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Presidente interino do Haiti anuncia novo governo

Eleições: Privert assumiu depois que o segundo turno das eleições presidenciais 
foi adiado por causa dos protestos opositores - Andres Martinez Casares / Reuters

15/03/2016

Várias semanas depois de assumir como presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert anunciou, na terça-feira (08/03), a composição de seu governo de 15 membros, encarregado de organizar eleições que tirem o país de uma profunda crise.

Privert assumiu em 26 de fevereiro, semanas depois de concluir o mandato do até então presidente Michel Martelly, que ficou sem sucessor depois que foi adiado de forma indefinido o segundo turno das eleições presidenciais por causa dos protestos opositores.

Privert deverá garantir que o processo eleitoral interrompido em janeiro seja concluído.

Segundo uma lista publicada nesta terça, o primeiro-ministro Fritz-Alphonse Jean - economista e diretor do Banco Central entre 1998 e 2001 - também ocupará a função de ministro do Interior e de Defesa Nacional.,

Jean, que enfrenta uma certa oposição, deverá apresentar seus colegas de governo ante o parlamento esta semana.

Privert e seu novo governo têm menos de 90 dias para organizar o segundo turno das eleições presidenciais e legislativas.

Segundo um acordo assinado em 6 de fevereiro entre Privert e Martelly, o novo presidente eleitoral deverá tomar posse em 14 de maio.

O Haiti é o país mais pobre das Américas. Ainda luta para se recuperar do terremoto devastador de 2010 e se encontra mergulhado numa prolongada crise política.

Fonte: Exame.com

PRESIDENTE DO SENADO DO HAITI É ELEITO PARA ASSUMIR GOVERNO INTERINO

Jocelerme Privert discursa no Parlamento durante apresentação dos candidatos ao 
cargo de presidente no governo interino do Haiti (Foto: Andres Martinez Casares/Reuters)

20/02/2016

Escolhido pelo Parlamento, Jocelerme Privert fica no cargo até 14 de maio.
Crise política no país impediu realização do segundo turno das eleições.

O presidente do Senado do Haiti, Jocelerme Privert, foi eleito presidente interino do país neste domingo (14). A escolha foi feita pela Assembleia Nacional em dupla votação após uma sessão que durou mais de 10 horas.

Privert, de 63 anos, foi eleito pela maioria e fica no cargo de maneira provisória até 14 de maio, 10 dias depois da data marcada para o segundo turno das eleições presidenciais. Ele deve tomar posse ainda neste domingo para ser o 57º presidente da história do país.

Ele assume o cargo uma semana depois do fim do mandato de Michel Martelly, que assinou um acordo com os chefes da Câmara dos Deputados e do Senado para designar um governo de transição em virtude de não haver um sucessor eleito nas urnas.

Eleições adiadas

O Haiti deveria ter realizado em 24 de janeiro o segundo turno das eleições presidenciais, que foram adiadas dois dias antes pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP) por causa da situação de violência no país, que deixou pelo menos quatro mortos.

No primeiro turno, realizado em 25 de outubro, os candidatos que obtiveram mais votos foram o do governista Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), Jovenel Moise, e o do opositor Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (LAPEH), Jude Celestin.

Este último se recusou a participar do segundo turno alegando "graves irregularidades" no processo.

Crise no Haiti: do terremoto ao caos político

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de 7 graus na escala Richter destruiu mais de 300 mil prédios. Mais de 200 mil pessoas morreram, e mais de 1 milhão de pessoas ficaram desabrigadas.

Quase 60 mil haitianos ainda viviam em cerca de 30 campos para desabrigados, segundo o último relatório da Organização Internacional de Migrações e da Defesa Civil haitiana, publicado em 31 de dezembro.

A tragédia nacional revelou as fraquezas estruturais do Estado, com crescente desemprego e impacto econômico imediato causado pela destruição. No campo político, eleições presidenciais e legislativas já sofreram acusações de fraudes e motivando protestos desde novembro daquele ano.

Agora, quase cinco anos após a chegada do ex-presidente Michel Martelly ao governo, essa nova eleição presidencial seria a única a ser realizada dentro do prazo legal.

Em razão de uma profunda crise entre o poder executivo e a oposição, as eleições parlamentares, municipais e locais foram atrasadas em mais de três anos.

Michel Martelly, cantor popular e político novato, iniciou seu mandato em maio de 2011, em um país que acabara de sofrer uma das piores catástrofes naturais das últimas décadas. Além disso, o desastre causou uma destruição estimada em 120% do PIB, reduzindo em ruínas a maioria dos edifícios públicos, incluindo o Palácio Presidencial.

Desde o final, em 1986, dos 30 anos de ditadura de Duvalier, o Haiti vive crises cíclicas, com eleições banhadas de sangue por causa dos ataques dos "tontons macoutes", o braço armado do regime Duvalier.

No entanto, o país havia feito história ao nascer, em 1804, da única revolta de escravos.

Fonte: G1

PRESIDENTE PROVISÓRIO DO HAITI SERÁ ELEITO EM 14 DE FEVEREIRO

Crédito: Paul J. Richards/AFP

11/02/2016

A Assembleia Nacional haitiana elegerá o presidente provisório em 14 de fevereiro, uma semana depois de Michel Martelly deixar o poder após a conclusão de seu mandato sem que tenha sido eleito seu sucessor devido à prolongada crise política do país, informaram nesta quarta-feira fontes parlamentares.

Segundo o calendário, as inscrições dos candidatos a dirigir o governo de transição estarão abertas até a tarde desta quinta-feira.

É exigido que o candidato tenha pelo menos um membro na Assembleia Nacional, que seja maior de 30 anos e que esteja em dia com o pagamento de impostos.

A inscrição de cada uma das candidaturas terá um custo de 500 mil gourdes (cerca de US$ 8,2 mil).

Antes de entregar no domingo a presidência, Martelly obteve um acordo com o parlamento para a instalação de um governo provisório, cujo titular será eleito pelos legisladores, o que é rejeitado pela oposição, que propõe que o presidente provisório seja o atual titular de a Corte Suprema de Justiça, Jules Cantave.

O acordo estabelece um governo de transição de um mandato de 120 dias que deverá organizar as eleições de 24 de abril próximo.

O presidente que vencer esse pleito deverá jurar o cargo em 14 de maio, segundo alguns dos detalhes divulgados do acordo.

O Haiti tinha previsto realizar em 24 de janeiro o segundo turno das eleições presidenciais, que foram adiadas dois dias antes pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP) perante a situação de violência vivida no país e que deixou pelo menos quatro mortos.

No primeiro turno das presidenciais, realizado em 25 de outubro, os candidatos que obtiveram mais votos foram o do governista Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), Jovenel Moise, e o do opositor Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (Lapeh), Jude Celestin.

Este último rejeitou participar do segundo turno alegando "graves irregularidades" no processo. 

Fonte: UOL

ELEIÇÕES SÃO SUSPENSAS NO HAITI POR QUESTÕES DE SEGURANÇA

Manifestante coloca fogo em pneu durante protesto nesta sexta-feira (22) contra 
o processo eleitoral em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: REUTERS/Andres Martinez Casares)

23/01/2016

Oposição organizou manifestações para denunciar 'golpe de Estado'.
Segundo turno seria realizado no próximo domingo.

As autoridades eleitorais do Haiti adiaram, nesta sexta-feira (22), as eleições à presidência previstas para este domingo no país, em meio aos protestos da oposição nas ruas e às denúncias de fraude eleitoral.

O presidente do Conselho Eleitoral Provisório, Pierre-Louis Opont, disse que as eleições foram suspensas, por "razões de segurança".

O segundo turno das eleições presidenciais e legislativas parciais estava previsto para este domingo, mas a oposição organizou várias manifestações para denunciar "um golpe de Estado eleitoral". Os opositores alegam que o processo estaria previamente combinado para favorecer o sucessor do oficialismo, Jovenel Moise.

Pierre-Louis Opont justificou a anulação das eleições, a menos de 48 horas de seu início, devido ao "conjunto de incidentes e de atos violentos contra a infraestrutura do conselho".

Várias zonas eleitorais foram incendiadas no interior do país na madrugada desta sexta-feira e, na capital Porto Príncipe, multidões protestaram, ateando fogo em carros e confrontando a polícia.

No primeiro turno das eleições presidenciais de 25 de outubro, o candidato oficialista Jovenel Moise recebeu 32,7% dos votos, contra 25,29% para o opositor Jude Celestin.

Nesta votação, muitas sedes estiveram fechadas devido a distúrbios ou fraudes eleitorais e houve uma participação reduzida.

Reação da oposição

Por isto, após conhecidos os resultados, o opositor se negou a fazer campanha, assim como a participar das eleições de domingo.

"No dia 24 é 'Não'", disse Celestin à AFP esta semana. "Não vou fazer parte desta farsa, que será uma seleção, não uma eleição, pois haverá um único candidato".

O governo permitiu que uma comissão independente, reunida às presas, revise as cédulas, mas a oposição não modificou sua postura, o que gerou os protestos.

Incerteza política

O país mais pobre das Américas tinha marcado a convocação às urnas para eleger o sucessor do presidente Michel Martelly e buscar uma saída para a profunda crise econômica que atravessa.

Mas ativistas da oposição temem que a votação seja manipulada para favorecer o afilhado de Martelly, Jovenel Moise, e seu candidato, Jude Celestin, está boicotando o pleito.

Nos últimos dias, bandos enfurecidos se reuniram na capital, Porto Príncipe, para queimar carros, enfrentar a polícia e ameaçaram atrapalhar qualquer tentativa de permitir que a votação siga seu curso.

A suspensão das eleições afetaria as ambições dos Estados Unidos, um parceiro chave para o Haiti, cujo governo apoiou a celebração da votação, apesar da violência.

Martelly, que denunciou os protestos e acusou a oposição de tentar desestabilizar o país, tinha previsto dar uma mensagem à população em rede nacional.

O ex-cantor popular está com a reeleição proibida e prometeu entregar o poder ao seu sucessor em 7 de fevereiro, respeitando a Constituição.

Fonte: Globo.com

PRESIDENTE DO HAITI ANUNCIA 2º TURNO DAS ELEIÇÕES PARA 17 DE JANEIRO

O presidente do Haiti, Michel Martelly, em foto de 21 de dezembro de 2015 
Foto: Dieu Nalio Chery/Arquivo AP Photo

02/01/2016

Pleito, que estava marcado para 27 de dezembro, foi adiado.
Data deve ser oficializada por meio de um decreto de convocação.

O presidente do Haiti, Michel Martelly, anunciou nesta sexta-feira (1º) que o segundo turno das eleições presidenciais, inicialmente marcado para o último dia 27 de dezembro, será realizado no próximo dia 17 de janeiro. Martelly fez o anúncio em um ato em Gonaives, no norte do país, por ocasião do 212º aniversário da independência nacional.

Para oficializar esta data, no entanto, o presidente deverá emitir um decreto convocando o segundo turno eleitoral. "Peço a todos que respeitem as regras do jogo, peço a todos que mantenham a calma, peço que votem em massa como deve ser, votem na pessoa que acham que lhes represente", ressaltou em seu discurso.

O chefe de Estado explicou que recebeu duas cartas do Conselho Eleitoral Provisório (CEP), uma sobre os resultados dos pleitos legislativos, cujo segundo turno aconteceu em 25 de outubro, e outra sobre a necessidade de organizar o segundo turno presidencial o mais rápido possível, uma vez que seu mandato termina no próximo dia 7 de fevereiro.

Este anúncio acontece um dia depois que a Comissão de Verificação Eleitoral do Haiti, criada para determinar as denúncias de irregularidades ocorridas no primeiro turno das eleições presidenciais, também no último dia 25 de outubro, pedisse mais tempo para anunciar o resultado da investigação.

No segundo turno se enfrentarão o candidato governista, Jovenel Moise, e o opositor Jude Celestin. No primeiro turno, Moise, do Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), foi o mais votado com 32,76%, enquanto Celestin, da Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (LAPEH), obteve 25,29%.

Fonte: G1 Mundo

COMITÊ ELEITORAL PROVISÓRIO ADIA 2º TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO HAITI



Porto Príncipe, 22 dez 2015 (AFP) - As eleições legislativas e presidenciais previstas para o domingo no Haiti foram adiadas, anunciou nesta segunda-feira o Conselho Eleitoral Provisório em um comunicado, sem informar a nova data.

O adiamento foi adotado depois de a oposição ter denunciado, há várias semanas, que no primeiro turno houve fraudes em massa a favor do candidato à presidência Jovenel Moise, representante do partido no poder.

Jude Célestin, adversário de Moise, negou-se a fazer campanha antes da criação de uma comissão independente para investigar estas acusações.

Em resposta aos pedidos da oposição realizados nesta quinta-feira, o presidente Michel Martelly declarou a criação de uma "comissão de avaliação eleitoral".

"Não há nova data ainda estabelecida oficialmente", disse à AFP Roudy Stanley Penn, porta-voz do Conselho Eleitoral, após o anúncio do adiamento da eleição. "Estamos a espera do trabalho da comissão de avaliação eleitoral para ter harmonia com suas recomendações".

Nas eleições de 25 de outubro, Moise obteve 32,76% dos votos e Celestin 25,29%, segundo o Conselho Eleitoral Provisório (CEP).

Moise, que estreou na política aos 47 anos, representa o Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), enquanto Celestin (53) é o candidato do partido Lapeh (Liga Ampla pelo Progresso e Emancipação do Haiti) e busca pela segunda vez o poder, depois de que em 2010 sua candidatura foi apoiada pelo então presidente, René Préval.

Fonte: UOL

Políticos do Haiti correm para cumprir prazo de registro eleitoral



24/04/2015

Mais de 2 mil pessoas se inscreveram para concorrer por até 125 partidos.
Primeira-dama está entre candidatos a eleições legislativas de 9 de agosto.

Candidatos de até 125 partidos políticos no Haiti correram nesta quinta-feira (23) para cumprir um prazo para se cadastrar e concorrer nas longamente atrasadas eleições que estão programadas para ocorrer ainda neste ano.

A pobre ilha caribenha tem um histórico de eleições turbulentas, mas isso não aparece dissuadir os candidatos.

No fim da tarde, mais de 2 mil pessoas haviam se registrado para concorrer a 119 cadeiras na Câmara dos Deputados e a 20 assentos no Senado, de acordo com autoridades.

As filas no cartório eleitoral em Porto Príncipe se estenderam pela rua durante o dia. O prazo de inscrições para as eleições legislativas de 9 de agosto expira à meia-noite.

"Pessoas individuais estão autorizadas a formar partidos políticos", disse Yolette Mengual, expressando um pouco de resignação. Membro do Conselho Eleitoral Provisório, que organiza as eleições, Mengual afirmou que cada uma das partes será listada numericamente na cédula.

Entre as últimas pessoas a comparecer está a primeira-dama Sophia Martelly, que esperou até o último dia para registrar sua candidatura ao Senado.

Os haitianos telefonaram a emissoras locais de rádio para questionar se ela é cidadã norte-americana, o que desqualificaria sua candidatura. Como seu marido, o presidente Michel Martelly, ela viveu nos Estados Unidos durante vários anos antes de voltar ao Haiti.

Observadores internacionais esperam que o número de partidos diminua, produzindo uma eleição mais curta com políticos formando alianças.

Mengual disse que o conselho eleitoral não pode forçar os partidos a formar coligações, mas pode dar recomendações sobre o tema.

O presidente Michel Martelly tem governado o Haiti por decreto desde que o Parlamento foi dissolvido em 12 de janeiro, quando os mandatos de todos os membros da Câmara dos Deputados e um terço do Senado expiraram.

Fonte: G1 Mundo

Presidente o Haiti formou novo Governo após Parlamento ser dissolvido

Legenda: Martelly empossou os novos ministros ontem
Foto: Divulgação

04/02/2015

O presidente do Haiti, Michel Martelly, anunciou a formação de um novo Governo na noite do último domingo, na tentativa de resgatar o pobre país caribenho em meio a uma crise política.

Martelly, que fez o anúncio via Facebook, havia prometido na última sexta-feira usar sua autoridade executiva para formar um Governo de consenso, depois que o Parlamento foi dissolvido na semana passada.

Apesar de prometer um novo Governo, Martelly manteve vários integrantes do atual gabinete em seus postos, incluindo os ministros da Saúde, Turismo, Educação, Relações Exteriores, Defesa e Serviços Públicos.

Ele também nomeou vários aliados para posições-chave, incluindo o novo ministro do Planejamento, Yves Germain Joseph, e o secretário de Estado de Segurança Pública, Carel Alexandre.

Os 18 ministros e 16 secretários de Estado tomaram posse na tarde de ontem, disse Martelly em comunicado oficial em sua página no Facebook. Em discurso na sexta-feira, o presidente fez um apelo a manifestantes antigoverno para que mantivessem a ordem enquanto ele tenta levar o país a eleições.

Ele também deu posse a um novo primeiro-ministro na sexta, o ex-prefeito de Porto Príncipe, Evans Paul. Após a dissolução do Parlamento, alguns observadores temem que o Haiti, com seu histórico de golpes, revoltas e ditaduras, volte a viver instabilidade política.

O Haiti é o país mais pobre do hemisfério e ainda se recupera de um terremoto devastador em janeiro de 2010, que destruiu grande parte da capital, Porto Príncipe. O país depende muito de ajuda financeira dos Estados Unidos, e Washington teme que um colapso político no Haiti resulte em uma imigração em massa para os EUA.

O Brasil é o maior contribuinte de tropas para a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti e exerce o comando militar da operação estabelecida em junho de 2004 para apoiar o país.



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