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Obama assina decreto para reduzir 40% das emissões dos EUA até 2025

Obama assina nesta quinta-feira (19) decreto que prevê a redução das emissões 
de gases do efeito estufa pelo governo dos EUA (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

20/03/2015

Decreto foi assinado após acordo com a China, no ano passado.
Redução será equivalente às emissões de 5,5 milhões de carros em um ano.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira (19) um decreto que fixa como meta reduzir em 40% as emissões de gases causadores do efeito estufa pelas agências federais dos Estados Unidos até 2025.

O decreto, que também prevê o investimento em energia limpa, foi assinado após acordo de coperação com a China, acertado no ano passado. Juntos, os dois maiores poluidores mundiais se comprometeram a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris neste ano.

"São objetivos ambiciosos, mas sabemos que é possível alcançá-los", declarou o presidente norte-americano, que visitou o teto do edifício que abriga o Departamento de Energia, em Washington, onde foram instalados painéis solares, de acordo com a agência France Presse.

"É importante dar o exemplo a nível de governo federal", ressaltou Obama, afirmando sua vontade de "fazer tudo para melhorar a eficácia energética da economia norte-americana".

Redução
Em 10 anos, a eletricidade procedente de fontes renováveis utilizada pelo governo - que dispõe de uma frota de 650 mil veículos assim como 360 mil edifícios em todo o país - deverá alcançar 30%.

Segundo os cálculos do executivo norte-americano, estas medidas, juntamente com novos compromissos de grupos privados que trabalham com o Estado, permitirão reduzir as emissões a um equivalente às emissões de 5,5 milhões de carros em um ano.

Após destacar o rápido desenvolvimento da energia solar nos Estados Unidos, Obama enfatizou que o ritmo de crescimento de empregos no setor é "dez vezes superior" ao da economia geral.

Inovação
O decreto deve "impulsionar a inovação", disse Brian Deese, conselheiro do presidente. "É uma boa notícia para o meio ambiente, para a economia e para o contribuinte norte-americano", afirmou.

Diante da feroz oposição dos republicanos no Congresso, incluídos vários que colocam em xeque a existência do aquecimento global, Obama alavanca o debate sobre a regulação nesta matéria, particularmente ao estabelecer novas normas para as usinas de carbono através da Agência de Proteção Ambiental.

Washington se comprometeu a reduzir entre 26% e 28% das emissões norte-americanas de gás de efeito estufa de hoje a 2025 em comparação com 2005.

Fonte: G1 Natureza


São Paulo terá novo modelo de sacola de supermercado a partir de fevereiro

09/01/2015

Os estabelecimentos comerciais da capital paulista têm até o dia 5 de fevereiro para adaptar-se ao novo modelo de sacola padronizada, previsto no Decreto 55.827, publicado hoje (7) no Diário Oficial do município. As novas regras regulamentam a Lei 15.374 de 2011, que proíbe a distribuição gratuita ou a venda das tradicionais embalagens plásticas no comércio.

As novas sacolas de supermercado, verdes e maiores que as tradicionais, serão feitas com material renovável e poderão ser usadas somente para descarte do lixo reciclável. Quem usar a sacola padronizada para descartar lixo orgânico, poderá ser advertido e até multado.

Com as sanções, a prefeitura quer evitar que as novas sacolas acabem nos lixões, junto com os resíduos que não são reciclados. “Essa é a garantia de que a sacola não vai para o aterro, de que vai para a central de triagem”, disse o prefeito Fernando Haddad. “O objetivo é uma campanha de conscientização em torno da importância da coleta seletiva”.

O prefeito destacou que o novo modelo de sacola poderá ser identificado pela cor, estampa e instruções de uso impressas na própria embalagem. “Aproveitamos a lei que proíbe a sacola plástica no mercado e criamos um padrão. É uma sacola própria para a coleta seletiva. A ideia é que a pessoa que faz compras no supermercado utilize a mesma sacola que leva as compras para casa para colocar as embalagens dos produtos consumidos”, disse.

Perguntado sobre a possibilidade de cobrança adicional pela distribuição do novo modelo nos supermercados, Haddad disse que o valor para produção é o mesmo das antigas sacolas e que a administração pública não regulamenta a distribuição gratuita. Segundo ele, o comércio tem a opção de doar ou cobrar pela embalagem, mas costuma fazer a doação para atrair o consumidor por causa da concorrência entre os supermercados.

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente será responsável pela fiscalização do uso das sacolas. De acordo com a prefeitura, o comerciante que desrespeitar a lei poderá ser multado de R$ 500 a R$ 2 milhões, considerando a gravidade e o impacto ao meio ambiente. Os consumidores poderão receber advertência e multas que variam de R$ 50 a R$ 500, em caso de reincidência.

Apesar do novo estímulo à coleta seletiva, o serviço ainda não chega a todos os pontos da cidade. Dos 96 distritos de São Paulo, 86 são atendidos, segundo Haddad, que disse que a cobertura será ampliada.

Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), disse que está analisando “o conteúdo da norma para melhor compreensão de seu objetivo, possíveis impactos e a efetividade da medida”.



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