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MNCR CONSOLIDA TROCA DE EXPERIÊNCIAS COM A FRANÇA



05/01/2018

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) iniciou sua interação com a França, em 2006, a partir da parceria com a France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand que atua na defesa dos direitos humanos em vários países. A partir desse primeiro contato, foram realizadas diversas visitas mútuas para o intercâmbio de experiências entre organizações dos dois países que, apesar de apresentarem realidades bem diferentes, têm em comum a necessidade de buscar soluções para a situação das pessoas que vivem, na informalidade, da coleta e venda de materiais recicláveis ou reutilizáveis (os chamados biffins, em francês).

Segundo Samuel Le Coeur, fundador da Amelior (sigla de Associação dos Mercados Econômicos Locais Individuais e Organizados da Reciclagem), o trabalho dos biffins é, ao mesmo tempo, a materialização de uma situação de crise e a resposta a um padrão de consumo insustentável. “A organização desses trabalhadores é essencial para que eles possam ter seus direitos reconhecidos e acesso à proteção social. Isso também é positivo para a economia, pois promove a formalização dessa atividade.”

Le Coeur esteve na Expocatadores 2016, realizada em Belo Horizonte. Na ocasião, ele destacou a importância da união dos movimentos. “A organização dos catadores no Brasil em torno das cooperativas é um exemplo para outros países. Esse intercâmbio de experiências nos ajuda a aprimorar nossas próprias práticas, pois estamos todos em um só mundo, lutando contra a pobreza e a exclusão.”

Gilberto Warley Chagas, do MNCR, tem acompanhado de perto essas parcerias e falou sobre o tema ao Cempre Informa Mais. Acompanhe:

Quando teve início o intercâmbio com a França?

Tudo começou em 2006 com a France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand que havia conhecido a luta e o trabalho dos catadores em outros países. A Fundação soube de nossas atividades através da Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), de Belo Horizonte. Aí direcionou seu olhar para os catadores no Brasil, acompanhando a realidade nos lixões e depois a atuação das cooperativas e associações e, finalmente, o Movimento Nacional. Eles chegaram a ajudar na construção de uma creche para as mães da Asmare.

Em 2009, foi a primeira vez que o Movimento esteve na França, para o Festival Lixo e Cidadania que acontecia em algumas cidades em torno de Paris, em espaços para reutilização de roupas, móveis e objetos de descarte, com a realização de oficinas de arte com lixo.

Com quem são essas parcerias?

Os contatos são com diversos setores e organizações tanto aqui no Brasil como na França. Lá, temos relacionamento com ONGs que trabalham com a questão do reaproveitamento de recicláveis e a inclusão dos biffins que são trabalhadores que vivem da coleta e venda de materiais e objetos descartados. Eles estão organizados em torno da associação Amelior e muitas outras. Estão envolvidos também o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea), a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), a Embaixada da França no Brasil, a Création Développement Eco-Entreprises/CD2E e várias prefeituras e Ressourceries (conjunto de associações para reutilização de materiais e objetos) francesas. É uma rede bem ampla de trocas, apesar de vivermos realidades específicas.

Como foram feitos os contatos?

Têm sido promovidas visitas de organizações francesas ao Brasil e idas de alguns de nós à França para conhecer projetos, práticas, dificuldades, conquistas... Ou seja, o que podemos ensinar e aprender uns com os outros.

Representantes do Movimento, do Insea e da Ancat estiveram em várias ocasiões em Ressourceries, prefeituras, empresas de reciclagem e espaços de trabalho dos biffins, acompanhando a realidade local. Fiz parte dos grupos que foram à França em 2009, 2011, 2013, 2016 e, neste ano, passamos 21 dias, entre setembro e outubro, em Paris, Lille e no norte do país, vendo de perto experiências ligadas à coleta, gerenciamento, reutilização, lixo zero e parcerias com o poder público e empresas privadas. 

Todos os parceiros também vieram ao Brasil em diferentes datas e cidades, em espaços de debates, workshops e seminários, participando inclusive da Expocatadores em São Paulo e Belo Horizonte.

Que características da organização dos catadores no Brasil chamam a atenção na França?

Acredito que chama a atenção a mobilização do Movimento junto aos catadores de recicláveis em todo o país. Também se comenta bastante a eficiência do trabalho desses profissionais mesmo sem muita estrutura, conseguindo um resultado bom em relação à quantidade e à qualidade do material coletado e triado, a inclusão dos catadores em associações e cooperativas e a formação de redes de comercialização. Isso sem falar na nossa organização política, na forma como dialogamos com o poder público, o setor privado e o apoio dado por instituições como o Cempre, por exemplo. 

Como o Movimento de tornou tão conhecido?

Acho que o Movimento ganhou visibilidade internacional por algumas questões. Em 2006, fizemos a marcha em Brasília, quando fomos notícia por termos, pela primeira vez, negociado parcerias com o governo federal, sendo recebidos e ouvidos pelo presidente da República, e isso atraiu a atenção fora do Brasil. Temos participado de decisões importantes em relação às políticas de destinação dos resíduos sólidos em nosso país. Além disso, fazemos parte da Rede Latino Americana de Catadores, Recicladores e Cartoneros, o que aumenta o alcance de nossas atividades.

Qual é a situação dos catadores na França?

Na França, não existe coleta com catadores nos moldes brasileiros. A retirada dos recicláveis está nas mãos de grandes empresas. O que as pessoas - os biffins - coletam é o descarte de roupas, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, entre outros, para recuperação e venda nos mercados de ruas e nas chamadas “feiras de pulgas”. Muitas organizações com as quais temos contato gostariam de levar para a França o conceito de inclusão com geração de trabalho e renda através da organização dos biffins em associações e cooperativas. 

Na foto (da esquerda para a direita), representante da Ressourcerie recebe Luciano Marcos e Lívia Andrade, do Insea, Gilberto Chagas, do MNCR, e Francisco Lima, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para saber mais:

http://amelior.canalblog.com/
http://www.ressourcerie.fr/

Fonte: CEMPRE


NOVE PAÍSES COM PODER NUCLEAR TÊM UM ARSENAL DE 14.934 ARMAS

Kim Jong Um observa o lançamento de um míssil Hwasong-12 nesta foto sem data. 
Reuters Carlos Torralba

19/11/2017

Países que possuem armas reduziram reservas nucleares nos últimos anos, mas multiplicaram investimento

As armas nucleares estão em poder de nove países. Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, China, Israel e Coreia do Norte armazenavam no começo de 2017 quase 15.000 dispositivos desse tipo, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Esses Estados reduziram suas reservas atômicas nos últimos anos, mas multiplicaram o orçamento e estão em um ambicioso processo de renovação. O Escritório de Orçamentos do Congresso norte-americano anunciou um investimento de 400 bilhões de dólares (1,26 trilhão de reais) durante o próximo decênio e o Parlamento britânico aprovou há um ano, com respaldo de 80% dos deputados, a renovação de seu envelhecido arsenal com um custo inicial de 40 bilhões de libras (165 bilhões de reais).

Os norte-americanos e os russos são, de longe, os que acumulam mais armas desse tipo (6.800 e 7.000 respectivamente). Depois vêm os arsenais da França, com 300; China, com 270, e o Reino Unido, com 215. Mas nem todas essas armas estão ativadas (ou seja, colocadas em mísseis e localizadas em bases com forças operativas). De fato, somente quatro países (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França) contam, segundo dados do SIPRI, com alguma mobilização nuclear. Esse é o cenário no qual o Comitê Nobel Norueguês premiou com o Nobel da Paz de 2017 a ICAN, a campanha para se proibir esses dispositivos.

O arsenal nuclear ativo se reduziu a 9.425 ogivas nucleares no começo do ano, o número mais baixo desde 1959, mas as armas modernas são muito mais precisas e letais. A tendência iniciada em meados dos anos oitenta – o máximo histórico foi de 64.500 em 1986 – e diminuída nos últimos anos contrasta com o maior investimento dos Estados com armamento nuclear para renovar seu material atômico. A Rússia e os Estados Unidos têm 93% de todas as ogivas nucleares.




Apesar de nenhum dos nove Estados com capacidade nuclear ter dado indícios de querer desmantelar seu arsenal, a Comissão de Desarmamento da ONU apresentou em maio um projeto inicial de um tratado global para se proibir todas as armas nucleares.

A redução constante do total de armas nucleares se deve principalmente a três acordos pactuados entre Moscou e Washington desde 1991. Apesar do número ter caído a níveis dos anos cinquenta, a capacidade de destruição das armas atômicas cresceu exponencialmente e têm uma balística muito mais refinada. Há sete anos os EUA e a Rússia não mantêm conversas de desarmamento, apesar dos esforços de especialistas dos dois países.




A ameaça nuclear mais importante vem atualmente do último país a entrar na corrida bélica nuclear, a Coreia do Norte, que começou a acumular armas em 2006 e que em 2017 aumentou a quantidade de testes e ameaças aos EUA e seus aliados.

Fonte: EL PAÍS

SCHWARZENEGGER E MACRON LANÇAM PACTO MUNDIAL PELO MEIO AMBIENTE, EM PARIS

Arnold Schwarzenegger - EFE/Ian Langsdon

26/06/2017

Da Agência EFE

O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, afirmou nesta sexta-feira (23), após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, que "é importante que possamos criar um futuro verde". Macron recebeu Schwarzenegger pela ocasião do lançamento em Paris do "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente", que pretende transformar em um tratado internacional.

Segundo o ator, a reunião no Palácio do Eliseu foi "fantástica" e Macron, assim como ele, está "apaixonado" pelos assuntos de meio ambiente e será um grande líder nesta área para seu país e para o mundo. Schwarzenegger é fundador da iniciativa R20 – Regiões para Ação Climática, uma ONG que ele criou em 2010 para auxiliar os governos a desenvolver projetos de desenvolvimento com baixas emissões de carbono e resiliência climática.

O ex-governador da Califórnia disse que "todos os países devem participar" das iniciativas ambientais porque os problemas são de alcance mundial, uma mensagem alinhada com as suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris sobre a mudança climática. "Não existe um ar liberal ou um ar conservador. Todos respiramos o mesmo ar", argumentou.

O chamado "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente" foi impulsionado, entre outros, por Laurent Fabius, que conduziu as negociações finais do Acordo de Paris quando era ministro das Relações Exteriores da França; pelo ex-secretário geral da ONU Ban Ki-moon, e pelo novo ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, além do próprio Schwarzenegger.

Fonte: Agência Brasil

Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente é tema de palestras da Semana de aniversário da DPIMA



10/09/2016

Na quarta-feira, dia 31 de agosto, foi realizado, no auditório do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), um ciclo de palestras com os temas “Patrimônio Imobiliário” e “Meio Ambiente”. A atividade, inserida na semana de aniversário da Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente (DPIMA), teve por objetivo conhecer as boas práticas de alguns órgãos públicos federais e de Exércitos de Nações Amigas na condução da gestão do patrimônio imobiliário e do meio ambiente.

Representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Tribunal de Contas da União (TCU), do Exército dos Estados Unidos da América (EUA), do Exército da França e a Cooperação Alemã para Desenvolvimento Sustentável (GIZ) compartilharam seus conhecimentos acerca dos temas abordados.

A SPU foi representada pelo Diretor do Departamento de Caracterização e Incorporação da Secretaria do Patrimônio da União, Sr Washington Gultenberg de Moura Luke, que apresentou as ações da Secretaria no controle e fiscalização dos imóveis da União.

O Secretário de Agricultura e Meio Ambiente do TCU, Sr Junnius Marques Arifa, apresentou a palestra “O TCU e as licitações sustentáveis”, na qual foram abordados assuntos como processos de contratação, critérios de sustentabilidade e boas práticas do Tribunal.

O Exército dos EUA foi representado pelo Major Wallace Marquart Mattos, Engenheiro Civil e Adjunto do Centro de Operações de Engenharia, no 1º Grupamento de Engenharia em João Pessoa (PB), o Maj Wallace Mattos apresentou a estrutura do Exército Americano e o “Corpo de Engenheiros”, enfatizando como eles atuam na gestão do patrimônio imobiliário e do meio ambiente do Exército dos EUA em operações militares.

Também estiveram representados na atividade o Exército Francês, na pessoa do Tenente-Coronel Martinez, e a Cooperação Alemã para Desenvolvimento Sustentável (GIZ), pela Sra Luciana Alves.
        


Em filme, Asterix fica preocupado com o meio ambiente

Asterix e Obelix têm que defender a audeia da a influência dos romanos 
que construíram o Templo dos Deuses - Foto: Divulgação

07/04/2016

Novo longa do gaulês tem discurso ecológico e contra opressão

Rio - Criado em 1959, Asterix nasceu na França e se tornou o gaulês mais conhecido do mundo. São 36 álbuns, traduzidos em 112 línguas e dialetos, 335 milhões de quadrinhos vendidos e oito adaptações para o cinema. A última estreia hoje com ‘Asterix e o Domínio dos Deuses’, do diretor Louis Clichy.

Na trama, o Templo dos Deuses é instalado nos arredores da pequena aldeia. Encantados pela riqueza do novo condomínio, os gauleses não percebem a tentativa dos romanos de conquistarem a aldeia, e lentamente vão se acostumando ao estilo de vida ganancioso deles. Asterix e Obelix precisam então tomar uma atitude que impeça o crescimento do império de Júlio Cesar e seja prejudicial ao meio ambiente.

“Houve uma preocupação com temas ecológicos. O desmatamento e seus impactos são ilustrados através dos javalis que são expulsos da floresta através das construções. A temática da resistência à opressão tem um aspecto muito universal. A revista em quadrinhos foi lançada no final da Segunda Guerra Mundial e representa uma metáfora da resistência. Se trata de uma combinação de humor e sátira da sociedade”, diz o diretor Louis Clichy.

Quando foi publicada em 1961, a versão em quadrinhos de ‘O Domínio dos Deuses’ vendeu mais de um milhão de exemplares. O diretor acredita que, apesar de a história ter sido escrita no século passado, ela ainda é atual.

“Asterix fica preocupado com a invasão da cultura romana na aldeia gaulesa. É uma influência na forma de morar, comer, viver, etc. E, por isto, esta história de fato segue sendo uma das mais atuais da série. Aliás, ‘Asterix e o Domínio dos Deuses’ foi escrito na época do Plano Marshall, período em que a sociedade europeia era muito influenciada pelos valores norte-americanos, como o American Way Of Life”, analisa o diretor, referindo-se ao personagem como uma resistência francesa ao estilo americano. O filme chega aos cinemas em versões 2D e 3D, dublado e legendado e um circuito de 40 cidades em mais de 50 salas.

Usinas nucleares francesas não respeitam regras de segurança

Usina nuclear francesa de Cattenom, em Moselle
EDF

05/03/2016

O jornal francês Libération desta sexta-feira (4) traz na capa uma reportagem especial sobre a questão da segurança nas usinas nucleares francesas cinco anos após a tragédia de Fukushima, no Japão, e 30 anos após o acidente de Chernobyl, na antiga União Soviética. 

Segundo o jornal, essas instalações na França enfrentam diversos problemas: ações na justiça, relatórios alarmantes, inquietação dos países vizinhos e problemas financeiros. Tudo isso no contexto de que o governo pretende prolongar o tempo de vida das usinas por mais dez anos.

Na quinta-feira (3), Luxemburgo apresentou à Comissão Europeia uma queixa contra a usina francesa de Cattenom, em Moselle, um departamento localizado na região da Lorena. A reclamação é baseada em um relatório realizado pelo Partido Verde da Alemanha, que coloca em dúvida a segurança da instalação.

Ela não estaria seguindo as novas regras europeias criadas após o acidente de Fukushima. Em diversos pontos, a usina não passa no controle técnico, como na resistência das infraestruturas em caso de inundação, de terremoto ou de um avião lançado sobre o reator.

Carta para a ministra francesa do Meio-Ambiente

O relatório afirma que, se a usina estivesse instalada em solo alemão, ela seria fechada. Além disso, a instalação já sofreu incidentes. Em 2013, alguns meses após o incêndio de um transformador elétrico, a central verteu várias dezenas de metros cúbicos de ácido clorídrico na zona.

A ministra alemã do meio-ambiente e a ministra luxemburguesa da saúde estão preparando uma carta para enviar à ministra francesa do meio-ambiente, Segolene Royal, para lembrar a França das suas obrigações na questão da segurança nuclear.

O governo do cantão suíço de Genebra, que faz fronteira com a França, entrou com um processo contra a central nuclear de Bugey, na região francesa de Auvergne-Rhône-Alpes, por riscos à população e por poluição da água. A advogada responsável pela causa disse que a ação foi ajuizada na última quarta-feira em Paris. A usina está situada a 70 km da cidade de Genebra.

Fonte: RFI

MINISTRO DIZ QUE FRANÇA NÃO PENSA EM SUSPENDER A COP-21

15/11/2015

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse hoje (14) que não será suspensa ou adiada a COP-21, conferência sobre clima, com início marcado para o dia 30, em Paris.

Fabius afirmou que a conferência é indispensável para o combate ao desregramento climático mundial e “evidentemente será realizada”, apesar dos ataques terroristas de ontem (13) e do temor de que novos atentados possam ocorrer.

O ministro assegurou que serão tomadas toda as providências para a proteção dos mais de 150 presidentes e chefes de estado presentes, entre eles o pesidente Barack Obama, dos Estados Unidos, e XI Jinping, da China. À  conferência que se estenderá até o dia 11 de dezembro, estarão presentes  7 mil delegados, 10 mil observadores e mais de 3 mil jornalistas.

Antes da abertura oficial da conferência, no dia 29, haverá uma Marcha pelo Clima, organizada por movimentos sociais, para a qual estão previstas mais de um milhão de pessoas.


POR QUE A FRANÇA SE TORNOU ALVO DO ESTADO ISLÂMICO

Ataque à casa de shows Bataclan deixou mais de 80 mortos
Foto: AFP PHOTO / MARTIN BUREAU / AFP

15/11/2015

Grupo terrorista afirmou que ataques seriam uma resposta aos "bombardeios contra os muçulmanos em terras do califado"

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria dos ataques que deixaram ao menos 129 mortos na sexta-feira, em Paris. Em comunicado publicado na internet em duas versões, em árabe e em francês, o grupo afirmou que os ataques de Paris seriam uma resposta aos "bombardeios contra os muçulmanos em terras do califado", um termo geralmente utilizado para designar as regiões do Iraque e da Síria controladas pelo EI.

"Que a França e aqueles que seguem seu caminho saibam que permanecerão entre os alvos do Estado Islâmico", acrescentou a organização extremista sunita.

A França, que participa de uma coalizão internacional, realiza ataques aéreos contra os jihadistas no Iraque e na Síria. O atos da sexta-feira são os mais mortais dos últimos 40 anos na Europa, ao lado dos atentados lançados em 11 de março de 2004, em Madri.

Reportagem do jornal The Guardian divulgada neste sábado indica que a França tem sido o mais ativo da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos para neutralizar posições do grupo extremista na Síria. No início desta semana, caças franceses atacaram, por exemplo, instalações de gás e petróleo dominadas pelo Estado Islâmico em Deirez-Zor. A estratégia é minar a infraestrutura terrorista e uma de suas principais fontes de receita. O presidente francês, François Hollande, anunciou o deslocamento do porta-aviões Charles de Gaulle para o Golfo Pérsico para dar suporte à ofensiva.

O primeiro ataque francês contra a milícia foi em setembro. Em outubro, aviões franceses bombardearam um campo de treinamento na cidade de Raqqa, uma espécie de capital do califado que o Estado Islâmico diz ter instaurado na região.

Embora o governo francês tenha negado que buscava alvos específicos, o jornal Le Monde publicou que o ataque tinha o objetivo de matar Benghalem Salim, 35 anos, guerrilheiro responsável por cooptar cidadãos franceses para integrar as fileiras do grupo. Cerca de 600 franceses teriam se juntado ao Estado Islâmico nos últimos anos.

No total, segundo o Guardian, a França teria realizado mais de 271 ataques aéreos contra a Síria. Os caças utilizados são os Rafale estacionados em base nos Emirados Árabes Unidos e os Mirage 2000, que partem da Jordânia.A França foi o primeiro país a se juntar à coalizão liderada pelos americanos, o que torna o país o alvo número 1, mais vulnerável e mais próximo para a vingança dos fanáticos do Estado Islâmico.

Mais cedo, o presidente francês, François Hollande, havia dito que o grupo orquestrou o pior ataque na França desde a Segunda Guerra Mundial e prometeu revidar. O presidente declarou três dias de luto nacional e colocou a segurança da nação em seu nível mais alto. Ele disse que a França "vai ser implacável para com os bárbaros do Estado Islâmico":

— A França vai agir por todos os meios em qualquer lugar, dentro ou fora do país.

A França já está bombardeando alvos dos extremistas na Síria e no Iraque e tem tropas lutando com extremistas na África. Há dois anos, participa da coalizão antijihadista que luta contra o Estado Islâmico no Iraque e, em outubro, estendeu os bombardeios aéreos à Síria, país em guerra desde 2011. Desde 2014, o EI controla uma ampla faixa de território entre os dois países.

Os atentados, cometidos quase simultaneamente a partir das 21h20min (18h20min de Brasília) de sexta-feira, também deixaram 300 feridos, 80 deles em estado grave. Oito criminosos morreram nos ataques e, segundo o procurador-geral de Paris, François Molins, cúmplices ou coautores dos ataques podem estar soltos.

Pelo menos 82 pessoas morreram na casa de espetáculos Bataclan, lotada com quase 1,5 mil espectadores quando os terroristas invadiram o local durante a apresentação do grupo americano Eagles of Death Metal.

— Dois ou três indivíduos sem ter o rosto coberto entraram com armas automáticas do tipo kalashnikov e começaram a atirar aleatoriamente contra o público. Isso durou uns 10, 15 minutos. Foi extremamente violento e houve uma onda de pânico — relatou um apresentador da rádio Europa 1, Julien Pearce, que estava no local.

Outra testemunha afirmou à emissora France Info que um dos atiradores gritou "Alá Akbar" (Deus é grande) antes de abrir fogo. Os autores do ataque citaram a intervenção francesa na Síria para justificar as ações, disse uma testemunha à AFP.

— Eu ouvi quando eles falaram claramente aos reféns: "A culpa é de Hollande, a culpa é do seu presidente, não tem motivo para intervir na Síria" — declarou à AFP Pierre Janaszak, 35 anos, que estava no Bataclan.

Pelo menos 128 pessoas morreram e 250 ficaram feridas nos ataques em Paris na sexta
Foto: Philippe Wojazer/REUTERS/FOLHAPRESS

Confira o mapa dos ataques:


Fonte: Zero Hora


Torre Eiffel será transformada em floresta virtual em conferência do clima

Torre Eiffel, em Paris, iluminada em rosa para celebrar campanha de combate ao câncer de mama
Jacques Demarthon/ AFP

06/11/2015

Símbolo de Paris para todo o mundo, a torre Eiffel se transformará no fim de novembro em uma floresta virtual, no âmbito de uma série de manifestações artísticas por ocasião da Conferência Mundial sobre o Clima (COP21), que a capital francesa sediará.

Todas as noites, entre 28 de novembro e 3 de dezembro, a iniciativa "One Heart One Tree" (Um coração, uma árvore), concebida pela artista "digital" Naziha Mestaoui, convidará os visitantes a, usando seus smartphones, "plantar ma semente de luz" no monumento.

Concretamente, um aplicativo especialmente desenvolvido registrará os batimentos cardíacos de cada um dos participantes e neste ritmo, a semente se tornará uma árvore virtual que terá sua imagem projetada durante alguns segundos, junto de milhares de outras, na torre.

Os nomes dos participantes também aparecerão brevemente. Além disso, cada árvore virtual custará entre 3 e 10 euros segundo a espécie, e uma verdadeira será plantada em alguma parte do mundo, no âmbito de um projeto associativo de reflorestamento.

Cada participante-doador receberá um certificado e poderá seguir a evolução de sua árvore.

"Estamos na interseção dos caminhos de um projeto virtual e outro real", explicou à AFP Bruno Julliard, prefeito adjunto de Paris e secretário da Cultura, enaltecendo esta iniciativa civil, "que permite plantar árvores de verdade e mostrar que as ações individuais também podem influenciar a luta contra o aquecimento global".

A operação "One Heart, One Tree" se inscreve em um programa mais amplo da cidade de Paris que tem o objetivo, durante toda a COP21, de "propor obras de arte espetaculares sobre a Torre Eiffel para que os artistas conscientizem parisienses e turistas sobre a importância de se mobilizar contra as mudanças climáticas", destacou Julliard.

Entre 5 e 12 de dezembro, a Human Energy, uma iniciativa do artista francês Yann Toma, convidará o público a se transformar diariamente em "geradores humanos", caminhando, dançando, remando ou pedalando bicicletas e outros dispositivos produtores de energia, instalados ao pé da torre.

A energia acumulada desta forma será registrada em um gigantesco contador e, a cada hora, a Torre Eiffel será iluminada durante alguns instantes com ela.

Antes da inauguração da COP21, um afresco gigante, ilustrando as ameaças contra o meio ambiente, será pendurado entre 20 e 28 de novembro entre o primeiro e o segundo andares da torre. O mesmo terá a assinatura de um grande artista americano de 'street-art', mas seu nome ainda não foi revelado.

Fonte: UOL


Touradas podem deixar de ser patrimônio cultural imaterial da França

Toureiro é atingido no tradicional Festival de São Firmino, em Pamplona, na Espanha
Foto: AP

02/07/2015

Muito comuns na França, Portugal e Espanha, as touradas poderão deixar de ser consideradas como patrimônio imaterial francês, defende um projeto de lei (PL) formulado pela deputada Geneviève Gaillard. Caso aprovado, o PL pode tornar a proibição da prática menos difícil em todo o território da França.

De olho nos desdobramentos dessa possível lei francesa, o movimento anti-touradas busca também viabilizar a proibição das touradas em outros países, sobretudo na Espanha, que costuma mostrar este evento como patrimônio cultural, a fim de atrair turistas.

Em 2014, depois de sucessivas pressões, a cidade de Mataelpino, no centro da Espanha, desistiu de promover a sua tradicional corrida de touros após protestos de ativistas de direitos animais.

Lá, as pessoas também corriam pelas ruas na frente de touros irritados e atormentados. Muitos moradores locais e visitantes eram feridos e chifrados durante o festival anual, além do sofrimento agonizante dos animais. 

No novo modelo do festival, os corredores tentam ultrapassar as bolas gigantes enquanto correm ladeira abaixo para a velha praça de touros da cidade.

"Era a tradição, mas uma tradição agonizante. As pessoas não querem mais ver animais assustados correndo por suas vidas. Muitos animais eram feridos ou traumatizados e isso não era justo", destacou um morador de Mataelpino.

Fonte: Portal EcoD


Líderes globais convocam para luta contra o aquecimento no Ártico

Imagem mostra região do Ártico, que sofre degelo devido às altas 
temperaturas globais (Foto: Divulgação/ESA)

19/03/2015

Região é a que mais sente o aumento das temperaturas no planeta.
Conferência em Paris discute como combater a ameaça e proteger a área.

França, Noruega e Mônaco pediram uma ação imediata contra as mudanças climáticas, durante uma conferência realizada em Paris sobre o Ártico - "posto avançado" do aquecimento global.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, lembrou que na região o aquecimento é duas vezes mais rápido do que em outros locais.

"Os ecossistemas do Ártico podem mudar completamente [...] Se nós continuarmos a perturbá-los, eles poderiam contribuir para o aumento das temperaturas, isto é, um cenário catastrófico", disse o ministro, que foi ao arquipélago norueguês de Svalbard e deve ir à Groenlândia nos próximos dias.
"Esta ameaça deve nos fazer agir", alertou o chanceler. "Facilitar a conclusão de um acordo universal e ambicioso, esta é a missão da França" para a conferência sobre o clima prevista para dezembro em Paris. "A tarefa é enorme, mas a esperança é real", ponderou.

"As mudanças no Ártico são um convite à ação", ressaltou o chanceler norueguês, Borge Brende, lembrando que no mar de Barents, 50% das banquisas [ndr: campos de gelo flutuantes] desapareceram desde os anos 1980. "O grande Norte está no topo das nossas prioridades de política externa", afirmou.

'A culpa é do homem'
O príncipe Albert II de Mônaco também chamou à ação diante destas "mudanças, cujos homens são os primeiros responsáveis e as primeiras vítimas".

"O aquecimento global é inseparável da abertura de estradas, do aparecimento de novas explorações e das profundas mudanças econômicas, sociais e ambientais que seguem. Algumas destas mudanças podem ser benéficas, mas muitas delas têm consequências negativas que não podem ser ignoradas", disse.

"Todos os países devem desempenhar um papel frente a suas empresas', afirmou o príncipe. 'Nós devemos persuadi-los a renunciarem, se necessário, a certas explorações na região do Ártico [...], especialmente às explorações de hidrocarbonetos [ndr: combustíveis] líquidos, que apresentam riscos demais", continuou.

"Nosso dever é, de fato e antes de tudo, incitar uma transição energética que possa nos libertar da dependência dos produtos derivados de petróleo", concluiu Albert II.

Fonte: G1 Natureza


Código civil francês passa a reconhecer animais como 'seres vivos dotados de sensibilidade'

Animais passaram a ser reconhecidos como “seres vivos dotados de sensibilidade" 
(Crédito: Divulgação)

08/02/2015

Com reforma humanista, passa-se a levar em conta a capacidade dos animais de sentirem prazer, angústia, pena e sofrimento

Os animais passaram a ser reconhecidos como “seres vivos dotados de sensibilidade” pelo código civil da França, segundo decisão da Assembleia Nacional do dia 28 de janeiro de 2015. O reconhecimento jurídico faz com que os animais saiam da categoria de “bens móveis” após mais de 200 anos.

Com essa reforma humanista, passa-se a levar em conta a capacidade dos animais de sentirem prazer, angústia, pena e sofrimento, em uma manobra considerada vitoriosa para os defensores de animais do país.

No continente europeu, o avanço coloca a França na frente de outras nações em termos de direitos civis dos animais, como a Alemanha, a Suíça e a Áustria, que os consideram apenas como “não sendo uma coisa”.

Além disso, o confinamento dos animais na categoria de “bens móveis” pelo código civil colocava uma série de desafios e barreiras no interior do debate jurídico. Com a decisão, soluções podem emergir para resolver diferentes questões do direito animal na vida cotidiana, como a experimentação científica e maus tratos e práticas cruéis com animais.

Em dezembro passado, a Justiça da Argentina expediu um habeas corpus à orangotango fêmea Sandra, reconhecendo-a como “pessoa não-humana” e, portanto, detentora de direitos básicos, como a liberdade. Foi a primeira vez que se tem registro, entre os diversos ordenamentos jurídicos do mundo, que uma corte tenha estendido a noção de direitos humanos para animais.

Fonte: UOL


O MEIO AMBIENTE PELO MUNDO

La France en pointe sur les éoliennes marines flottantes
Parc éolien offshore au large d'Ostende, en mer du Nord. 
Crédits photo : DUNMSG/PHOTOPQR/VOIX DU NORD

18/05/2012
Par Caroline Beyer

L'École centrale de Nantes dispose de moyens d'essais uniques dans l'Hexagone. L'enjeu est maintenant le passage à grande échelle en intégrant la dimension économique.

Résolument tournée vers les énergies maritimes, l'École centrale de Nantes travaille sur la deuxième génération d'éoliennes marines, les éoliennes «flottantes» qui, contrairement aux structures «posées» sur notre plateau continental, peuvent être situées au-delà de 35 m de profondeur. Son laboratoire en hydrodynamique, énergétique et environnement atmosphérique (LHEEA) abrite l'ensemble des recherches, via une approche multicompétences.

«L'école dispose de moyens d'essais uniques en France», explique Patrick Chebmail, son directeur. Outre un bassin de houle, opérationnel depuis 2001, qui permet de reproduire les vagues du golfe du Lion, du Mexique et de tout autre environnement - il existe quatre installations de ce type en Europe -, l'école a plus récemment installé un site d'expérimentation, au large du Croisic, avec un réseau d'appareils de mesure des vagues et du vent, relié depuis le 3 mai dernier à la terre et au réseau EDF par un câble de 24 km. «Les machines vont donc pouvoir être testées grandeur nature par les industriels, dès janvier prochain.»

Deux prototypes sont déjà prévus: le dispositif houlométrique de la société monégasque SBM et l'éolienne flottante Winflo portée par DCNS et Nass and Wind. Ce projet, sur lequel l'école travaille depuis trois ans, est financé à hauteur de 14 millions d'euros par la région et l'Europe.

Saut technologique
«Tout l'enjeu aujourd'hui est le passage à grande échelle en intégrant la dimension économique, résume Patrick Chebmail. Il faut à tout prix faire un saut technologique pour que le coût du kilowattheure baisse.»

Ou bien bénéficier d'un soutien de l'État. C'est le cas pour la première vague d'éoliennes «posées» (6 sites de 100 éoliennes d'ici à 2017), qui a fait l'objet d'un appel d'offres. EDF, associé à Alstom, a remporté trois des cinq lots, tandis que l'espagnol Iberdrola, allié à Areva, en a gagné un.

Ces projets ont déjà suscité des embauches. «Depuis deux ans, quelques-uns de nos diplômés ont rejoint l'usine de turbines Alstom de Saint-Nazaire. Les recrutements se font aussi dans les centres de recherche», confirme Patrick Chebmail.

Nécessitent-ils de «nouvelles compétences»? «Les techniques restent classiques. La nouveauté, c'est la complexité: coupler une centaine d'éoliennes en mer au réseau, par exemple. Les ingénieurs et techniciens de maintenance doivent être formés à ces produits. En revanche, tous nos ingénieurs généralistes sont capables de piloter de tels projets.»

Source: Le Figaro


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