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História da COP: origem e momentos mais importantes


18/11/2025

Conheça os principais marcos da COP, o evento climático mais relevante do mundo que completa 30 anos em 2025 com a edição realizada no Brasil

Em 2025, o evento mundial mais importante sobre clima completa 30 anos. Trata-se da COP, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontece no Brasil, em novembro, na cidade de Belém, no Pará.  

O que é a COP e quem participa?  

Principal encontro internacional sobre mudanças climáticas, a COP é o momento em que líderes mundiais, representantes de empresas privadas, cientistas, ativistas e organizações internacionais e não governamentais se encontram para discutir planos de ação focados no combate à emergência climática. O evento é organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a UNFCCC na sigla em inglês, braço da ONU para discutir o aquecimento global.  

Além de tratar sobre planos de ação, a COP é o momento em que acordos globais voltados ao enfrentamento da crise climática são feitos. Ao longo de sua história, o encontro foi fundamental por firmar decisões importantes que influenciaram desde políticas governamentais até os modos de produção de companhias de todo o mundo.  

A origem da COP  

A COP tem sua origem alguns anos antes da primeira convenção oficial. Tudo começou no Rio de Janeiro, em 1992, durante a Rio-92, também conhecida como Eco-92 ou Cúpula da Terra, evento da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Naquele ano, delegações de 175 países iniciaram as discussões de planos para combater os impactos dos gases de efeito estufa e para tornar a economia global mais sustentável, usando os recursos de maneira mais racional e conservando a biodiversidade.  

Foi na Rio-92 que se estabeleceu a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um tratado internacional para a cooperação climática, que se tornou a base das COPs por instituir a limitação dos aumentos médios da temperatura global. A partir daí, a conferência climática se materializou e, três anos depois, chegou à primeira edição.  

Momentos mais importantes das COPs

1995: COP1 – Berlim, Alemanha  

A primeira COP foi importante por reconhecer que os compromissos climáticos estabelecidos até então eram insuficientes. Foi estabelecido o Mandato de Berlim, o pontapé inicial para o desenvolvimento de um protocolo climático mais ousado.  

1997: COP3 – Kyoto, Japão  

O marco da reunião foi o nascimento do Protocolo de Kyoto, primeiro acordo global com metas obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa voltado aos países desenvolvidos. Foram necessários oito anos para que os países envolvidos ratificassem o acordo, que entrou em vigor em 2005, e contou com metas específicas para cada país participante.  

2000: COP6 – Haia, Holanda  

Cientistas e ambientalistas esperavam que, na COP6, governos concordassem com uma série de recomendações técnicas para a aplicação do Protocolo de Kyoto. No entanto, as negociações entraram em um impasse devido, principalmente, a discordâncias entre Europa e Estados Unidos sobre a mensuração dos gases de efeito estufa e as sanções aplicadas a quem descumprisse as metas. O encontro foi encerrado sem acordo.  

2005: COP11 – Montreal, Canadá  

O encontro marcou a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto e o entendimento de que era necessário ter metas de longo prazo após o término do Protocolo, o que ficou conhecido como Acordo de Montreal. O encontro foi importante devido ao início de discussões mais ambiciosas sobre a redução das emissões de carbono, além de trazer à tona o debate sobre os impactos climáticos do desmatamento e do uso da terra.  

2015: COP21 – Paris, França

Marcando os 20 anos da COP, a reunião na capital francesa definiu um marco histórico: o Acordo de Paris. O compromisso, aprovado pelos 195 membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), estabeleceu a manutenção de manter a temperatura média global abaixo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais. Os países também concordaram em fazer um esforço para manter a temperatura média global acima de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Importante salientar que, pouco antes da conferência, vários países participantes apresentaram as primeiras Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), como são chamadas as metas climáticas de cada país.  

2021: COP26 – Glasgow, Reino Unido  

A COP de Glasgow consolidou o entendimento de anos anteriores que de que 2ºC de limite não são suficientes e que é necessário alcançar a meta de 1,5ºC de temperatura média global acima dos níveis pré-industriais. Além disso, o encontro aprovou o mercado global de carbono, estabelecendo regras para a comercialização de créditos de carbono.  

2022: COP27 - Sharm el-Sheikh, Egito

A reunião no Egito trouxe à tona discussões sobre a necessidade de apoiar países vulneráveis aos impactos climáticos, que sofrem com desastres naturais. Para isso, foi criado um fundo de perdas e danos com enfoque em ampliar a justiça climática.  

2023: COP28 Dubai – Emirados Árabes  

Oito anos após o estabelecimento do Acordo de Paris, o encontro de Dubai fez o primeiro balanço global do compromisso e deixou claro que o que está sendo feito atualmente ainda não é suficiente para cumprir as metas climáticas estabelecidas.  

2024: COP29 – Baku, Azerbaijão  

A COP29 avançou nas discussões sobre o financiamento climático e estabeleceu que países desenvolvidos devem liderar o aporte de pelo menos 300 bilhões de dólares até 2035 para que países em desenvolvimento possam implementar ações de redução de emissão de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.

O que deve acontecer na COP30?  

As expectativas para o encontro no Brasil, o primeiro realizado na Amazônia, são altas. Há potencial para avanços nas discussões sobre a transição justa – a mudança para uma economia de baixo carbono que não deixe ninguém para trás - e para fazer com que decisões multilaterais se conectem melhor aos locais que sofrem mais com a crise climática.  

Conclusão  

Com uma história que completa 30 anos em 2025, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima se mostra fundamental para pautar discussões sobre o combate à emergência climática e para firmar acordos globais que influenciam tomadas de decisão não apenas nos governos, mas também na iniciativa privada. Sem o evento, acordos que são fundamentais para os cuidados com o futuro do planeta não teriam sido firmados.

Fonte: Suzano

GUTERRES LIDERA TRIBUTO DAS NAÇÕES UNIDAS ÀS VÍTIMAS DO TERREMOTO DE 2010 NO HAITIBR


17/01/2020

Cerimônia reuniu funcionários da ONU em Nova Iorque; tremor de 7 graus na escala Richter matou mais de 222 mil pessoas incluindo 102 funcionários das Nações Unidas; lista de boinas-azuis, mortos no sismo, inclui 20 brasileiros que serviam na Missão da ONU, Minustah.

Na abertura da cerimônia em memória das vítimas do terremoto do Haiti, ocorrido há 10 anos, o secretário-geral da ONU lembrou as mais de 222 mil pessoas que perderam suas vidas.  António Guterres prestou solidariedade aos milhares de haitianos que “continuam a sofrer os impactos da tragédia”. 

O tributo reuniu funcionários da organização, embaixadores dos países que apoiavam a Missão da ONU no Haiti, Minustah, que perdeu 102 funcionários, e outros participantes.
   
 Construção do monumento produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros 

do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época do terremoto. Foto: ONU/Mark Garten
 Confiança

O chefe da ONU lembrou que “o terremoto ocorreu, quando muitos haitianos estavam começando um novo ano com um senso de otimismo renovado e confiança no futuro de seu país.” Ele acrescentou que “em alguns segundos, essas esperanças se transformaram em pó.”

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, deitou por terra o Hotel Christopher, sede da ONU no país caribenho.

Dentre os funcionários da ONU mortos no terremoto estava o vice-chefe da Missão, o brasileiro Luiz Carlos da Costa. Ao todo, 20 brasileiros perderam a vida.

Em seu discurso descreveu como “cidades foram destruídas, centenas de milhares de pessoas foram mortas e milhões de vidas mudadas para sempre.” Ele disse que nunca esquecerá “o choque e a tristeza em todo o mundo e nas Nações Unidas quando a escala da tragédia se tornou clara.”
Operação Humanitária

Nesta sexta-feira, Guterres destacou como “uma operação humanitária sem precedentes salvou vidas nos primeiros dias e semanas, à medida que organizações de ajuda internacional trabalhavam com haitianos e parceiros locais.” Guterres também citou que “o terremoto criou sérias novas ameaças à segurança, à estabilidade e à prosperidade do Haiti” e que a recuperação das muitas feridas físicas, emocionais, sociais e financeiras “desafiaria qualquer nação”.

Segundo ele, “após um dos dias mais sombrios de sua história, o Haiti recorreu à coragem e determinação de seu povo e à assistência de muitos amigos.” Entre os muitos desafios, Guterres disse que “as Nações Unidas lamentam profundamente a perda de vidas e o sofrimento causados ​​pela epidemia de cólera” e citou o “progresso significativo que foi feito para eliminar a doença.”

O secretário-geral adicionou que a ONU está comprometida “com a resolução de casos pendentes de exploração e abuso sexuais.” Para ele, atualmente, “a insegurança e o lento crescimento econômico estão contribuindo para o aumento das tensões sociais e a deterioração da situação humanitária.”

Guterres fez um apelo para que os haitianos “resolvam suas diferenças através do diálogo e resistam a qualquer escalada que possa reverter os ganhos da década passada.” Ele reiterou que “o Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti e as 19 agências, fundos e programas no país continuarão a trabalhar em parceria com o povo haitiano em seu caminho para a recuperação e a prosperidade.”

A capital do Haiti, Porto Príncipe, danificada pelo terremoto de janeiro de 2010. ONU/Marco Dormino
Monumento

Antes da cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, inaugurou o monumento, em inglês “A Breath” em memória dos que perderam a vida no terremoto, localizado nos jardins da ONU.

O monumento veio do Haiti e foi produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época.

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, matou mais de 222 mil 

pessoas incluindo 102 trabalhadores da ONU. Minustah/Marco Dormino
 Resiliência

Segundo o secretário-geral António Guterres, na última década, “o Haiti se valeu da resiliência do seu povo e do apoio de muitos amigos para vencer este desastre.”

Ele afirmou que o Haiti “está se esforçando para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo o reforço das instituições tão cruciais para o bem-estar e para a prosperidade do seu povo.”  

O secretário-geral aproveitou a data para renovar “o compromisso das Nações Unidas em ajudar o Haiti e o seu povo na construção de um futuro melhor.” Ele expressou seus sentimentos a todos que perderam familiares, amigos e entes queridos no terremoto, há 10 anos. 

Fonte: ONU News


22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA



22/03/2019

O Dia Mundial da Água é celebrado no dia 22 de março. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de fevereiro de 1993. O objetivo era de alertar a população mundial sobre a preservação dos bens naturais e, sobretudo, da água.

A escolha de um dia dedicado a esse patrimônio natural do planeta, ressalta sua grande importância na vida das pessoas e no equilíbrio dos ecossistemas.

Além disso, destaca a necessidade de conscientizar a população sobre o cuidado e preservação desse bem tão valioso, que desde muito tempo vem sendo explorado indiscriminadamente pelo homem.

Declaração Universal dos Direitos da Água

No dia 22 de março de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, onde decorria uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente, a ONU divulgou um importante documento que destaca a importância da conservação da água: a Declaração Universal dos Direitos da Água.

A consciência ambiental é um dos temas relevantes apresentados na declaração. Além disso, ela aborda sobre a preservação e proteção dos recursos hídricos do planeta.

“O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”

Art. 4° da Declaração Universal dos Direitos da Água

A Declaração Universal dos Direitos da Água é dividida em dez artigos, os quais destacam:

Art. 1º: A água faz parte do patrimônio do planeta. Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei. Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Poluição da água

A poluição da água é resultado das alterações de sua qualidade e que a tornam imprópria para o consumo e prejudicial aos organismos vivos que nela habitam.

Problemas como a urbanização, construção de rodovias, indústrias, represamento, desmatamento, expansão da agricultura e pecuária, afetam consideravelmente o meio ambiente.

Todos eles comprometem diversos recursos naturais renováveis e não renováveis trazendo desequilíbrios ao solo, água e ar. Como exemplo, temos a poluição das águas (rios, mares e oceanos) que afeta não somente o ser humano, como também todo o ecossistema.

Poluição das águas por esgoto

Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 25% da população do planeta não têm acesso a água potável e cerca de 58% dos municípios no Brasil não possuem água tratada. Vale lembrar que o Brasil é um país que detém cerca de 12% da água doce do planeta.

Além disso, cerca de 20 países já sofrem com a escassez de água, o que corresponde a 40% da população mundial, o que gera muitos problemas sociais e de saúde pública.

A importância da água

A água é um dos recursos finitos mais essenciais para a sobrevivência da vida no planeta, pois colabora com os ciclos naturais e ainda, é fundamental para a produção de alimentos.

Importante destacar que o ser humano é formado em grande parte por água (cerca de 70% do nosso corpo).

Para além disso, a superfície terrestre é formada aproximadamente de 70% de água. Grande parte dela é água salgada dos mares e oceanos (cerca de 97%), restando cerca de 3% de água doce (dos rios), onde apenas 0,01% é considerada apropriada para consumo.

Se observarmos do espaço fica complicado entender porque o planeta Terra possui essa denominação. Isso porque as porções de água são imensas, o que nos leva a ver um planeta azul, ou seja um "planeta água".

Deixando essa questão de nomenclatura de lado, vamos pensar como seria nossa vida se não tivéssemos água para beber, cozinhar e tomar banho.

A água, portanto, faz parte do nosso dia-a-dia, sendo elemento essencial para todos os seres vivos do planeta pois colabora com a manutenção da biodiversidade.

De acordo com a ONU, a cada 20 anos o consumo mundial de água duplica. Isso pode gerar uma enorme crise de abastecimento que atingirá cerca de 2,8 bilhões de pessoas a partir de 2025.

Como vimos a água possui tamanha importância na vida das pessoas, o que reforça a necessidade de preservar esse bem tão valioso.

Assim, pequenas atitudes de cada cidadão são essenciais para a preservação dessa importante fonte de riqueza da natureza, bem como de todo o planeta.

→ Consciência ecológica e ambiental (não jogar lixos e dejetos em ambientes impróprios, fazer a separação correta do lixo, dentre outros)

→ Uso racional e sustentável dos recursos hídricos (racionamento e reutilização de água, banhos rápidos, fechar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça, dentre outros)

→ Preservação das águas (não atirar lixo nos rios, mares e oceanos)

→ Melhor gerenciamento e gestão dos recursos hídricos (inserção de políticas públicas)




EM MENSAGEM DE ANO NOVO, CHEFE DA ONU ALERTA PARA PERIGOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DOS CONFLITOS ARMADOS



29/12/2018

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“No ano passado, eu emiti um alerta vermelho, mas os perigos que mencionei ainda persistem. São tempos de ansiedade para muitos. E o nosso mundo está a passar por um teste de estresse”, declarou.

Guterres lembrou que as mudanças climáticas avançam muito mais rapidamente do que a humanidade, enquanto as divisões geopolíticas se aprofundam, tornando os conflitos mais difíceis de resolver.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Guterres alertou também para o aumento da intolerância e para a queda da confiança. Apesar disso, afirmou haver razões para se ter esperança.

“As negociações sobre o Iêmen criaram condições para a paz. E o acordo assinado em Riad em setembro, entre a Etiópia e a Eritreia, melhorou as perspetivas de toda a região.”

“A assinatura de um acordo entre as partes do conflito do Sudão do Sul revitalizou as perspectivas de paz, trazendo mais progresso nos últimos quatro meses, do que nos quatro anos anteriores”, declarou.

Guterres lembrou ainda que a ONU foi capaz de unir os Estados-membros em Katowice, na Polônia, para aprovar o Programa de Trabalho para a implementação do Acordo de Paris para o clima.

“Agora temos de aumentar a nossa ambição para combater esta ameaça à nossa existência – as alterações climáticas. É tempo de aproveitarmos a nossa última melhor oportunidade. É tempo de travar o descontrole e a espiral das mudanças climáticas.”

O chefe da ONU disse ainda que, nas últimas semanas, as Nações Unidas supervisionaram acordos globais de referência sobre migração e refugiados, que irão salvar vidas e superar perigosos mitos.

“Em todos os lugares, as pessoas estão se mobilizando para apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o nosso projeto global de paz, justiça e prosperidade num planeta saudável”, disse.

“Quando a cooperação internacional funciona, o mundo ganha”, completou.

Segundo Guterres, em 2019, as Nações Unidas vão continuar a aproximar as pessoas, a construir pontes e a criar espaço para soluções.

“Vamos manter a pressão nesse sentido. E nunca desistiremos.”

“Ao iniciarmos este Ano Novo, juntos vamos enfrentar ameaças com que nos defrontamos, vamos defender a dignidade humana e construir um futuro melhor. Desejo a cada um de vós e às vossas famílias um Ano Novo cheio de paz e saúde”, concluiu.



DIA MUNDIAL ALERTA PARA CRISE SANITÁRIA NO MUNDO

Banheiro público em  Ciudad Pachacutec, no Peru. Banco Mundial/Monica Tijero

19/11/2018

Cerca de 60% da população mundial não têm banheiro, ou casa de banho, segura; ONU destaca soluções sustentáveis para marcar este  19 de novembro, Dia Mundial do Toalete.

As toaletes, ou sanitas, salvam vidas, porque o desperdício humano espalha doenças fatais. O Dia Mundial do Toalete, marcado esta segunda-feira, pretende chamar a atenção para a crise global de saneamento.

Segundo a ONU, cerca de 60% da população mundial, ou 4,5 bilhões de pessoas, não têm um banheiro seguro e 892 milhões ainda defecam a céu aberto.

Crise

892 milhões de pessoas ainda defecam a céu aberto, by Foto ONU/ Logan Abassi
As Nações Unidas dizem que o impacto da exposição a fezes humanas nesta escala tem um impacto arrasador sobre a saúde pública, as condições de vida e de trabalho, a nutrição, a educação e a produtividade econômica.

Em nota, a organização  afirma que o mundo não está no caminho certo para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, que determina a disponibilidade e uso sustentável de saneamento e água para todos até 2030.

Este Objetivo quer assegurar que todos tenham um banheiro seguro e que ninguém pratique a defecação a céu aberto até 2030. A ONU diz que falhar com essa meta pode ameaçar toda a Agenda 2030.

Campanha

O tema deste ano é “Quando a Natureza Chama”. A campanha explica que estamos “transformando nosso ambiente em um esgoto a céu aberto” e que é preciso “construir banheiros e sistemas de saneamento que trabalhem em harmonia com os ecossistemas.”

As Nações Unidas destacam soluções baseadas na natureza. Existem sistemas que aproveitam os ecossistemas para ajudar a tratar o desperdício antes que ele regresse ao meio ambiente. Estas alternativas ajudam a proteger a vegetação, os solos e as zonas úmidas, incluindo rios e lagos.

Alguns exemplos são latrinas de compostagem, que capturam e tratam os resíduos produzindo fertilizantes que podem ser ajudados na agricultura, ou zonas úmidas e canaviais feitos pelo homem que filtram as águas residuais antes de serem libertadas nos cursos de água.

Seis factos sobre a crise mundial de saneamento

Um terço das escolas em todo o mundo, como esta em Timor-Leste, 
não tem instalações sanitárias, by Unicef/Antti Helin
1. Cerca de 60% da população mundial, ou 4,5 bilhões de pessoas, não têm banheiro em casa ou o sistema não gere o desperdício com segurança;

2. 862 milhões de pessoas em todo o mundo ainda defecam a céu aberto;  

3. Perto de 1,8 bilhão de pessoas usam uma fonte sem proteção contra a contaminação das fezes;

4. Um terço das escolas em todo o mundo não tem instalações sanitárias, um problema particular para as meninas durante a menstruação;

5. 900 milhões de crianças em todo o mundo não têm instalações para lavar as mãos, essenciais para evitar a disseminação de doenças mortais;

6. Em todo o mundo, 80% das águas residuais geradas pelo homem são devolvidas ao meio ambiente sem serem tratadas ou reutilizadas.

Fonte: ONU News

ONU LANÇA APELO PARA QUE TRATADO ABRANGENTE DE PROIBIÇÃO DE TESTES NUCLEARES PASSE A VALER

O secretário-geral publicou uma mensagem sobre o Dia. ONU/Mark Garten

29/08/2018
    
Nações Unidas assinalam Dia Internacional contra Testes Nucleares; mensagem do secretário-geral sobre o tema destaca que principais vítimas são pessoas de comunidades vulneráveis.

As Nações Unidas assinalam este 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares. Em mensagem sobre o tema, o secretário-geral disse que a história desta atividade é “uma história de sofrimento, com as vítimas pertencendo às comunidades mais vulneráveis do mundo”.

De acordo com a organização, cerca de 2 mil testes de armas nucleares aconteceram no planeta após o registo do primeiro ensaio em 16 de julho de 1945 nos Estados Unidos.

Norma

Em nota, António Guterres afirmou que “as consequências arrasadoras não se limitam às fronteiras internacionais, têm impactos no ambiente, saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. ”
O secretario-geral conversou com sobreviventes das bombas atômicas contras 
as cidades de Hiroshima e Nagasaki este verão. by ONU Dan Powell

Segundo ele, desde o final da Guerra Fria, uma norma internacional foi desenvolvida contra esta prática, que neste século foi violada por apenas um Estado. Guterres acredita que “a força dessa norma é validada pela condenação esmagadora que a comunidade internacional faz de cada violação. 

Tratado

Apesar deste sucesso, Guterres explicou que “uma moratória voluntária não substitui uma proibição global e legalmente vinculativa dos testes nucleares. ”

O chefe da ONU lembrou o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, de 1996, que ainda não entrou em vigor. Guterres acredita que “as necessidades de segurança coletiva exigem que todos os esforços sejam feitos para fazer entrar em vigor este tratado essencial. ”

Objetivo  

A primeira celebração do Dia Internacional contra Testes Nucleares aconteceu em 2010, um ano após a sua proclamação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Dia pretende envolver a organização e seus Estados-membros incluindo instituições intergovernamentais e organizações não-governamentais de áreas académica, redes de jovens e meios de comunicação.

A meta é informar, educar e defender a necessidade de proibir o uso de armas nucleares como um passo para alcançar um mundo seguro.

Fonte: ONU News

ASSEMBLEIA GERAL FINALIZA NEGOCIAÇÕES PARA PACTO GLOBAL SOBRE MIGRAÇÃO BR

A enviada Louise Arbour (centro) durante negociações do Pacto Global sobre Migração 
Segura, Ordeira e Regular, que foi preparado com acompanhamento da ONU.
Foto: ONU/Manuel Elias

13/07/2018

Migrantes e refugiados

Enviada especial sobre o tema acredita que compromisso deve promover clareza a respeito da questão; mundo tem 258 milhões de migrantes que não são refugiados; secretário-geral elogia decisão e diz que migração é fenômeno natural e internacional.

A Assembleia Geral das Nações Unidas finalizou nesta sexta-feira uma série de negociações para formalizar o Pacto Global sobre Migração Segura, Ordeira e Regular.

Esse compromisso é primeiro acordo sobre o tema negociado entre governos e que foi preparado com acompanhamento da ONU. A meta é lidar com o desafio da migração internacional em todas as suas dimensões de formas total e abrangente.

Migrantes a bordo de um navio de resgate belga., by Frontex/Francesco Malavolta

Marrocos

A rodada final para adotar o Pacto ocorreu na sede das Nações Unidas. A partir de agora, o texto deve ser adotado, formalmente, numa conferência em Marrakech, no Marrocos, de 10 a 11 de dezembro.

A enviada especial do secretário-geral para migração internacional, Louise Arbour, disse à ONU News, em Nova Iorque, que a migração “estará conosco para sempre”.

Para Louise Arbour, é “do interesse de todos” que haja um meio seguro e ordenado para facilitar o processo.

A enviada declarou que a migração “não deve ser vista em termos de bem ou mal”, mas como "um fenômeno que faz parte da história da humanidade". Para ela, há imensos benefícios.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, o secretário-geral da ONU elogiou a conclusão das negociações.

Declaração de Nova Iorque

Migrantes na cidade de Lesbos, na Grécia. , by OIM/Amanda Nero

António Guterres lembrou que o Pacto está firmemente baseado na Agenda de Desenvolvimento Sustentável e nos compromissos feitos na Declaração de Nova Iorque, adotada em 2017.

Guterres acredita que o acordo sobre o texto do Pacto Global é uma conquista importante, que demonstra a compreensão dos governos sobre a migração e o trânsito de pessoas entre fronteiras como um fenômeno internacional e natural. Para ele, a migração requer um gerenciamento eficiente e uma cooperação internacional que tenha um impacto positivo sobre todos.

O chefe da ONU também agradeceu às Missões do México e da Suíça pelo empenho na realização do Pacto assim como ao presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák. 

Rótulo

Ao comentar a urgência do Pacto, a enviada especial Louise Arbour, mencionou “algumas perceções negativas, às vezes hostis, sobre os migrantes”.

Migrantes em centro de detenção na Libia., by Foto: IOM

Arbour defendeu haver “motivações complexas para esse movimento das pessoas que deixam as suas origens, com desejo de melhorar a educação”.

Para ela, seria “muito inútil” rotular todos os 258 milhões de migrantes que não são refugiados no mundo como pessoas que estão em “busca gananciosa de mais benefícios econômicos”.

A enviada afirmou que o Pacto não pretende dar resposta imediata às atuais crises, mas ajudará a esclarecer diferentes abordagens para lidar com essa questão.

Crianças

Os dos destaques nas negociações foi a detenção de migrantes, especialmente de crianças. Arbour disse haver muitas preocupações sobre o infortúnio de pessoas em movimento que estejam nessas circunstâncias.A representante crê que a detenção aumenta as vulnerabilidades em vez de apoiar as pessoas que precisam.

Fonte: ONU News


DIA MUNDIAL DA BICICLETA

O embaixador da Alemanha no México, Viktor Elbling, pedala todos os dias até o trabalho.

07/06/2018
    
Por decisão da Assembleia Geral da ONU, 3 de junho passa a ser a data para promover esse meio de transporte simples, barato e bom para o meio ambiente; segundo ONU, a bicicleta é um símbolo do transporte sustentável; na Cidade do México, embaixador da Alemanha pedala ao trabalho. 

A bicicleta é um meio de transporte simples, de baixo custo e sustentável. Por isso, a Assembleia Geral da ONU criou o Dia Mundial da Bicicleta, que será comemorado pela primeira vez neste domingo, 3 de junho.

As Nações Unidas acreditam que “a sinergia entre a bicicleta e o usuário cria uma conscientização imediata sobre o meio ambiente”. Sendo um símbolo dos transportes sustentáveis, andar de bicicleta causa um impacto positivo no clima, por não poluir a atmosfera.

Praticidade

O embaixador da Alemanha no México pedala todos os dias até o trabalho. Da Cidade do México, Viktor Elbling contou à ONU News que essa foi a maneira que encontrou de ajudar a combater a mudança climática.

“É muito prático, às vezes se chega antes de bicicleta do que com carro e talvez o mais importante seja dar uma pequena contribuição ao meio ambiente, ao tema da mudança climática. Acredito que a bicicleta seja um dos meios de transporte importante do futuro.”

O embaixador alemão Viktor Elbling confirma que tem muito cuidado ao pedalar na Cidade do México, que já conta com várias ciclovias. Ele acredita que “esse é um movimento que está tomando muita força” na capital do país. 

Saúde

No Dia Mundial da Bicicleta, a ONU pede aos países que levem em conta esse meio de transporte na hora de criar medidas de infraestrutura, garantindo em especial a melhoria das rodovias e prevenindo acidentes.

Segundo as Nações Unidas, a bicicleta é utilizada há mais de dois séculos, gerando benefícios também para a saúde física e mental dos ciclistas.

Fonte: ONU News


ABELHAS DEVEM SER PROTEGIDAS PARA GARANTIR O FUTURO DOS ALIMENTOS

No Sudão do Sul, a produção de mel pode ser importante para a economia. Unmiss/Eric Kanalstein

20/05/2018

Este domingo, marca-se o primeiro Dia Mundial da Abelha; mais de 75% das culturas alimentares mundiais dependem, em certa medida, da polinização.

No primeiro Dia Mundial da Abelha, marcado este domingo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura Alimentação, FAO, avisa que pessoas e governos devem fazer mais para proteger estes insetos ou arriscam uma queda acentuada na diversidade de alimentos.

Segunda a agência da ONU, as abelhas estão sob grande ameaça devido aos efeitos combinados da mudança climática, agricultura intensiva, pesticidas, perda de biodiversidade e poluição.

Ação

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, está na Eslovênia, para a cerimônia oficial. O responsável disse que os países precisam fazer a mudança para políticas e sistemas alimentares menos poluidores e mais sustentáveis.

Segundo ele, "não se pode continuar a concentrar no aumento da produção com base no uso generalizado de pesticidas e produtos químicos que ameaçam culturas e polinizadores.”

O ministro da Agricultura, Florestas e Alimentos da Eslovênia, Dejan Židan, disse que este é o momento de "transformar palavras em ações e realizar atividades específicas para conservar as abelhas e outros polinizadores, cuidando assim de sua sobrevivência e, consequentemente, da nossa própria sobrevivência."


A importância das abelhas vai muito além da produção de mel. Unmiss/Eric Kanalstein

Comida

Mais de 75% das culturas alimentares mundiais dependem, em certa medida, da polinização para rendimento e qualidade. A ausência de abelhas e outros polinizadores acabaria, por exemplo, com as culturas de café, maçãs, amêndoas, tomates e cacau.  

Graziano da Silva disse que "cada um de nós tem uma responsabilidade individual em proteger as abelhas e que "até mesmo o cultivo de flores em casa para alimentar abelhas contribui para esse esforço."

O número e a diversidade de polinizadores diminuíram nas últimas décadas. Segundo a FAO, existem provas de que o declínio é, sobretudo, consequência das atividades humanas, incluindo mudanças climáticas.

A agência da ONU diz que práticas agrícolas sustentáveis, e em particular a agroecologia, podem ajudar a proteger as abelhas reduzindo a exposição a pesticidas e ajudando a diversificar a paisagem agrícola.

A cerimônia oficial para o primeiro Dia Mundial da Abelha acontece este domingo na cidade eslovena de Breznica

Fonte: ONU News


COM APOIO DA ONU, HAITI FAZ TRANSIÇÃO DA MANUTENÇÃO DA PAZ PARA O DESENVOLVIMENTO

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, em reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti. Foto: ONU/Loey Felipe

19/04/2018 

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse o chefe de operações de paz da ONU ao Conselho de Segurança. Jean-Pierre Lacroix destacou que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse uma importante autoridade da ONU no início de abril (3), destacando que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

“Embora a obtenção de resultados deva continuar sendo nossa prioridade comum, já começamos a nos preparar para uma transição para uma presença que não seja de manutenção da paz, com base nas lições aprendidas no Haiti e em outros contextos”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Operações de Manutenção da Paz, Jean-Pierre Lacroix, disse ao Conselho de Segurança.

Ele afirmou que, nos próximos meses, seu escritório fornecerá avaliações de progresso para permitir que o órgão de 15 membros tome decisões bem informadas para a diminuição e eventual retirada da Missão da ONU de Apoio à Justiça no Haiti, conhecida pela sigla MINUJUSTH.

Estabelecida em outubro de 2017, a MINUJUSTH substituiu a Missão de Estabilização da ONU, MINUSTAH, que operou na pequena nação insular por 13 anos, sob liderança militar do Brasil.

Muito menor do que sua antecessora, que tinha mais de 4 mil militares e policiais – a maioria brasileiros –, a MINUJUSTH ajuda o Haiti a desenvolver a polícia nacional, fortalecer as instituições do Estado de Direito e promover e proteger os direitos humanos.

Embora o Conselho de Segurança deva renovar o MINUJUSTH, cujo mandato inicial expira em 15 de abril de 2018, Lacroix disse que a ONU está determinada a garantir que seja a última operação de manutenção da paz implantada no Haiti.

No mês passado, a ONU divulgou uma avaliação estratégica da MINUJUSTH, incluindo 11 pontos de referência de uma transição suave para uma presença que não envolva a manutenção da paz, no último trimestre de 2019.

“O Haiti percorreu um longo caminho para alcançar a relativa estabilidade política e de segurança que está desfrutando agora, mas persistentes incertezas econômicas, que podem resultar em exclusão social, particularmente de jovens e pessoas mais vulneráveis, podem minar esse progresso”, disse Lacroix.

Nova missão da ONU no Haiti tem como objetivo fortalecer o Estado de direito no país

Bandeira da ONU é levantada na cerimônia de lançamento da MINUJUSTH. 
Foto MINUJUSTH/Logan Abassi

10/01/2018 

A chefe da nova Missão das Nações Unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), Susan Page, disse que a operação terá como foco exclusivo fortalecer o Estado de direito no país.

“O novo mandato estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU é trabalhar com o governo haitiano para fortalecer suas instituições de Estado de direito. Também continua a apoiar a polícia nacional haitiana e a trabalhar para a Justiça e os direitos humanos — e isso inclui informação, monitoramento e análise”, disse ela em entrevista ao UN News.

A chefe da nova Missão das Nações Unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), Susan Page, disse que a operação terá como foco exclusivo fortalecer o Estado de direito no país.

“O novo mandato estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU é trabalhar com o governo haitiano para fortalecer suas instituições de Estado de direito. Também continua a apoiar a polícia nacional haitiana e a trabalhar para a Justiça e os direitos humanos — e isso inclui informação, monitoramento e análise”, disse ela em entrevista ao UN News.

A MINUJUSTH também inova ao estabelecer uma estratégia de saída. “Em dois anos, podemos estabelecer como (vamos sair do país), mas com metas de progresso isso pode ser medido”, salientou.

A chefe da missão declarou que a equipe da ONU no país criou uma estratégia com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que promovem sociedades mais justas, pacíficas e inclusivas, e está trabalhando em conjunto com o governo haitiano.

“É uma forma de unir toda a equipe da ONU no país, junto com a missão de paz, para atingir esses objetivos”, declarou, acrescentando que o governo “já disse ser um parceiro nessa busca para atingir seu próprio desenvolvimento”.

Page explicou que enquanto a MINUJUSTH está quase exclusivamente baseada na capital, Porto Príncipe, também terá uma “abordagem móvel” que levará equipes para outras regiões do país — atingindo um maior número de pessoas.

A chefe da missão disse ao UN News que as equipes irão focar em paz, justiça e Estado de direito para ajudar a população haitiana a determinar suas necessidades, e então conectá-la com figuras políticas de alto nível para verificar como a ONU pode ajudar o governo a atender essas necessidades.

“Uma vez que tiverem uma ideia sobre o que a população está buscando, sobre o que precisam saber, esperamos que essa abordagem de baixo para cima e de cima para baixo ajude o Haiti a fortalecer suas próprias instituições com um pouco de nossa ajuda”, explicou.

Page vê essa nova abordagem como um novo modelo de operações de paz, lembrando que com o objetivo de fazer mais com menos, “uma das formas de atingir mais pessoas é sermos mais flexíveis e mais móveis”.

Sobre a situação em campo, Page afirmou que o sistema político no Haiti está mais estável. “Agora que o Haiti elegeu oficiais em todos os níveis, incluindo nos níveis locais, temos algo com que trabalhar”.

Sobre o combate ao cólera no país, Page expressou esperança de que o Haiti atinja a meta de zero transmissão.

“Uma das formas com as quais continuamos a trabalhar é por meio da equipe de país”, disse, mencionando a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que estão trabalhando para fortalecer o saneamento e os sistemas de fornecimento de água.



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