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Reunião do clima em Marrakech deve receber dezenas de líderes internacionais

Presidente da COP22 e ministro das Relações Exteriores do Marrocos, Salaheddine Mezouar (à esq.) 
com o presidente da COP 21 e ministro do Meio Ambiente da França encarregado das relações 
internacionais relacionadas ao clima, Ségolène Royal, na abertura da COP22 em Marrakech, 
no Marrocos. Foto: Unfccc

15/11/2016

Na agenda, definir regras para Acordo de Paris e preparar plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões ao ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento; conselheiro especial do secretário-geral afirmou que cooperação Sul-Sul é fundamental.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 10 dias após a entrada em vigor do histórico Acordo de Paris, em 4 de novembro, dezenas de chefes de Estado e Governo são esperados nesta terça-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 22, que começou na semana passada em Marrakech, no Marrocos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já está na cidade para o evento. Antes do fim do encontro, em 18 de novembro, os Estados-parte esperam definir as regras para o acordo e preparar um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento.

Resposta global

Adotado por 196 Estados-parte da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc, em dezembro do ano passado, o Acordo de Paris busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática.

O objetivo é manter o aumento da temperatura global neste século abaixo dos 2º Celsius acima dos índices pré-industriais e buscar ações para limitá-lo a 1.5º C.

Líderes mundiais

A conferência em Marrakech inclui diversos encontros e eventos como um segmento de alto nível, neste terça-feira, com a participação de dezenas e chefes e Estado e Goveno e do secretário-geral da ONU.

Durante a primeira semana da COP 22, em paralelo a negociações entre as partes, dias temáticos sobre florestas, água, cidades, energia e transporte destacaram o papel crucial de atores não estatais, incluindo empresas, cidades e ONGs, para a implementação do acordo.

Sul-Sul

Nesta segunda-feira, foi realizado um evento de alto nível sobre a cooperação Sul-Sul sobre mudança climática. O evento destacou como o aumento dessa colaboração pode aumentar a capacidade de países em desenvolvimento de implementarem o Acordo de Paris e de realizarem a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Em Marrakech, a Rádio ONU ouviu David Nabarro, conselheiro especial do secretário-geral sobre a Agenda 2030 e mudança climática.

Para Nabarro, o papel da cooperação Sul-Sul para impulsionar a agenda climática e o desenvolvimento sustentável é "absolutamente fundamental".

Ele afirmou que "cada vez mais, países do sul desenvolveram experiência e resultados que podem compartilhar uns com os outros" o que, para Nabarro, é uma "forma muito poderosa de ajudar os países mais vulneráveis".

Entre os principais objetivos do fórum estavam promover novas parcerias e aprofundar a colaboração entre países em desenvolvimento nos temas de resiliência climática e desenvolvimento de baixa emissão.

Fonte: Rádio ONU

Brasil sai na frente na agenda climática

Comissão debate participação na COP 22
Marcos Oliveira/Agência Senado
24/08/2016

Audiência no Senado Federal destaca que medidas nos setores de energia e conservação já contribuem para o cumprimento das metas nacionais.

Mesmo antes de o Acordo de Paris sobre mudança do clima entrar em vigor, o Brasil já avança no cumprimento das metas nacionais para conter o aquecimento global. Em audiência pública nesta terça-feira (23/08) no Senado Federal, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Legislativo declararam que medidas adotadas neste ano fizeram o país sair na frente na agenda para desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Além da rápida ratificação pelo Congresso Nacional do Acordo de Paris, ações na área energética alavancam a liderança brasileira no tema. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, ressaltou a aprovação da lei que aumenta os percentuais de adição de biodiesel ao óleo diesel. Segundo ele, essa legislação poderá antecipar o alcance da meta de aumentar em 18% a participação de bioenergia sustentável na matriz energética até 2030.

Os avanços nas políticas de monitoramento e controle nos biomas brasileiros também foram lembrados. Santhiago afirmou que a quarta fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal começa agora e está alinhada às metas internacionais do Brasil no contexto do Acordo de Paris. “A gente espera que a rapidez das respostas brasileiras influencie os demais países a terem ambição nessa agenda”, afirmou.

OTIMISMO

Os próximos passos do Brasil na agenda também foram analisados na audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas. A principal questão é a participação brasileira na 22ª Conferência das Partes (COP 22), marcada para novembro, em Marrakesh. “A projeção é otimista, mas depende de como os outros países vão atuar”, ponderou o subsecretário-geral de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho.

A COP 22 terá como desafio regulamentar o Acordo de Paris, alinhavado em dezembro do ano passado por 195 nações. Juntas, elas selaram um pacto com esforços para evitar o aumento da temperatura média do planeta e os prejuízos associados. “Os piores cenários estão se confirmando e os últimos meses foram os mais quentes da história”, alertou o diretor executivo do CBC, Alfredo Sirkis. “A situação é preocupante com incêndios e enchentes em diversos lugares.”

SAIBA MAIS

Um esforço global para conter a mudança do clima, o Acordo de Paris segue uma série de ritos para começar a valer. O pacto foi concluído pela comunidade internacional no fim do ano passado, na COP 21, e assinado em abril último. Agora, cada país que aderiu ao protocolo precisa transformá-lo em lei nacional. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões globais de carbono ratifiquem o acordo.

Entre as potências mundiais, o Brasil é o que está mais avançado nesse processo. O Senado Federal aprovou no último dia 11 o projeto de decreto-legislativo que valida a adesão brasileira ao pacto, já apreciado, em julho, pela Câmara dos Deputados. Com isso, o país já está autorizado pelo Legislativo a depositar o instrumento de ratificação perante as Nações Unidas.

No contexto do Acordo de Paris, a meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa prevê mudanças em todos os setores da economia e, por isso, é considerada internacionalmente como uma das mais ambiciosas. O objetivo é cortar as emissões de carbono em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227


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