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Astronautas preparam estação espacial para táxis espaciais dos EUA

23/02/2015

CABO CANAVERAL (Reuters) - Dois astronautas norte-americanos saíram da Estação Espacial, neste sábado, para começar a ajustar locais de pouso para dois táxis comerciais espaciais.

O comandante da estação Barry "Butch" Wilmore, de 52 anos, e o engenheiro aeronauta Terry Virts, 47, deixaram a estação Quest pouco antes das 13h (GMT) para começar uma caminhada espacial de seis horas e meia, a primeira de três saídas nos próximos oito dias.

Esse trabalho vai preparar locais para atracar os voos da Boeing e da empresa privada Space Exploration Technologias, ou SpaceX, que estão desenvolvendo cápsulas para entrar e sair da estação, que voa a cerca de 418 quilômetros acima da Terra.

Os Estados Unidos dependem da Rússia para o transporte de sua tripulação desde que o ônibus espacial foi aposentado em 2011.

O primeiro teste aéreo para um novo transporte de tripulação não deve acontecer até o final de 2016, mas a estação, um laboratório de 100 bilhões de dólares, de propriedade de 15 nações, precisa passar por uma transformação significativa para estar preparada para os novos veículos, disse a Nasa.

Esse trabalho começou no sábado com Wilmore e Virts, que deveriam instalar seis cabos em ponto no módulo Harmony, da estação, o mesmo lugar onde os ônibus especiais costumavam ancorar.

Depois de mais dois passeios no espaço marcados para quarta-feira, 25 de fevereiro, e domingo, 1° de março, a estação terá um total de 233 metros de novos cabos, assim como um sistema de comunicações para suportar o CST-100, da Boeing, e as cápsulas atualizadas Dragon, do SpaceX.

O trabalho estabelece a base do lançamento e da instalação de dois sistemas internacionais de atracamento, construídos pela Boeing e programados para serem lançados com o SpaceX Dragon ainda este ano.

Para abrir espaço para mais um porto de ancoragem no Harmony e dois locais para naves de carga, a Nasa também planeja realocar outro módulo usando o braço robótico da estação.

"Estamos fazendo muita reconfiguração este ano", disse Kenneth Todd, administrador de operações da estação, em uma entrevista coletiva. "Estamos realmente tentando levar a estação para o próximo nível".



Preservação deve ser prioridade, defende astronauta brasileiro

Marcos Pontes falou para estudantes e professores, em Ferreiros, sobre a 
experiência da viagem espacial. Foto: Jailson da Paz/DP/D.A.Press
27/11/2013

A viagem ao espaço em 2006, admite Marcos Pontes, 50 anos, mudou radicalmente o seu modo de enxergar o mundo. Não apenas por ser o primeiro astronauta brasileiro, mas ao entender que “nós, seres humanos, somos peças pequenas no universo”, disse. Na semana passada, Marcos esteve em Ferreiros, no Agreste, onde participou da inauguração do Observatório Astronômico Monte Saturno, e no Recife, para palestra. Entre as atividades, concedeu a entrevista abaixo ao blog:

O senhor costuma dizer que a sua vida mudou após ver a Terra do espaço. Que mudanças ocorreram?

Vi o quanto somos pequenos e ao mesmo tempo reforcei a ideia de que somos parte integrante de algo maior. Somos pequenos, mas importantes, assim como a Terra é significante para o Universo. Tudo saiu do mesmo lugar e é a mesma coisa.

Qual o momento mais marcante da viagem?

O mais importante não foi o dia do lançamento – ocorrido em 29 de março de 2006 -, mas o dia anterior, quando os russos, com aquele jeitão deles, disseram: Marcos, você tem 30 minutos para se despedir de sua família. Pensei, quando meus dois filhos e minha mulher deram as costas após a conversa, que aquela seria última vez que veria eles.

Ao voltar do espaço, o senhor disse que priorizaria algumas ações. Quais?

Quando desci à Terra decidi que priorizaria dois pontos: a luta por uma melhor educação e pelo meio ambiente. Minhas ações hoje, no Brasil e no Mundo, têm como uma das preocupações a sustentabilidade. A preservação do planeta deve ser prioridade.

E a educação no Brasil mudou de 2006 para cá?

Temos muito a fazer. Existem bons exemplos no país que precisam ser institucionalizados e federalizados. Para isso, precisamos de professores motivados e bem remunerados. Os professores do ensino fundamental precisam de uma formação adequada. Quanto ao ensino médio, acredito que se deve incluir a parte profissionalizante mesmo que seja necessário mais um ano de ensino. O ensino superior, por sua vez, deve ter mais conexão com as empresas, que pode levar a receber mais investimentos privados. Isso é possível e necessário, e exige ação política.

Como seria essa ação política?

Não devemos fugir da poolítica. A política tem que ser vista como missão e não como profissão. Do jeito que cumpro minha missão de astronauta, as pessoas eleitas devem exercer a missão no Congresso Nacional com honestidade e competência. Afinal, o povo paga o imposto e sabe o quanto isso custa.

Pensa em voltar ao espaço?

Se aceitar um dos convites de empresas norte-americanas pode ser que vá no próximo ano ou em 2015. Optar por viajar novamente significaria ficar direto nos Estados Unidos, mas tenho muitos compromissos no Brasil. A tendência é adiar um projeto de viagem.


Astronauta brasileiro quer fazer de Roraima primeiro ecoestado do mundo

31/05/2013

Marcos Pontes, que é embaixador da Boa Vontade, apresentou proposta à agência da ONU encarregada de desenvolvimento industrial, Unido; decisão deve sair no segundo semestre deste ano.

Roraima pode se tornar um ecoestado em breve se depender de uma proposta elaborada pelo primeiro astronauta brasileiro, o engenheiro Marcos Pontes.

Embaixador da Boa Vontade da Organização para Desenvolvimento Industrial da ONU, Unido, ele apresentou o plano a funcionários da agência, que segundo o astronauta estão trabalhando em projetos similares na África.

Amazônia

Nesta entrevista à Rádio ONU, de Viena, Marcos Pontes, explicou o porquê de escolher Roraima para o programa de desenvolvimento sustentável.

“Eu propus o estado de Roraima por causa da sua localização dentro da Amazônia, que já chama a atenção, naturalmente, para a questão da sustentabilidade. Pelo estágio de desenvolvimento do estado que também é muito propício para um direcionamento sustentável. E também pelo número de cidades. Eu acho que é um estado, um bom local para desenvolver.”

A proposta está sendo analisada pela Unido e deve incluir outras cidades da África, segundo Marcos Pontes.

Segundo Semestre

O astronauta explicou como o plano deve funcionar na prática.

“É o primeiro ecoestado do planeta Terra. A ideia é trazer e integrar tecnologias e metodologias já testadas em projetos da ONU no mundo todo. E, a partir daí, integrá-las num local só. Coisa que a gente não tem ainda no planeta.”

Segundo o astronauta e embaixador da Boa Vontade, a agência deve decidir o destino da proposta ainda neste segundo semestre.

Marcos Pontes esteve na Áustria e participou do Fórum de Energia de Viena, a convite das Nações Unidas.

Fonte: Amazônia


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