Mostrando postagens com marcador Salvador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salvador. Mostrar todas as postagens

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE COMPLETA 50 ANOS

Ainda há muito a ser feito pelas transformações e  políticas ambientais
nacionais e internacionais (Ilustração: Shutterstock )

04/06/2022 

Criada pela ONU, data traz para 2022 o tema “Uma só terra”

Chamar a atenção globalmente para as questões ambientais urgentes da atualidade. Este é o maior objetivo do Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho - criado no ano de 1972, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano, contendo diretrizes para a governança ambiental no mundo. Ao longo desses anos, as discussões ganharam importância e o trabalho de conscientização cresceu, mas ainda há muito a ser feito pelas transformações e pelas políticas ambientais nacionais e internacionais. 

A cada ano, a comemoração gera em torno de um tema. Para 2022, a ONU escolheu reforçar a campanha “Uma só terra”, que além de marcar os 50 anos da Conferência de Estocolmo de 1972, alerta para a urgência da mudança global em prol da preservação do meio ambiente. A proposta é fazer com que cada pessoa se sinta integrada às ações ambientais coletivas e motivada a viver uma vida mais sustentável, em harmonia com a natureza, promovendo mudanças a partir do apoio às políticas públicas e de escolhas pessoais, como por exemplo adotar um estilo de vida menos poluente. É preciso incorporar que o planeta é a nossa casa e a preservação de todos os recursos finitos é uma responsabilidade de cada pessoa.  “Agora, assim como há cinco décadas, é fundamental tomarmos novas ações urgentes em prol de um planeta saudável para a prosperidade de todos e todas, afirma Regina Cavini, representante adjunta do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) no Brasil.

Este ano, a Suécia voltou a ser a anfitriã da conferência anual e lá também foi realizada a Estocolmo+50, nos dias 2 e 3 de junho. Na pauta das discussões, o foco foi em três pilares: ação climática, ação na natureza e ação na poluição. O encontro representou uma aceleração nos esforços para cumprir a Agenda de 2030 de modo a alcançar uma recuperação sustentável pós-COVID-19. Participaram da conferência mais de dez chefes de Estado/governo e mais de 90 ministros de 130 Estados-membros participantes, bem como representantes da sociedade civil e do setor privado.

Desde que foi instituído, o Dia Mundial do Meio Ambiente passou a ser uma plataforma de sensibilização para as questões ambientais. Ao longo dos anos, temas importantes foram discutidos: restauração dos ecossistemas, biodiversidade, poluição do ar, poluição plástica, crimes ambientais contra a vida selvagem, consumo consciente, aquecimento global, desperdício de alimentos, economia verde, mudanças climáticas, água, camada de ozônio…

Compromissos da anfitriã 

Após ter sido palco da Conferência de 1972, a Suécia avançou nas questões ambientais e nos investimentos voltados para a preservação e proteção ambiental. O país adotou uma meta climática de longo prazo com o objetivo de zerar as emissões líquidas até 2045. Cinquenta anos depois, voltar a sediar o encontro representou um compromisso e uma grande ambição para o futuro. 

"Como uma anfitriã orgulhosa do Dia Mundial do Meio Ambiente 2022, a Suécia destaca as preocupações ambientais mais urgentes e apresenta as iniciativas do nosso país e os esforços globais para enfrentar as crises do clima e da natureza. Convidamos comunidades de todo o mundo a participar das importantes discussões e celebrações", ressaltou Per Bolund, Ministro de Meio Ambiente e Clima e Vice-Primeiro Ministro da Suécia. 

Ações que fazem a diferença 

Em diferentes partes do Brasil e do mundo, há pessoas atuando em ações e iniciativas que já se tornaram uma missão de vida com o intuito de promover a restauração e a preservação do meio ambiente e assim ajudar a construir um planeta melhor para essa e as próximas gerações. Veja aqui alguns exemplos! 

Rondônia - Os indígenas Paiter Suruí já realizaram duas edições da ação NFTs de Impacto para comercializar, por meio da plataforma Mercado Bitcoin, obras digitais autênticas - ilustrações e fotografia. O objetivo da iniciativa é levantar fundos para colaborar com projetos de impacto social e ambiental. O dinheiro também é usado para monitorar o território Sete de Setembro e financiar outras iniciativas sustentáveis, como a preservação de 13 mil hectares de floresta.

O cacique Almir Suruí ressalta, ainda, que com o dinheiro das vendas das obras digitais é possível investir em tecnologia e aquisição de drones, GPS e computadores para geoprocessamento, bem como para identificar algumas ações para receberem financiamento e fortalecimento. Hoje já são beneficiados projetos de cultivos sustentáveis de café, banana, cacau e castanha, além de iniciativas de reflorestamento e recuperação de nascentes. 

Paquistão - Tahir Qureshi, falecido em dezembro de 2020, entendeu a importância da preservação dos manguezais na preservação do meio ambiente. Ele deixou um legado importante, ganhou o título de “herói dos manguezais” e hoje outras pessoas, inspiradas por seu trabalho, dedicam-se a ações de restauração dos manguezais naquele país. 

Em 2021, o Paquistão sediou a conferência da ONU e, apoiado pelo PNUMA, assumiu o compromisso de plantar 10 bilhões de árvores até 2023, sendo que grande parte delas são mangues - ecossistemas mais produtivos e diversificados do planeta. Sem eles 39% a mais de pessoas poderiam sofrer com as consequências de inundações, por exemplo. Vale saber, ainda, que os mangues armazenam carbono de três a cinco vezes mais do que das florestas tropicais. Além disso, sustentam a subsistência de mais de 120 milhões de pessoas no mundo e servem de casa para mais de três mil espécies de peixes que fazem parte do ecossistema.

Estima-se que a degradação já consumiu 67% dos manguezais através de ações como exploração madeireira, agricultura, aquicultura, poluição e o desenvolvimento costeiro.

Salvador - Na capital baiana, um projeto ambiental de destaque é desenvolvido pela ONG ProMar, em parceria com os pescadores da Ilha de Maré e a Universidade Federal da Bahia. Juntos desenvolveram uma tecnologia que transforma o substrato do coral sol, nocivo ao ecossistema marinho, em sementeira para o cultivo e a restauração dos recifes de coral nativo na Baía de Todos os Santos. O trabalho também se estende à reutilização do plástico, que é retirado do mar.

ONG ProMar atua em parceria com os pescadores da Ilha de Maré e a
Universidade Federal da Bahia (Foto: divulgação)

"Há mais de dez anos estou trabalhando na pesquisa e no monitoramento e controle do coral sol na Baía de Todos-os-Santos e, também, participamos da construção do plano de controle do coral sol na Costa Brasileira. Como o coral sol causa impacto na vida marinha, principalmente, em algumas espécies daqui e por ele ter a mesma composição de um coral da nossa região, que é o carbonato de cálcio, resolvemos experimentar o esqueleto para fabricar uma sementeira para cultivar corais nativos. Retiramos o coral sol, colocamos para secar, trituramos e transformamos em um pó. Então, misturamos com cimento e fabricamos pequenos blocos que são as sementeiras, onde se fixa o fragmento de um coral nativo e a partir daí ele passa a se desenvolver", explica Zé Pescador, gestor da ProMar. 

Todo este trabalho é fruto de um estudo da startup de inovação e meio ambiente Carbono 14, um negócio sustentável, que nasceu a partir da atuação da ProMar. O trabalho pioneiro chegou a ser citado na revista especializada Science.  

Com os experimentos percebeu-se que o uso do nylon poderia ser utilizado também no processo como lacres. "O plástico é excelente para acelerar o desenvolvimento do coral, até quatro vezes mais rápido do que o próprio ambiente natural. Essa descoberta foi feita a partir da observação do cientista Igor Cruz, do Instituto de Geociências da UFBA, que é o nosso orientador científico nos experimentos de restauração na Baía de Todos os Santos”. 

O projeto Mundo Sustentável é uma realização do Correio com patrocínio da Unipar e Acelen, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador, apoio da Braskem, Wilson Sons, AJL, Jotagê e ComDados.

Fonte: Jornal Correio

IPTU VERDE VALORIZA IMÓVEIS QUE ADOTAM PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM SALVADOR

Foto: Jefferson Peixoto

25-11-2020

Sete empreendimentos imobiliários em Salvador já foram contemplados com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Verde, programa criado pela Prefeitura em 2015, com intuito de contribuir para a preservação ambiental e incentivo à sustentabilidade em construções, oferecendo descontos de 10% no pagamento do tributo. De acordo com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), a iniciativa beneficiou um imóvel institucional, três residências e três comerciais na capital.  

O benefício é concedido conforme a soma da pontuação estabelecida no programa, baseada em 70 práticas que podem ser adotadas, como exemplos: uso de economizadores de água; fontes alternativas de energia; sistema de reutilização das águas cinzas (ou seja, originada a partir de processos domésticos como lavagem de roupa e banho etc.); implantação de iluminação natural  e ventilação em áreas comuns; adoção de esquadrias externas com tratamento acústico, entre outras medidas. 

A tabela completa pode ser acessada no site iptuverde.salvador.ba.gov.br. Ao atingir o mínimo de 50 pontos, a edificação entra para a categoria bronze, tendo desconto de 5%. A partir de 70 pontos, a redução é de 7% no imposto predial. Para atingir a categoria ouro, que dá 10% de abatimento, é necessário pelo menos 100 pontos.   

Além dessas categorias, propriedades imobiliárias constituídas de mais de uma edificação num mesmo lote podem obter a certificação de “Empreendimento Sustentável” sem os descontos na cobrança de IPTU. Uma empresa têxtil, localizada no bairro do Uruguai, obteve o reconhecimento após implantar ações como reaproveitamento da água de condensação dos equipamentos de ar condicionado, placas solares fotovoltaicas e um bicicletário. Para a certificação, é necessário garantir pontuação mínima 50 pontos.   

Nos últimos cinco anos, a Secis também concedeu Outorga Verde a 17 edificações. Esta é outra medida para estimular que empresários, técnicos, engenheiros e arquitetos adotem tecnologias sustentáveis (ainda durante a fase de licenciamento dos empreendimentos) capazes de reduzir o consumo de recursos naturais e de impactos ao meio ambiente. A iniciativa dá desconto de 25% a 40% do custo da outorga onerosa.   

Valorização 

Um dos diretores do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Vicente Mattos acredita que o IPTU e Outorga Verde são instrumentos eficazes para que o mercado imobiliário se sinta mais atraído para introduzir soluções que estimulem preservação ao meio ambiente.  

“Essas iniciativas são inteligentes, proveitosas e de fundamental importância o futuro. Além dos empreendedores do ramo imobiliário poderem ofertar produtos diferenciados, hoje muitos consumidores levam em conta se o imóvel obedece a questões de  sustentabilidade, que lhes proporcionem vantagens financeiras ao mesmo tempo em que seja possível colaborar com a natureza”, destaca.  

Como aderir - Ao dar entrada no pedido de alvará de construção, ampliação, reforma, modificação ou substituição de projeto aprovado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o requerente que deseja ingressar no IPTU Verde deve anexar um formulário que pode ser baixado no site iptuverde.salvador.ba.gov.br, elencando as iniciativas sustentáveis adotadas e sua respectiva pontuação.   

Posteriormente, a Secis, junto com a Sedur e Coelba, faz vistorias e análises, antes de emitir o certificado que dará direito ao desconto no IPTU. O benefício tem validade de três anos, podendo ser renovado por igual período, mediante reavaliação. 

Fonte: Secom - Prefeitura de Salvador

SEMINÁRIO SALVADOR CIDADE INOVADORA TEM INSCRIÇÕES ABERTAS



28/07/2020

Com o tema ‘Inovação e Sustentabilidade na Real’, a quarta edição do Seminário Salvador Cidade Inovadora será realizada, virtualmente, no dia 5 de agosto, das 9h às 21h. Desta vez, devido à pandemia de Covid-19, em formato de webinário, ou seja, via videoconferência, o objetivo é debater acerca de assuntos e desafios relacionados à questão da sustentabilidade, abordando práticas e soluções inovadoras realizadas por pessoas, cidades e empresas no Brasil e no mundo a fim de se tornarem efetivamente sustentáveis.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço doity.com.br/seminario-salvador-cidade-inovadora.

Presente na agenda de eventos da capital baiana desde 2017, o seminário é realizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), e reúne profissionais e representantes de organizações nacionais e internacionais em torno das temáticas centrais do empreendedorismo e da inovação.

O evento conta com o patrocínio do Jornal Correio, Doity, Teledata, Use Telecom e Usina Digital. Já a curadoria é uma correalização da Associação Baiana de Startups (Abastartups), Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (AJE Bahia), Fundação Avina, Baanko, Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança do Clima (C40), Endeavor Brasil, Sociedade Alemã pela Cooperação Internacional (GIZ), Grupo Rede+, Hub Salvador, Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Instituto Capitalismo Consciente, Incubadora de Negócios Sociais (In Pacto), Parque Social, Fundação Konrad Adenauer, Sebrae Bahia e Senai Cimatec.

Mudanças climáticas e empreendedorismo

Com uma palestra de abertura e 16 painéis divididos em três salas – Pessoas, Planeta e Lucro –, serão mais de 28 horas de discussões, com atividades simultâneas e acesso livre entre estas. Na sala Planeta, durante o primeiro painel do dia, às 10h30, serão abordadas questões de gênero relacionadas às mudanças climáticas. Simultaneamente, nas outras duas salas, Pessoas e Lucro, estarão em pauta as empreendedoras negras e a importância das scale-ups (empresas de alto crescimento) em um ecossistema empreendedor sustentável, respectivamente.

Entre os convidados do 4º Seminário Salvador Cidade Inovadora, estão: Larissa Luz, cantora, atriz, escritora, compositora e produtora musical; Pedro Tourinho, especialista em entretenimento, mídia e fundador da Soko e MAP Brasil; Antônio Pita, fundador da Diaspora.Black; Coy Freitas, Diretor Artístico e Curador da plataforma de música da Devassa – Tropical Transforma; Renato Paquet, diretor-presidente de Cleantechs da Associação Brasileira de Startups, CEO e fundador da scale-up Polen; Paulo Rogério, empreendedor, cofundador da aceleradora de impacto social Vale do Dendê e consultor em diversidade; e Linda Bezerra, jornalista e editora-chefe do jornal Correio e representante da Afro Fashion Day.

No fim da tarde, a partir das 17h30, a discussão na sala Planeta irá tratar do potencial e dos desafios da Baía de Todos-os-Santos, enquanto a diversidade na cadeia produtiva da moda toma conta da sala Pessoas, e a multiexperiência da música, da sala Lucro. Em seguida, às 19h, o painel ‘Música, Inovação e Negócios’ encerra o evento.

Oficinas

Além dos painéis, que acontecerão ao mesmo tempo em grupos de três, cada ingresso dará direito a participar de uma das quatro oficinas simultâneas, com orientações que vão desde como precificar um produto ou serviço até como criar um avatar (personagem digital) em pixel art.

As oficinas terão como facilitadoras Karine Oliveira, idealizadora e CEO da Wakanda: Educação Empreendedora, voltada ao empreendedorismo feminino e negro; Taís Ribeiro, co-fundadora da Aimo Tech, empresa de tecnologia educacional; Yasmin Souza, criadora do Brasil Aprender, portal destinado à modernização do processo de ensino-aprendizagem; e Betina Bona, fundadora do Terra Vida, empreendimento direcionado a soluções ecológicas.

Salvador 360

O Seminário Salvador Cidade Inovadora faz parte do eixo Cidade Sustentável, um dos oito eixos do Programa Salvador 360, que possui 360 medidas que visam acelerar o crescimento econômico e social da capital baiana e contemplam projetos e ações que inserem a tecnologia como uma importante política pública para a cidade.

Serviço

O quê: 4º Seminário Salvador Cidade Inovadora
Quando: 5 de agosto, das 9h às 21h
Inscrições gratuitas e acesso ao evento pelo endereço: doity.com.br/seminario-salvador-cidade-inovadora


PROJETO TRANSFORMA RESÍDUOS DESCARTADOS E COMERCIALIZA EM BAZAR A PREÇOS POPULARES

27/12/2019

Quando eu estava andando pelas ruas de Salvador, fiquei observando um certo aparelho sendo colocado numa carroceria de um veículo, e logo percebi que tratava-se de vários materiais usados. Rapidamente capturei uma foto da instituição e telefone. 

Pesquisei pela internet para saber mais do projeto social e fiquei sabendo sobre a Economia Circular.

Segue a matéria na íntegra:


Móveis e outros objetos são recuperados e revendidos (Marina Silva/Correio)

Por Perla Ribeiro -  Correio 
Publicado em 13.08.2018

Economia circular é um dos temas do Agenda Bahia 2018

Até ser entrevistado para essa reportagem, o coordenador do projeto social Emaús Novos Alagados, Jerry Uilson Magalhães, nunca tinha ouvido falar em Economia Circular. O termo podia ser desconhecido para ele, mas Jerry coloca isso em prática há cinco anos. Todas as terças e quintas-feiras, dois caminhões saem da sede do projeto, em São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário, e rodam a cidade para buscar objetos que seriam descartados.

Voltam carregados de tudo quanto é coisa: roupas, livros, brinquedos, móveis, TVs, som, geladeira, fogão... Algumas peças estão quebradas. Outras, só estão velhas. Mas, ali, nada se perde.  Assim como propõe a Economia Circular, eles transformam resíduos em produtos.

Por isso, tudo que é arrecadado vai parar em oficinas, onde, com auxílio de técnicos de diferentes áreas, jovens da comunidade aprendem a reparar os objetos e deixá-los prontos para ganhar um novo dono. Não é a toa que o slogan deles é: “O que não serve para você é útil para nós e a natureza agradece”. Depois de repaginados, os produtos são vendidos a preços populares em um bazar mantido na sede do projeto, que acontece todos os sábados, das 9h às 12h. 

Objetos doados são recuperados em oficina (Marina Silva / Correio)

A renda obtida ajuda a manter outras duas crias deles: uma creche comunitária, que atende a 30 crianças 6 meses a 4 anos e uma escola com 85 alunos do pré ao 5º ano. Com as doações eles conseguem fazer, em média, 40 vendas por semana. Após pagamento dos custos com as reformas e pagamento de pessoal, sobram entre R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês para investir nos projetos educacionais. Isso é possível porque eles contam com uma rede de 200 a 250 doadores fixos e um número ainda maior de pessoas que fazem doações aleatoriamente.  

Segundo Jerry, as pessoas chegam até eles através de campanhas itinerantes e também da divulgação boca a boca. “O projeto surgiu de uma necessidade nossa. Já fazíamos isso, mas de forma esporádica, mas foi chegando coisas maiores e não tínhamos espaço, foi então que vimos a necessidade de criarmos algo mais estruturado”.

Saiba mais
Economia Circular:  Estabelece uma mudança na lógica de produzir, consumir e transformar resíduos em produtos. 
Ganhos ambientais: Redução de insumos (matéria- prima natural e energia), redução de resíduos
e emissões
Dose dupla

Se por um lado eles sentem que cumprem seu papel de ajudar esse mundo a ser mais sustentável, por outro, quem faz doações se sente recompensado duplamente. É que, além de saber que está colaborando para a redução de resíduos, se vêem livre de algo que não lhe servia mais e sem fazer muito esforço para isso. O único trabalho é  ligar no telefone do projeto (3401-5888) e agendar a coleta.

O administrador Dilson Moura Costa, 55 anos, por exemplo, é um dos colaboradores assíduo. “Sou um defensor da natureza, não gosto de jogar nada fora. É bom saber que o que não serve mais para mim vai ser recuperado e vendido para angariar recursos para a comunidade. Já fui lá conhecer, é um trabalho sério. Toda vez que tenho algo para doar, chamo eles”, diz. Na lista das doações entra beliche, máquina de lavar, micro-ondas, ferro de passar, armário de cozinha, discos, sobras de material de construção.

“Ao mesmo tempo que  contribuo com eles para que o objeto ganhe uma nova utilidade, também saio ganhando. Uma vez comprei um armário novo e, para desmontar o velho, teria que pagar R$ 150. Chamei, eles vieram, desmontaram e levaram o armário, que ainda serviu depois para outra pessoa. Todos ganhamos com isso”, destaca.

Quem também nunca ouviu falar de Economia Circular, mas tem tirado muito proveito dela, é a dona de casa Eliaci Santos Vera Cruz, 40 anos. Ela é uma das clientes assíduas do bazar realizado pelo projeto social Emaús Novos Alagados.

Eliaci conta que vai juntando todo dinheirinho que consegue guardar e, sempre que chega novidades, o pessoal avisa e ela vai conferir. “Já comprei colchão de casal, de solteiro, sofá. Minha casa toda é do bazar. E são coisas boas e semi-novas, que se fosse comprar em loja teria que pagar caro. Meu sofá de canto mesmo, todo mundo que vem aqui em casa  diz que é lindo, e eu fico me sentindo”, diz, com graça.

Para que serve a economia circular?
Ganhos sociais:   Oportunidades para novos postos de trabalho,  novos usos na cadeia produtiva, desperta o senso de comunidade, cooperação e participação, estimula o consumo compartilhado e não individualizado;
Ganhos econômicos:   Redução de perdas e desperdícios, geração de novos mercados por conta do valor dos recursos renováveis

Workshop reuniu especialistas e representantes da sociedade civil 
(Foto: Arisson Marinho/Correio)


Cidade pode receber centro de excelência

A Cátedra Unesco de Sustentabilidade quer criar um centro internacional de excelência em Economia Circular e Sustentabilidade e Salvador está entre uma das cidades cotadas para recebê-lo. A informação foi divulgada durante o workshop Economia Circular: Ecossistemas para as Cidades do Futuro, que aconteceu no seminário Sustentabilidade do Agora, no Fórum Agenda Bahia 2018, pelo professor da Ufba e pesquisador associado da Cátedra Unesco de Sustentabilidade, Paulo Gomes. “Para concretizar isso,  precisamos de apoios. Se juntarmos todos nesse propósito, a chance de acontecer será maior”.

No workshop, capitaneado por Adriana Campelo, diretora de Resiliência da prefeitura de Salvador e Chief Resilience Officer - CRO da iniciativa 100 Resilient Cities (100 Cidades Resilientes) da Fundação Rockefeller, especialistas trouxeram exemplos do que tem sido feito para alavancar a Economia Circular. “A gente precisa ser engenhoso, criativo, ver que recursos a gente pode usar”, disse Adriana.

Divididos em grupos, os participantes do workshop lançaram propostas para mudar a lógica de produção, consumo e transformação de resíduos na capital baiana (veja abaixo). Parte dessas ideias será incorporada ao Plano de Resiliência de Salvador, que tem precisão de ser lançado em dezembro.

Ideias propostas no workshop:
>>Tornar  a escola um espaço vivo para se pensar a Economia Circular
>>Regulamentação  das diretrizes para o fortalecimento da Economia Circular
>>Criação  de um comitê de sustentabilidade para fiscalizar as empresas
>>Estímulo  ao consumo de produtos de empresas que façam reciclagem ou reuso de embalagens
>>Implantação  de micro-centros de compostagem e reciclagem nos bairros de Salvador
>>Fomentar  projetos com foco em tecnologia de processamento de resíduos
>>Criação  de centros de logística reversa para o consumidor deixar objetos quando for comprar um novo

O subsecretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), João Hersh destacou que Salvador gera 3 mil toneladas de resíduos por dia. “A cidade tem que começar a mudar a forma de lidar com isso. Todo material descartado pelo cidadão teria que retornar para o distribuidor, fornecedor ou indústria, numa lógica reversa. Mas para isso, é preciso que cada um assuma a sua responsabilidade nesse processo. Tem que haver engajamento setoriais” defendeu. 

Já o vice-diretor regional para a América Latina do C40, Ilan Cuperstein, foi mais além. Ele disse que há uma estimativa de que para cada quilo de resíduo que a gente descarta, são 70 quilos que estão sendo descartados com ele em toda a cadeia, desde o início da produção até o descarte geral. “Isso torna ainda mais crucial pensar em como não gerar resíduos e gerar recursos. É preciso parar de pensar em resíduos e pensar em gestão recursos”, defendeu.

Apesar de ponderar o impacto dos resíduos no meio ambiente, Cuperstein ressaltou que a Economia Circular não se resume a gestão de resíduos. “É uma mudança muito mais profunda de paradigmas, do que só olhar como uma  gestão mais eficiente dos resíduos. Apesar de que, uma gestão mais eficiente dos resíduos começa com uma mudança mais estrutural de como a cidade está organizada”. 

Já a gerente de Eficiência do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas, citou o projeto Vale Luz, que troca resíduos por desconto na conta de energia. “Todo resíduo é passado para a cooperativa e é ela que paga o consumidor. A gente conseguiu que comunidades populares zerem a conta de luz”.

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Revita e Oi, e apoio institucional da Prefeitura de Salvador, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Fundação Rockefeller e Rede Bahia.

Fonte: Correio


CAMPANHA 'MAR NÃO ESTÁ PARA PLÁSTICO' LANÇA SEGUNDA EDIÇÃO NO DIA 14



09/09/2019

As ações de limpeza e conscientização prosseguirão até fevereiro de 2020

Permitir que cada morador da cidade se transforme num guardião da praia, evitando o descarte de lixo -  especialmente plásticos -, além de atuar como multiplicador da proposta de se responsabilizar por todo e qualquer dejeto deixado nas praias. Essa é a proposta da segunda edição da campanha O Mar Não Está para Plástico.

O lançamento oficial está marcado para o próximo dia 14, às 9h, no auditório do Sindiquímica, R. Marujos do Brasil, 20, Tororó. De acordo com o presidente da Redemar, uma das organizadoras da campanha, William Freitas, a solenidade de lançamento contará com palestras da bióloga Larissa Renate e do oceanógrafo Matheus Serra. Juntos, eles farão uma capacitação do grupo de voluntários para as ações que serão realizadas até fevereiro nas praias de São Tomé de Paripe, Praia da Barra, Praia de Jaguaribe, Praia de Jardim de Alah, Praia da Boa Viagem e Praia de Tubarão. 

“A proposta é contemplar as praias que tem um índice maior banhistas, comerciantes e ambulantes independente de sua localização, sendo cidade alta ou baixa”, explica William Freitas.

Para Matheus Serra, essa primeira parte da campanha é fundamental porque orienta os participantes e possibilita que os organizadores possam providenciar os equipamentos de proteção individual e outros detalhes fundamentais para o sucesso da ação. “O treinamento da equipe é essencial para o entendimento da ação e um aumento no resultado final”, explica Matheus Serra, orientando que para participar dos mutirões de limpeza e conscientização das praias, é importante que os voluntários interessados se cadastrem através de formulário disponibilizado no link:  encurtador.com.br/vwLY1.

“A partir deste cadastro será formada uma rede de guardiões das praias, que é o foco da campanha deste ano, além da limpeza por mergulho nas praias com condições de visibilidade com o apoio da Marinha e do GMAR do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia”, completa.  

No dia 21 de setembro de 2019, às 09h, a Redemar fará uma ação especial na praia de São Tomé de Paripe em comemoração ao dia mundial de limpezas de rios e praias.  

“Todas ações de limpeza nas praias acontecem sempre no período da manhã, das 9h ao meio dia”, ressalta Freitas.  A campanha conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros - através do Gmar -, Shopping da Bahia, e REDE AMO.

Na primeira edição da campanha, os participantes perceberam que a carência de ações de educação ambiental principalmente das escolas próximas a região de praia termina por criar um vazio na formação de uma cultura de proteção do meio ambiente. 

PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES DE LIMPEZA DE PRAIA 

21/09 – Edição Especial - Dia mundial de limpeza de praias - Praia de São Tome de Paripe 
21/12 – Praia da Barra 
11/01 – Praia de Jaguaribe 
25/01 – Jardim de Alah 
01/02 – Praia Boa Viagem 
15/02 – Praia de Tubarão

Fonte: Correio

INSCRIÇÃO PARA VOLUNTARIADO DO FSM2018 VAI ATÉ O DIA 20



09/02/2018

As inscrições para o programa de Voluntariado do Fórum Social Mundial 2018 (FSM 2018) estão abertas até o dia 20 de fevereiro. Para participar a/o candidata(o) deve residir ou estar em Salvador, ter idade superior a 18 anos e se inscrever no site http://pt.surveymonkey.com/r/HNJQRM6 ou pelo email: voluntariar@fsm2018.org.

Cerca de 400 vagas deverão ser preenchidas e distribuídas para as áreas de infraestrutura, secretariado, comunicação, feira de economia solidária, além de apoio à pessoa com deficiência, acampamento da juventude, mobilização, cultura e tradução.

O Grupo de Trabalho de Voluntariado promoverá um curso de formação para a(o)s selecionada(o)s e a dinâmica de distribuição das tarefas acontecerá nos dias 24 e 25 de fevereiro, com transmissão online e que será disponibilizada no site.

No dia 10 de março, haverá reunião de integração e acolhimento do voluntariado. Os/as interessado(a)s em trabalhar cumprirão carga horária de seis horas,não serão remunerados, mas receberão certificado e ajuda de custo para transporte e alimentação durante a realização do FSM 2018, entre os dias 13 a 17 de março.

Fonte: FSM

Cursos Online na área de Ciências Humanas e Sociais

PROJETO TAMAR: Grávida, Ivete Sangalo recebe visita de Milton Nascimento e Jorge Vercillo

Foto:Reprodução/Instagram

05/01/2018 

Artista recebeu cantores em sua casa para discutir questões do Projeto Tamar

Grávida de 7 meses de gêmeas, Ivete Sangalo recebeu a visita dos amigos Milton Nascimento e Jorge Vercillo em sua casa, em Salvador, e ainda posou exibindo o barrigão ao lado dos cantores.

"Oia que visita mais linda eu tive hoje! Meus queridos Milton Nascimento e Jorge Vercillo. Tudo gente linda do meu coração. Papo bom, música e preservação das nossas tartarugas marinhas. Todos juntos em benefício da natureza", escreveu a artista baiana na legenda da foto postada com eles no Instagram.

A visita, como Ivete adiantou, trata-se de uma reunião para o Projeto Tamar, que luta pela conservação das tartarugas marinhas e dos oceanos.


Sobre o Projeto Tamar

O Projeto Tamar-ICMBio foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Hoje, é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho socioambiental.

Pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, é a principal missão do Tamar, que protege cerca de 1.100km de praias, em 25 localidades em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove estados brasileiros.

O nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras tartaruga marinha, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.

Desde então, a expressão Tamar passou a designar o Programa Nacional de Conservação de Tartarugas Marinhas, executado em cooperação entre o Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas-Centro Tamar, vinculado à Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade-ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente, e a Fundação Pró-Tamar, instituição não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1988 e considerada de Utilidade Pública Federal desde 1996.



A Fundação Pró-Tamar foi criada para executar o trabalho de conservação das tartarugas marinhas, como responsável pelas atividades do Projeto Tamar nas áreas administrativa, técnica e científica; pela captação de recursos junto à iniciativa privada e agências financiadoras; e pela gestão do programa de autossustentação. Essa união do governamental com o não governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto.

O Tamar conta com patrocínio nacional da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, apoios e patrocínios regionais de governos estaduais e prefeituras, empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não governamentais. Mas é fundamental, sobretudo, o papel das comunidades litorâneas onde está presente e da sociedade civil em geral, que participa e colabora com o Projeto, individual e coletivamente.

Fonte: iBahia.com, com informações Projeto Tamar


Algumas perguntas e respostas sobre o Fórum Social Mundial 2018

Grupo da UFBA e do FSM trabalha para tirar dúvidas

05/01/2018 

A roda de conversa sobre o Fórum Social Mundial 2018, no auditório da Escola de Arquitetura, na segunda-feira, 11 de dezembro, deixou claro que a comunidade da UFBA tem uma série de perguntas sobre o evento. O grupo que vem trabalhando na universidade na organização do FSM, busca respondê-las.

Damien Hazard, membro do conselho internacional do FSM, lembrou que o fórum 2018 está sendo realizado com poucos recursos, devido aos retrocessos que o país enfrentou nos últimos anos, e, “portanto, é uma construção, acima de tudo, coletiva”.

Na conversa, o reitor João Carlos Salles destacou a importância da realização de um fórum desse porte em conjunto com a universidade e comemorou a parceria.

O reitor também enfatizou a grande oportunidade de a UFBA aprofundar as relações com diferentes agentes sociais e ampliar suas possibilidades de abertura internacional a partir do Fórum. “Somos um espaço interessado e cheio de significações, portanto queremos participar como ente coletivo e levar nossos trabalhos para dizer, dentre outras coisas, que sim, outro mundo é possível. E que nenhum deles vale a pena sem uma universidade pública, gratuita, inclusiva, de fato, e de qualidade”.




Algumas perguntas sobre o Fórum Mundial Social 2018

O que é o Fórum Social Mundial (FSM)?

O Fórum nasceu em Porto Alegre, em 2001, como uma iniciativa civil planetária que faz um contraponto ao Fórum Econômico de Davos, agregando propostas alternativas ao neoliberalismo e tendo como lema “Um outro mundo é possível”. É uma construção coletiva de soluções para problemas que giram em torno do meio ambiente, direitos humanos, educação, minorias, etc. E assim sendo, propõe e viabiliza a convergência de diferentes e heterogêneos setores da sociedade civil.


O que a UFBA tem a ver com o Fórum Social Mundial 2018?

Para a Universidade Federal da Bahia, que vai acolher o Fórum, ele representa uma oportunidade diferenciada de aprofundar, através do diálogo, questões pertinentes a inúmeros campos de pesquisa e extensão.

O FSM vai possibilitar o intercâmbio intenso da UFBA com movimentos sociais e pesquisadores do Brasil e de diversas regiões do mundo e, ao mesmo tempo, a projeção dos trabalhos realizados pela comunidade universitária em nível nacional e internacional.

Há que se considerar também o contato com manifestações culturais representativas da diversidade cultural do Brasil e do mundo.

A UFBA também vai trabalhar na construção de um painel de atividades artísticas envolvendo a realização do FSM

Como, sendo da comunidade da UFBA, participar do FSM 2018?

Membros, grupos de pesquisa e coletivos da comunidade universitária podem   se integrar aos grupos de trabalho (GTs) do FSM 2018. (Agenda de reuniões dos GTs disponível em www.facebook.com/forumsocialmundial2018/).

A UFBA terá sessões temáticas, mesas e intervenções artísticas, protagonizadas por professores, estudantes e técnicos da universidade, em articulação com os eixos temáticos do FSM 2018.

Serão selecionados até 500 trabalhos de pesquisa/extensão envolvendo estudantes de graduação e de pós, além dos seus respectivos docentes orientadores. Esses trabalhos serão vinculados aos eixos temáticos do FSM 2018.

As Mesas Temáticas serão cerca de 200 com duração de 3 horas e serão selecionadas dentre as propostas enviadas por docentes sempre na perspectiva dos eixos temáticos. Fica assim criada a figura do professor ‘agitador-temático’ e seus co-agitadores, coordenando esses grandes eixos e mobilizando convidados e interações com os convidados do FSM2018

Quais as articulações mundiais que estão acontecendo para o FSM 2018?

A dinâmica internacional em torno do FSM 2018 está se expressando de várias formas, entre elas a participação do Grupo Facilitador e do Coletivo Brasileiro do FSM 2018 em eventos internacionais da sociedade civil, em paralelo à previsão de vários eventos de dimensão planetária ou regional dentro do evento em março 2018.


Eventos internacionais ocorridos nos últimos meses de 2017

06 a 09/11 – Atividades paralelas a COP23 – Bonn/Alemanha

22 a 25/11 – Conselho Mundial da Paz – Vietnam

26 e 27/11– Fórum Cidadão (evento paralelo à Cúpula União Europeia-África)- Abidjan/Costa do Marfim

29/11 a 01/12 – Conferência nacional das OSC Moçambicanas – Maputo/Moçambique

08 a 10/12 – Encontro IV Internacional sobre a Paz – Argel/Argélia

08/12/2017 – Ato da Unasul em Apoio a Venezuela em São Paulo

09 a 13/12 – Cúpula dos Povos – FUERA OMC – Buenos Aires/Argentina

23 a 25/11 – Seminário internacional do FALP- Fórum das Autoridades Locais de Periferia, em São Leopoldo/RS

Também houve participação do Grupo Facilitador em reuniões preparatórias do Fórum Social Mundial das Migrações, que acontecerá no México em 2018, e do FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas, entre outros.

Eventos internacionais previstos durante o FSM 2018

Fórum Mundial de Mídia Livre

Fórum Mundial de Saúde e Seguridade Social

Evento do Fórum Mundial das Migrações

Rede Diálogos em Humanidade

Fórum Mundial de Educação Popular

Atividade do Fórum Alternativo Mundial das Águas

Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Assembleia do CEAAL – Conselho de Educação de Adultos da Américas Popular

Encontro Internacional dos novos paradigmas para outras alternativas de desenvolvimento (com a delegação brasileira da União Europeia e a Mesa de Articulación- Articulação de plataformas nacionais de ONGs da América Latina e Caribe)

Evento sindical da CSI- Central Sindical Internacional com outras centrais sindicais de âmbito mundial

Assembleia Mundial de Mulheres

Outros eventos estão sendo articulados por redes internacionais, no aguardo de confirmações.



Fórum Social Mundial acontecerá em Salvador, de 13 a 17 de março de 2018



30/12/2017

O Fórum Social Mundial (FSM) será realizado em Salvador, no período de 13 a 17 de março de 2018. O anúncio foi feito durante seminário nacional de organizações ligadas ao processo do Fórum na capital baiana.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) colocou à disposição do evento todo o campus localizado em Salvador. Representantes do governo estadual baiano participaram do seminário e se comprometeram a também apoiar o Fórum na cidade. 

O tema central do FSM 2018 tratará dos Povos, Territórios e Movimentos em Resistência, a fim de incluir a participação dos mais diversos movimentos e pessoas, não só na participação do evento, mas também como protagonistas na construção deste.

As entidades proponentes, que serão as realizadoras do FSM, estão trabalhando em prol da preparação das inscrições, programação, divulgação e logística geral do evento.

Sobre o FSM

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento que envolve movimentos sociais de várias partes do mundo, a fim de elaborar alternativas para uma transformação social global. O primeiro FSM teve objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos que, desde 1971, defende as políticas neoliberais em todo mundo.


CONSELHO INTERNACIONAL DO FSM DEFINE PRÓXIMOS PASSOS PARA EDIÇÃO DE 2018

Foto: Stela Oliveira

12/11/2017

O Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM) se reuniu nos dias 15 e 16 de outubro, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Cerca de 40 membros do CI – representantes de organizações e instituições sociais de diversas partes do mundo – debateram  a conjuntura atual brasileira de retrocessos políticos e mundial, de crise econômica e civilizatória generalizada.

A reunião também contou com a presença de membros do Coletivo Brasileiro do FSM, que puderam fazer intervenções e sugestões para a organização do evento, que será realizado entre os dias 13 e 17 de março de 2018, na UFBA, em Salvador. Foram discutidas e encaminhas propostas de mobilização,  metodologia,  finanças, comunicação, a assembleia dos movimentos em luta e o calendário de atividades para a edição de 2018.

A expectativa em relação ao Fórum Social Mundial 2018 é de que contribua aos processos de resistência por seu potencial para reunir, mobilizar, comunicar, resistir, criar, sensibilizar e promover o intercâmbio entre propostas e estratégias de luta de diversos movimentos e causas, muitas das quais estão invisibilizados na sociedade.

Para Damien Hazard, membro do CI, é necessário entender este momento de crise. “(…) O mundo passa por uma crise sem precedente, de muitas dimensões: ambiental, energética, financeira, econômica, geopolítica, alimentar, de migrações na qual o capitalismo busca formas de se reinventar. Na realidade, a gente pode qualificar o momento atual de hiperglobalização. No sentido em que a globalização neoliberal intensificou o seu domínio sobre a vida das pessoas e dos bens comuns. A gente está vendo que a economia global já mostra sinais de sua incompatibilidade com a manutenção das democracias. Daí, vários golpes de Estado ou retrocessos nas institucionalidades democráticas”, pontuou.

O Conselho Internacional destacou a importância de uma grande mobilização, “rumo ao FSM 2018”, que consiga atingir o maior número de pessoas, entidades, organizações e movimentos sociais em todo mundo. “A mobilização para o Fórum está sendo feita na Bahia, no Brasil e no mundo, com destaque para a África, Europa e Américas do Norte e Latina”, destacou Hazard.

Outro ponto debatido pelo Conselho Internacional foi a dificuldade de recursos financeiros para a realização do FSM 2018. Como encaminhamento, foi criado uma Comissão de Finanças, com a participação de membros do CI e do Coletivo Brasileiro, para ampliar os esforços na capitação de recursos nacional e mundialmente.

Como indicações para a escolha dos eixos do Fórum serão utilizadas as sugestões dos grupos de trabalho da Oficina de Metodologia, que contou com a participação dos membros do CI e do Coletivo Brasileiro do FSM 2018. Durante a Oficina, os participantes foram divididos em três grupos, que debateram respectivamente três questionamentos: 1. Qual é o FSM que queremos? 2. Sobre a dinâmica das convergências – qual o papel da marcha, das atividades autogestionadas, das plenárias e assembleias de convergências, das assembleias dos movimentos sociais? 3. Qual o papel dos eixos, temas e lemas no processo de organização do FSM? O texto será disponibilizado, em breve.

Após o debate, o CI encaminhou a criação de alguns grupos para encaminhar propostas de eventos para o FSM 2018. Um deles deve articular a construção de uma Assembleia dos Movimentos em Luta, com o objetivo de dar visibilidade às diversas assembleias de convergências preparatórias. Outro que tratará da proposta de dar visibilidade a iniciativas ligadas ao FSM mas que podem ocorrer antes ou depois do evento, e que seriam apresentadas em uma grande ágora da edição 2018. Um terceiro grupo foi criado pelas  participantes, para preparar a assembleia das mulheres, em momento não coincidente com as demais atividades do FSM, para que todas interessadas possam participar. O grupo fará as conexões com o 8 de março de 2018 e o calendário geral do mês de lutas das mulheres.

SALVADOR TERÁ NOVAS BIKES ANTIFURTO E RESISTENTES AO SALITRE PARA COMPARTILHAMENTO

Novo modelo de alumínio que será operado na capital a partir de setembro 
Foto: Divulgação

29/06/2017

Por: Thais Borges*

Bicicletas mais compactas, com mecanismo antifurto e com resistência ao salitre. Essa vai ser a nova cara do Bike Salvador, anunciada na quinta-feira (8/6) pelo Itaú, em evento no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo (SP). 

As 400 laranjinhas soteropolitanas, hoje, estão espalhadas em 40 estações pela cidade. No segundo semestre, as estações - e a quantidade de bicicletas por espaço - devem mudar. Em Salvador, o serviço funciona desde 2013, pelo valor anual de R$ 10.

Para começar, as formas de pagamento serão ampliadas. Hoje, só é possível fazer o cadastro por cartão de crédito e pelo SalvadorCard. Com a mudança, haverá um cartão do próprio Bike Salvador que poderá ser feito em quiosques físicos. "A nova tecnologia que a gente traz hoje é muito mais democrática no acesso", diz a superintendente de relações governamentais e institucionais do Itaú, Luciana Nicola.

As novidades serão implantadas em todas as cinco praças do Vai De Bike no Brasil: além de Salvador, o projeto está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. No entanto, ainda não há data definida para a chegada das novas laranjinhas na capital baiana. Por aqui, o contrato atual vai até setembro. Assim, as mudanças dependem dos prazos da prefeitura. 

"A gente fez um grupo de trabalho com o secretário Isaac (Edington, presidente da Saltur e coordenador do Salvador Vai de Bike) para discutir esse e outros pontos", conta Luciana. É justamente esse grupo de trabalho que vai definir outras questões como o número de estações e a quantidade de bicicletas em cada uma delas, bem como as regras para cada área da cidade. 

Vinte bikes por estação

Embora hoje o número seja fixo, a tecnologia utilizada nas novas estações permite que elas tenham mais bikes - elas são modulares, de modo que podem abrigar quantas bicicletas o espaço comportar. No entanto, a média deve ser de 20 vagas por estação.

Além disso, quem passará a operar o sistema é a tembici - antes, era a Sertrel. De acordo com o CEO da tembici, Tomás Martins, as estações já são adaptadas para que, no futuro, funcionem com bicicletas elétricas. Elas já contam com painéis solares que devem garantir a autossuficiência energética. "Com certeza, nos próximos anos, já vamos poder colocar essa novidade (as bicicletas elétricas) nas cidades brasileiras", garante. Em Salvador, a tembici já opera na Ribeira e no estacionamento de bikes no Farol da Barra.

Enquanto isso, as novas laranjinhas, ainda não elétricas, serão mais compactas e robustas. Feitas de alumínio, elas terão aro 24, contra 26 da versão anterior. Segundo a superintendente do Itaú, a bicicleta foi desenhada para o sistema de compartilhamento, o que deve evitar casos de roubo.

"O sistema é muito mais robusto. A gente tinha muitos roubos e depredações no sistema porque a bicicleta não era tão parruda. (Agora) você tem uma bicicleta que foi desenhada para o sistema de bike sharing, ou seja, não tem um mercado paralelo ou que possibilite que cresça o número de vandalismo e roubo das peças", acredita.

Nos primeiros quatro anos do Movimento, o sistema do Salvador Vai de Bike registrou 244 casos de vandalismo, entre roubos e danos graves às bicicletas. Atualmente, uma estação está bloqueada por conta de vandalismo (Estação Tainheiro).

"Infelizmente o vandalismo é um problema encontrado não só perante as Estações de Bicicletas, mas em diversos momentos e locais da cidade. Durante as vistorias nas estações de compartilhamento são encontradas, sim, bicicletas sem peças ou danificadas. E é importante ressaltar que para a Prefeitura conta com a população para proteção de um bem que é de toda a cidade e de todos os soteropolitanos", disse Isaac Edington.

Tecno

A tecnologia das bikes é fornecida pela empresa canadense PBSC Urban Solutions, que tem sistemas de compartilhamento de bicicletas em cidades como Chicago (EUA), Montreal (Canadá) e Londres (Inglaterra). De acordo com o representante da PBSC, Gian-Carlo Crivello, o sistema de trava das bicicletas é patenteado.

"É um triângulo que você encaixa e fica trancado. O primeiro comentário que escutamos quando visitamos alguma cidade é :'ah, mas vocês não sabem como é o vandalismo aqui'. Uma vez encaixada a trava, acende uma luz verde e não tem como tirar. Já fizeram experiências usando um caminhão para tentar puxar a bicicleta e não saía". 

Segundo Crivello, o alumínio da bike faz com que ela esteja protegida da corrosão provocada pelo sal do mar. Em Salvador, muitas estações ficam na orla. "Com o alumínio, não temos esse problema, diferentemente do aço".

O que não deve mudar é o valor do serviço. Na verdade, o preço que usuários de cada cidade pagam é definido pelo município. Em Salvador, segundo a superintendente do Itaú, o valor - bem como os horários de uso - deve continuar o mesmo.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, conta que essa nova fase do projeto vai garantir mais conforto, eficiência e comodidade aos usuários. "O objetivo é trazer ainda mais melhorias nas bicicletas e também na tecnologia de utilização do sistema, como mudanças e ainda mais dinamismo no aplicativo utilizado pelos usuários, assim como nas próprias estações de retirada do equipamento”, disse.

O Movimento

Implantado em 2013, o Bike Salvador faz parte do Movimento Salvador Vai de Bike, voltado para o estímulo ao uso de bicicletas na capital baiana. Ao longo dos três anos do Movimento o Sistema Cicloviário da cidade foi ampliado de 11,4 km em 2012 e para 201 km em 2016.

Foram ainda implantadas Ciclofaixas de Lazer e Turismo, que fecham avenidas da cidade aos domingos e feriados para o uso da comunidade, com o apoio ainda de 80 bicicletas compartilhadas (azuizinhas) de uso exclusivo das ciclofaixas, disponibilizados mais de 600 paraciclos, entre outras ações.

*A repórter viajou a convite do Itaú

Fonte: Correio
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...