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Embrapa lança página especial sobre Novo Código Florestal

Foto: Reprodução / Portal Embrapa

31/07/2016

A partir desta quarta-feira (27), as contribuições desenvolvidas pela Embrapa e parceiros, com o objetivo de ajudar a proteger e restaurar a vegetação nativa do país, estarão acessíveis em meio eletrônico no Portal Embrapa. Essas informações, para as Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e de Uso Restrito, estão disponíveis para os diferentes biomas e fitofisionomias do país num único ambiente na internet. Batizado de "Código Florestal: contribuições para adequação ambiental da paisagem rural", o hotsite também será uma ferramenta voltada para facilitar o entendimento da Lei de Proteção da Vegetação Nativa (Lei 12.651, de 25 de maio de 2012) - legislação que ficou conhecida como novo "Código Florestal".

Esse é o resultado de um trabalho, coordenado pelo Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa, que envolveu mais de duas centenas de pesquisadores e analistas da Empresa e de diversas instituições parceiras, entre elas várias universidades e institutos federais e estaduais, no âmbito do Projeto Especial da Embrapa "Soluções tecnológicas para a adequação da paisagem rural ao Código Florestal Brasileiro". "O tema Código Florestal foi incluído entre as prioridades da Diretoria da Embrapa, e no site conseguimos agregar as experiências em restauração, boas práticas agropecuárias, a indicação das espécies nativas por biomas, viveiros de produção de sementes e mudas, soluções tecnológicas e publicações da Embrapa e de instituições de pesquisa, ou seja, ele será um grande repositório de informações que servirá como subsídio aos produtores e técnicos na elaboração dos Programas de Recuperação Ambiental (PRA), e do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (PRADA). Ressaltamos que será uma página dinâmica, constantemente atualizada com novas informações", afirma Soraya Barrios, responsável pela liderança desse projeto.

As estratégias de recuperação apresentadas vão desde as mais simples como cercar e deixar a natureza se recuperar, até as mais elaboradas, como semeadura direta e plantios de mudas. "Temos que dar alternativas para o produtor. Estamos trabalhando há mais de quatro anos nesse desafio de procurar onde estavam essas informações dentro e fora da Embrapa e fazê-las chegar a quem precisa", relatou o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Felipe Ribeiro, colaborador do projeto no âmbito do Bioma Cerrados. 

Estas estratégias de recuperação foram identificadas em função de sua aplicação dentro da propriedade rural, em quatro tipos: Regeneração natural sem manejo, Regeneração natural com manejo, Plantio em área total e Sistemas agroflorestais. Em cada uma dessas estratégias, que tem ainda suas subdivisões, como por exemplo, se o plantio é direto ou por meio de mudas, o produtor rural, assim como demais interessados no assunto, pode acessar informações relativas ao controle dos fatores de degradação, os resultados esperados (demonstrados por meio de imagens), como deve ser feito o monitoramento e quais os riscos possíveis ao se usar a técnica. 

No hotsite, são apresentadas algumas experiências da Embrapa em recuperação de áreas degradadas com o uso dessas estratégias. "As experiências estão divididas por bioma e, ao acessá-las, é possível obter a descrição do passo a passo utilizado em sua implantação, bem como a estratégia de recuperação usada", esclarece o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Ladislau Skorupa, também envolvido neste estudo. Além disso, o internauta também pode ter acesso a algumas boas práticas agrícolas, como terraceamento, sistema de plantio direto, sistemas silvipastoris, dentre outros, que contribuem para a sustentabilidade da produção no campo. Essas informações são importantes na medida em que a nova legislação reconhece a existência de áreas rurais consolidadas (com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008) e traz regras para que as propriedades rurais possam se adequar, por meio da recomposição ou compensação das áreas afetadas, ou seja, por meio da adoção de boas práticas agrícolas. "Nesse sentido, a adoção de boas práticas agrícolas é condição fundamental para garantir a continuidade do uso dessas áreas de forma sustentável, e essa é uma contribuição importante da Embrapa", afirma Ladislau Skorupa.

Espécies nativas - além dessas estratégias de recuperação, a página especial vai apresentar a relação das principais espécies vegetais nativas sugeridas para a recuperação dessas áreas. Atributos biológicos, ecológicos e econômicos estarão descritos em cada uma delas. Por enquanto, estão disponíveis apenas espécies com potencial econômico e ambiental do bioma Cerrado, mas essa relação será ampliada,  para os demais biomas brasileiros: Mata Atlântica, Amazônia, Pampa, Pantanal e Caatinga. Com a obrigatoriedade de registro das propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e consequente necessidade de resolver os passivos ambientais dessas propriedades, informações como essas são consideradas de suma importância para orientar o produtor na hora da tomada de decisão com quais espécies recuperar.  

O trabalho de levantamento dessas espécies foi realizado em parceria com Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e do Serviço Florestal Brasileiro.  As recomendações foram baseadas em pesquisas bibliográficas e validações realizadas em encontros com diferentes atores que trabalham com o tema na Embrapa, nas Universidades, no terceiro setor e na iniciativa privada.

Por meio dessa parceira, também será lançado até o final de setembro o Webambiente®, uma ferramenta que indicará as espécies nativas de acordo com as condições ambientais específicas do local e da fitofisionomia que o produtor gostaria de recuperar em sua propriedade. Espera-se que estas informações possam auxiliar os produtores na preparação do PRADA e também as Organizações Estaduais de Meio Ambiente (OEMAs) no julgamento e no monitoramento desses projetos.

O hotsite apresenta ainda informações georreferenciadas relativas à obtenção de mudas e sementes, com a relação de viveiristas, produtores de sementes e de materiais de propagação. Os dados foram fornecidos pelos próprios produtores, nos formulários de declaração apresentados ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), parceiro nesta iniciativa. Inicialmente serão disponibilizadas informações para o estado de Minas Gerais, esses dados serão completados para os demais estados na medida em que as informações qualificadas ficarem disponíveis.

Esse site será um espaço que não esgotará todas as questões envolvidas com a regularização ambiental das propriedades rurais, mas apresentará  o que a Embrapa e parceiros tem a oferecer e como sua rede de Unidades de pesquisa, espalhada por todo o País, estará à disposição da sociedade. A Embrapa em colaboração com parceiros e outras instituições públicas e privadas envolvidas na geração de conhecimentos e tecnologias aplicadas na restauração florestal esperam com essa contribuição, auxiliar para que o novo Código Florestal gere os benefícios que a sociedade tanto almeja em termos de sustentabilidade para a agricultura brasileira.

Serviço


Juliana Caldas (MTb 4861/DF) 
Embrapa Cerrados 
juliana.caldas@embrapa.br 
Telefone: (61) 3388-9945

Deva Rodrigues (MTb/RS5297) 
Secretaria de Comunicação 
secom.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (61) 3448-2096

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa


CMA deve convidar ministra do Meio Ambiente para debater aplicação do novo Código Florestal


22/05/2013

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) votará na próxima semana requerimento para realização de debate sobre os desdobramentos do novo Código Florestal (Lei 12.651/2012), que completa um ano de vigência no sábado (25). Autor da proposta de debate, o presidente da CMA, senador Blairo Maggi (PR-MT), sugere que seja convidada a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entre outros nomes. A audiência pública deverá ser realizada no dia 4 de junho.

Blairo sugere ainda que sejam convidados Hélio Gurgel, presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente; e José Lacerda, secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, representando os secretários estaduais de Meio Ambiente.

Também devem participar do debate a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA); Paulo Montinho, presidente do Instituto de Pesquisas da Amazônia; Gilberto Piselo, presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental; e José Ferreira da Silva, presidente do Sindicato Rural de Tapurah (MT), representando os Sindicatos Rurais.

Na audiência, deve ser discutida a criação de Programas de Regularização Ambiental (PRAs) nos estados, voltados às propriedades rurais que desmataram ilegalmente áreas protegidas até julho de 2008. Prevista nas normas transitórias do novo Código Florestal, a implantação dos PRAs depende da criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a partir de sistema informatizado que está sendo testado pelo Ministério de Meio Ambiente.



Dilma veta 9 pontos do Código Florestal

Dida Sampaio/AE - 09/10/2012
Vetos de Dilma prometem criar um enorme atrito com a bancada ruralista no Congresso

17/10/2012

Presidente retirou do texto a principal mudança feita pelo Congresso na nova lei, que alterava a chamada escadinha e diminuía a área de recuperação de florestas nas margens dos rios

Lisandra Paraguassu e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vetou nesta quarta-feira, 17, a principal mudança feita no Código Florestal pelo Congresso, a que alterava a chamada escadinha e diminuía a área de recuperação de florestas nas margens dos rios. Um decreto presidencial, usado para regulamentar o Cadastro Ambiental Rural (CRA) e o Programa de Recuperação Ambiental (PRA), vai recuperar o texto original da Medida Provisória alterada pelos parlamentares, o que promete abrir uma nova frente de batalha com a bancada ruralista da Câmara dos Deputados.

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"Todos os vetos foram fundamentados na recuperação dos princípios da Medida Provisória de não anistiar, não estimular o desmatamento ilegal e estimular a justiça social no campo", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Foi vetado tudo aquilo que leva ao desequilíbrio social e ambiental". Os vetos incluem, ainda, a proibição de usar árvores frutíferas para recuperação de áreas degradadas dentro das Áreas de Preservação Permanente e um artigo que definia uma área de cinco metros na recuperação nas margens de rios intermitentes de até dois metros de largura em propriedades de qualquer tamanho.

A maior questão para os ruralistas, no entanto, é mesmo o tamanho das áreas de preservação em margens de rios. A versão final que saiu do Congresso, em uma enorme derrota para o governo, diminuiu a obrigação da recomposição para médias e grandes propriedades.

Nas médias propriedades, de 4 a 10 módulos fiscais, o governo quer a recuperação de 20 metros em cada margem em rios com até 10 metros de largura. Em propriedades com até 10 módulos fiscais, se o rio for maior que 10 metros, e em áreas maiores do que essas, com rios de qualquer tamanho, a recuperação terá que ser equivalente à metade da largura do rio, com um mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros. A mesma regra vale para as grandes propriedades. Essa é a versão que será recuperada com o decreto presidencial publicado amanhã no diário oficial.

Na versão do Congresso, a área a ser recuperada nas médias propriedades seria de 15 metros em qualquer caso e, nas grandes propriedades, a faixa mínima passaria a ser de 20 metros e o tamanho máximo passaria a ser regulado pelos Estados. Na avaliação do governo federal, as alterações tinham potencial de reduzir significativamente o tamanho das matas ciliares.

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Câmara se concentra em MP do Código Florestal nesta semana


17/09/2012

A medida provisória do novo Código Florestal deve ser o centro de discussão na Câmara Federal esta semana. Mesmo sem acordo para votação da proposta, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), já avisou que pretende colocar a matéria para apreciação do plenário entre os dias 18 e 19. Na última semana, Maia disse que aguarda um acordo dos líderes sobre a medida, que não pode ser votada há 15 dias por falta de quórum. “Perder a validade da medida, neste momento, é prejudicial para todas as partes. Precisamos votar e depois aguardar as medidas da presidente Dilma, que pode vetar e encaminhar uma nova medida provisória ou não”, defendeu o presidente da Câmara. Presidente da comissão especial que avaliou a matéria, o deputado Bohn Gass (PT-RS), declarou que a tendência é de a MP caducar por não haver acordo com a bancada ruralista.


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Com a cabeça na Rio+20, Brasil celebra Dia do Meio Ambiente

05/06/2012

No Rio de Janeiro

O Dia Mundial do Meio Ambiente será celebrado nesta terça-feira no Brasil em meio aos preparativos para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20 - e à polêmica surgida com a aprovação do novo Código Florestal.

O Brasil, que está empenhado em posicionar-se como um líder mundial nas questões ambientais, organizou para esta terça centenas das 8.850 atividades programadas em todo o planeta para celebrar o Dia Mundial, que este ano tem como lema "Economia Verde: Ela te inclui?".

No entanto, o país "hoje não tem nada para celebrar, só lamentar", devido à recente aprovação do Código Florestal, segundo disse à Agência Efe Marcio Astrini, coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace.

O representante do Greenpeace qualificou o Governo da presidente Dilma Rousseff como "o pior" que o Brasil já teve para o meio ambiente desde o retorno à democracia, em 1985, e acusou a líder de ser "co-autora" dessa lei, que, segundo sua opinião, "facilita a vida de quem quer desmatar".

Dilma vetou os artigos mais polêmicos da lei ao sancioná-la há duas semanas, entre eles um que pretendia conceder ampla anistia a todos os agricultores que destruíram ilegalmente a floresta, mas deixou "brechas abertas" que podem contribuir para o aumento da poda ilegal no futuro, segundo Astrini.

À margem da polêmica, o Governo brasileiro se empenhou em dar um perfil destacado à celebração do Dia do Meio Ambiente, pelo que Dilma deve apresentar nesta terça-feira (5) em Brasília um novo pacote de medidas em defesa da natureza.

Outras atividades terão como cenário o Rio de Janeiro, uma espécie de capital da "consciência verde" às vésperas da Rio+20, que reunirá uma centena de chefes de Estado e de Governo nos dias 20, 21 e 22 para discutir o rumo do desenvolvimento sustentável.

As atividades no Brasil, no entanto, já começaram no fim de semana. No sábado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em associação com o Governo brasileiro, apresentou uma campanha mundial chamada "passaporte verde", que pretende conscientizar os turistas sobre a necessidade de proteger a natureza durante suas viagens.

No mesmo dia, teve início no Rio de Janeiro o festival Green Nation Fest, que congrega música, atividades culturais, de conscientização ambiental e de promoção de atividades sustentáveis.

Uma das ações que mais atenção chamou foi protagonizada nesta segunda pela modelo Gisele Bündchen, que plantou uma árvore no Rio, dentro de uma campanha para neutralizar as emissões de gases do efeito estufa produzidas pelo festival.

Também por causa do Dia do Meio Ambiente, a Bolsa de Valores de São Paulo e o Governo regional assinarão amanhã um protocolo de intenções para desenvolver um mercado de ativos ambientais no pregão brasileiro.

Coincidindo com as celebrações, o Pnuma deverá divulgar na quarta-feira (6), no Rio, um estudo "profundo" sobre o estado do meio ambiente no mundo todo, intitulado Panorama Ambiental Global 5 (GEO-5).

Não por acaso, neste fim de semana foi desativado o aterro sanitário de Jardim Gramacho, considerado o maior da América Latina, que recebia cerca de 6 mil toneladas de resíduos por dia e era responsável por contaminar as águas da Baía de Guanabara.


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Dilma lança pacote nesta terça para celebrar Dia do Meio Ambiente


05/06/2012

Medidas incluem criação de unidades de conservação e fim dos lixões.
Anúncio ocorre entre vetos ao Código Florestal e realização da Rio+20.

Priscilla Mendes
Do G1, em Brasília

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça-feira (5), a presidente Dilma Rousseff lançará uma série de medidas para a área ambiental durante uma cerimônia, às 11h, no Palácio do Planalto. O anúncio ocorre quase uma semana antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Dentre as medidas esperadas, está a homologação de unidades de conservação, de terras indígenas e de reservas extrativistas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou nesta segunda-feira (4) que as unidades serão anunciadas, porém não quis detalhar que áreas são essas.

A presidente deverá também divulgar medidas que visam acabar com os lixões em todo o país, objetivo que já havia sido traçado no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado no Congresso Nacional em 2010.

Deverá ocorrer ainda um ato simbólico que "transfere" para as Organização das Nações Unidas (ONU) a sede da Rio+20, o centro de convenções Rio Centro. Durante o período da conferência, de 13 a 22 de junho, o local será considerado território da ONU.

Além do ato simbólico no Palácio do Planalto, no Rio de Janeiro haverá hasteamento das bandeiras do Brasil, da Rio+20, do estado do Rio de Janeiro e da ONU no centro de convenções.

Código Florestal

O pacote anunciado no Dia Mundial do Meio Ambiente vai ao encontro da preocupação da presidente em levar à Rio+20 ações do país em prol do desenvolvimento sustentável. Na semana passada, ela anunciou 12 vetos e 32 modificações ao Código Florestal – aprovado pelo Congresso Nacional sem apoio do Planalto – sob a justificativa de "contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade".

Em seus discursos, a presidente vem defendendo a ideia de que é possível preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver a agricultura. "É possível tudo isso e ao mesmo tempo crescer [...], desenvolver sua produção agrícola, sua produção industrial e seus serviços", afirmou Dilma na última quarta-feira (30).

Fonte: G1

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Governo anuncia veto a 12 trechos do Código Florestal

Durante a semana diversos protestos em Brasília pediram que Dilma Rousseff vetasse a legislação

25/05/2012

O governo federal anunciou nesta sexta-feira uma série de vetos ao Código Florestal aprovado em abril no Congresso e apresentou propostas para substituir os trechos suprimidos.

De acordo com o anúncio, a presidente Dilma Rousseff determinou 12 vetos e 32 modificações no texto da lei. Entre as modificações estão 14 recuperações do texto aprovado anteriormente pelo Senado Federal, 13 ajustes ou adequações e cinco novos dispositivos.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apresentou as principais diretrizes da resposta do governo à legislação.

Entre elas estão recompor o texto previamente aprovado pelo Senado, preservar acordos e respeitar o Congresso, não anistiar o desmatador, preservar o pequeno proprietário e responsabilizar a todos pela recuperação ambiental.

"Todos terão que recuperar tudo o que foi desmatado ou suprimido de vegetação no passado", disse a ministra, em entrevista coletiva.

"Este não é o código dos ambientalistas, e não é o código dos ruralistas. É o código daqueles que acreditam que o Brasil pode produzir mantendo o respeito ao meio ambiente", acrescentou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

Indefinição

O prazo para análise da legislação ambiental se encerrava nesta sexta. Como o governo já havia sinalizado, o veto ao Código foi parcial e se aplicou a trechos considerados lenientes com desmatadores.

As mudanças, a serem promovidas por Medida Provisória, tornaram o texto mais parecido com o que havia sido aprovado pelo Senado, no fim do ano passado.

Uma das principais alterações ocorreu no artigo que trata da reflorestação em margens de rios. O governo retomou a versão aprovada no Senado, que obriga donos de terra a recompor a mata ciliar em níveis que variam conforme a largura do rio.

Desde que o projeto chegou ao Planalto, há três semanas, ONGs ambientalistas e artistas pressionavam Dilma a vetá-lo integralmente, argumentando que ele estimularia futuros desmatamentos.

Na última quinta-feira, segundo a assessoria da Presidência, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse a jornalistas que "a reação da opinião pública confirmou a tese que defendíamos de que seria melhor termos apostado no acordo do Senado".

Agora, os vetos da presidente voltarão ao Congresso, que pode derrubá-los, prorrogando ainda mais a indefinição quanto ao tema.

A versão atual do Código Florestal data de 1965. Tanto ambientalistas como ruralistas argumentam que a legislação precisa ser reformada para se adequar às mudanças ocorridas no país desde então.

Fonte: BBC Brasil

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