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Líderes globais convocam para luta contra o aquecimento no Ártico

Imagem mostra região do Ártico, que sofre degelo devido às altas 
temperaturas globais (Foto: Divulgação/ESA)

19/03/2015

Região é a que mais sente o aumento das temperaturas no planeta.
Conferência em Paris discute como combater a ameaça e proteger a área.

França, Noruega e Mônaco pediram uma ação imediata contra as mudanças climáticas, durante uma conferência realizada em Paris sobre o Ártico - "posto avançado" do aquecimento global.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, lembrou que na região o aquecimento é duas vezes mais rápido do que em outros locais.

"Os ecossistemas do Ártico podem mudar completamente [...] Se nós continuarmos a perturbá-los, eles poderiam contribuir para o aumento das temperaturas, isto é, um cenário catastrófico", disse o ministro, que foi ao arquipélago norueguês de Svalbard e deve ir à Groenlândia nos próximos dias.
"Esta ameaça deve nos fazer agir", alertou o chanceler. "Facilitar a conclusão de um acordo universal e ambicioso, esta é a missão da França" para a conferência sobre o clima prevista para dezembro em Paris. "A tarefa é enorme, mas a esperança é real", ponderou.

"As mudanças no Ártico são um convite à ação", ressaltou o chanceler norueguês, Borge Brende, lembrando que no mar de Barents, 50% das banquisas [ndr: campos de gelo flutuantes] desapareceram desde os anos 1980. "O grande Norte está no topo das nossas prioridades de política externa", afirmou.

'A culpa é do homem'
O príncipe Albert II de Mônaco também chamou à ação diante destas "mudanças, cujos homens são os primeiros responsáveis e as primeiras vítimas".

"O aquecimento global é inseparável da abertura de estradas, do aparecimento de novas explorações e das profundas mudanças econômicas, sociais e ambientais que seguem. Algumas destas mudanças podem ser benéficas, mas muitas delas têm consequências negativas que não podem ser ignoradas", disse.

"Todos os países devem desempenhar um papel frente a suas empresas', afirmou o príncipe. 'Nós devemos persuadi-los a renunciarem, se necessário, a certas explorações na região do Ártico [...], especialmente às explorações de hidrocarbonetos [ndr: combustíveis] líquidos, que apresentam riscos demais", continuou.

"Nosso dever é, de fato e antes de tudo, incitar uma transição energética que possa nos libertar da dependência dos produtos derivados de petróleo", concluiu Albert II.

Fonte: G1 Natureza


Ativistas do Greenpeace presos recebem anistia do Parlamento russo

Grupo de 30 ativistas do Greenpeace que foram detidos na Rússia após 
ato contra exploração no Ártico; brasileira Ana Paula Maciel 
(embaixo, à direita) está entre eles (Foto: Dmitri Sharomov/Greenpeace/AFP)
19/12/2013

Anistia livra grupo de 30, que inclui brasileira, de acusação de vandalismo.
Anistia também beneficia membros do grupo Pussy Riot.

O parlamento russo aprovou nesta quarta-feira (18) um decreto que concede anistia a presos por atos de vandalismo e que beneficiará as 30 pessoas presas no país durante um protesto organizado pelo Greenpeace contra a exploração de petróleo no Ártico. A informação foi divulgada pela organização ambiental, em sua conta no Twitter.

De acordo com a organização ambiental, a anistia significa que os procedimentos legais contra os 28 ativistas e os 2 jornalistas freelancers devem ser cancelados e todos, exceto os 4 de nacionalidade russa, poderão ir para casa. Para isso, necessitam ainda de um visto que deve ser emitido pelo governo russo. Porém, segundo a assessoria de imprensa do Greenpeace, a organização ainda não sabe quando isso ocorrerá.

Ana Paula Maciel é uma das ativistas detidas na Rússia após ato contra 
exploração no Ártico (Foto: Dmitri Sharomov / Greenpeace)
O decreto aprovado nesta quarta-feira beneficiará também membros do grupo Pussy Riot, que cumprem pena de dois anos de prisão devido a um protesto que realizaram contra Vladimir Putin dentro de uma catedral. A decisão marca o aniversário de 20 anos da adoção da Constituição russa pós-comunista, em 1993. Segundo o texto aprovado por unanimidade, o perdão traz benefícios "para os setores sociais mais vulneráveis​​" e deverá libertar 25 mil pessoas. A anistia não contempla que tem uma condenação superior a cinco anos de prisão.

O grupo do Greenpeace foi preso no dia 19 de setembro e permaneceu detido durante dois meses sob a acusação de vandalismo. Em novembro, eles receberam o direito de responder ao processo em liberdade mediante pagamento de fiança, mas não poderiam deixar o país.

A prisão do grupo, chamado pelo Greenpeace de "30 do Ártico", provocou fortes críticas à Rússia por parte do Ocidente e foi vista como um sinal de que Vladimir Putin não pretende tolerar esforços para interromper a exploração de recursos da região do Ártico. O fim do processo representa a remoção de um dos obstáculos na relação da Rússia com o Ocidente nas vésperas de o país sediar as Olimpíadas de Inverno, em fevereiro.
  
Segundo informações divulgadas pelo Greenpeace, a brasileira Ana Paula Maciel, uma das ativistas presas no país, disse que está aliviada, mas não celebrando. "Fui acusada e permaneci dois meses presa por um crime que não cometi, o que é um absurdo. Mas finalmente parece que essa saga está chegando ao fim e em breve estaremos com nossas famílias", disse.

Fonte: G1 Natureza

Ana Paula ganha liberdade provisória

Foto:  Greenpeace
19/11/2013

A Justiça da Rússia parece que começou a abrir os ouvidos para as milhões de vozes que têm se levantado ao redor do mundo. A ativista brasileira Ana Paula Maciel e outras quatro pessoas acabaram de ganhar liberdade provisória, sob fiança, depois de passar exatos dois meses atrás das grades. Para você, o nosso muito obrigado por ter nos ajudado até aqui!

Porém, a história não terminou. A notícia é ótima, mas ainda não podemos comemorar. Outras 26 pessoas continuam em prisão preventiva, e o Comitê de Investigação russo está tentando estender a detenção deles por mais três meses. E como dissemos acima, a liberdade de Ana e dos demais é provisória. Ou seja, todos continuam sendo acusados de vandalismo e de pirataria e, se condenados, podem pegar até 20 anos de prisão.

 
 

Tudo isso apenas por terem feito um protesto absolutamente pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Se você, como nós, acha um absurdo o que está acontecendo, continue conosco pedindo a liberdade definitiva de nossos ativistas. Compartilhe com seus amigos para que eles também se manifestem pelo direito de defendermos nosso planeta. Junte-se a nós para Salvar o Ártico.

Abraços,
Fabiana Alves
Coordenadora da Campanha Clima e Energia
Greenpeace Brasil

Ser ativista não é crime

24/09/2013

Um protesto pacífico do Greenpeace contra a exploração de petróleo no Ártico desencadeou uma reação exagerada e ilegal das autoridades russas. A guarda costeira do país ocupou o navio Arctic Sunrise, que se localizava em águas internacionais, e prendeu seus 30 tripulantes - entre eles, a brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos.

As atividades da petroleira estatal russa Gazprom representam uma ameaça ao frágil ecossistema do Ártico. Para esconder isso, as autoridades do país querem confundir a opinião pública com acusações de pirataria sobre nossa organização.

O Greenpeace rejeita veementemente essa acusação, pois ela não se aplica a protestos pacíficos e seguros – como os que realizamos sempre. Os ativistas simplesmente escalaram a plataforma da Gazprom, no mar de Pécora, munidos de cordas e banners para alertar o mundo sobre os riscos da exploração de petróleo no Ártico.

A ocupação ilegal do navio Arctic Sunrise pela guarda costeira russa aconteceu na última quinta-feira. A tripulação está bem e foi escoltada até a cidade de Murmansk, na costa noroeste da Rússia. Ainda não sabemos que acusações formais serão feitas contra eles

Queremos nossos ativistas de volta em segurança. Para isso, precisamos de sua ajuda: envie uma carta à embaixada russa pedindo a imediata liberdade de Ana Paula e os outros 29 tripulantes do Arctic Sunrise.


O direito ao protesto pacífico é a melhor forma de promover mudanças no mundo. Por isso, precisamos nos unir para garantir que esse direito seja preservado e possamos continuar denunciando os crimes ambientais que colocam em risco a vida sobre o planeta. Junte-se a nós!

Greenpeace

Greenpeace coloca casa de Papai Noel à venda

Ação da campanha Salve o Ártico mostra que o bom velhinho está sendo obrigado a 
se mudar em função do derretimento do Ártico

23/12/2012

Amanda de Almeida

Casa do Papai Noel: “Compre a seu próprio risco. A não ser que a gente consiga reduzir o aquecimento global, você não será capaz de aproveitá-la por muito tempo”, diz o anúncio de venda

São Paulo - Parecia impossível, até que se tornou inevitável: Papai Noel terá de se mudar e já está anunciando a venda de sua casa. Aproveitando o Natal é o tema da vez, o Greenpeace uniu forças com a agência BBH LA para criar o Santa Relocation Project, uma ação dentro da campanha Salve o Ártico. Para quem acessa a página da iniciativa no Facebook, encontra um álbum com as fotos utilizadas para vender a casa do bom velhinho, que está sendo obrigado a se mudar em função do derretimento do Ártico.

“Compre a seu próprio risco. A não ser que a gente consiga reduzir o aquecimento global, você não será capaz de aproveitá-la por muito tempo”, diz o anúncio de venda. Nas fotos, descrições da oficina, a cozinha que já foi danificada pela água, os pequenos beliches e a bela vista para o oceano.

O anúncio foi colocado no site Craigslist em Miami, Nova York e Los Angeles, mas já foi removido destes dois últimos. Redes sociais como o Twitter e Instagram também foram envolvidas. Na primeira, os usuários podem colaborar com ideias e dicas de novos lugares que Papai Noel poderia escolher para morar utilizando a hashtag #SantaRelocation, enquanto a segunda divulga imagens de listas de Natal escritas por criança para lembrar que este talvez seja o último ano que elas enviarão seus pedidos ao Polo Norte.

Fonte: Exame


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