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CANTO E FEZES DAS BALEIAS REVELARÃO MAIS SEGREDOS DA ANTÁRTIDA

Pinguins na Antártida em foto de janeiro de 2015 (Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko, File)

17/02/2018 

Os efeitos da mudança climática também serão matéria de estudo da expedição feita por um grupo de cientistas até o Mar de Ross.

Um grupo de cientistas viajou recentemente para o Mar de Ross para estudar o canto e as fezes das baleias durante o inverno nesta zona protegida, com a esperança de revelar mais segredos sobre a Antártida.

Este espaço marítimo de cerca de 1,55 milhão de quilômetros quadrados declarados zona protegida desde o ano passado abriga um terço da população mundial do Pinguim-de-adélia, um quarto da dos pinguins-imperador, além de petrel da Antártida, focas de Wedell e merluza-negra.

Para a região, partiu na semana passada o navio neozelandês Tangaroa com 23 cientistas a bordo, na expedição que a cada dois anos é organizada pelo Instituto de Pesquisa Aquática e Atmosférica (NIWA) e pela Universidade de Auckland.

"Vamos tentar demonstrar que estas medidas são úteis para a conservação do meio ambiente e seus recursos", disse à Agência Efe o chileno Pablo Escobar, cientista do NIWA, antes de iniciar a expedição que percorrerá 7,8 mil quilômetros.

Um dos estudos previstos consistirá em colher à mão com uma pequena rede, desde uma lancha, as fezes das baleias para analisar como estas afetam o ecossistema antártico.

"Isso é feito para estudar os isótopos estáveis nas amostras e aprender de quais níveis tróficos (conjunto de organismos de um ecossistema) se alimentam", explicou Escobar.

A ideia parte de estudos preliminares que sugerem que o plâncton depende destes excrementos como fonte de ferro.

"Muitos animais que consomem zooplâncton e fitoplâncton transferem a energia às baleias, aos pinguins, às focas e às aves. Tudo está conectado e por isso devemos entender mais sobre estes ecossistemas", enfatizou o analista chileno.

Outra equipe utilizará boias com hidrofones para captar o som produzido pelas baleias, especialmente no inverno, quando o gelo impede o acesso à zona.

"As baleias usam os sons para se comunicar entre elas e buscar comida. Isso nos ajudará a identificar as espécies", disse Escobar, ao detalhar que nem todos os cetáceos se deslocam durante o inverno para o norte na busca de calor.

O cientista chileno já participou há dois anos de uma expedição similar na qual gravou 40 mil cantos da baleia azul, espécie da qual puderam avistar dezenas de espécimes após uma paciente busca em uma área com abundantes cadumes de krill.

Em outro estudo, Escobar se centrará em utilizar sondas de som para calcular a distribuição e abundância de peixes através de sinais acústicos.

"Todo organismo com uma densidade diferente à das colunas de água produz um eco", explicou o chileno, especialista em acústica.

As medições se centrarão nos sons dos peixes mesopelágicos, que vivem entre 200 e mil metros de profundidade, assim como do krill e o plâncton.

Estas indagações levarão os cientistas de Tangaroa a remexer nas profundezas do fundo do mar, onde tentarão captar imagens e sons das espécies que habitam esta remota e selvagem zona do planeta.

"Sempre são descobetas espécies novas", disse Escobar, que insistiu sobre a importância de conhecer a fauna e, sobretudo, a das profundezas marinhas "antes que se extingam e nunca cheguemos a ver".
Os efeitos da mudança climática também serão matéria de estudo da expedição através da observação da troca do CO2 entre a atmosfera e o oceano, que é um dos sumidouros deste dióxido de carbono, vinculado aos gases do efeito estufa.

Além disso, será elaborado um mapa do fundo oceânico na zona do Mar de Ross para determinar os efeitos da mudança climática, e será analisada a bioquímica do oceano e as comunidades microbianas, entre outros trabalhos.

Fonte: G1


FILHOTE RECÉM-NASCIDO DE BALEIA JUBARTE É ACHADO MORTO NA PRAIA DO JARDIM DE ALAH, EM SALVADOR

Animal foi encontrado na praia do Jardim de Alah (Foto: Felipe Vital Fialho/Arquivo pessoal)

19/09/2017

Animal foi encontrado na manhã desta domingo (17); Limpurb já recolheu filhote.

Por G1 BA

Mais uma baleia foi encontrada morta na manhã deste domingo (17), em Salvador. O animal foi achado na praia do Jardim de Alah.

De acordo com o projeto Baleia Jubarte, a baleia era um filhote recém-nascido. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador, Limpurb, recolheu o animal por volta das 11h deste domingo.

O Instituto Baleia Jubarte informou que, até o dia 11 de setembro, havia sido registrado, em 2017, o encalhe de 33 baleias na costa da Bahia. O estado é o que tem o maior número de encalhes reportados em todo o país.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte, os animais encalham por estarem fracos ou desorientados devido a doenças, ferimentos por colisão com embarcações ou emalhe em redes de pesca. A poluição nos oceanos também pode afetar a saúde dos animais. Ainda segundo a entidade, filhotes que se perdem das mães não conseguem se alimentar sozinhos e podem encalhar.

Entre os meses de julho e outubro, o número de baleias na costa baiana normalmente aumenta, especialmente no litoral do sul do estado, que é o destino de centenas de baleias jubarte que vêm da Antártica para acasalar e dar à luz aos filhotes nas àguas mornas do litoral baiano. Com o acréscimo na quantidade de animais na costa, consequentemente o número de encalhes também aumenta.

O G1 listou os cuidados que se deve ter ao avistar um animal encalhado:

- Acione imediatamente o Instituto Baleia Jubarte, através dos telefones (73) 3297-1340 e (73) 9 8802-1874, no sul da Bahia; e (71) 3676-1463 e (71) 9 8154-2131, em Salvador, Litoral Norte e RMS;

- Isole a área e mantenha pessoas e animais afastados;

- Tire fotografias do animal para a judar a identificar a espécie;

- Coloque panos molhados sobre o animal e providencie sombra para evitar queimaduras do sol;

- Mantenha o animal molhado;

- Nunca jogue água no orifício respiratório; e

- Nunca tente arrastar o animal pela cauda.

CÂMERA GRUDADA NO DORSO REVELA OLHAR DE 'BALEIA CINEGRAFISTA' NA ANTÁRTIDA

Câmeras presas às baleias registraram imagens de seu cotidiano (Foto: BBC)

21/04/2017

Pesquisa ajudará a reunir dados sobre animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação.

Você provavelmente nunca viu a Antártida desta forma: pelos olhos de uma baleia.

Câmeras foram presas ao dorso de animais das espécies minke e jubarte como parte de um novo estudo da ONG World Wildlife Fund (WWF) em parceria com a Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos.

Por meio de ventosas, os equipamentos ficaram grudados de 24 a 48 horas e registraram como elas se alimentam, socializam e se comportam em meio às mudanças climáticas. VEJA O VÍDEO.

Equipamento ficou em animal por até 48 horas (Foto: BBC)

Segundo o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve, instituto de pesquisa ligado à Universidade do Colorado, em março deste ano, foi registrada a menor extensão de área congelada da Antártida ao longo dos 38 anos em que esses dados são coletados.

A pesquisa com as baleias ajudará a reunir dados sobre os animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação, em meio aos impactos dessas alterações ambientais.

Imagens serão usadas em pesquisas para entender como mudanças climáticas 
afetam vida das baleias (Foto: BBC)

Fonte: G1 Natureza

JAPÃO MATOU MAIS DE 300 BALEIAS NA CAÇA DO ANO NA ANTÁRTIDA

Já no ano passado, o Japão matou cerca de 330 baleias, incluindo 200 fêmeas 
que estariam à espera de crias, no Oceano Antártico

01/04/2017

Mais de 300 baleias foram mortas durante uma das expedições anuais de caça na Antártida - e, justificam, em nome da ciência. Começou no mês de novembro e contou com a participação de cinco navios.

A frota baleeira do Japão matou mais de 300 baleias durante uma das expedições anuais de caça na Antártida, conta o The Guardian. A missão, que começou em novembro do ano passado e acabou esta sexta-feira, contou com a participação de cinco navios e teve como objetivo estudar o ecossistema do Oceano Antártico e a população de baleias que lá se encontra, segundo um comunicado disponibilizado pela Agência de Pescas japonesa, citado por aquele jornal.

No entanto, a expedição não foi bem vista pelos ambientalistas nem pelo Tribunal Internacional de Justiça, que afirmaram que o único grande propósito da iniciativa era matar os mamíferos para poderem vir a ser servidos como refeição. A associação de proteção dos animais Humane Society International chegou-se à frente e pediu fim à atividade baleeira.

"Todos os anos o Japão insiste nestas caças científicas às baleias e cada vez são mais os anos em que estes maravilhosos animais são sacrificados. É uma crueldade obscena em nome da ciência que tem de acabar”, admitiu Kitty Block, vice-presidente da Humane Society International.



Apesar da frota baleeira de Tóquio nunca ter escondido que a carne das baleias acaba a ser servida em restaurantes e até em escolas, admitiu também que as expedições se realizam, em grande parte, para se conseguir provar que a população de baleias naquelas águas é suficientemente grande para sustentar a caça comercial.

Já no ano passado, o Japão matou cerca de 330 baleias, incluindo 200 fêmeas que estariam à espera de crias, no Oceano Antártico durante uma missão que durou 115 dias.

O Tribunal Internacional de Justiça da ONU impôs uma moratória à caça comercial das baleias desde 1986. O Japão foi um dos países que se comprometeu a acabar com as capturas de longa data mas, até hoje, continua a investir na iniciativa e a matar centenas de baleias todos os anos.

Austrália condena caça de baleias do Japão no Oceano Antártico



17/01/2017

O governo da Austrália condenou nesta segunda-feira (data local) o Japão por retomar a caça de baleias em águas antárticas, após a divulgação de imagens de um cetáceo morto a bordo de um navio japonês que se encontrava em águas protegidas.

O ministro de Meio ambiente, Josh Frydenberg, mostrou sua "profunda decepção" um dia depois que a organização Sea Shepherd divulgou fotografias e vídeos de uma baleia minke no convés do navio japonês Nisshin Maru.

As imagens foram feitas enquanto o baleeiro navegava dentro do santuário australiano de baleias, perto da Antártida.

"A Austrália se opõe a toda forma de caça de baleia comercial e a chamada 'científica'", disse Frydenberg, em comunicado.

A Sea Shepherd fez a denúncia depois que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se reuniu no sábado em Sydney com seu colega australiano, Malcolm Turnbull, para falar de segurança regional, cooperação militar e comércio, assim como sobre o espinhoso tema da caça de baleias, entre outros assuntos.

O Japão reiniciou em novembro a temporada de pesca de baleias "com fins científicos" em águas antárticas, sua segunda incursão na região para estas atividades, após o recesso de dois anos que seguiu a uma sentença da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Em 2014, a CIJ, em resposta a uma reivindicação australiana, opinou que a pesca baleeira do Japão não se ajustava aos fins científicos estabelecidos pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), após o que Tóquio paralisou temporariamente seu programa na Antártida.

Até sua proibição por parte do Tribunal internacional, nas campanhas baleeiras do Japão eram capturados 850 exemplares de minke, 50 de baleia corcunda e outros 50 de rorcual comum para fins científicos. 

Fonte: UOL

Encalhe de baleias no Litoral Norte gaúcho preocupa especialistas

Entre junho e agosto, animais migram da Antártida a Bahia 
para reprodução | Foto: Paulo Ott / Gemars / Uergs / CP

28/07/2015

Em menos de um mês, três filhotes foram encontrados com marcas ou pedaços de redes

Em menos de um mês foram registradas três ocorrências de encalhe de baleias-jubarte no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A situação tem gerado preocupação para os especialistas em animais marítimos. O professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e presidente do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do RS, Paulo Henrique Ott, ressalta que estão sendo feitos estudos para entender o que aconteceu. 

Mesmo assim, há uma característica similar aos casos. “Eram três filhotes. O primeiro foi encontrado no dia 11 de junho, em Cidreira, e estava com marcas de rede de pesca. O segundo, em Arroio do Sal, em 2 de julho, estava totalmente enredado. E o terceiro, em 3 de julho, e tinha pedaços de rede no corpo”, disse Ott.

A pesca não é proibida nesta época. Segundo ele, o ideal é tentar identificar as áreas onde as baleias possam estar sendo atingidas. Como houve um aumento considerável na população nos últimos anos, isso pode ser um dos motivos para o aumento dos encalhes. Pesquisas apontam a existência de 20 mil baleias-jubarte na costa brasileira. 

Em 2014, a espécie deixou o grupo de animais em risco de extinção. Mesmo assim, o biólogo disse que existe preocupação, principalmente porque entre os meses de junho e agosto, as baleias migram da Antártida para o Banco dos Abrolhos, no litoral da Bahia, conhecida área de reprodução da espécie. Assim, é possível que, infelizmente, outros casos sejam registrados. 

A baleia-jubarte atinge 16 metros na fase adulta, chegando a pesar 35 toneladas. Em média, vive, no mínimo, 50 anos.


Ilha da Reunião, um paraíso para a observação de baleias

© J.Akhoun/Studio Lumière

15/03/2015

Durante o inverno austral, de Junho a Setembro, é possível observar na ilha de Reunion, as baleias em namoro.

As primeiras baleias são normalmente vistas em torno de maio, mas é no coração do inverno austral que as chances de encontrá-las são maiores.

Chegando em linha reta da Antarctica, elas têm as melhores condições climáticas para o nascimento de seus filhotes que não teriam nenhuma chance de sobreviver no frio extremo. 

Esta é uma oportunidade de vivenciar momentos mágicos com esses "gigantes" de dezenas de toneladas.

Passeios para ver baleias, e shows fabulosos imperdíveis são oferecidos em temporada com vários profissionais, baseados principalmente em Saint-Gilles-les-Bains ou Porto.

Desfrutando de uma simpatia como nenhuma outra, as baleias jubarte são um símbolo poderoso, uma homenagem à natureza e patrimônio vivo, que são inegavelmente um dos tesouros da ilha de Reunião.

No entanto, estes mamíferos e seus recém-nascidos são especialmente vulneráveis durante este tempo e cuidados especiais devem ser tomados em sua serenidade.

Em 2010, uma carta de abordagens de baleia foi criada para desenvolver o "whale watching" num quadro sustentável.

Foi assinado por empresas náuticas, associações e profissionais do mar e litoral. Ao utilizar os seus serviços, você vai descobrir o comportamento correto de abordar as baleias sem prejudicar-lhes, uma oportunidade para você se tornar eco-responsável!

Morre o pioneiro na luta pela preservação de baleias

02/08/2014

Almirante Ibsen de Gusmão Câmara faleceu aos 90 anos nesta quinta-feira (31/7)

Ibsen de Gusmão Câmara era vice-presidente 
da Sociedade Brasileira de Agricultura 
(Foto: Divulgação)
Faleceu nesta quinta-feira (31/7), aos 90 anos, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura e presidente da Sociedade Brasileira de Proteção Ambiental (Sobrapa). Câmara morreu no Rio de Janeiro em decorrência de um hematoma cerebral.

Sempre envolvido em diversas causas ambientais, Câmara recebeu, no ano passado, uma homenagem do Ministério do Meio Ambiente por sua dedicação ao tema. O almirante foi presidente da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza, participou do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e foi defensor das Unidades de Conservação, sendo peça importante na criação de parques e reservas na Amazônia.

Ele também encabeçou a campanha contra a caça de baleias no país. Em 1981, começou a investigar relatos do aparecimento de “baleias pretas” no litoral sul do Brasil. Suas pesquisas resultaram, posteriormente, na criação do Projeto Baleia Franca, que desenvolve atividades com foco na conservação do animal.

O vice-presidente da Sobrapa ainda foi personagem do livro “Água mole em pedra dura – Dez histórias da luta pelo meio ambiente”, de Marcos Sá Corrêa e Manoel Francisco Brito.

Fonte: Globo Rural


Pesquisadores do Projeto Baleia Franca avistam 107 mamíferos em setembro

A quantidade de filhotes avistados foi uma das mais altas já registradas
Foto: Paulo Flores / ICMBio/PBF-Brasil

Desse total, 51 eram filhotes e 66 animais foram vistos no litoral de Santa Catarina

A temporada de 2012 está sendo comemorada pelos pesquisadores Projeto Baleia Franca (PBF). Em julho, quando fizeram o primeiro sobrevoo, houve recorde de baleias avistadas: 103. Em setembro, conhecido por ser o período com mais avistagens, o número de animais ficou dentro da média: 107, sendo 51 filhotes. Desses, 66 animais foram vistos entre Itapirubá e Praia Vermelha, litoral de Santa Catarina

— O mês de julho realmente nos surpreendeu, foi muito acima da média. Para setembro está dentro das expectativas. Estamos muitos felizes com essa temporada, que é resultado de um trabalho de vários anos do Projeto Baleia Franca — diz Karina Groch, diretora de Pesquisa do PBF. 

Neste segundo sobrevoo foi possível observar algumas baleias que foram registradas em julho, como é o caso do filhote de baleia-franca albino, que já ganhou peso e foi visto na praia de Ibiraquera. Os pesquisadores também avistaram a baleia batizada como Olívia, junto com o filhote nascido este ano. 

Segundo os especialistas, uma outra boa surpresa foi ver a baleia que no início de agosto foi encontrada ferida no litoral norte. Batizada de Mariscal, agora ela está bem.

— Além da grande quantidade de filhotes, uma das maiores já registrada, o resultado demonstra a importância do monitoramento aéreo e a continuidade das nossas pesquisas sobre a dinâmica, ocorrência e distribuição das baleias no litoral catarinense — diz Paulo Flores, analista ambiental do Centro de Mamíferos Aquáticos/ICMBio. 

A primeira parte do sobrevoo foi acompanhada por uma equipe do Jornal Nacional. A matéria está sendo produzida e mostrará a vinda desses animais em busca de águas mais quentes para procriar e ter os filhotes, além do trabalho dos pesquisadores em prol da conservação da espécie.


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Baleia ganha prótese para tratar desvio na coluna

Curvatura na espinha impede a baleia de nadar normalmente - Divulgação/Sea World
Esta seria a primeira vez que tal tratamento contra escoliose estaria sendo aplicado em baleias.

17 de novembro de 2011

Veterinários do parque SeaWorld na Flórida criaram uma prótese ortopédica para cuidar de uma baleia com escoliose.

A curvatura na espinha impede o animal, uma baleia-piloto, de nadar normalmente.

Esta seria a primeira vez que uma prótese ortopédica seria usada em uma baleia grande, segundo o parque.

A baleia, chamada de "300", usa o artefato durante sessões diárias de fisioterapia. A ideia é que a prótese ajude a endireitar sua espinha para que ela possa usar a cauda.

Ainda é cedo para saber se a iniciativa funcionará e se a baleia poderá voltar a nadar normalmente, segundo um dos dirigentes da equipe de resgate animal do SeaWorld Orlando.

A baleia foi uma das mais de 20 que encalharam na costa da Flórida no início de maio.

Apenas duas delas foram consideradas saudáveis o suficiente para voltarem para o mar poucos dias depois.

Em 10 de maio, as cinco sobreviventes foram levadas para um centro de recuperação para receber maiores cuidados, mas três delas não resistiram.

As baleias fêmeas foram apelidadas de "Fredi" e "300", que desenvolveu a escoliose durante o tratamento. Ambas foram consideradas frágeis demais para serem soltas de volta ao mar. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.  

Estadão.com.br

Temporadade baleias em alta: quase 200 avistadas em Santa Catarina

Pela primeira vez neste ano um filhote semialbino de baleia-franca foi avistado, na semana passada, em Santa Catarina. Foi na praia de Itapirubá, entre os municípios de Imbituba e Laguna, no litoral sul de Santa Catarina. As baleias semialbinas nascem brancas e, com o tempo, escurecem até atingir uma cor acinzentada. Elas não ficam totalmente pretas, como as baleias-francas mais comuns.

Segundo Karina Groch, diretora de pesquisa do projeto, o sobrevoo do dia 10 de setembro registrou o segundo maior recorde de baleias do estado. Elas são contabilizadas desde 1987. Foram avistadas 172 baleias entre as praias do sul de Florianópolis e a de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul. A maior ocorrência data de 2006, quando o projeto avistou mais de 200 animais na mesma região. Todos os anos, na temporada de julho a novembro, as baleias francas aparecem no litoral catarinense em busca de um ambiente mais quente e livre de predadores.

"Elas vêm todos os anos e têm seus filhotes aqui. As águas são mais quentes e mais protegidas, sem predadores naturais, como orcas e tubarões", diz Groch. O sobrevoo registrou muitas baleias juvenis, o que demonstra que esses casos vêm aumentando em águas brasileiras nas últimas temporadas. As fêmeas adultas ficam nas praias de Santa Catarina por cerca de dois meses, até que seus filhotes estejam prontos para voltar ao habitat natural, na Antártica.

A baleia-franca é um dos gigantes dos mares, podendo chegar até a 17 metros de comprimento e pesar 60 toneladas. Ela está entre as espécies de cetáceos mais ameaçadas de extinção. Ela recebe esse nome justamente por ser um animal dócil, que se aproxima da costa e de barcos e, portanto, sempre foi um alvo fácil para a caça. Em 2000 o governo federal criou uma Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, de 130 km ao longo da costa entre Florianópolis e o Cabo de Santa Marta, em Laguna. Há cerca de 8 mil baleias-francas em todo o planeta. No século XVIII, entre 1740 e 1742, estabeleceu-se nas proximidades da Ilha de Santa Catarina a primeira armação baleeira, denominada Nossa Senhora da Piedade (hoje no município de Governador Celso Ramos). Seguiram-se a armação da Lagoinha, em 1772, hoje praia da Armação em Florianópolis; ao Norte, a Armação de Itapocorói, na região de Piçarras/Penha, em 1778; a da Ilha da Graça em 1807, próximo a São Francisco do Sul, e ao Sul, a de Garopaba, erguida entre 1793 e 1795.

Os recursos obtidos com a caça à baleia em Santa Catarina no período colonial foram fundamentais para a consolidação das povoações da costa catarinense. Porém essa caça indiscriminada fez com que já em princípios do século XIX o número de baleias-francas capturadas despencasse, colocando a espécie já à beira da extinção e as armações catarinenses à beira da falência.

Segundo depoimentos recolhidos entre antigos caçadores de baleias catarinenses, aproximadamente 350 baleias-francas foram mortas entre 1950 e 1973. Em 1973 a captura de um animal medindo cerca de 14 metros de comprimento, em Imbituba, assinalou o fim da indústria baleeira catarinense. Ela foi considerada extinta em águas brasileiras. Porém, com o término da caça, a partir dos anos 80 a população de baleias começou a dar sinais de recuperação, principalmente após a criação da área de proteção, em 2000.

Praticada em todo o mundo, a observação de baleias, ou whalewatching, movimenta algo em torno de US$ 1 bilhão ao ano em diversas regiões do planeta. Na APA da baleia-franca essa modalidade de turismo tem algumas vantagens que tornam a atividade extremamente viável. A principal delas é que entre os meses de junho e novembro as baleias-francas se aproximam bastante da costa na região, possibilitando que o turismo de observação seja realizado sem a necessidade de grandes deslocamentos.

Na região, o turismo de observação é realizado embarcado, sempre com o acompanhamento de técnicos que prestam assessoria aos turistas e às empresas responsáveis pelo desenvolvimento da atividade. Durante o passeio das embarcações geralmente é possível observar pares de mãe e filhote nadando paralelamente à costa, muitas vezes expondo a enorme nadadeira peitoral ou a cauda. Quando o visitante está com sorte, pode ver o animal dando saltos fora da água.

Animais na praia: o que fazer?

Foto: Gabriela Geremias

Todos os anos animais marinhos aparecem no litoral Sul do Brasil e chamam a atenção por não ser comum encontrar pingüins, lobos marinhos e baleias em outras épocas nas nossas águas. De acordo com a bióloga da Unidade de Zoologia da Unesc, Morgana Cirimbelli Gaidzinski, o aparecimento é esperado todos os anos. “Estes animais vêm à nossa costa para alimentar-se e acabam se perdendo ou ficando em redes”, explica a bióloga.

As redes são as principais causadoras de malhação aos animais que procuram alimento. Como há peixes nas redes, os animais alimentam-se desses peixes e não raras vezes ficam presos. “Todos os anos encontramos animais malhados e machucados. Esses animais, quando ainda estão vivos, precisam se recuperar para voltar ao oceano”, completa Morgana.

A bióloga alerta a população quanto à ajuda prestada aos animais. “Na ânsia de ajudar, muitas vezes a população pega os animais e os joga ao mar ou tenta tratar em casa. Em muitos casos esses animais vieram para a praia por estarem debilitados e se forem jogados ao mar não sobreviverão. Eles precisam de tratamento adequado”, alerta. O melhor, salienta Morgana, é que a população não mexa nos animais e não tente socorrê-los. Chame sempre a Polícia Militar Ambiental, avise as autoridades.

A Polícia Militar Ambiental lembra que pode ser avisada quando se encontra um animal na praia. “A população pode nos ligar que prestaremos o atendimento necessário ao animal encaminhando-o para o local mais apropriado”, salientou o Tenente Jonatas Davi de Souza, novo comandante da Polícia Militar Ambiental de Maracajá. O telefone para atendimento é (48) 3523-1870.

Nícola Martins - nicola@engeplus.com.br
Redação Portal Engeplus - www.engeplus.com.br

Órgãos da baleia que encalhou em Capão Novo são retirados para análise


Biólogos do Ceclimar devem continuar o trabalho durante o sábado

Os biólogos do Ceclimar devem continuar o trabalho de coleta dos órgãos da baleia Jubarte durante o sábado. O corpo do animal foi retirado do mar e levado para beira da praia onde os biólogos realizaram a coleta durante a tarde de hoje.

O material servirá para análise das causas da morte da baleia encalhada em Capão Novo. De acordo com o Batalhão de Polícia Ambiental de Xangri-lá, que realiza a remoção de pedaços do animal, os restos da baleia serão enterrados a cerca de 100 metros da beira praia, atrás de dunas.
Nota: Com intenso sentimento pela perda de uma nobre baleia em nosso litoral, gostaria de saber se podemos pelo menos dar um nome a esta Jubarte que escolheu essa praia de Capão Novo para dar um fim em sua vida no mar deste planeta e que sempre seja lembrada neste dia (26 de agosto de 2010) que marca uma luta pela sobrevivência na beira de uma praia. Pensemos...

Jubarte deve ser enterrada na beira da praia de Capão Novo

Foto: Divulgação/RBS
Ossada da baleia ficará com a equipe do Ceclimar

O corpo da baleia jubarte, que morreu encalhada na praia de Capão Novo, passará a noite dentro do mar. Por volta das 7h desta sexta-feira, uma retroescavadeira da prefeitura de Capão da Canoa será usada para puxar o animal até um ponto na areia, onde será realizada necropsia. A análise deverá ajudar a identificar a causa da morte e o motivo que fez com que a jubarte ficasse presa nesse ponto do litoral gaúcho.

Segundo o coordenador do centro de pesquisas do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, ao mesmo tempo em que o corpo for sendo cortado, as equipes irão enterrar as partes em uma área na areia além da linha da maré, em buracos bastante profundos, para que não haja risco de contaminação. O veterinário salienta que a ossada será preservada.

— O pessoal do Ceclimar pediu para ficar com a ossada, para depois montar o esqueleto. A carcaça ficará dentro do mar até a manhã de sexta por causa da temperatura da água, que ajuda na preservação. E o procedimento será de ir cortando o corpo para necropsia, enquanto as partes serão enterradas na areia — explicou Marcondes.

De acordo com o veterinário, a morte da baleia jubarte foi confirmada por volta das 18h. Mesmo depois do anúncio, cerca de meia hora antes, as equipes ainda ficaram verificando os sinais vitais.

— Nós percebemos que ela parou de respirar. Mas a baleia, dentro da água, chega a ficar até 15 minutos nessa condição. Então eu tive que me aproximar da cabeça e fazer um teste encostando a mão no olho da baleia. Depois que constatamos que não havia reflexo, fechando ou mexendo o olho, eu tive certeza que havia morrido — relatou Milton Marcondes

Tristeza e aprendizado

As operações para tentar salvar a baleia mobilizaram equipes de diversos órgãos ambientais, pesquisadores, estudantes e populares. A jubarte de 25 toneladas e cerca de 11 metros encalhou no Litoral Norte no final de semana. Os biólogos conseguiram soltar o animal na terça-feira, mas ela voltou à beira da praia no dia seguinte, provavelmente por estar fraca e debilitada.

O veterinário Milton Marcondes conta que o resgate bem sucedido é raro, mas essa operação foi um bom exemplo de como proceder em futuros casos.

— A tristeza era nítida no rosto de todos que participaram. Mas ao mesmo tempo todos ficaram satisfeitos porque tudo foi feito. A sensação era de gratificação pelo esforço. Eles conseguiram salvar em um primeiro momento, o que já é uma coisa rara. Cada vez que isso acontece, nós avançamos um pouco em relação a esse tipo de experiência. É uma tristeza, mas um aprendizado para os próximos salvamentos — destacou o pesquisador do Instituto Baleia Jubarte.
Mais informações: ClicRBS

Morre baleia jubarte encalhada há quatro dias em Capão Novo

Foto: Divulgação/RBS

Biólogos irão coletar material para tentar identificar a causa da morte
Foi confirmada no final da tarde desta quinta-feira a morte da baleia jubarte, que encalhou na praia de Capão Novo, no litoral norte gaúcho. As amarras que prendiam o animal do animal foram retiradas. O corpo será puxado até um ponto na areia para coleta de material.

Segundo a bióloga do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), Cariane Campos Trigo, as análises que deverão determinar a causa da morte começarão amanhã.

— Vamos coletar o máximo de material possível para descobrir a causa da morte. Mas isso deve ser feito somente amanhã. O procedimento padrão seria enterrar. Mas a única coisa que já sabemos até agora é que o esqueleto será preservado — explicou a bióloga.

A jubarte de 25 toneladas e cerca de 11 metros encalhou no Litoral Norte gaúcho no final de semana. Os biólogos conseguiram soltar o animal na terça-feira, mas ela voltou à beira da praia no dia seguinte, provavelmente por estar fraca e debilitada.
Saiba mais: ClickRBS

Baleia jubarte encalhada passará por nova avaliação nesta quinta

Foto: Brigada Militar/Divulgação


Segundo os biólogos, o estado de saúde do animal é considerado grave.
Capão da Canoa - Nesta quinta-feira, biólogos que estão no Litoral Norte vão avaliar a situação da baleia jubarte encalhada em Capão Novo. Eles estiveram reunidos na noite passada e se dividiram em equipes para começar o trabalho a partir do primeiro horário da manhã. O animal encalhou pela primeira vez no domingo e foi removida na tarde de terça-feira, com ajuda de um rebocador e de mergulhadores. No dia seguinte, porém, ela voltou a encalhar.

Segundo os biólogos, a respiração da baleia passou a apresentar intervalos maiores, o que significa perda de energia vital. Por isso, o estado de saúde do animal é considerado grave. A jubarte mede aproximadamente 12 metros, pesa 25 toneladas e deve ter entre dois e quatro anos.

Fonte: Porta do JornalSV

Equipe salva baleia em Capão Novo/RS


Grupo fez duas tentativas frustradas até conseguir rebocar a baleia jubarte que encalhou na praia do litoral gaúcho
Foto: Pedro Revillion/Correio do Povo

25 agosto 2010
Terminou bem a grande operação montada ontem em Capão da Canoa com o objetivo de desencalhar uma baleia jubarte presa em um banco de areia desde a manhã de domingo. Após duas tentativas frustradas, biólogos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), com apoio de técnicos de outras instituições, conseguiram retirar o animal da areia por volta das 16h15.
Os trabalhos foram acompanhados por centenas de pessoas que se aglomeraram na beira da praia. Palmas e muita comemoração marcaram o momento em que a jubarte enfim começou a nadar lentamente em direção ao alto-mar.

O biólogo do Ceclimar, Maurício Tavares, explicou que a demora na retirada se deveu à necessidade de um planejamento detalhado, pois foi a primeira vez que uma operação desse tipo ocorreu no Estado. “O resgate oferecia riscos tanto para o animal quanto para os mergulhadores.”

Na operação, mergulhadores colocaram uma cinta em torno da jubarte, que tinha cerca de 11 metros e peso superior a 20 toneladas. Em duas ocasiões, o dispositivo se soltou, frustrando a equipe, que chegou a paralisar as atividades a fim de traçar novas estratégias. A seguir, os mergulhadores retornaram ao mar e um deles, Renato Schmidt, de 25 anos, montou sobre a baleia para garantir a correta colocação da cinta. Emocionado, ele admitiu que sentiu medo, mas disse que a vontade de ajudar foi mais forte. “Senti que ela estava bem calma. Parecia que ela sabia que estávamos querendo ajudar. Não tem preço que pague essa emoção.”

Com a cinta devidamente colocada, a baleia foi retirada da areia por um rebocador. A fim de garantir que ela não retornasse à costa, encalhando novamente, uma embarcação acompanhou seu deslocamento até por volta das 18 horas. Como a baleia estava bastante desorientada, ela demorou para tomar o rumo do alto-mar. Conforme os pesquisadores, a jubarte seguirá até a Bahia, em uma migração anual característica da espécie.

Jubarte migra anualmente até as águas quentes do nordeste para reproduzir
Divulgação/GS
Saiba mais

O Instituto Baleia Jubarte, que luta no Brasil pela preservação da espécie, explica em sua página na internet ( www.baleiajubarte.com.br):

Conhecida também como baleia corcunda, a baleia jubarte é chamada pelos cientistas de Megaptera novaeangliae. Quando uma jubarte salta, rompendo a tranqüilidade das águas, é um espetáculo impressionante. Elevando seu corpo quase completamente fora d’água, por alguns segundos ela parece querer vencer a gravidade e alçar voo. Neste momento suas longas nadadeiras peitorais, que chegam a medir até 1/3 de seu comprimento, poderiam ser comparáveis às asas de um pássaro. Esta é a origem do nome Megaptera que em grego antigo significa ‘grandes asas’. Quem observa uma jubarte saltando fica fascinado com a beleza do espetáculo, mas com certeza ficaria ainda mais impressionado ao descobrir que aquele corpo que se projeta no ar pode pesar de 35 a 40 toneladas e medir cerca de 16 metros de comprimento.
Fonte: Gazeta do Sul
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