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A IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL



20/07/2018

“Necessitamos de sistemas alimentares sustentáveis que ofereçam alimentos acessíveis, saudáveis e nutritivos e preservem os recursos naturais e a biodiversidade”

A 12ª Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma excelente oportunidade para os países lusófonos reafirmarem seu comprometimento com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a consecução dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os ODS são interligados entre si. Não será possível, por exemplo, erradicar a fome no mundo (ODS 2) sem que ao mesmo tempo os países eliminem a pobreza extrema (ODS 1) e promovam medidas de adaptação à mudança do clima (ODS 13). É necessário, portanto, a adoção de um “approach” interconectado em busca do desenvolvimento sustentável.

Os setores agrícolas (colheitas, pesca, silvicultura e pecuária) têm papel fundamental a esse respeito. É através da agricultura que o homem e a natureza se conectam. Ademais, grande parte das mais de 800 milhões de pessoas que sofrem de fome no mundo vivem no meio rural e dependem dos setores agrícolas para obter seus meios de vida. Eles são pequenos produtores, pastores, pescadores, aquicultores e silvicultores que se agrupam no que é conhecido como agricultura familiar.

Paradoxalmente, apesar de os agricultores familiares serem um dos grupos sociais mais vulneráveis à fome, à pobreza e aos impactos da mudança do clima, a agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos consumidos no mundo. E mais importante: alimentos saudáveis, seguros e nutritivos, os quais são fundamentais no combate aos níveis de obesidade e malnutrição crescentes em todos os países do mundo em razão, sobretudo, do alto consumo de alimentos processados ricos em sal, açúcar e gorduras.

Hoje em dia, o mundo ainda produz a maior parte dos alimentos com base nos princípios da Revolução Verde das décadas de 60 e 70 do século passado, a partir do uso intensivo de químicos e recursos naturais, o que gera alto custo para o meio ambiente.

A Revolução Verde foi muito importante em seu tempo para aumentar de forma rápida e significativa a produção de alimentos. A falta de alimentos era o problema da época. Não é mais. Hoje o mundo já produz mais do que o suficiente para alimentar a todos (o problema agora é o acesso aos alimentos). Chegamos, portanto, a um ponto de inflexão. Necessitamos de sistemas alimentares sustentáveis que ofereçam alimentos acessíveis, saudáveis e nutritivos e que preservem os recursos naturais e a biodiversidade.

A agricultura familiar tem papel fundamental nesse sentido. Desde 2012, na Cimeira de Maputo, que a CPLP possui uma Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional cujo um dos eixos principais é o apoio à agricultura familiar. Na ocasião, a FAO foi escolhida para assistir aos países da CPLP na implementação dessa estratégia. A visão da FAO é que os países lusófonos não podem perder de vista este compromisso em apoiar os mais vulneráveis por meio de políticas específicas de proteção social e de adaptação às mudanças do clima.

Felizmente, temos presenciado importantes avanços nesse sentido. Portugal, por exemplo, adotou no mês passado o Estatuto da Pequena Agricultura Familiar, que deverá beneficiar 100 mil pessoas (40% dos agricultores portugueses). Já o Governo de São Tomé e Príncipe, ao lado de parceiros importantes da sociedade civil, emprega esforços para o estabelecimento de um centro de agricultura sustentável.

Cabo Verde, por sua vez, aprovou nas últimas semanas a Lei do Direito à Alimentação Adequada, que reconhece o direito humano à alimentação adequada para todos os cidadãos, com enfoque na produção local de alimentos saudáveis e nutrientes. Tal esforço conta com o apoio da FAO com vista a diminuir a dependência do país de recursos e alimentos importados. Nesse sentido, a FAO financiou no último biénio 35 projetos com vista a tornar os sistemas alimentares mais produtivos e menos vulneráveis aos impactos da mudança do clima.

Investir na agricultura familiar, portanto, é investir num futuro sustentável, sem que ninguém fique para trás. 


ONU ANUNCIA PRIMEIRO FESTIVAL MUNDIAL DO OCEANO

Foto: OMM/Olga Khoroshunova

16/04/2017

Evento antecede a Conferência do Oceano, marcada para 5 a 9 de junho; haverá uma marcha com velejadores nos rios Hudson e Leste, conhecido como East River.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

As Nações Unidas realizarão o primeiro Festival Mundial do Oceano no próximo dia 4 de junho. O evento precederá a Conferência sobre o tema, marcada para 5 a 9 de junho, na sede da organização em Nova Iorque.

Líderes internacionais devem participar da reunião sobre proteção e sustentabilidade dos oceanos.

Declínio

O Festival é realizado em parceria da ONU com a Cidade de Nova Iorque. O objetivo é incentivar cidadãos a ajudar a reverter o declínio na saúde dos mares.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, comentou os desafios da poluição marinha.

Thomson lembrou que a situação do oceano é bastante crítica. Segundo ele, se as tendências atuais continuarem, haverá mais plásticos que peixes na água. O presidente explicou que a poluição marinha ameaça os estoques de peixe, que estão diminuindo no momento. Ele falou sobre a experiência que tem com comunidades de pescadores em várias partes do mundo incluindo Indonésia e Senegal.

Para ele, não existe saída a não ser o desenvolvimento sustentável.

O Festival do Oceano é organizado pela Fundação Global Brian e se concentra no Objetivo 14 de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, já se pronunciou a favor da proteção ambiental começando nas cidades numa tentativa de combater a mudança climática.

O presidente da Assembleia Geral da ONU afirmou que Nova Iorque é um modelo não só para os Estados Unidos, mas para todo o mundo sobre como as capitais podem integrar os ODSs em seu planejamento urbano.

Thomson lembrou ainda que 40% da causa para o aumento dos níveis do mar devem-se ao aquecimento dos oceanos. O Festival terá ainda uma marcha do oceano que consistirá de um desfile de velejadores na ilha de Manhattan e ao longo de 10 milhas náuticas de Manhattan e Brooklyn do rio Hudson ao Rio Leste, conhecido como East River.

Fonte: Rádio ONU

Propostas do Brasil para aumentar proteção a espécies de tubarão, raia e jacarandá são aprovadas em conferência internacional

Crédito: Divulgação/IBAMA

31/10/2016

O Ibama participou da delegação que representou o Brasil na 17ª Conferência das Partes da Cites (Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora), realizada de 24 de setembro a 5 de outubro em Joanesburgo, na África do Sul, que resultou na aprovação de propostas que favorecem a proteção ao tubarão-do-lombo-preto, ao tubarão-raposa, às raias do gênero Mobula e ao Jacarandá (gênero Dalbergia). Essas espécies passaram a integrar o Anexo II da convenção, que lista animais e plantas cujas licenças para importação e exportação estão sujeitas a um controle maior. A delegação brasileira também obteve aprovação de propostas para aumentar a efetividade da proteção a espécies ameaçadas presentes no anexo I da convenção, que proíbe a exploração na natureza de fauna e flora para comércio internacional.

Cerca de 3.500 participantes de 152 países debateram 62 propostas de emendas aos apêndices da CITES e mais de 90 documentos de trabalho. A conferência, que teve a participação do presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi a maior realizada desde a entrada em vigor da convenção, em 1975.

A delegação brasileira foi composta por representantes do Ibama e dos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente. No Instituto, a Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas é o ponto focal das atividades relacionadas à convenção e alguns de seus servidores são autoridades nacionais da Cites, com poder para emitir ou negar autorizações de exportação.

A participação nos debates e a articulação de consensos com outros países foram fundamentais para a aprovação das propostas apresentadas pelo Brasil, que ao final do evento foi eleito representante da América do Sul pelos próximos seis anos no Comitê Permanente da Convenção.

Fonte: Ibama


Diretor-geral da OMC acredita em maior aproximação dos países lusófonos

Ilustração: Cplp

31/10/2016

Brasília recebe a partir desta segunda-feira a Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp; Roberto Azevêdo destaca potencial de parcerias comerciais.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Começa nesta segunda-feira, em Brasília, a 11ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Cplp, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O encontro de dois dias terá debates sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Os ministros das Relações Exteriores dos países lusófonos também se reúnem na capital federal. Mas para além da apromiação diplomática, a conferência oferece a chance das nações firmarem parcerias comerciais.

Aproximação

Quem faz a avaliação é o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, OMC. Em Genebra, Roberto Azevêdo declarou à Rádio ONU que o encontro da Cplp é muito importante.

"Leva à aproximação desses países. A Cplp tem um papel muito importante promovendo a cooperação entre os membros e eu acho que é muito estimulante ver que cada vez mais se fala dentro do grupo sobre temas comerciais. Eu acho que isso é muito positivo. São ideias que são discutidas para promover o comércio entre os membros, facilitar a circulação de pessoas, até mesmo o reforço de iniciativas de assistência técnica. Isso tudo é muito importante."

Segundo Roberto Azevêdo, existe uma vontade dos países de língua portuguesa de estreitarem as relações com a OMC. Recentemente, ele recebeu em seu gabinete o secretário-executivo da Cplp, Murade Murargy, e afirma ter ficado claro pela conversa a possibilidade de aprofundar o diálogo e a cooperação entre as duas entidades.

Fonte: Rádio ONU

Conferência da ONU vai revisar avanços de países menos desenvolvidos

Imagem: ONU

26//05/2016

Encontro começa nesta sexta-feira em Anatólia, na Turquia; seis nações onde o português é língua oficial fazem parte da lista de 48 países menos desenvolvidos.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A partir desta sexta-feira, os 48 Países Menos Desenvolvidos do mundo se reúnem para uma conferência global das Nações Unidas em Anatólia, na Turquia.

O objetivo do encontro é revisar o progresso dos LDCs, como o grupo é conhecido em sua sigla em inglês, nos últimos cinco anos.

Programa de Ação

Em 2011, a comunidade internacional adotou o Programa de Ação de Istambul, que projeta uma visão e estratégia para o desenvolvimento sustentável destes países na próxima década.

Passada a metade do período, esta revisão intermediária vai avaliar sucessos, desafios e lições aprendidas.

Expectativa

Para o subsecretário-geral da ONU para os Países Menos Desenvolvidos, Gyan Chandra Acharya, houve progresso, mas ele não foi uniforme para todas estas nações.

Em entrevista à Rádio ONU, Acharya, que também é alto representante para países em desenvolvimento sem litoral e pequenos Estados-ilha em desenvolvimento, falou sobre suas expectativas para a conferência.

Segundo o subsecretário-geral, encontro se concentrará em como "acelerar o progresso" onde já houve e como garantir que todos os países possam "continuar no caminho para o progresso nos próximos cinco anos".

Declaração Política

A conferência deve reunir representantes de governos, do setor privado, da sociedade civil, de instiuições multilaterais e da academia.

Uma declaração política é esperada ao final do encontro.

Língua Portuguesa

De acordo com o Escritório do alto representante, os LDCs representam o segmento mais pobre da comunidade internacional. Com mais de 880 milhões de pessoas, seus habitantes correspondem a 12% da população global.

Fazem parte do grupo de 48 Países Menos Desenvolvidos os lusófonos Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Guiné-Equatorial, que tem o português como um dos idiomas oficiais, também integra a lista de LDCs.

Fonte: Rádio ONU

Conferência da ONU sobre desastres termina com acordo-base

19/03/2015

Representantes de mais de 180 países conseguiram, após árduas negociações, assinar nesta quarta-feira em Sendai (noroeste do Japão) um plano de prevenção de desastres da ONU para os próximos 15 anos, que procura impulsionar a cooperação internacional para diminuir a ameaça que representa a mudança climática.

A III Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Redução do Risco de Desastres concluiu com o acordo em torno de "sete objetivos globais" que buscam principalmente reduzir o número de vítimas e perdas econômicas.

Durante o evento de cinco dias realizado na cidade japonesa afetada pelo terremoto e tsunami de março de 2011, os presentes também se comprometeram a "reforçar o apoio aos países em desenvolvimento propensos aos desastres".

A assinatura do plano foi atrasada durante algumas horas por conta, precisamente, da falta de um compromisso financeiro dos países desenvolvidos perante as dúvidas sobre as gestão dos fundos.

Concretamente, não foi alcançado um acordo sobre qual deve ser a ajuda financeira destinada para apoiar as nações com menos recursos propensas a sofrer estes fenômenos naturais.

Segundo explicaram à Agência Efe fontes da delegação espanhola, as negociações foram "árduas" porque, sobretudo, a gestão de desastres costuma ser uma competência nacional e fica difícil controlar se o dinheiro gasto corresponde ao apoio dado.

Neste sentido várias ONG, apesar de considerar que a assinatura do plano representa um passo adiante, criticaram a ambiguidade de sua linguagem, a falta de concretização em matéria financeira e a ausência de objetivos numéricos.

"Durante os passados dias, vimos como os países ricos iam gradualmente reduzindo seus compromissos para dar dinheiro aos países em desenvolvimento a fim de que se preparem para responder ao aumento de desastres nucleares e ao impacto da mudança climática", apontou Harjeet Singh, responsável de mudança climática de ActionAid.

Contra o que era esperado, o plano não estabelece objetivos numéricos, já que, apesar da pressão de ONGs, alguns participantes se mostraram reticentes a fixá-los.

Finalmente simplesmente foi falado de "reduzir substancialmente a mortalidade dos desastres e o número de pessoas afetadas em nível mundial para 2030", sem concretizar números.

O texto assinado hoje também faz uma chamada a "aumentar substancialmente o número de países que contem com estratégias específicas de redução de risco de desastres e sistemas de alarme antecipado frente a eles".

Cerca de 1,2 milhão de pessoas morreram e 2,9 bilhões foram afetadas por desastres entre 2000 e 2012, segundo dados da ONU, que estima que estes fenômenos geraram danos econômicos de cerca de US$ 1,7 trilhão durante esse período.

Além disso, a cada ano são perdidos até US$ 300 bilhões pelos danos causados por terremotos, tsunamis, ciclones e inundações, segundo as estimativas do organismo.

Durante os cinco dias que durou a conferência, à qual assistiram cinco mil pessoas, à margem das sessões plenárias ocorreram mais de 30 sessões de trabalho, assim como reuniões de alto nível que cobriram uma ampla gama de temas sobre desastres, além de 350 simpósios e seminários organizados por organismos não governamentais.

O Japão acolheu as três conferências sobre desastres realizadas pela ONU.

A primeira aconteceu em Yokohama (sul de Tóquio) em 1994 e a segunda em 2005 Kobe (centro), 20 anos depois que a cidade fora fatalmente afetada por um terremoto que causou mais de cinco mil mortes.

Fonte: Terra


70 anos depois, o mundo precisa de outra Yalta?

Da esquerda para a direita, Winston Churchill, Franklin Roosevelt e Iossef Stálin 
Foto: Wikipedia.org

06/02/2015

Nesta semana é celebrado o 70º aniversário da Conferência de Yalta, que serviu de base para a ordem mundial no período após a Segunda Guerra Mundial. Diante dos vários conflitos regionais, alguns dos quais podem atingir dimensão global, seria prudente convocar uma espécie de “Yalta-2”?

Na Conferência de Yalta, em fevereiro de 1945, três líderes mundiais – o soviético Iossif Stálin, o americano Franklin Roosevelt e o britânico Winston Churchill –, tentaram criar um sistema para evitar novos conflitos militares de escala global. Setenta anos depois do encontro, a questão ainda não parece completamente solucionada.

“Deveria ser organizada uma ‘Nova Yalta’ para tratar de questões de segurança global e encontrar maneiras de resolver os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio”, sugere Mikhail Miagkov, professor no Instituto Estatal Moscovita de Relações Internacionais (Mgimo, na sigla em russo).

“Deveriam participar líderes de países com peso real no mundo, e eles devem chegar a um acordo sobre as regras do jogo nas relações internacionais”, acrescenta o especialistas, destacando que os acordos deveriam ser celebrados em conformidade com os princípios da ONU.

A decisão de criar a Organização das Nações Unidas foi, inclusive, um dos principais resultados da Conferência de Yalta. O plano de criação da ONU fora discutido em dezembro de 1944, mas só em Yalta conseguiu-se chegar a um acordo sobre qual seria a sucessora da Liga das Nações, criada antes da guerra.

Veto contra a maioria

De acordo com Miagkov, o Conselho de Segurança da ONU foi desenhado com base na proposta de Roosevelt de instituir alguns “policiais internacionais”. No início, o conselho seria composto por Estados Unidos, União Soviética, Grã-Bretanha e China. Em Yalta foi acrescentado o quinto país – França –, graças à influência de Stálin.

Durante as discussões sobre os princípios do conselho, a URSS conseguiu aplicar o seu ponto de vista em uma questão fundamental: os “policiais” do Conselho de Segurança da ONU teriam o direito ao veto, opondo-se à proposta de Roosevelt de resolver as questões por maioria dos votos. Para a União Soviética, isso era inaceitável, já que os países ocidentais estavam em maioria.

Esfera de influência

Além do acordo sobre a criação das Nações Unidas, os líderes dos três países reunidos em Yalta concordaram em dividir as esferas de influência, sobretudo no que dizia respeito à Europa.

De acordo com o historiador militar Vitáli Bogdanov, durante a preparação da conferência, Moscou teve por objetivo formular propostas de modo a não causar insatisfação completa do Ocidente.

“Naquela época a União Soviética ainda não tinha começado a ‘comunização’ dos países da Europa do Leste. Isso foi feito mais tarde já no período da Guerra Fria”, diz.

Paralelamente, Roosevelt concordou com a política de “portas abertas”, esperando que a ajuda econômica dos Estados Unidos pudesse ajudar na penetração dos interesses de Washington em território de influência soviética.

Carisma em falta

Com o início da Guerra Fria, os planos de cooperação entre a URSS e o Ocidente ficaram no passado. Mesmo assim, os compromissos assumidos em Yalta se mostraram viáveis ainda sob as novas condições de confronto global.

É por isso que, de acordo com os especialistas entrevistados pela Gazeta Russa, qualquer melhora do sistema de segurança internacional deve se basear nos princípios estabelecidos em Yalta: com a presença da ONU e dos atores globais influentes.

Mas é justamente nesse ponto que os historiadores mais concordam: há falta de líderes mundiais cujo carisma pudesse ser comparado com o dos seus antecessores da época de Yalta e estivesse à altura da complexidade dos desafios da modernidade.

Fonte: Gazeta Russa

Pré-conferência debate educação ambiental

Encontro teve como público-alvo conselheiros do OP e gestores dos CARs
Foto: Sérgio Louruz/Divulgação PMPA

15/07/2014

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) realizaram na manhã desta terça-feira, 15, o encontro da II Pré-Conferência de Meio Ambiente, com o tema  “Educação Ambiental: Plantando Ideias e Construindo Valores”. A reunião é aberta ao público, mas tem como público-alvo conselheiros do Orçamento Participativo e gestores dos Centros Administrativos Regionais (CARs), identificados como importantes multiplicadores de informação junto às suas comunidades. 

Este é o segundo encontro,  de um total de quatro reuniões temáticas,  preparatórios à VI Conferência Municipal do Meio Ambiente, a ser realizada em 2015. A primeira Pré-Conferência ocorreu dia 19 de maio e reuniu cerca de 70 pessoas, apresentando o tema “Destino Final dos Resíduos da Cidade”. Serão debatidos ainda os temas arborização e redes de infraestrutura, em datas a serem divulgadas.

O encontro foi aberto pela secretária adjunta de Meio Ambiente, Ilza Berlato, e contou com palestras das coordenadoras das Equipes de Educação Ambiental da Smam e do Departamento Municipal de Esgotos Pluviais (DEP), Jaqueline Maciel e Ândrea de Souza. Elas buscaram sensibilizar o público presente para que leve às suas regiões as informações recebidas, mostrando a proximidade do tema com o dia-a-dia dos cidadãos. “É importante que as pessoas percebam que cabe a cada um de nós ser um educador ambiental. Um exemplo simples é chamar a atenção de quem joga papel no chão, ação que todos podem praticar, sem precisar por um evento da Prefeitura”, explicou Jaqueline. 

Na mesma linha, Ândrea destacou que os servidores da Prefeitura não têm como atuar em todas as comunidades todos os dias e, por isso, a formação de multiplicadores é tão importante. “Acredito que possa ser tido como nosso principal foco. Neste ano, já fizemos curso com 185 novos multiplicadores. Essas pessoas são nosso elo, nossa fonte distribuidora de informação para as comunidades”.

Após as apresentações, foi aberto espaço para perguntas e esclarecimentos. Contribuições para as discussões podem ser encaminhadas pelo e-mail viconferencia@smam.prefpoa.com.br. Todas as sugestões serão tabuladas sob a forma de documento, a ser discutido na VI Conferência, no próximo ano.

Conferência de Meio Ambiente

A Conferência de Meio Ambiente é um momento para elaborar diretrizes às políticas públicas focadas em meio ambiente e desenvolvimento sustentável. No evento, ocorrem debates em grupos para definições de  propostas, as quais são levadas à votação na plenária final.

A V Conferência Municipal de Meio Ambiente ocorreu  em 2012, na Assembleia Legislativa  e na Escola Técnica Estadual Senador Ernesto Dornelles, sob o tema Ética do Cuidado Ambiental em Porto Alegre: O Futuro da Paisagem. A data da VI Conferência ainda não está definida.

Fonte: SMAM


Estudantes pedem esforço para o Brasil construir um futuro sustentável

28/11/2013

A presidenta da República, Dilma Rousseff, recebeu nesta terça-feira, 26, em cerimônia no Palácio do Planalto, estudantes de 11 a 14 anos que participam como delegados da 4ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, iniciada no sábado, 23. O tema deste ano é Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis. O ministro da Educação interino, Henrique Paim, e a secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão do Ministério da Educação, Macaé Evaristo, estiveram presentes.

Dois delegados entregaram a Dilma um documento, identificado como presente sustentável, com 108 propostas para a implementação de escolas sustentáveis. Dois representantes dos delegados leram carta endereçada à presidenta com pedido de esforços conjuntos para a construção de um futuro sustentável para o país. Ao todo, mais de três municípios participam da quarta edição da conferência, que envolve quase nove milhões de pessoas na organização e realização. O evento será encerrado na quinta-feira, 28.

Em sua fala, Dilma destacou a importância de políticas públicas voltadas para a preservação e conservação do meio ambiente. Segundo ela, é preciso que haja respeito. “Essa preocupação deve ser de todos. O país tem compromisso com o meio ambiente”, afirmou. A presidenta elogiou a iniciativa da conferência e ressaltou a participação dos jovens. “O futuro está aqui”, disse.

Mudanças

Foto: Marconi Henrique/MEC
A estudante Maria Gabriela disse ter aprendido muito com a conferência e fez apelo pela preservação:  “Somos o futuro da nação, muita coisa depende da gente” 

Aos 13 anos, Maria Gabriela Lopes Alves já ajudou a desenvolver projeto que pode mudar a realidade da sua escola, em Manaus. Ela integrou o grupo de 673 estudantes que participaram da conferência, que se realiza em Luziânia, Goiás. “Foi um aprendizado muito grande. Tive o privilégio de aprender muitas coisas”, vibrou a jovem.

O projeto desenvolvido por Maria Gabriela e seus colegas, apresentado na conferência, é voltado para a preservação de um lago próximo à escola na qual estuda. A ideia é organizar passeatas e campanhas de mobilização para a limpeza do lago e de conscientização da população local. “Somos o futuro da nação. Muita coisa depende da gente”, afirmou.

Fonte: CBN

Rio+20 já movimentou R$ 68 milhões em turismo, estima Embratur

22/06/2012

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, já movimentou R$ 68 milhões em serviços de hotelaria, bares e restaurantes, estimou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). O valor envolve tanto visitantes estrangeiros quanto nacionais.

"Mas os ganhos são maiores do que isso", diz o presidente da Embratur, Flávio Dino. "Isso porque não é possível medir o desempenho na cadeia produtiva local".

Dino lembrou que "o ganho de imagem" para o Rio de Janeiro foi muito grande. Segundo ele, havia três mil jornalistas "falando da cidade". A Rio+20, que "decorreu sem grandes problemas", serviu de piloto para grandes eventos, como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, disse Dino. "Claro que houve problemas, principalmente em relação aos preços dos hotéis e na mobilidade urbana. Mas de um modo geral foi aprovado como teste."

O presidente da Embratur disse acreditar em melhora do desempenho brasileiro nos próximos eventos internacionais, que serão a Jornada Mundial da Juventude, também no Rio, e a Copa das Confederações, ambas em 2013.

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Rio+20: 2º dia é marcado por cancelamento de Lula e indefinição

Índios Terena dançam em volta da bandeira do Brasil durante a abertura dos Jogos Verdes Indígenas na aldeia Kari-Oca, montada para a Rio+20 Foto: Antonio Scorza/AFP
14/06/2012

ANGELA CHAGAS
GIULIANDER CARPES
Direto do Rio de Janeiro

A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) chegou ao seu segundo dia com poucos avanços na conclusão do documento final do evento, que deve ser assinado por pelo menos 130 chefes de Estado na próxima semana. Alguns debates desta quinta-feira no Riocentro, no Rio de Janeiro, chegaram a se prolongar por até duas horas sem nenhum consenso em torno de uma única expressão, como a da economia verde.


Pela manhã, veio a notícia de que o ex-presidente Lula cancelou sua participação no sábado. Ele iria abrir a programação oficial da Arena Socioambiental com participação no painel sobre Erradicação da Pobreza e Desenvolvimento Sustentável. A assessoria do ex-presidente confirmou, contudo, que Lula estará no final da conferência, que segue até 22 de junho. Outra ausência é a do presidente russo Vladimir Putin, que era um dos chefes de Estado mais aguardados, mas que também cancelou.

Quanto às negociações, em entrevista à imprensa nesta tarde, o diretor da divisão de sustentabilidade da ONU, Nikhil Seth, afirmou que não sabe ainda quando esse acordo entre as nações será alcançado. De acordo com ele, é difícil encontrar consensos porque cada país apresenta realidades diferentes e o que é bom para uma nação prejudica o desenvolvimento de outra. Segundo Seth, apenas cerca de 21% dos mais de 400 pontos do documento foram fechados.

O desejo da ONU é de que o texto com todas as propostas seja concluído amanhã, último dia de reunião do comitê preparatório. Caso isso não ocorra, caberá aos chefes de Estado, que estarão no Rio de Janeiro na próxima semana, definir as regras para promover o desenvolvimento sustentável.

O impasse ocorre porque os representantes de países ricos e em desenvolvimento não têm a mesma compreensão sobre vários aspectos mencionados no documento. As dificuldades envolvem desde o sentido distinto das expressões em cada idioma até percepções ideológicas e impactos políticos e econômicos.

Apesar das dificuldades, o negociador chefe do Brasil na Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, tentou minimizar a falta de consenso entre os líderes. "Nós trabalhamos com a hipótese de que as negociações se acabarão amanhã. Caso isso não ocorra, o Brasil vai auxiliar as negociações assumindo a coordenação e buscando encontrar pontos de convergência entre as várias posições", disse o diplomata ao negar que o País possa propor mudanças no documento final após assumir a presidência da conferência, o que deve acontecer no sábado.

Embora as discussões pouco tenham avançado neste segundo dia, representantes de algumas nações demonstraram otimismo quanto aos resultados da conferência. É o caso da oficial do governo da Indonésia, Sundahiani Pratuwi, que viajou por mais de 20 horas de Jacarta até o Rio de Janeiro. "Não foi fácil para nós chegar até aqui. Não quero ir embora sem ter avançado em nada", disse enquanto aguardava uma reunião temática sobre as propostas da Rio+20.

Já um grupo de jovens de diversos países aproveitou um intervalo nas discussões para chamar a atenção para o "descompromisso" dos Estados Unidos com a pauta ambiental. Com uma bandeira americana e imitando o Tio Sam, eles criticaram o apoio que o governo dá a grandes conglomerados "poluidores". "Essas empresas que recebem dinheiro dos Estados Unidos saem pelo mundo promovendo a destruição", disse o australiano Willian Mudfond.

Pnuma
A indefinição também ocorreu na proposta de fortalecer o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Alguns países, entre eles o Brasil, propõem mais poder para o órgão, possivelmente até que ele se torne uma entidade autônoma, como é hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS). A proposta é mal vista por países ricos.

Economia Verde
Embora os líderes não tenham sequer conseguido avançar na definição do termo "economia verde", um dos termos-chave da conferência, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) tentou mostrar nesta quarta que o conceito é fundamental para se promover o desenvolvimento sustentável. O órgão apresentou um relatório que mostra que a transição para a economia verde pode tirar milhões da pobreza e transformar o modo de vida de 1,3 bilhão de pessoas que ganham apenas US$ 1,25 (cerca de R$ 2,50) por dia no planeta. O relatório sustenta, no entanto, que a mudança só será possível quando apoiada por políticas fortes e investimentos dos setores público e privado.

Para os pesquisadores do Pnuma, é perda de tempo analisar os termos do conceito. "Se é economia verde, cor de rosa, laranja, não importa. O que importa é que temos uma base científica que mostra que a adoção de ações relacionadas ao conceito são capazes de promover o combate à pobreza por meio de métodos sustentáveis", defendeu Peter Hazlewood, diretor de ecossistemas e desenvolvimento do Instituto dos Recursos do Planeta (WRI).

Rio+20 
Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Composta por três momentos, a Rio+20 vai até o dia 15 com foco principal na discussão entre representantes governamentais sobre os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. A partir do dia 16 e até 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.


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Brasil na Rio+20


 Desde a Rio-92, o tema do desenvolvimento sustentável ocupa lugar central na política externa brasileira. A proposta do país de sediar a Rio+20 se enquadra nessa prioridade, ao criar oportunidade para que todos os países das Nações Unidas se reúnam, mais uma vez no Rio de Janeiro, para discutir os rumos do desenvolvimento sustentável para os próximos vinte anos.

Na qualidade de Presidente da Conferência, o Brasil será responsável pela coordenação das discussões e trabalhará para a formação de consensos e adoção de decisões concretas que visem ao objetivo do desenvolvimento sustentável. 

Como país-membro das Nações Unidas, o Brasil apresentou ao Secretariado da Conferência sua contribuição nacional ao documento-base que dará início ao processo negociador dos documentos da Rio+20.

É especial o significado de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro. Como sede da Cúpula da Terra, que consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável em 1992, o Rio de Janeiro é o local ideal para realização da Rio+20, que apontará os caminhos futuros do desenvolvimento. O legado da Rio-92 – principalmente a Declaração do Rio, a Agenda 21, a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima e a Convenção sobre Diversidade Biológica - estarão associados para sempre à lembrança da intensa participação da sociedade civil em debates da ONU, gerando o que se chamou de  “espírito do Rio”.

No plano interno, a Comissão Nacional para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, criada pelo Decreto 7.495 de 7 de junho de 2011, tem a atribuição de articular os eixos da participação do Brasil na Conferência. É co-presidida pelo Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, e pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. 

Fazem parte da Comissão outros 28 Ministérios e órgãos da Administração Federal associados aos temas do desenvolvimento sustentável, bem como representantes do Governo do Estado e da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, do Congresso Nacional e do Poder Judiciário. A Comissão Nacional conta ainda com uma Secretaria-Executiva, presidida pelo Ministério das Relações Exteriores e integrada pelo Ministério da Fazenda; o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; e o Ministério do Meio Ambiente, responsáveis, respectivamente, pelos pilares econômico, social e ambiental na Secretaria-Executiva.

A sociedade civil é parte integral da Comissão Nacional, contando com cerca de quarenta membros, representantes de diversos setores sociais, selecionados em processo transparente e inclusivo. Fazem parte da Comissão representantes de órgãos estaduais e municipais do meio ambiente, da comunidade acadêmica, de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, setores empresariais, trabalhadores, jovens, organizações não-governamentais e movimentos sociais. O processo de escolha dos integrantes da Comissão Nacional foi guiado pela Portaria Interministerial 217, de 17 de junho de 2011. 

Para tratar da organização logística da Conferência, foi criado, também pelo Decreto 7.495, o “Comitê Nacional de Organização” (CNO), que tem como atribuições o planejamento e a execução das medidas necessárias à realização da Conferência Rio+20, inclusive a gestão dos recursos e contratos relativos aos eventos oficiais realizados no contexto da Organização das Nações Unidas. Também faz parte de suas competências a execução das atividades referentes à administração de material, obras, transportes, patrimônio, recursos humanos, orçamentários e financeiros, à comunicação, ao protocolo, à segurança e à conservação dos imóveis e do mobiliário utilizados na organização e na realização da Rio+20.


Imagem: Riotur

Fonte: Rio+20

Curso online de Direito Ambiental

Roda Viva especial discute o meio ambiente no Brasil




10/04/2012

O professor José Goldemberg esteve no centro da arena para falar sobre Belo Monte e Rio +20.

O professor José Goldemberg foi o entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (9/4), que se se dedicou a temas como energia e meio ambiente.

Goldemberg é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP). Ele já atuou como secretário de Meio Ambiente durante o governo de Fernando Collor de Mello. Também foi secretário de Ciência e Tecnologia, ministro da Educação e reitor da USP.

Nas proximidades da realização da conferência Rio+20, o especialista discutiu, entre outros temas, a construção da usina de Belo Monte. O programa usou a declaração recente da presidente Dilma Rousseff para debater a necessidade da construção de hidrelétricas como a de Belo Monte. Na quinta-feira (5/4), Dilma chamou de “fantasia” a defesa de outras propostas de geração de energia. “Para garantir energia de base renovável que não seja hídrica, fica difícil, né?”, afirmou em discurso em Brasília.

A Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, acontece em junho, duas décadas depois da histórica Eco 92. A realização do evento no Rio de Janeiro vem atraindo atenções para as políticas ambientais e de geração de energia no País.

Apresentado pelo jornalista Mario Sergio Conti, o Roda Viva contou, para esta edição, com uma bancada formada por Washington Novaes (consultor de conteúdo e comentarista do programa Repórter Eco), Reinaldo Lopes (editor de Ciência e Saúde do jornal Folha de S.Paulo), Luciana Constantino (editora executiva do jornal O Estado de S.Paulo), Aron Belinky (coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis) e Gisela Forattini (diretora de licenciamento ambiental do Ibama). O Roda Viva também teve a participação do cartunista Paulo Caruso.

Fonte: Roda Viva

Conferência do Ano Internacional das Florestas 2011


Conferência do ‘Ano Internacional das Florestas 2011’ da ONU engloba desenvolvimento sustentável, música, cinema e encontro de blogueiros


O ano de 2011 foi determinado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Ano Internacional das Florestas (AIF) e para celebrá-lo, o Instituto Humanitare, entidade ligada à ONU que visa aproximar as Nações Unidas da sociedade civil, realizará nesta sexta-feira, dia 03 de junho, a conferência do ‘Ano Internacional da Floresta’.


O objetivo deste encontro é promover o conhecimento sobre o impacto, preservação, gestão, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas.

A conferência contará com a presença de representantes do governo, empresas, sociedade civil, dirigentes da ONU, jornalistas, blogueiros e artistas.

Durante o evento, será lançado o ‘Festival Internacional de Filmes de Florestas’ da ONU, cujas produções foram selecionadas em um concurso que reuniu mais de 160 filmes provenientes de cerca de 30 países. A Cinemateca Brasileira exibirá, nos dias 4 e 5 de junho, quatro filmes vencedores do Festival com entrada gratuita. Assista aos traillers dos filmes finalistas: http://jhfestival.org/forestfestival/finalisttrailers.htm

Também será lançado na conferência o Projeto MudaRock que tem como objetivo apoiar, por meio do engajamento de artistas do rock brasileiro, a campanha “Plantemos para o Planeta: Campanha Bilhões de Árvores”, que visa o plantio de 1 milhão de árvores nativas no Brasil. Para celebrar o lançamento projeto, haverá um pocket show da cantora Pitty.

A programação do evento ainda conta com o Painel Corporativo "Consequências e Soluções. O que as empresas estão fazendo para proteger as Florestas?" com a participação de corporações como O Boticário, HSBC entre outras que se mobilizam pelo meio ambiente. A mediação do painel ficará por conta da jornalista Fabiana Scaranzi.

E para os engajados nas mídias sociais, haverá um encontro especial para blogueiros debaterem “A importância da mídia e das redes sociais na conscientização da preservação das Florestas e do Planeta" com a mediação de Celso Zucatelli.

A Conferência do ‘Ano Internacional das Florestas 2011’ será realizada no dia 03 de junho de 2011, das 12h às 19h, no Clube Hebraica em São Paulo.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas pelo site: http://www.humanitare.org/florestas

Conferência do ‘Ano Internacional das Florestas 2011’

Data: 03 de junho – das 12h às 19h

Local: Clube Hebraica – Rua Hungria, 1.000 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP

Para mais informações e inscrições para o evento, acesse: http://www.humanitare.org/florestas

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