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BRUNA LOMBARDI E SUA LUTA EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE

(Foto: Arquivo pessoal)

12/11/2017

Afastada da TV há algum tempo, ela tem se dedicado à produção cinematográfica, colaborando no roteiro de longas como “O Signo da Cidade” e “Onde está a Felicidade”, ao lado de seu marido, o também ator Carlos Alberto Ricceli.

Mas sua atuação não para por aí. Preocupada com a preservação dos recursos naturais, há cerca de um ano ela publicou um vídeo em sua página do Facebook alertando sobre a importância da economia de água e mostrando como é possível tomar um banho em poucos minutos.

Ela conta de onde vem esta relação tão forte com a natureza e como tem lutado para despertar a preocupação com a preservação dos recursos naturais.

Disney Babble – Qual sua relação com a natureza?
Bruna Lombardi – Eu não vivo sem! Sou urbana, da cidade, mas adoro o mato. Minha casa aqui em São Paulo é cheia de  árvores e plantas. Tenho muitas frutas e passarinhos e uma pequena horta de orgânicos no quintal. Sempre que eu posso eu estou perto da natureza. Sempre que posso também vou para Trancoso, na Bahia, que ainda mantém a natureza selvagem e intacta. Adoro praia, mar, areia, em qualquer estação, e ficar olhando o espetáculo do céu com todas as suas variações.

Disney Babble – De que forma você vem atuando em prol da preservação do meio ambiente?
Bruna Lombardi – Há muitos anos sou uma ativista em tudo o que acredito e trabalho constantemente para defender e transformar a maneira de lidarmos com a natureza e seus recursos. Eu tenho uma atividade intensa na minha página no Facebook, onde divulgo iniciativas de ONGs. Ainda participo de campanhas, faço parcerias com organizações, além de pensar no assunto cotidianamente. Meu próximo filme, "Amor em Sampa", que será lançado no segundo semestre, é uma comédia romântica musical e fala que as cidades podem ser melhores se a mudança começa em cada um de nós. Acredito que podemos mudar as nossas atitudes para vivermos num mundo melhor.

Disney Babble – Por que você sentiu a necessidade de atuar neste sentido, abraçar esta causa?
Bruna Lombardi – Há muitos anos eu já me preocupo com esse tema, mas agora é urgente. Todos sabemos do estado emergencial do nosso planeta, das mudanças climáticas, da busca de novas soluções ambientais. Precisamos repensar ações e atitudes. É preciso uma mudança de estilo de vida que venha a despoluir o nosso ar, desenvolver o uso da energia limpa, fazer uso sustentável das florestas, plantar árvores, proteger os animais, ter alimentos livres de agrotóxicos e muitas outras questões. Educação ambiental tem que estar presente nas escolas no ensino fundamental. Fico feliz em poder contribuir e fazer minha parte.

Disney Babble – Você acredita que, sendo uma celebridade, pode ser exemplo para os demais cidadãos?
Bruna Lombardi – Eu acredito que posso usar o que sou e tenho, meu nome e meu trabalho, para continuar envolvida em ações sustentáveis e campanhas em que acredito. Acho que cada um de nós, famoso ou não, pode fazer o mesmo. Todos queremos um mundo melhor e, muitas vezes, não sabemos nem por onde começar ou achamos que essa mudança está fora do nosso alcance, do nosso poder. E não é verdade; não está. Cada um pode fazer sua parte, mesmo pequena, já faz uma diferença. 

Disney Babble – O que lhe causa mais preocupação neste momento?
Bruna Lombardi – Temos que pensar em várias coisas, porque tudo está conectado. Mas a água é básica. Estamos tratando recursos naturais finitos como se fossem infinitos. Estamos destruindo florestas, dizimando fauna, flora e acabando com os rios. Essa responsabilidade com o planeta é de todos. Ainda há tempo de reverter essa situação, mudando tanto o comportamento individual como a vontade política. Como todas as riquezas, existe água e existe abundância e não escassez. O problema é sempre a má distribuição, a enorme desigualdade, tudo o que gera um mundo em conflito permanente em lugar da paz. 

Disney Babble – Quais seus projetos para o futuro, em relação à preservação da natureza?
Bruna Lombardi – Estamos fazendo um grande trabalho nas redes sociais: "A Rede Felicidade", que vamos lançar em breve, com uma enorme interatividade com milhões de pessoas. Mesmo antes do lançamento, recebo e leio mais de 100 mil comentários por semana, de um público fidelizado, que faz parte da nossa comunidade. A definição que vem deles é que somos um portal da paz, um lugar que agrega, encoraja, empodera e faz bem para as pessoas. Um ambiente que tem a energia do bem. Juntos, vamos abraçar o que a gente acredita que pode ajudar a fazer desse mundo um lugar cada vez melhor.

CÂMERA GRUDADA NO DORSO REVELA OLHAR DE 'BALEIA CINEGRAFISTA' NA ANTÁRTIDA

Câmeras presas às baleias registraram imagens de seu cotidiano (Foto: BBC)

21/04/2017

Pesquisa ajudará a reunir dados sobre animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação.

Você provavelmente nunca viu a Antártida desta forma: pelos olhos de uma baleia.

Câmeras foram presas ao dorso de animais das espécies minke e jubarte como parte de um novo estudo da ONG World Wildlife Fund (WWF) em parceria com a Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos.

Por meio de ventosas, os equipamentos ficaram grudados de 24 a 48 horas e registraram como elas se alimentam, socializam e se comportam em meio às mudanças climáticas. VEJA O VÍDEO.

Equipamento ficou em animal por até 48 horas (Foto: BBC)

Segundo o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve, instituto de pesquisa ligado à Universidade do Colorado, em março deste ano, foi registrada a menor extensão de área congelada da Antártida ao longo dos 38 anos em que esses dados são coletados.

A pesquisa com as baleias ajudará a reunir dados sobre os animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação, em meio aos impactos dessas alterações ambientais.

Imagens serão usadas em pesquisas para entender como mudanças climáticas 
afetam vida das baleias (Foto: BBC)

Fonte: G1 Natureza

Vida selvagem e meio ambiente estão bem preservados após 10 anos da Ferrovia Qinghai-Tibet



28/06/2016

A Ferrovia Qinghai-Tibet faz 10 anos em 1º de julho. Segundo especialistas, o impacto ambiental na vida selvagem do planalto foi contido, com resultados melhores que os previstos.

  "Dias atrás, eu vi dois burros selvagens a cerca de 15 metros das trilhas quando um trem passava. Aparentemente, o trem não os assustou", disse Zhao Xiang, especialista ambiental do Centro de Proteção da Natureza de Shanshui, uma organização não-governamental sediada em Beijing.

  A maioria dos animais no planalto é sensível para perturbação, mas muitos aprenderam a se adaptar a mudanças ambientais, disse Zhao.

  A ferrovia se estende por 1.956 quilômetros, com uma altitude de 5.072 metros acima do nível do mar em seu ponto mais alto. Na última década, um total de 33 cruzamentos foi criado para animais.

  "Quando o trem começou a operação, em 2006, os burros e antílopes só vinham em grandes grupos e levavam bastante tempo para cruzar as passagens. Mas eles se acostumaram ao ruído e vibração de trens e podem cruzar as passagens bastante rapidamente agora", disse Dong Weiqi, engenheiro do departamento de projeto da companhia ferroviária.

  Em 2006, quando o trem começou a operar, apenas cerca de 2 mil antílopes tibetanos migraram pelas passagens, mas agora o número ultrapassou 5 mil, disse Dong. A população de antílope tibetano recuperou para mais de 60 mil.

  Jiang Zehai, vice-gerente da Companhia de Ferrovia Qinghai-Tibet, disse que eles plantaram árvores ao longo de 41% da ferrovia, cobrindo mais de 7,7 milhões de metros quadrados.

  Um total de 15 centros de processamento de esgotos opera ao longo da ferrovia, disse.

Fonte: CRI.cn

MCTI investe para preservar a floresta e melhorar a vida nas comunidades na Amazônia

Crédito: Ascom do MCTI
05/09/2015

No dia 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, a maior floresta tropical do Planeta.

O 5 de setembro foi escolhido como Dia da Amazônia para homenagear a criação da Província do Amazonas por D. Pedro II, em 1850. Por sua imensa biodiversidade, a preservação da Amazônia é importante para a estabilidade climática da Terra, para a pesquisa científica e para as comunidades tradicionais. O País comemora a queda no desmatamento e amplia pesquisa científica. Por isso, em 2015, o Brasil comemorou a redução de 82% da taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal em uma década. Isso significa que, entre 2004 e 2014, a taxa anual de desmatamento caiu de 27.772 quilômetros quadrados para 5.012.

"Acho que é a demonstração de um êxito da política ambiental do País, que deve ser mais do que registrado, mas celebrado", disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, em agosto, durante a divulgação dos números levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) a partir das imagens de satélite.

Clima

Para estudar o impacto da Amazônia sobre o clima, o MCTI aportou recursos no Observatório da Torre Alta, uma construção de 325 metros, no meio da floresta, a 150 quilômetros de Manaus. Inaugurada em agosto deste ano, a Torre vai ampliar o campo de pesquisa e coletar dados sobre a interação entre vegetação e atmosfera. Equipada com sensores e radares a laser, vai estudar o fluxo de vapor de água e de aerossóis, que são importantes para a formação de nuvens. Os dados vão ajudar a melhorar os sistemas de previsão do clima.

"Os trabalhos desenvolvidos aqui serão para preservar a vida no Planeta e dar alternativas para o desenvolvimento sustentável da humanidade", disse o ministro Aldo Rebelo, durante a inauguração da Torre Alta da Amazônia.

O projeto, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), recebeu R$ 26 milhões em investimentos do MCTI, Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha e governo do Amazonas.

Ação variada

Outro investimento do MCTI para ampliar a pesquisa científica e melhorar as ferramentas de preservação e combate ao desmatamento é o programa Amazônia Conectada, que vai levar internet em alta velocidade para 52 municípios. A meta é estender as redes ópticas subfluviais por 7,8 mil quilômetros, alcançando as regiões mais remotas da Amazônia, beneficiando 3,8 milhões de pessoas. Executado pelo Exército Brasileiro, o programa vai criar cinco infovias para atender os municípios das calhas dos rios Negro, Solimões, Purus, Juruá e Madeira. Hoje, a rede de fibra óptica conecta apenas a cidade de Manaus.

O MCTI também atua na Amazônia através do Museu Paraense Emílio Goeldi, Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e através de ações do CNPq, convênios com universidades, dentre outras ações.

Fonte: MCTI

WWF-BRASIL E INSTITUTO PROJETO NEYMAR JR. FIRMAM PARCERIA PELA PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA



04/09/2015

O WWF-Brasil e o Instituto Projeto Neymar Jr. fazem um apelo pela maior floresta tropical do mundo, patrimônio da humanidade. No próximo sábado (5/9), Dia da Amazônia, será lançado um vídeo onde o craque alerta a população sobre algumas das principais ameaças à região, e pede sua ajuda para que ela seja preservada para as próximas gerações.

“Eu acho que é dever de todo brasileiro e de todo ser humano olhar pela Amazônia, cuidar de nossas florestas. Precisamos devolver para a natureza tudo o que ela nos deu até hoje e é através da preservação que precisamos nos unir. Eu e o meu Instituto estamos apoiando o Dia da Amazônia, porque nos preocupamos com o futuro de nossas crianças”, afirma o craque Neymar Jr.

A iniciativa faz parte de diversas ações desenvolvidas pelo programa de conservação da Amazônia do WWF-Brasil. “Acreditamos que seja uma parceria que trará visibilidade e mostrará aos brasileiros a importância que a Amazônia tem não só para o país, mas para o mundo”, diz o superintendente de Políticas Públicas e Relações Externas do WWF-Brasil, Henrique Lian.

A parceria contemplará o Instituto Projeto Neymar Jr. com a doação de materiais educativos voltados para as questões ambientais, além da capacitação dos educadores para sua utilização. Além disso, serão realizadas palestras para a comunidade na região onde se localiza o Instituto, no município de Praia Grande (SP), sobre temas importantes para a conservação ambiental local e a melhoria da qualidade de vida das pessoas como água, mudanças climáticas, pegada ecológica, entre outros.

Sobre a Amazônia

A Amazônia é um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade e a maior reserva natural do planeta. Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco Foto: Diego Sanches/Grupo NR Sports milhões e meio de florestas, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos.

Apesar de sua incalculável importância para o planeta, – como o habitat de inúmeras espécies animais, vegetais e arbóreas, e como fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais –, a Amazônia tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades predatórias.

Sobre WWF-Brasil

É uma organização não governamental brasileira, dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Sobre Instituto Projeto Neymar Jr

O Instituto Projeto Neymar Jr. é uma associação privada sem fins lucrativos dedicada às causas sociais. É um complexo educacional e esportivo no Jardim Glória, na Praia Grande, para crianças carentes e seus familiares. Todas as atividades são ministradas no complexo situado na área cedida pela prefeitura da cidade, em um sistema de concessão de 30 anos, inicialmente, e renováveis por mais 30 anos. O local tem 8.400 metros quadrados e atende aproximadamente 2.400 crianças, dos 7 aos 14. Os responsáveis por estas crianças também são atendidos, o que totaliza um alcance inicial de 10 mil pessoas. O Instituto foi construído com recursos próprios e patrocínios privados. Nas atividades são utilizados recursos advindos de incentivos fiscais de pessoas físicas, jurídicas e também doações espontâneas para dar à comunidade o que Neymar Jr. não pôde usufruir no espaço em que cresceu.



Preservação deve ser prioridade, defende astronauta brasileiro

Marcos Pontes falou para estudantes e professores, em Ferreiros, sobre a 
experiência da viagem espacial. Foto: Jailson da Paz/DP/D.A.Press
27/11/2013

A viagem ao espaço em 2006, admite Marcos Pontes, 50 anos, mudou radicalmente o seu modo de enxergar o mundo. Não apenas por ser o primeiro astronauta brasileiro, mas ao entender que “nós, seres humanos, somos peças pequenas no universo”, disse. Na semana passada, Marcos esteve em Ferreiros, no Agreste, onde participou da inauguração do Observatório Astronômico Monte Saturno, e no Recife, para palestra. Entre as atividades, concedeu a entrevista abaixo ao blog:

O senhor costuma dizer que a sua vida mudou após ver a Terra do espaço. Que mudanças ocorreram?

Vi o quanto somos pequenos e ao mesmo tempo reforcei a ideia de que somos parte integrante de algo maior. Somos pequenos, mas importantes, assim como a Terra é significante para o Universo. Tudo saiu do mesmo lugar e é a mesma coisa.

Qual o momento mais marcante da viagem?

O mais importante não foi o dia do lançamento – ocorrido em 29 de março de 2006 -, mas o dia anterior, quando os russos, com aquele jeitão deles, disseram: Marcos, você tem 30 minutos para se despedir de sua família. Pensei, quando meus dois filhos e minha mulher deram as costas após a conversa, que aquela seria última vez que veria eles.

Ao voltar do espaço, o senhor disse que priorizaria algumas ações. Quais?

Quando desci à Terra decidi que priorizaria dois pontos: a luta por uma melhor educação e pelo meio ambiente. Minhas ações hoje, no Brasil e no Mundo, têm como uma das preocupações a sustentabilidade. A preservação do planeta deve ser prioridade.

E a educação no Brasil mudou de 2006 para cá?

Temos muito a fazer. Existem bons exemplos no país que precisam ser institucionalizados e federalizados. Para isso, precisamos de professores motivados e bem remunerados. Os professores do ensino fundamental precisam de uma formação adequada. Quanto ao ensino médio, acredito que se deve incluir a parte profissionalizante mesmo que seja necessário mais um ano de ensino. O ensino superior, por sua vez, deve ter mais conexão com as empresas, que pode levar a receber mais investimentos privados. Isso é possível e necessário, e exige ação política.

Como seria essa ação política?

Não devemos fugir da poolítica. A política tem que ser vista como missão e não como profissão. Do jeito que cumpro minha missão de astronauta, as pessoas eleitas devem exercer a missão no Congresso Nacional com honestidade e competência. Afinal, o povo paga o imposto e sabe o quanto isso custa.

Pensa em voltar ao espaço?

Se aceitar um dos convites de empresas norte-americanas pode ser que vá no próximo ano ou em 2015. Optar por viajar novamente significaria ficar direto nos Estados Unidos, mas tenho muitos compromissos no Brasil. A tendência é adiar um projeto de viagem.


ICMBio aprova Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Nordestina

02/07/2013 

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

PORTARIA Nº 200, DE 1o DE JULHO DE 2013

Aprova o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina - PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina, estabelecendo seu objetivo, objetivos específicos, período, articulador e procedimentos de implementação e supervisão.

O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - INSTITUTO CHICO MENDES no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Art. 21, inciso VII, do Anexo I do Decreto n° 7.515, de 08 de julho de 2011, que aprovou a Estrutura Regimental do Instituto Chico Mendes e pela Portaria nº 304, de 28 de março de 2012, da Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, publicada no Diário Oficial da União de 29 de março de 2012; 

Considerando a Instrução Normativa MMA nº. 03, de 27 de maio de 2003, que reconhece 627 espécies da fauna brasileira como ameaçadas de extinção, de acordo com seus anexos; Considerando a Resolução MMA-CONABIO nº 03, de 21 de dezembro de 2006, que estabelece metas para reduzir a perda de biodiversidade de espécies e ecossistemas, em conformidade com as metas estabelecidas no Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica; 

Considerando a Portaria Conjunta MMA/ICMBio nº. 316, de 09 de setembro de 2009, que estabelece os planos de ação como instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade; 

Considerando a Portaria ICMBio nº. 78, de 03 de setembro de 2009, que cria os Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do Instituto Chico Mendes e lhes confere atribuições; 

Considerando o disposto no Processo nº 02070.001037/2012-07, resolve: 

Art. 1º Aprovar o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina – PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina.

Art. 2º O PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina tem como objetivo geral aumentar o conhecimento sobre as espécies foco e minimizar o efeito das ações antrópicas de forma a contribuir para a conservação das espécies de anfíbios e répteis contempladas no PAN da Mata Atlântica nordestina, em cinco anos. 

§1º O PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina estabelece ações de conservação para seis espécies de répteis e anfíbios ameaçadas de extinção, sendo três répteis: a serpente Bothrops pirajai, os lagartos Cnemidophorus abaetensis e Cnemidophorus nativo e três anfíbios Adelophyne maranguapensis e Adelophryne baturitensis e Agalychnis granulosa, anteriormente denominada Hylomantis granulosa.

§2º O PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina tem sua abrangência nos remanescentes da Mata Atlântica Nordestina, como foco em áreas consideradas prioritárias nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

§3º Para atingir objetivo geral previsto no caput, o PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina, com prazo de vigência até dezembro de 2017, possui os seguintes objetivos específicos:

I - Promover a manutenção, a ampliação e restabelecer a conectividade das áreas que incluem os hábitats das espécies contempladas no PAN;

II - Ampliar o conhecimento sobre a história natural, biogeografia e sistemática das espécies contempladas no PAN;

III - Promover a mudança na percepção das populações humanas sobre a importância biológica de répteis e anfíbios nas áreas estratégicas do PAN;

IV - Ampliar as parcerias entre os órgãos públicos, setor produtivo e sociedade civil organizada;

V - Reduzir os impactos negativos às espécies contempladas no PAN, causados pelo manejo inadequado dos recursos naturais.

Art. 3º Caberá ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN a coordenação do PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina, com supervisão da Coordenação Geral de Manejo para Conservação - CGESP da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade - DIBIO.

Parágrafo único. O Presidente do Instituto Chico Mendes designará um Grupo Assessor para acompanhar a implementação e realizar monitoria e avaliação do PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina.

Art. 4º O presente PAN será mantido e atualizado na página eletrônica do Instituto Chico Mendes.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ROBERTO RICARDO VIZENTIN

Publicado no Diário Oficial da União nº 125, de 2 de julho de 2013, terça-feira, página 53.

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