequenos podem levar centenas de pessoas de uma só vez (Foto: Johannes Moths / MSF)Desde o dia 1 de janeiro, ao menos 4.690 homens, mulheres e crianças morreram tentando cruzar o mar Mediterrâneo, aproximadamente 1.000 a mais do que o ano de 2015, e ainda temos algumas semanas pela frente. Isso não se deve ao aumento significativo de novas chegadas, mas, sim, a um aumento na mortalidade no trecho fatal que separa a Líbia da Itália. Em 2016, aproximadamente uma em cada 41 pessoas que tentavam fugir da Líbia de barco morreu durante a travessia. Apesar dos dados chocantes e da imensa perda de vidas, a resposta europeia no Mediterrâneo Central foi declarar “guerra aos traficantes” e concentrar esforços em medidas de dissuasão e exteriorização de fronteiras, em vez de salvar vidas ou prover chegadas seguras até a União Europeia. Essas medidas serviram apenas para que traficantes adaptassem suas táticas e agissem de forma ainda mais perigosa a fim de evitar controles de fronteiras, o que, por sua vez, aumentou o número de vidas perdidas.

# 2 – Homens, mulheres e crianças amontoados em botes de qualidade ainda pior

Em 2016, equipes de MSF resgataram pessoas de 134 botes de borracha de qualidade precária e de 19 botes de madeira. Nossas equipes também recuperaram os corpos daqueles que perderam as vidas esperando pelo resgate. Os grandes botes de madeira usados em 2014 e 2015 não existem mais e foram substituídos por botes infláveis e de uso único que os traficantes supõem que podem ser interceptados em algum momento pelas operações de busca e destruição das forças militares internacionais em alto mar. Esses botes, de qualidade assustadoramente baixa, causaram tragédia atrás de tragédia, e equipes de MSF recuperaram os corpos de pessoas que foram asfixiadas, esmagadas pelo peso de centenas de pessoas que também estavam no bote, ou daqueles que se afogaram no fundo da embarcação em meio a uma mistura tóxica de água do mar e gasolina.

# 3 – Os traficantes estão mais cruéis do que nunca

Equipes de MSF viram barcos virarem depois de passarem horas ou até dias flutuando sem rumo e sem motor, arrancado por traficantes ou outros criminosos antes que um resgate seja possível. As pessoas que resgatamos nos contaram que eram mantidas em cavernas, valas ou buracos no chão por dias ou até semanas antes de serem forçadas a entrar no barco e jogadas no mar. Ouvimos histórias de execuções, terríveis maus-tratos e abuso sexual que, em alguns casos, somavam-se à tortura. Diferentemente do ano passado, vimos menos pessoas equipadas com coletes salva-vidas, dispondo de alimentos, água e outros suprimentos para a viagem ou até mesmo uma quantidade suficiente de combustível. Vimos equipes de resgate chegando aos montes e em todas as horas do dia e da noite. Os traficantes estão despachando as pessoas no mar em grandes flotilhas e em horas não usuais esperando que escapem dos mecanismos de controle, dissuasão e intercepção impostos por políticas restritivas ou mesmo que alguns sejam capturados, que a maioria consiga seguir e ser resgatada. Resgates noturnos precários se tornaram mais frequentes, visto que houve dias em que um único navio de resgate teve que responder a mais de 10 pedidos de socorro em um período de 24 horas.

# 4 – Grande número de crianças desacompanhadas enfrentando o mar sozinhas

16% dos que chegam à Itália são crianças, e 88% delas estão desacompanhadas. Uma pequena família resgatada pelo Aquarius era chefiada por um menino de dez anos que viajava com seus irmãos, todos pequenos o suficiente para ainda usar fraldas.

# 5 – Muitas mulheres resgatadas estão grávidas; muitas das gestações são consequência de estupros

Alguns dos bebês são muito desejados pelas mães e simplesmente chegam ao mundo em um momento difícil, enquanto outros tantos são consequência de um estupro sofrido na Líbia, na estrada ou em seu país de origem. Muitas das mulheres que resgatamos, especialmente as que viajam sozinhas, contam histórias horríveis sobre estupro e abuso sexual na Líbia. Muitas outras estão traumatizadas e assustadas demais para se abrirem sobre o que sofreram para nossas equipes no pouco tempo em que estiveram com elas. Na realidade, a ameaça do estupro é tão conhecida que algumas mulheres optam por usar implantes anticoncepcionais de longo prazo no braço antes de viajarem para garantir que não vão engravidar. Em 2016, quatro bebês nasceram a bordo dos navios de resgate de MSF. É um milagre que as mães tenham sido resgatadas a tempo e por barcos que contavam com obstetrizes qualificadas; é arrepiante pensar o que poderia ter acontecido se elas tivessem entrado em trabalho de parte antes do resgate, ou se tivessem sido resgatadas por navios de comércio, que não contam com profissionais médicos.

# 6 – MSF não presta assistência a traficantes de pessoas e tampouco é uma organização que trafica pessoas

Deixemos algo claro: MSF não é composta por traficantes de pessoas nem é uma operação de combate ao tráfico. Estamos no Mediterrâneo pura e simplesmente para salvar vidas. Os traficantes exploram algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo por dinheiro, e seu modelo de negócio existe, em parte, devido à falta de alternativas legais e seguras para que as pessoas cheguem à Europa. A instabilidade e a crise econômica na Líbia também são grandes fatores por trás da proliferação de redes de tráfico. 

#  7 – Não são só mulheres e crianças que são vulneráveis

Toda e cada pessoa que resgatamos tem uma história de sofrimento, e, ao mesmo tempo em que mulheres e crianças têm vulnerabilidades específicas que demandam cuidados e assistência especiais, homens também têm fraquezas frequentemente difíceis de enxergar. Alguns fogem de guerras das quais não querem participar; outros de tortura, recrutamento forçado e violação de direitos humanos; outros enfrentam discriminação em razão de sua sexualidade; e outros sofrem com violência, perseguições, pobreza extrema e miséria. Suas jornadas de sofrimento começam em países que vão desde o Paquistão até lugares na África Subsaariana, como a Nigéria ou a Gâmbia; ou desde o chifre da África, especialmente a Eritreia, para além do Oriente Médio, já assolado por anos de tensão e instabilidade.  

# 8 – A Europa está longe de ser o principal destino para refugiados e imigrantes do mundo inteiro

A vasta maioria dos refugiados e imigrantes procurou refúgio ou emprego em sua própria região. De acordo com dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), nenhum dos países que mais acolhem refugiados (Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Etiópia, Jordânia, Quênia, Uganda, República Democrática do Congo e Chade) estão na Europa, e juntos eles abrigam mais de metade do total de refugiados. A Europa recebeu apenas uma pequena porcentagem dos refugiados do mundo, mas continua se concentrando em formas criativas de manter refugiados e imigrantes distantes, em vez de acolher pessoas em necessidade.

# 9 – Refugiados e imigrantes enfrentam abuso e violência terríveis na Líbia

Independentemente das razões que levam as pessoas a chegarem à Líbia, a violência e os maus-tratos sofridos pelos refugiados e imigrantes significam simplesmente que eles precisam sair dali. De acordo com pessoas entrevistadas por nossas equipes, homens, mulheres e um número crescente de crianças desacompanhadas (algumas com idades até 8 anos) que passam pela Líbia sofrem abusos de vários tipos nas mãos de traficantes, grupos armados e indivíduos que exploram o desespero daqueles que fogem de conflitos, perseguição ou pobreza. Os casos de abuso relatados incluem a submissão à violência (inclusive sexual), sequestros, detenção arbitrária em condições desumanas, tortura e outras formas de maus-tratos, exploração financeira e trabalho forçado.

# 10 – Interceptar botes que saem da Líbia não é uma solução

Impedir que pessoas deixem a Líbia as condena a ainda mais maus-tratos e abusos de natureza psicológica, física, financeira e sexual nas mãos de traficantes. De acordo com um plano de treinamento iniciado pela União Europeia, espera-se que a guarda costeira da Líbia tenha um papel fundamental nas futuras políticas de contenção dentro do território líbio, realizando operações de intercepção, busca, resgate e retorno no mar do país. A nossa experiência mostra que interceptar botes lotados e sem condições de navegar pode ser extremamente perigoso nesse contexto, além da possibilidade de aumentar os riscos daqueles que se encontram desesperados para chegar a um lugar seguro. Os que fogem da Líbia devem ser resgatados de uma forma segura e tranquila e levados a um porto seguro, onde possam receber assistência, solicitar asilo e ter acesso a outras formas de proteção. Com a atual situação da Líbia, o país não pode ser considerado um porto seguro para desembarque.


O Dignity I desembarcou as pessoas resgatadas durante sua última operação do ano no dia 14 de novembro, e o Bourbon Argos fez a mesma coisa uma semana depois. Ambos os barcos estão agora aguardando, já que o inverno traz alterações no clima e nas condições do mar, fazendo com que o número esperado de pessoas cruzando da Líbia para a Itália seja menor. O Aquarius, mantido em parceria com a SOS MEDITÈRRANÉE, será o único barco de MSF presente no mar durante o inverno, e operará constantemente para resgatar aqueles que encaram os mares de inverno incrivelmente perigosos. MSF espera fortalecer e aumentar sua capacidade de busca e resgate em março, já que o clima da primavera permite que mais pessoas façam a travessia.

Após furacão, haitiano que vive em SC cria rádio para informar sobre seu país



09/10/2016

Empresário veio para o Brasil em 2010 após terremoto que devastou Haiti. 
Jean Monfiston tem na webrádio uma forma de interagir com conterrâneos.

Três dias depois da passagem do furacão Matthew pelo Haiti, a devastação é nítida no sul do país, onde 900 pessoas morreram após a tempestade.  Um haitiano que vive em Santa Catarina criou uma rádio na internet para obter informações sobre os familiares e informar os conterrâneos que vivem no Brasil sobre a situação do país de origem.

Com um equipamento improvisado, o empresário Jean Monfiston colocou a rádio no ar e tem na interatividade com os ouvintes a base para divulgar a situação do seu país. “Eles mandam mensagem para nós, para dizer como estão, como foi que tudo aconteceu, se a tempestade passou, como estão as coisas. A gente está sempre em comunicação com eles”, contou.

Jean contou à RBS TV que as notícias mais tristes são aquelas dadas quando as pessoas enviam fotos, de filhos ou de  pais que não encontraram mais após a tempestade. O empresário saiu do Haiti após o terremoto que arrasou o país em 2010.

“Agora, o número de desempregados cresceu, aumentou a miséria, mas eu acredito em nome de Deus, que o Haiti ainda será o país mais rico do mundo”, declarou.



Abordagem nociva de Estados da União Europeia em relação à migração coloca o direito ao asilo em perigo em todo o mundo

Foto: Alessandro Penso

18/06/2016

MSF não receberá mais fundos de Estados-membros e de instituições da União Europeia

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou hoje (17/06) que não irá mais receber fundos da União Europeia (UE) e de seus Estados-membros, em oposição às suas políticas de dissuasão danosas e à intensificação das tentativas de empurrar as pessoas e seu sofrimento para longe da costa da Europa. Essa decisão entrará em vigor imediatamente e será válida para todos os projetos de MSF no mundo.

Três meses após a assinatura do acordo entre UE e Turquia, que governos europeus consideram um êxito, são as pessoas necessitadas de proteção que estão arcando com seu custo humano. Nas ilhas gregas, mais de 8 mil pessoas, incluindo centenas de menores desacompanhados, estão retidas como uma consequência direta do acordo. Elas estão vivendo em condições extremamente precárias, em acampamentos superlotados, por vezes durante meses. Temem um retorno forçado à Turquia enquanto são privadas de apoio jurídico, sua única defesa contra a expulsão coletiva. A maioria dessas famílias, que a Europa afastou dos olhos do público por meio de disposições legislativas, fugiu do conflito na Síria, no Iraque e no Afeganistão.

“Há meses MSF tem se pronunciado abertamente sobre a resposta vergonhosa da Europa, mais focada em dissuadir essas pessoas do que em lhes oferecer a assistência e a proteção de que necessitam”, disse Jérôme Oberreit, secretário-geral internacional de MSF. “O acordo entre UE e Turquia vai ainda além, e colocou o próprio conceito de ‘refugiado’ e a proteção que ele oferece em perigo.”

Na semana passada, a Comissão Europeia revelou uma nova proposta para replicar a lógica do acordo UE-Turquia em mais de 16 países da África e do Oriente Médio. Esses acordos imporiam cortes no comércio e na ajuda ao desenvolvimento a países que não contém o fluxo migratório para a Europa ou facilitam retornos forçados, recompensando aqueles que o fazem. Entre os potenciais parceiros estão Somália, Eritreia, Sudão e Afeganistão – quatro dos 10 países que mais geram refugiados*.

Jérôme Oberreit - Secretário-Geral Internacional do MSF (Foto: Alex Yallop/MSF)

“A única oferta da Europa aos refugiados é que eles fiquem em países de onde estão desesperados para fugir? Mais uma vez, o foco principal da Europa não está na proteção das pessoas, mas na maneira mais efetiva de mantê-las distante”, disse Jérôme Oberreit.

O acordo entre UE e Turquia estabelece um precedente perigoso para outros países que abrigam refugiados, enviando uma mensagem de que cuidar de pessoas forçadas a deixar suas casas é opcional e que eles podem se eximir de sua responsabilidade de prover asilo. No mês passado, o governo queniano citou a política migratória europeia para justificar sua decisão de fechar o maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, enviando seus residentes de volta para a Somália. Do mesmo modo, o acordo não faz nada para encorajar países ao redor da Síria, que já abrigam milhões de refugiados, a abrir suas fronteiras para aqueles que precisam.

“A tentativa da Europa de terceirizar o controle migratório está tendo um efeito dominó, com fronteiras fechadas em todo o caminho até a Síria. As pessoas têm cada vez menos locais para onde fugir”, disse Jérôme Oberreit. “Será que a situação em Azaz, onde 100 mil pessoas estão presas entre fronteiras fechadas e frentes de batalha, se tornará a regra, não a exceção mortal?”

O pacote financeiro do acordo UE-Turquia inclui 1 bilhão de euros em ajuda humanitária. Há, sem dúvida, necessidades na Turquia, um país que abriga, atualmente, quase três milhões de refugiados sírios. Mas essa ajuda foi negociada como uma recompensa por promessas de controle fronteiriço, em vez de ser baseada exclusivamente nas necessidades. Essa instrumentalização da ajuda humanitária é inaceitável.

“Políticas de dissuasão apresentadas para o público como soluções humanitárias só exacerbaram o sofrimento das pessoas em necessidade. Não há nada remotamente humanitário nessas políticas. Elas não podem se tornar a norma e devem ser questionadas”, disse Jérôme Oberreit. “MSF não receberá fundos de instituições e governos cujas políticas são tão prejudiciais. Estamos pedindo aos governos europeus que alterem suas prioridades – em vez de maximizar o número de pessoas que eles podem deportar, eles devem maximizar o número de pessoas que recebem e protegem.”

* Relatório do Acnur “Tendências Globais 2015”. Disponível aqui.

MSF tem prestado assistência às pessoas que fazem a travessia do mar Mediterrâneo para a Europa desde 2002. Apenas nos últimos 18 meses, médicos de MSF trataram cerca de 200 mil homens, mulheres e crianças na Europa e no mar Mediterrâneo. Atualmente, a organização está atendendo refugiados e imigrantes na Grécia, na Sérvia, na França, na Itália e no mar Mediterrâneo, bem como em países na África, na Ásia e no Oriente Médio.

As atividades de MSF são financiadas majoritariamente por doações privadas (92%). No entanto, a organização também está envolvida em algumas parcerias financeiras com doadores institucionais para programas específicos. Em 2015, os fundos de instituições da UE representaram 19 milhões de euros, enquanto fundos dos Estados-membros representaram 37 milhões de euros. MSF também utilizou 6,8 milhões de euros recebidos do governo norueguês. Em 2016, além da Comissão Europeia, MSF está envolvida em parcerias com nove Estados-membros europeus: Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Fonte: MSF

Níger: milhares de deslocados sem assistência em Diffa

Foto: Sylvain Cherkaoui / Cosmos for MSF

12/06/2016

MSF está assistindo a população recentemente deslocada pela violência com ajuda básica

Após o ataque do dia 3 de junho contra a cidade de Bosso, na região de Diffa, no Níger, a maioria da população local e das áreas vizinhas de Yébi e Toumour fugiu em busca de segurança. A maior parte desses recém-deslocados, que agora são milhares, já havia se instalado na região da qual fugiram por causa de ataques anteriores. O último atentado realizado pelo grupo Boko Haram foi um dos mais mortais na região, deixando dezenas de soldados mortos.

Após o ataque inicial em Bosso, grande parte da população escapou para Toumour, uma cidade a alguns quilômetros a oeste. Pessoas de diversas localidades estão se deslocando novamente para diferentes direções, incluindo Diffa, a capital da região. A situação é bem volátil, o que torna difícil saber onde essas pessoas irão se estabelecer. Além disso, à medida que os dias passam, os deslocados ficam ainda mais vulneráveis.

Desde sábado (4/6), a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) presenciou um êxodo de pessoas que escapavam de suas casas. Uma equipe de MSF tem conduzido uma avaliação para tentar determinar para onde as pessoas estão fugindo e para responder às suas necessidades mais urgentes.

“MSF está tentando ajudar a população deslocada por meio da oferta de assistência básica, incluindo atividades de abastecimento de água e saneamento, abrigo e cuidados de saúde”, diz Elmounzer Ag Jiddou, coordenador-geral de MSF no Níger. “Muitas pessoas estão fugindo para direções diferentes. Algumas estão no meio do nada e é muito difícil assisti-las. Junto a diferentes atores e ao governo, nós precisamos avaliar como facilitar o acesso e organizar a oferta de ajuda.”

Em Yébi, MSF estava gerindo um posto de saúde para oferecer assistência à população deslocada. O posto foi destruído em meio a um ataque realizado no dia 19 de maio, mas as atividades foram retomadas poucos dias depois. No entanto, o programa de MSF em Yébi está atualmente suspenso por causa da insegurança. MSF ainda mantém atividades em Nguigmi (outro distrito ao norte de Bosso) e em Diffa.

MSF atua na região de Diffa desde dezembro de 2014. A organização está apoiando diversos centros de saúde locais, assim como o principal centro de saúde materno-infantil da cidade de Diffa e o hospital distrital de Nguigmi. MSF também está oferecendo cuidados médicos no acampamento em Assaga. Em 2015, MSF realizou mais de 142 mil consultas médicas na região.

Fonte: MSF

TELETON



24/10/2015

Com o objetivo de ampliar a quantidade de atendimentos, que até 1998 eram centralizados na unidade de São Paulo, a AACD criou o Teleton, uma maratona televisiva que busca conscientizar a população a respeito das possibilidades de um deficiente físico, gerando grande mobilização social.

Além de prestar contas das atividades realizadas pela entidade, é uma das principais ferramentas de captação de recursos da instituição. Em 2014, o evento arrecadou R$ 30.021.070,00 milhões, valor que será destinado à manutenção das Unidades da Instituição e ampliação do Hospital AACD – Unidade Abreu Sodré.

Curiosidade

Criado em 1966 nos Estados Unidos pelo ator Jerry Lewis, que teve um filho deficiente físico, o Teleton é realizado em mais de 20 países da Europa, América do Norte e América do Sul, anualmente. A América Latina possui uma organização dos países que realizam o Teleton, a Organização Internacional dos Teletons (Oritel). O objetivo da Oritel é favorecer a troca de conhecimento entre os países e instituições, além de possibilitar uma melhor integração entre aqueles que visam uma sociedade mais justa e produtiva para os deficientes físicos de todo o mundo. As empresas que apoiam causas sociais, como o Teleton, são preferidas por consumidores e formadores de opinião. Contribua para melhorar a vida de milhares de deficientes físicos.

Como doar:

Ligue 0800 771 7878 ou acesse www.teleton.org.br e doe qualquer valor acima de R$ 5,00

Você também pode fazer a sua doação por SMS*. Envie a letra T para o número 28127 e colabore!

*O envio da mensagem é gratuito.

Fonte: AACD


Sobe para 106 cidades e 147 mil pessoas atingidas por chuva no RS

Milhares estão fora de casa após sequência de chuva no Rio Grande do Sul 

(Foto: Luciano Lanes/PMPA)

21/10/2015

São 5.503 famílias desalojadas e 1.346 famílias desabrigadas no estado.
Defesa Civil reforça alerta para a possibilidade de mais chuva forte.

Subiu para 106 o número de municípios gaúchos afetados pelos eventos climáticos que atingem o Rio Grande do Sul há duas semanas. Nesta terça-feira (20), foram incluídos na lista as cidades de Pinheiro Machado, Pedras Altas, Santa Teresa, Herval, Chuvisca e Piratini. 

O boletim divulgado pela Defesa Civil do estado mostra ainda que 147.558 pessoas foram atingidas e ainda há milhares fora de casa. São 5.503 famílias desajoladas e 1.346 famílias desabrigadas.

Também aumentou o número de municípios com decreto de situação de emergência individual. Agora são 32 cidades, além das 26 que estão incluídas no decreto coletivo do governo do estado.

A região das ilhas de Porto Alegre é uma das mais prejudicadas. A estimativa do Gabinete de Defesa Civil Municipal é de que 12 mil pessoas tenham sido atingidas pela enchente e pelo recente temporal. Ao todo, 1,5 mil pessoas estão desalojadas e 600 delas estão em abrigos, sendo 230 no Ginásio Tesourinha.

A Defesa Civil mantém o alerta para a previsão de chuvas intensas, com a possibilidade de queda de granizo, alagamentos e descargas elétricas em grande parte do Estado. Problemas ou situações de risco podem ser informados através do telefone de emergência 199.

O último levantamento do G1 aponta que pouco mais de 37 mil clientes estão sem luz por conta dos últimos temporais. Os moradores das regiões Central, Sul, Metropolitana e ilhas de Porto Alegre são os mais afetados.

Inmet também faz alerta

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu alerta para o risco de alagamentos, queda de granizo e de galhos de árvores e descargas elétricas nos próximos dias. As regiões com maior possibilidade de serem atingidas são: Sudoeste, Sudeste, Metropolitana, Centro Oriental e Ocidental do Rio Grande do Sul.

A Defesa Civil lembra que a entrega de ajuda humanitária continua sendo realizada, tanto pelas equipes de trabalho como da população. Donativos como alimentos, água, materiais de higiene e de limpeza, colchões e cobertores, podem ser entregues na Central de Doações, em Porto Alegre, ou nas Coordenadorias Regionais e Municipais de Defesa Civil. 

Saiba aqui onde doar:

Porto Alegre

A Defesa Civil estadual arrecada donativos podem ser entregues na central de doações do governo estadual, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Rua Borges de Medeiros, 1501). O material recolhido será encaminhado aos municípios mais atingidos pela chuva.

De acordo com a Defesa Civil de Porto Alegre, são arrecadados alimentos, produtos de higiene pessoal, material de limpeza, fraldas descartáveis (adulto e infantil), cobertores e colchões. Os locais de entrega são no Ginásio Tesourinha (Avenida Érico Veríssimo, s/n - Menino Deus), das 7h às 22h, e no gabinete de Defesa Civil Municipal, rua Campos Velho, 426, bairro Cristal, das 8h às 18h.

O Demhab está reunindo doações de móveis, telhas, lonas e madeiras. As doações podem ser feitas preferencialmente no endereço da av. Princesa Isabel, 1115.

Alegrete

A preferência é de que sejam doados alimentos, como arroz, carnes e macarrão. Doações de roupas não são necessárias no momento. As doações são feitas no escritório da Defesa Civil, que fica localizado no pátio central do Palácio Ruy Ramos, com entrada pela Rua Demétrio Ribeiro.

Alvorada

Doações são recebidas na Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, que fica na Rua Wenceslau Fontoura, 126. A preferência é para produtos de higiene pessoal, alimentos, roupas de cama, colchões, e fraldas descartáveis infantis.

Canoas

Fortemente afetada pelo granizo e ventania, Canoas teve estragos por toda a cidade. Foi montado um QG na sede da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania (SMSPC) para coordenação dos trabalhos de auxílio as famílias mais necessitadas.

Há preferência por doações de colchões, cobertores, lonas e telhas, além de fraldas, alimentos não perecíveis e materiais de limpeza. Os donativos podem ser entregues na Defesa Civil, localizada na Rua Bandeirantes, 450 - Marechal Rondom. Em caso de urgência entrar em contato pelos telefones (51) 3476-3400 ou (51) 3428-6897.

Policiais do 15º Batalhão de Polícia Militar que tiveram as casas destelhadas pedem doações de fraldas tamanhos P e GG, roupas masculinas para crianca de 5 anos e telhas de 5mm para as casas. Informações podem ser obtidas nas sedes da 3ª e 4ª Companhia do 15º BPM.

Cachoeira do Sul

As doações podem ser feitas na Secretaria de Trabalho e Ação Social (STAS), das 13h às 18h. A STAS fica na Rua XV de Novembro, 434. A prioridade é alimentos, produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal, colchões e roupas de cama. Até o momento, não há necessidade de doações de peças de vestuário e de calçados.

Charqueadas
O município pede doações de roupas para criança e alimentos. As doações podem ser entregues na Prefeitura da cidade ou na Secretaria de Assistência Social de Charqueadas, localizada na Rua José Rui de Ruíz, n°1110, no Centro de Charqueadas.

Eldorado do Sul

O município pede doações de alimentos, fraldas, água, cobertas, colchões e material de limpeza. As doações podem ser entregues na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Emancipação, 599, na Defesa Civil.

Estrela

Os desabrigados precisam de doações, em especial de alimentos, colchões, travesseiros e cobertas ou cobertores. As pessoas que quiserem colaborar podem levar as doações até o ginásio Ito Snel (Rua Tancredo Neves, s/n).

Itaara

São necessárias doações de colchões e cobertas com certa urgência. Além disso, também podem ser doadas roupas para crianças e alimentos. As doações estão sendo recebidas no Ginásio de Esportes Pinto Ribas e na prefeitura. Também podem ligar para os telefones (55) 9623-1326 ou (55) 3227-1122.

Mata

Doações podem ser feitas na Igreja Matriz da cidade ou na Assistência Social. São aceitos roupas, calçados, colchões e alimentos.

Montenegro

O município precisa de roupas, alimento e materiais de higiene e limpeza. As doações podem ser entregues na sede do Corpo de Bombeiros da cidade.

Nova Santa Rita

Em Nova Santa Rita, a prefeitura informa que a prioridade são doações de colchões, alimentos e água mineral. Os materiais podem ser entregues na Escola Municipal Alvaro Almeida, na Rua Alvaro Moreira, s/n - Porto da Figueira, e no Salão Paroquial da Comunidade Nossa Senhora de Lourdes - Berto Sírio.

Parobé

A Defesa Civil da cidade reforça o pedido de auxílio com a doação de alimentos, telhas e lonas. Quem tiver o interesse em ajudar, pode entrar em contato pelo telefone: (51) 3953-1072 ou (51) 9158-9827.

Rio Pardo

A base de recebimento de doações é o salão comunitário da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário (Travessa Padre Broggi, 66, Centro). Necessitam de colchões, roupas de cama, roupas de crianças, fraldas e água. Alimentos também são bem vindos.

São Jerônimo

Os desabrigados precisam de roupas de cama, alimentos e roupas. As doações podem ser entregues no prédio da Defesa Civil, na Rua Valdemar Azzi, 40, bairro Bela Vista.

Santa Maria

Estão recebendo as doações na Secretaria de Assuntos Comunitários, que fica na Rua Doutor Pantaleão, 200, das 8h às 22h. Quem não tiver como levar até lá, pode ligar para o telefone (55) 3921-7148, que mandam equipes para buscar. É mais urgente a doação de cobertores, colchões, agasalhos e alimentos.

Santiago

O principal problema é lona para tapar os furos das casas e telhas. - As doações podem ser feitas nos bombeiros, na Defesa Civil e na prefeitura da cidade.

São Sebastião do Caí

É possível entregar as doações no Centro de Referência de Assistência Social, na Rua Ari Baierle, nº 177 - Centro. Também é possível deixar as doações na Prefeitura.  A preferência é para doações de roupas infantis, materiais de limpeza e alimentos.

Sapucaia do Sul

A cidade precisa de doação de colchões, cobertores, edredons, roupas de cama, produtos de higiene e alimentos não perecíveis. O material deve ser entregues na Guarda Municipal (Rua Tiradentes, 624), em qualquer horário do dia ou da noite; na Secretaria de Desenvolvimento Social (Rua Tiradentes, 664) das 8h às 18h15min; ou no CRAS Central (Rua Santa Catarina, 648), das 8h às 17h.

São Gabriel

Doações podem ser feitas por meio de contato com a Assistência Social da cidade ou com a Defesa Civil, pelo telefone (55) 9606-2454. Quem quiser doar, pode entrar em contato que as equipes vão buscar as doações. Até o momento, o mais urgente são lonas, telhas e colchões.

Doações para animais

Em Porto Alegre, a prefeitura pede doações de jornais velhos, papelão ou cobertores velhos na Unidade de Medicina Veterinária (UMV), onde estão abrigados os 320 animais resgatados da enchente que invadiu centenas de residências na região das ilhas. Estrada Bérico José Bernardes, 3489, parada 19, Lomba do Pinheiro, e na rua Uruguai, 155, 7 andar, Centro Histórico.

Doações em grande quantidade poderão ser buscadas. O agendamento é feito pelo telefone (51) 3289-8900.


Em Esteio, uma entidade pede doação de ração para cães e gatos. Interessados podem entrar em contato por ligação ou WhatsApp com Adriane Pereira, no número (51)99583739.

Fonte: G1 Rio Grande do Sul


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