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Síntese Diária da COP30 – 15 de Novembro

15/11/2025

Dia 6: Sábado, 15 de novembro

Preparado pela Equipe de Comunicação da COP30

Áreas Temáticas de Foco: Energy, Industry, Transport, Trade, Finance, Carbon Markets, Non-CO₂ Gases

Resumo:

Construir as bases financeiras e éticas para uma transição justa

O Dia 6 da COP30 destacou que uma transição climática mais justa e mais rápida depende do alinhamento entre sistemas financeiros, fundamentos éticos e cooperação global. O dia mostrou como países, investidores, pessoas e comunidades estão começando a construir o ambiente propício necessário para destravar capital em grande escala, ao mesmo tempo, em que fundamentam a ação climática na equidade e na responsabilidade compartilhada.

As finanças ocuparam o centro das discussões, com reformas destinadas a mobilizar e direcionar capital para as linhas de frente da crise climática. O lançamento dos Princípios para Interoperabilidade de Taxonomias  — desenvolvidos com o SB COP, o IDFC e ministérios da Fazenda — avançou na interoperabilidade global de padrões de finanças sustentáveis, um passo crítico para mobilizar os USD 1,3 trilhões de dólares anuais previstos no Mapa do Caminho de Baku a Belém. Proprietários de ativos representando quase USD 10 trilhões se reuniram nesta semana para trabalhar com cientistas do clima, BMDs e governos em ações como recomendações para o relatório do Círculo de Ministros das Finanças e para implementação via o Roteiro, enfatizando a necessidade de foco nos setores de difícil descarbonização e nos EMDEs.

Brasil e o Fundo Verde para o Clima (GCF) fortaleceram a arquitetura de investimentos por meio de novas Plataformas de Países e de um Hub de Plataformas de Países, ampliando o planejamento coordenado e escalando trajetórias nacionais para financiamento climático e da natureza. A expansão da Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium e novos compromissos com taxas solidárias sinalizaram crescente impulso em torno de fontes inovadoras e equitativas de receitas para adaptação e perdas e danos.

Hoje, em Belém, milhares se reuniram para pedir justiça climática, proteção de territórios e ações governamentais mais fortes durante a Marcha Mundial pelo Clima, organizada pela Cúpula dos Povos e acompanhada por povos indígenas, jovens, movimentos sociais, comunidades tradicionais e trabalhadores.

Em conjunto, os resultados de hoje mostram que a COP30 está construindo as bases financeiras e éticas necessárias para acelerar a implementação e entregar uma transição justa, centrada nas pessoas e na economia real.

Ações e Resultados Notáveis:

Agenda de Ação:

- Avanço das Taxas de Solidariedade como Pilar do Financiamento Climático sem Endividamento

▪ Líderes na COP30 reafirmaram o crescente impulso global por taxas de solidariedade como ferramenta essencial para gerar financiamento climático justo, mais previsível e que não gere dívida. O evento destacou o fortalecimento do compromisso com a Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium e a divulgação de um novo relatório técnico detalhando o significativo potencial de receita das taxas em setores emissores e sub tributados, como transações financeiras, aviação, transporte marítimo e criptomoedas.

▪ Representantes de governos, instituições multilaterais e grupos de especialistas enfatizaram que taxas para passageiros frequentes têm enorme potencial de receita, incorporando o princípio do poluidor-pagador ao mobilizar recursos concessionais para adaptação, resiliência e perdas e danos — especialmente para países vulneráveis diante do agravamento dos impactos climáticos.

▪ A Coalizão agora inclui Benim, Djibouti, França, Quênia, Nigéria, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul e Espanha, e recebe Antígua e Barbuda, Brasil, Fiji e Vanuatu como observadores, reforçando o compromisso crescente com essa abordagem compartilhada, enquanto o evento apresentou fortes apelos para que mais países se juntem à coalizão até o fim da COP30.

“O lançamento da Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium prova que taxas solidárias podem sair do campo das ideias para se tornar realidade. Este é apenas o primeiro passo. Agora, conclamo mais países a se juntarem a nós na COP30 e transformarem esse impulso em mudança global duradoura.”
— Laurence Tubiana, Enviada Especial da COP30 para a Europa; Co-líder da Força-Tarefa Global de Taxas de Solidariedade

- Líderes Financeiros Traçam Caminhos para Operacionalizar o Roteiro de Baku a Belém e Entregar a Visão de USD 1,3 Trilhão

▪ A reunião ministerial de alto nível reuniu líderes climáticos, ministérios da Fazenda, BMDs, fundos climáticos e lideranças do setor privado em torno de um caminho compartilhado para destravar os USD 1,3 trilhões anuais previstos no Roteiro. Líderes, incluindo os presidentes da COP30 e COP29, o Secretário Executivo da UNFCCC Simon Stiell e o CEO da COP30, enfatizaram que entregar essa ambição depende de reformas coordenadas em financiamento de concessão, mandatos dos BMDs, estruturas domésticas de investimento, instrumentos financeiros inovadores e ecossistemas regulatórios fortalecidos — refletindo as cinco áreas prioritárias de ação do Relatório. Por meio de uma discussão orientada a resultados, participantes identificaram marcos concretos de implementação para a Presidência brasileira da COP30, posicionando o Roteiro como um plano catalisador para ampliar rapidamente o financiamento climático com mais velocidade, escala e impacto. Ao incorporar as recomendações do Círculo nas práticas institucionais e de mercado, o evento sinalizou uma clara mudança da visão para a entrega — usando o Roteiro como veículo unificador para mobilizar capital público, privado e misto necessário para cumprir as metas climáticas globais.

“Este é o início de uma era de verdade no financiamento climático”, disse Corrêa do Lago. “Para cumprir o Acordo de Paris mais rapidamente, a ação climática precisa estar integrada às reformas econômicas e financeiras reais. Com os 5Rs, o Roteiro transforma urgência científica em um plano prático de cooperação global e resultados.”
— Embaixador André Corrêa do Lago, Presidente da COP30

- 14 Novas Plataformas de Países Anunciadas, Lançamento do Hub de Plataformas de Países

▪ Na COP30, em um passo decisivo para alinhar apoio e investimentos globais com prioridades climáticas nacionais, 13 países divulgaram planos para desenvolver plataformas nacionais por meio do programa de prontidão do GCF. O evento também marcou o anúncio de um Hub de Plataformas de Países, integrating the COP30 Plan to Accelerate Solutions (PAS) integrando o Plano para Acelerar Soluções (PAS) da COP30 para conectar países a assistência técnica, conhecimento e financiamento, garantindo que sistemas de apoio globais respondam às necessidades nacionais, em vez de duplicar esforços.

▪ Country platforms support the implementation of the Relatório do Círculo de Ministros das Finanças da COP30. Os anúncios vieram de: Camboja, Colômbia, República Dominicana, Índia, Cazaquistão, Lesoto, Mongólia, Nigéria, Omã, Panamá, Ruanda, África do Sul e Togo.

“Saúdo o Brasil e Uganda por convocarem o Hub de Plataformas de Países. O Fundo Verde para o Clima (GCF) está ansioso para explorar oportunidades de apoiar esse esforço. Plataformas nacionais representam oportunidade estratégica para reunir governos, setor privado e parceiros de desenvolvimento em torno de um processo para identificar políticas e investimentos prioritários, além de alinhar financiamentos público e privado, internacional e doméstico.”
— Mafalda Duarte, Diretora Executiva do GCF.

- Primeiro Grupo de Proprietários de Ativos Apresenta Recomendações

▪ Nesta quarta, a COP30 reuniu a primeira Cúpula de Proprietários de Ativos na agenda oficial da COP.O evento reuniu cerca de 30 dos principais proprietários de ativos globais — incluindo fundos de pensão, seguradoras, e investidores soberanos — representando cerca de USD 10 trilhões em ativos. A sessão focou em soluções climáticas, incluindo setores difíceis de descarbonizar e EMDEs. Como resultado, os proprietários propuseram estabelecer uma Cúpula Permanente de Proprietários de Ativos da COP e sinalizaram compromisso em ampliar a parceria com o setor público rumo ao USD 1 trilhão necessário para atender ao NCQG.

- Iniciativa de Roteiro de Taxonomias para Avançar Interoperabilidade de Finanças Sustentáveis

▪  O Dia 6 apresentou os resultados do Roteiro para Avançar a Interoperabilidade e Comparabilidade de Taxonomias de Finanças Sustentáveis — lançado na COP29 em colaboração com SB COP e IDFC. O roteiro representa um esforço unificado entre governos e setores financeiro e privado para padronizar taxonomias e dados, um desafio central para expandir o financiamento sustentável. Foram apresentados os Princípios para Interoperabilidade de Taxonomias - o primeiro passo para uma linguagem comum em matéria de financiamento climático - e o Mapa de Taxonomia de Finanças Sustentáveis - ferramenta digital que permite comparar e analisar taxonomias entre jurisdições.

- Coalizão Aberta para Mercados de Carbono de Conformidade

▪ Representantes de governos se reuniram em mesa ministerial para avançar a Coalizão Aberta para Mercados de Carbono de Conformidade, agora com 18 apoios. Destacou-se que cooperação internacional fortalecida é essencial para melhorar transparência, integridade e eficácia desses mercados. O debate focou cooperação em sistemas de MRV, metodologias de contabilidade de carbono e uso de offsets de alta integridade. Países apoiadores incluem: Brasil, China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia, França, Ruanda, Andorra, Guiné, Nova Zelândia, Mônaco, Singapura e Noruega.

- Presidente da COP30 Abre os Trabalhos do Fórum Integrado sobre Mudança do Clima e Comércio (IFCCT)

▪ Hoje, o Presidente da COP30 abriu oficialmente os trabalhos do IFCCT, lançado na Cúpula do Clima de Belém em 7 de novembro como parte central da Agenda de Ação da COP30.

▪ A sessão contou com vice-ministros e chefes de delegação da China, Reino Unido, Austrália e outros países, além da OMC, ICC e outras organizações da sociedade civil e setor privado, e outras organizações da sociedade civil e do setor privado. O público manifestou forte apoio à iniciativa como plataforma para a colaboração em soluções concretas para reduzir os custos para os exportadores e reforçar o papel do comércio na ação climática. O Fórum responderá diretamente ao primeiro Balanço Global, promovendo a cooperação em um sistema econômico internacional aberto e solidário, capaz de alinhar o comércio e a ação climática para se reforçarem mutuamente.

- Declaração sobre o Custo Econômico da Inação Climática — Evento sobre Taxonomia — Evento de Alto Nível NGFS e BCB sobre Finanças para Sustentabilidade

▪ A Rede de Bancos Centrais e Supervisores para o Ecologização do Sistema Financeiro (Network for Greening the Financial System/ NGFS) Declaração sobre o Custo Econômico da Inação Climática, alertando para os riscos macroeconômicos e financeiros crescentes associados ao atraso nas ações climáticas. Representando 146 bancos centrais e supervisores, o NGFS enfatizou que os impactos climáticos agora representam ameaças iminentes à estabilidade financeira e exortou as instituições financeiras a integrar os riscos relacionados ao clima e à natureza por meio de análises de cenários robustas, padrões de divulgação e planejamento de transição.

“Nossos cenários mais recentes mostram que a mudança do clima não é mais um risco no horizonte, é um perigo iminente… É necessário um esforço de toda a economia para evitar severas disrupções e garantir estabilidade financeira.”
— Sabine Mauderer, Presidente do NGFS
“Gerenciar os riscos climáticos de forma eficaz não é apenas uma questão ambiental, é fundamental para construir resiliência financeira. Ao fazer isso, podemos contribuir para uma transição suave rumo a uma economia sustentável.”
— Sr. Fundi Tshazibana, vice-presidente do NGFS, vice-governador do Banco Central da África do Sul

- Grande Oportunidade para Reduzir metano e Outros Gases Não-CO₂

▪ O Super Pollutant Country Action Accelerator, anunciado durante a Cúpula de Líderes de Belém avançou com o lançamento do Plano para acelerar soluções (PAS), ajudando 30 países em desenvolvimento a reduzir gases super poluentes perigosos até 2030. O Acelerador começa com US$ 25 milhões destinados a sete países pioneiros: Brasil, Camboja, Cazaquistão, África do Sul, Indonésia, Nigéria e México. Reduzir esses poluentes é um dos caminhos mais rápidos para proteger simultaneamente a estabilidade climática, a saúde pública e o abastecimento de alimentos.

“À medida que chegamos ao final da primeira semana, observamos uma mudança significativa da ambição para a execução dentro da Agenda de Ação, enquanto governos, empresas, governos locais e regionais, povos indígenas e a sociedade civil aproveitaram o poder de articulação da COP30 para impulsionar soluções reais para uma economia mais resiliente e de baixo carbono.

114 Plans to Accelerate Solutions — desenvolvidos por coalizões em 30 Grupos de Ativação — foram publicados e já estão disponíveis no site da UNFCCC. Eles reúnem iniciativas existentes sob um mesmo guarda-chuva para cumprir objetivos específicos nos 6 eixos.

Eles detalham como empresas, investidores e comunidades estão trabalhando juntos para transformar ambição em implementação, acionando as alavancas da oferta, demanda, financiamento e política. E, nesta semana, os parceiros anunciaram um conjunto de ações imediatas para acelerar a implementação desses planos.”
— Dan Ioschpe, Campeão de Alto Nível da COP30
“Até agora, há um ambiente construtivo em Belém. É positivo que a presidência esteja mantendo um roteiro para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. A ciência mostra claramente que precisamos reduzir as emissões em 5% ao ano, a partir de agora, para ter qualquer chance de minimizar o overshoot e evitar a destruição dos sistemas de suporte à vida para bilhões de pessoas.”
— Carlos Nobre, renomado cientista brasileiro e membro do movimento guardiões Planetários (Planetary Guardians)

Negociações:

- As partes transferiram formalmente os rascunhos de decisões dos Órgãos Subsidiários para as principais trilhas de negociação, marcando a transição das negociações técnicas para as políticas e abrindo caminho para as decisões finais no fim da segunda semana.

Mobilização global:

- Brasil Apresenta Mobilização Nacional para Implementar o Código Florestal:

▪ Na Zona Verde, os governos federal e estaduais do Brasil, junto à Presidência da COP30, apresentaram os Mutirões do Código Florestal, um esforço nacional para acelerar a implementação prática do Código Florestal em propriedades rurais. A iniciativa oferece orientação técnica, apoio presencial para cadastro e correções no Cadastro Ambiental Rural, entrega de cadastros validados e orientações para o avanço dos Programas de Regularização Ambiental. Os participantes destacaram como o fortalecimento do cumprimento do Código Florestal aprimora a governança ambiental, apoia a produção rural sustentável e reforça as contribuições do Brasil para as metas climáticas.

- Lideranças Indígenas Pedem que Negociadores Climáticos Reforcem a Proteção das Florestas:

▪ Na Zona Azul, o Cacique Raoni e a delegação Mẽbêngôkre do Instituto Raoni realizaram um diálogo franco com negociadores climáticos na sessão “Florestas em Pé, Acordos, na Prática”. A conversa destacou saberes ancestrais e denunciou o descompasso entre as salas de negociação e as realidades enfrentadas pelas comunidades indígenas que protegem e guardam a floresta. Os participantes ressaltaram que compromissos sobre emissões, mercados de carbono e financiamento climático só têm significado quando se traduzem na proteção das florestas em pé e no reconhecimento da liderança indígena — sem isso, a ação climática permanece incompleta.

Fonte: COP30

Reunião do clima em Marrakech deve receber dezenas de líderes internacionais

Presidente da COP22 e ministro das Relações Exteriores do Marrocos, Salaheddine Mezouar (à esq.) 
com o presidente da COP 21 e ministro do Meio Ambiente da França encarregado das relações 
internacionais relacionadas ao clima, Ségolène Royal, na abertura da COP22 em Marrakech, 
no Marrocos. Foto: Unfccc

15/11/2016

Na agenda, definir regras para Acordo de Paris e preparar plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões ao ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento; conselheiro especial do secretário-geral afirmou que cooperação Sul-Sul é fundamental.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 10 dias após a entrada em vigor do histórico Acordo de Paris, em 4 de novembro, dezenas de chefes de Estado e Governo são esperados nesta terça-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 22, que começou na semana passada em Marrakech, no Marrocos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já está na cidade para o evento. Antes do fim do encontro, em 18 de novembro, os Estados-parte esperam definir as regras para o acordo e preparar um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento.

Resposta global

Adotado por 196 Estados-parte da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc, em dezembro do ano passado, o Acordo de Paris busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática.

O objetivo é manter o aumento da temperatura global neste século abaixo dos 2º Celsius acima dos índices pré-industriais e buscar ações para limitá-lo a 1.5º C.

Líderes mundiais

A conferência em Marrakech inclui diversos encontros e eventos como um segmento de alto nível, neste terça-feira, com a participação de dezenas e chefes e Estado e Goveno e do secretário-geral da ONU.

Durante a primeira semana da COP 22, em paralelo a negociações entre as partes, dias temáticos sobre florestas, água, cidades, energia e transporte destacaram o papel crucial de atores não estatais, incluindo empresas, cidades e ONGs, para a implementação do acordo.

Sul-Sul

Nesta segunda-feira, foi realizado um evento de alto nível sobre a cooperação Sul-Sul sobre mudança climática. O evento destacou como o aumento dessa colaboração pode aumentar a capacidade de países em desenvolvimento de implementarem o Acordo de Paris e de realizarem a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Em Marrakech, a Rádio ONU ouviu David Nabarro, conselheiro especial do secretário-geral sobre a Agenda 2030 e mudança climática.

Para Nabarro, o papel da cooperação Sul-Sul para impulsionar a agenda climática e o desenvolvimento sustentável é "absolutamente fundamental".

Ele afirmou que "cada vez mais, países do sul desenvolveram experiência e resultados que podem compartilhar uns com os outros" o que, para Nabarro, é uma "forma muito poderosa de ajudar os países mais vulneráveis".

Entre os principais objetivos do fórum estavam promover novas parcerias e aprofundar a colaboração entre países em desenvolvimento nos temas de resiliência climática e desenvolvimento de baixa emissão.

Fonte: Rádio ONU

DESTA VEZ A COP COMEÇOU COM CLIMA

150 líderes de Estado e de Governo foram convocados para abertura da COP21. 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

01/12/2015

Por Ana Carolina Amaral, especial de Paris para Envolverde 

A Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP-21, começou nesta segunda em Paris com clima de negociação e esperança por um acordo climático. A ambição é de se conseguir um compromisso que barre o aumento da temperatura média global em até 2ºC. Desta vez, em vez de convidar os Chefes de Estado e de Governo para assinar o acordo no fim da Conferência, o país anfitrião inverteu a estratégia e recebeu os líderes nacionais hoje, já na abertura. Para os membros da delegação brasileira que acompanham as negociações do clima, a mudança fez diferença.

Rubens Born, consultor de meio ambiente e representante da sociedade civil que acompanhou 14 edições da conferência, vê a chegada dos líderes no primeiro dia do evento como um avanço significativo. “Agora os diplomatas têm a responsabilidade de negociar o que seu líder afirmou no discurso”, aponta.  Ricardo Young, vereador por São Paulo e também integrante da delegação brasileira, concorda com a avaliação. “Antes os presidentes vinham para assinar o acordo, mas não tinha acordo para assinar. Enquanto que os negociadores, sem uma posição definida de seus Chefes de Estado, não tinham liberdade e atuavam de forma hesitante”, ele lembra.

Em seu discurso na plenária principal, Dilma Roussef defendeu hoje um acordo legalmente vinculante, ou seja, que gere consequências para os países que se comprometam. A União Europeia concorda, mas China e Estados Unidos, maiores emissores globais e que anunciaram suas metas voluntárias (INDC) conjuntamente em agosto, não assinalam nessa direção.

O instrumento da INDC foi também elogiado pelos representantes brasileiros. “Os anúncios voluntários criaram a oportunidade dos países discutirem seus compromissos internamente e com soberania. Com isso, os limites já estão dados, o que facilita a negociação”, avalia Young. “Não quero ser ingênuo, mas começamos com um tom de otimismo”, aposta Born, que completa: “nos próximos dias vamos ver se o discurso vai virar comando para resolver os gargalos do documento.”

Dinheiro, cobrança e tecnologia: os gargalos 

Para Young, o financiamento das soluções climáticas se mostra cada vez mais perto de ser resolvido, com avanço na regulamentação do Fundo Verde e aumento da disposição de países doadores – a exemplo da prorrogação do acordo entre Brasil e Noruega sobre o Fundo Amazônia para até 2020. Já Born avalia que a criação de mecanismos de cobrança para a aplicação dos compromissos é um gargalo que está aparecendo conforme a viabilidade do acordo climática se aproxima. “Nem o Protocolo de Kioto, nem a Convenção do Clima falam em cobrança, então é algo que vamos precisar criar aqui”, explica.

A questão da tecnologia contra as mudanças climáticas segue com poucos sinais de avanço. Hoje a presidente Dilma Roussef teve conversas com líderes da Alemanha, Noruega, Japão e China. Para a imprensa, ela destacou que  “o desenvolvimento tecnológico é crucial para as energias renováveis, principalmente a solar.” Born avalia que a posição brasileira deixa clara a baixa disposição em tornar a matriz energética mais limpa.

Na sua leitura, a escolha de 2005 – um ano com pico de desmatamento – como ano-base para a meta de redução das emissões brasileiras a partir do combate ao desmatamento ilegal na Amazônia pode ser uma tentativa de se abrir espaço para o aumento das emissões no setor de energia. “A gente sabe que a redução absoluta se relativiza com o ano que foi escolhido como base, 2005, e com isso se cria espaço para compensar a redução das emissões da floresta com o aumento das emissões de energia”, ele avalia.

À sombra de Copenhague 

“Nosso maior medo é repetir Copenhague”, comentou o cônsul francês para assuntos políticos Thibault Samson em São Paulo, logo antes do início da COP. As inovações que trouxeram os posicionamentos dos países para o momento anterior às negociações diplomáticas parecem confirmar que os esforços franceses carregam aprendizados da COP-15. Como declarou hoje na plenária de abertura o presidente da França, François Hollande, o acordo climático precisa ser ambicioso o suficiente para resolver o problema, mas não a ponto de que não possa ser executado.

“Não existe bala de prata”, concorda Roberto Waack, da Coalizão Brasil pelo Clima. Para ele, a presença de mais de 500 mil pessoas em várias cidades do mundo na Marcha Mundial pelo Clima e iniciativas apresentadas pelas empresas e pela sociedade civil aqui na COP-21, a exemplo da Carbon Price Coalition, comprovam que o entendimento das mudanças climáticas avançou . “O protagonismo da sociedade civil pelo mundo é o que já está fazendo a diferença”, aposta. (#Envolverde)

.* Ana Carolina Amaral é jornalista formada pela Unesp, mestra em Ciências Holísticas pelo Schumacher College (UK) e moderadora da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

 Fonte: Envolverde


Líderes globais convocam para luta contra o aquecimento no Ártico

Imagem mostra região do Ártico, que sofre degelo devido às altas 
temperaturas globais (Foto: Divulgação/ESA)

19/03/2015

Região é a que mais sente o aumento das temperaturas no planeta.
Conferência em Paris discute como combater a ameaça e proteger a área.

França, Noruega e Mônaco pediram uma ação imediata contra as mudanças climáticas, durante uma conferência realizada em Paris sobre o Ártico - "posto avançado" do aquecimento global.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, lembrou que na região o aquecimento é duas vezes mais rápido do que em outros locais.

"Os ecossistemas do Ártico podem mudar completamente [...] Se nós continuarmos a perturbá-los, eles poderiam contribuir para o aumento das temperaturas, isto é, um cenário catastrófico", disse o ministro, que foi ao arquipélago norueguês de Svalbard e deve ir à Groenlândia nos próximos dias.
"Esta ameaça deve nos fazer agir", alertou o chanceler. "Facilitar a conclusão de um acordo universal e ambicioso, esta é a missão da França" para a conferência sobre o clima prevista para dezembro em Paris. "A tarefa é enorme, mas a esperança é real", ponderou.

"As mudanças no Ártico são um convite à ação", ressaltou o chanceler norueguês, Borge Brende, lembrando que no mar de Barents, 50% das banquisas [ndr: campos de gelo flutuantes] desapareceram desde os anos 1980. "O grande Norte está no topo das nossas prioridades de política externa", afirmou.

'A culpa é do homem'
O príncipe Albert II de Mônaco também chamou à ação diante destas "mudanças, cujos homens são os primeiros responsáveis e as primeiras vítimas".

"O aquecimento global é inseparável da abertura de estradas, do aparecimento de novas explorações e das profundas mudanças econômicas, sociais e ambientais que seguem. Algumas destas mudanças podem ser benéficas, mas muitas delas têm consequências negativas que não podem ser ignoradas", disse.

"Todos os países devem desempenhar um papel frente a suas empresas', afirmou o príncipe. 'Nós devemos persuadi-los a renunciarem, se necessário, a certas explorações na região do Ártico [...], especialmente às explorações de hidrocarbonetos [ndr: combustíveis] líquidos, que apresentam riscos demais", continuou.

"Nosso dever é, de fato e antes de tudo, incitar uma transição energética que possa nos libertar da dependência dos produtos derivados de petróleo", concluiu Albert II.

Fonte: G1 Natureza


Líderes mundiais se reúnem para tentar resolver conflito entre Ucrânia e Rússia



08/02/2015

Os líderes mundiais se reuniram, na Alemanha, para debaterem sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia. Putin deixou claro que não pretende entrar em guerra com ninguém. Veja!

Fonte: R7


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