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HAITI: ONU ALERTA SOBRE AGRAVAMENTO DA VIOLÊNCIA DE GANGUES EM PORTO PRÍNCIPE

Violência força pelo menos 2,5 mil haitianos a fugir
(UNDP Haiti/Borja Lopetegui Gonzalez)

16/07/2022

Área mais atingida pelos combates é o bairro Cité Soleil, nos redores da capital; entre janeiro e final de junho, foram registrados 934 assassinatos, 684 feridos e 680 sequestros em toda a capital; situação agrava sofrimento e pelo menos 2,5 mil pessoas foram forçadas a fugir.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU está profundamente preocupado com o agravamento da violência dentro e ao redor da capital haitiana Porto Príncipe e com o aumento dos abusos das gangues fortemente armadas contra comunidades locais vulneráveis.

A coordenadora humanitária da ONU no país, Ulrika Richardson, afirmou que as pessoas estão sofrendo na região. No entanto, a insegurança está impedindo as agências humanitárias de entrarem na área.

Com fechamento de escolas no Haiti, crianças ficam na mira de
gangues armadas (UNDP Haiti/Borja Lopetegui Gonzalez)

Aumento na violência

Ela destaca que a ONU está pronta para prestar assistência a crianças, mulheres e homens afetados pelo fogo cruzado da violência dos grupos armados assim que os parceiros humanitários puderem ter acesso seguro às zonas afetadas.

O recente aumento nos combates entre gangues rivais no bairro de Cité Soleil, na capital, levou à morte de 99 pessoas, com 135 feridos, segundo dados divulgados pelo Ocha no Haiti.

Com a escalada de violência, na sexta-feira, o Conselho de Segurança aprovou a prolongação do mandato do Escritório Integrado da ONU no Haiti, Binuh, até 15 de julho de 2023.

De acordo com o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Jeremy Laurence, a renovação “fortalecerá a resposta internacional coletiva à crise de direitos humanos que se desenrola no país, bem como facilitará a entrega de ajuda humanitária”.

Ele pediu às autoridades do Haiti a garantia de que os direitos fundamentais sejam protegidos e “colocados na frente e no centro de suas respostas à crise”. 

Para o porta-voz, a luta contra a impunidade e a violência sexual, juntamente com o fortalecimento do monitoramento e denúncia de atos contra os direitos humanos deve continuar sendo uma prioridade.

Vítimas civis

Segundo dados da agência da ONU, entre janeiro e final de junho, foram registrados 934 assassinatos, 684 feridos e 680 sequestros em toda a capital. Durante um período de cinco dias, de 8 a 12 de julho, pelo menos mais 234 pessoas foram mortas ou feridas em violência relacionada a gangues na área de Cité Soleil.

Jeremy Laurance afirma que a maioria das vítimas não estava diretamente envolvida em gangues e foi alvo direto de elementos de gangues. Também foram recebidas novas denúncias de violência sexual.

O Haiti enfrenta uma combinação de crises política, social e humanitária
(Foto: © UNICEF/Georges Harry Rouzier)

Desabastecimento

Segundo relatos, algumas gangues estão recorrendo a táticas extremas para controlar os habitantes locais, como negar acesso a água potável e comida. A avaliação das agências da ONU é que isso resultou na piora da desnutrição na região.

A violência também agravou a escassez de combustível, já que o principal depósito de combustível está localizado em Cité Soleil, e os custos de transporte aumentaram acentuadamente.

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos, a situação socioeconômica e o impasse político desencadearam protestos nas ruas. A insegurança deixou muitos moradores impedidos de saírem de casas e levou empresas a fecharem.

Sofrimento diário

De acordo com um relatório divulgado pelo Ocha, em menos de uma semana, pelo menos 2,5 mil pessoas foram forçadas a fugir de suas casas por causa dos combates. Vinte pessoas foram dadas como desaparecidas. 

A agência afirma que com a continuação dos combates, mais pessoas sofrerão e serão forçadas a fugir diariamente, muitas vezes arriscando suas vidas.

Cité Soleil, com uma população de cerca de 300 mil habitantes, é um dos bairros mais pobres da capital haitiana, onde as gangues ganharam mais influência nos últimos anos.

O Ocha afirma que “uma grande proporção da população está presa em Cité Soleil enquanto as gangues tentam exercer sua influência”, acrescentando que “as pessoas em algumas áreas não têm acesso a comida ou água desde 8 de julho”. 

Com a situação, uma criança em cada cinco já sofre de desnutrição grave “uma taxa bem acima dos limites de emergência”.

Fonte: ONU News 

UNEB REALIZA SEMINÁRIO PREPARATÓRIO PARA FÓRUM SOCIAL MUNDIAL



17/02/2018

Discutir com a comunidade a participação da UNEB no Fórum Social Mundial (FSM). Esse é o objetivo do seminário preparatório que a universidade vai realizar no dia 28 de fevereiro, das 8h às 18h, no teatro da instituição, no Campus I, em Salvador.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, visa articular e mobilizar professores, pesquisadores, técnicos e estudantes para a construção da programação da UNEB para essa edição do evento, que abordará o tema Resistir é Criar, Resistir é transformar.

A programação do seminário contará com mesa de debates com integrantes do grupo facilitador do FSM, além de atividades culturais.

Jurema Werneck vai proferir conferência sobre 
direitos humanos. Foto: Reprodução
Destaque para a conferência Direitos Humanos na Construção de outro mundo: Mulheres, Juventude, LGBT, Povos do Campo e Povos de Comunidades Tradicionais, que será proferida por Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil.

A professora Rosana Rodrigues, membro da comissão de organização do FSM na UNEB, destaca a importância do envolvimento dos departamentos nessa atividade e em outras propostas visando à articulação com a sociedade local e os territórios.

“Esse seminário acontecerá na semana de abertura do semestre 2018.1 com objetivo de mobilizar, articular toda a comunidade acadêmica, na capital e no interior do estado, para a construção coletiva do FSM, aprofundando o eixo “Direitos Humanos”, pauta constante das discussões e ações da UNEB”, frisou a coordenadora.

Para participar do seminário não há necessidade de realizar inscrição prévia.

13º Fórum Social Mundial

A 13ª edição do Fórum Social Mundial será realizada em Salvador entre os dias 13 e 17 de março. A expectativa é que cerca de 150 mil pessoas de todo o mundo participem das atividades do evento, que acontecerão na UNEB e em vários outros espaços da capital baiana.

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento que envolve movimentos sociais de várias partes do mundo, a fim de elaborar alternativas para uma transformação social global.

As inscrições individuais e de organizações podem ser feitas até o dia 10 de março no site www.fsm2018.org ou presencialmente, durante a realização do evento. Já as inscrições para atividades e para a Feira da Economia Solidária podem ser feitas até o dia 20 de fevereiro, no mesmo endereço eletrônico.

Apenas coletivos ou organizações podem inscrever atividades que farão parte da programação do Fórum, e que serão autogestionadas. Ou seja, as organizações devem ficar responsáveis por definir os nomes de palestrantes e suas presenças em Salvador, por meios próprios e seu formato das atividades. Já a organização do FSM 2018 garantirá o espaço para a realização da atividade proposta e divulgação da mesma na programação no site do Fórum.

Resultado de um longo processo de diálogo no Coletivo Brasileiro e consultas nacionais e internacionais, as Atividades poderão ser inscritas a partir de 19 eixos temáticos.



Brasil é eleito para integrar o Conselho de Direitos Humanos

Saguão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré.

31/10/2016

Mandato de três anos começa em 1º de janeiro de 2017; foram 14 países escolhidos pela Assembleia Geral da ONU, incluindo Arábia Saudita, China, Cuba, Estados Unidos e Iraque.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Os países-membros da ONU decidiram nesta sexta-feira os novos integrantes do Conselho de Direitos Humanos, órgão que tem sede em Genebra. A votação aconteceu em Nova York, no saguão da Assembleia Geral.

Foram 18 países candidatos para 14 vagas, representando várias regiões do mundo. Eram duas cadeiras para candidatos da América Latina e do Caribe e os escolhidos foram Brasil e Cuba, país que conseguiu ser reeleito. Guatemala era o terceiro concorrente.

Escolhidos

O mandato começa no dia 1º de janeiro de 2017 e segue por três anos. Para o bloco da África, foram escolhidos Egito, Ruanda, África do Sul e Tunísia. Representando a Europa do Leste, Croácia e Hungria.

Já Reino Unido e Estados Unidos ficaram com as duas vagas para Europa Ocidental e Outros Países. Para Ásia-Pacífico, os novos membros do Conselho serão China, Iraque, Japão e Arábia Saudita.

Mandato

O Conselho de Direitos Humanos é formado por 47 países-membros, eleitos de forma individual e secreta pela Assembleia Geral. Fica com a vaga quem tem a maioria dos votos.

Neste ano, o Conselho de Direitos Humanos comemora uma década desde que foi criado, com o objetivo de reforçar a promoção e a proteção dos direitos humanos pelo mundo, debater violações e fazer recomendações aos países.

Fonte: Rádio ONU


Universidade para a Paz recebe inscrições para cursos acadêmicos de 2016-2017

Com sede na Costa Rica, Universidade para a Paz recebeu mandato da ONU em 1980. 
Foto: UPEACE

04/05/2016

Com sede na Costa Rica e mandatada da ONU, a Universidade para a Paz recebe nos próximos meses inscrições para seus cursos de mestrado acadêmico para o período de 2016 e 2017, em áreas como Meio Ambiente e Desenvolvimento, Estudos de Paz e Conflito, Lei Internacional e Direitos Humanos, entre outros.

Com sede na Costa Rica, a Universidade para a Paz recebe nos próximos meses inscrições para seus cursos de mestrado acadêmico para o período de 2016-2017, em áreas como Meio Ambiente e Desenvolvimento, Estudos de Paz e Conflito, Lei Internacional e Direitos Humanos, entre outros.

No caso dos cursos de mestrado, as inscrições serão recebidas até 27 de maio. Há ainda cursos online sobre Gênero em Operações de Paz e Assistência Humanitária, Educação e Direitos Humanos, Dimensões das Leis Internacionais para Paz e Conflito, cujas inscrições vão até 6 de junho.

Mandatada pelas Nações Unidas em 1980, a Universidade para a Paz tem como missão criar uma instituição internacional de educação superior para assuntos de paz e promover o “espírito da tolerância e da coexistência pacífica para estimular a cooperação entre povos e ajudar a diminuir as ameaçadas à paz mundial e ao progresso”, segundo o site da instituição.

Além dos cursos de mestrado nas áreas citadas, a universidade oferece curso de língua espanhola, além de programas de doutorado.

Apesar de ter sido criada por determinação da Assembleia Geral da ONU, a universidade não é alvo de regulações da ONU e é dirigida por seu próprio conselho formado por especialistas em temas relacionados à paz e à segurança.

“A missão mais ampla da universidade deve ser vista no contexto dos objetivos de paz e segurança mundial das Nações Unidas. O foco é a educação, o treinamento e a pesquisa em todos os seus aspectos para criar as bases da paz e do progresso”, diz texto de apresentação da universidade em seu site.

Financiada por governos, fundações e instituições, a universidade pretende se tornar uma rede colaborativa de centros de estudos e atividades em diferentes regiões, guiadas pela sede na Costa Rica e cooperando com um grande número de universidades, ONGs e outras parceiras na pesquisa e ensino para a paz.

Saiba mais em www.upeace.org

PERITOS DA ONU CHEGAM AO BRASIL PARA AVALIAR DESASTRE EM MARIANA

Bandeira das Nações Unidas. Foto: ONU/John Isaac

08/12/2015

Grupo sobre empresas e direitos humanos fica no país até o dia 16; além de investigar rompimento de barragem, especialistas avaliam projetos ligados aos Jogos Olímpicos no Rio; meta é checar impactos de atividades empresariais.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre empresas e direitos humanos chegou esta segunda-feira ao Brasil para a primeira visita oficial. O objetivo da é examinar os impactos negativos de atividades empresariais sobre os direitos humanos.

O pano de fundo é o desastre ambiental causado pelo rompimento, em 5 de novembro, de uma barragem de rejeitos de mineração no município de Mariana, no estado de Minas Gerais.

Cidades

Além de visitar a cidade de Mariana, os peritos vão cumprir agenda em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Altamira e Belém. O grupo fica no país até 16 de dezembro.

Os especialistas da ONU também irão avaliar projetos em fase de realização ou planejamento ligados aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Um dos integrantes da delegação que chegou ao Brasil lembrou que o país é a sétima maior economia do mundo e tem portanto função de destaque nos âmbitos regional e global.

Segundo Pavel Sulyandziga, o grupo está "muito interessado em conhecer as medidas adotadas no país para prevenir e solucionar violações a direitos humanos relacionadas a atividades empresariais".

Relatório

Os peritos irão analisar como o governo brasileiro e as empresas estão implementando obrigações ligadas aos direitos humanos, em sintonia com os princípios da ONU.

Esses princípios foram endossados pelo Conselho de Direitos Humanos em 2011, e oferecem orientação sobre como prevenir e tratar dos impactos negativos de atividades empresariais sobre os direitos humanos.

Durante a visita ao Brasil, o grupo de trabalho da ONU estará reunido com representantes do governo, da sociedade civil, de empresas e de sindicatos.

As conclusões da visita ao país e as recomendações dos especialistas serão incluídas em um relatório oficial a ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em junho de 2016.

Fonte: ONU


Uma chamada à ação: ONU convoca pessoas a levar à frente legado de Nelson Mandela

Foto: Mandela Foundation

18/07/2015

No Dia Internacional Nelson Mandela, marcado anualmente em 18 de julho, Ban Ki-moon lembra que, com a ONU marcando o seu 70º aniversário este ano, “não há melhor momento para refletir sobre a vida e obra de Mandela, que incorpora os melhores valores das Nações Unidas”.

A ONU marca nesta sábado (18) o Dia Internacional Nelson Mandela, uma chamada anual à ação para que pessoas em todo o mundo façam a diferença nas comunidades onde vivem e trabalham, ao separar um tempo para ajudar outras pessoas.

O tema do Dia – “Mobilize-se, inspire a mudança” – destaca a importância de trabalhar em conjunto para construir um mundo pacífico, sustentável e equitativo.

“Nelson Mandela deu 67 anos de sua vida à luta pelos direitos humanos e pela justiça social. As Nações Unidas se unem à Fundação Mandela para pedir às pessoas em todo o mundo que dediquem pelo menos 67 minutos de seu tempo no dia 18 de julho – o aniversário de ‘Madiba’ – para uma atividade de serviço comunitário”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para este ano.

Com a ONU marcando o seu 70º aniversário este ano, lembrou Ban, não há melhor momento para refletir sobre a vida e obra de Mandela, que incorpora os melhores valores das Nações Unidas. Este ano, a ONU está concedendo o primeiro Prêmio Nelson Rolihlahla Mandela, estabelecido pela Assembleia Geral.

O prêmio será apresentado a cada cinco anos a dois indivíduos – um homem e uma mulher – que, pela sua dedicação, trabalho duro e compaixão, têm levado à frente o legado de Madiba. O primeiro reconhecimento foi para a Dra. Helena Ndume, da Namíbia, e para o ex-presidente de Portugal, Jorge Fernando Branco Sampaio, como parte da comemoração anual do Dia.

Ban lembrou as palavras de Mandela, que certa vez disse: “Está em suas mãos criar um mundo melhor para todos os que vivem nele”. E acrescentou o chefe da ONU: “Ele era um líder que agiu com uma crença inabalável na justiça e na igualdade humana. Vamos todos continuar, a cada dia, a nos inspirar no exemplo de vida de Nelson Mandela e no seu chamado para que nunca deixemos de trabalhar para construir um mundo melhor para todos”.

Fonte: ONU


Primeiro Dia Mundial de Conscientização do Albinismo celebrado neste sábado

Cerca de 75 albinos mortos desde o ano 2000. Foto: Ohchr

13/06/2015

Alto comissário para Direitos Humanos da ONU afirmou que data é oportunidade para celebrar conquistas das pessoas com albinismo; momento também seria de "união à luta contra os desafios que eles sofrem".

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Este sábado, 13 de junho, é o 1º Dia Mundial de Conscientização do Albinismo. Para o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, "a data é uma oportunidade de celebrar os talentos e conquistas das pessoas com albinismo e de união à luta contra os desafios que eles enfrentam".

Em mensagem sobre a data, Zeid Al Hussein afirmou que em todas as sociedades, bebês nascem com albinismo por causa de genes recessivos em ambos os pais. Em todo o mundo, essas crianças têm "grande probabilidade de enfrentar assédio, preconceito e até violência por conta de estereótipos baseados na cor de sua pele".

Atrocidades

O alto comissário afirmou que as pessoas com albinismo frequentemente não têm acesso adequado a cuidados de saúde, apesar da condição poder prejudicar sua visão e aumentar a chance de câncer de pele.

Zeid declarou que a falha em acomodar esta deficiência visual, assim como combater a zombaria e o abuso, pode forçá-los a abandonar a escola. Agravado pela ampla rejeição social, isso poderia resultar em desemprego, isolamento e pobreza ao longo da vida.

Segundo o alto comissário, em algumas partes do mundo, pessoas com albinismo podem também sofrer "atrocidades horríveis e, às vezes, letais".

Ativistas da sociedade civil disseram que centenas de pessoas com albinismo, a maioria crianças, foram atacadas, mortas ou mutiladas em pelo menos 25 países africanos.

O motivo seria a crença de que partes de seus corpos conferem poderes mágicos. Mas muitos casos continuam não documentados por causa do isolamento das vítimas, o segredo que envolve os rituais e a indiferença.

Segundo Zeid, de forma "chocante", tais crimes raramente foram investigados ou processados.

Direitos Humanos

Recentemente, a discriminação e a violência a indivíduos com albinismo têm sido destacadas pelo Conselho da ONU para Direitos Humanos, pelo Escritório do alto comissário e pela Comissão Africana de Direitos Humanos.

Nas próximas semanas, um especialista independente da ONU será nomeado para dar voz às preocupações das pessoas com albinismo e para contribuir com a proteção de seus direitos.

Na Tanzânia e no Malaui, ações estão em curso para desenvolver estratégias nacionais para combater a violência e discriminação que sofrem.

Ao mesmo tempo, Zeid afirmou que ativistas da sociedade civil em todo o mundo continuam seu trabalho "essencial e inspirador" para combater o estigma, a superstição e garantir que as vítimas tenham acesso à justiça, cuidado e reparação".

Fonte: ONU


Imigrantes haitianos podem chegar a Porto Alegre na madrugada de domingo

Apesar de negativa do governo acriano, motorista de ônibus informou 
que destino do veículo é Porto Alegre - Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

23/05/2015

Saída de três ônibus do Acre, dois na quinta-feira e um nesta sexta, surpreende prefeitura de Porto Alegre, que esperava início de viagem apenas a partir de segunda

Porto Alegre se prepara para receber haitianos e senegaleses na madrugada de domingo. A previsão de desembarque foi informada pela empresa Eucatur, que transporta os refugiados. Dois ônibus saíram na quinta-feira de Rio Branco (AC), e outro veículo iniciou viagem na noite desta sexta-feira.

A expectativa de chegada do primeiro grupo no domingo provocou uma reação de surpresa na prefeitura. Conforme  o secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, um acordo firmado com o governo do Acre estabeleceu que os veículos (são pelo menos oito) iriam sair apenas a partir de segunda-feira. Com pouco tempo para se organizar, prefeitura, Estado e entidades montam uma operação para receber os imigrantes.

— Vamos levar até a rodoviária facilitadores, haitianos que vão fazer a primeira abordagem. A prefeitura estará lá de madrugada, com possibilidade de encaminhar os imigrantes ao alojamento da Brigada Militar, na Avenida Aparício Borges — afirmou Marcantônio.

No Acre, o secretário dos Direitos Humanos do governo estadual, Nilson Mourão, disse que o destino final dos imigrantes seria Curitiba. Os que viriam para Porto Alegre, iniciariam viagem a partir de segunda, informação contestada pela Eucatur e por Marcantônio.

A realidade na Chácara Aliança, em Rio Branco, onde fica o alojamento dos refugiados, é confusa e contraditória. Em torno das 19h desta sexta-feira, um coletivo da empresa Eucatur, que faz o traslado até o sul do Brasil, estava estacionado na ruela de chão batido que leva ao abrigo. Os assentos já estavam tomados, restava apenas a conferência dos nomes dos passageiros quando ZH questionou ao motorista o destino do veículo de placa NCU 4112, de Ji-Paraná (RO):

— Porto Alegre — respondeu o homem.

A pergunta foi refeita, com a intenção de confirmar se o ônibus não se limitaria a chegar em Curitiba ou Florianópolis.

— Vai passar por lá. É caminho, mas é para Porto Alegre — reforçou o profissional.

Logo depois, um dos funcionários do governo estadual, de colete verde, informou o contrário. Depois da capital catarinense, daria meia volta e não seguiria ao Rio Grande do Sul. Ele ainda explicou que não haverá como coibir em caso de grupos de imigrantes se reunirem em Florianópolis para tomarem um ônibus por conta própria para seguir a Porto Alegre.

Mourão afirmou que o alojamento onde estão os haitianos e senegaleses encontra-se em situação precária:

— Não podemos demorar muito. Se isso acontecer, as pessoas não saem do abrigo, e novos imigrantes não param de chegar. São cerca de 40 por dia. Não há como suportar. No limite, podemos abrigar 200 pessoas. Depois disso, é só caos — justificou Mourão.

No momento, o alojamento está com quase 600 pessoas. A superlotação causa problemas como precariedade nas acomodações, falta de água e parcas condições sanitárias, o que coloca em risco a saúde de pessoas já vulneráveis.

— O espaço é pequeno, caixas d'água não suportam, colchões estão deteriorados — afirmou Mourão.

Ao todo, está prevista a ida de oito ônibus rumo a Porto Alegre, que irão transportar 352 imigrantes. A maioria descerá na capital gaúcha, em Florianópolis e Curitiba. O destino mais frequente dos imigrantes é São Paulo, para onde as jornadas foram interrompidas nesta semana, após ônibus chegarem sem aviso prévio.

Marcântonio disse que uma empresa já entrou em contato com a prefeitura para contratar 50 imigrantes.

Fonte: ZH

"Desmaiei de dor", lembra top model da Somália sobre mutilação genital

Waris Dirie foi mutilada quando tinha 5 anos e agora luta para acabar com o 
procedimento em todo o mundo 

24/05/2015

Waris Dirie tinha 5 anos quando foi circuncidada com navalha; Somália é o país que mais pratica mutilação genital no mundo: 98% das somalis de 15 e 49 anos passaram pelo procedimento

O som rítimico dos tambores ainda ecoa nas lembranças de Waris Dirie cada vez que ela ouve falar sobre mutilação genital feminina. A somali tinha 5 anos quando foi acordada pela mãe no meio da noite e levada a um local ermo. Quando viu uma mulher seguir em sua direção com uma lâmina de barbear quebrada, não teve dúvida: seria mutilada.

Cenário: Todos os anos, três milhões de meninas sofrem mutilação genital no mundo

Waris Dirie foi mutilada quando tinha 5 anos e agora luta para acabar com o procedimento em todo o mundo

Abril: Abrigo na Tanzânia protege meninas durante temporada de mutilação genital

"Fechei meus olhos e rezei para que fosse rápido. E foi, já que desmaiei de tanta dor e só acordei quando já havia acabado. Foi horrível. Senti como se tivesse perdido um braço", lembra Waris, hoje com 49 anos, durante conversa com o iG.

Assim como Waris, 98% das mulheres com idade entre 15 e 49 anos foram submetidas à mutilação genital na Somália, segundo dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, coletados em 29 países entre a África e o Oriente Médio, onde se concentra a prática. Depois da Somália, a Guiné tem o segundo maior índice de circuncidadas: 96%. Djibouti e Egito têm, respectivamente, 93% e 91% da população nessa faixa etária mutilada. Em Eritreia e no Mali, o número chega a 89%. Em Serra Leoa e no Sudão, a prevalência é de 88%. 

Tradição milenar

Todos os anos, cerca de 3 milhões de meninas são submetidas à mutilação genital no mundo. Somado ao impacto do crescimento populacional, o número pode chegar a 63 milhões de mutilações genitais femininas até 2050, estima o Unicef.

A tradição de ao menos cinco mil anos de história que consiste em cortar partes do clitóris e dos pequenos e grandes lábios da vagina. Em algumas localidades, o corte ainda é feito à navalha. 

De acordo com Olga Regina Zigelli Garcia, pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o procedimento teria função sanitária – a mulher se tornaria mais limpa após o ato – e também atenderia a questões culturiais: o clitóris é visto por sociedades patriarcais como a falsa representação do pênis e, portanto, competiria com a virilidade masculina. Na maioria dos casos, a mutilação da vagina veta à mulher o direito ao prazer sexual.

"A remoção das partes 'masculinas' e 'impuras' da vagina são procedimentos que, para os homens, torna as meninas 'limpas' e 'bonitas'", complementa Sheema Sengupta, chefe de proteção à criança do Unicef na Somália.

Depois do procedimento, Waris passou duas semanas se recuperando com hemorragia e febre alta. Para acelerar a cicatrização, a criança teve pernas e tornozelos atados com tiras de pano por quase um mês. "Mesmo sendo apenas uma garotinha, sabia que aquilo era errado. Deus me fez perfeita. Não precisavam ter tirado uma parte de mim", diz ela.

Théo Lermer, ginecologista, sexólogo e colaborador do ambulatório de sexualidade do Hospital das Clínicas (HC), explica que tribos ainda realizam a mutilação genital extrema, onde a mulher tem o clitóris e os pequenos lábios arrancados por meio de facões e navalhas, sem o menor nível de profilaxia. 

"Nesses casos, a vagina é costurada e se torna, basicamente, os orifícios para urinar e menstruar. Depois disso, durante a relação sexual, essa mulher sente bastante dor e, quando engravida, corre sério risco de morrer. Se ambos sobreviverem, é provável que a mulher sofra com fístulas", afirma.

Apesar do sofrimento, Waris jamais se rebelou contra os pais. Pelo menos não até os 13 anos, quando a família avisou que ela teria de se casar com um homem bem mais velho. Na noite que antecedeu o matrimônio, a jovem fugiu de casa e buscou abrigo junto a um tio que trabalhava em uma embaixada. Levada por ele para Londres, na Inglaterra, Waris se tornou empregada doméstica na casa do embaixador da Somália, mas fugiu depois de meses sem qualquer remuneração. Instalada em um albergue, a jovem conseguiu emprego em um restaurante do McDonal’s, onde acabou sendo descoberta pelo fotógrafo Terence Donovan e iniciou seu trabalho como modelo. 

"Foi um choque para uma garota muçulmana que não conhecia nada do mundo como eu", brinca. "Depois disso, dei início à minha carreira. Foram muitos desfiles e trabalhos publicitários. Mas jamais esqueci da mutilação genital." 

Para ajudar outras meninas que se submeterem à mutilação genital e evitar que milhares de outras sofressem a mesma dor, a ex-top model se tornou ativista social e escreveu o livro "Flor do deserto", que posteriormente se tornou filme com título homólogo e que teve a somali como co-produtora. Depois de anos modelando, Waris passou a se dedicar exclusivamente à Desert Flower Foundation, ONG que apoia mulheres afetadas pela mutilação genital e tenta proteger possíveis vítimas. Hoje, Waris mora em Viena com os filhoa Aleeke, de 17 anos, e Leon, de 5. 

No país com maior número de mutilações genitais do mundo, 67% das mulheres somalis não acham que o procedimento deve acabar. A porcentagem é expressiva, mas ainda menor do que a da Guiné, que tem o maior índice de aceitação do continente: 81% das mulheres são contra o fim da prática. Mali, com 80%, Serra Leoa, 74%, e Gâmbia, 72%, completam a lista dos países onde a maioria das mulheres apoia a circuncisão. Na contramão desse movimento, 93% das mulheres de Benin e Gana acham que a prática deve ser banida. 

"Grande parte da população somali é analfabeta. Claro que acreditam em várias tradições. As mulheres não têm status social e são abusadas em todo a sua vida. Essa realidade precisa mudar", diz Waris.

De acordo com Claudio Bertolli Filho, professor de antropologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), como a mutilação genital representa valores centenários para esses países, a permanência da prática deve ser discutida e, em muitos casos, respeitada.
Mapa dos países com maior número de mulheres e crianças submetidas à mutilação genital na África

"Essa é uma cultura que passa de geração para geração. Para nós ocidentais, por exemplo, é normal a mulher implantar silicone em várias partes do corpo e fazer cirurgia de reconstituição de hímen para ficar virgem novamente. Se a circuncisão não for total, não acho que deveria ser erradicada", pondera.

Já Olga, do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC, acredita que o procedimento, considerado uma violação dos direitos humanos, não pode ser mantido apenas por seu "questionável valor cultural". "Essa prática, além de violar a dignidade humana, também viola os direitos da criança, já que meninas entre quatro e oito anos também são violadas. Não podemos legitimar crueldades e desigualdades com a desculpa da tradição", argumenta. 

Pelo fim da mutilação genital

Na Somália, o procedimento é proibido por lei, mas nem sempre respeitado. Em regiões como a autônoma Puntland, no nordeste somali, além da legislação há ainda uma fatwa religiosa – decreto islâmico – impedindo a prática. O Unicef em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas e o governo federal da Somália atuam para implementar novas legislações sobre o assunto e contam com auxílio de assistentes sociais e médicos, entre outros profissionais, para aconselhar a população a se opor à prática nas áreas mais isoladas do continente. 

"Para mudar essa realidade, precisamos de uma combinação de ações e intervenções, incluindo a execução de políticas sociais e de líderes religiosos como influenciadores e agentes-chave nas comunidades", explica Sheema Sengupta.

Terrorismo e fome

Alvo de disputa no período colonial entre o Reino Unido, França e a Itália, a Somália foi criada em 1960 e, desde então, seu desenvolvimento econômico e social tem sido lento. Com a relação azedada com os vizinhos Quênia, Etiópia e Djibouti por suas reivindicações territoriais, o país só passou a desfrutar de alguma estabilidade a partir de 2012, com a queda do presidente Barre e a instauração de um novo governo. Mas os anos de ausência política expressiva trouxe consequências difíceis para a nação. 

O grupo terrorista Al-Shabab – A Juventude, em árabe –, responsável pelo ataque terrorista à universidade do Quênia que deixou 148 mortos e cuja ligação com a rede Al-Qaeda é conhecida internacionalmente, foi um resultado da crise. Criado em 2006 como uma ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália, que combatia as forças etíopes apoiadoras do fraco governo interino, o grupo tem grande influência nas áreas rurais do país e realiza ataques sistemáticos tanto dentro quanto fora da Somália.

A ascensão da pirataria somali também despertou preocupação internacional e levou até a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a assumir a liderança em uma grande operação antipirataria. Os esforços internacionais começaram a dar frutos em 2012, quando os ataques piratas caíram drasticamente nessa região.

Mas os problemas do país não se limitam ao terrorismo. Entre 1992 e 2012, a Somália contabilizou cerca de meio milhão de mortes em decorrência da fome. Somente em 2011, durante uma das piores secas em seis décadas na África, mais de 250 mil foram mortos – metade crianças com menos de 5 anos, conforme indicou o Consórcio de Organizações Não Governamentais. Outros milhares ficaram à beira da inanição e fugiram para o Quênia e Etiópia em busca de comida.


Fome e Crise humanitária na Somália

Menina somali aguarda pela sua vez para coletar água 

22/04/2015
  
Publicado por África Urgente, em 21 de março de 2014 

Somália é considerada um dos países mais pobres da África, lugar onde a fome e os conflitos crescem a cada dia que se passa. Devido à seca e a falta de ajuda alimentar cerca de 3,6 milhões de pessoas vivem sobre o risco de fome e algumas chegam até a morrer, a maioria delas são crianças que morrem devido à desnutrição, um problema que não se acaba, e ao passar dos anos vai ficando pior são centenas de somalis prejudicados com este problema, alguns deles vivem em acampamentos dentro e fora da capital de Mogadíscio. Por lá o  sofrimento e castidade são constantes um cenário de dor e muito sofrimento podemos ver todos os dias.

A taxa de mortalidade está crescendo a cada ano que se passa e a  grande e a  causadora de tudo isso é a fome. Entre maio de 2012 e agosto o número de mortes subiram para 258.000 pessoas somalis que morreram de fome, a mortalidade infantil da Somália  aumentou para 29 mil crianças e este numero tende a crescer todos estão vivendo em um estado de calamidade todos desnutridos fracos precisando de vitaminas e proteínas algumas desabrigadas sem ter onde ir, o maior numero de mortos estão de 133.000 todas  crianças com menos de 5 anos de idade.

Em media já morrem cerca de 300 crianças por dia, e 640 mil crianças somalis estão subnutridas, todas precisando de ajuda para sobreviver à fome na Somália foi provada por causa de uma grave seca no Chifre da África e foi piorando devido a falta de segurança no país que infelizmente está em guerra civil desde a queda do presidente Siad Barre em 1991 a cada ano que se passa a situação na Somália vai ficando pior milhares de famílias somalis estão doentes e desnutridas.



Empresas e organizações do Pacto Global no Brasil definem temas prioritários para 2015

Representantes do Comitê Brasileiro do Pacto Global em reunião bimestral no
escritório da ONU em SP (
Imagem: Fellipe Abreu/Pacto Global)

21/04/2015

Os focos de atuação aprovados pelo Comitê Brasileiro do Pacto Global são alimentos e agricultura, anticorrupção, direitos humanos e trabalho, energia e clima.

As prioridades de atuação do Pacto Global no Brasil para 2015 foram definidas em reunião com cerca de 40 representantes de empresas e organizações do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) no dia 8 de abril, no escritório compartilhado da ONU em São Paulo.

Os focos aprovados pelo Comitê responsável pela liderança do Pacto Global no Brasil são alimentos e agricultura, anticorrupção, direitos humanos e trabalho, energia e clima. Esses assuntos serão abordados de forma colaborativa por meio de quatro grupos temáticos (GT), que desenvolvem ações práticas para o avanço da sustentabilidade empresarial.

Os coordenadores de cada grupo temático apresentaram um plano de trabalho específico e os resultados esperados. Outro foco apresentado por Caco de Paula, presidente da Rede Brasileira do Pacto Global e diretor do Planeta Sustentável, será o estímulo a parcerias intersetoriais para inovação social, em paralelo ao desenvolvimento de projetos que incluam medidas para a produção de conteúdos e a divulgação de casos de sucesso da aplicação dos Dez Princípios.

Nos próximos meses, as atividades do Pacto Global no Brasil também irão incluir a disseminação de temas-chave das Nações Unidas em 2015, com destaque para a Conferência do Clima em Paris (COP 21) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo principal da agenda de desenvolvimento pós-2015. Acompanhe em www.pactoglobal.org.br

Fonte: ONU Brasil

Porto Alegre implanta comitê para ajudar imigrantes e refugiados

02/04/2015

Foto: Ivo Gonçalves
Os estrangeiros que chegam para permanecer na Capital terão, a partir de agora, o auxílio do Comitê Municipal de Atenção aos Imigrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas do Tráfico de Pessoas (Comirat). O órgão municipal foi instalado na tarde da última quarta-feira (25/03) e será constituído por 24 integrantes, entre representantes da prefeitura e da sociedade civil. O Comirat, que se reunirá uma vez por mês, tem como propósito “articular e propor políticas públicas específicas” com foco na proteção dos direitos humanos dos migrantes.

Atualmente, conforme a Secretaria Adjunta dos Povos Indígenas e dos Direitos Específicos da prefeitura, não há uma estimativa do número de imigrantes na Capital, contudo, no final do ano passado, seriam 4 mil, entre haitianos, senegaleses e uruguaios, principalmente, e que o controle sobre a entrada dos estrangeiros é feita pela Policia Federal. Mas, com a implantação do Comirat, esses dados começarão a ser levantados.

Coordenador do Fórum Permanente de Mobilidade Humana, Elton Bozzetto disse que é difícil fazer um cálculo mais preciso dos migrantes, porque há mais de uma porta de entrada no país. Na cidade de Brasiléia, no Acre, segundo ele, há um controle do ingresso dos estrangeiros, no entanto, nas fronteiras do Uruguai e Argentina é “mais difícil”. Hoje, conforme Bozzetto, a acolhida e assistência aos migrantes que desembarcam na Capital são feitas pela Igreja Católica. A referência é o Centro Ítalo Brasileiro de Assistência e Instrução às Migrações, o Cibai, que funciona junto à Igreja Pompeia. Também há uma unidade da Pastoral do Imigrante na Estação Rodoviária para fazer a primeira acolhida dos imigrantes.

Ligada à Igreja Católica, a Cáritas Diocesana é a entidade que ajuda os migrantes que, por exemplo, não têm itens básicos para viver na cidade, como cama e fogão. “A Cáritas dá o suporte de auxílio aos migrantes, assegurando a sobrevivência”, explicou Bozzetto. Agora, acrescentou ele, a entidade também está fazendo a transcrição dos documentos para o português, já que essa é uma exigência da Polícia Federal para encaminhar a regularização dos estrangeiros na cidade.

O coordenador do Fórum Permanente de Mobilidade Humana defendeu “uma ação mais eficaz” do Estado e de Porto Alegre para auxiliar os imigrantes. Ele cobrou que o Comirat encampe a instalação pela prefeitura de um Centro de Referência de Acolhimento e Atendimento para ser referência aos migrantes que desembarcam na Capital. Em resposta à reivindicação de Bozzetto, a secretária adjunta dos Povos Indígenas e dos Direitos Específicos da prefeitura, Karina Davila, disse que o centro será viabilizado, porém a discussão da demanda começará agora com a instalação do comitê.

Defensora pública da União, Fernanda Hahn enfatizou que a implantação do Comirat representa “um marco” para um Estado que recebe “um grande fluxo” de migrantes. Ela relembrou a chegada, no final de novembro do ano passado, na Capital de dezenas de haitianos enviados pelo governo do Acre, surpreendendo os órgãos públicos. “Havia chegado a hora do poder público assumir essa questão”, observou ela, sobre a assistência da prefeitura aos haitianos. Dos 230 que desembarcaram em Porto Alegre à época, segundo a Secretaria de Direitos Humanos, só 30 permaneceram na cidade.

Sobre a atuação do Comirat para atender os migrantes, a defensora alertou que é preciso fazer um trabalho coordenado com as pastas, por exemplo, de Saúde, de Educação e do Trabalho, não bastando só as ações articuladas pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

Fonte: Sul21


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