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CAMPANHA 'MAR NÃO ESTÁ PARA PLÁSTICO' LANÇA SEGUNDA EDIÇÃO NO DIA 14



09/09/2019

As ações de limpeza e conscientização prosseguirão até fevereiro de 2020

Permitir que cada morador da cidade se transforme num guardião da praia, evitando o descarte de lixo -  especialmente plásticos -, além de atuar como multiplicador da proposta de se responsabilizar por todo e qualquer dejeto deixado nas praias. Essa é a proposta da segunda edição da campanha O Mar Não Está para Plástico.

O lançamento oficial está marcado para o próximo dia 14, às 9h, no auditório do Sindiquímica, R. Marujos do Brasil, 20, Tororó. De acordo com o presidente da Redemar, uma das organizadoras da campanha, William Freitas, a solenidade de lançamento contará com palestras da bióloga Larissa Renate e do oceanógrafo Matheus Serra. Juntos, eles farão uma capacitação do grupo de voluntários para as ações que serão realizadas até fevereiro nas praias de São Tomé de Paripe, Praia da Barra, Praia de Jaguaribe, Praia de Jardim de Alah, Praia da Boa Viagem e Praia de Tubarão. 

“A proposta é contemplar as praias que tem um índice maior banhistas, comerciantes e ambulantes independente de sua localização, sendo cidade alta ou baixa”, explica William Freitas.

Para Matheus Serra, essa primeira parte da campanha é fundamental porque orienta os participantes e possibilita que os organizadores possam providenciar os equipamentos de proteção individual e outros detalhes fundamentais para o sucesso da ação. “O treinamento da equipe é essencial para o entendimento da ação e um aumento no resultado final”, explica Matheus Serra, orientando que para participar dos mutirões de limpeza e conscientização das praias, é importante que os voluntários interessados se cadastrem através de formulário disponibilizado no link:  encurtador.com.br/vwLY1.

“A partir deste cadastro será formada uma rede de guardiões das praias, que é o foco da campanha deste ano, além da limpeza por mergulho nas praias com condições de visibilidade com o apoio da Marinha e do GMAR do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia”, completa.  

No dia 21 de setembro de 2019, às 09h, a Redemar fará uma ação especial na praia de São Tomé de Paripe em comemoração ao dia mundial de limpezas de rios e praias.  

“Todas ações de limpeza nas praias acontecem sempre no período da manhã, das 9h ao meio dia”, ressalta Freitas.  A campanha conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros - através do Gmar -, Shopping da Bahia, e REDE AMO.

Na primeira edição da campanha, os participantes perceberam que a carência de ações de educação ambiental principalmente das escolas próximas a região de praia termina por criar um vazio na formação de uma cultura de proteção do meio ambiente. 

PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES DE LIMPEZA DE PRAIA 

21/09 – Edição Especial - Dia mundial de limpeza de praias - Praia de São Tome de Paripe 
21/12 – Praia da Barra 
11/01 – Praia de Jaguaribe 
25/01 – Jardim de Alah 
01/02 – Praia Boa Viagem 
15/02 – Praia de Tubarão

Fonte: Correio

AGRICULTURA FAMILIAR BAIANA CONQUISTA NOVOS MERCADOS

Foto: André Frutuoso

27/07/2018

No Dia Internacional da Agricultura Familiar, celebrado nesta quarta-feira (25), agricultores familiares comemoram os avanços alcançados pela agricultura familiar no estado da Bahia. A exigência do mercado, aliada a uma maior conscientização da sociedade quanto à origem dos produtos que consomem, vem impulsionando o setor, que ganha espaço nas prateleiras dos supermercados, na gastronomia e na mesa dos baianos.

Os consumidores já dispõem de uma diversidade de produtos da agricultura familiar, tanto in natura como processados, a exemplo de doces, compotas, geleias, cortes especiais de carnes de caprino, derivados da mandioca, polpas de frutas, iogurtes, queijos variados, manteiga, derivados da cana-de-açúcar e do milho, mel, pólen e chocolates. Esses e outros produtos são fabricados por empreendimentos como a Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).

“Nossos produtos estão indo além das feiras livres. Temos acessado novos mercados, espaços de comercialização especializados, que contam com um público mais exigente, e mostrado que agricultura familiar tem produtos de qualidade e oferta alimentos justos, limpos e que tem a preocupação com o público consumidor”, destaca Denise Cardoso, presidente da Coopercuc, cooperativa localizada no semiárido baiano, que movimenta cerca de R$ 1 milhão por ano, com a comercialização, na Bahia e em outros estados do país, de produtos derivados do umbu, maracujá da caatinga, goiaba, maracujá, banana e acerola.

Outro empreendimento que vem ganhando espaço no mercado é a Cooperativa de Produção Agropecuária de Jiló (Coopag), localizada no município de Várzea Nova. O vice-presidente e gerente comercial da Coopag, Fred Jordão de Souza, ressalta que a agricultura familiar é quem alimenta o Brasil e, em especial, a Bahia. “Ao longo dos últimos anos, o foco no desenvolvimento rural, especificamente na implantação e requalificação de agroindústrias, seja ela de leite ou frutas, vem contribuindo para que o agricultor familiar agregue valor à sua produção”, afirma. 

No mix de produtos da Coopag, o consumidor encontra iogurtes, queijos, manteiga, néctar e polpas de frutas. A cooperativa fatura mais de R$ 4 milhões por ano. “Hoje existem clientes muito exigentes, com interesse de saber a procedência dos alimentos. As pessoas despertaram e veem que é possível consumir produtos de qualidade, excelência e zelo. Nós estamos ganhando novos mercados e crescendo de maneira organizada”, comemora Fred Jordão.

Estado produtivo

A Bahia é o estado que possui o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar, com cerca de 700 mil estabelecimentos, e é responsável pela produção de 77% dos alimentos que chegam à mesa dos baianos. Investimentos desde a base da produção até a ponta da comercialização, em temas como regularização fundiária, assistência técnica, agroindustrialização, projetos de produção de água e acesso a mercado aumentam o potencial produtivo do rural baiano e devem, em pouco tempo, aumentar esses números.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro, já foram investidos mais de R$1,2 bilhão na agricultura familiar. “Se você rodar pelas cidades, há armazéns da agricultura familiar, uma lojinha com conceito de alimentos direto da roça e o consumidor tem procurado esses produtos. O 25 de julho é para celebrar tudo o que foi conquistado, além de fazermos uma reflexão para o mundo de que a gente está caminhando. Um mundo mais sustentável, sem agrotóxico, que a gente possa produzir sabendo o que estamos consumindo. É isso que o mundo pede, que o mercado consumidor pede e só quem tem potencial de fazer isso é a agricultura familiar”.

Da Roça para a Mesa

Com o intuito de aproximar chefs de cozinha, donos de restaurantes, cozinheiros e empresários ligados à gastronomia aos agricultores familiares da Bahia, está sendo realizada a 'Expedição Gastronômica: Da Roça para a Mesa', por meio do projeto Bahia Produtiva, em parceria com o Instituto Ori e a Aliança dos Cozinheiros Slow Food.

A expedição já levou renomados chefs baianos e de outros estados para conhecerem cadeias produtivas como do licuri, caprinos, cacau, chocolate e umbu. Nos dias 8 a 11 de agosto, acontece a expedição gastronômica da cadeia produtiva do café, na Chapada Diamantina.

Para o chef de cozinha Caco Marinho, as pessoas querem comida de verdade e estão preocupadas com o que ingerem e com o que servem para os seus filhos. “A gastronomia teve esse avanço e, junto a isso, uma maior valorização das culturas locais, contrapondo algumas consequências negativas da globalização. Nesse ensejo, os chefs perceberam que a melhor de todas as alianças foi a realizada com os agricultores familiares e artesãos das comunidades rurais”, destaca. 


SUPERMERCADOS DEVERÃO TER ESPAÇO PARA PRODUTOS DE AGRICULTURA FAMILIAR NA BAHIA



09/07/2018

Selo vai indicar a presença de produtos dessa origem

Os supermercados da Bahia serão orientados a ter um espaço reservado para vender produtos originários da produção da agricultura familiar. A ação será lançada durante a realização da SuperBahia, maior feira do setor supermercadista do Norte-Nordeste do Brasil, através do Selo Supermercado Amigo do Agricultor. O evento ocorre de 17 a 19 de julho, na Arena Fonte Nova, em Salvador.  

A agricultura familiar atualmente é responsável por 44% de tudo que se produz na agropecuária baiana. Segundo Joel Feldmam, presidente da Associação Bahiana de Supermercados (Abase), promotora do evento, juntamente com o Sindicato dos Supermercados e Atacados de Auto Serviço do Estado da Bahia (SindSuper), a iniciativa pretende estimular que cada unidade de varejo de alimentos da Bahia, de pequeno a grande porte, tenha um espaço dedicado aos produtos da agricultura familiar. 

O supermercadista que adotar a ideia vai receber o selo como forma do consumidor identificar que se trata de uma empresa que colabora com a agricultura familiar

Durante o evento, os agricultores terão um espaço para apresentar seus produtos e negociar diretamente com empresários do setor de todo o Nordeste. Na mesa de negociações, produtos como farinha de mandioca, massa de tapioca, banana chips, cafés especiais, frutas desidratadas, barra de cereal, iogurte, queijo de cabra, néctar de frutas, chocolates, mel, cachaça,  doces , geleias, flocão e mingau de milho, feijão, polpas de frutas, dentre outros.

A feira terá a presença de 23 cooperativas de agricultura familiar e mais de 60 expositores, além de uma centena de marcas nacionais e internacionais. 

As grandes redes que atuam na Bahia, como Atacadão, Walmart e Pão de Açúcar já são clientes das cooperativas de agricultura familiar. O Walmart, por exemplo, possui o Clube dos Produtores, que reúne cerca de 6.500 pequenos produtores rurais em todo o Brasil que vendem diretamente para a empresa, abastecendo 15% do seu setor de hortifruti. 

Segundo a pesquisa do IBGE, as famílias de agricultores e agricultoras do Estado são responsáveis pela produção de 77% dos alimentos que chegam à mesa dos baianos.

Fonte: Correio

DIA DO CACAU RELEMBRA IMPORTÂNCIA DA PROTEÇÃO DOS CACAUEIROS

Quando maduro o cacau têm casca de cor amarela ou alaranjada. (Foto: Arquivo TG)

27/03/2018 

A fruta contém substâncias antioxidantes e antidepressivas; saiba como aproveitar as propriedades.

Com a aproximação da Páscoa, a procura pelo chocolate ganha ainda mais força. Seja amargo ou ao leite, não importa o gosto ou a cor, a fruta responsável pela produção desse alimento tão desejado em todo o mundo é a mesma: o cacau (Theobroma cacao).

O fruto, que teve sua origem na América Central, é cada vez mais produzido no Brasil. Em 2017 o país ganhou o posto de 5º maior produtor de cacau do mundo. O estado da Bahia é responsável por quase 80% da produção nacional.

Com a intenção de promover um debate para proteção dos cacaueiros, o dia 26 de março foi nomeado como “Dia do Cacau”. A árvore de pequeno porte não passa de 6 metros de altura. As flores são hermafroditas e os frutos, quando maduros, têm casca de cor amarela ou alaranjada. Do fruto se extraem sementes, que são a parte mais aproveitada. Elas possuem substâncias chamadas flavonoides, compostos bioativos que atuam na prevenção de várias doenças.

As sementes são a parte mais aproveitada do cacau. (Foto: Arquivo TG)

Segundo a gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC) de Ilhéus (BA), Adriana Reis, o cacau tem um longo histórico como alimento e como medicamento. “Essa fruta já foi muito usada no tratamento de doenças digestivas, dores de cabeça, inflamações e insônia”, explica. O motivo é a propriedade antioxidante, anti-inflamatória, antidepressiva da fruta, que também é benéfica para o coração.

Como consumir

Segundo a coordenadora do Setor de Tecnologia de Alimentos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC- BA), Neide Alice Pereira, para receber todos os benefícios dos flavonoides antioxidantes, o ideal é procurar um chocolate com maior teor de cacau. “O cacau in natura tem um teor maior dessas substâncias, mas durante todo o processamento do produto acaba perdendo nutrientes. Por isso é bom procurar chocolate com 65%, 70% e 80% de cacau. É claro que isso depende do bom índice de fermentação da amêndoa também” orienta a coordenadora. Nos produtos com menor concentração de cacau, o açúcar e a gordura estão mais presentes, o que pode ser prejudicial à saúde, se consumido em excesso.

Fonte: G1


UNEB REALIZA SEMINÁRIO PREPARATÓRIO PARA FÓRUM SOCIAL MUNDIAL



17/02/2018

Discutir com a comunidade a participação da UNEB no Fórum Social Mundial (FSM). Esse é o objetivo do seminário preparatório que a universidade vai realizar no dia 28 de fevereiro, das 8h às 18h, no teatro da instituição, no Campus I, em Salvador.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, visa articular e mobilizar professores, pesquisadores, técnicos e estudantes para a construção da programação da UNEB para essa edição do evento, que abordará o tema Resistir é Criar, Resistir é transformar.

A programação do seminário contará com mesa de debates com integrantes do grupo facilitador do FSM, além de atividades culturais.

Jurema Werneck vai proferir conferência sobre 
direitos humanos. Foto: Reprodução
Destaque para a conferência Direitos Humanos na Construção de outro mundo: Mulheres, Juventude, LGBT, Povos do Campo e Povos de Comunidades Tradicionais, que será proferida por Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil.

A professora Rosana Rodrigues, membro da comissão de organização do FSM na UNEB, destaca a importância do envolvimento dos departamentos nessa atividade e em outras propostas visando à articulação com a sociedade local e os territórios.

“Esse seminário acontecerá na semana de abertura do semestre 2018.1 com objetivo de mobilizar, articular toda a comunidade acadêmica, na capital e no interior do estado, para a construção coletiva do FSM, aprofundando o eixo “Direitos Humanos”, pauta constante das discussões e ações da UNEB”, frisou a coordenadora.

Para participar do seminário não há necessidade de realizar inscrição prévia.

13º Fórum Social Mundial

A 13ª edição do Fórum Social Mundial será realizada em Salvador entre os dias 13 e 17 de março. A expectativa é que cerca de 150 mil pessoas de todo o mundo participem das atividades do evento, que acontecerão na UNEB e em vários outros espaços da capital baiana.

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento que envolve movimentos sociais de várias partes do mundo, a fim de elaborar alternativas para uma transformação social global.

As inscrições individuais e de organizações podem ser feitas até o dia 10 de março no site www.fsm2018.org ou presencialmente, durante a realização do evento. Já as inscrições para atividades e para a Feira da Economia Solidária podem ser feitas até o dia 20 de fevereiro, no mesmo endereço eletrônico.

Apenas coletivos ou organizações podem inscrever atividades que farão parte da programação do Fórum, e que serão autogestionadas. Ou seja, as organizações devem ficar responsáveis por definir os nomes de palestrantes e suas presenças em Salvador, por meios próprios e seu formato das atividades. Já a organização do FSM 2018 garantirá o espaço para a realização da atividade proposta e divulgação da mesma na programação no site do Fórum.

Resultado de um longo processo de diálogo no Coletivo Brasileiro e consultas nacionais e internacionais, as Atividades poderão ser inscritas a partir de 19 eixos temáticos.



NA CAATINGA BAIANA, ESPÉCIES NATIVAS AJUDAM AGRICULTORES A GARANTIR COLHEITA

Agricultores no estado da Bahia, no Brasil
Foto Banco Mundial: Scott Wallace

09/02/2018
  
Com apoio do Fida e do governo estadual, umbu e licuri são opções por causa da seca; projeto ensina agricultores a valorizar as duas espécies, que podem servir para a produção de geleia e de doces.

Longas temporadas de seca estão tendo um impacto sério para os agricultores da Bahia que vivem na região da Caatinga. O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, trabalha para ajudar na produção de alimentos e criar oportunidades para as comunidades locais.

Parte do trabalho do Fida é promover o plantio de espécies indígenas, em especial umbu e licuri. O umbu, ou imbu, é um fruto, e o coco licuri tem origem na palmeira de mesmo nome. Ambos têm em vitaminas e mineiras.

Nova visão

Segundo o Fida, as duas espécies são resistentes à seca, mas não eram muito valorizadas pelos agricultores da Caatinga baiana. Junto com o governo estadual e o movimento Slow Food Brasil, o Fundo da ONU está ajudando a mudar essa visão, como explica o representante do Fida no Brasil, Hardi Michael Wulf Vieira.

"Se buscou, devido a esta estiagem, a valorizar mais a produção local, exatamente para manter a mata nativa e dessa forma poder preparar melhor os agricultores para este período de estiagem. Além das frutas que essas vegetações podem prover para os agricultores e o recurso que elas podem gerar, elas também são elemento importante de manutenção dos recursos hídricos."

Antes, os dois frutos eram consumidos por períodos curtos, de apenas um ou dois meses. Mas agora, os agricultores aprenderam a manter os cultivos e já começaram a ganhar dinheiro com isso.

Geleias e suco

A agricultora Maria Helena Barbosa dos Santos garante que seu padrão de vida já mudou.

"Quando chovia, a gente plantava milho, mandioca e a gente colhia tudo, a gente tinha uma renda. Não chove, a gente não planta e a gente não colhe. Antes, eu não tinha a oportunidade de dizer: 'vou comprar um computador'. Hoje eu tenho. Eu posso dar uma roupa ao meu filho, a minha filha, dar um calçado, o que antes eu não podia."

As mulheres também estão participando mais no processo. Na cidade de Uaua, o Fida ajudou a construir uma fábrica, que é administrada por uma cooperativa local. Lá, o fruto de umbu é utilizado na produção de suco, doces, geleias e a polpa também é separada para a venda.

Fonte: ONU News

Cursos Online na área de Ciências Biológicas e da Saúde

INSCRIÇÃO PARA VOLUNTARIADO DO FSM2018 VAI ATÉ O DIA 20



09/02/2018

As inscrições para o programa de Voluntariado do Fórum Social Mundial 2018 (FSM 2018) estão abertas até o dia 20 de fevereiro. Para participar a/o candidata(o) deve residir ou estar em Salvador, ter idade superior a 18 anos e se inscrever no site http://pt.surveymonkey.com/r/HNJQRM6 ou pelo email: voluntariar@fsm2018.org.

Cerca de 400 vagas deverão ser preenchidas e distribuídas para as áreas de infraestrutura, secretariado, comunicação, feira de economia solidária, além de apoio à pessoa com deficiência, acampamento da juventude, mobilização, cultura e tradução.

O Grupo de Trabalho de Voluntariado promoverá um curso de formação para a(o)s selecionada(o)s e a dinâmica de distribuição das tarefas acontecerá nos dias 24 e 25 de fevereiro, com transmissão online e que será disponibilizada no site.

No dia 10 de março, haverá reunião de integração e acolhimento do voluntariado. Os/as interessado(a)s em trabalhar cumprirão carga horária de seis horas,não serão remunerados, mas receberão certificado e ajuda de custo para transporte e alimentação durante a realização do FSM 2018, entre os dias 13 a 17 de março.

Fonte: FSM

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Algumas perguntas e respostas sobre o Fórum Social Mundial 2018

Grupo da UFBA e do FSM trabalha para tirar dúvidas

05/01/2018 

A roda de conversa sobre o Fórum Social Mundial 2018, no auditório da Escola de Arquitetura, na segunda-feira, 11 de dezembro, deixou claro que a comunidade da UFBA tem uma série de perguntas sobre o evento. O grupo que vem trabalhando na universidade na organização do FSM, busca respondê-las.

Damien Hazard, membro do conselho internacional do FSM, lembrou que o fórum 2018 está sendo realizado com poucos recursos, devido aos retrocessos que o país enfrentou nos últimos anos, e, “portanto, é uma construção, acima de tudo, coletiva”.

Na conversa, o reitor João Carlos Salles destacou a importância da realização de um fórum desse porte em conjunto com a universidade e comemorou a parceria.

O reitor também enfatizou a grande oportunidade de a UFBA aprofundar as relações com diferentes agentes sociais e ampliar suas possibilidades de abertura internacional a partir do Fórum. “Somos um espaço interessado e cheio de significações, portanto queremos participar como ente coletivo e levar nossos trabalhos para dizer, dentre outras coisas, que sim, outro mundo é possível. E que nenhum deles vale a pena sem uma universidade pública, gratuita, inclusiva, de fato, e de qualidade”.




Algumas perguntas sobre o Fórum Mundial Social 2018

O que é o Fórum Social Mundial (FSM)?

O Fórum nasceu em Porto Alegre, em 2001, como uma iniciativa civil planetária que faz um contraponto ao Fórum Econômico de Davos, agregando propostas alternativas ao neoliberalismo e tendo como lema “Um outro mundo é possível”. É uma construção coletiva de soluções para problemas que giram em torno do meio ambiente, direitos humanos, educação, minorias, etc. E assim sendo, propõe e viabiliza a convergência de diferentes e heterogêneos setores da sociedade civil.


O que a UFBA tem a ver com o Fórum Social Mundial 2018?

Para a Universidade Federal da Bahia, que vai acolher o Fórum, ele representa uma oportunidade diferenciada de aprofundar, através do diálogo, questões pertinentes a inúmeros campos de pesquisa e extensão.

O FSM vai possibilitar o intercâmbio intenso da UFBA com movimentos sociais e pesquisadores do Brasil e de diversas regiões do mundo e, ao mesmo tempo, a projeção dos trabalhos realizados pela comunidade universitária em nível nacional e internacional.

Há que se considerar também o contato com manifestações culturais representativas da diversidade cultural do Brasil e do mundo.

A UFBA também vai trabalhar na construção de um painel de atividades artísticas envolvendo a realização do FSM

Como, sendo da comunidade da UFBA, participar do FSM 2018?

Membros, grupos de pesquisa e coletivos da comunidade universitária podem   se integrar aos grupos de trabalho (GTs) do FSM 2018. (Agenda de reuniões dos GTs disponível em www.facebook.com/forumsocialmundial2018/).

A UFBA terá sessões temáticas, mesas e intervenções artísticas, protagonizadas por professores, estudantes e técnicos da universidade, em articulação com os eixos temáticos do FSM 2018.

Serão selecionados até 500 trabalhos de pesquisa/extensão envolvendo estudantes de graduação e de pós, além dos seus respectivos docentes orientadores. Esses trabalhos serão vinculados aos eixos temáticos do FSM 2018.

As Mesas Temáticas serão cerca de 200 com duração de 3 horas e serão selecionadas dentre as propostas enviadas por docentes sempre na perspectiva dos eixos temáticos. Fica assim criada a figura do professor ‘agitador-temático’ e seus co-agitadores, coordenando esses grandes eixos e mobilizando convidados e interações com os convidados do FSM2018

Quais as articulações mundiais que estão acontecendo para o FSM 2018?

A dinâmica internacional em torno do FSM 2018 está se expressando de várias formas, entre elas a participação do Grupo Facilitador e do Coletivo Brasileiro do FSM 2018 em eventos internacionais da sociedade civil, em paralelo à previsão de vários eventos de dimensão planetária ou regional dentro do evento em março 2018.


Eventos internacionais ocorridos nos últimos meses de 2017

06 a 09/11 – Atividades paralelas a COP23 – Bonn/Alemanha

22 a 25/11 – Conselho Mundial da Paz – Vietnam

26 e 27/11– Fórum Cidadão (evento paralelo à Cúpula União Europeia-África)- Abidjan/Costa do Marfim

29/11 a 01/12 – Conferência nacional das OSC Moçambicanas – Maputo/Moçambique

08 a 10/12 – Encontro IV Internacional sobre a Paz – Argel/Argélia

08/12/2017 – Ato da Unasul em Apoio a Venezuela em São Paulo

09 a 13/12 – Cúpula dos Povos – FUERA OMC – Buenos Aires/Argentina

23 a 25/11 – Seminário internacional do FALP- Fórum das Autoridades Locais de Periferia, em São Leopoldo/RS

Também houve participação do Grupo Facilitador em reuniões preparatórias do Fórum Social Mundial das Migrações, que acontecerá no México em 2018, e do FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas, entre outros.

Eventos internacionais previstos durante o FSM 2018

Fórum Mundial de Mídia Livre

Fórum Mundial de Saúde e Seguridade Social

Evento do Fórum Mundial das Migrações

Rede Diálogos em Humanidade

Fórum Mundial de Educação Popular

Atividade do Fórum Alternativo Mundial das Águas

Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Assembleia do CEAAL – Conselho de Educação de Adultos da Américas Popular

Encontro Internacional dos novos paradigmas para outras alternativas de desenvolvimento (com a delegação brasileira da União Europeia e a Mesa de Articulación- Articulação de plataformas nacionais de ONGs da América Latina e Caribe)

Evento sindical da CSI- Central Sindical Internacional com outras centrais sindicais de âmbito mundial

Assembleia Mundial de Mulheres

Outros eventos estão sendo articulados por redes internacionais, no aguardo de confirmações.



Barreiras e outras 8 cidades baianas são incluídas no semiárido brasileiro



04/01/2018 

Nova delimitação incluiu ainda outras 64 cidades de outros estados do país e ocorreu após solicitação de estados e municípios devido à seca.

A cidade de Barreiras, no oeste da Bahia, e outros 8 municípios do estado foram incluídos pelo Ministério da Integração Nacional na região classificada como 'semiárido', que corresponde à zona mais seca país. Angical, Baianópolis, Canápolis, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia e Santa Maria da Vitória também passam a fazer parte da área.

A nova delimitação, que incluiu ainda outros 64 municípios de outros estados do país, ocorreu após proposta feita por estados e municípios. A medida foi acolhida pelo Governo Federal, no final de 2017, devido à seca que atinge as regiões nos últimos anos. Com isso, o mapa do semiárido agora engloba 1.262 municípios brasileiros.

Além da Bahia, a ampliação do semiárido ocorreu nos estados de Ceará (10), Maranhão (2), Minas Gerais (6), Pernambuco (1), Piauí (21) e Paraíba (24), que teve o maior número de municípios incluídos.

Com a inclusão, os 73 novos municípios do semiárido passam a ter acesso a recursos e programas específicos de convivência com a seca, como fornecimento de água por carro-pipa, por exemplo.

Confira a lista completa das cidades adicionadas à zona do Semiárido, conforme aprovado pelo Condel em 23.11.2017

Código_IBGE UF Município

2901403 BA Angical
2902500 BA Baianópolis
2903201 BA Barreiras
2906105 BA Canápolis
2909703 BA Cristópolis
2911105 BA Formosa do Rio Preto
2926202 BA Riachão das Neves
2928109 BA Santa Maria da Vitória
2928406 BA Santa Rita de Cássia
2302057 CE Barroquinha
2302305 CE Bela Cruz
2302602 CE Camocim
2303907 CE Chaval
2304251 CE Cruz
2304954 CE Guaiúba
2306553 CE Itarema
2307254 CE Jijoca de Jericoacoara
2312403 CE São Gonçalo do Amarante
2313500 CE Trairi
2100907 MA Araioses
2112209 MA Timon
3109402 MG Buritizeiro
3151206 MG Pirapora
3157609 MG Santa Fé de Minas
3161106 MG São Francisco
3164209 MG São Romão
3170800 MG Várzea da Palma
2500304 PB Alagoa Grande
2500403 PB Alagoa Nova
2500502 PB Alagoinha
2500809 PB Araçagi
2501104 PB Areia
2501906 PB Belém
2502706 PB Borborema
2503803 PB Caldas Brandão
2505204 PB Cuitegi
2505808 PB Duas Estradas
2506301 PB Guarabira
2506400 PB Gurinhém
2507606 PB Juarez Távora
2508208 PB Lagoa de Dentro
2509339 PB Matinhas
2509800 PB Mulungu
2511608 PB Pilões
2511707 PB Pilõezinhos
2511806 PB Pirpirituba
2514453 PB São José dos Ramos
2515609 PB Serra da Raiz
2515807 PB Serra Redonda
2515906 PB Serraria
2515930 PB Sertãozinho
2611309 PE Pombos
2200608 PI Angical do Piauí
2201606 PI Beneditinos
2201919 PI Bom Princípio do Piauí
2202000 PI Buriti dos Lopes
2202539 PI Caraúbas do Piauí
2202653 PI Caxingó
2202901 PI Corrente
2203008 PI Cristalândia do Piauí
2203305 PI Demerval Lobão
2204659 PI Ilha Grande
2205581 PI Lagoa do Piauí
2205706 PI Luís Correia
2206407 PI Monsenhor Gil
2207702 PI Parnaíba
2208858 PI Riacho Frio
2209450 PI Santo Antônio dos Milagres
2209757 PI São Gonçalo do Gurguéia
2209807 PI São Gonçalo do Piauí
2210508 PI São Pedro do Piauí
2210623 PI Sebastião Barros
2211001 PI Teresina

Fonte: G1 Bahia


Fórum Social Mundial acontecerá em Salvador, de 13 a 17 de março de 2018



30/12/2017

O Fórum Social Mundial (FSM) será realizado em Salvador, no período de 13 a 17 de março de 2018. O anúncio foi feito durante seminário nacional de organizações ligadas ao processo do Fórum na capital baiana.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) colocou à disposição do evento todo o campus localizado em Salvador. Representantes do governo estadual baiano participaram do seminário e se comprometeram a também apoiar o Fórum na cidade. 

O tema central do FSM 2018 tratará dos Povos, Territórios e Movimentos em Resistência, a fim de incluir a participação dos mais diversos movimentos e pessoas, não só na participação do evento, mas também como protagonistas na construção deste.

As entidades proponentes, que serão as realizadoras do FSM, estão trabalhando em prol da preparação das inscrições, programação, divulgação e logística geral do evento.

Sobre o FSM

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento que envolve movimentos sociais de várias partes do mundo, a fim de elaborar alternativas para uma transformação social global. O primeiro FSM teve objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos que, desde 1971, defende as políticas neoliberais em todo mundo.


DELEGAÇÃO DO HAITI VISITA BAHIA PARA CONHECER POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

Delegação do Haiti visita Bahia para conhecer políticas públicas de saúde 
(Foto: Divulgação)

15/12/2017

Uma delegação do Haiti está na Bahia para conhecer políticas e experiências da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) na prevenção e assistência às doenças não transmissíveis, a exemplo de diabetes. A agenda dos representantes do país teve início na manhã desta segunda-feira (11), em um encontro com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, que destacou o modelo dos consórcios para regionalização da assistência. "Conseguimos oferecer até 18 especialidades médicas nas policlínicas. 

A ideia também é que em cada uma delas funcione um 'mini-Cedeba' [Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia], fazendo com que o tratamento das diabetes seja mais eficiente", pontuou Vilas-Boas. 

O secretário ainda explicou o funcionamento do sistema público do país, no qual cada nível de governo tem responsabilidades na saúde, pontuando, por exemplo, que os governos estaduais têm que investir pelo menos 12% do orçamento na área. 

Integram a delegação a diretora da Promoção da Saúde e Proteção do Meio Ambiente, Jocelyne Pierre Louis; representante do gabinete da ministra da Saúde, Maurice Daguilh; a responsável pela formação dos Residentes de Cirurgia, Tamara Georges Descastro; a diretora da Fundação Haitiana de Diabetes de Doenças Cardiovasculares, Nancy Charles Larco, e os consultores da Fundação, Stanley Jeromec e Lucile Chaves.



FILHOTE RECÉM-NASCIDO DE BALEIA JUBARTE É ACHADO MORTO NA PRAIA DO JARDIM DE ALAH, EM SALVADOR

Animal foi encontrado na praia do Jardim de Alah (Foto: Felipe Vital Fialho/Arquivo pessoal)

19/09/2017

Animal foi encontrado na manhã desta domingo (17); Limpurb já recolheu filhote.

Por G1 BA

Mais uma baleia foi encontrada morta na manhã deste domingo (17), em Salvador. O animal foi achado na praia do Jardim de Alah.

De acordo com o projeto Baleia Jubarte, a baleia era um filhote recém-nascido. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador, Limpurb, recolheu o animal por volta das 11h deste domingo.

O Instituto Baleia Jubarte informou que, até o dia 11 de setembro, havia sido registrado, em 2017, o encalhe de 33 baleias na costa da Bahia. O estado é o que tem o maior número de encalhes reportados em todo o país.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte, os animais encalham por estarem fracos ou desorientados devido a doenças, ferimentos por colisão com embarcações ou emalhe em redes de pesca. A poluição nos oceanos também pode afetar a saúde dos animais. Ainda segundo a entidade, filhotes que se perdem das mães não conseguem se alimentar sozinhos e podem encalhar.

Entre os meses de julho e outubro, o número de baleias na costa baiana normalmente aumenta, especialmente no litoral do sul do estado, que é o destino de centenas de baleias jubarte que vêm da Antártica para acasalar e dar à luz aos filhotes nas àguas mornas do litoral baiano. Com o acréscimo na quantidade de animais na costa, consequentemente o número de encalhes também aumenta.

O G1 listou os cuidados que se deve ter ao avistar um animal encalhado:

- Acione imediatamente o Instituto Baleia Jubarte, através dos telefones (73) 3297-1340 e (73) 9 8802-1874, no sul da Bahia; e (71) 3676-1463 e (71) 9 8154-2131, em Salvador, Litoral Norte e RMS;

- Isole a área e mantenha pessoas e animais afastados;

- Tire fotografias do animal para a judar a identificar a espécie;

- Coloque panos molhados sobre o animal e providencie sombra para evitar queimaduras do sol;

- Mantenha o animal molhado;

- Nunca jogue água no orifício respiratório; e

- Nunca tente arrastar o animal pela cauda.

MAIS DE 300 ANIMAIS ESTÃO EM AMEAÇA DE EXTINÇÃO NA BAHIA

Onça pintada está na lista de animais ameaçados de extinção 
Divulgação/Centro de Instrução de Guerra na Selva

16/08/2017 

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Mais de 300 animais estão em níveis diferentes de ameaça de extinção no estado da Bahia. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) publicou no Diário Oficial do Estado de hoje (16) portaria que cita uma lista de 331 espécies de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, invertebrados continentais, peixes, invertebrados marinhos e espécies ameaçadas de  "interesse social".

Ao todo, foram avaliadas 2.607 espécies de fauna consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território baiano. No entanto, os 331 animais entraram na lista, que tem variações de níveis de ameaça. São 140 espécies, que se enquadram no nível "vulnerável"; 131, no nível "perigo"; 54, no "criticamente em perigo", e cinco, em "regionalmente extintas".

Todas as espécies que constam nos níveis de ameaça passam a ter proteção integral dos órgãos de defesa do meio ambiente. A captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização desses animais fica proibida. Entre os animais protegidos, estão espécies como Onça-pintada, Ararinha-azul, Gavião-real, Papagaio-de-peito-roxo, Águia-cinzenta, Tartaruga-de-pente, Tartaruga-verde, Aranha Caranguejeira, Cobra-coral, Cobra-verde, Pica-pau-amarelo, Estrela-do-mar, Cação, Cavalo-marinho, Piaba, Peixe-serra, Atum-azul, o Bugio-marrom.

Na categoria das espécies ameaçadas de "interesse social", foram incluídos os animais alvos de uso sustentável por comunidades tradicionais, ou para subsistência. Assim, pode ser permitida a exploração, desde que regulamentada e autorizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a partir de critérios específicos. Entre as espécies de "interesse social" ameaçadas estão abelhas sem ferrão (Uruçu, Mandaçaia e Jandaíra), Caranguejo-Uça, uaiamun, Pitu, Aratu, peixe Bagre, Badejo-Amarelo, Mero, Tubarão Martelo, entre outros.

Planos de Ação

Segundo a secretaria, a publicação da lista dos animais em extinção coloca o estado como o sétimo do país com a iniciativa. A Lista Vermelha, como chamada pelo órgão, é considerada importante, porque incentiva o início “de ações e políticas que possam reverter o quadro de ameaça a essas espécies”.

Conforme previsto em lei estadual, a lista deve ser periodicamente revisada e atualizada. O próximo passo é a conclusão dos Planos de Ação das espécies ameaçadas e a listagem da flora ameaçada, que está em fase de desenvolvimento e, segundo a SEMA, será publicada “em breve”.

O levantamento das espécies em extinção foi um trabalho conjunto que envolveu, principalmente, a SEMA, o Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, universidades federais e estaduais, na Bahia e o Inema, totalizando 115 especialistas de 40 instituições.

SALVADOR TERÁ NOVAS BIKES ANTIFURTO E RESISTENTES AO SALITRE PARA COMPARTILHAMENTO

Novo modelo de alumínio que será operado na capital a partir de setembro 
Foto: Divulgação

29/06/2017

Por: Thais Borges*

Bicicletas mais compactas, com mecanismo antifurto e com resistência ao salitre. Essa vai ser a nova cara do Bike Salvador, anunciada na quinta-feira (8/6) pelo Itaú, em evento no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo (SP). 

As 400 laranjinhas soteropolitanas, hoje, estão espalhadas em 40 estações pela cidade. No segundo semestre, as estações - e a quantidade de bicicletas por espaço - devem mudar. Em Salvador, o serviço funciona desde 2013, pelo valor anual de R$ 10.

Para começar, as formas de pagamento serão ampliadas. Hoje, só é possível fazer o cadastro por cartão de crédito e pelo SalvadorCard. Com a mudança, haverá um cartão do próprio Bike Salvador que poderá ser feito em quiosques físicos. "A nova tecnologia que a gente traz hoje é muito mais democrática no acesso", diz a superintendente de relações governamentais e institucionais do Itaú, Luciana Nicola.

As novidades serão implantadas em todas as cinco praças do Vai De Bike no Brasil: além de Salvador, o projeto está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. No entanto, ainda não há data definida para a chegada das novas laranjinhas na capital baiana. Por aqui, o contrato atual vai até setembro. Assim, as mudanças dependem dos prazos da prefeitura. 

"A gente fez um grupo de trabalho com o secretário Isaac (Edington, presidente da Saltur e coordenador do Salvador Vai de Bike) para discutir esse e outros pontos", conta Luciana. É justamente esse grupo de trabalho que vai definir outras questões como o número de estações e a quantidade de bicicletas em cada uma delas, bem como as regras para cada área da cidade. 

Vinte bikes por estação

Embora hoje o número seja fixo, a tecnologia utilizada nas novas estações permite que elas tenham mais bikes - elas são modulares, de modo que podem abrigar quantas bicicletas o espaço comportar. No entanto, a média deve ser de 20 vagas por estação.

Além disso, quem passará a operar o sistema é a tembici - antes, era a Sertrel. De acordo com o CEO da tembici, Tomás Martins, as estações já são adaptadas para que, no futuro, funcionem com bicicletas elétricas. Elas já contam com painéis solares que devem garantir a autossuficiência energética. "Com certeza, nos próximos anos, já vamos poder colocar essa novidade (as bicicletas elétricas) nas cidades brasileiras", garante. Em Salvador, a tembici já opera na Ribeira e no estacionamento de bikes no Farol da Barra.

Enquanto isso, as novas laranjinhas, ainda não elétricas, serão mais compactas e robustas. Feitas de alumínio, elas terão aro 24, contra 26 da versão anterior. Segundo a superintendente do Itaú, a bicicleta foi desenhada para o sistema de compartilhamento, o que deve evitar casos de roubo.

"O sistema é muito mais robusto. A gente tinha muitos roubos e depredações no sistema porque a bicicleta não era tão parruda. (Agora) você tem uma bicicleta que foi desenhada para o sistema de bike sharing, ou seja, não tem um mercado paralelo ou que possibilite que cresça o número de vandalismo e roubo das peças", acredita.

Nos primeiros quatro anos do Movimento, o sistema do Salvador Vai de Bike registrou 244 casos de vandalismo, entre roubos e danos graves às bicicletas. Atualmente, uma estação está bloqueada por conta de vandalismo (Estação Tainheiro).

"Infelizmente o vandalismo é um problema encontrado não só perante as Estações de Bicicletas, mas em diversos momentos e locais da cidade. Durante as vistorias nas estações de compartilhamento são encontradas, sim, bicicletas sem peças ou danificadas. E é importante ressaltar que para a Prefeitura conta com a população para proteção de um bem que é de toda a cidade e de todos os soteropolitanos", disse Isaac Edington.

Tecno

A tecnologia das bikes é fornecida pela empresa canadense PBSC Urban Solutions, que tem sistemas de compartilhamento de bicicletas em cidades como Chicago (EUA), Montreal (Canadá) e Londres (Inglaterra). De acordo com o representante da PBSC, Gian-Carlo Crivello, o sistema de trava das bicicletas é patenteado.

"É um triângulo que você encaixa e fica trancado. O primeiro comentário que escutamos quando visitamos alguma cidade é :'ah, mas vocês não sabem como é o vandalismo aqui'. Uma vez encaixada a trava, acende uma luz verde e não tem como tirar. Já fizeram experiências usando um caminhão para tentar puxar a bicicleta e não saía". 

Segundo Crivello, o alumínio da bike faz com que ela esteja protegida da corrosão provocada pelo sal do mar. Em Salvador, muitas estações ficam na orla. "Com o alumínio, não temos esse problema, diferentemente do aço".

O que não deve mudar é o valor do serviço. Na verdade, o preço que usuários de cada cidade pagam é definido pelo município. Em Salvador, segundo a superintendente do Itaú, o valor - bem como os horários de uso - deve continuar o mesmo.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, conta que essa nova fase do projeto vai garantir mais conforto, eficiência e comodidade aos usuários. "O objetivo é trazer ainda mais melhorias nas bicicletas e também na tecnologia de utilização do sistema, como mudanças e ainda mais dinamismo no aplicativo utilizado pelos usuários, assim como nas próprias estações de retirada do equipamento”, disse.

O Movimento

Implantado em 2013, o Bike Salvador faz parte do Movimento Salvador Vai de Bike, voltado para o estímulo ao uso de bicicletas na capital baiana. Ao longo dos três anos do Movimento o Sistema Cicloviário da cidade foi ampliado de 11,4 km em 2012 e para 201 km em 2016.

Foram ainda implantadas Ciclofaixas de Lazer e Turismo, que fecham avenidas da cidade aos domingos e feriados para o uso da comunidade, com o apoio ainda de 80 bicicletas compartilhadas (azuizinhas) de uso exclusivo das ciclofaixas, disponibilizados mais de 600 paraciclos, entre outras ações.

*A repórter viajou a convite do Itaú

Fonte: Correio
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