SALVADOR TERÁ NOVAS BIKES ANTIFURTO E RESISTENTES AO SALITRE PARA COMPARTILHAMENTO
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Novo modelo de alumínio que será operado na capital a partir de setembro
Foto: Divulgação
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29/06/2017
Por: Thais Borges*
Bicicletas mais compactas, com mecanismo antifurto e com resistência ao salitre. Essa vai ser a nova cara do Bike Salvador, anunciada na quinta-feira (8/6) pelo Itaú, em evento no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo (SP).
As 400 laranjinhas soteropolitanas, hoje, estão espalhadas em 40 estações pela cidade. No segundo semestre, as estações - e a quantidade de bicicletas por espaço - devem mudar. Em Salvador, o serviço funciona desde 2013, pelo valor anual de R$ 10.
Para começar, as formas de pagamento serão ampliadas. Hoje, só é possível fazer o cadastro por cartão de crédito e pelo SalvadorCard. Com a mudança, haverá um cartão do próprio Bike Salvador que poderá ser feito em quiosques físicos. "A nova tecnologia que a gente traz hoje é muito mais democrática no acesso", diz a superintendente de relações governamentais e institucionais do Itaú, Luciana Nicola.
As novidades serão implantadas em todas as cinco praças do Vai De Bike no Brasil: além de Salvador, o projeto está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. No entanto, ainda não há data definida para a chegada das novas laranjinhas na capital baiana. Por aqui, o contrato atual vai até setembro. Assim, as mudanças dependem dos prazos da prefeitura.
"A gente fez um grupo de trabalho com o secretário Isaac (Edington, presidente da Saltur e coordenador do Salvador Vai de Bike) para discutir esse e outros pontos", conta Luciana. É justamente esse grupo de trabalho que vai definir outras questões como o número de estações e a quantidade de bicicletas em cada uma delas, bem como as regras para cada área da cidade.
Vinte bikes por estação
Embora hoje o número seja fixo, a tecnologia utilizada nas novas estações permite que elas tenham mais bikes - elas são modulares, de modo que podem abrigar quantas bicicletas o espaço comportar. No entanto, a média deve ser de 20 vagas por estação.
Além disso, quem passará a operar o sistema é a tembici - antes, era a Sertrel. De acordo com o CEO da tembici, Tomás Martins, as estações já são adaptadas para que, no futuro, funcionem com bicicletas elétricas. Elas já contam com painéis solares que devem garantir a autossuficiência energética. "Com certeza, nos próximos anos, já vamos poder colocar essa novidade (as bicicletas elétricas) nas cidades brasileiras", garante. Em Salvador, a tembici já opera na Ribeira e no estacionamento de bikes no Farol da Barra.
Enquanto isso, as novas laranjinhas, ainda não elétricas, serão mais compactas e robustas. Feitas de alumínio, elas terão aro 24, contra 26 da versão anterior. Segundo a superintendente do Itaú, a bicicleta foi desenhada para o sistema de compartilhamento, o que deve evitar casos de roubo.
"O sistema é muito mais robusto. A gente tinha muitos roubos e depredações no sistema porque a bicicleta não era tão parruda. (Agora) você tem uma bicicleta que foi desenhada para o sistema de bike sharing, ou seja, não tem um mercado paralelo ou que possibilite que cresça o número de vandalismo e roubo das peças", acredita.
Nos primeiros quatro anos do Movimento, o sistema do Salvador Vai de Bike registrou 244 casos de vandalismo, entre roubos e danos graves às bicicletas. Atualmente, uma estação está bloqueada por conta de vandalismo (Estação Tainheiro).
"Infelizmente o vandalismo é um problema encontrado não só perante as Estações de Bicicletas, mas em diversos momentos e locais da cidade. Durante as vistorias nas estações de compartilhamento são encontradas, sim, bicicletas sem peças ou danificadas. E é importante ressaltar que para a Prefeitura conta com a população para proteção de um bem que é de toda a cidade e de todos os soteropolitanos", disse Isaac Edington.
Tecno
A tecnologia das bikes é fornecida pela empresa canadense PBSC Urban Solutions, que tem sistemas de compartilhamento de bicicletas em cidades como Chicago (EUA), Montreal (Canadá) e Londres (Inglaterra). De acordo com o representante da PBSC, Gian-Carlo Crivello, o sistema de trava das bicicletas é patenteado.
"É um triângulo que você encaixa e fica trancado. O primeiro comentário que escutamos quando visitamos alguma cidade é :'ah, mas vocês não sabem como é o vandalismo aqui'. Uma vez encaixada a trava, acende uma luz verde e não tem como tirar. Já fizeram experiências usando um caminhão para tentar puxar a bicicleta e não saía".
Segundo Crivello, o alumínio da bike faz com que ela esteja protegida da corrosão provocada pelo sal do mar. Em Salvador, muitas estações ficam na orla. "Com o alumínio, não temos esse problema, diferentemente do aço".
O que não deve mudar é o valor do serviço. Na verdade, o preço que usuários de cada cidade pagam é definido pelo município. Em Salvador, segundo a superintendente do Itaú, o valor - bem como os horários de uso - deve continuar o mesmo.
O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, conta que essa nova fase do projeto vai garantir mais conforto, eficiência e comodidade aos usuários. "O objetivo é trazer ainda mais melhorias nas bicicletas e também na tecnologia de utilização do sistema, como mudanças e ainda mais dinamismo no aplicativo utilizado pelos usuários, assim como nas próprias estações de retirada do equipamento”, disse.
O Movimento
Implantado em 2013, o Bike Salvador faz parte do Movimento Salvador Vai de Bike, voltado para o estímulo ao uso de bicicletas na capital baiana. Ao longo dos três anos do Movimento o Sistema Cicloviário da cidade foi ampliado de 11,4 km em 2012 e para 201 km em 2016.
Foram ainda implantadas Ciclofaixas de Lazer e Turismo, que fecham avenidas da cidade aos domingos e feriados para o uso da comunidade, com o apoio ainda de 80 bicicletas compartilhadas (azuizinhas) de uso exclusivo das ciclofaixas, disponibilizados mais de 600 paraciclos, entre outras ações.
*A repórter viajou a convite do Itaú
Fonte: Correio
BRICS REALIZA TERCEIRA REUNIÃO DE MINISTROS DO MEIO AMBIENTE NA CHINA
Tianjin, (Xinhua) -- Os ministros do Meio Ambiente e altos funcionários dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reuniram em Tianjin, no norte da China. Eles prometeram fazer esforços para promover o desenvolvimento sustentável e a prevenção da poluição.
Altos funcionários do meio ambiente do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul discutiram importantes desafios e oportunidades existentes para alcançar o desenvolvimento sustentável em três dimensões: econômica, social e ambiental a nível nacional, regional e mundial, assinala um comunicado publicado na sexta-feira.
"Enfatizamos a necessidade de meios para cumprir o Acordo de Paris, incluindo a transferência de tecnologia de países desenvolvidos aos países em desenvolvimento", de acordo com o documento.
"Apreciamos que a conservação e o uso sustentável da abundante biodiversidade de países do BRICS sejam de significado especial para o ambiente global e para obter objetivos e metas concordados internacionalmente", acrescentou.
Também reiteraram sua intenção de promover a cooperação dentro do BRICS na área de prevenção da poluição.
SCHWARZENEGGER E MACRON LANÇAM PACTO MUNDIAL PELO MEIO AMBIENTE, EM PARIS
Da Agência EFE
O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, afirmou nesta sexta-feira (23), após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, que "é importante que possamos criar um futuro verde". Macron recebeu Schwarzenegger pela ocasião do lançamento em Paris do "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente", que pretende transformar em um tratado internacional.
Segundo o ator, a reunião no Palácio do Eliseu foi "fantástica" e Macron, assim como ele, está "apaixonado" pelos assuntos de meio ambiente e será um grande líder nesta área para seu país e para o mundo. Schwarzenegger é fundador da iniciativa R20 – Regiões para Ação Climática, uma ONG que ele criou em 2010 para auxiliar os governos a desenvolver projetos de desenvolvimento com baixas emissões de carbono e resiliência climática.
O ex-governador da Califórnia disse que "todos os países devem participar" das iniciativas ambientais porque os problemas são de alcance mundial, uma mensagem alinhada com as suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris sobre a mudança climática. "Não existe um ar liberal ou um ar conservador. Todos respiramos o mesmo ar", argumentou.
O chamado "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente" foi impulsionado, entre outros, por Laurent Fabius, que conduziu as negociações finais do Acordo de Paris quando era ministro das Relações Exteriores da França; pelo ex-secretário geral da ONU Ban Ki-moon, e pelo novo ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, além do próprio Schwarzenegger.
Fonte: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
INCÊNDIO EM RESERVA FLORESTAL REMOVE 1.800 PESSOAS DE CASA NA ESPANHA
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| Foto: Reprodução BBC TV |
26/06/2017
Dez helicópteros, sete aviões e quatro hidroaviões foram mobilizados para combater as chamas
Um incêndio atinge neste domingo (25) o parque natural de Doñana, reserva no sul da Espanha, depois de provocar a evacuação de mais de 1.800 pessoas da região, anunciaram as autoridades.
O fogo, que começou no sábado à noite (24) na localidade de Moguer, “entrou nos limites do espaço natural de Doñana”, disse o conselheiro do Meio Ambiente do governo regional da Andaluzia, José Fiscal.
Dez helicópteros, sete aviões e quatro hidroaviões foram mobilizados para combater o incêndio, de acordo com os serviços de emergência. Na região também há centenas de técnicos, agentes de meio ambiente e bombeiros florestais com 15 veículos de extinção, além da Unidade Médica de Incêndios Florestais (UMIF) e da Unidade Móvel de Meteorologia e Transmissões (UMMT).
A Espanha sofre com uma seca e várias regiões do país estão em alerta máximo de incêndio. O parque de Doñana tem mais de 50 mil hectares e é uma área importante para aves migratórias da África e da Europa, além de ser o lar de uma variedade de animais.
Fonte: Bahia.ba
LOGÍSTICA REVERSA CONTRIBUI PARA DIMINUIÇÃO DE LIXO
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Lixo reciclável: lavar ou não? Como separar o lixo? - greenMe.com.br - com.br
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26/06/2017
Os fabricantes agora são responsáveis por reciclar pelo menos 17% de seus resíduos.
Pensar que o planeta em que vivemos está ficando coberto de lixo é algo assustador. Por isso, foi criado o método da logística reversa, para tentar reduzir o teor de resíduos que tornam-se lixo.
Nem tudo que é jogado na lixeira é lixo, isso porque existe uma enorme diferença entre lixo e resíduo. Lixo é tudo aquilo que não pode ser reaproveitado, ou seja, deve ser descartado. Já os resíduos podem ser recuperados, reciclados e reutilizados.
A lei número 12.305 e seu regulamento, decreto número 7.404, disserta sobre a responsabilidade perante os resíduos sólidos, essa lei define que os fabricantes possuem a responsabilidade de reciclar pelo menos 17% de tudo que produzem.
Dessa forma, a logística reversa atua como cooperadora do meio ambiente.
O conceito de logística compreende toda a sequência de ações que garantem que o produto chegue até o consumidor final, sendo assim, a logística reversa nada mais é do que o processo inverso, ou seja, o produto voltará do consumidor para o fabricante.
A Apple, a Philips e a HP criaram métodos para facilitar a prática da logística reversa.
A Apple certifica que seus clientes que levarem os aparelhos antigos às suas lojas para serem avaliados por profissionais, receberão o valor do aparelho, que poderá ser utilizado para a compra de um aparelho novo. o aparelho antigo será, então, encaminhado para a reciclagem. Atualmente, esse método só é válido nos Estados Unidos, mas será expandido em breve.
A Philips equipou quase 100 assistências técnicas com urnas próprias para coletar baterias e pilhas.
A HP criou um e-mail para atender os clientes que desejam ter seus produtos e suprimentos de impressão da marca reciclados. O e-mail é o reciclagem@hp.com.
Uma outra medida para auxiliar na redução do lixo é a coalizão embalagens, esse acordo, assinado em 2015, tem como meta a redução de 22% das embalagens destinadas aos aterros até o final de 2017, utilizando o conceito de logística reversa.
No dia 1° de fevereiro deste ano, foi apresentado pela coalizão embalagens, um relatório com os resultados prévios. Nele consta que 51,2% da população brasileira está engajada na missão. No qual 422 municípios de 25 estados brasileiros participam.
Toda a população é convidada a contribuir, para isso, a Tetra Pak, uma empresa que fabrica embalagens, criou um site, www.rotadareciclagem.com.br, que ajuda a localizar os pontos que atuam como compradores de recicláveis. #planeta #Terra #geografia
Fonte: Blastingnews.com
ESTA TINTA PODE TRANSFORMAR PAREDES EM USINAS DE ENERGIA INFINITA
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Pesquisadores australianos encontraram um novo método de geração
de energia. (Reporter/Thinkstock)
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26/06/2017
Pesquisadores desenvolvem tinta "solar" capaz de absorver vapor d'água e dividi-lo para gerar hidrogênio, considerado o combustível do futuro
Por Vanessa Barbosa
São Paulo – Já pensou se as paredes da sua casa pudessem gerar energia limpa? Pelo menos em laboratório isso já é possível. Pesquisadores da Universidade RMIT (Royal Melbourne Institute of Technnology), na Austrália, desenvolveram uma tinta “solar” capaz de absorver o vapor de água do ar e dividi-lo para gerar hidrogênio, uma fonte de energia limpa e inesgotável
A tinta contém um composto recém-desenvolvido que atua como gel de sílica, aquele material comumente usado em saquinhos para absorver a umidade de medicamentos, bolsas e caixas de sapato e mantê-los sempre secos. Mas, além de absorver umidade do ar, o novo material, a base de sulfureto de molibdênio sintético, também atua como um semicondutor.
É aí que a mágica acontece. Na presença de luz solar, esse composto catalisa a divisão do vapor de água em oxigênio e hidrogênio. Para captar a luz solar, os pesquisadores misturaram dióxido de titânio no composto.
“O óxido de titânio é o pigmento branco que já é comumente usado na pintura de parede, o que significa que a adição simples do novo material pode converter uma parede de tijolos em uma usina de energia”, diz o pesquisador principal do estudo Dr. Torben Daeneke, em comunicado.
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Os pesquisadores Kourosh Kalantar-zadeh e Torben Daeneke com um frasco
da tinta “solar”. (RMIT University/Divulgação)
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A invenção tem uma série de vantagens, segundo ele. “Não há necessidade de água limpa ou filtrada para alimentar o sistema. Qualquer lugar que tenha vapor de água no ar, mesmo áreas remotas longe da água, pode produzir combustível“, afirma.
O passo seguinte para avançar no processo é encontrar uma forma de armazenar o combustível hidrogênio na prática, o que de forma alguma afeta o caráter extraordinário da descoberta. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico ACS Nano, da American Chemical Society.
Fonte: Exame.com
NORUEGA ANUNCIA CORTE DE QUASE R$ 200 MI AO FUNDO DA AMAZÔNIA
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Amazônia: a Noruega já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão (foto/Divulgação)
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23/06/2017
O Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado
Oslo – Em plena viagem oficial do presidente Michel Temer (PMDB) para Oslo, o governo da Noruega anuncia o corte de pelo menos 50% no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 22, em uma reunião entre as autoridades de Oslo e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.
A Noruega é o maior doador ao Fundo da Amazônia e já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão. Mas, para 2017, a liberação de recursos foi reexaminada. Em uma carta enviada pelos noruegueses ao governo brasileiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 19, o alerta já estava claro de que o dinheiro poderia secar diante das falhas do Brasil em suas políticas ambientais.
Questionado se poderia garantir que a taxa de desmatamento seria reduzida para o futuro, Sarney Filho disse que “apenas Deus poderia garantir isso”.
“Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas, e a esperança é de que ele diminua”, afirmou o ministro brasileiro.
Sarney Filho ainda culpou o governo de Dilma Rousseff (PT) pelo desmatamento.
“O ministro norueguês é bem informado e sabe que (o aumento do desmatamento) é fruto do governo passado e do corte de orçamento nos órgãos de fiscalização”, disse.
Corte
No total, o Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado.
O fundo tem como base um acordo de 2008 que diz que quando um desmatamento aumenta, o dinheiro é cortado.
“Isso vai significar um corte de metade (da parcela)”, disse o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidal Helgeser, depois de uma reunião marcada às pressas com Sarney Filho.
“Nossas contas estão baseadas nas taxas. O resultado do desmatamento é o que importa”, disse o ministro escandinavo, que afirmou estar confiante de que o problema volte a ser combatido no Brasil depois de algumas promessas do governo.
Mesmo assim, ele insistiu que uma decisão sobre o futuro da Amazônia não depende dele. “As decisões sobre as florestas brasileiras dependem do Brasil, não da Noruega”, disse.
“Estou otimista de que ministro brasileiro está fazendo o que pode para ter orçamento e leis.”
Helgeser admitiu que sabe que existe um “debate político” no Brasil sobre o futuro da preservação ambiental.
“O Brasil mostrou ao mundo que pode ser feito e eu sempre usou como exemplo”, insistiu o escandinavo, que fez questão de apontar que o dinheiro pode voltar em 2018 se o Brasil conseguir frear o desmatamento.
Desmatamento
O corte é baseado no avanço do desmatamento de 2016. Os valores, porém, serão confirmados nos próximos dois meses. De acordo com as autoridades norueguesas, esses números referentes ao dinheiro não devem sofrer grandes mudanças.
Na parcela paga no final de 2016, Oslo admite que já havia realizado um corte – mas de apenas 10%.
No total, o desmatamento chegou a 6 mil quilômetros quadrados em 2015 e 8 mil km² em 2016.
Sarney Filho tentou minimizar o corte nos recursos. “Isso já estava previsto pelos acordos e é resultado dos últimos anos”, afirmou.
Para o chefe da pasta no Brasil, o País já conseguiu recompor o orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e acredita que o controle vá voltar.
“A curva que estava ascendente começou a reverter. Nossa expectativa é de que o desmatamento tenha caído”, disse.
Recuo
Na segunda-feira, Temer havia vetado medidas provisórias do Congresso que permitiam reduzir áreas de preservação no Pará.
Mas não apresentou alternativas. Nesta quinta-feira, Sarney Filho indicou que não há mais garantia de que vá apresentar um projeto de lei ainda nesta semana que substitua as Medidas Provisórias 756 e 758, barradas pelo governo.
Depois do veto de Temer, ele se reuniu com a bancada do Pará no Congresso e, em um vídeo, aparenta concordar com gesto positivo com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) de que as MPs seriam substituídas por um projeto de lei que iria no mesmo sentido de reduzir a área de proteção. Em Oslo, ele negou qualquer aprovação ao pedido do senador.
“Vamos esperar um parecer técnico. Mas isso não está pronto. O que há de concreto é que não há nada. O resto é especulação”, completou, sendo retirado por assessores.
Segundo ele, o fato de se diminuir uma área de proteção não significa que esteja incentivando o aumento do desmatamento.
Fonte: Exame.com
8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA - PLATAFORMA SUA VOZ
22/06/2017
Em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água acontecerá em Brasília/DF e reunirá os principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no mundo.
Você poderá participar do Fórum contribuindo com ideias, experiências, discussões por meio da Plataforma Sua Voz.
Essa ferramenta on line de consulta aberta, permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta deem sugestões que poderão ser debatidas no maior encontro mundial sobre água.
Essa é oportunidade de expressão de diferentes pontos de vista para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão das águas no mundo.
Está aberta a segunda rodada de discussão que tratará de temas transversais nos seguintes períodos:
São 6 salas de debate em que os temas
transversais serão discutidos:
A Plataforma Sua Voz está disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e conta com ferramenta de tradução para mais 90 idiomas, de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo.
O objetivo é fazer do 8º Fórum um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.
Fonte: ABRH
ESTUDO REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA AMAZÔNIA NA REGULAÇÃO DA QUÍMICA ATMOSFÉRICA
22/06/2017
Medições aéreas feitas no âmbito da campanha científica Green Ocean Amazon Experiment (GOAmazon) revelaram que a floresta amazônica emite pelo menos três vezes mais isopreno do que estimavam os cientistas. Segundo os pesquisadores, a substância interfere no balanço de gases de efeito estufa na atmosfera.
Conforme Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coautor do estudo, a substância é considerada um dos principais precursores do ozônio na Amazônia e, de forma indireta, interfere no balanço de gases de efeito estufa. Os resultados da pesquisa foram divulgados no dia 23 de maio na revista Nature Communications.
“A descoberta explica uma série de questões antes não compreendidas, por exemplo, as altas concentrações de ozônio encontradas vento abaixo de Manaus, que não podiam ser explicadas pela ação antrópica”, disse Artaxo, coordenador do Projeto Temático “GOAmazon: interação da pluma urbana de Manaus com emissões biogênicas da Floresta Amazônica”.
As estimativas anteriores eram baseadas em medidas feitas por satélites ou em torres de até 60 metros de altura. Durante a campanha científica GOAmazon, porém, foi possível obter novos dados com o avião de pesquisa Gulfstream-1, que pertence ao Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), dos Estados Unidos, e atinge até 6 mil metros de altitude.
As medições com a aeronave foram feitas nos anos de 2014 e 2015 – tanto na estação chuvosa como no período de seca – e foram comparadas com dados obtidos no nível do solo. “Com medidas feitas a 4 mil metros de altitude, foi possível calcular uma emissão média referente a uma área muito maior do que a considerada em trabalhos anteriores. Assim, pudemos perceber que as emissões biogênicas naturais são muito maiores do que se imaginava”, disse Artaxo.
Outra descoberta considerada pelos pesquisadores como “surpreendente” foi que as emissões de isopreno variam fortemente de acordo com a elevação do terreno – sendo maiores nas regiões mais altas. Para uma elevação de 30 metros, por exemplo, o fluxo de isopreno foi de 6 miligramas por metro quadrado por hora (mg/m2/h), enquanto para uma elevação de 100 metros foi de cerca de 14 mg/m2/h.
“A região amazônica é, de modo geral, de baixa elevação. Nas áreas sobrevoadas pelo avião, havia pequenas oscilações no terreno e pudemos notar que nas regiões mais altas as emissões eram bem maiores”, disse Artaxo.
Os pesquisadores ainda não sabem ao certo explicar o motivo dessa variação das emissões – observada tanto no período seco como no chuvoso. Duas hipóteses são apontadas no artigo e vão requerer novos experimentos para serem testadas.
Uma das possibilidades é que a população de plantas existente em áreas alagadas (mais baixas) seja diferente da encontrada em regiões de maior altitude – e o nível de emissão de isopreno varia de acordo com a espécie biológica.
Outra hipótese é que as plantas de áreas mais elevadas, por apresentarem maior dificuldade para obter água, liberariam mais isopreno em resposta a um estresse hídrico. “Embora chova muito na Amazônia, já foi mostrado que, em algumas regiões, o lençol de água desce bem abaixo do solo na estação seca. Há plantas com raízes muito profundas, capazes de coletar água a 10 ou 20 metros abaixo do nível do solo”, comentou Artaxo.
Interações atmosféricas
O isopreno é um dos compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) emitidos naturalmente pela vegetação amazônica. É uma das fontes dos aerossóis orgânicos secundários que servem de núcleo de condensação de nuvens – ajudando a regular o ciclo hidrológico na região.
Ao se decompor, o isopreno dá origem a diversos subprodutos – entre eles o radical hidroxila (OH). Essa molécula, em certas condições, quando encontra com o oxigênio atmosférico (O2), dá origem ao ozônio (O3), um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Em altas concentrações, o ozônio pode irritar os estômatos das plantas, que são os canais usados na troca de gases e na transpiração, dificultando a fotossíntese e a assimilação de carbono pela vegetação.
“Além disso, o radical OH controla a oxidação do metano na atmosfera, outro importante gás de efeito estufa. Dependendo da situação, o radical OH pode prolongar ou reduzir a meia-vida do metano, com implicações para o balanço de gases de efeito estufa”, explicou Artaxo.
Segundo o professor do IF-USP, a Amazônia já era considerada a maior fonte mundial de isopreno mesmo antes das novas descobertas. “Esses resultados reforçam a relevância desse ecossistema na regulação da química atmosférica tropical do planeta. Agora, precisamos incluir os resultados nos modelos climáticos globais para saber exatamente qual é o efeito climático desses novos valores de emissões.”
Iniciada em 2014, a campanha científica GOAmazon tem entre seus objetivos investigar o efeito da poluição urbana de Manaus sobre as nuvens amazônicas e avançar no conhecimento sobre os processos de formação de chuva e a dinâmica da interação entre a biosfera amazônica e a atmosfera. Com base nos achados, os pesquisadores pretendem estimar mudanças futuras no balanço radiativo, na distribuição de energia, no clima regional e seus impactos para o clima global.
O consórcio conta com financiamento do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), entre outros parceiros (leia mais em: http://agencia.fapesp.br/18691).
O artigo Airborne observations reveal elevational gradient in tropical forest isoprene emissions (doi:10.1038/ncomms15541), de Dasa Gu, Paulo Artaxo, Alex Guenther Hu e outros, pode ser lido em: www.nature.com/articles/ncomms15541).
Fonte: Acrítica
PRÊMIO ANA RECEBE INSCRIÇÕES ATÉ 30 DE JUNHO
22/6/2017
Os interessados em inscrever trabalhos no Prêmio ANA 2017 terão mais uma oportunidade. Até 30 de junho a Agência Nacional de Águas (ANA) receberá inscrições de projetos nas nove categorias em disputa: Empresas de Micro e Pequeno Porte; Empresas de Médio e Grande Porte; Ensino; Governo; Imprensa – Impressos e Sites; Imprensa – Rádio; Imprensa – TV; Organizações Civis; e Pesquisa e Inovação Tecnológica. As inscrições podem ser realizadas por meio do hotsite do Prêmio ANA (premio.ana.gov.br), sendo que mais de 300 trabalhos já tiveram suas inscrições confirmadas.
O Prêmio ANA é uma ação da Agência Nacional de Águas que reconhece trabalhos os quais contribuem para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do País. O concurso, que está em sua 6ª edição, também busca identificar ações que estimulem o combate à poluição e ao desperdício, além de apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento das atuais e futuras gerações.
Como novidades, o Prêmio ANA 2017 tem duas categorias voltadas para empresas, sendo uma delas para micro e pequenas empresas e a outra para médias e grandes corporações. Para a imprensa, que reunia todos os tipos de mídia numa só categoria, a disputa será dividida em três grupos: impressos e sites; rádios; e TV.
O Prêmio ANA 2017 terá uma Comissão Julgadora composta por membros externos à Agência e com notório saber na área de recursos hídricos, meio ambiente ou Jornalismo. Um representante da ANA presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade, impactos social e ambiental, potencial de difusão, adesão social, originalidade e sustentabilidade financeira (se aplicável). Para as categorias de imprensa, os critérios serão adaptados ao contexto jornalístico e a sustentabilidade financeira não será considerada.
A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das nove categorias. Os vencedores serão conhecidos em solenidade de premiação marcada para 6 de dezembro de 2017 em local a ser definido. Os nove vencedores receberão um Troféu Prêmio ANA. Além disso, ganharão uma viagem para poderem apresentar seus trabalhos durante o 8º Fórum Mundial da Água – maior evento do mundo sobre recursos hídricos –, que acontecerá em Brasília de 18 a 23 de março de 2018.
Inscrições
Nesta edição do Prêmio ANA, as inscrições devem ser realizadas totalmente pelo hotsite e não serão aceitos materiais em meio físico, já que a Agência Nacional de Águas adota uma política de papel zero. Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.
Cronograma
• Inscrições: até 30 de junho de 2017;
• Avaliação: 7 de agosto a 8 de setembro (1ª fase) e 16 a 20 de outubro de 2017 (2ª fase);
• Comunicação aos finalistas: 30 de outubro a 3 de novembro de 2017;
• Premiação: 6 de dezembro de 2017.
Texto: Raylton Alves - ASCOM/ANA
Fonte: Agência Nacional de Águas
CIENTISTAS USAM BACTÉRIAS PARA AJUDAR PLANTAS A RESISTIR À SECA
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| Foto: Itamar Melo |
22/06/2017
Um grupo de bactérias possui grande potencial para auxiliar plantas a sofrer menos os efeitos da escassez de água. Por meio de um trabalho inédito para agricultura tropical, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) descobriram que esses microrganismos conseguem reduzir os efeitos do estresse hídrico em soja, milho e trigo, além de propiciar maior crescimento dessas espécies vegetais.
A expectativa dos cientistas é viabilizar, no futuro próximo, o uso dessas bactérias para tratamento de sementes de diversas espécies agrícolas, principalmente em regiões com baixa precipitação pluviométrica como o Semiárido e para culturas muito sensíveis à seca. A ideia é fornecer células da bactéria para tratamento de sementes.
“Por enquanto, só existe essa pesquisa sobre essa tecnologia em agricultura tropical, a qual, de fato, sofre maior impacto da seca”, ressalta o pesquisador da Embrapa Itamar Melo que realizou a pesquisa. A inspiração para o trabalho veio da natureza. As xerófitas, plantas adaptadas a climas semiáridos e desérticos, associam-se a microrganismos que as auxiliam a desenvolver mecanismos de proteção celular contra o estresse hídrico. A ideia é utilizar essas bactérias nas culturas comerciais que, devido às mudanças climáticas, tendem a sofrer cada vez mais com a redução da oferta de água. Os microrganismos hidratam raízes ou interferem na fisiologia dos vegetais que, desse modo, resistem mais ao estresse hídrico.
A seca é o fator ambiental limitante ao crescimento das plantas e um dos fenômenos naturais que mais impactam a produtividade agrícola. A resposta da planta ao estresse hídrico é complexa, envolvendo uma coordenação entre expressão gênica e sua integração com os hormônios. Uma das respostas mais importantes ao estresse é o chamado ajustamento osmótico, que consiste na acumulação de solutos pelas células permitindo que a planta absorva água sem perder turgidez, a consistência que lhe confere rigidez.
Os estudos da Embrapa indicaram potencial de bactérias que atuam nesse mecanismo em mitigar os efeitos do estresse hídrico além de propiciar maior promoção do crescimento dessas espécies vegetais. Os resultados sugerem que essas rizobactérias têm forte impacto em vários mecanismos de tolerância ao estresse, os quais, em conjunto, resultam na melhoria dos processos das células que atuam para mitigar o estresse.
Um desses mecanismos é a produção de osmólitos compatíveis, pequenas moléculas orgânicas selecionadas para contrabalançar estresses ambientais em organismos vivos, como betaína e a formação de biofilmes. O pesquisador Itamar Melo explica que esses biofilmes são formados pelas rizobactérias. “Eles são agregados multicelulares que aderem à superfície das raízes por meio da produção de substâncias,como os expolissacarídeos, proteínas e DNA,” detalha.
Como funciona o mecanismo
Melo conta que as bactérias tolerantes à seca, ao colonizar o sistema radicular das plantas sob estresse abiótico, produzem substâncias que hidratam as raízes, chamadas exopolissacarídeos. Para que os microrganismos cheguem às plantas, é feito um procedimento simples na hora de plantar, conforme explica o cientista: “essas bactérias são misturadas às sementes por ocasião do plantio, em uma suspensão líquida, que pode ser água”, detalha o cientista.
Células bacterianas são desenvolvidas em laboratório e imobilizadas em matrizes de alginato para tratamento de sementes de diferentes espécies vegetais. Isso quer dizer que essas bactérias podem ser produzidas normalmente em fermentadores convencionais cujas células são usadas para o tratamento de sementes.
Bactérias da Caatinga
A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, inserido no clima Semiárido nordestino, apresenta xerófitas com alta resistência aos períodos de seca. Estas plantas associam-se a microrganismos que também se encontram bem-adaptados, desenvolvendo mecanismos de proteção celular contra o estresse hídrico, assim como proteção vegetal contra os efeitos negativos da dessecação.
O estudo buscou compreender as bactérias associadas às cactáceas da Caatinga, analisando a estrutura das comunidades bacterianas de solo e da rizosfera de Cereus jamacaru durante a alteração do período chuvoso para o de seca, identificando os grupos dominantes e discutindo algumas funções que possibilitem a manutenção da interação solo-cacto-microrganismo durante o período de seca.
Além disso, buscou selecionar bactérias tolerantes à seca e que fossem capazes de promover crescimento de plantas sob estresse hídrico. Amostras foram coletadas ao longo da Caatinga, em cinco estados: Bahia, Ceará, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. Com o uso de metodologias independentes de cultivo, foi possível observar que o período de amostragem, chuvoso ou seca, foi o principal responsável pela alteração na estrutura das comunidades bacterianas.
Os filos Proteobacteria e Bacteroidetes foram abundantes durante o período chuvoso e os filos Actinobacteria, e o gênero Bacillus abundantes durante o período de seca. Com o uso de metodologias dependentes de cultivo, foram isoladas com bastante frequência linhagens pertencentes ao gênero Bacillus, capazes de se desenvolver em meio com reduzida atividade de água e com alguns mecanismos de proteção contra a dessecação, como a produção de exopolissacarídeos e biofilme.
Além disso, várias linhagens apresentaram mecanismos de promoção de crescimento de plantas diretos ou indiretos, como produção de fito-hormônio, disponibilização de fósforo por meio de solubilização, fixação de nitrogênio e redução dos efeitos negativos do estresse causados por etileno. Uma linhagem de Bacillus sp. foi capaz de promover crescimento de milho sob estresse hídrico, incrementando alguns parâmetros vegetais analisados. Esse estudo fez parte da tese de doutorado de Vanessa Nessner Kavamura, da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).
“Entretanto, do laboratório ao campo, há um longo caminho a ser percorrido. Já sequenciamos e anotamos parcialmente o genoma de um isolado bastante promissor que apresentou características em seu genoma como produção de aminoácidos e exopolissacarídeos que podem auxiliar na proteção contra os efeitos negativos impostos pelo estresse hídrico. E, embora tenhamos identificado alguns isolados bacterianos que apresentaram resultados promissores em testes de casa de vegetação, são necessários mais testes, para verificar, por exemplo, se essa performance ocorre também em condições de campo e se os mesmos resultados são observados em outras espécies vegetais. Isso permitiria dar continuidade ao desenvolvimento de formulações biológicas que possam ser, no futuro, utilizadas em áreas secas, como as observadas no Semiárido nordestino”, argumenta Vanessa Nessner Kavamura, que atualmente é pesquisadora de pós-doutorado no Rothamsted Research, na Inglaterra.
A estudante de pós-doutorado Suikinae Santos, que participou dos trabalhos, explica que o projeto visou a exploração de bactérias tolerantes à seca, com mecanismos de promoção de crescimentos de milho (Zea mays L.) em estresse hídrico, sugerindo estratégias biotecnológicas para mitigação de problemas em lavouras de áreas que estão submetidas a longos períodos de estiagens, assim como em processo de desertificação. “Os resultados poderão ser incorporados nos planos de ações de políticas publicas, para desenvolvimento sustentável das áreas sujeitas à seca com a recuperação da produtividade agrícola regional e diminuição dos impactos econômicos relacionados,” acredita.
Na opinião do pesquisador em produtos naturais a Embrapa Meio Ambiente Antonio Cerdeira o estudo foi importante tanto do ponto de vista acadêmico ao como social. “O desenvolvimento de técnicas de proteção de plantas à seca leva, consequentemente, ao aumento de produção, melhorando a qualidade de vida dos habitantes da Caatinga,” diz.
Cristina Tordin (MTb 28499/SP)
Embrapa Meio Ambiente
meio-ambiente.imprensa@embrapa.br
Telefone: (19) 3311-2608
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
Fonte: Embrapa
ARTE SE CONECTA À AJUDA HUMANITÁRIA EM SALVADOR
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Arte se conecta à ajuda humanitária em Salvador - Foto: Leticia de Oliveira
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22/06/2017
Parte do evento Conexões MSF, grafite Diário de Arte foi finalizado no dia 4 de junho
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) ganhou uma homenagem artística que marcou as paredes da estação rodoviária Nova Lapa, na cidade de Salvador, na Bahia. A entrega do grafite Diário de Arte, feito pelos artistas Éder Muniz e Raphael Ribeiro, foi parte do encerramento do evento Conexões MSF, realizado em Salvador do dia 27 de maio ao dia 4 de junho.
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| Arte se conecta à ajuda humanitária em Salvador |
No grafite pintado por Éder e Raphael, a ação humanitária é representada por um pássaro que se conecta ao ser humano, fazendo uma alusão à mensagem de ultrapassar fronteiras para oferecer cuidado e assistência. “Esse trabalho busca a essência do médico. É a ideia de estar próximo do paciente, de entender cada caso, ou seja, de sair desse ponto comercial que a gente vê hoje, essa comercialização da medicina”, explica Éder. “É incrível poder juntar o nosso trabalho com a ajuda humanitária, e poder mostrar e falar disso aqui, na Lapa”, diz o artista.
Para Raphael, a exposição dessa obra em um lugar de grande circulação é motivo de orgulho. “MSF realiza seu trabalho de ajuda em lugares de guerra e onde as pessoas estão sofrendo. Poder fazer esse painel é compartilhar um pouco dessa história para a população, e isso, para mim, foi fantástico”, diz ele.
O painel, feito ao longo das duas últimas semanas, ficará exposto na estação pelos próximos meses na entrada dos ônibus da estação Nova Lapa.
Estação Nova Lapa
Av. Vale do Tororó, s/n
Bairro Tororó
Salvador, BA
Fonte: Médicos Sem Fronteiras
ONU DIZ QUE POPULAÇÃO MUNDIAL CHEGARÁ A 8,6 BILHÕES DE PESSOAS EM 2030
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No Brasil, o crescimento demográfico será mais lento, devido às taxas de
fertilidade mais baixasTânia Rêgo/Agência Brasil
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22/06/2017
Da Agência EFE *
Novas projeções demográficas da ONU apresentadas nesta quarta-feira (21) mostram que a população mundial chegará a 8,6 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos. A organização fez uma atualização de seus cálculos que confirma as tendências apontadas no último relatório deste tipo, publicado em 2015. As informações são da agência EFE e da ONU News.
As Nações Unidas esperam que a população mundial aumente até aproximadamente 9,8 bilhões pessoas em 2050 e que, para 2100, o mundo tenha quase 11,2 bilhões de habitantes. Os dados constam do relatório Perspectivas da População Mundial: Revisão de 2017, lançado hoje pelo Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.
Mais da metade do crescimento populacional entre hoje e 2050 se concentrará em nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia.
Entre os dez países mais populosos do mundo, a Nigéria é onde a população cresce a um ritmo mais forte. Atualmente o sétimo país por população, as projeções dizem que a Nigéria superará os EUA como o terceiro país mais populoso antes de 2050.
Brasil, China e Índia
O relatório da ONU revela que, no Brasil, o crescimento demográfico será mais lento devido às taxas de fertilidade, que baixaram em quase todas as regiões do mundo. O Brasil está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição entre 2010 e 2015.
Enquanto isso, a Índia - que atualmente tem 1,3 bilhão de habitantes ou 18% da população mundial - passará em aproximadamente sete anos a China - que agora tem cerca de 1,4 bilhão de habitantes - como o país mais populoso do planeta.
Apesar da população do mundo seguir aumentando, isso acontecerá a um ritmo mais lento do que nos últimos anos devidos a uma redução da taxa de fertilidade em praticamente todas as regiões, inclusive em lugares onde segue sendo muito alta, como na África.
De fato, nos últimos anos a Europa foi o único continente onde o número de filhos por mulher aumentou, passando de 1,4 no período 2000-2005, para 1,6 no período 2010-2015. Apesar isso, a Europa será a única região onde o número de habitantes se reduzirá entre 2017 e 2030, passando de 742 milhões para cerca de 739.
Em comparação, a população da África aumentará nesse período, passando de 1,256 bilhão para cerca de 1,7 bilhão e a da Ásia de 4,5 bilhão para 4,94 bilhão.
* Com informações da ONU News
INVERNO
21/06/2017
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
O movimento de translação, juntamente com a inclinação do eixo terrestre em 23°27’ em relação ao plano orbital, é responsável pela variação de energia solar que atinge a superfície terrestre em uma determinada época do ano. Esse fenômeno é responsável pelas quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.
Caracterizado como a estação com as temperaturas mais baixas, o inverno se entende de 21 de dezembro a 22 de março, no Hemisfério Norte; e de 21 de junho a 23 de setembro no Hemisfério Sul. O inverno tem início com o término do outono e antecede a primavera.
As noites são mais longas que os dias nas regiões onde é inverno, visto que a incidência de raios solares é menor nessa porção da Terra. Durante essa estação do ano, várias espécies de aves migram para outros locais com o intuito de fugir do frio.
Os países localizados na Zona Temperada do Norte (entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico) e na Zona Temperada do Sul (entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico) apresentam as quatro estações bem definidas, com invernos rigorosos, registrando baixas temperaturas.
O Brasil, por apresentar a maior parte do território na Zona Intertropical (próxima à linha do Equador), não possui as quatro estações bem definidas. O inverno é mais rigoroso nos estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Esses locais podem registrar temperaturas negativas, além da ocorrência de neve em determinados pontos.
FRANCISCO, Wagner de Cerqueria e. "Inverno"; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 21 de junho de 2017.
BAHIA INAUGURA MAIOR USINA DE ENERGIA SOLAR DO BRASIL
A maior usina de energia solar do Brasil começou a funcionar esta semana na Bahia
Localizado no município de Bom Jesus da Lapa, o novo empreendimento solar foi construído pela empresa Enel Green Power e espera abastecer mais de 166 mil residências anualmente.
De acordo com a empresa responsável foram investidos cerca de 630 milhões de reais na construção e a expectativa é que a usina solar traga economia na conta de luz dos consumidores e também evite a emissão de 198 mil toneladas de gases poluentes na atmosfera nos próximos anos. A usina entrou em operação dois meses antes do prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Chamada de Parque Solar da Lapa, a nova usina de energia solar foi dividida em duas plantas, uma responsável por gerar 80 megawatts de potência em Bom Jesus da Lapa e outra responsável pela produção de 78 megawatts, a qual é destinada a cidade de Lapa.
Dados da empresa ressaltam que o contrato de fornecimento de energia vale por 20 anos e uma nova estratégia de comissionamento foi implementada na construção, de modo que a mudança permitiu uma redução de 70% no tempo necessário para colocar a usina em operação. Atualmente a Enel é responsável por um total de 1091MW de produção de energia renovável no Brasil, sendo dividido em energia solar e também eólica.
Fonte: Portal Brasil Solar
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