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Haiti realizará eleições em 20 de novembro

Homem coloca um pano para cobrir o telhado de sua casa destruída após 
passagem do furacão Matthew em Les Anglais, no Haiti
Foto: Andres Martinez Casares/Reuters

16/10/2016

1º turno, realizado há um ano, foi anulado após denúncias de fraude.
Passagem do furacão Matthew deixou 473 mortos e adiou pleito.

O Haiti celebrará eleições presidenciais e legislativas em 20 de novembro e o segundo turno, em 29 de janeiro de 2017, informou nesta sexta-feira o Conselho Eleitoral Provisório. O anúncio é feito depois de o pleito ser adiado várias vezes.

Os haitianos deviam ter ido às urnas no domingo passado, mas a votação foi adiada devido à devastação provocada pelo furacão Matthew, que deixou pelo menos 473 mortos e provocou uma nova crise humanitária em um país já devastado pelo terremoto de 2010.

O primeiro turno das eleições, realizado em outubro de 2015, foi anulado em meio a violentos protestos nas ruas e a denúncias de fraude maciça, deixando o país mais pobre das América em um limbo político desde então.

Os resultados foram rejeitados pela oposição, que denunciou "um golpe de Estado eleitoral" para favorecer o então presidente, Michel Martelly. O candidato apoiado pelo governo, Jovenel Moïse, obteve 32,76% dos votos, contra 25,29% de Jude Célestin, que qualificou os resultados como "farsa ridícula". A comissão independente de verificação e avaliação eleitoral recomendou a anulação desse primeiro turno, após constatar fraudes.

Após a a saída sem sucessor de Michel Martelly, em fevereiro, o Parlamento elegeu o presidente interino Jocelerme Privert.

Falta de água e comida

A angústia é um sentimento que começa a se estender entre a população de Jeremie, no sudoeste do Haiti, perante a falta de água e de alimentos. Oito dias depois de o furacão Matthew arrasar a cidade, a ajuda humanitária ainda não consegue chegar ao local.

Pessoas se reúnem à beira-mar em local atingido pelo furacão Matthew em 
Jeremie, no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

A Polícia Nacional do Haiti patrulha constantemente a região e não duvida na hora de sufocar a menor ameaça de revolta, como a que ocorreu esta semana, quando um grupo de homens bloqueou uma das ruas de acesso ao centro. Pelo menos um foi detido depois que duas barricadas foram montadas para exigir a entrega de comida, bebida e remédios que parecem nunca chegar.

Os colégios que se tornaram abrigos para a população, como o Sainte Marguerite d'Youville, acolhem centenas de pessoas e são um perfeito reflexo da urgência que é a chegada de ajuda.

Além dos problemas logísticos causados pela dificuldade de acesso às regiões mais castigadas, outra razão para a demora é a falta de coordenação institucional, que continua impedindo o desenvolvimento de uma ação humanitária eficiente para atender as necessidades básicas da população.

Fonte: G1 Haiti


COMITÊ ELEITORAL PROVISÓRIO ADIA 2º TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO HAITI



Porto Príncipe, 22 dez 2015 (AFP) - As eleições legislativas e presidenciais previstas para o domingo no Haiti foram adiadas, anunciou nesta segunda-feira o Conselho Eleitoral Provisório em um comunicado, sem informar a nova data.

O adiamento foi adotado depois de a oposição ter denunciado, há várias semanas, que no primeiro turno houve fraudes em massa a favor do candidato à presidência Jovenel Moise, representante do partido no poder.

Jude Célestin, adversário de Moise, negou-se a fazer campanha antes da criação de uma comissão independente para investigar estas acusações.

Em resposta aos pedidos da oposição realizados nesta quinta-feira, o presidente Michel Martelly declarou a criação de uma "comissão de avaliação eleitoral".

"Não há nova data ainda estabelecida oficialmente", disse à AFP Roudy Stanley Penn, porta-voz do Conselho Eleitoral, após o anúncio do adiamento da eleição. "Estamos a espera do trabalho da comissão de avaliação eleitoral para ter harmonia com suas recomendações".

Nas eleições de 25 de outubro, Moise obteve 32,76% dos votos e Celestin 25,29%, segundo o Conselho Eleitoral Provisório (CEP).

Moise, que estreou na política aos 47 anos, representa o Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), enquanto Celestin (53) é o candidato do partido Lapeh (Liga Ampla pelo Progresso e Emancipação do Haiti) e busca pela segunda vez o poder, depois de que em 2010 sua candidatura foi apoiada pelo então presidente, René Préval.

Fonte: UOL
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