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MAIS DE 500 MIL CRIANÇAS FORAM AFETADAS PELO CONFLITO NA UCRÂNIA

Devido ao conflito na Ucrânia, uma em cada cinco escolas foi danificada 
ou destruída. Foto: Unicef/Aleksey Filippov

20/02/2016

Alerta foi feito pelo Unicef que disse ainda que um em cada três menores de idade necessita de ajuda psicológica; agência da ONU afirmou que dois anos de violência, bombardeios e medo deixaram marcas permanentes nas crianças.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef alertou esta sexta-feira que o conflito na Ucrânia afetou profundamente a vida de 580 mil crianças que vivem em áreas não controladas pelo governo e perto das frentes de batalha, no leste do país.

O Unicef calcula que pelo menos 200 mil, uma em cada três, precisem de ajuda psicológica.

Marcas Permanentes

Segundo a representante da agência da ONU na região, Giovanna Barberis, "dois anos de violência, bombardeios e medo deixaram marcas permanentes em milhares de menores de idade na região leste da Ucrânia".

Barberis disse que "é preciso alcançar essas crianças urgentemente para atender suas necessidades físicas e psicológicas".

O Unicef afirma que mais de 215 mil crianças estão deslocadas nas áreas de conflito. Além disso, uma em cada cinco escolas foi danificada ou destruída.

No ano passado, mais de 20 crianças morreram por causa da violência e mais de 40 ficaram feridas, muitas das mortes e dos ferimentos foram causados pela explosão de minas terrestres.

Epidemias

O Unicef informou que o país registrou um surto de poliomielite 19 anos depois de ter erradicado a doença. As autoridades disseram que a falta de acesso a serviços de saúde e também a falta de remédios ameaçam o surgimento de mais epidemias.

Giovanna Barberis pediu a todos os lados em conflito na Ucrânia que garantam liberdade de movimento e o livre acesso de ajuda humanitária para as crianças na região.

O Unicef está trabalhando com vários parceiros para levar serviços básicos aos menores de idade.

Até agora, a agência conseguiu fornecer ajuda psicológica para mais de 46 mil crianças e treinamento a quase 5 mil professores e psicólogos para que possam identificar qualquer sinal de angústia ou sofrimento.

A agência da ONU conseguiu também levar água potável para 1,6 milhão de pessoas e materiais de higiene para mais de 164 mil crianças e adultos.

Fonte: Rádio ONU

Otan exige que Rússia 'retire todas as forças' do leste da Ucrânia

Soldados ucranianos são vistos em tanque em rodovia a caminho de 

Debaltseve, no leste da Ucrânia (Foto: Petr David Josek/AP)

18/02/2015

Organização pediu o fim do apoio do país aos separatistas.
Ucrânia diz que já está retirando tropas da região leste do país.

A Otan exigiu nesta quarta-feira (18) que a Rússia retire todas as suas forças militares do leste da Ucrânia, cesse seu apoio aos separatistas e respeite o cessar-fogo acordado em Minsk na semana passada.

"Peço que a Rússia retire todas as suas forças do leste da Ucrânia, cesse seu apoio aos separatistas e respeite os acordos de Minsk", afirmou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, aos jornalistas na capital da Letônia, Riga.

ONU lamenta violência

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira (17) que lamenta a manutenção da violência em partes do leste da Ucrânia, apesar do anúncio do cessar-fogo. Rebeldes pró-Rússia bombardearam tropas do governo cercadas no leste da Ucrânia nesta terça, e o plano para que os dois lados retirassem o seu armamento pesado não foi executado, deixando um frágil acordo de paz perto do colapso.

Debaltseve, Ucrânia



O Conselho adotou um rascunho de resolução russo endossando um acordo de paz mediado pela Europa na Ucrânia e convocou todas as partes para implementá-lo, enquanto a trégua começou a desfazer-se rapidamente nesta terça-feira.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, partiu de avião de Kiev para "o front" na quarta-feira, e a TV ucraniana disse que ele afirmou a jornalistas antes de deixar a capital do país que forças do governo estão deixando a cidade sitiada de Debaltseve.

A agência AFP ouviu a mesma informação de uma autoridade policial da região.  "Estamos retirando algumas de nossas unidades", disse Ilia Kiva, subchefe da polícia regional, ao mesmo tempo que destacou que os ucranianos não abandonaram a cidade.

"Os combates nas ruas continuam. Aconteceu uma pequena batalha de tanques", completou.

"Uma parte das tropas ucranianas continua em Debaltsev, onde realiza uma operação especial', afirmou à AFP um porta-voz militar, Vladislav Seleznev. As autoridades ucranianas pediram ao Ocidente uma resposta "severa" contra a Rússia pela entrada dos rebeldes pró-Rússia em Debaltseve, que fica entre as cidades de Donetsk e de Lugansk.

Fonte: Globo.com


Líderes mundiais se reúnem para tentar resolver conflito entre Ucrânia e Rússia



08/02/2015

Os líderes mundiais se reuniram, na Alemanha, para debaterem sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia. Putin deixou claro que não pretende entrar em guerra com ninguém. Veja!

Fonte: R7


70 anos depois, o mundo precisa de outra Yalta?

Da esquerda para a direita, Winston Churchill, Franklin Roosevelt e Iossef Stálin 
Foto: Wikipedia.org

06/02/2015

Nesta semana é celebrado o 70º aniversário da Conferência de Yalta, que serviu de base para a ordem mundial no período após a Segunda Guerra Mundial. Diante dos vários conflitos regionais, alguns dos quais podem atingir dimensão global, seria prudente convocar uma espécie de “Yalta-2”?

Na Conferência de Yalta, em fevereiro de 1945, três líderes mundiais – o soviético Iossif Stálin, o americano Franklin Roosevelt e o britânico Winston Churchill –, tentaram criar um sistema para evitar novos conflitos militares de escala global. Setenta anos depois do encontro, a questão ainda não parece completamente solucionada.

“Deveria ser organizada uma ‘Nova Yalta’ para tratar de questões de segurança global e encontrar maneiras de resolver os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio”, sugere Mikhail Miagkov, professor no Instituto Estatal Moscovita de Relações Internacionais (Mgimo, na sigla em russo).

“Deveriam participar líderes de países com peso real no mundo, e eles devem chegar a um acordo sobre as regras do jogo nas relações internacionais”, acrescenta o especialistas, destacando que os acordos deveriam ser celebrados em conformidade com os princípios da ONU.

A decisão de criar a Organização das Nações Unidas foi, inclusive, um dos principais resultados da Conferência de Yalta. O plano de criação da ONU fora discutido em dezembro de 1944, mas só em Yalta conseguiu-se chegar a um acordo sobre qual seria a sucessora da Liga das Nações, criada antes da guerra.

Veto contra a maioria

De acordo com Miagkov, o Conselho de Segurança da ONU foi desenhado com base na proposta de Roosevelt de instituir alguns “policiais internacionais”. No início, o conselho seria composto por Estados Unidos, União Soviética, Grã-Bretanha e China. Em Yalta foi acrescentado o quinto país – França –, graças à influência de Stálin.

Durante as discussões sobre os princípios do conselho, a URSS conseguiu aplicar o seu ponto de vista em uma questão fundamental: os “policiais” do Conselho de Segurança da ONU teriam o direito ao veto, opondo-se à proposta de Roosevelt de resolver as questões por maioria dos votos. Para a União Soviética, isso era inaceitável, já que os países ocidentais estavam em maioria.

Esfera de influência

Além do acordo sobre a criação das Nações Unidas, os líderes dos três países reunidos em Yalta concordaram em dividir as esferas de influência, sobretudo no que dizia respeito à Europa.

De acordo com o historiador militar Vitáli Bogdanov, durante a preparação da conferência, Moscou teve por objetivo formular propostas de modo a não causar insatisfação completa do Ocidente.

“Naquela época a União Soviética ainda não tinha começado a ‘comunização’ dos países da Europa do Leste. Isso foi feito mais tarde já no período da Guerra Fria”, diz.

Paralelamente, Roosevelt concordou com a política de “portas abertas”, esperando que a ajuda econômica dos Estados Unidos pudesse ajudar na penetração dos interesses de Washington em território de influência soviética.

Carisma em falta

Com o início da Guerra Fria, os planos de cooperação entre a URSS e o Ocidente ficaram no passado. Mesmo assim, os compromissos assumidos em Yalta se mostraram viáveis ainda sob as novas condições de confronto global.

É por isso que, de acordo com os especialistas entrevistados pela Gazeta Russa, qualquer melhora do sistema de segurança internacional deve se basear nos princípios estabelecidos em Yalta: com a presença da ONU e dos atores globais influentes.

Mas é justamente nesse ponto que os historiadores mais concordam: há falta de líderes mundiais cujo carisma pudesse ser comparado com o dos seus antecessores da época de Yalta e estivesse à altura da complexidade dos desafios da modernidade.

Fonte: Gazeta Russa

Líderes mundiais se reúnem para tentar costurar acordo na Ucrânia

Angela Merkel, Petro Poroshenko e François Hollande estão reunidos em Kiev; líder 
ucraniano diz ter esperança de um cessar-fogo em breve (Foto: Divulgação)

06/06/2015

Líderes mundiais estão reunidos em Kiev, capital da Ucrânia, para tentar fechar um acordo de paz para pôr fim aos combates no leste do país.

O presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, são alguns dos líderes que participam das reuniões emergenciais.

Kerry disse que Washington quer uma solução diplomática, mas deixou claro que não iria fechar os olhos para a agressão russa.

A Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia de armar os rebeldes no leste do país e de enviar tropas para o outro lado da fronteira.

A Rússia, no entanto, nega envolvimento direto, mas diz que alguns voluntários russos estão lutando ao lado dos rebeldes.

'Impunidade'

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse em um comunicado que as conversas com Merkel e Hollande "dão esperanças para um cessar-fogo".

Hollande afirmou que ele e Merkel iriam apresentar uma nova proposta de paz baseada na "integridade territorial" da Ucrânia, o que poderia ser "aceitável para todos".

No entanto, ele alertou que a diplomacia "não pode continuar indefinidamente".

Kerry acusou a Rússia de violar a soberania da Ucrânia, dizendo que Moscou havia agido com "impunidade", atravessando a fronteira com a Ucrânia "à vontade com armas e soldados".

"Nós estamos optando por uma solução pacífica e diplomática, mas não existe uma paz unilateral”, afirmou Kerry.

Nesta semana, a ONU classificou como 'catastrófica' a recente escalada de violência no leste da Ucrânia, diante de novos confrontos armados entre forças do governo e rebeldes separatistas pró-Rússia.

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram e outras 12 mil ficaram feridas em razão dos confrontos armados na região.

Fonte: BBC Brasil


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