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PESQUISADOR DA EMBRAPA REPRESENTA O BRASIL NO BANCO DE SEMENTES DE SVALBARD, NORUEGA



12/11/2017

Arthur Mariante e pesquisadores de outros cinco países compõem o Painel Consultivo Internacional que vai apoiar a gestão do banco norueguês.

O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Arthur Mariante (FOTO) representa o Brasil no Painel Consultivo Internacional que vai supervisionar a gestão do do Banco Global de Sementes de Svalbard, situado na cidade de Longyearbyen, Noruega. Ele e pesquisadores de outros cinco países – Noruega, Itália, Marrocos, Filipinas e Bósnia e Herzegovina – se reunirão em fevereiro de 2018 na Noruega para comemorar o aniversário de 10 anos do Banco.

Mariante foi escolhido por sua experiência como presidente do Comitê Gestor do Portfólio de Recursos Genéticos para Alimentação, Agricultura e Bioindústria da Embrapa (Regen), que reúne ações de pesquisa em todas as regiões brasileiras voltadas à manutenção, enriquecimento e caracterização dos núcleos de conservação animal, coleções biológicas de microrganismos e bancos vegetais.

O Painel é composto por representantes de instituições que já depositaram material genético no Banco Global e outros públicos estratégicos. Os pesquisadores foram escolhidos pela capacidade de ancorar a missão do Banco, garantir o intercâmbio com outros bancos genéticos, fortalecer programas de recursos genéticos em seus países, além de prover consultoria científica de alta qualidade aos parceiros, em prol da gestão qualificada do banco nórdico.

A Embrapa já depositou no Banco Global 514 acessos de feijão (2014),  264 acessos de milho e 541 acessos de arroz (2012). A escolha dessas culturas agrícolas atende a uma das recomendações do Banco quanto à relevância para a segurança alimentar e agricultura sustentável. Além disso, são culturas que apesar de não serem originárias do Brasil, são cultivadas no País há séculos e, por isso, possuem características de rusticidade e adaptabilidade às condições nacionais.

Os outros membros do Painel Consultivo que representam bancos de genes depositantes são: Ahmed Amri, chefe do banco de genes no Centro Internacional de Pesquisa Agrícola em Áreas Secas (ICARDA, com sede em Marrocos);  Teresita Borromeo, chefe da Divisão de Recursos Genéticos de Plantas da Universidade das Filipinas; e Gordana Djuric, chefe do Instituto de Recursos Genéticos da Universidade de Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina.

Além dos depositantes, faz parte também do Painel Ann Tutwiler, diretora-geral da Bioversity International, organização global de pesquisa sem fins lucrativos, com sede em Roma, Itália, e Kristin Børresen, diretora de comunicações da empresa norueguesa de melhoramento de plantas, Graminor.

A presidente do Conselho de Administração do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura (TIRFAA) deverá ser o sétimo membro e presidir as reuniões do Painel.

Parceiros do Ministério da Agricultura e da Alimentação da Noruega, do Fundo Global da Diversidade Agrícola, e do Nordic Genetic Resource Center (NordGen), que cooperam no financiamento, gestão e operações do Banco Global, participarão da reunião como observadores.

Banco norueguês garante ainda mais segurança para a conservação das sementes brasileiras

A conservação das espécies vegetais de importância alimentar é uma preocupação da Embrapa desde a sua criação em 1973. Prova disso é que a Empresa possui hoje o maior banco genético vegetal do Brasil e da América Latina, com mais de 120 mil amostras de sementes de cerca de 670 espécies agrícolas de importância socioeconômica conservadas a 20ºC abaixo de zero na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

O envio de amostras para Svalbard é mais uma garantia de segurança, já que o banco nórdico é o mais seguro do mundo em termos físicos e ambientais. Além de estar situado dentro de uma montanha na cidade de Longyearbyen foi construído com total segurança para resistir a catástrofes climáticas (enchentes terremotos, aquecimento gradual, etc.) e até mesmo a uma explosão nuclear.
           
A caixa forte da Noruega

A caixa forte norueguesa tem capacidade para quatro milhões e quinhentas mil amostras de sementes. O conjunto arquitetônico conta com três câmaras de segurança máxima situadas ao final de um túnel de 125 metros dentro de uma montanha em uma pequena ilha do arquipélago de Svalbard situado no paralelo 780 N, próximo do Polo Norte.

As sementes são armazenadas a 20ºC abaixo de zero em embalagens hermeticamente fechadas, guardadas em caixas armazenadas em prateleiras. O depósito está rodeado pelo clima glacial do Ártico, o que assegura as baixas temperaturas, mesmo se houver falha no suprimento de energia elétrica. As baixas temperatura e umidade garantem a baixa atividade metabólica, mantendo a viabilidade das sementes por um milênio ou mais.

Embrapa

NORUEGA ANUNCIA CORTE DE QUASE R$ 200 MI AO FUNDO DA AMAZÔNIA

Amazônia: a Noruega já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão (foto/Divulgação)

23/06/2017

O Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado

Oslo – Em plena viagem oficial do presidente Michel Temer (PMDB) para Oslo, o governo da Noruega anuncia o corte de pelo menos 50% no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 22, em uma reunião entre as autoridades de Oslo e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.

A Noruega é o maior doador ao Fundo da Amazônia e já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão. Mas, para 2017, a liberação de recursos foi reexaminada. Em uma carta enviada pelos noruegueses ao governo brasileiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 19, o alerta já estava claro de que o dinheiro poderia secar diante das falhas do Brasil em suas políticas ambientais.

Questionado se poderia garantir que a taxa de desmatamento seria reduzida para o futuro, Sarney Filho disse que “apenas Deus poderia garantir isso”.

“Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas, e a esperança é de que ele diminua”, afirmou o ministro brasileiro.

Sarney Filho ainda culpou o governo de Dilma Rousseff (PT) pelo desmatamento.

“O ministro norueguês é bem informado e sabe que (o aumento do desmatamento) é fruto do governo passado e do corte de orçamento nos órgãos de fiscalização”, disse.

Corte

No total, o Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado.

O fundo tem como base um acordo de 2008 que diz que quando um desmatamento aumenta, o dinheiro é cortado.

“Isso vai significar um corte de metade (da parcela)”, disse o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidal Helgeser, depois de uma reunião marcada às pressas com Sarney Filho.

“Nossas contas estão baseadas nas taxas. O resultado do desmatamento é o que importa”, disse o ministro escandinavo, que afirmou estar confiante de que o problema volte a ser combatido no Brasil depois de algumas promessas do governo.

Mesmo assim, ele insistiu que uma decisão sobre o futuro da Amazônia não depende dele. “As decisões sobre as florestas brasileiras dependem do Brasil, não da Noruega”, disse.

“Estou otimista de que ministro brasileiro está fazendo o que pode para ter orçamento e leis.”

Helgeser admitiu que sabe que existe um “debate político” no Brasil sobre o futuro da preservação ambiental.

“O Brasil mostrou ao mundo que pode ser feito e eu sempre usou como exemplo”, insistiu o escandinavo, que fez questão de apontar que o dinheiro pode voltar em 2018 se o Brasil conseguir frear o desmatamento.

Desmatamento

O corte é baseado no avanço do desmatamento de 2016. Os valores, porém, serão confirmados nos próximos dois meses. De acordo com as autoridades norueguesas, esses números referentes ao dinheiro não devem sofrer grandes mudanças.

Na parcela paga no final de 2016, Oslo admite que já havia realizado um corte – mas de apenas 10%.

No total, o desmatamento chegou a 6 mil quilômetros quadrados em 2015 e 8 mil km² em 2016.

Sarney Filho tentou minimizar o corte nos recursos. “Isso já estava previsto pelos acordos e é resultado dos últimos anos”, afirmou.

Para o chefe da pasta no Brasil, o País já conseguiu recompor o orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e acredita que o controle vá voltar.

“A curva que estava ascendente começou a reverter. Nossa expectativa é de que o desmatamento tenha caído”, disse.

Recuo

Na segunda-feira, Temer havia vetado medidas provisórias do Congresso que permitiam reduzir áreas de preservação no Pará.

Mas não apresentou alternativas. Nesta quinta-feira, Sarney Filho indicou que não há mais garantia de que vá apresentar um projeto de lei ainda nesta semana que substitua as Medidas Provisórias 756 e 758, barradas pelo governo.

Depois do veto de Temer, ele se reuniu com a bancada do Pará no Congresso e, em um vídeo, aparenta concordar com gesto positivo com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) de que as MPs seriam substituídas por um projeto de lei que iria no mesmo sentido de reduzir a área de proteção. Em Oslo, ele negou qualquer aprovação ao pedido do senador.

“Vamos esperar um parecer técnico. Mas isso não está pronto. O que há de concreto é que não há nada. O resto é especulação”, completou, sendo retirado por assessores.

Segundo ele, o fato de se diminuir uma área de proteção não significa que esteja incentivando o aumento do desmatamento.

Fonte: Exame.com

Líderes globais convocam para luta contra o aquecimento no Ártico

Imagem mostra região do Ártico, que sofre degelo devido às altas 
temperaturas globais (Foto: Divulgação/ESA)

19/03/2015

Região é a que mais sente o aumento das temperaturas no planeta.
Conferência em Paris discute como combater a ameaça e proteger a área.

França, Noruega e Mônaco pediram uma ação imediata contra as mudanças climáticas, durante uma conferência realizada em Paris sobre o Ártico - "posto avançado" do aquecimento global.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, lembrou que na região o aquecimento é duas vezes mais rápido do que em outros locais.

"Os ecossistemas do Ártico podem mudar completamente [...] Se nós continuarmos a perturbá-los, eles poderiam contribuir para o aumento das temperaturas, isto é, um cenário catastrófico", disse o ministro, que foi ao arquipélago norueguês de Svalbard e deve ir à Groenlândia nos próximos dias.
"Esta ameaça deve nos fazer agir", alertou o chanceler. "Facilitar a conclusão de um acordo universal e ambicioso, esta é a missão da França" para a conferência sobre o clima prevista para dezembro em Paris. "A tarefa é enorme, mas a esperança é real", ponderou.

"As mudanças no Ártico são um convite à ação", ressaltou o chanceler norueguês, Borge Brende, lembrando que no mar de Barents, 50% das banquisas [ndr: campos de gelo flutuantes] desapareceram desde os anos 1980. "O grande Norte está no topo das nossas prioridades de política externa", afirmou.

'A culpa é do homem'
O príncipe Albert II de Mônaco também chamou à ação diante destas "mudanças, cujos homens são os primeiros responsáveis e as primeiras vítimas".

"O aquecimento global é inseparável da abertura de estradas, do aparecimento de novas explorações e das profundas mudanças econômicas, sociais e ambientais que seguem. Algumas destas mudanças podem ser benéficas, mas muitas delas têm consequências negativas que não podem ser ignoradas", disse.

"Todos os países devem desempenhar um papel frente a suas empresas', afirmou o príncipe. 'Nós devemos persuadi-los a renunciarem, se necessário, a certas explorações na região do Ártico [...], especialmente às explorações de hidrocarbonetos [ndr: combustíveis] líquidos, que apresentam riscos demais", continuou.

"Nosso dever é, de fato e antes de tudo, incitar uma transição energética que possa nos libertar da dependência dos produtos derivados de petróleo", concluiu Albert II.

Fonte: G1 Natureza


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