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LÍDERES DO G20 CHEGAM A ACORDO, EXCETO SOBRE QUESTÃO CLIMÁTICA; COMUNICADO JÁ FOI DIVULGADO

Angela Merkel faz pronunciamento e dá entrevista durante Cúpula do G20 (Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay)

09/07/2017

Chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou estar muito feliz que todos os outros países, com exceção dos Estados Unidos, concordarem que o Acordo de Paris é irreversível.

Os líderes mundiais reunidos para a cúpula do G20 na Alemanha concordaram em todos os aspectos de uma declaração conjunta, exceto na seção sobre o clima, em que os Estados Unidos pressionaram por uma referência aos combustíveis fósseis, disseram autoridades da União Européia no sábado (8).

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou estar muito feliz que todos os outros países, com exceção dos Estados Unidos, tenham concordado que o Acordo de Paris é irreversível. A fala de Merkel marcou a conclusão da cúpula, que já divulgou a íntegra do comunicado final.

As autoridades disseram que os assessores trabalharam até a madrugada para finalizar o documento, superando as diferenças no comércio depois que os membros dos EUA concordaram com a linguagem sobre a luta contra o protecionismo.

"O resultado é bom. Temos um comunicado. Há uma questão pendente, que é sobre o clima, mas espero que possamos encontrar um compromisso", disse uma autoridade da UE, falando sob anonimato. "Nós temos todos os fundamentos. Temos um comunicado G20, não um comunicado G19", acrescentou.

"Eu acho que está muito claro que não conseguimos chegar a um consenso, mas as diferenças não foram escondidas, eles foram claramente afirmadas", disse.

A passagem do comunicado que cita os combustíveis fósseis, por pressão dos Estados Unidos, diz: "... os Estados Unidos da América se esforçarão para trabalhar em estreita colaboração com outros parceiros para ajudar seu acesso e uso de combustíveis fósseis de forma mais limpa e eficiente ..."

A seção climática tomou nota da decisão de Trump no mês passado de retirar os Estados Unidos do marco do acordo climático de Paris, visando a combater as mudanças climáticas, e reafirmou o compromisso dos outros 19 membros com o acordo.

 (Foto: Arte/G1)
Sucesso diplomático

Com a declaração final praticamente resolvida, a cúpula marcou um sucesso diplomático para a chanceler Angela Merkel enquanto ela contornava diferenças com o presidente dos EUA, Donald Trump, que chegou à cúpula de dois dias isolado em uma série de questões.

Trump, que na sexta-feira (7) encontrou química em sua primeira reunião presencial com o presidente russo Vladimir Putin, parabenizou Merkel por sua administração da cúpula.

"Você foi incrível e você fez um trabalho fantástico. Muito obrigado chanceler", disse ele.

Trump e Putin discutiram na sexta a suposta intervenção russa na eleição dos EUA, mas concordaram em se concentrar em laços futuros em vez de insistir do passado, um resultado que foi criticado pelos líderes democratas no Congresso.

Para Merkel, a cúpula é uma oportunidade para mostrar suas habilidades diplomáticas antes de uma eleição federal em setembro, quando ela busca um quarto mandato.

Mercados abertos

A seção comercial no comunicado que os assessores escreveram traz o seguinte trecho: "Nós vamos manter os mercados abertos destacando a importância de vantagens comerciais recíprocas e estruturas de investimento vantajosa e princípio de não discriminação, e continuaremos combatendo o protecionismo, incluindo todas as práticas injustas e o reconhecimento do papel de instrumentos legítimos de defesa neste tema".

Merkel escolheu acolher a cúpula em Hamburgo, a cidade portuária onde nasceu, para enviar um sinal sobre a abertura da Alemanha ao mundo, incluindo a sua tolerância a protestos pacíficos.

Fonte: G1

Líderes mundiais se reúnem para tentar costurar acordo na Ucrânia

Angela Merkel, Petro Poroshenko e François Hollande estão reunidos em Kiev; líder 
ucraniano diz ter esperança de um cessar-fogo em breve (Foto: Divulgação)

06/06/2015

Líderes mundiais estão reunidos em Kiev, capital da Ucrânia, para tentar fechar um acordo de paz para pôr fim aos combates no leste do país.

O presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, são alguns dos líderes que participam das reuniões emergenciais.

Kerry disse que Washington quer uma solução diplomática, mas deixou claro que não iria fechar os olhos para a agressão russa.

A Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia de armar os rebeldes no leste do país e de enviar tropas para o outro lado da fronteira.

A Rússia, no entanto, nega envolvimento direto, mas diz que alguns voluntários russos estão lutando ao lado dos rebeldes.

'Impunidade'

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse em um comunicado que as conversas com Merkel e Hollande "dão esperanças para um cessar-fogo".

Hollande afirmou que ele e Merkel iriam apresentar uma nova proposta de paz baseada na "integridade territorial" da Ucrânia, o que poderia ser "aceitável para todos".

No entanto, ele alertou que a diplomacia "não pode continuar indefinidamente".

Kerry acusou a Rússia de violar a soberania da Ucrânia, dizendo que Moscou havia agido com "impunidade", atravessando a fronteira com a Ucrânia "à vontade com armas e soldados".

"Nós estamos optando por uma solução pacífica e diplomática, mas não existe uma paz unilateral”, afirmou Kerry.

Nesta semana, a ONU classificou como 'catastrófica' a recente escalada de violência no leste da Ucrânia, diante de novos confrontos armados entre forças do governo e rebeldes separatistas pró-Rússia.

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram e outras 12 mil ficaram feridas em razão dos confrontos armados na região.

Fonte: BBC Brasil


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