Mostrando postagens com marcador Bikes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bikes. Mostrar todas as postagens

A PÉ E POR BICICLETA - COMO CONVIVER E PLANEJAR?


01/05/2018

No Brasil, cerca de 36% das viagens cotidianas nas cidades são realizadas a pé e 4% de bicicleta. Entenda neste infográfico a relação entre Ciclistas e Pedestres nas cidades brasileiras

Este infográfico ilustra bem a relação entre ciclistas e pedestres e mostra o que é preciso fazer para que as cidades brasileiras incorporem mais e melhor as mobilidades a pé e por bicicleta. Trata-se de um material do projeto Como Anda, co-produzido pelas entidades Corrida Amiga e Cidade Ativa, e faz parte da campanha #BicicletaNosPlanos.  

A campanha #BicicletaNosPlano é realizada pelas associações Bike Anjo e UCB – União de Ciclistas do Brasil, com apoio do Instituto Clima e Sociedade – ICS, e tem como objetivo orientar a sociedade civil organizada e cidadãos, bem como técnicos municipais e decisores políticos para a Inclusão da bicicleta, enquanto meio de transporte, no planejamento urbano, através da sua inserção nos Planos de Mobilidade Urbana.

Clique na imagem para ver em tamanho maior:


Fonte: Mobilize

BIKE DELIVERY. UM CAMINHO MAIS SUSTENTÁVEL

BRUNO DE OLIVEIRA, da Bike Vegan: a galera acha massa e a gente pode se 
exercitar" Foto: Julio Caesar

09/02/2018

O hábito de andar de bicicleta em Fortaleza passou a ser mais difundido com o surgimento do projeto Bicicletar em 2014, e com a reestruturação das ciclovias na Capital. Mas não é apenas no contexto da mobilidade que as bikes ganharam espaço. Agora, elas se destacam também no serviço de entrega.

Bruno de Oliveira, que é um dos membros da rede de comida vegana Bike Vegan, diz que a escolha pelo bike delivery foi feita pela perspectiva ecológica. Para ele, o diferencial é não poluir a cidade e ser mais rápido, além da “galera achar massa e a gente pode se exercitar”.

Ele explica que as entregas são feitas por meio de agendamento prévio, e que os valores das taxas são calculados a partir da quilometragem percorrida pelo entregador. “5 km é até R$ 5, 10 km até R$ 10”. Bruno acredita que esse modelo de negócio tende a crescer, pois a cidade “começa a se voltar para o ecológico”.

Miguel Andrade também aposta num “mercado verde”. Ele é fundador do aplicativo de entregas Vruuum, que há oito meses adotou a opção do serviço realizado por magrelas. A condição é que as encomendas caibam dentro da mochila do ciclista.

Miguel acredita que em Fortaleza a cultura do bike delivery ainda não é tão difundida porque o trânsito é “tranquilo” se comparado ao de outras cidades do País. Assim, a moto ainda pode ser mais rápida. Nem por isso mais interessante.

Ele destaca que o bike delivery é um “serviço limpo, e que retira um veículo das ruas, contribuindo para reduzir o engarrafamento”. Ressalta também que, em horário de pico, o bikeboy pode fugir do trânsito de forma mais ágil e fácil.

O baiano Pablo Martinez criou Leve de Bike Courier, em Salvador, quando decidiu ter uma vida mais sustentável. Ele avalia que na capital baiana, esse modelo de serviço ainda soa com certa desconfiança entre os consumidores.

O problema, no entanto, é contornado logo após o primeiro contato. O empresário garante que as pessoas ficam encantadas ao receber entregas de um ciclistas.

Para ele, nem mesmo o possível atraso em relação a outros meios de transporte é um problema. “Se cinco minutos a mais em uma entrega for considerado desvantagem, então esse é o defeito”, diz.

CRONOMETRADO

A Associação dos Ciclistas Urbanos (Ciclovida) já realizou cinco edições do Desafio Intermodal de Fortaleza. Em três edições, a bicicleta rápida foi considerada o meio que levava mais vantagem no tempo de deslocamento. A motocicleta levou a melhor nas outras duas edições.

Os voluntários saem todos do mesmo ponto e têm o mesmo destino. Cada um segue o percurso que considera mais conveniente, desde que respeite as regras do trânsito.

Em 2017, a moto foi o veículo mais rápido. Confira o resultado da última edição:

MODAL / TEMPO

MOTOCICLETA 24 minutos

BICICLETA RÁPIDA 29 minutos

MOTOTÁXI 30 minutos

BICICLETA ELÉTRICA 33 minutos

TÁXI 35minutos

CARRO 35minutos

BICICLETA URBANA 36 minutos

UBER 40 minutos

PEDESTRE CORRENDO 46 minutos

ÔNIBUS 50 minutos

BICICLETA COMPARTILHADA + ÔNIBUS 52 minutos

PEDESTRE CAMINHANDO 95 minutos 

Fonte: O Povo

Cursos Online na área de Ciências Humanas e Sociais

COPENHAGUE É REFERÊNCIA MUNDIAL NO USO DE BICICLETAS COMO TRANSPORTE



23/11/2017

A capital da Dinamarca tem o trânsito todo voltado para os ciclistas. 
Estima-se que 62% das pessoas usem as bicicletas para fazer tudo na cidade.

Na busca da simplicidade e da saúde, os dinamarqueses já conseguiram uma vitória, que é o uso de bicicletas para tudo. Este é o país das bicicletas. O governo estimulou o uso delas durante a crise do petróleo de 1973. Hoje, Copenhague tem o trânsito todo voltado para os ciclistas. Estima-se que 62% das pessoas usem as bicicletas para ir ao trabalho ou a escola. O urbanista Jan Gehl, de 80 anos, foi um dos idealizadores desta cidade agradável, boa para viver, que combate os carros há mais de meio século. E os ciclistas têm de seguir regras de trânsito específicas para eles.

Risenga Manghezi é um dos sócios de uma fábrica de bicicletas de carga, que funciona em galpões antigos. A oficina fica dentro de um bairro bem famoso de Copenhagen, uma antiga invasão: Christiania, lugar onde foi feito a primeira bicicleta. “Os que fizeram a primeira bicicleta tinham um sonho de encher as ruas de Copenhagen com elas”, conta o empresário.

Depois de ver a fábrica onde já foram produzidas dez mil bicicletas de carga, Risenga leva a equipe do Globo Repórter para conhecer Christiania. Nos anos 70, os galpões do exército estavam abandonados e foram invadidos por hippies que queriam construir uma sociedade libertária e alternativa. O governo desistiu de desocupar a área por receio que o conflito causasse mortes. Quarenta anos depois, os moradores de Christiania compraram do governo a área ocupada. “O privilégio de morar aqui não é para todos, mas o privilégio de usar a área é. Christiania é de todo mundo”, diz Risenga.

O sonho dos hippies se espalhou. Copenhague hoje é tomada de bicicletas. Pontes para ciclistas interligam os bairros centrais. Para muitos lugares é mais rápido ir de bicicleta do que de carro. E a família real não fica de fora.

Depois de recolher o lixo, Flemming e Kim levam o caminhão para uma usina, que produz eletricidade para abastecer Copenhagen. Apenas 6% do lixo da Dinamarca vai para aterros sanitários. Todo o resto é reciclado ou usado para produzir energia. Flemming sente um grande orgulho da profissão: “É gostoso trabalhar ao ar livre. Acabamos cedo todos os dias. É uma vida maravilhosa”. E como não seria? Por 22 horas de trabalho por semana, Flemming ganha o equivalente a R$ 10 mil por mês, já descontados os impostos – no caso dele, de 38%.

“Esta felicidade que temos na Dinamarca, é por causa do bem-estar social e do sistema de educação, que é muito bom. Existe um grande equilíbrio entre a vida do trabalho e a vida com a família. As pessoas são felizes porque tem tempo umas para as outros”, afirma a princesa Marie.

Tempo para o hygge, como eles chamam estes momentos de felicidade com a família e amigos. Na Dinamarca, seja nos palácios ou nas casas mais simples, a felicidade é fácil.

15 APLICATIVOS GRATUITOS PARA QUEM CURTE PEDALAR

Ciclista checando o smartphone com a bicicleta parada ao lado
Créditos: iStock

01/11/2017

Aplicativos gratuitos ajudam os ciclistas a pedalarem mais e melhor

Quem gosta de pedalar pode contar com diversos aplicativos para melhorar seu desempenho, fazer a manutenção da bicicleta, criar rotas, compartilhar informações da pedaladas com os amigos e muito mais. Aproveite os benefícios de 15 aplicativos gratuitos para Android e iOS e torne sua pedalada ainda melhor. Confira:

1) Strava

Um dos aplicativos mais populares entre os ciclistas, o Strava funciona como uma rede social. Disponível em português e na versão gratuita, entre suas funcionalidades ele permite monitorar o treino com GPS, onde informa velocidade média, distância, altimetria, trajeto, batimentos cardíacos e calorias que foram queimadas. Seu grande diferencial é que ele permite cadastrar o desempenho do ciclista num determinado trecho e faz um ranking de todo mundo que já passou por ali, promovendo uma competição entre os ciclistas.

Disponível para iOS e Android.

2) Endomondo

O aplicativo gratuito criado por três amigos dinamarqueses é muito difundido na Europa. Ele mostra o mapa do trajeto, altimetrias, velocidade média e calorias queimadas durante a pedalada. A cada quilômetro percorrido é emitido um aviso sonoro. Quem não quiser pedalar sozinho, pode desafiar outros ciclistas virtualmente num determinado trecho.

Disponível para iOS e Android.

3) Sports Tracker

Um dos queridinhos dos ciclistas brasileiros profissionais e amadores, o aplicativo mostra batimento cardíaco, dados de velocidade, distância e tempo percorrido. Além disso permite ouvir músicas durante o treino, tirar fotos e compartilhar com os amigos. Ele foi criado em 2004 por ex-funcionários da Nokia.

Disponível para iOS e Android.

4) Mountain Bike Runtastic

Direcionados para os ciclistas de montanha o aplicativo gratuito permite acompanhar os circuitos e trilhas, monitorando o progresso do treino e comparando o desempenho com outras pessoas cadastradas no aplicativo. Ele informa distância, velocidade, altimetria, ritmo, calorias queimadas e muito mais. Conta com mapas off-line e mostra as condições do vento e do clima.

Disponível para iOS e Android.

5) Map My Ride

Similar aos demais ele informa a rota, tempo, distância, velocidade, ritmo e calorias queimadas durante a atividade. Permite compartilhar o treino pelas redes sociais ou transferir os dados para o site. Disponível em diversos idiomas.

Disponível para iOS e Android.

6) Bike Repair Free

Na versão gratuita o aplicativo tem 9 fotos ensinando como consertar a bicicleta passo a passo. Mais 17 dicas e sugestões de diversos modelos de bicicletas. Conta com um glossário e é uma mão na roda para quem pedala resolver algum problema com a bike durante a pedalada. A versão paga tem mais funcionalidades.

Disponível para Android.

7) Repair Bike

O aplicativo traz imagens e informações passo a passo para auxiliar os ciclistas a fazerem reparos básicos e até mesmo alguns mais avançados. Ele ensina como colocar a corrente da bicicleta, arrumar os freios, consertar um furo no pneu da bicicleta e muito mais.

Disponível para Android.

8) CycleDroid: computador de bike

Mostra a altitude, distância, tempo, calorias queimadas durante a pedalada. Permite criar um percurso que pode ser compartilhado no Facebook e ainda exportador os dados por excel. Ele traz ainda gráficos com as informações coletadas durante o percurso. Pode ser usado mesmo sem internet quando o ciclista estiver pedalando.

Disponível para Android.

9) Cycling News

Notícias, podcasts, vídeos, dicas, calendários, resultados de corridas e outras informações do universo ciclístico fazem parte deste aplicativo gratuito.

Disponível para Android.

10) LiveRider

Um completo computador de bordo que funciona melhor quando acoplado na bike. Ele tem 15 funções, tais como sensor de cadência, indicador de calorias, potência, modo Chase, entre outros. Permite que o ciclista transfira os dados por email, transforme-os em planilha e elabore gráficos para ter informações sobre seu desempenho.

Disponível para iOS.

11) Velodroid Free

O aplicativo gratuito utiliza o GPS para registrar informações das pedaladas. Traz gráficos com informações de fácil entendimento. Mostra a inclinação, velocidade média, ganho de altitude, altimetria e muito mais. Os dados podem ser compartilhados nas redes sociais.

Disponível para Android.

12) Bike Map

Ideal para o ciclista que quer descobrir novas rotas. Ele conta com mais de 1.500.000 trajetos em todo o mundo. Basta escolher a distância desejada a ser percorrida, o ponto de partida e ele te dará opções de trajeto próximas. Possibilita cadastrar as rotas e compartilhar com os amigos.

Disponível para Android.

13) Treinamento de Ciclismo

O aplicativo gratuito é ideal para quem já pedala e quer melhorar sua performance e também para quer começar a treinar. Ele traz vídeos de treinos de força e resistência, dicas de manutenção da bike, rotinas de treinos indoor e muito mais.

Disponível para Android.

14) Info Cycling 2016

Ideal para os ciclistas que querem ficar antenados com a temporada ciclística em diversas cidades do mundo. Ele traz um calendário com as datas das corridas, classificação, equipes inscritas, perfis dos ciclistas, resultados e muito mais.

Disponível para Android.

15) Bike Unchained

Nada como um joguinho pra relaxar de vez em quando.  Neste aqui é possível montar uma equipe, explorar trilhas incríveis de 60 pistas e disputar um lugar no pódio contra a equipe rival Praedor. Há diversas manobras mortais, freestyle e trilhas incríveis de mountain bike. Dá para curtir a bicicleta mesmo quando não estiver pedalando.

Disponível para Android.

Fonte: Equilibre-se

SALVADOR TERÁ NOVAS BIKES ANTIFURTO E RESISTENTES AO SALITRE PARA COMPARTILHAMENTO

Novo modelo de alumínio que será operado na capital a partir de setembro 
Foto: Divulgação

29/06/2017

Por: Thais Borges*

Bicicletas mais compactas, com mecanismo antifurto e com resistência ao salitre. Essa vai ser a nova cara do Bike Salvador, anunciada na quinta-feira (8/6) pelo Itaú, em evento no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo (SP). 

As 400 laranjinhas soteropolitanas, hoje, estão espalhadas em 40 estações pela cidade. No segundo semestre, as estações - e a quantidade de bicicletas por espaço - devem mudar. Em Salvador, o serviço funciona desde 2013, pelo valor anual de R$ 10.

Para começar, as formas de pagamento serão ampliadas. Hoje, só é possível fazer o cadastro por cartão de crédito e pelo SalvadorCard. Com a mudança, haverá um cartão do próprio Bike Salvador que poderá ser feito em quiosques físicos. "A nova tecnologia que a gente traz hoje é muito mais democrática no acesso", diz a superintendente de relações governamentais e institucionais do Itaú, Luciana Nicola.

As novidades serão implantadas em todas as cinco praças do Vai De Bike no Brasil: além de Salvador, o projeto está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. No entanto, ainda não há data definida para a chegada das novas laranjinhas na capital baiana. Por aqui, o contrato atual vai até setembro. Assim, as mudanças dependem dos prazos da prefeitura. 

"A gente fez um grupo de trabalho com o secretário Isaac (Edington, presidente da Saltur e coordenador do Salvador Vai de Bike) para discutir esse e outros pontos", conta Luciana. É justamente esse grupo de trabalho que vai definir outras questões como o número de estações e a quantidade de bicicletas em cada uma delas, bem como as regras para cada área da cidade. 

Vinte bikes por estação

Embora hoje o número seja fixo, a tecnologia utilizada nas novas estações permite que elas tenham mais bikes - elas são modulares, de modo que podem abrigar quantas bicicletas o espaço comportar. No entanto, a média deve ser de 20 vagas por estação.

Além disso, quem passará a operar o sistema é a tembici - antes, era a Sertrel. De acordo com o CEO da tembici, Tomás Martins, as estações já são adaptadas para que, no futuro, funcionem com bicicletas elétricas. Elas já contam com painéis solares que devem garantir a autossuficiência energética. "Com certeza, nos próximos anos, já vamos poder colocar essa novidade (as bicicletas elétricas) nas cidades brasileiras", garante. Em Salvador, a tembici já opera na Ribeira e no estacionamento de bikes no Farol da Barra.

Enquanto isso, as novas laranjinhas, ainda não elétricas, serão mais compactas e robustas. Feitas de alumínio, elas terão aro 24, contra 26 da versão anterior. Segundo a superintendente do Itaú, a bicicleta foi desenhada para o sistema de compartilhamento, o que deve evitar casos de roubo.

"O sistema é muito mais robusto. A gente tinha muitos roubos e depredações no sistema porque a bicicleta não era tão parruda. (Agora) você tem uma bicicleta que foi desenhada para o sistema de bike sharing, ou seja, não tem um mercado paralelo ou que possibilite que cresça o número de vandalismo e roubo das peças", acredita.

Nos primeiros quatro anos do Movimento, o sistema do Salvador Vai de Bike registrou 244 casos de vandalismo, entre roubos e danos graves às bicicletas. Atualmente, uma estação está bloqueada por conta de vandalismo (Estação Tainheiro).

"Infelizmente o vandalismo é um problema encontrado não só perante as Estações de Bicicletas, mas em diversos momentos e locais da cidade. Durante as vistorias nas estações de compartilhamento são encontradas, sim, bicicletas sem peças ou danificadas. E é importante ressaltar que para a Prefeitura conta com a população para proteção de um bem que é de toda a cidade e de todos os soteropolitanos", disse Isaac Edington.

Tecno

A tecnologia das bikes é fornecida pela empresa canadense PBSC Urban Solutions, que tem sistemas de compartilhamento de bicicletas em cidades como Chicago (EUA), Montreal (Canadá) e Londres (Inglaterra). De acordo com o representante da PBSC, Gian-Carlo Crivello, o sistema de trava das bicicletas é patenteado.

"É um triângulo que você encaixa e fica trancado. O primeiro comentário que escutamos quando visitamos alguma cidade é :'ah, mas vocês não sabem como é o vandalismo aqui'. Uma vez encaixada a trava, acende uma luz verde e não tem como tirar. Já fizeram experiências usando um caminhão para tentar puxar a bicicleta e não saía". 

Segundo Crivello, o alumínio da bike faz com que ela esteja protegida da corrosão provocada pelo sal do mar. Em Salvador, muitas estações ficam na orla. "Com o alumínio, não temos esse problema, diferentemente do aço".

O que não deve mudar é o valor do serviço. Na verdade, o preço que usuários de cada cidade pagam é definido pelo município. Em Salvador, segundo a superintendente do Itaú, o valor - bem como os horários de uso - deve continuar o mesmo.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, conta que essa nova fase do projeto vai garantir mais conforto, eficiência e comodidade aos usuários. "O objetivo é trazer ainda mais melhorias nas bicicletas e também na tecnologia de utilização do sistema, como mudanças e ainda mais dinamismo no aplicativo utilizado pelos usuários, assim como nas próprias estações de retirada do equipamento”, disse.

O Movimento

Implantado em 2013, o Bike Salvador faz parte do Movimento Salvador Vai de Bike, voltado para o estímulo ao uso de bicicletas na capital baiana. Ao longo dos três anos do Movimento o Sistema Cicloviário da cidade foi ampliado de 11,4 km em 2012 e para 201 km em 2016.

Foram ainda implantadas Ciclofaixas de Lazer e Turismo, que fecham avenidas da cidade aos domingos e feriados para o uso da comunidade, com o apoio ainda de 80 bicicletas compartilhadas (azuizinhas) de uso exclusivo das ciclofaixas, disponibilizados mais de 600 paraciclos, entre outras ações.

*A repórter viajou a convite do Itaú

Fonte: Correio

MERCADO AQUECIDO. SALVADOR É A 4º CIDADE DO BRASIL EM REDE CICLOVIÁRIAS



01/04/2017

Começou com um corredor e três bicicletas. O empreendimento criado por Roberto Rosa para pagar as dívidas já atravessa duas décadas. Agora ocupa um sobrado no Largo do Tanque. No primeiro andar estão bikes, aros, correias. Em cima, uma pequena oficina – a UTI das magrelas avariadas. Um boneco gigante pedala na porta e Roberto usa chinelos para atender os clientes. Na Loja das Bicicletas é tudo simples. E é tudo movimentado. “Os baianos estão cada vez mais apaixonados por suas bikes”, diz ele, após vender a quinta bicicleta do dia. “E as bikes estão cada vez mais adaptadas às peculiaridades da Bahia”.

As vendas na loja de Roberto não acompanharam a atual recessão econômica. Nem as vendas de seus colegas de ramo. O que está no caixa e na boca dos comerciantes está também em dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Num levantamento divulgado no início deste ano, realizado em sete capitais brasileiras, Salvador foi a única em que a venda de bikes não arrefeceu. Em 2016, foram comercializadas 27 mil unidades na cidade. Um crescimento de 6% em relação a 2015.

Neste cenário, duas grandes redes nacionais miraram o mercado local. A franquia Sportix (baseada em modelos testados nos EUA e na Europa, com lojas ultravariadas) abriu sua primeira operação na cidade, e a Lev, líder no mercado de bicicletas elétricas no país, passou atuar via e-commerce em Salvador. “Frente às horas intermináveis desperdiçadas no trânsito, ao transporte público deficiente e em meio à procura por uma vida mais saudável, o transporte sobre duas rodas vem se impondo”, diz Cristian Berton, proprietário da Sportix. “E a ampliação da infraestrutura cicloviária da cidade incentiva esse transporte mais econômico, atual e sustentável”.

Cristian toca num ponto que ajuda a explicar o mercado das bikes em Salvador. Até 2012, a cidade possuía 11,4 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas (quando, no asfalto, há uma indicação por onde devem passar os ciclistas). Em 2016, a cidade fechou o ano com 201 quilômetros, o que a coloca na quarta posição entre as maiores estruturas cicloviárias do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O crescimento das ciclovias e das ciclofaixas em Salvador, no entanto, se ajuda a explicar o interesse dos moradores pelas bicicletas, também funciona como um retrato comum às demais cidades: o mapa dedicado aos ciclistas ainda é uma colcha de retalhos, com retas e curvas esparsas, numa teia que não se conecta por completo. Em Salvador, a malha cicloviária corresponde a 2% da malha viária total. Uma média não muito diferente da nacional, onde apenas 2,8% do espaço nas ruas é dedicado às bikes.

“Ninguém pode negar o avanço que há em Salvador, mas precisamos contextualizá-lo”, diz Ricardo Correa, urbanista e sócio-fundador da Citi, empresa especializada em projetos de mobilidade. “Cidades em todo o mundo tomaram medidas para abandonar um modelo baseado no carro nos últimos 40 anos, mas as cidades brasileiras, não. Ficamos estacionados. Agora, nos últimos cinco anos, e sobretudo após as manifestações de junho de 2013, fomos impelidos a fazer o que essas outras cidades fizeram em meio século. Só que tudo de uma vez”.

Num vídeo postado no YouTube, em novembro do ano passado, Ricardo filma o resultado do que chama de “instalação de ciclovias açodadas”. Percorre dez quilômetros de ruas em Salvador, com  a câmara presa ao guidão, narrando o percurso, que vai de ciclofaixas bem sinalizadas à completa ausência de espaços para o ciclista. “As melhores estruturas estão na orla ou em bairros turísticos”, diz. “Não é por acaso que as ações para a bike na cidade são responsabilidade da Saltur (Empresa Salvador Turismo). A bicicleta deixou de ser um elemento marginal nas políticas públicas. Mas, em si, não se tornou uma política pública”.

Compartilhamento

Lançado em setembro de 2013, o programa Salvador Vai de Bike é classificado como estratégico pela prefeitura de Salvador e, dentro da Saltur, tem posição central. A criação de estações públicas de compartilhamento de bicicletas e a melhoria da estrutura cicloviária na cidade estão entre as atribuições do programa. “Tudo é pensando pelo viés da integração. As estações de compartilhamento estão sempre próximas a terminais de ônibus, terminais marítimos ou a elevados da cidade”, diz Liana Oliva, que coordena o Salvador Vai de Bike desde a sua concepção. “A cidade saiu do zero há pouquíssimo tempo. É natural que muita coisa ainda precise ser feita”. Até o final de 2017, diz Liana, o programa deve instalar ao menos de 15 novas estações na cidade.

O modelo de compartilhamento de bicicletas de Salvador é o mesmo de outras capitais, como Rio e São Paulo. As 40 estações da cidade têm patrocínio do Itaú e são operadas pela Serttel, empresa pernambucana especializada no desenvolvimento de tecnologias para a mobilidade urbana. À prefeitura cabem a fiscalização do serviço e a indicação dos locais para as estações. Em Salvador, o programa conta com quase 175 mil usuários e 744 mil viagens já realizadas.

Um avanço importante apontado por ciclistas baianos é a redução da velocidade nas vias onde há estações de compartilhamento. A medida, uma exigência da Serttel à prefeitura de Salvador, encontra respaldo em estudos que mostram que tão importante quanto espaços exclusivos para a bicicleta está um tráfego mais seguro. “A redução das velocidades é algo urgente e deveria ser uma política em toda a cidade, não apenas nas proximidades das estações. É necessário deixar claro que isso traz benefícios também para os próprios motoristas, pois os engarrafamentos diminuem”, diz Thiago Mali, engenheiro civil e especialista em transporte pela Ufba e coordenador da ONG Ciclo Brasil. Em julho de 2016, a organização lançou o livro A Bicicleta no Brasil, que condensa estudos sobre mobilidade sustentável.  “Muitas das críticas que surgem na esteira da criação de políticas para os ciclistas se abreviam em dizer que a bicicleta ‘rouba’ o espaço do carro. São críticas baseadas na ideia de perda de vantagens”, diz Tiago. “Ao mudar o foco para um novo tipo de transporte, é compreensível que quem não esteja conectado se sinta perseguido, desamparado, sentindo que perdeu alguns direitos que, na verdade, são privilégios”.

Visibilidade

Em três anos, a malha cicloviária das capitais do país mais que dobrou de tamanho. São 3.009 quilômetros de vias destinadas às bicicletas hoje. Em 2014, eram 1.414 quilômetros. Um número ainda pequeno se comparado à malha destinada aos carros nas capitais: 108.720 quilômetros. A utilização das ciclovias de Salvador dá conta da disparidade de forças. Sob o solo destinado aos ciclistas, no espaço de um dia, a reportagem encontrou: uma Kombi vendendo churrasco, dois contêineres de lixo, três carros estacionados, uma feira livre. “Se você perguntar a um motorista se ele viu ciclistas na rua, ele dirá que não. Mas, seguramente, esse motorista cruzou com muitos ciclistas. Há desrespeito e invisibilidade em relação aos usuários de bicicleta”, diz Karine Gois, integrante do movimento Bike Anjo, que ensina pessoas a andarem de bicicletas e promove ações de educação no trânsito. Uma dessas ações, realizada a pedido do programa Salvador Vai de Bike, teve como alunos os motoristas de ônibus da cidade. “Foi uma ação acertada e que precisa ser ampliada. Ainda carecemos de uma ampla campanha de conscientização do cidadão, utilizando dados sobre as mortes no trânsito, mostrando os benefícios que um modal de transporte não motorizado traz à cidade”.

Embora não especifique quais serão os novos bairros de Salvador a ganhar ciclovias ou ciclofaixas e nem mencione a redução de velocidade das vias como uma política a curto prazo, a Transalvador, órgão responsável pela ampliação da malha cicloviária, fala em “valorizar e investir na bicicleta”. “Em diversas partes do mundo é assim: primeiro você faz as ciclovias, depois vai conectando as partes. A integração entre os trechos vai acontecer com o tempo, à medida que novas obras de intervenção forem realizadas”, diz à Muito Fabrizzio Muller, superintendente de trânsito de Salvador. “As ciclovias da Paralela e do BRT (que fará integração com metrô no Iguatemi) estão garantidas. Nossa cidade tem a dificuldade do relevo. Ainda assim, todos os novos projetos de requalificação levaram em conta a malha cicloviária”.

Numa recente postagem no Facebook, o grupo Mobicidade, que reúne ativistas pela causa da bicicleta em Salvador, rebateu os argumentos da Transalvador sobre a dificuldade imposta pelo relevo da cidade. “Relevo não é impeditivo”, os organizadores escreveram, acima de uma notícia que mostrava os bons resultados obtidos em Lisboa, cidade com geografia também acidentada. “O relevo pode ser vencido com investimentos inteligentes”, diz Renata Aiala, do Mobicidade. “Um grande passo dado pela prefeitura foi, justamente, a liberação do transporte de bicicleta no Elevador Lacerda e nos planos inclinados, a partir de uma demanda da sociedade. Não foi um movimento espontâneo da prefeitura. Ela recebeu a demanda e soube colocar em prática”.

Rede cicloviária

Heterogênea, a estrutura da rede cicloviária não está presente de forma similar entre as áreas populares e ricas de Salvador. No levantamento feito por Muito, considerando os 201 quilômetros da rede, apenas 47 estão em bairros periféricos e suburbanos. A qualidade do piso também é desproporcional. Na Avenida Beira-Mar do Lobato, em São João do Cabrito, por exemplo, não há sinalização e trechos estão repletos de rachaduras.

Questionada sobre esse caso específico, a Transalvador respondeu  que reformas no local já estão previstas e que “o crescimento desordenado e a falta de infraestrutura que marcam os bairros populares são os maiores dificultadores para a ampliação da malha cicloviária”.

“Em muitos bairros, o problema poderia ser minimizado apenas com a redução da velocidade das vias”, diz Jailton Elói, proprietário da loja Conexão Bike, no bairro de Itapuã. “Nem sempre é imprescindível a construção de ciclovias. E, muitas vezes, é muito mais importante para o ciclista ter acesso a várias vias do que ficar limitado a apenas um trajeto. Cidade boa para pedalar não é aquela em que há milhares de quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, mas onde o trânsito é bem compartilhado”.

Jailton, que abriu a sua loja há cinco anos, um mês após o lançamento do programa Salvador Vai de Bike, diz já ter passado “pelos vários nós que a questão bike vem impondo a Salvador”. “Do deserto à existência da ideia de que bicicleta é só lazer até o entendimento de que é meio de transporte”. Sobre a próximo nó desfeito, para o bem de seu negócio e da cidade, traduziu o desejo num letreiro ao lado da loja: “Mais amor, menos motor”.

Uso de bicicleta como meio de transporte avança em Salvador

"Salvador está seguindo a tendência mundial de promover e usar efetivamente a bicicleta 
no dia a dia", disse fundador de ONG (Foto: Milena Abreu)

24/10/2016

Pesquisa divulgada pelo Instituto Transporte Ativo em workshop promovido pela Prefeitura revela que de 36% da população da cidade utiliza a bike como meio de transporte diário

A cidade de Salvador vem registrando importantes avanços no uso da bicicleta como meio de transporte no município.

Com um aumento no sistema cicloviário de 13 km, em 2013, para 130 km em 2016, cada vez mais bikes têm ocupado espaço nas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas presentes em toda cidade.

Uma prova disso é uma pesquisa do Instituto Transporte Ativo entre os anos de 2015 e 2016, que entrevistou ciclistas nas principais capitais brasileiras, onde foi constatado que em Salvador, mais de 36% da população utiliza a bicicleta como meio de transporte nos sete dias da semana. 

Com esse mote, o Movimento Salvador Vai de Bike, vinculado à Empresa Salvador Turismo (Saltur), realizou um encontro com servidores da Prefeitura na terça-feira (18), no auditório do Parque Social, no Parque da Cidade (Itaigara), onde foram discutidos os avanços no uso da bicicleta como meio de transporte na cidade.

O encontro contou com palestra do presidente e fundador da ONG Transporte Ativo, Zé Lobo, que falou sobre este progresso, ao mostrar as mudanças em países de todo o mundo que priorizaram os pedestres em lugar dos carros e com as bicicletas influenciando o desenho das cidades. 

Um dos pontos abordados por Lobo mostra que o número de bicicletas em uso na cidade dobrou em cinco anos, com dados obtidos através de pesquisa com pessoas nas ruas.

“As pessoas têm procurado outras formas de acesso nos casos de percursos curtos,  até pela falta de vagas de estacionamento e também pela praticidade. Isso também faz parte da mudança de cultura”.

O especialista acredita que muita coisa mudou na capital baiana com o aumento da infraestrutura para ciclistas, a consciência dos usuários e uma sociedade mais participativa.

“Salvador está seguindo a tendência mundial de promover e usar efetivamente a bicicleta no dia a dia”.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur) e coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, destacou pontos importantes sobre a bicicleta como meio de transporte acessível, a exemplo de melhorias para a saúde e no fomento do lazer, esporte, turismo, cultura e desenvolvimento econômico.

“Estamos fazendo um esforço grande por toda a cidade com uma diversidade de projetos, acreditando que as iniciativas em conjunto têm contribuído para o crescimento exponencial do universo de ciclistas em Salvador. O que foi feito nos últimos quatro anos tem dado resultado. A comunidade tem dado resposta pela grande quantidade de ciclistas que vemos na cidade. Acredito que estamos no caminho certo”. 

O gestor da Saltur complementou também que, tão importante quanto às ações para o público externo, motoristas e ciclistas, é importante também fazer um alinhamento interno. “Precisamos motivar nossos colaboradores e disseminar o conceito internamente.”

Avanços 

 Hoje, Salvador possui 40 estações de compartilhamento e 400 bicicletas dentro deste sistema, e mais 40 utilizadas apenas nos finais de semana, além das 60 bicicletas do Sistema Bike Turista, instalados em 12 hotéis da cidade, englobando toda orla atlântica e mais o Centro Histórico.

A cidade também apresentou um aumento significativo no número de ciclistas nas ruas como um todo, além de grupos que realizam passeios matutinos e noturnos, pela mudança de comportamento dos motoristas da cidade, que hoje respeitam mais as pessoas que circulam de bicicleta na cidade.

“Com as novas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, e da conscientização por parte daqueles que andam de carro, aqueles que antes tinham medo de andar na cidade conseguem hoje sair às ruas e trafegar nas vias com mais segurança”, pontua Edington.

Os novos ciclistas soteropolitanos hoje contam com uma extensa ciclovia na Nova Orla de Salvador e na Nova Suburbana, trechos importantes da cidade que passaram por requalificação, além de trilhas em espaços fechados, como o Parque da Cidade.

Outra iniciativa importante é a instalação de ciclofaixas de lazer e turismo aos domingos e feriados na Avenida Sete até a Praça da Sé, na orla da Barra até Ondina, do Parque da Cidade até a orla da Avenida Octávio Mangabeira e na Avenida Magalhães Neto. 



Festival Bike apresenta as principais novidades do mundo da bicicleta



10/09/2016

As principais novidades do mercado do munda da bicicleta vão ser apresentadas durante a 13ª edição do Festival Bike Festival Bike Portugal – Festival Internacional da Bicicleta, Equipamentos e Acessórios e Salão de Ciclismo Profissional, que decorre de 14 a 16 de Outubro no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, e que promete ser, uma vez mais, o centro das atenções do sector.

O evento é o espaço privilegiado para conhecer as novidades do mercado e um ponto de encontro para todos aqueles que de forma profissional, desportiva ou de lazer se encontram ligados a este ramo.

O certame é a referência do mercado nacional e tem como objectivo realçar as marcas e as empresas nacionais e internacionais que operam nesta área. Importadores, lojistas, distribuidores, organizadores de eventos, comunicação social, atletas profissionais e amadores, e muito público interessado, transformam o Festival Bike num evento único e incontornável.

Por outro lado, a qualidade e a diversidade de produtos em exposição, a oportunidade de apresentação de novos modelos de bicicletas, equipamentos e acessórios, o envolvimento de empresas e entidades promotoras da Bicicleta enquanto meio saudável para a prática desportiva ou para momentos de lazer, têm contribuído para o crescimento sustentado do Festival Bike.

Os sectores em exposição são muitos e variados como Associações, Centros de Estágio, Clubes, Comunicação Social, Federações e Outras Entidades Oficiais, Ginásios, Hotelaria e Ecoturismo, Importadores e Fabricantes, Lojas de Bicicletas e Equipamentos, Organizadores de Eventos Desportivos, Parques Desportivos e Centros de Férias, Suplementos Alimentares, Taças e Troféus ou Vestuário.

O Festival Bike volta a contar com diversas atividades, proporcionando aos visitantes uma escolha ampla e variada de carácter lúdico e competitivo, tais como Maratona BTT, Cicloturismo, Granfondo, Duatlo, Passeio de Bicicletas Antigas, BMX, Dirt, entre outras.

Paralelamente, o Festival Bike também pretende estimular a participação do público nos vários eventos que aqui decorrem como workshops, conferências ou sessões de esclarecimento, entre outros.
Recorde-se que em 2015 o Festival Bike contou com 134 expositores, 26.300 visitantes e mais de 6.500 atletas inscritos nas várias competições.

Horário
Sexta-feira, 14/10: 10h00 às 17h (Profissionais) Sexta-feira, 14/10: 17h às 20h (Público em Geral) Sábado, 15/10: 10h00 às 20h (Público em Geral) Domingo, 16/10: 10h às 20h (Público em Geral)

Entradas
1 Bilhete: 6,00 € (Válido para apenas 1 entrada) Bilhete Feira (3 dias) : 12,00 € (O Bilhete de 3 dias permite visitar a feira a qualquer hora e várias vezes por dia) Entrada Gratuita para Crianças até aos 11 anos (inclusive) Parque de Estacionamento: Gratuito



Ex-pedreiro passa longe do pódio do mountain bike no Rio de Janeiro, mas sai como herói

Rubens Valeriano, o Rubinho, chegou em 30º, mas foi ovacionado pelos torcedores 
GETTY

22/08/2016

"Rubinho! Rubinho! Rubinho!"

"Eu não fui bem hoje, gente. Me desculpem"

"Foi sim! Você é o cara!"

Rubens Valeriano, o Rubinho, passa bem longe do glamour de esportes como futebol, vôlei e natação. E não chega nem perto do pódio também. Mas na saída de sua prova de mountain bike foi ovacionado por cerca de mil torcedores e parou de metro em metro para tirar fotos depois de ter cruzado a linha de chegada da final olímpica em 30º, entre os 50 atletas que desafiaram as montanhas do Parque Radical de Deodoro, no Rio de Janeiro, neste domingo.

É o reconhecimento, certamente, pela história de vida, uma daquelas que inspiram e são o verdadeiro significado do ouro em Jogos Olímpicos. O brasileiro, hoje com 37 anos, precisou de muita argamassa antes de construir sua carreira no ciclismo. Mas tijolo a tijolo, literalmente, conseguiu chegar ao topo.

"Dos 14 aos 16 anos, trabalhei em uma olaria, primeiro como servente de pedreiro e depois de um ano como pedreiro. Fui mandado embora por ser menor de idade e com o dinheiro que recebi comprei uma mountain bike. Teve uma competição na minha cidade (Monte Santo de Minas), mas não corri de medo, porque minha bicicleta era muito simples", contou Rubinho ao ESPN.com.br.

Depois de conseguir comprar uma bicicleta melhor, participou de uma prova e terminou na quarta colocação na categoria estreante. Aí, não parou mais. "Eu conciliava o trabalho como pedreiro com o ciclismo. Trabalhava o dia todo e treinava das 17h até umas dez horas da noite, todos os dias. Em 2000, optei por me dedicar só ao esporte. Fiz a escolha certa. Sou muito feliz e espero incentivar as pessoas que estão vendo tudo isso."

Em 2001, Rubinho ganhou seu primeiro patrocínio. O sonho olímpico começou em 2007, quando foi convocado para integrar a seleção brasileira de mountain bike nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro: surpreendeu e conquistou a medalha de prata, garantindo vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.

O mineiro deixou a China como o brasileiro mais bem colocado na prova de moutain bike, em 21º. Quatro anos depois, foi 24º em Londres. Agora, se despede do Rio de Janeiro sem saber se ainda se vai ou não para Tóquio em 2020. "Meu grande objetivo era ter chegado entre os dez primeiros. Não foi como eu esperava. Talvez seja minha última Olimpíada."

Henrique Avancini, o outro brasileiro que disputou a final de mountain bike neste domingo, foi o 23º a cruzar a linha de chegada. A medalha de ouro foi conquistada pelo suíço Nino Schurter - bronze em Pequim-2008 e prata em Londes-2012 -, e a prata ficou com o tcheco Jarolslav Kulhavy, que era o atual campeão olímpico da prova.

Fonte: ESPN

A bicicleta está nos seus planos?



04/08/2016

Com o objetivo de sensibilizar sobre a inclusão da bicicleta nos Planos de Mobilidade Urbana (PMU) das cidades brasileiras, a rede Bike Anjo, a Transporte Ativo e a União de Ciclistas do Brasil se uniram para realizar a campanha Bicicleta nos Planos.

A iniciativa busca orientar a sociedade civil organizada e cidadãos, bem como técnicos municipais, gestores e decisores políticos, para a inclusão da bicicleta, enquanto meio de transporte, no planejamento urbano, através da sua inserção nos Planos de Mobilidade Urbana.

A bicicleta na Política Nacional de Mobilidade Urbana

A Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), que determina sobre a obrigatoriedade de elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana, cumpre o papel de orientar, instituir diretrizes para a legislação local e regulamentar a política de mobilidade urbana.

Ao definir entre suas diretrizes a priorização dos modos de transporte ativos sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado, a PNMU coloca em foco a importância dos deslocamentos das pessoas nas cidades, priorizando as necessidades humanas de deslocamento ante a fluidez dos veículos motorizados. Ela também busca consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana. Ou seja, prioriza os deslocamentos realizados a pé e de bicicleta, a sua integração com o transporte público, além de exigir a participação social na elaboração e acompanhamento da política de mobilidade urbana.

Dentre os princípios e objetivos contidos na lei que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana e que podem ser alcançados através da promoção ao uso da bicicleta nas cidades, vale destacar: o desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; a equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e a eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana.

Os impactos positivos da inclusão da bicicleta nos PMUs são inúmeros, seja no âmbito econômico (redução nos custos com saúde pública e aumento da arrecadação de tributos advindos do aumento no faturamento do comércio nos locais seguros para bicicletas), social (vias mais movimentadas e mais seguras, democratização do espaço público, inclusão social), ambiental (redução da poluição) e político (melhoria da imagem da cidade diante dos cidadãos).

Portanto, a promoção da mobilidade por bicicleta é capaz de tornar as ruas das cidades mais acessíveis e adaptadas a receber outros usos e é um importante instrumento para alcançar os objetivos previstos pela Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Acesse o site bicicletanosplanos.org, baixe o Guia Incluindo a Bicicleta nos Planos e apoie essa campanha.





Ilhéus de Fernando de Noronha recebem bicicletas do Bike Noronha



21/07/2016

O projeto Bike Noronha dá mais um passo importante para a implantação do modal no arquipélago. Foram distribuídas as primeiras bicicletas da fase "Bike Ilhéu", que oferece gratuitamente os equipamentos aos moradores locais. O objetivo principal da iniciativa, promovida pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, com o apoio do Banco Itaú, é o de incentivar o transporte sustentável como principal ferramenta de locomoção na ilha.

Ao todo, serão entregues 400 bicicletas nesta primeira fase. A iniciativa faz parte do projeto Bike Noronha, que já alcançou bons resultados desde que começou a ser implantado, em dezembro de 2015. O projeto passou pelas vertentes do "Bike Escola", com entregas para estudantes da Escola Arquipélago Fernando de Noronha, "Bike Creche", para as creches locais, e "Bike Turista", com o oferecimento das "magrelas" para deslocamento dos turistas pela ilha a partir de 30 pousadas. Até o momento, já foram distribuídas 484 bicicletas de um universo de 1357 totais do projeto, que ainda conta com uma parte de melhoras nos espaços físicos do arquipélago para comportar o modal.

Para garantir o conforto dos ciclistas na ilha, o Bike Noronha também pensou na infraestrutura para dar apoio aos ciclistas. Os usuários terão à disposição 20 bicicletários instalados em pontos estratégicos da ilha (sete já estão prontos para uso), além de 58 placas de sinalização e indicativas na BR e nas vicinais do arquipélago. As 30 placas de sinalização servirão para informar aos motoristas a presença de ciclistas na BR. Já as 28 indicativas terão informações úteis, a exemplo da localização e nível de dificuldade da estrada para orientação do ciclista.

Para o secretário de Turismo, Esportes e Lazer do Estado, Felipe Carreras, o projeto Bike Noronha chega a uma fase importante. "A ideia de implementar as bicicletas como modais eficientes para os ilhéus é bastante significativa, pois reforça nossa tese de que as bikes são opções sustentáveis. Faremos a entrega do primeiro lote desses equipamentos para os moradores adultos, que também receberão capacitações sobre manutenção das bicicletas e educação no trânsito.”, comentou, ressaltando as diversas frentes do projeto. "Já entregamos bicicletas aos estudantes, promovemos a parceria com as pousadas para oferecer esse serviço aos turistas, além de termos diponibilizado bicicletas nas creches. Agora chegou o momento dos ilhéus e tenho certeza que, em breve, vamos crescer cada vez mais com a utilização das bikes como meios de transporte público eficientes.", finalizou Carreras.

O segundo lote das entregas do Bike Ilhéu, que contemplará 413 pessoas, está prevista para acontecer até o final deste ano.



Mais de 2 mil estão na fila por uma bicicleta feita de garrafa PET



25/06/2016

Criada pelo artista plástico Juan Muzzi, uruguaio radicado no Brasil, a bike, fabricada sob encomenda, é leve, não enferruja e promete até menos pressão na próstata e menos esforço da coluna vertebral

Uma bicicleta toda feita de garrafas PET recicladas está fazendo o maior sucesso entre o público consumidor. Ela foi criada por um artista plástico uruguaio radicado no Brasil, Juan Muzzi. Entre outras vantagens a Muzzicycle não enferruja, não precisa de solda, de amortecedor nem de pintura — pois a cor é injetada.

Uma bicicleta toda feita de garrafas PET recicladas está fazendo o maior sucesso entre o público consumidor. Ela foi criada por um artista plástico uruguaio radicado no Brasil, Juan Muzzi. Entre outras vantagens a Muzzicycle não enferruja, não precisa de solda, de amortecedor nem de pintura — pois a cor é injetada.

O fabricante ainda garante que a bike diminui a pressão na próstata e exige menos esforço da coluna vertebral. Não bastassem todas essas vantagens, ainda deve-se levar em conta o bem que um produto assim pode fazer à saúde do planeta — cada quadro da Muzzicycle consome cerca de 200 garrafas PET descartadas..

Por conta disso, um monte de gente anda louca para adquirir uma, mas a Muzzi é fabricada sob encomenda, feita por meio do site Muzziccycles. Na lista de pedidos já existem mais de 2 mil pessoas em fila de espera.

Ah, o preço é outro atrativo. A bicicleta de garrafas PET é fabricada em seis modelos. O mais barato deles custa R$ 980 (o modelo Nilo, de marca única) e o mais caro, R$ 3.200 (o modelo Rento, sete marchas, freio a disco).

Fonte: Metrópolis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...