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História da COP: origem e momentos mais importantes


18/11/2025

Conheça os principais marcos da COP, o evento climático mais relevante do mundo que completa 30 anos em 2025 com a edição realizada no Brasil

Em 2025, o evento mundial mais importante sobre clima completa 30 anos. Trata-se da COP, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontece no Brasil, em novembro, na cidade de Belém, no Pará.  

O que é a COP e quem participa?  

Principal encontro internacional sobre mudanças climáticas, a COP é o momento em que líderes mundiais, representantes de empresas privadas, cientistas, ativistas e organizações internacionais e não governamentais se encontram para discutir planos de ação focados no combate à emergência climática. O evento é organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a UNFCCC na sigla em inglês, braço da ONU para discutir o aquecimento global.  

Além de tratar sobre planos de ação, a COP é o momento em que acordos globais voltados ao enfrentamento da crise climática são feitos. Ao longo de sua história, o encontro foi fundamental por firmar decisões importantes que influenciaram desde políticas governamentais até os modos de produção de companhias de todo o mundo.  

A origem da COP  

A COP tem sua origem alguns anos antes da primeira convenção oficial. Tudo começou no Rio de Janeiro, em 1992, durante a Rio-92, também conhecida como Eco-92 ou Cúpula da Terra, evento da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Naquele ano, delegações de 175 países iniciaram as discussões de planos para combater os impactos dos gases de efeito estufa e para tornar a economia global mais sustentável, usando os recursos de maneira mais racional e conservando a biodiversidade.  

Foi na Rio-92 que se estabeleceu a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um tratado internacional para a cooperação climática, que se tornou a base das COPs por instituir a limitação dos aumentos médios da temperatura global. A partir daí, a conferência climática se materializou e, três anos depois, chegou à primeira edição.  

Momentos mais importantes das COPs

1995: COP1 – Berlim, Alemanha  

A primeira COP foi importante por reconhecer que os compromissos climáticos estabelecidos até então eram insuficientes. Foi estabelecido o Mandato de Berlim, o pontapé inicial para o desenvolvimento de um protocolo climático mais ousado.  

1997: COP3 – Kyoto, Japão  

O marco da reunião foi o nascimento do Protocolo de Kyoto, primeiro acordo global com metas obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa voltado aos países desenvolvidos. Foram necessários oito anos para que os países envolvidos ratificassem o acordo, que entrou em vigor em 2005, e contou com metas específicas para cada país participante.  

2000: COP6 – Haia, Holanda  

Cientistas e ambientalistas esperavam que, na COP6, governos concordassem com uma série de recomendações técnicas para a aplicação do Protocolo de Kyoto. No entanto, as negociações entraram em um impasse devido, principalmente, a discordâncias entre Europa e Estados Unidos sobre a mensuração dos gases de efeito estufa e as sanções aplicadas a quem descumprisse as metas. O encontro foi encerrado sem acordo.  

2005: COP11 – Montreal, Canadá  

O encontro marcou a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto e o entendimento de que era necessário ter metas de longo prazo após o término do Protocolo, o que ficou conhecido como Acordo de Montreal. O encontro foi importante devido ao início de discussões mais ambiciosas sobre a redução das emissões de carbono, além de trazer à tona o debate sobre os impactos climáticos do desmatamento e do uso da terra.  

2015: COP21 – Paris, França

Marcando os 20 anos da COP, a reunião na capital francesa definiu um marco histórico: o Acordo de Paris. O compromisso, aprovado pelos 195 membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), estabeleceu a manutenção de manter a temperatura média global abaixo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais. Os países também concordaram em fazer um esforço para manter a temperatura média global acima de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Importante salientar que, pouco antes da conferência, vários países participantes apresentaram as primeiras Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), como são chamadas as metas climáticas de cada país.  

2021: COP26 – Glasgow, Reino Unido  

A COP de Glasgow consolidou o entendimento de anos anteriores que de que 2ºC de limite não são suficientes e que é necessário alcançar a meta de 1,5ºC de temperatura média global acima dos níveis pré-industriais. Além disso, o encontro aprovou o mercado global de carbono, estabelecendo regras para a comercialização de créditos de carbono.  

2022: COP27 - Sharm el-Sheikh, Egito

A reunião no Egito trouxe à tona discussões sobre a necessidade de apoiar países vulneráveis aos impactos climáticos, que sofrem com desastres naturais. Para isso, foi criado um fundo de perdas e danos com enfoque em ampliar a justiça climática.  

2023: COP28 Dubai – Emirados Árabes  

Oito anos após o estabelecimento do Acordo de Paris, o encontro de Dubai fez o primeiro balanço global do compromisso e deixou claro que o que está sendo feito atualmente ainda não é suficiente para cumprir as metas climáticas estabelecidas.  

2024: COP29 – Baku, Azerbaijão  

A COP29 avançou nas discussões sobre o financiamento climático e estabeleceu que países desenvolvidos devem liderar o aporte de pelo menos 300 bilhões de dólares até 2035 para que países em desenvolvimento possam implementar ações de redução de emissão de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.

O que deve acontecer na COP30?  

As expectativas para o encontro no Brasil, o primeiro realizado na Amazônia, são altas. Há potencial para avanços nas discussões sobre a transição justa – a mudança para uma economia de baixo carbono que não deixe ninguém para trás - e para fazer com que decisões multilaterais se conectem melhor aos locais que sofrem mais com a crise climática.  

Conclusão  

Com uma história que completa 30 anos em 2025, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima se mostra fundamental para pautar discussões sobre o combate à emergência climática e para firmar acordos globais que influenciam tomadas de decisão não apenas nos governos, mas também na iniciativa privada. Sem o evento, acordos que são fundamentais para os cuidados com o futuro do planeta não teriam sido firmados.

Fonte: Suzano

Síntese Diária da COP30 – 15 de Novembro

15/11/2025

Dia 6: Sábado, 15 de novembro

Preparado pela Equipe de Comunicação da COP30

Áreas Temáticas de Foco: Energy, Industry, Transport, Trade, Finance, Carbon Markets, Non-CO₂ Gases

Resumo:

Construir as bases financeiras e éticas para uma transição justa

O Dia 6 da COP30 destacou que uma transição climática mais justa e mais rápida depende do alinhamento entre sistemas financeiros, fundamentos éticos e cooperação global. O dia mostrou como países, investidores, pessoas e comunidades estão começando a construir o ambiente propício necessário para destravar capital em grande escala, ao mesmo tempo, em que fundamentam a ação climática na equidade e na responsabilidade compartilhada.

As finanças ocuparam o centro das discussões, com reformas destinadas a mobilizar e direcionar capital para as linhas de frente da crise climática. O lançamento dos Princípios para Interoperabilidade de Taxonomias  — desenvolvidos com o SB COP, o IDFC e ministérios da Fazenda — avançou na interoperabilidade global de padrões de finanças sustentáveis, um passo crítico para mobilizar os USD 1,3 trilhões de dólares anuais previstos no Mapa do Caminho de Baku a Belém. Proprietários de ativos representando quase USD 10 trilhões se reuniram nesta semana para trabalhar com cientistas do clima, BMDs e governos em ações como recomendações para o relatório do Círculo de Ministros das Finanças e para implementação via o Roteiro, enfatizando a necessidade de foco nos setores de difícil descarbonização e nos EMDEs.

Brasil e o Fundo Verde para o Clima (GCF) fortaleceram a arquitetura de investimentos por meio de novas Plataformas de Países e de um Hub de Plataformas de Países, ampliando o planejamento coordenado e escalando trajetórias nacionais para financiamento climático e da natureza. A expansão da Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium e novos compromissos com taxas solidárias sinalizaram crescente impulso em torno de fontes inovadoras e equitativas de receitas para adaptação e perdas e danos.

Hoje, em Belém, milhares se reuniram para pedir justiça climática, proteção de territórios e ações governamentais mais fortes durante a Marcha Mundial pelo Clima, organizada pela Cúpula dos Povos e acompanhada por povos indígenas, jovens, movimentos sociais, comunidades tradicionais e trabalhadores.

Em conjunto, os resultados de hoje mostram que a COP30 está construindo as bases financeiras e éticas necessárias para acelerar a implementação e entregar uma transição justa, centrada nas pessoas e na economia real.

Ações e Resultados Notáveis:

Agenda de Ação:

- Avanço das Taxas de Solidariedade como Pilar do Financiamento Climático sem Endividamento

▪ Líderes na COP30 reafirmaram o crescente impulso global por taxas de solidariedade como ferramenta essencial para gerar financiamento climático justo, mais previsível e que não gere dívida. O evento destacou o fortalecimento do compromisso com a Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium e a divulgação de um novo relatório técnico detalhando o significativo potencial de receita das taxas em setores emissores e sub tributados, como transações financeiras, aviação, transporte marítimo e criptomoedas.

▪ Representantes de governos, instituições multilaterais e grupos de especialistas enfatizaram que taxas para passageiros frequentes têm enorme potencial de receita, incorporando o princípio do poluidor-pagador ao mobilizar recursos concessionais para adaptação, resiliência e perdas e danos — especialmente para países vulneráveis diante do agravamento dos impactos climáticos.

▪ A Coalizão agora inclui Benim, Djibouti, França, Quênia, Nigéria, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul e Espanha, e recebe Antígua e Barbuda, Brasil, Fiji e Vanuatu como observadores, reforçando o compromisso crescente com essa abordagem compartilhada, enquanto o evento apresentou fortes apelos para que mais países se juntem à coalizão até o fim da COP30.

“O lançamento da Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium prova que taxas solidárias podem sair do campo das ideias para se tornar realidade. Este é apenas o primeiro passo. Agora, conclamo mais países a se juntarem a nós na COP30 e transformarem esse impulso em mudança global duradoura.”
— Laurence Tubiana, Enviada Especial da COP30 para a Europa; Co-líder da Força-Tarefa Global de Taxas de Solidariedade

- Líderes Financeiros Traçam Caminhos para Operacionalizar o Roteiro de Baku a Belém e Entregar a Visão de USD 1,3 Trilhão

▪ A reunião ministerial de alto nível reuniu líderes climáticos, ministérios da Fazenda, BMDs, fundos climáticos e lideranças do setor privado em torno de um caminho compartilhado para destravar os USD 1,3 trilhões anuais previstos no Roteiro. Líderes, incluindo os presidentes da COP30 e COP29, o Secretário Executivo da UNFCCC Simon Stiell e o CEO da COP30, enfatizaram que entregar essa ambição depende de reformas coordenadas em financiamento de concessão, mandatos dos BMDs, estruturas domésticas de investimento, instrumentos financeiros inovadores e ecossistemas regulatórios fortalecidos — refletindo as cinco áreas prioritárias de ação do Relatório. Por meio de uma discussão orientada a resultados, participantes identificaram marcos concretos de implementação para a Presidência brasileira da COP30, posicionando o Roteiro como um plano catalisador para ampliar rapidamente o financiamento climático com mais velocidade, escala e impacto. Ao incorporar as recomendações do Círculo nas práticas institucionais e de mercado, o evento sinalizou uma clara mudança da visão para a entrega — usando o Roteiro como veículo unificador para mobilizar capital público, privado e misto necessário para cumprir as metas climáticas globais.

“Este é o início de uma era de verdade no financiamento climático”, disse Corrêa do Lago. “Para cumprir o Acordo de Paris mais rapidamente, a ação climática precisa estar integrada às reformas econômicas e financeiras reais. Com os 5Rs, o Roteiro transforma urgência científica em um plano prático de cooperação global e resultados.”
— Embaixador André Corrêa do Lago, Presidente da COP30

- 14 Novas Plataformas de Países Anunciadas, Lançamento do Hub de Plataformas de Países

▪ Na COP30, em um passo decisivo para alinhar apoio e investimentos globais com prioridades climáticas nacionais, 13 países divulgaram planos para desenvolver plataformas nacionais por meio do programa de prontidão do GCF. O evento também marcou o anúncio de um Hub de Plataformas de Países, integrating the COP30 Plan to Accelerate Solutions (PAS) integrando o Plano para Acelerar Soluções (PAS) da COP30 para conectar países a assistência técnica, conhecimento e financiamento, garantindo que sistemas de apoio globais respondam às necessidades nacionais, em vez de duplicar esforços.

▪ Country platforms support the implementation of the Relatório do Círculo de Ministros das Finanças da COP30. Os anúncios vieram de: Camboja, Colômbia, República Dominicana, Índia, Cazaquistão, Lesoto, Mongólia, Nigéria, Omã, Panamá, Ruanda, África do Sul e Togo.

“Saúdo o Brasil e Uganda por convocarem o Hub de Plataformas de Países. O Fundo Verde para o Clima (GCF) está ansioso para explorar oportunidades de apoiar esse esforço. Plataformas nacionais representam oportunidade estratégica para reunir governos, setor privado e parceiros de desenvolvimento em torno de um processo para identificar políticas e investimentos prioritários, além de alinhar financiamentos público e privado, internacional e doméstico.”
— Mafalda Duarte, Diretora Executiva do GCF.

- Primeiro Grupo de Proprietários de Ativos Apresenta Recomendações

▪ Nesta quarta, a COP30 reuniu a primeira Cúpula de Proprietários de Ativos na agenda oficial da COP.O evento reuniu cerca de 30 dos principais proprietários de ativos globais — incluindo fundos de pensão, seguradoras, e investidores soberanos — representando cerca de USD 10 trilhões em ativos. A sessão focou em soluções climáticas, incluindo setores difíceis de descarbonizar e EMDEs. Como resultado, os proprietários propuseram estabelecer uma Cúpula Permanente de Proprietários de Ativos da COP e sinalizaram compromisso em ampliar a parceria com o setor público rumo ao USD 1 trilhão necessário para atender ao NCQG.

- Iniciativa de Roteiro de Taxonomias para Avançar Interoperabilidade de Finanças Sustentáveis

▪  O Dia 6 apresentou os resultados do Roteiro para Avançar a Interoperabilidade e Comparabilidade de Taxonomias de Finanças Sustentáveis — lançado na COP29 em colaboração com SB COP e IDFC. O roteiro representa um esforço unificado entre governos e setores financeiro e privado para padronizar taxonomias e dados, um desafio central para expandir o financiamento sustentável. Foram apresentados os Princípios para Interoperabilidade de Taxonomias - o primeiro passo para uma linguagem comum em matéria de financiamento climático - e o Mapa de Taxonomia de Finanças Sustentáveis - ferramenta digital que permite comparar e analisar taxonomias entre jurisdições.

- Coalizão Aberta para Mercados de Carbono de Conformidade

▪ Representantes de governos se reuniram em mesa ministerial para avançar a Coalizão Aberta para Mercados de Carbono de Conformidade, agora com 18 apoios. Destacou-se que cooperação internacional fortalecida é essencial para melhorar transparência, integridade e eficácia desses mercados. O debate focou cooperação em sistemas de MRV, metodologias de contabilidade de carbono e uso de offsets de alta integridade. Países apoiadores incluem: Brasil, China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia, França, Ruanda, Andorra, Guiné, Nova Zelândia, Mônaco, Singapura e Noruega.

- Presidente da COP30 Abre os Trabalhos do Fórum Integrado sobre Mudança do Clima e Comércio (IFCCT)

▪ Hoje, o Presidente da COP30 abriu oficialmente os trabalhos do IFCCT, lançado na Cúpula do Clima de Belém em 7 de novembro como parte central da Agenda de Ação da COP30.

▪ A sessão contou com vice-ministros e chefes de delegação da China, Reino Unido, Austrália e outros países, além da OMC, ICC e outras organizações da sociedade civil e setor privado, e outras organizações da sociedade civil e do setor privado. O público manifestou forte apoio à iniciativa como plataforma para a colaboração em soluções concretas para reduzir os custos para os exportadores e reforçar o papel do comércio na ação climática. O Fórum responderá diretamente ao primeiro Balanço Global, promovendo a cooperação em um sistema econômico internacional aberto e solidário, capaz de alinhar o comércio e a ação climática para se reforçarem mutuamente.

- Declaração sobre o Custo Econômico da Inação Climática — Evento sobre Taxonomia — Evento de Alto Nível NGFS e BCB sobre Finanças para Sustentabilidade

▪ A Rede de Bancos Centrais e Supervisores para o Ecologização do Sistema Financeiro (Network for Greening the Financial System/ NGFS) Declaração sobre o Custo Econômico da Inação Climática, alertando para os riscos macroeconômicos e financeiros crescentes associados ao atraso nas ações climáticas. Representando 146 bancos centrais e supervisores, o NGFS enfatizou que os impactos climáticos agora representam ameaças iminentes à estabilidade financeira e exortou as instituições financeiras a integrar os riscos relacionados ao clima e à natureza por meio de análises de cenários robustas, padrões de divulgação e planejamento de transição.

“Nossos cenários mais recentes mostram que a mudança do clima não é mais um risco no horizonte, é um perigo iminente… É necessário um esforço de toda a economia para evitar severas disrupções e garantir estabilidade financeira.”
— Sabine Mauderer, Presidente do NGFS
“Gerenciar os riscos climáticos de forma eficaz não é apenas uma questão ambiental, é fundamental para construir resiliência financeira. Ao fazer isso, podemos contribuir para uma transição suave rumo a uma economia sustentável.”
— Sr. Fundi Tshazibana, vice-presidente do NGFS, vice-governador do Banco Central da África do Sul

- Grande Oportunidade para Reduzir metano e Outros Gases Não-CO₂

▪ O Super Pollutant Country Action Accelerator, anunciado durante a Cúpula de Líderes de Belém avançou com o lançamento do Plano para acelerar soluções (PAS), ajudando 30 países em desenvolvimento a reduzir gases super poluentes perigosos até 2030. O Acelerador começa com US$ 25 milhões destinados a sete países pioneiros: Brasil, Camboja, Cazaquistão, África do Sul, Indonésia, Nigéria e México. Reduzir esses poluentes é um dos caminhos mais rápidos para proteger simultaneamente a estabilidade climática, a saúde pública e o abastecimento de alimentos.

“À medida que chegamos ao final da primeira semana, observamos uma mudança significativa da ambição para a execução dentro da Agenda de Ação, enquanto governos, empresas, governos locais e regionais, povos indígenas e a sociedade civil aproveitaram o poder de articulação da COP30 para impulsionar soluções reais para uma economia mais resiliente e de baixo carbono.

114 Plans to Accelerate Solutions — desenvolvidos por coalizões em 30 Grupos de Ativação — foram publicados e já estão disponíveis no site da UNFCCC. Eles reúnem iniciativas existentes sob um mesmo guarda-chuva para cumprir objetivos específicos nos 6 eixos.

Eles detalham como empresas, investidores e comunidades estão trabalhando juntos para transformar ambição em implementação, acionando as alavancas da oferta, demanda, financiamento e política. E, nesta semana, os parceiros anunciaram um conjunto de ações imediatas para acelerar a implementação desses planos.”
— Dan Ioschpe, Campeão de Alto Nível da COP30
“Até agora, há um ambiente construtivo em Belém. É positivo que a presidência esteja mantendo um roteiro para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. A ciência mostra claramente que precisamos reduzir as emissões em 5% ao ano, a partir de agora, para ter qualquer chance de minimizar o overshoot e evitar a destruição dos sistemas de suporte à vida para bilhões de pessoas.”
— Carlos Nobre, renomado cientista brasileiro e membro do movimento guardiões Planetários (Planetary Guardians)

Negociações:

- As partes transferiram formalmente os rascunhos de decisões dos Órgãos Subsidiários para as principais trilhas de negociação, marcando a transição das negociações técnicas para as políticas e abrindo caminho para as decisões finais no fim da segunda semana.

Mobilização global:

- Brasil Apresenta Mobilização Nacional para Implementar o Código Florestal:

▪ Na Zona Verde, os governos federal e estaduais do Brasil, junto à Presidência da COP30, apresentaram os Mutirões do Código Florestal, um esforço nacional para acelerar a implementação prática do Código Florestal em propriedades rurais. A iniciativa oferece orientação técnica, apoio presencial para cadastro e correções no Cadastro Ambiental Rural, entrega de cadastros validados e orientações para o avanço dos Programas de Regularização Ambiental. Os participantes destacaram como o fortalecimento do cumprimento do Código Florestal aprimora a governança ambiental, apoia a produção rural sustentável e reforça as contribuições do Brasil para as metas climáticas.

- Lideranças Indígenas Pedem que Negociadores Climáticos Reforcem a Proteção das Florestas:

▪ Na Zona Azul, o Cacique Raoni e a delegação Mẽbêngôkre do Instituto Raoni realizaram um diálogo franco com negociadores climáticos na sessão “Florestas em Pé, Acordos, na Prática”. A conversa destacou saberes ancestrais e denunciou o descompasso entre as salas de negociação e as realidades enfrentadas pelas comunidades indígenas que protegem e guardam a floresta. Os participantes ressaltaram que compromissos sobre emissões, mercados de carbono e financiamento climático só têm significado quando se traduzem na proteção das florestas em pé e no reconhecimento da liderança indígena — sem isso, a ação climática permanece incompleta.

Fonte: COP30

COP30 - O que é a COP?

16/10/2025

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC)

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) foi aberta para assinatura na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92). Ela inaugurou o regime multilateral para responder ao aquecimento global.

Seguindo o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, o regime reconhece a obrigação de que os países desenvolvidos devem liderar os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e para oferecer recursos financeiros, tecnológicos e de capacitação para ações de mitigação e adaptação em países em desenvolvimento.

São cinco os pilares do regime: mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia e capacitação. Além desses, outros temas têm ganhado destaque nos debates, como perdas e danos, transição justa, gênero, povos indígenas, jovens, agricultura e oceanos.

O que é a COP

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC ou UNFCCC, na sigla em inglês) criou a Conferência das Partes (COP) como órgão responsável por tomar as decisões necessárias para implementar os compromissos assumidos pelos países no combate à mudança do clima. A COP é composta por todos os países que assinaram e ratificaram a Convenção. Atualmente, 198 países participam da UNFCCC, o que faz dela um dos maiores órgãos multilaterais do sistema das Nações Unidas (ONU).

A COP é assessorada por um Órgão Subsidiário de Implementação (SBI) e outro de Aconselhamento Científico e Tecnológico (SBSTA). Além disso, a COP também atua como Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (CMP, na sigla em inglês) e no Acordo de Paris (CMA, na sigla em inglês).

O que é conhecido como “COP” são as cúpulas anuais de mudança do clima, que normalmente acontecem em novembro ou dezembro. Nesse contexto, reúnem-se não apenas a COP, mas também a CMP, a CMA, o SBI e o SBSTA.

Protocolo de Quioto e Acordo de Paris

Protocolo de Quioto

No âmbito da UNFCCC, foi adotado, em 1997, o Protocolo de Quioto, que estabeleceu metas quantitativas individuais de redução de emissões a países desenvolvidos. O Protocolo estabeleceu obrigação para que esses países reduzissem suas emissões em 5%, entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990.

Um dos elementos importantes do Protocolo foi a criação de mecanismos de mercado para o cumprimento dos compromissos assumidos. Entre eles, destaca-se o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que permitiu o desenvolvimento de projetos rentáveis de redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE), garantindo benefícios de mitigação e criando incentivos para a economia sustentável.

Acordo de Paris

O Acordo de Paris, adotado em dezembro de 2015 durante a 21ª Conferência das Partes (COP21), reforçou a centralidade da Convenção-Quadro (UNFCCC), ao qual está vinculado.

O Acordo reforçou os princípios da UNFCCC e introduziu três objetivos:

(iii) manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2º C, com esforços para limitá-lo a 1,5º C;

(iii) incrementar capacidades de adaptação e resiliência; e

(iii) alinhar os fluxos financeiros aos demais objetivos do Acordo.

O Acordo de Paris inovou, ainda, ao criar obrigação para que todos os países, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento, apresentem periodicamente “Contribuições Nacionalmente Determinadas” (NDCs, na sigla em inglês). Nas NDCs, cada país explica quais ações pretende realizar para responder à mudança do clima. A implementação dessas ações é acompanhada por um regime reforçado de transparência.

Como as NDCs são definidas por cada país, elas respeitam a realidade nacional e a soberania de cada nação.

Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, IPCC, foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 1988 com o objetivo de fornecer aos formuladores de políticas avaliações científicas regulares sobre a mudança do clima, suas implicações e possíveis riscos futuros, bem como para propor opções de adaptação e mitigação. Atualmente, o IPCC possui 195 países membros, entre eles o Brasil.

Por meio de suas avaliações, o IPCC determina o estado do conhecimento sobre a mudança do clima, identifica temas de consenso na comunidade científica, e em quais áreas mais pesquisas são necessárias. Os relatórios resultantes da avaliação do IPCC constituem insumos fundamentais para as negociações internacionais que visam o enfrentamento da mudança do clima.

Grupos de Trabalho e Força-Tarefa

As avaliações e relatórios especiais do IPCC são preparados por três Grupos de Trabalho, cada um olhando para um aspecto diferente da ciência relacionada à da mudança do clima:

Grupo de Trabalho I (Base da Ciência Física),

Grupo de Trabalho II (Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade) e

Grupo de Trabalho III (Mitigação da Mudança do Clima).

O IPCC também possui uma Força-Tarefa sobre Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa, cujo principal objetivo é desenvolver e refinar a metodologia para o cálculo e relatório de emissões e remoções nacionais de gases de efeito estufa.

Os Grupos de Trabalho e a Força-Tarefa lidam com a preparação de relatórios, selecionando e gerenciando os especialistas que neles trabalham neles como autores.

Tudo isso é apoiado por Unidades de Suporte Técnico que orientam a produção de relatórios de avaliação do IPCC e outros produtos.

Glossário IPCC

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) disponibiliza, em inglês, um glossário de termos técnicos utilizados em seus relatórios e nas negociações de clima. Consultar o glossário pode ajudar no entendimento dos temas discutidos e facilitar o acompanhamento dos debates.

Glossário do IPCC

Fonte: COP30

Reunião do clima em Marrakech deve receber dezenas de líderes internacionais

Presidente da COP22 e ministro das Relações Exteriores do Marrocos, Salaheddine Mezouar (à esq.) 
com o presidente da COP 21 e ministro do Meio Ambiente da França encarregado das relações 
internacionais relacionadas ao clima, Ségolène Royal, na abertura da COP22 em Marrakech, 
no Marrocos. Foto: Unfccc

15/11/2016

Na agenda, definir regras para Acordo de Paris e preparar plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões ao ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento; conselheiro especial do secretário-geral afirmou que cooperação Sul-Sul é fundamental.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 10 dias após a entrada em vigor do histórico Acordo de Paris, em 4 de novembro, dezenas de chefes de Estado e Governo são esperados nesta terça-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 22, que começou na semana passada em Marrakech, no Marrocos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já está na cidade para o evento. Antes do fim do encontro, em 18 de novembro, os Estados-parte esperam definir as regras para o acordo e preparar um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento.

Resposta global

Adotado por 196 Estados-parte da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc, em dezembro do ano passado, o Acordo de Paris busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática.

O objetivo é manter o aumento da temperatura global neste século abaixo dos 2º Celsius acima dos índices pré-industriais e buscar ações para limitá-lo a 1.5º C.

Líderes mundiais

A conferência em Marrakech inclui diversos encontros e eventos como um segmento de alto nível, neste terça-feira, com a participação de dezenas e chefes e Estado e Goveno e do secretário-geral da ONU.

Durante a primeira semana da COP 22, em paralelo a negociações entre as partes, dias temáticos sobre florestas, água, cidades, energia e transporte destacaram o papel crucial de atores não estatais, incluindo empresas, cidades e ONGs, para a implementação do acordo.

Sul-Sul

Nesta segunda-feira, foi realizado um evento de alto nível sobre a cooperação Sul-Sul sobre mudança climática. O evento destacou como o aumento dessa colaboração pode aumentar a capacidade de países em desenvolvimento de implementarem o Acordo de Paris e de realizarem a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Em Marrakech, a Rádio ONU ouviu David Nabarro, conselheiro especial do secretário-geral sobre a Agenda 2030 e mudança climática.

Para Nabarro, o papel da cooperação Sul-Sul para impulsionar a agenda climática e o desenvolvimento sustentável é "absolutamente fundamental".

Ele afirmou que "cada vez mais, países do sul desenvolveram experiência e resultados que podem compartilhar uns com os outros" o que, para Nabarro, é uma "forma muito poderosa de ajudar os países mais vulneráveis".

Entre os principais objetivos do fórum estavam promover novas parcerias e aprofundar a colaboração entre países em desenvolvimento nos temas de resiliência climática e desenvolvimento de baixa emissão.

Fonte: Rádio ONU

PRESIDÊNCIA DA COP21 APRESENTA PRIMEIRO RASCUNHO DE ACORDO CLIMÁTICO



10/12/2015

O presidente da Cúpula do Clima (COP21), o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, apresentou nesta quarta-feira a primeira minuta de acordo climático elaborado pelo Comitê de Paris, composto por 14 ministros que estão liderando as negociações.

Fabius reconheceu que a minuta segue sem resolver os três principais pontos conflituosos: a diferenciação entre as responsabilidades que serão assumidas entre países ricos e pobres, a ambição do futuro pacto e a transferência financeira para a mitigação e adaptação ao aquecimento nos países em desenvolvimento.


"Fizemos progressos, mas ainda temos muito trabalho pela frente nas próximas 48 horas", disse o presidente da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) sobre o texto, que passou de 48 para 29 páginas desde o sábado passado.

Fabius disse que esse ainda não é o texto final e anunciou a convocação de uma reunião para que as diferentes partes da negociação possam opinar sobre a primeira minuta do acordo.

No entanto, o chanceler francês afirmou que o texto "reflete os compromissos que estão emergindo" nas negociações em sua fase final e que os participantes deverão se concentrar "nas principais perguntas ainda sem resposta".

Pelo teor do rascunho do acordo, as questões seguem as mesmas do início da negociação. O texto não prevê quem terá responsabilidades obrigatórias de redução de emissões, assim como o financiamento à adaptação ao aquecimento global nos países em desenvolvimento.

"Duas longas noites de trabalho nos esperam", reconheceu Fabius, que deseja que na sexta-feira de manhã exista "um acordo legalmente vinculativo, ambicioso e equilibrado" para ser discutido pela tarde.

O ministro das Relações Exteriores da França fechou a intervenção no plenário com um lema muito repetido nas negociações: "Nada está tudo decidido até que se decide".

Fonte: Terra

UNICA RECLAMA DA FALTA DE DEBATE SOBRE BIOCOMBUSTÍVEIS NA COP21

Elizabeth Farina participa de painel dedicado a biocombustíveis durante o World Climate Summit

10/12/2015

“Estamos na segunda semana de reuniões da COP21 e muito pouco tem sido falado sobre biocombustíveis, mesmo considerando o fato de mais de 30 países, incluindo o Brasil, inseriram os combustíveis renováveis como um dos meios de se atingir as metas de redução de gases de efeito estufa (GEEs) propostas em suas INDCs”. Este foi o ponto inicial do discurso feito no domingo (06/12) pela presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, em um painel sobre biocombustíveis do World Climate Summit (WCS), evento organizado pela Aliança Global de Combustíveis Renováveis (GRFA) em paralelo à Conferência do Clima, e que reuniu governos, empresas e entidades civis no Palácio Broingnart, em Paris. Desde 2010, o WCS realiza importantes fóruns de negócios e política na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês).

No painel “Building a sustainable bioeconomy: harnessing the potential of bio-based products and fuels to mitigate climate change", organizado por quatro entidades ligadas ao GRFA – Unica, RFA, ePURE e CRFA – em parceria com a Associação de Biotecnologia Industrial (BIO), e que teve as presenças do líder Global de Bioenergia da União Europeia, Gerard Ostheimer, e do diretor de Etanol Celulósico da DuPont, Jeroen Van Campenm, a executiva da Unica apresentou argumentos e dados que consolidam a posição dos biocombustíveis, em especial o etanol, como uma das alternativas mais viáveis na luta pela diminuição da dependência dos combustíveis fósseis (gasolina/ diesel), com foco no setor de transportes.

“Quase 1/3 das emissões globais de GEEs é proveniente dos transportes. Por isso, descarbonizar este segmento é prioridade. E os biocombustíveis devem ser integrados a esta estratégia. O etanol de cana, por exemplo, pode reduzir estas emissões em até 90% quando comparado à gasolina”, observou a executiva da Unica, cuja participação na COP21 só foi possível graças a uma parceria estabelecida desde 2008 com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover a imagem do biocombustível brasileiro como energia limpa e renovável no exterior.

Ressaltando um caso positivo de substituição de fontes poluidoras por renováveis na indústria automotiva, Farina lembrou que no Brasil, além da mistura de 27% de etanol anidro à gasolina, quase 70% da frota de veículos leves, correspondente a 25 milhões de carros, é composta por automóveis flex, que podem ser abastecidos com gasolina, etanol ou qualquer mistura de ambos em qualquer proporção. “Atualmente, 20 montadoras internacionais, como as alemãs Audi e BMW, as americanas Ford e GM, as francesas Peugeot e Renault, e as asiáticas Toyota, Hyundai e JAC, oferecem mais de 200 modelos de veículos flex ao mercado brasileiro. Em 2015, o etanol já substitui 40% do consumo de gasolina no País”, afirmou.

Etanol na matriz energética mundial

Na última década, a produção mundial de etanol, que pode ser feito de diferentes insumos, como milho, cana e beterraba, aumentou em mais de três vezes, atingindo quase 100 bilhões de litros em 2014. Este volume, produzido em mais de 50 países, já representa aproximadamente 7% do total de consumo da gasolina no mundo. Crescimento que resultou em uma mitigação de mais de 100 milhões de toneladas de CO2 no ano passado.

Para respaldar seus argumentos em favor da expansão da produção sustentável dos combustíveis renováveis, Elizabeth Farina citou um estudo recém-lançado pela Squared Consultants, que avalia o impacto gerado por uma eventual mistura de 15% de etanol à gasolina nos principais países consumidores. Segundo o documento, este mix poderia aumentar a atual redução de emissões em mais de 70% até 2030, ou seja, um corte anual de mais de 280 milhões de toneladas de GEEs.

Considerando este cenário em que a produção anual de biocombustíveis deve atingir 160 bilhões de litros, surge uma dúvida: “Isto poderia trazer algum prejuízo relacionado ao uso da terra no mundo?”. Segundo a presidente da Unica, “definitivamente não”. Esta produção aconteceria principalmente em regiões tropicais, utilizando prioritariamente a cana-de-açúcar como matéria-prima (em uma proporção hipotética de 70% cana e 30% milho). Estima-se, desta forma, uma área adicional de 10 milhões de hectares que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), representam apenas 0.2% do total da área utilizada pera agricultura e pastagens. Ou seja, um percentual equivalente a 5 bilhões de hectares ou 0.5% do total de terras degradadas ou abandonadas pelo mundo, que poderiam ser recuperadas e utilizadas para a produção agrícola, totalizando 2 bilhões de hectares.

Antes de encerrar o seu discurso no WCS, a representante da Unica enfatizou que a indústria global de biocombustíveis só continuará florescendo se os governos renovarem seus compromissos assumidos na COP21 por meio de suas INDCs. “Com o propósito de entregar volumes cada vez maiores de combustíveis de baixo carbono, nossas cadeias produtivas precisam de medidas regulatórias estáveis. Precisamos assegurar que as políticas adotadas no âmbito legislativo sejam apropriadas. As existentes são antagônicas e os órgãos regulatórios devem se esforçar para implementar projetos que permaneçam alinhados com o espírito e intenção original desses programas”, concluiu.

Fonte: novaCana.com


COP 21: Datas-chave rumo ao acordo do clima em Paris




23/10/2015

Seguem abaixo as datas-chaves para a conferência do clima em Paris:

- 27 de setembro: O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon recebeu os chefes de estado e de governo em paralelo à Assembleia Geral (de 15 a 28 de setembro, cúpula de 25 a 27 de setembro).

- De 29 a 30 de setembro: Encontro em Nova York do Major Economies Forum on Energy and Climate (MEF), criado para ajudar na mediação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, dando assim força política às negociações da ONU.

- De 9 a 10 de outubro: Encontro do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lima, Peru, onde ministros discutiram assuntos espinhosos sobre finanças climáticas.

- De 19 a 23 de outubro: Quarta rodada das negociações de 2015 da ONU em Bonn. Esta é a última chance agendada para traçar um rascunho antes da conferência de Paris e reúne 195 países na convenção da ONU sobre a mudança climática (UNFCCC).

- Até 1° de novembro: O secretariado da UNFCCC irá divulgar um resumo dos efeitos dos compromissos assumidos países emissores de gases. O objetivo é limitar o aquecimento global em 2ºC em relação às temperaturas na época pré-industrial.

- Primeira metade de novembro: Discussões ministeriais pré-COP 21 em Paris (a data ainda não foi confirmada).

- De 15 a 16 de novembro: Cúpula dos líderes das 20 maiores economias do mundo (G20) NA Turquia, já que as finanças climáticas se destacam na agenda.

- De 30 de novembro a 11 de dezembro: 21° conferência da UNFCCC, COP 21, que ocorrerá em Le Bourget, Paris.


Hoje, dia 23: ONU convida jornalistas para conversa com especialistas sobre clima direto de Nova York

Foto: ONU

23/09/2014

No dia 23 de setembro mais de 120 chefes de estado e de governo se reúnem na sede da ONU em Nova York no maior encontro já organizado para discutir as mudanças climáticas, a Cúpula do Clima. Durante a Cúpula, os líderes nacionais, e os representantes em nível ministerial dos países, anunciarão o que estão fazendo em suas nações nessa área e apresentarão suas ideias para conter o impacto da mudança climática.

“Cabe a cada governo decidir o que vai trazer para a Cúpula”, explica o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Na ocasião, os governos podem anunciar “novos níveis de emissões, novo financiamento do clima, novas ações climáticas ou todas as anteriores”.

Para colaborar com a cobertura jornalística do evento, a ONU convida os jornalistas a acompanharem a transmissão online da conferência e a participarem de uma série de conversas com especialistas que, direto da sede em Nova York, compartilharão com a mídia as últimas informações sobre os resultados do evento. As conversas acontecerão entre 12h e 15h, à medida que os chefes de estado e outras autoridades forem se pronunciando.

O evento virtual será em inglês, na sede do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), no Palácio Itamaraty, na Avenida Marechal Floriano 196, no centro do Rio de Janeiro, entre 12h00 e 15h00, de terça-feira, 23 de setembro.

Os jornalistas interessados em participar devem confirmar presença com Vanessa Oliveira, no email vanessa.oliveira@unic.org ou no telefone 21-2253-2211, até terça, dia 22 de setembro, às 17h.

O programa completo da Cúpula está disponível aqui e a lista de participantes pode ser obtida clicando aqui.

Ao vivo

O Departamento de Informação Pública (DPI) da ONU terá cobertura ao vivo da Cúpula do Clima de 2014, com o vídeo ficando registrado posteriormente, através do site da TV ONU: webtv.un.org. A cobertura ao vivo estará disponível nos seis idiomas oficiais das Nações Unidas – árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. Todos os links de transmissão estão organizados em www.onu.org.br/webcast

Sobre a Cúpula do Clima

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou a Cúpula do Clima para engajar os líderes mundiais no avanço da agenda climática. A Cúpula servirá como uma plataforma pública para que os líderes mundiais – Estados-membros da ONU, setor privado, sociedade civil e líderes locais dos setores público e privado – mostrem o que estão fazendo e possam compartilhar os passos que irão tomar nas áreas mais críticas para que a temperatura do mundo suba menos de 2 graus Celsius.

O evento focará nas ações e soluções adotadas por governos trabalhando sozinhos ou em conjunto com uma variedade de atores do setor privado e da sociedade civil para acelerar a redução das emissões e reforçar as resiliências nacionais em áreas como energia; poluentes climáticos de curta duração; cidades e transporte; agricultura e silvicultura sustentável; adaptação e redução de riscos de desastres; e financiamento climático.

A Cúpula não faz parte do processo de negociação da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), mas pretende promover ações nesta área – um ano antes do acordo que será alcançado em Paris – e pretende mostrar que líderes de todos os setores e em todos os níveis estão tomando medidas para reduzir os fatores que provocam as mudanças climáticas.

O encontro terá um formato diferente: seu foco estará nas ações tangíveis. Após uma sessão de abertura, os chefes de estado e de governo terão a oportunidade de anunciar novas ações que estejam implementando em nível nacional, especialmente nas áreas de financiamento; eficiência energética; energias renováveis; adaptação; redução do risco de desastres e resiliência; florestas; agricultura; transporte; poluentes climáticos de curta duração; e cidades.


Também haverá Sessões da Plataforma de Ação para anunciar novas iniciativas em áreas críticas em que os governos, empresas e organizações da sociedade civil estejam se unindo para encontrar soluções. As discussões sobre políticas e práticas sobre a ação climática acontecerão durante Sessões Temáticas.

Como resultado serão apresentados os anúncios feitos pelos líderes do governo, setor privado e da sociedade civil sobre as ações que serão tomadas para enfrentar as mudanças climáticas. O secretário-geral apresentará estas iniciativas na conclusão da Cúpula.

Fonte: ONU


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