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UNEB REALIZA SEMINÁRIO PREPARATÓRIO PARA FÓRUM SOCIAL MUNDIAL



17/02/2018

Discutir com a comunidade a participação da UNEB no Fórum Social Mundial (FSM). Esse é o objetivo do seminário preparatório que a universidade vai realizar no dia 28 de fevereiro, das 8h às 18h, no teatro da instituição, no Campus I, em Salvador.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, visa articular e mobilizar professores, pesquisadores, técnicos e estudantes para a construção da programação da UNEB para essa edição do evento, que abordará o tema Resistir é Criar, Resistir é transformar.

A programação do seminário contará com mesa de debates com integrantes do grupo facilitador do FSM, além de atividades culturais.

Jurema Werneck vai proferir conferência sobre 
direitos humanos. Foto: Reprodução
Destaque para a conferência Direitos Humanos na Construção de outro mundo: Mulheres, Juventude, LGBT, Povos do Campo e Povos de Comunidades Tradicionais, que será proferida por Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil.

A professora Rosana Rodrigues, membro da comissão de organização do FSM na UNEB, destaca a importância do envolvimento dos departamentos nessa atividade e em outras propostas visando à articulação com a sociedade local e os territórios.

“Esse seminário acontecerá na semana de abertura do semestre 2018.1 com objetivo de mobilizar, articular toda a comunidade acadêmica, na capital e no interior do estado, para a construção coletiva do FSM, aprofundando o eixo “Direitos Humanos”, pauta constante das discussões e ações da UNEB”, frisou a coordenadora.

Para participar do seminário não há necessidade de realizar inscrição prévia.

13º Fórum Social Mundial

A 13ª edição do Fórum Social Mundial será realizada em Salvador entre os dias 13 e 17 de março. A expectativa é que cerca de 150 mil pessoas de todo o mundo participem das atividades do evento, que acontecerão na UNEB e em vários outros espaços da capital baiana.

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento que envolve movimentos sociais de várias partes do mundo, a fim de elaborar alternativas para uma transformação social global.

As inscrições individuais e de organizações podem ser feitas até o dia 10 de março no site www.fsm2018.org ou presencialmente, durante a realização do evento. Já as inscrições para atividades e para a Feira da Economia Solidária podem ser feitas até o dia 20 de fevereiro, no mesmo endereço eletrônico.

Apenas coletivos ou organizações podem inscrever atividades que farão parte da programação do Fórum, e que serão autogestionadas. Ou seja, as organizações devem ficar responsáveis por definir os nomes de palestrantes e suas presenças em Salvador, por meios próprios e seu formato das atividades. Já a organização do FSM 2018 garantirá o espaço para a realização da atividade proposta e divulgação da mesma na programação no site do Fórum.

Resultado de um longo processo de diálogo no Coletivo Brasileiro e consultas nacionais e internacionais, as Atividades poderão ser inscritas a partir de 19 eixos temáticos.



Algumas perguntas e respostas sobre o Fórum Social Mundial 2018

Grupo da UFBA e do FSM trabalha para tirar dúvidas

05/01/2018 

A roda de conversa sobre o Fórum Social Mundial 2018, no auditório da Escola de Arquitetura, na segunda-feira, 11 de dezembro, deixou claro que a comunidade da UFBA tem uma série de perguntas sobre o evento. O grupo que vem trabalhando na universidade na organização do FSM, busca respondê-las.

Damien Hazard, membro do conselho internacional do FSM, lembrou que o fórum 2018 está sendo realizado com poucos recursos, devido aos retrocessos que o país enfrentou nos últimos anos, e, “portanto, é uma construção, acima de tudo, coletiva”.

Na conversa, o reitor João Carlos Salles destacou a importância da realização de um fórum desse porte em conjunto com a universidade e comemorou a parceria.

O reitor também enfatizou a grande oportunidade de a UFBA aprofundar as relações com diferentes agentes sociais e ampliar suas possibilidades de abertura internacional a partir do Fórum. “Somos um espaço interessado e cheio de significações, portanto queremos participar como ente coletivo e levar nossos trabalhos para dizer, dentre outras coisas, que sim, outro mundo é possível. E que nenhum deles vale a pena sem uma universidade pública, gratuita, inclusiva, de fato, e de qualidade”.




Algumas perguntas sobre o Fórum Mundial Social 2018

O que é o Fórum Social Mundial (FSM)?

O Fórum nasceu em Porto Alegre, em 2001, como uma iniciativa civil planetária que faz um contraponto ao Fórum Econômico de Davos, agregando propostas alternativas ao neoliberalismo e tendo como lema “Um outro mundo é possível”. É uma construção coletiva de soluções para problemas que giram em torno do meio ambiente, direitos humanos, educação, minorias, etc. E assim sendo, propõe e viabiliza a convergência de diferentes e heterogêneos setores da sociedade civil.


O que a UFBA tem a ver com o Fórum Social Mundial 2018?

Para a Universidade Federal da Bahia, que vai acolher o Fórum, ele representa uma oportunidade diferenciada de aprofundar, através do diálogo, questões pertinentes a inúmeros campos de pesquisa e extensão.

O FSM vai possibilitar o intercâmbio intenso da UFBA com movimentos sociais e pesquisadores do Brasil e de diversas regiões do mundo e, ao mesmo tempo, a projeção dos trabalhos realizados pela comunidade universitária em nível nacional e internacional.

Há que se considerar também o contato com manifestações culturais representativas da diversidade cultural do Brasil e do mundo.

A UFBA também vai trabalhar na construção de um painel de atividades artísticas envolvendo a realização do FSM

Como, sendo da comunidade da UFBA, participar do FSM 2018?

Membros, grupos de pesquisa e coletivos da comunidade universitária podem   se integrar aos grupos de trabalho (GTs) do FSM 2018. (Agenda de reuniões dos GTs disponível em www.facebook.com/forumsocialmundial2018/).

A UFBA terá sessões temáticas, mesas e intervenções artísticas, protagonizadas por professores, estudantes e técnicos da universidade, em articulação com os eixos temáticos do FSM 2018.

Serão selecionados até 500 trabalhos de pesquisa/extensão envolvendo estudantes de graduação e de pós, além dos seus respectivos docentes orientadores. Esses trabalhos serão vinculados aos eixos temáticos do FSM 2018.

As Mesas Temáticas serão cerca de 200 com duração de 3 horas e serão selecionadas dentre as propostas enviadas por docentes sempre na perspectiva dos eixos temáticos. Fica assim criada a figura do professor ‘agitador-temático’ e seus co-agitadores, coordenando esses grandes eixos e mobilizando convidados e interações com os convidados do FSM2018

Quais as articulações mundiais que estão acontecendo para o FSM 2018?

A dinâmica internacional em torno do FSM 2018 está se expressando de várias formas, entre elas a participação do Grupo Facilitador e do Coletivo Brasileiro do FSM 2018 em eventos internacionais da sociedade civil, em paralelo à previsão de vários eventos de dimensão planetária ou regional dentro do evento em março 2018.


Eventos internacionais ocorridos nos últimos meses de 2017

06 a 09/11 – Atividades paralelas a COP23 – Bonn/Alemanha

22 a 25/11 – Conselho Mundial da Paz – Vietnam

26 e 27/11– Fórum Cidadão (evento paralelo à Cúpula União Europeia-África)- Abidjan/Costa do Marfim

29/11 a 01/12 – Conferência nacional das OSC Moçambicanas – Maputo/Moçambique

08 a 10/12 – Encontro IV Internacional sobre a Paz – Argel/Argélia

08/12/2017 – Ato da Unasul em Apoio a Venezuela em São Paulo

09 a 13/12 – Cúpula dos Povos – FUERA OMC – Buenos Aires/Argentina

23 a 25/11 – Seminário internacional do FALP- Fórum das Autoridades Locais de Periferia, em São Leopoldo/RS

Também houve participação do Grupo Facilitador em reuniões preparatórias do Fórum Social Mundial das Migrações, que acontecerá no México em 2018, e do FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas, entre outros.

Eventos internacionais previstos durante o FSM 2018

Fórum Mundial de Mídia Livre

Fórum Mundial de Saúde e Seguridade Social

Evento do Fórum Mundial das Migrações

Rede Diálogos em Humanidade

Fórum Mundial de Educação Popular

Atividade do Fórum Alternativo Mundial das Águas

Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Assembleia do CEAAL – Conselho de Educação de Adultos da Américas Popular

Encontro Internacional dos novos paradigmas para outras alternativas de desenvolvimento (com a delegação brasileira da União Europeia e a Mesa de Articulación- Articulação de plataformas nacionais de ONGs da América Latina e Caribe)

Evento sindical da CSI- Central Sindical Internacional com outras centrais sindicais de âmbito mundial

Assembleia Mundial de Mulheres

Outros eventos estão sendo articulados por redes internacionais, no aguardo de confirmações.



Fórum Social Mundial acontecerá em Salvador, de 13 a 17 de março de 2018



30/12/2017

O Fórum Social Mundial (FSM) será realizado em Salvador, no período de 13 a 17 de março de 2018. O anúncio foi feito durante seminário nacional de organizações ligadas ao processo do Fórum na capital baiana.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) colocou à disposição do evento todo o campus localizado em Salvador. Representantes do governo estadual baiano participaram do seminário e se comprometeram a também apoiar o Fórum na cidade. 

O tema central do FSM 2018 tratará dos Povos, Territórios e Movimentos em Resistência, a fim de incluir a participação dos mais diversos movimentos e pessoas, não só na participação do evento, mas também como protagonistas na construção deste.

As entidades proponentes, que serão as realizadoras do FSM, estão trabalhando em prol da preparação das inscrições, programação, divulgação e logística geral do evento.

Sobre o FSM

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento que envolve movimentos sociais de várias partes do mundo, a fim de elaborar alternativas para uma transformação social global. O primeiro FSM teve objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos que, desde 1971, defende as políticas neoliberais em todo mundo.


FÓRUM SOCIAL EM PORTO ALEGRE

















Nota: Adesivos do Natureza e Paz nas barracas do Sr Divino, no Parque Farroupilha (Redenção).
Fotos: Carlos Nascimento

Marcha da Resistência abre atividades de Fórum Social em Porto Alegre

Manifestantes caminharam pelo Centro da Capital segurando faixas e entoando cantos
PEDRO BRAGA/JC

18/01/2017

"Povos e movimentos em resistência", dizia uma das faixas seguradas pelos participantes da marcha que abriu nesta terça-feira o Fórum Social Temático de 2017, resumindo o tema deste ano do evento - resistência diante principalmente das reformas previdenciária e trabalhista almejadas pelo presidente Michel Temer (PMDB). Na ocasião, ativistas de movimentos feministas, indígenas, igualdade racial, centrais sindicais e estudantes partiram do largo Glênio Peres até o largo Zumbi dos Palmares. 

Os manifestantes caminharam - entoando cantos e segurando cartazes - pela avenida Borges de Medeiros, atrás de uma bateria de escola de samba e um carro de som no qual lideranças de várias organizações se revezavam fazendo discursos.  

Um grupo de sindicalistas - ligados principalmente à Central Única de Trabalhadores (CUT) e à Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - segurava uma faixa com o seguinte dizer: "Resistência contra as mudanças na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)".

O presidente gaúcho da CUT, Claudir Nespolo, disse que o fórum de 2017 é "o momento de lutar contra os ataques do governo Temer e sua base no Congresso Nacional aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários".

"Neste ano, o evento tem um papel especial, porque, nos momentos de crise, como o que estamos vivendo, o pensamento conservador ganha força. Então, é uma oportunidade para reorganizar a esquerda, aprofundar os laços de solidariedade entre as organizações e fortalecer as ações. O fórum impulsiona as forças progressistas", avaliou Nespolo.

Um grupo de indígenas segurava uma faixa que dizia: "Índio é terra. Não dá para separar. Queremos demarcação já". Uma das pessoas que segurava essa faixa era o índio caigangue da reserva indígena Borboleta, João Carlos Padilha. Ele reivindicou a demarcação de terras indígenas. "Nossa principal causa continua sendo a demarcação, pois o conflito pela terra é uma das causas que mais mata no Brasil", comentou Padilha.

Também havia ativistas de outros movimentos, como o representante do Fórum Paranaense de Religiões de Matrizes Africanas, Márcio Marins de Jogum. "Depois do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, percebemos que tem ocorrido um desmantelamento de secretarias que desempenhavam um papel muito importante para a população negra e as comunidades tradicionais de matrizes africanas. O fórum é um momento de avaliar a conjuntura nacional e ver como podemos garantir os direitos da população", analisou o ativista.

Fórum Social Mundial de 2018 pode voltar a acontecer na capital gaúcha

O presidente gaúcho da Central Única de Trabalhadores (CUT), Claudir Nespolo, disse ontem que o conselho internacional do Fórum Social Mundial vai discutir, nesta semana, sobre a possibilidade de a próxima edição internacional do evento - em 2018 - voltar a Porto Alegre, cidade onde surgiu e ganhou dimensão internacional. 

Segundo Nespolo, é o momento de trazer o fórum de volta para a Capital, por conta do enfraquecimento da esquerda no Brasil - principalmente depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) - e por causa das reformas previdenciária e trabalhista proposta pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). "Sediar o fórum impulsiona as forças progressistas locais", comentou o presidente da CUT.

O sindicalista falou ainda que deve haver uma disputa com o Equador para sediar o evento. "Os governos equatorianos têm implementado sucessivamente políticas bastante progressistas no país, que têm dado certo. Por isso, eles querem realizar a edição mundial do Fórum lá, para dar visibilidade às suas políticas sociais. Mas também existe o entendimento, bem forte, de que deve haver uma edição em Porto Alegre, o que pode ser já em 2018", concluiu. 

Manaus é sede do Fórum Social Mundial da Biodiversidade 2015



20/01/2015

Na quarta-feira, 07/01, ocorreu o Lançamento do Fórum Social Mundial da Biodiversidade na Assembleia Legislativa do Amazonas – FSMBIO 2015. O evento tem como foco a reflexão sobre o clima, agroecologia, meio ambiente, mercado de trabalho, biodiversidade e água. O Brasil através de seus movimentos sociais tem sido palco destes debates e mobilizações, sendo a etapa Manaus preparatória ao Fórum Social Mundial na Tunísia em março de 2015 e o próximo COP na França em dezembro de 2015.

O evento contou com a participação de militantes da causa ambiental, pesquisadores, professores e estudantes. “A participação neste Fórum trás um olhar significativo para a Amazônia, para Manaus e nós estudantes que estamos em constante debate nas Universidades devemos nos dispor a construir juntos/as as políticas públicas necessárias com ações transformadoras para o novo mundo possível”, afirmou Samara Daniele, Diretora de Meio Ambiente da União Estadual dos Estudantes – UEE/AM.

O evento que teve seu lançamento oficial nesta quarta-feira (07/01) na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, ocorrerá nos dias 26 a 30 de janeiro em Manaus -AM. A abertura no dia 26 será às 19h (Manaus) no Auditório do Parque do Mindú.

As inscrições estão divididas em três categorias: pessoas físicas no valor de R$ 10,00, movimento e instituições locais no valor de R$100,00, movimentos e instituições nacional no valor de R$ 150,00 e movimentos e instituições internacionais no valor de R$200,00. O depósito deve ser realizado na conta Banco do Brasil, Agência 1249-1, conta corrente 048.338-9.

Conheça um pouco mais sobre o FSMBIO

O Fórum Social Mundial da Biodiversidade – Manaus 2015 é um espaço aberto de encontro para a reflexão, do debate democrático de ideais, a formulação de propostas, troca de experiências e da articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra.

O encontro articula demandas dos movimentos sociais com foco nas seguintes ações 1- Mudanças Climáticas e Direitos Humanos; 2 – Bacias Hidrográficas como base de planejamento; 3 – Agroecologia; Segurança e Soberania Alimentar; 4 – Biodiversidade; Bioética e o outro mundo possível 5 – Trabalho Decente e Transição Justa: Meio Ambiente sob a perspectiva sindical.

O Fórum estimula as entidades e movimentos que dele participam a situar suas ações, do nível local ao nacional e buscando uma participação ativa nas instâncias internacionais, como questões de cidadania planetária, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário.

O Brasil através de seus movimentos sociais tem sido palco destes debates e mobilizações. Sendo a etapa Manaus preparatória ao FSM da Tunísia em março de 2015 e o próximo COP na França em dezembro de 2015.

Contatos:
Christian Braga – (92) 99100-3466
Paulo Trindade – (91) 99258-5219
Contatos: www.facebook.com/2015manaus
fsma.am2015@gmail.com
Telefones: (55.92) XX 98280-6457; 99421-3993; 99235-2759; 99924-4088; 99465-5110
Fórum Social Mundial da Biodiversidade Manaus 2015
26 a 30 de janeiro de 2015 – Manaus/Amazonas/Brasil
OUTRO MUNDO POSSÍVEL!
Rumo à Tunísia






Fórum Social Temático 2012


Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental

27/01/2012

O Fórum Social Temático (FST) se inscreve no processo do Fórum Social Mundial e será uma etapa preparatória a Cúpula dos Povos na Rio+20. O evento acontecerá do dia 24 a 29 de janeiro de 2012 e será sediado por Porto Alegre e cidades da região Metropolitana – Gravataí, Canoas, São Leopoldo, e Novo Hamburgo. Como um espaço aberto e plural, a programação do Fórum será fundamentalmente constituída por atividades propostas e geridas por movimentos, coletivos e organizações da sociedade civil, relacionadas ao tema “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”. Além disso, o Fórum acolherá também o encontro de redes internacionais, articuladas em torno de Grupos Temáticos de reflexão sobre assuntos pertinentes ao Fórum. O diálogo no âmbito dos grupos já está em andamento, na Plataforma de Diálogos do Fórum Social Temático .

Por que “Crise capitalista, Justiça Social e Ambiental?

(baseado nos documentos Convocatória ; Metodologia)
Um nível inusitado de atividade de movimentos de massas atinge países conhecidos por sua estabilidade social. Protestos e mobilizações indígenas produzem uma grande efervescência  na  usualmente  tempestuosa região andina. Estudantes em diversos países organizam atos com uma capacidade de mobilização há tempos não vista. Em 15 de outubro tivemos manifestações em quase mil cidades de 82 países.

A indignação com as desigualdades e injustiças políticas e sociais aparece como uma marca comum à maioria destes movimentos que questionam o “sistema” e o “poder”, se confronta com sua destrutividade e rompem com a passividade das décadas neoliberais.  Estes movimentos nascem das necessidades e aspirações do presente, dos efeitos das políticas recessivas que se alastram entre países ricos e estagnados pela crise, de manifestações contra práticas opressivas, de povos, comunidades, setores da sociedade que não se sentem representados por seus governantes e almejam políticas mais justas e solidárias, que respeitem todas as formas de vida.

Três anos após a pior crise econômica mundial desde a de 1929, três anos depois da enorme alta nos preços das commodities e dos alimentos pela especulação pelos gigantes das finanças, quatro anos depois do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) ter alertado para a urgência na transição para uma economia de baixo carbono, todos os problemas se arrastam sem perspectivas de solução, com os poderes estabelecidos apenas preocupados em manter os negócios como sempre. Nenhuma lição foi aprendida, nenhuma mudança estrutural foi feita, agravando os impasses que se acumulam em uma lógica suicida.

Na aparente ausência de outro paradigma de civilização, que a confronte, a inércia impera, e a máquina move-se com a mesma lógica de sempre. Na medida em que centenas de milhões de pessoas adentram à sociedade de consumo de massa e perseguem para si o modo de vida que o capitalismo estadounidense exportou como ideal de felicidade, elas demandam uma quantidade crescente de bens ostentatórios, criados dentro da lógica da obsolescência planejada, uso privado, desperdício e descartabilidade. E consomem cada vez mais recursos: energia, matérias primas, alimentos e serviços ambientais. Este crescimento prepara novas e futuras crises de combustíveis, matérias primas e alimentos; acelera as emissões de gases do efeito estufa e o aquecimento global. Frente a elas, o capital apenas pode acenar com ilusórias promessas de que inovações tecnológicas resolverão todos os problemas. E para garantir que nenhuma ameaça ao sistema possa florescer, a democracia é corrompida pelo poder do dinheiro ou, quando necessário, suprimida.

Porto Alegre e Região metropolitana serão, em 2012 o ponto de encontro d@s indignad@s, das expressões dos povos originários e dos movimentos anti-sistêmicos de todos os quadrantes, capaz de afirmar uma saída para a crise, tirando daí as diretrizes e campanhas globais. Afirmar e transmitir um paradigma alternativo de sociedade, construir um vocabulário comum capaz de articular as demandas difusas de grande parcela das populações são imperativos para que sejamos bem sucedidos. Compreendendo a necessidade de ampliar a pauta oficial, determinada pela ONU, para a Rio+20, o Comitê Organizador espera que a sociedade civil organizada aproveite o advento deste Fórum para construir uma reflexão estratégica e programática, capaz também de ser apresentada na Cúpula dos Povos na Rio+20, em junho de 2012, atraindo multidões para o Rio de Janeiro.

Qual a conexão deste Fórum com o processo do Fórum Social Mundial e das demais mobilizações em vistas à Rio+20?

O processo Fórum Social Mundial debateu em Belém, em 2009, e novamente em Dakar, em 2011, os grandes desafios de uma civilização global em crise (tanto no sentido de crise como de oportunidades) com o qual estamos confrontados. Discutiu também, de forma mais aprofundada, elementos da nova agenda política que os atores do processo FSM foram ressaltando ao longo do último período: a defesa dos bens comuns e do livre acesso ao conhecimento e à cultura, a centralidade da sustentabilidade social e ambiental em qualquer projeto alternativo, a economia do bem estar e da gratuidade, a busca do bem viver como propósito da vida, a organização do poder político em moldes plurinacionais e baseados na democracia participativa, a relação entre direitos e responsabilidades coletivas, o reordenamento geopolítico mundial e os problemas de governança que ele carrega, dentre outros elementos que formam uma agenda abrangente, mas não exaustiva, que foi acompanhada de inúmeros outros debates e diálogos com as propostas que com ela se cruzam.

Agora – frente a oportunidade representada pela Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental– consideramos que o processo FSM deve oferecer sua contribuição para impulsionar sua preparação e auxiliar a consolidação de sua agenda, organizando um Fórum Social Temático, em Porto Alegre e Região Metropolitana, entre 24 e 29 de janeiro de 2012. Um Fórum que discuta a crise e as medidas emergenciais que tem que ser tomadas para assegurar a sobrevivência e o bem-estar de centenas de milhões de pessoas. Um Fórum que explore os caminhos para a afirmação de paradigmas alternativos à civilização industrial, produtivista e consumista e da agenda da transformação social que lhe corresponde. Um Fórum que aprofunde os laços entre os atores e atrizes comprometidos com esta pauta, mobilize-os para a ação, estimule sua convergência e auxilie sua participação efetiva na Cúpula dos Povos.

Consideramos esta iniciativa – na seqüência dos protestos contra o G20 em novembro, em Paris, e das atividades programadas pela sociedade civil por ocasião da COP 17, em Durban, na África do Sul, em fins de 2011 – decisiva para acumular forças e reforçar a preparação da Cúpula dos Povos da Rio +20.

Então eu já posso participar? O que devo fazer?

Sim! 
Além da possibilidade de trabalhar na organização do Fórum, participando das plenárias e de coletivos de trabalho – para saber a agenda de reuniões, entre em contato com fstematico2012@gmail.com – e de se voluntariar a trabalhar durante o evento do Fórum, como indivíduo – clique aqui para acessar o Formulário de inscrição de voluntários [http://www.fstematico2012.org.br/index.php?link=48]  – existem ainda outras duas maneiras de participar:

       1. Organizando uma atividade autogestionada durante o Fórum. Veja o texto a seguir.
       2. Participando dos debates nos Grupos Temáticos, sobre assuntos relativos à temática em pauta. Veja o texto a seguir.

Para saber, acesse o documento sobre a Proposta Metodológica do Fórum Social Temático.  [http://dialogos2012.org/?p=340] 

O que são atividades autogestionadas? Quem as promove? Como posso inscrevê-las?

Atividades autogestionadas são as que constituem a maior parte da programação de um Fórum Social. Como seu nome identifica, são ações organizadas por aqueles que as promovem. O Comitê Organizador do Fórum é responsável apenas por receber suas inscrições e definir o local e horário onde acontecerão, porém a preparação, programação, metodologia, materiais e tudo mais que for necessário para sua realização é de responsabilidade daquele que a inscreveu no Fórum.  Por valorizarmos a ação coletiva, de acordo com a Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, as atividades deverão ser inscritas por grupos, e não por indivíduos. Coletivos, redes, instituições, organizações da sociedade civil organizada estão convidados a fazê-lo. A possibilidade de inscrição está aberta a todos, independente do grau de formalização do coletivo (pode ter ou não um CNPJ), ou de tempo de existência (podem ser coletivos formados com a finalidade de realizar uma atividade autogestionada). Ainda de acordo com a Carta, organizações que tenham finalidade lucrativa e/ou que sejam governamentais ou partidárias não poderão promover atividades. Seus integrantes podem participar como indivíduos apenas.

Sob a temática Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, qualquer tipo de atividade pode ser realizada. O formato das atividades é aberto. Quem o definirá será seu proponente. Marchas, seminários, teatros, instalações, oficinas, aulas abertas... todas estas e outras mais já foram atividades autogestionadas e podem ser inscritas.
Para inscrever uma atividade, acesse o Formulário de Atividades Autorganizadas clicando aqui [http://www.fstematico2012.org.br/index.php?link=42].

O que são estes Grupos Temáticos de diálogo? Como posso acompanhar seus trabalhos e participar?
Os Grupos Temáticos são grupos virtuais de discussão acerca de assuntos relacionados ao tema “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”, que funcionarão por meio de um e-group, e de ferramentas e informações disponibilizadas na Plataforma de Diálogos do Fórum Social Temático. 
Os Grupos são um espaço para que organizações, redes, movimentos e intelectuais da sociedade civil organizada possam aprofundar reflexões, construir conexões e elaborar propostas de ação e de documentos. Esta interação contínua no espaço virtual alimentará e será fortalecida por momentos de encontro presencial entre os membros destes grupos, sendo o Fórum Social Temático (em janeiro de 2012) e a Cúpula dos Povos na Rio+20 (em julho de 2012) eventos chave neste processo.

No momento, estão abertas as inscrições para os seguintes Grupos Temáticos: Água; Bens Comuns; Cidades Sustentáveis; Ciência e Tecnologia; Clima; Consumo; Educação; Ética; Extrativismo e Mineração; Governança e Arquitetura de Poder; Territórios, Auto-Governo e Bem Viver.
Para saber mais sobre os trabalhos dos Grupos Temáticos, acesse o menu Grupos Temáticos [http://dialogos2012.org/?page_id=33], na página www.dialogos2012.org

Fonte: www.fstematico2012.org.br
Cursos na área de Meio Ambiente
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