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História da COP: origem e momentos mais importantes


18/11/2025

Conheça os principais marcos da COP, o evento climático mais relevante do mundo que completa 30 anos em 2025 com a edição realizada no Brasil

Em 2025, o evento mundial mais importante sobre clima completa 30 anos. Trata-se da COP, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontece no Brasil, em novembro, na cidade de Belém, no Pará.  

O que é a COP e quem participa?  

Principal encontro internacional sobre mudanças climáticas, a COP é o momento em que líderes mundiais, representantes de empresas privadas, cientistas, ativistas e organizações internacionais e não governamentais se encontram para discutir planos de ação focados no combate à emergência climática. O evento é organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a UNFCCC na sigla em inglês, braço da ONU para discutir o aquecimento global.  

Além de tratar sobre planos de ação, a COP é o momento em que acordos globais voltados ao enfrentamento da crise climática são feitos. Ao longo de sua história, o encontro foi fundamental por firmar decisões importantes que influenciaram desde políticas governamentais até os modos de produção de companhias de todo o mundo.  

A origem da COP  

A COP tem sua origem alguns anos antes da primeira convenção oficial. Tudo começou no Rio de Janeiro, em 1992, durante a Rio-92, também conhecida como Eco-92 ou Cúpula da Terra, evento da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Naquele ano, delegações de 175 países iniciaram as discussões de planos para combater os impactos dos gases de efeito estufa e para tornar a economia global mais sustentável, usando os recursos de maneira mais racional e conservando a biodiversidade.  

Foi na Rio-92 que se estabeleceu a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um tratado internacional para a cooperação climática, que se tornou a base das COPs por instituir a limitação dos aumentos médios da temperatura global. A partir daí, a conferência climática se materializou e, três anos depois, chegou à primeira edição.  

Momentos mais importantes das COPs

1995: COP1 – Berlim, Alemanha  

A primeira COP foi importante por reconhecer que os compromissos climáticos estabelecidos até então eram insuficientes. Foi estabelecido o Mandato de Berlim, o pontapé inicial para o desenvolvimento de um protocolo climático mais ousado.  

1997: COP3 – Kyoto, Japão  

O marco da reunião foi o nascimento do Protocolo de Kyoto, primeiro acordo global com metas obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa voltado aos países desenvolvidos. Foram necessários oito anos para que os países envolvidos ratificassem o acordo, que entrou em vigor em 2005, e contou com metas específicas para cada país participante.  

2000: COP6 – Haia, Holanda  

Cientistas e ambientalistas esperavam que, na COP6, governos concordassem com uma série de recomendações técnicas para a aplicação do Protocolo de Kyoto. No entanto, as negociações entraram em um impasse devido, principalmente, a discordâncias entre Europa e Estados Unidos sobre a mensuração dos gases de efeito estufa e as sanções aplicadas a quem descumprisse as metas. O encontro foi encerrado sem acordo.  

2005: COP11 – Montreal, Canadá  

O encontro marcou a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto e o entendimento de que era necessário ter metas de longo prazo após o término do Protocolo, o que ficou conhecido como Acordo de Montreal. O encontro foi importante devido ao início de discussões mais ambiciosas sobre a redução das emissões de carbono, além de trazer à tona o debate sobre os impactos climáticos do desmatamento e do uso da terra.  

2015: COP21 – Paris, França

Marcando os 20 anos da COP, a reunião na capital francesa definiu um marco histórico: o Acordo de Paris. O compromisso, aprovado pelos 195 membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), estabeleceu a manutenção de manter a temperatura média global abaixo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais. Os países também concordaram em fazer um esforço para manter a temperatura média global acima de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Importante salientar que, pouco antes da conferência, vários países participantes apresentaram as primeiras Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), como são chamadas as metas climáticas de cada país.  

2021: COP26 – Glasgow, Reino Unido  

A COP de Glasgow consolidou o entendimento de anos anteriores que de que 2ºC de limite não são suficientes e que é necessário alcançar a meta de 1,5ºC de temperatura média global acima dos níveis pré-industriais. Além disso, o encontro aprovou o mercado global de carbono, estabelecendo regras para a comercialização de créditos de carbono.  

2022: COP27 - Sharm el-Sheikh, Egito

A reunião no Egito trouxe à tona discussões sobre a necessidade de apoiar países vulneráveis aos impactos climáticos, que sofrem com desastres naturais. Para isso, foi criado um fundo de perdas e danos com enfoque em ampliar a justiça climática.  

2023: COP28 Dubai – Emirados Árabes  

Oito anos após o estabelecimento do Acordo de Paris, o encontro de Dubai fez o primeiro balanço global do compromisso e deixou claro que o que está sendo feito atualmente ainda não é suficiente para cumprir as metas climáticas estabelecidas.  

2024: COP29 – Baku, Azerbaijão  

A COP29 avançou nas discussões sobre o financiamento climático e estabeleceu que países desenvolvidos devem liderar o aporte de pelo menos 300 bilhões de dólares até 2035 para que países em desenvolvimento possam implementar ações de redução de emissão de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.

O que deve acontecer na COP30?  

As expectativas para o encontro no Brasil, o primeiro realizado na Amazônia, são altas. Há potencial para avanços nas discussões sobre a transição justa – a mudança para uma economia de baixo carbono que não deixe ninguém para trás - e para fazer com que decisões multilaterais se conectem melhor aos locais que sofrem mais com a crise climática.  

Conclusão  

Com uma história que completa 30 anos em 2025, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima se mostra fundamental para pautar discussões sobre o combate à emergência climática e para firmar acordos globais que influenciam tomadas de decisão não apenas nos governos, mas também na iniciativa privada. Sem o evento, acordos que são fundamentais para os cuidados com o futuro do planeta não teriam sido firmados.

Fonte: Suzano

COP30 - Pacto Global da ONU - Rede Brasil lança guia empresarial durante evento

11/11/2025

By Rita Moraes  

O Pacto Global da ONU - Rede Brasil lançou hoje, na Green Zone da COP30, em Belém, o Guia Empresarial de Combate ao Lixo no Mar, desenvolvido pelo programa Blue Keepers, além do protótipo Moeda Circular, do projeto ReInova. As iniciativas integram a Plataforma de Ação pela Água, Oceano e Resíduos e reforçam que enfrentar a mudança do clima exige colaboração entre empresas, governos e sociedade civil. Para a Rede Brasileira do Pacto Global, agir pelo clima significa agir por nós mesmos, colocando as pessoas no centro das decisões e das transformações necessárias.

As iniciativas demonstram que a prevenção do descarte inadequado de resíduos e o avanço da economia circular são viáveis e já estão em andamento por meio de novos modelos de atuação e conexões entre empresas e territórios.

“O primeiro side event do Pacto Global da ONU Rede Brasil na COP30 foi um sucesso, com Sanda Ojiambo destacando a atuação corporativa em água e resíduos. Ana Fontes detalhou as entregas da plataforma, e empresas compartilharam o impacto de suas ações. O evento ressaltou o compromisso com a implementação, alinhado à COP30. Foi um dia para apresentar resultados, inspirar e renovar parcerias para um futuro sustentável”, disse Gabriela Otero, gerente de Água, Oceano e Resíduos do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

Durante os painéis, representantes do setor privado compartilharam resultados de projetos já em desenvolvimento. Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade da Coca-Cola, destacou a inauguração de uma das maiores fábricas de reciclagem da região Norte, em Ananindeua, e o trabalho direto com catadores. Para ela, a economia circular só funciona quando valoriza as pessoas e o território. Os projetos apresentados mostram que enfrentar a mudança do clima depende de decisões estratégicas, inovação e transformação social.

Ao promover debates e apresentar iniciativas durante a COP30, o Pacto Global da ONU- Rede Brasil reforça o papel do setor privado na agenda climática. A presença em Belém fortalece parcerias, amplia a troca de conhecimento e acelera a implementação de soluções sustentáveis. O movimento já está em curso: empresas conectadas geram impacto real.

Sobre o Pacto Global da ONU

Como uma iniciativa especial do Secretário-Geral da ONU, o Pacto Global das Nações Unidas é uma convocação para que as empresas de todo o mundo alinhem suas operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU por meio de práticas corporativas responsáveis. Tem mais de 20 mil participantes distribuídos em 65 redes que cobrem 85 países, sendo a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. Há ainda 5 Hubs em diferentes regiões do mundo e mais 9 gerentes regionais responsáveis pelo processo de implementação em mais 16 países. Para mais informações, siga @globalcompact nas mídias sociais e visite nosso website em www.unglobalcompact.org

O Pacto Global da ONU - Rede Brasil foi criado em 2003 e, hoje, é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 2.000 mil participantes. Os mais de 60 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água, Oceano, Resíduos, Agricultura, Florestas, Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalonubr nas mídias sociais e visite nosso website em www.pactoglobal.org.br

Fonte: ConexãoIn

HAITI: ONU ALERTA SOBRE AGRAVAMENTO DA VIOLÊNCIA DE GANGUES EM PORTO PRÍNCIPE

Violência força pelo menos 2,5 mil haitianos a fugir
(UNDP Haiti/Borja Lopetegui Gonzalez)

16/07/2022

Área mais atingida pelos combates é o bairro Cité Soleil, nos redores da capital; entre janeiro e final de junho, foram registrados 934 assassinatos, 684 feridos e 680 sequestros em toda a capital; situação agrava sofrimento e pelo menos 2,5 mil pessoas foram forçadas a fugir.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU está profundamente preocupado com o agravamento da violência dentro e ao redor da capital haitiana Porto Príncipe e com o aumento dos abusos das gangues fortemente armadas contra comunidades locais vulneráveis.

A coordenadora humanitária da ONU no país, Ulrika Richardson, afirmou que as pessoas estão sofrendo na região. No entanto, a insegurança está impedindo as agências humanitárias de entrarem na área.

Com fechamento de escolas no Haiti, crianças ficam na mira de
gangues armadas (UNDP Haiti/Borja Lopetegui Gonzalez)

Aumento na violência

Ela destaca que a ONU está pronta para prestar assistência a crianças, mulheres e homens afetados pelo fogo cruzado da violência dos grupos armados assim que os parceiros humanitários puderem ter acesso seguro às zonas afetadas.

O recente aumento nos combates entre gangues rivais no bairro de Cité Soleil, na capital, levou à morte de 99 pessoas, com 135 feridos, segundo dados divulgados pelo Ocha no Haiti.

Com a escalada de violência, na sexta-feira, o Conselho de Segurança aprovou a prolongação do mandato do Escritório Integrado da ONU no Haiti, Binuh, até 15 de julho de 2023.

De acordo com o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Jeremy Laurence, a renovação “fortalecerá a resposta internacional coletiva à crise de direitos humanos que se desenrola no país, bem como facilitará a entrega de ajuda humanitária”.

Ele pediu às autoridades do Haiti a garantia de que os direitos fundamentais sejam protegidos e “colocados na frente e no centro de suas respostas à crise”. 

Para o porta-voz, a luta contra a impunidade e a violência sexual, juntamente com o fortalecimento do monitoramento e denúncia de atos contra os direitos humanos deve continuar sendo uma prioridade.

Vítimas civis

Segundo dados da agência da ONU, entre janeiro e final de junho, foram registrados 934 assassinatos, 684 feridos e 680 sequestros em toda a capital. Durante um período de cinco dias, de 8 a 12 de julho, pelo menos mais 234 pessoas foram mortas ou feridas em violência relacionada a gangues na área de Cité Soleil.

Jeremy Laurance afirma que a maioria das vítimas não estava diretamente envolvida em gangues e foi alvo direto de elementos de gangues. Também foram recebidas novas denúncias de violência sexual.

O Haiti enfrenta uma combinação de crises política, social e humanitária
(Foto: © UNICEF/Georges Harry Rouzier)

Desabastecimento

Segundo relatos, algumas gangues estão recorrendo a táticas extremas para controlar os habitantes locais, como negar acesso a água potável e comida. A avaliação das agências da ONU é que isso resultou na piora da desnutrição na região.

A violência também agravou a escassez de combustível, já que o principal depósito de combustível está localizado em Cité Soleil, e os custos de transporte aumentaram acentuadamente.

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos, a situação socioeconômica e o impasse político desencadearam protestos nas ruas. A insegurança deixou muitos moradores impedidos de saírem de casas e levou empresas a fecharem.

Sofrimento diário

De acordo com um relatório divulgado pelo Ocha, em menos de uma semana, pelo menos 2,5 mil pessoas foram forçadas a fugir de suas casas por causa dos combates. Vinte pessoas foram dadas como desaparecidas. 

A agência afirma que com a continuação dos combates, mais pessoas sofrerão e serão forçadas a fugir diariamente, muitas vezes arriscando suas vidas.

Cité Soleil, com uma população de cerca de 300 mil habitantes, é um dos bairros mais pobres da capital haitiana, onde as gangues ganharam mais influência nos últimos anos.

O Ocha afirma que “uma grande proporção da população está presa em Cité Soleil enquanto as gangues tentam exercer sua influência”, acrescentando que “as pessoas em algumas áreas não têm acesso a comida ou água desde 8 de julho”. 

Com a situação, uma criança em cada cinco já sofre de desnutrição grave “uma taxa bem acima dos limites de emergência”.

Fonte: ONU News 

RELATÓRIO DA ONU DEFENDE ABORDAGEM QUE UNE SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AMBIENTAL PARA EVITAR FUTURAS PANDEMIAS



07/07/20200

A COVID-19 é apenas um dos exemplos da tendência crescente de doenças transmitidas de animais para seres humanos – que inclui Ebola, Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), Febre do Nilo Ocidental e Febre do Vale Rift.

Novo estudo traz dez recomendações para evitá-las e identifica a abordagem da One Health como a melhor forma de prevenir e responder a futuras pandemias.

A tendência crescente de doenças zoonóticas é impulsionada pela degradação ambiental – como a degradação da terra, a exploração da vida selvagem, a extração de recursos naturais, as mudanças climáticas e outros fatores.

Enquanto a pandemia da COVID-19 ameaça vidas e perturba economias em todo o mundo, um novo relatório alerta para o surgimento de novos surtos de doenças zoonóticas caso governos não tomem medidas para impedir a disseminação. O estudo também faz dez recomendações para evitar futuras pandemias.

O relatório “Prevenir a Próxima Pandemia: Doenças Zoonóticas e Como Quebrar a Cadeia de Transmissão” é um esforço conjunto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI).

Ele identifica sete tendências que impulsionam o surgimento de doenças zoonóticas, incluindo a crescente demanda por proteína animal, a expansão agrícola intensiva e não sustentável, o aumento da exploração da vida selvagem e a crise climática. O relatório conclui que a África, em especial, por ter enfrentado várias epidemias zoonóticas, incluindo os recentes surtos de Ebola, pode ser uma fonte de soluções importantes para conter futuros surtos.

“A ciência é clara ao dizer que, se continuarmos explorando a vida selvagem e destruindo os ecossistemas, podemos esperar um fluxo constante de doenças transmitidas de animais para seres humanos nos próximos anos”, afirmou a Diretora Executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“As pandemias são devastadoras para nossas vidas e nossas economias e, como vimos nos últimos meses, a população mais pobres e vulnerável é a mais impactada. Para evitar futuros surtos, precisamos ser mais conscientes sobre a proteção do meio ambiente”, complementou.

Uma “doença zoonótica” ou “zoonose” é uma doença transmitida de animais para seres humanos. A COVID-19, que já causou mais de meio milhão de mortes em todo o mundo, provavelmente foi originada em morcegos. Mas ela é apenas a mais recente dentre tantas doenças cuja disseminação foi intensificada pelas ações humanas – como Ebola, Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), Febre do Nilo Ocidental e Febre do Vale Rift.

Todos os anos, cerca de dois milhões de pessoas, principalmente de países de baixa e média renda, morrem devido a doenças zoonóticas negligenciadas. Estes surtos também podem causar doenças graves, mortes e perda de produtividade em rebanhos nos países em desenvolvimento, deixando milhões de pequenos agricultores em extrema pobreza. Nas últimas duas décadas, as doenças zoonóticas causaram perdas econômicas no valor de mais de 100 bilhões de dólares, sem contar a pandemia de COVID-19, que poderá custar 9 trilhões de dólares nos próximos anos.

Países africanos podem liderar esforços na prevenção de pandemias

As doenças zoonóticas estão em ascensão em todo o mundo. Os países africanos, alguns dos quais já lidaram de forma bem sucedida com outros surtos zoonóticos fatais, podem aproveitar suas experiências para combater futuros surtos por meio de abordagens que incorporem saúde humana, animal e ambiental. O continente abriga grande parte das florestas tropicais remanecentes do mundo e outras paisagens selvagens. A população humana na África também é a que mais cresce, o que facilita o encontro entre rebanhos e animais selvagens, que, por sua vez, eleva o risco de disseminação de doenças zoonóticas.

“A situação no continente hoje é propícia para intensificar as doenças zoonóticas existentes e facilitar o surgimento e a disseminação de novas doenças”, disse o Diretor Geral da ILRI, Jimmy Smith. “Mas, com suas experiências com a Ebola e outras doenças emergentes, os países africanos estão demonstrando maneiras proativas de gerenciar esses surtos. Por exemplo, para controlar as doenças eles estão aplicando novas abordagens baseadas em riscos, ao invés de abordagens baseadas em regras, por serem mais adequadas para ambientes com poucos recursos, e estão unindo conhecimentos humanos, animais e ambientais em iniciativas proativas como a One Health”.

Os autores do relatório identificam a abordagem da One Health, que une conhecimentos em saúde pública, veterinária e ambiental, como o melhor método para prevenir e responder aos surtos de doenças zoonóticas e pandemias.

10 recomendações

O relatório identificou dez ações práticas que os governos podem tomar para evitar surtos futuros:

> Investir em abordagens interdisciplinares, como a One Health;

> Incentivar pesquisas científicas sobre doenças zoonóticas;

> Melhorar as análises de custo-benefício das intervenções para incluir o custo total dos impactos sociais gerados pelas doenças;

> Aumentar a sensibilização sobre as doenças zoonóticas;

> Fortalecer o monitoramento e a regulamentação de práticas associadas às doenças zoonóticas, inclusive de sistemas alimentares;

> Incentivar práticas ​​de gestão sustentável da terra e desenvolver alternativas para garantir a segurança alimentar e meios de subsistência que não dependam da destruição dos habitats e da biodiversidade;

> Melhorar a biossegurança, identificando os principais vetores das doenças nos rebanhos e incentivando medidas comprovadas de manejo e controle de doenças zoonóticas;

> Apoiar o gerenciamento sustentável de paisagens terrestres e marinhas a fim de ampliar a coexistência sustentável entre agricultura e vida selvagem;

> Fortalecer a capacidade dos atores do setor de saúde em todos os países; e

> Operacionalizar a abordagem da One Health no planejamento, implementação e monitoramento do uso da terra e do desenvolvimento sustentável, entre outros campos.

O relatório foi lançado no Dia Mundial das Zoonoses, instituído em 6 de julho por instituições de pesquisa e entidades não-governamentais em homenagem ao trabalho do biólogo francês Louis Pasteur. Em 6 de julho de 1885, Pasteur administrou com sucesso a primeira vacina contra a raiva, uma doença zoonótica.

Fonte: EcoDebate

GUTERRES LIDERA TRIBUTO DAS NAÇÕES UNIDAS ÀS VÍTIMAS DO TERREMOTO DE 2010 NO HAITIBR


17/01/2020

Cerimônia reuniu funcionários da ONU em Nova Iorque; tremor de 7 graus na escala Richter matou mais de 222 mil pessoas incluindo 102 funcionários das Nações Unidas; lista de boinas-azuis, mortos no sismo, inclui 20 brasileiros que serviam na Missão da ONU, Minustah.

Na abertura da cerimônia em memória das vítimas do terremoto do Haiti, ocorrido há 10 anos, o secretário-geral da ONU lembrou as mais de 222 mil pessoas que perderam suas vidas.  António Guterres prestou solidariedade aos milhares de haitianos que “continuam a sofrer os impactos da tragédia”. 

O tributo reuniu funcionários da organização, embaixadores dos países que apoiavam a Missão da ONU no Haiti, Minustah, que perdeu 102 funcionários, e outros participantes.
   
 Construção do monumento produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros 

do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época do terremoto. Foto: ONU/Mark Garten
 Confiança

O chefe da ONU lembrou que “o terremoto ocorreu, quando muitos haitianos estavam começando um novo ano com um senso de otimismo renovado e confiança no futuro de seu país.” Ele acrescentou que “em alguns segundos, essas esperanças se transformaram em pó.”

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, deitou por terra o Hotel Christopher, sede da ONU no país caribenho.

Dentre os funcionários da ONU mortos no terremoto estava o vice-chefe da Missão, o brasileiro Luiz Carlos da Costa. Ao todo, 20 brasileiros perderam a vida.

Em seu discurso descreveu como “cidades foram destruídas, centenas de milhares de pessoas foram mortas e milhões de vidas mudadas para sempre.” Ele disse que nunca esquecerá “o choque e a tristeza em todo o mundo e nas Nações Unidas quando a escala da tragédia se tornou clara.”
Operação Humanitária

Nesta sexta-feira, Guterres destacou como “uma operação humanitária sem precedentes salvou vidas nos primeiros dias e semanas, à medida que organizações de ajuda internacional trabalhavam com haitianos e parceiros locais.” Guterres também citou que “o terremoto criou sérias novas ameaças à segurança, à estabilidade e à prosperidade do Haiti” e que a recuperação das muitas feridas físicas, emocionais, sociais e financeiras “desafiaria qualquer nação”.

Segundo ele, “após um dos dias mais sombrios de sua história, o Haiti recorreu à coragem e determinação de seu povo e à assistência de muitos amigos.” Entre os muitos desafios, Guterres disse que “as Nações Unidas lamentam profundamente a perda de vidas e o sofrimento causados ​​pela epidemia de cólera” e citou o “progresso significativo que foi feito para eliminar a doença.”

O secretário-geral adicionou que a ONU está comprometida “com a resolução de casos pendentes de exploração e abuso sexuais.” Para ele, atualmente, “a insegurança e o lento crescimento econômico estão contribuindo para o aumento das tensões sociais e a deterioração da situação humanitária.”

Guterres fez um apelo para que os haitianos “resolvam suas diferenças através do diálogo e resistam a qualquer escalada que possa reverter os ganhos da década passada.” Ele reiterou que “o Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti e as 19 agências, fundos e programas no país continuarão a trabalhar em parceria com o povo haitiano em seu caminho para a recuperação e a prosperidade.”

A capital do Haiti, Porto Príncipe, danificada pelo terremoto de janeiro de 2010. ONU/Marco Dormino
Monumento

Antes da cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, inaugurou o monumento, em inglês “A Breath” em memória dos que perderam a vida no terremoto, localizado nos jardins da ONU.

O monumento veio do Haiti e foi produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época.

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, matou mais de 222 mil 

pessoas incluindo 102 trabalhadores da ONU. Minustah/Marco Dormino
 Resiliência

Segundo o secretário-geral António Guterres, na última década, “o Haiti se valeu da resiliência do seu povo e do apoio de muitos amigos para vencer este desastre.”

Ele afirmou que o Haiti “está se esforçando para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo o reforço das instituições tão cruciais para o bem-estar e para a prosperidade do seu povo.”  

O secretário-geral aproveitou a data para renovar “o compromisso das Nações Unidas em ajudar o Haiti e o seu povo na construção de um futuro melhor.” Ele expressou seus sentimentos a todos que perderam familiares, amigos e entes queridos no terremoto, há 10 anos. 

Fonte: ONU News


22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA



22/03/2019

O Dia Mundial da Água é celebrado no dia 22 de março. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de fevereiro de 1993. O objetivo era de alertar a população mundial sobre a preservação dos bens naturais e, sobretudo, da água.

A escolha de um dia dedicado a esse patrimônio natural do planeta, ressalta sua grande importância na vida das pessoas e no equilíbrio dos ecossistemas.

Além disso, destaca a necessidade de conscientizar a população sobre o cuidado e preservação desse bem tão valioso, que desde muito tempo vem sendo explorado indiscriminadamente pelo homem.

Declaração Universal dos Direitos da Água

No dia 22 de março de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, onde decorria uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente, a ONU divulgou um importante documento que destaca a importância da conservação da água: a Declaração Universal dos Direitos da Água.

A consciência ambiental é um dos temas relevantes apresentados na declaração. Além disso, ela aborda sobre a preservação e proteção dos recursos hídricos do planeta.

“O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”

Art. 4° da Declaração Universal dos Direitos da Água

A Declaração Universal dos Direitos da Água é dividida em dez artigos, os quais destacam:

Art. 1º: A água faz parte do patrimônio do planeta. Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei. Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Poluição da água

A poluição da água é resultado das alterações de sua qualidade e que a tornam imprópria para o consumo e prejudicial aos organismos vivos que nela habitam.

Problemas como a urbanização, construção de rodovias, indústrias, represamento, desmatamento, expansão da agricultura e pecuária, afetam consideravelmente o meio ambiente.

Todos eles comprometem diversos recursos naturais renováveis e não renováveis trazendo desequilíbrios ao solo, água e ar. Como exemplo, temos a poluição das águas (rios, mares e oceanos) que afeta não somente o ser humano, como também todo o ecossistema.

Poluição das águas por esgoto

Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 25% da população do planeta não têm acesso a água potável e cerca de 58% dos municípios no Brasil não possuem água tratada. Vale lembrar que o Brasil é um país que detém cerca de 12% da água doce do planeta.

Além disso, cerca de 20 países já sofrem com a escassez de água, o que corresponde a 40% da população mundial, o que gera muitos problemas sociais e de saúde pública.

A importância da água

A água é um dos recursos finitos mais essenciais para a sobrevivência da vida no planeta, pois colabora com os ciclos naturais e ainda, é fundamental para a produção de alimentos.

Importante destacar que o ser humano é formado em grande parte por água (cerca de 70% do nosso corpo).

Para além disso, a superfície terrestre é formada aproximadamente de 70% de água. Grande parte dela é água salgada dos mares e oceanos (cerca de 97%), restando cerca de 3% de água doce (dos rios), onde apenas 0,01% é considerada apropriada para consumo.

Se observarmos do espaço fica complicado entender porque o planeta Terra possui essa denominação. Isso porque as porções de água são imensas, o que nos leva a ver um planeta azul, ou seja um "planeta água".

Deixando essa questão de nomenclatura de lado, vamos pensar como seria nossa vida se não tivéssemos água para beber, cozinhar e tomar banho.

A água, portanto, faz parte do nosso dia-a-dia, sendo elemento essencial para todos os seres vivos do planeta pois colabora com a manutenção da biodiversidade.

De acordo com a ONU, a cada 20 anos o consumo mundial de água duplica. Isso pode gerar uma enorme crise de abastecimento que atingirá cerca de 2,8 bilhões de pessoas a partir de 2025.

Como vimos a água possui tamanha importância na vida das pessoas, o que reforça a necessidade de preservar esse bem tão valioso.

Assim, pequenas atitudes de cada cidadão são essenciais para a preservação dessa importante fonte de riqueza da natureza, bem como de todo o planeta.

→ Consciência ecológica e ambiental (não jogar lixos e dejetos em ambientes impróprios, fazer a separação correta do lixo, dentre outros)

→ Uso racional e sustentável dos recursos hídricos (racionamento e reutilização de água, banhos rápidos, fechar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça, dentre outros)

→ Preservação das águas (não atirar lixo nos rios, mares e oceanos)

→ Melhor gerenciamento e gestão dos recursos hídricos (inserção de políticas públicas)




EM MENSAGEM DE ANO NOVO, CHEFE DA ONU ALERTA PARA PERIGOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DOS CONFLITOS ARMADOS



29/12/2018

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“No ano passado, eu emiti um alerta vermelho, mas os perigos que mencionei ainda persistem. São tempos de ansiedade para muitos. E o nosso mundo está a passar por um teste de estresse”, declarou.

Guterres lembrou que as mudanças climáticas avançam muito mais rapidamente do que a humanidade, enquanto as divisões geopolíticas se aprofundam, tornando os conflitos mais difíceis de resolver.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Guterres alertou também para o aumento da intolerância e para a queda da confiança. Apesar disso, afirmou haver razões para se ter esperança.

“As negociações sobre o Iêmen criaram condições para a paz. E o acordo assinado em Riad em setembro, entre a Etiópia e a Eritreia, melhorou as perspetivas de toda a região.”

“A assinatura de um acordo entre as partes do conflito do Sudão do Sul revitalizou as perspectivas de paz, trazendo mais progresso nos últimos quatro meses, do que nos quatro anos anteriores”, declarou.

Guterres lembrou ainda que a ONU foi capaz de unir os Estados-membros em Katowice, na Polônia, para aprovar o Programa de Trabalho para a implementação do Acordo de Paris para o clima.

“Agora temos de aumentar a nossa ambição para combater esta ameaça à nossa existência – as alterações climáticas. É tempo de aproveitarmos a nossa última melhor oportunidade. É tempo de travar o descontrole e a espiral das mudanças climáticas.”

O chefe da ONU disse ainda que, nas últimas semanas, as Nações Unidas supervisionaram acordos globais de referência sobre migração e refugiados, que irão salvar vidas e superar perigosos mitos.

“Em todos os lugares, as pessoas estão se mobilizando para apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o nosso projeto global de paz, justiça e prosperidade num planeta saudável”, disse.

“Quando a cooperação internacional funciona, o mundo ganha”, completou.

Segundo Guterres, em 2019, as Nações Unidas vão continuar a aproximar as pessoas, a construir pontes e a criar espaço para soluções.

“Vamos manter a pressão nesse sentido. E nunca desistiremos.”

“Ao iniciarmos este Ano Novo, juntos vamos enfrentar ameaças com que nos defrontamos, vamos defender a dignidade humana e construir um futuro melhor. Desejo a cada um de vós e às vossas famílias um Ano Novo cheio de paz e saúde”, concluiu.



DIA MUNDIAL ALERTA PARA CRISE SANITÁRIA NO MUNDO

Banheiro público em  Ciudad Pachacutec, no Peru. Banco Mundial/Monica Tijero

19/11/2018

Cerca de 60% da população mundial não têm banheiro, ou casa de banho, segura; ONU destaca soluções sustentáveis para marcar este  19 de novembro, Dia Mundial do Toalete.

As toaletes, ou sanitas, salvam vidas, porque o desperdício humano espalha doenças fatais. O Dia Mundial do Toalete, marcado esta segunda-feira, pretende chamar a atenção para a crise global de saneamento.

Segundo a ONU, cerca de 60% da população mundial, ou 4,5 bilhões de pessoas, não têm um banheiro seguro e 892 milhões ainda defecam a céu aberto.

Crise

892 milhões de pessoas ainda defecam a céu aberto, by Foto ONU/ Logan Abassi
As Nações Unidas dizem que o impacto da exposição a fezes humanas nesta escala tem um impacto arrasador sobre a saúde pública, as condições de vida e de trabalho, a nutrição, a educação e a produtividade econômica.

Em nota, a organização  afirma que o mundo não está no caminho certo para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, que determina a disponibilidade e uso sustentável de saneamento e água para todos até 2030.

Este Objetivo quer assegurar que todos tenham um banheiro seguro e que ninguém pratique a defecação a céu aberto até 2030. A ONU diz que falhar com essa meta pode ameaçar toda a Agenda 2030.

Campanha

O tema deste ano é “Quando a Natureza Chama”. A campanha explica que estamos “transformando nosso ambiente em um esgoto a céu aberto” e que é preciso “construir banheiros e sistemas de saneamento que trabalhem em harmonia com os ecossistemas.”

As Nações Unidas destacam soluções baseadas na natureza. Existem sistemas que aproveitam os ecossistemas para ajudar a tratar o desperdício antes que ele regresse ao meio ambiente. Estas alternativas ajudam a proteger a vegetação, os solos e as zonas úmidas, incluindo rios e lagos.

Alguns exemplos são latrinas de compostagem, que capturam e tratam os resíduos produzindo fertilizantes que podem ser ajudados na agricultura, ou zonas úmidas e canaviais feitos pelo homem que filtram as águas residuais antes de serem libertadas nos cursos de água.

Seis factos sobre a crise mundial de saneamento

Um terço das escolas em todo o mundo, como esta em Timor-Leste, 
não tem instalações sanitárias, by Unicef/Antti Helin
1. Cerca de 60% da população mundial, ou 4,5 bilhões de pessoas, não têm banheiro em casa ou o sistema não gere o desperdício com segurança;

2. 862 milhões de pessoas em todo o mundo ainda defecam a céu aberto;  

3. Perto de 1,8 bilhão de pessoas usam uma fonte sem proteção contra a contaminação das fezes;

4. Um terço das escolas em todo o mundo não tem instalações sanitárias, um problema particular para as meninas durante a menstruação;

5. 900 milhões de crianças em todo o mundo não têm instalações para lavar as mãos, essenciais para evitar a disseminação de doenças mortais;

6. Em todo o mundo, 80% das águas residuais geradas pelo homem são devolvidas ao meio ambiente sem serem tratadas ou reutilizadas.

Fonte: ONU News

ONU LANÇA APELO PARA QUE TRATADO ABRANGENTE DE PROIBIÇÃO DE TESTES NUCLEARES PASSE A VALER

O secretário-geral publicou uma mensagem sobre o Dia. ONU/Mark Garten

29/08/2018
    
Nações Unidas assinalam Dia Internacional contra Testes Nucleares; mensagem do secretário-geral sobre o tema destaca que principais vítimas são pessoas de comunidades vulneráveis.

As Nações Unidas assinalam este 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares. Em mensagem sobre o tema, o secretário-geral disse que a história desta atividade é “uma história de sofrimento, com as vítimas pertencendo às comunidades mais vulneráveis do mundo”.

De acordo com a organização, cerca de 2 mil testes de armas nucleares aconteceram no planeta após o registo do primeiro ensaio em 16 de julho de 1945 nos Estados Unidos.

Norma

Em nota, António Guterres afirmou que “as consequências arrasadoras não se limitam às fronteiras internacionais, têm impactos no ambiente, saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. ”
O secretario-geral conversou com sobreviventes das bombas atômicas contras 
as cidades de Hiroshima e Nagasaki este verão. by ONU Dan Powell

Segundo ele, desde o final da Guerra Fria, uma norma internacional foi desenvolvida contra esta prática, que neste século foi violada por apenas um Estado. Guterres acredita que “a força dessa norma é validada pela condenação esmagadora que a comunidade internacional faz de cada violação. 

Tratado

Apesar deste sucesso, Guterres explicou que “uma moratória voluntária não substitui uma proibição global e legalmente vinculativa dos testes nucleares. ”

O chefe da ONU lembrou o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, de 1996, que ainda não entrou em vigor. Guterres acredita que “as necessidades de segurança coletiva exigem que todos os esforços sejam feitos para fazer entrar em vigor este tratado essencial. ”

Objetivo  

A primeira celebração do Dia Internacional contra Testes Nucleares aconteceu em 2010, um ano após a sua proclamação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Dia pretende envolver a organização e seus Estados-membros incluindo instituições intergovernamentais e organizações não-governamentais de áreas académica, redes de jovens e meios de comunicação.

A meta é informar, educar e defender a necessidade de proibir o uso de armas nucleares como um passo para alcançar um mundo seguro.

Fonte: ONU News

MAIS DE 270 VENEZUELANOS DEVEM SER TRANSFERIDOS A SEIS CIDADES NESTA SEMANA

Romério Cunha/Casa Civil

28/08/2018

Seis cidades receberão nesta semana venezuelanos voluntários do processo de interiorização. Embarcaram nesta terça-feira (28), em Boa Vista, 65 pessoas para Manaus, 69 para João Pessoa e 53 para São Paulo. Na quinta-feira (30), 60 devem ser transferidos para Goioerê (PR), 25 para o Rio de Janeiro e quatro para Brasília.

Os solicitantes de refúgio ou residência selecionados aceitaram participar da interiorização, foram vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A interiorização é uma iniciativa criada para ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros. Por se tratar de um processo voluntário, o número de pessoas a serem transportadas pode sofrer alterações até o momento do embarque.

A interiorização tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as  Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A partir das vagas disponíveis e do perfil dos abrigos participantes do processo de interiorização, o ACNUR identifica os interessados em participar da estratégia, assegura que estão devidamente documentados e financia melhoras de infraestrutura e custos operacionais nos locais de acolhida – especialmente os administrados pela sociedade civil. A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte. O UNFPA promove diálogos com as mulheres e população LGBTI para que se sintam fortalecidas neste processo. Já o PNUD trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Com esta etapa, o número de venezuelanos transferidos para outros Estados com ajuda do Governo Federal passará a marca de mil pessoas. De abril a julho, 820 pessoas foram levadas a sete cidades: 287 a São Paulo, 119 a Cuiabá, 165 para Manaus, 86 ao Rio de Janeiro, 69 para Igarassu (PE), 50 para Brasília e 44 para Conde (PB).

Em setembro, cerca de 400 pessoas devem ser transportadas a cada semana. A interiorização depende de interesse das cidades de destino e da existência de vagas em abrigos. Reuniões prévias com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Saiba mais:


Serviço:

Assessoria de Imprensa da Casa Civil: imprensaccivil@presidencia.gov.br / (61) 3411-1410 / (61) 3411-1411 / (61) 3411-1166

Fonte: ASCOM/Casa Civil e ONU Brasil


MORRE KOFI ANNAN, EX-SECRETÁRIO-GERAL DA ONU E VENCEDOR DO NOBEL DA PAZ

Kofi Annan morreu "pacificamente no sábado depois de uma doença breve", dizem assessores
AFP

18/08/2018

Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário, morreu neste sábado aos 80 anos, segundo seus assessores.

Ele "faleceu pacificamente no sábado depois de uma breve doença", disse a fundação que leva seu nome neste sábado.

Annan foi o primeiro negro africano a assumir o papel de principal diplomata do mundo, servindo de 1997 a 2006.

Mais tarde, ele atuou como enviado especial da ONU à Síria, liderando os esforços para encontrar uma solução pacífica para o conflito.

Em um comunicado anunciando sua morte, a Fundação Kofi Annan descreveu-o como um "estadista global e internacionalista profundamente comprometido, que lutou ao longo de sua vida por um mundo mais justo e mais pacífico".

"Onde quer que houvesse sofrimento ou necessidade, ele estendeu a mão e tocou muitas pessoas com sua profunda compaixão e empatia. Por vontade própria, ele colocou os outros em primeiro lugar, irradiando bondade genuína, calor e brilho em tudo o que ele fez."

O diplomata, que era originalmente de Gana, morreu na cidade suíça de Genebra, onde viveu por vários anos.

Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2001 por ajudar a revitalizar o organismo internacional.

Seu mandato como secretário-geral da ONU coincidiu com a Guerra do Iraque e a pandemia de HIV/ Aids.

Kofi Annan descreveu sua maior conquista como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que - pela primeira vez - definiram metas globais para questões como pobreza e mortalidade infantil.

No entanto, Annan não estava imune a críticas. Seus críticos o culparam pelo fracasso da ONU em deter o genocídio em Ruanda nos anos 1990, quando ele era o chefe das operações de manutenção da paz da organização.

Mais tarde, após a invasão liderada pelos EUA no Iraque, Annan e seu filho foram acusados de envolvimento no "escândalo do petróleo por corrupção alimentar" - o que levou alguns a pedir sua renúncia, embora tenha sido posteriormente exonerado.

Em entrevista ao programa HardTalk da BBC para marcar seu 80º aniversário em abril, Annan reconheceu as deficiências da ONU, dizendo que ela "pode ser melhorada, não é perfeita, mas se não existisse, você teria que criá-la".

"Sou um otimista teimoso, nasci otimista e continuo otimista", acrescentou.

Fonte: BBC

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